Prezados alunos e alunas. O presente questionário tem por objetivo dirigir seu olhar para os principais pontos a serem observados, servindo como uma apostila de nossas aulas, o texto que aqui apresento possui pontos discutidos em classe e outros que são importante conhecer que não tivemos oportunidade de aprofundar. Conte então com os conhecimentos obtidos em nossas aulas, como do conteúdo que você pode observar nos textos que fez o fichamento, busque ainda pesquisar na internet para dar conta de formar uma boa base. Para resolver as questões você devera pesquisar nos seus apontamentos das aulas, nos artigos de revista que leu e em outros meios que julgar necessário, como livros e a própria internet. O importante é chegar a uma resposta, ou ter a certeza que não domina ainda bem o conteúdo, assim apresente suas dividas. Ao dedicar um tempo razoável de estudos por dia ao questionário-apostila, vai observar que está obtendo mais informações. Ficou mais amplo seu conhecimento do assunto que estamos trabalhando. Por último, e de suma importância. Você deve fazer chegar as minhas mãos até o dia 10 de julho o questionário. Não imprima as respostas, escrevam elas em folha de papel almaço indicando tão somente o número da pergunta. Se tiver dificuldades ou duvidas ao longo do processo me escreva no email estreladaaguia@yahoo.com.br. Os fichamentos devem ser entregues até o dia 15 de julho para que junto com o questionário somem para a sua primeira nota do 2 trimestre. Conteúdo e perguntas 1. O conhecimento do Homem é indispensável ao legislador, assim pensava Platão, vamos ver então no que consiste esse conhecimento para podermos nos aprofundar nos nossos estudo sobre a política. Neste ponto, peço o um pouco da atenção raramente dada aos discursos preliminares porque se trata menos de preparar o espírito para receber certas ideias do que de po-lo em condições de bem compreende-las antes de recebê-las. Como e sobre o homem e para o homem que os autores políticos e os legisladores escrevem, e evidente que, para eles, o primeiro e mais importante
conhecimento deva ser o Homem. Todavia, trata-se de um conhecimento que a maioria deles não teve, não procurou adquirir e muitas vezes foram incapazes de encontrar, mesmo quando o procurasse. Eles receberam o Homem como os naturalistas e os físicos o apresentaram, mais conforme a ciência antropográfica do que a antropológica, como um animal, participe do reino animal, e que não diferia dos outros animais exceto por um certo principio de razão que haviam roubado dos deuses, ou melhor, ganho de Prometeu. Isto poderia levarmos a chamá-lo de animal racional. Porem, como esse principio da razão. Atribuia-se a forma da sua mão, por exemplo, todos os progressos nas ciências e nas artes. São elas as responsáveis pela incrível capacidade que o ser humano possui em organizar seus espaços criando soluções para seus problemas. Junto a razão a técnica dá a cada um de nós uma habilidade especial que deve ser disponibilizada para o todo da comunidade. O homem não e nem um animal nem uma inteligência; e um ser intermediário, situado entre a matéria e o espírito, entre o céu e a terra, para servir-lhes de elo. As definições que procuramos dar-lhe pecam pela carência ou pelo excesso. Quando o chamamos de animal racional, dizemos pouco; quando o qualificamos de inteligência servida de órgãos, falamos demais. O homem, tomando suas próprias formas físicas pelas de um animal, ele e mais que racional; inteligente e livre. 1.1 Como é que Platão explicou a união e a separação entre os seres humanos? Qual o mito narrado por ele para justificar a distribuição da habilidades, da justiça e da vergonha? 1.2 Como podemos entender justiça e vergonha para melhor compreendermos as bases da política, em Platão? A questão da moral platonica 2. Segundo a psicologia platônica, a natureza do homem é racional, e, por conseqüência, na razão realiza o homem a sua humanidade: a ação racional realiza o sumo bem, que é, ao mesmo tempo, felicidade e virtude. Entretanto, esta natureza racional do homem encontra no corpo não um instrumento, mas um obstáculo - que Platão explica mediante um dualismo filosófico-religioso de alma e de corpo: o intelecto encontra um obstáculo nos sentidos, a vontade no impulso, e assim por diante.
Então a realização da natureza humana não consiste em uma disciplina racional da sensibilidade, mas na sua final supressão, na separação da alma do corpo, na morte. Agir moralmente é agir racionalmente, e agir racionalmente é filosofar, e filosofar é suprimir o sensível, morrer aos sentidos, ao corpo, ao mundo, para o espírito, o inteligível, a idéia. 2.1 Explique conforme vimos na alegoria da caverna que está no Livro VII da obra A república, o que vem a ser o Mundo Sensivel e o Mundo Inteligivel? 3. Em todo caso, visto que a alma humana racional se acha, de fato, neste mundo, unida ao corpo e aos sentidos, deve principiar a sua vida moral sujeitando o corpo ao espírito, para impedir que o primeiro seja obstáculo ao segundo, à espera de que a morte solte definitivamente a alma dos laços corpóreos. Noutras palavras, para que se realize a sabedoria, a contemplação, a filosofia, a virtude suma, a única virtude verdadeiramente humana e racional, é necessário que a alma racional domine, antes de tudo, a alma concupiscível, derivando daí a virtude da temperança, e domine também a alma irascível, donde a virtude da fortaleza. Tal harmônica distribuição de atividade na alma conforme a razão constituiria, pois, a justiça, virtude fundamental, segundo Platão, juntamente com a sapiência, embora a esta naturalmente inferior. Temos, destarte, uma classificação, uma dedução das famosas quatro virtudes naturais, chamadas depois cardeais - prudência, fortaleza, temperança, justiça - sobre a base da metafísica platônica da alma. 3.1 Quando é que o filósofo está pronto para governar a cidade? 3.2 Por que é necessario um conhecimento do mundo sensivel para se governar a polis? 3.3 Por que podemos afirmar que a polita em platão é a ética das virtudes? E quais são essas virtudes, e onde Platão as encontra como modelos para a ação do Rei-filósofo? 4. Quanto ao destino das almas depois da morte, eis o pensamento de Platão: em geral, o destino da alma depende da sua filosofia, da razão; em especial, depende da religião, dos mistérios órfico-dionisíacos. Em geral, distingue ele três categorias de alma:
4.a As que cometeram pecados inexpiáveis, condenadas eternamente; 4.b As que cometeram pecados expiáveis; 4.c As que viveram conforme à justiça. As almas destas últimas duas categorias nascem de novo, encarnam-se de novo, para receber a pena ou o prêmio merecidos. Segundo o pensamento que expresso em sua obra Fédon, seria mister acrescentar uma quarta categoria de almas, as dos filósofos, videntes de idéias, libertados da vida temporal para sempre. 4.1 Por que a alma do filósofo esta segundo Platão liberto da vida temporal? As paixoes e os desejos do mundo sensivel tem algo haver com essa liubertação? De que forma isso é possivel? Pensamento Político Platonico 5. Os escritos em que Platão trata especificamente do problema da política, são a República, o Político e as Leis. Na República, a obra fundamental de Platão sobre o assunto, traça o seu estado ideal, o reino do espírito, da razão, dos filósofos, em chocante contraste com os estados e a política deste mundo. Qual é, pois, a justificação da sociedade e do estado? Platão acha-a na própria natureza humana, porquanto cada homem precisa do auxílio material e moral dos outros. Desta variedade de necessidades humanas origina-se a divisão do trabalho e, por conseqüência, a distinção em classes, em castas, que representam um desenvolvimento social e uma sistematização estável da divisão do trabalho no âmbito de um estado. A essência do estado seria então, não uma sociedade de indivíduos semelhantes e iguais, mas dessemelhantes e desiguais. Tal especificação e concretização da divisão do trabalho seria representada pela instituição da escravidão; tal instituição, consoante Platão, é necessária porquanto os trabalhos materiais, são exercidos pelos individuos que ainda estão presos as cadeiras no fundo da caverna e que por si só não conseguem se libertar. A medida em que consegue se liberta intelectualmente passa a ocupar postos mais elevados dentro da sociedade, assumindo mais responsabilidades para com o todo que o mutre e protege. 5.1 descreva cada estagio da mente humana descrito por platão na alegoria da caverna e sua correspondente com relação a condição social que pode exercer?
6. Segundo Platão, o estado ideal deveria ser dividido em classes sociais. Três são, pois, estas classes: a dos filósofos, a dos guerreiros, a dos produtores, as quais, no organismo do estado, corresponderiam respectivamente às almas racional, irascível e concupiscível no organismo humano. À classe dos filósofos cabe dirigir a república. Com efeito, contemplam eles o mundo das idéias, conhecem a realidade das coisas, a ordem ideal do mundo e, por conseguinte, a ordem da sociedade humana, e estão, portanto, à altura de orientar racionalmente o homem e a sociedade para o fim verdadeiro. Tal atividade política constitui um dever para o filósofo, não, porém, o fim supremo, pois este fim supremo é unicamente a contemplação das ideias. 6.1 O que vem a ser a contemplação das ideias? E qual sua relação com a disposição do filosofo em bem governar a cidade? 7. À classe dos guerreiros cabe a defesa interna e externa do estado, de conformidade com a ordem estabelecida pelos filósofos, dos quais e juntamente com os quais, os guerreiros receberam a educação. Os guerreiros representam a força a serviço do direito, representado pelos filósofos. À classe dos produtores, enfim, - agricultores e artesãos - submetida às duas precedentes, cabe a conservação econômica do estado, e, consequentemente, também das outras duas classes, inteiramente entregues à conservação moral e física do estado. Na hierarquia das classes, a dos trabalhadores ocupa o ínfimo lugar, pelo desprezo com que era considerado por Platão - e pelos gregos em geral - o trabalho material. Na concepção ideal, espiritual, ética, ascética do estado platônico, pode causar impressão, à primeira vista, o comunismo dos bens, das mulheres e dos filhos, que Platão propugna para as classes superiores. Entretanto, Platão foi levado a esta concepção política - tornada depois sinônimo de imanentismo, materialismo, ateísmo - não certamente por estes motivos, mas pela grande importância e função moral por ele atribuída ao estado, como veículo dos valores transcendentais da Ideia. 7.1 Qual a importancia de se ter um estado pautado na Moral para Platão? Que implicações tem isso nas formas de governo por ele elencadas?
7.2 Quai são as forma de governo por ordem de prioridade que deveriam ter as cidades? Justifique os motivos que levaram Platão a escolher cada uma delas como a mais pura e a mais impura e detestavel de todas? 8. Tinha ele compreendido bem que os interesses particulares, privados, econômicos e, especialmente, domésticos, estão efetivamente em contraste com os interesses coletivos, sociais, estatais, sendo estes naturalmente superiores àqueles - eticamente considerados. E não hesita em sacrificar totalmente os interesses inferiores aos superiores, a riqueza, a família, o indivíduo ao estado, porquanto representa precisamente - consoante seu pensamento - um altíssimo valor moral terreno, políticoreligioso, como única e total expressão da eticidade transcendente. Se a natureza do estado é, essencialmente, a de organismo ético-transcendente, a sua finalidade primordial é pedagógico-espiritual; a educação deve, por isso, estar substancialmente nas mãos do estado. O estado deve, então, promover, antes de tudo, o bem espiritual dos cidadãos, educá-los para a virtude, e ocupar-se com o seu bem estar material apenas secundária e instrumentalmente. 8.1 Platão considerava que um Estado era mais moralmente evoluido se não possuisse lei alguna ou poucas leis. As leis são para ele uma das formas de eudcar o cidadão para uma postura moral. A educação formal do jovem era dirigida para imprimir-lhe este carater moral desde a tenra idade. Com base no que foi dito, e diante da teoria do conhecimento platonico como é possivel uma pedagógico-espiritual? Qaual seu fim último? 9. Platão tende a desvalorizar a grandeza militar e comercial, a dominação e a riqueza, idolatrando a grandeza moral. O grande, o verdadeiro político não é - diz Platão - o homem prático e empírico, mas o sábio, o pensador; não realiza tanto as obras exteriores, mas, sobretudo, se preocupa com espiritualizar os homens. Desta maneira é concebido o estado educador de homens virtuosos, segundo as virtudes que se referem a cada classe, respectivamente. Esta educação é dispensada essencialmente às classes superiores - especialmente aos filósofos, a quem cabem as virtudes mais elevadas, e, portanto, a direção da república. Ao contrário, o estado em nada se interessa - ao menos positivamente - pelo povo, pelo vulgo, pela plebe, cuja formação é inteiramente material
e subordinada, consistindo sua virtude apenas na obediência, visto a alma concupiscível estar sujeita à alma racional. 9.1 Que tipo de governo é a alma racional para platão? E quem esta habilitado para comandar de forma racional? 10. A educação das classes superiores importa, fundamentalmente, música e ginástica. A música - abrangendo também a poesia, a história, etc., e, em geral, todas as atividades presididas pelas Musas - é, todavia, cultivada apenas para fins práticos e morais. Deveria ela equilibrar, com a sua natureza gentil e civilizadora, a ação oposta, fortificadora, da ginástica. Platão reconhece a importância da ginástica, mas não passa de uma importância instrumental e parcial, pois o prevalecer da cultura física do corpo torna os homens grosseiros e materiais. Daí a sua aversão ao culto idolátrico dos exercícios físicos, que foi um dos indícios da decadência grega. 10.1 quais os fundamentos platonicos para afirmar que a musica pode levar a uma pratica moral? A Religião e a Arte 11. A idéia do Bem seria o centro da religião platônica. Seu culto essencial é representado pela ciência e, portanto, pela virtude que deriva necessariamente da ciência. Ao lado, e subordinadas a esta espécie de Deus supremo, estão as demais idéias, denominadas por Platão, deuses eternos. Entretanto, este absoluto - o Bem e as idéias - embora transcendente, espiritual e ético, não pode tornar-se objeto de religião, nem sequer da religião assim chamada natural, dadas a sua impersonalidades e inatividade a respeito do mundo. Quanto à avaliação da religião positiva, Platão hostiliza o antromorfismo, até querer banidos de seu estado ideal os poetas, inclusive Homero, pelos mitos fantásticos e imorais, narrados em torno dos deuses e dos heróis. Apesar de repelir os deuses da mitologia popular e poética, aceita francamente o politeísmo. É um politeísmo estranho, cujas divindades são os astros e o cosmo, animados e racionais, os assim chamados deuses visíveis, subordinados ao Demiurgo, bem como à idéia do Bem e às outras idéias. Platão pode, pois, conservar - reformada e purificada - a religião helênica, como religião do seu estado ideal.
11.1 Busque descrever a relação exietente entre o Demiurgo e o Mundo inteleigivel teorizados por Platão. 12. As doutrinas estéticas de Platão são algo oscilantes entre uma valorização e uma desvalorização da arte. Em todo caso, no conjunto do seu pensamento, em oposição ao seu gênio e ao gênio artístico grego, prevalece a desvalorização por dois motivos, teorético um, prático outro. O motivo teorético é que a arte resultaria como cópia de uma cópia: cópia do mundo empírico, que é já uma cópia do mundo ideal; cópia não de essências, como a ciência, mas de fenômenos. Por conseqüência, a arte deveria ser, gnosiologicamente, inferior à ciência. O motivo prático é que a arte - dada esta sua inferior natureza teorética, impura fonte gnosiológica - torna-se outro tanto danosa no campo moral. Atuando cegamente sobre o sentimento, a arte nos atrai para o verdadeiro, como para o falso, para o bem como para o mal. 12. O que são fenômenos diante da filosofia? Quais fenômenos culturais Platão buscou estudar? 13. Seja como for, encontramos em Platão uma tentativa de valorização da arte em si, sendo considerada a arte como uma espécie de loucura divina, de mania, semelhante à religião e ao amor, ou seja, uma espécie de revelação superior. A arte, pois - como o amor, que tem por objeto a Beleza eterna e os graus que levam até ela - deveria ser um itinerário especial do espírito para o Absoluto e o inteligível, algo como que uma filosofia, porquanto deveria atingir intuitivamente, encarnada em formas sensíveis, aquele mesmo ideal inteligível que a filosofia atinge abstratamente, na sua pureza lógica, conceptual. 13.1 Apolo é o deus a quem Platão dedica A República. Apolo representa quais qualidades que Platão coloca com arquetipo para os cidadãos? A Academia 14. A escola filosófica fundada por Platão, a Academia, sobreviveu-lhe por quase um milênio, até o VI século d.c. Costuma-se dividi-la - cronologicamente e logicamente - em antiga, média e nova. A antiga academia dura até o ano de 260 a.c., mais ou menos, isto é, quase um século. É governada por discípulos, reitores, sucessores
de Platão. A ela pertencem homens insignes e de grande doutrina. Vai-se acentuando a importância da experiência, segundo os interesses do último Platão, como também uma tendência para uma sempre maior sistematização do pensamento platônico, provavelmente também pela influência de Aristóteles. Segue-se na média academia, que toma uma orientação cética, sobretudo graças a Carnéades (213-128 a.c.). Finalmente, a nova academia volta ao antigo dogmatismo e, depois, orienta-se para o ecletismo, prevalecendo simpatias pitagóricas. Chegamos assim ao princípio da era vulgar. No entanto, a academia platônica sobreviverá ainda e tomará uma última forma e feição com o neoplatonismo. É este o último esforço grandioso do pensamento grego para resolver o problema filosófico, desenvolvendo o dualismo no panteísmo emanatista, e valorizando o elemento religioso positivo, que Platão já tinha valorizado no mito. 14.1 A Academia era tida como um centro de formação de politicos. Com essa afirmativa podemos deduzir que Platão não desejava tão somente uma idealização de uma sociedade perfeita, mas produziu meios para mudar a realidade politica. A politica podemos afirma também é fruto da polis. Descreva as origem da politica conforme a história da humanidade, onde surgiu e quais foram os elementos necessarios para que ele se tornasse efetiva na condução do Estado? Qual a relação dessa origem histórica com a politica partidaria que vemos hoje?