Transporte, Capacitção e Fertilização

Documentos relacionados
FECUNDAÇÃO SEGMENTAÇÃO

ENDOCRINOLOGIA REPRODUTIVA. M. V. Doutorando Lucas Balinhas Farias

10/06/2013 PLACENTA E PLACENTAÇÃO. placenta. placentação. Placenta. Componentes fetais

20/07/2011. Leonardo Da Vinci ( )


Marco B I O L O G I A EMBRIOLOGIA HUMANA CLIVAGEM

Lactogênio Placentário Bovino: Endógeno e Recombinante

Sistema Reprodutor Feminino. Acadêmica de Veterinária Carolina Wickboldt Fonseca

Reprodução e Embriologia. Leonardo Rodrigues EEEFM GRAÇA ARANHA

ENDOCRINOLOGIA REPRODUTIVA. M.S. Cássio Cassal Brauner FAEM-UFPel

Eixo hipotalamico-hipofisario-gonadal na femea Funcoes dos hormonios Organizacao das gonadas e desenvolvimento folicular Ciclo estral da vaca

Início do Desenvolvimento Humano: 1ª Semana

ANEXOS EMBRIONÁRIOS E PLACENTAÇÃO PROFª TATIANE DA SILVA POLÓ

O efeito das taxas de morte embrionária na eficiência de programas de sincronização de cio em vacas

Ciências Naturais, 6º Ano. Ciências Naturais, 6º Ano FICHA DE TRABALHO 1. Escola: Nome: Turma: N.º:

Escola: Nome: Turma: N.º: Data: / / FICHA DE TRABALHO 1. adolescência 9 e os 15 anos nascimento. 8 e os 12 anos secundários primários

CAPACITAÇÃO ESPERMÁTICA. capacitação. Vaca: 6 a 7 horas Porca: 1 a 2 horas

Diagnóstico Precoce de Gestação

O sistema reprodutor feminino. Os ovários e os órgãos acessórios. Aula N50

ANATOMIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO

REPRODUÇÃO E DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO. Professor Heverton Alencar

Fisiologia da Reprodução

Gametogênese Ovogênese. Prof a. Marta G. Amaral, Dra. Embriologia molecular

Diagnóstico Precoce de Prenhez

14/03/2017 DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIA PRÉ-IMPLANTACIONAL, NIDAÇÃO E EMBRIOGÊNESE PROFª MSC. TATIANE DA SILVA POLÓ 1ª E 2ª SEMANAS DE DESENVOLVIMENTO

NOÇÕES BÁSICAS DE EMBRIOLOGIA 8º ANO BIOLOGIA LUCIANA ARAUJO 4º Bimestre

Obstetrícia Veterinária (Parto Fisiológico) Parto. Parto 29/10/2009. Prof. Msc. Marcelo Arne Feckinghaus

ENDOCRINOLOGIA DA REPRODUÇÃO. Elisângela Mirapalheta Madeira Medica Veterinária, MC

Aparelho Reprodutor Feminino

Fertilização. Prof a. Marta G. Amaral, Dra. Embriologia molecular

Cap. 12 Reprodução Humana. Prof. Tatiana Novembro / 2018

2) Observe o esquema. Depois, seguindo a numeração, responda às questões. C) Onde a urina é armazenada antes de ser eliminada do corpo?.

esa pl Gestação e Parto CONCEITO : Multiplicador das Espécies Melhorar Espécies: Biotecnologia (IA, MOET, Clonagem,

Semiologia do sistema genital de ruminantes e pequenos animais

SINCRONIZE CICLO ESTRAL: Vaca Poliéstrica, ou seja, manifesta vários cios durante o ano, sendo interrompido pela gestação.

Ano Lectivo 2009/2010

Tio Ton Ciências. Cap Gravidez e Parto

OVÁRIOS. Fonte de gametas e hormônios

Disco germinativo bilaminar, gastrulação, neurulação e dobramento do corpo do embrião

EXERCÌCIOS GLOBAIS. - as células 3 são duas vezes mais numerosas do que as 2; - as células 4 são duas vezes mais numerosas do que as 3;

ANEXOS EMBRIONÁRIOS EMBRIOLOGIA

Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) Em Bovinos Leiteiros

Manejo Reprodutivo em Equinos

Flushing. Flushing 07/04/2014. Aspectos reprodutivos dos suínos. Aspectos reprodutivos dos suínos

É composto por : Sistema reprodutor Vulva (órgão genital externo). Vagina Útero Duas tubas uterinas Tem Dois ovários Função: secretar o óvulo (célula

Implantação e placentação

Os programas para sincronização da ovulação têm como princípio básico controlar a vida do corpo lúteo (CL) com utilização de PGF 2α, induzir o

Djane Dallanora. Patos de Minas MG

PLACENTA E MEMBRANAS FETAIS

Transporte dos gametas. Professor: Arturo Arnáez Vaella

Gametogênese e fecundação

Prof. Leonardo F. Stahnke 29/06/2018. APP: Human Body (Male) Sistemas Humanos

GAMETOGÊNESE DIFERENCIAÇÃO DOS GAMETAS. Profª Msc. Tatiane da Silva Poló

Profª LETICIA PEDROSO

EMBRIOLOGIA GERAL ILUSTRADA

hormônios do sistema genital masculino gônadas masculinas

CIRURGIAS DO SISTEMA GENITAL FEMININO. João Moreira da Costa Neto

BIOLOGIA. Moléculas, Células e Tecidos Gametogênese. Prof. Daniele Duó

REPRODUÇÃO HUMANA. Lásaro Henrique

07/05/ Número de membros. Número de Membros na Sociedade Brasileira de Transferência Embrionária

Gestação, parto e puerpério. Ginecologia Veterinária UFSM 24/03/2011 Prof. MRubin

Segunda semana: implantação. Professor: Arturo Arnáez Vaella

Ciclo Menstrual. O ciclo menstrual regular dura em média 28 dias, contados a partir do primeiro da menstruação propriamente dita.

Anatomia do Sistema Reprodutor Feminino. Professora: Karin

Hipotálamo: Está intimamente relacionado com a hipófise no comando das atividades. Ele controla a secreção hipofisária.

Biologia 12º ano Reprodução e manipulação da fertilidade

ENCCEJA RESUMO. Reprodução e contracepção. Natureza 1

FIM DA NIDAÇÃO (IMPLANTAÇÃO) E FORMAÇÃO DOS ANEXOS EMBRIONÁRIOS 2ª SEMANA. Valeska Silva Lucena

Relações entre o fluxo sanguíneo ovariano e a resposta à aplicação de ecg em vacas leiteiras

BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 46 ANEXOS EMBRIONÁRIOS

Tópicos. Reação acrossômica. Implantação embrionária. Desenvolvimento embrionário. Fisiologia da gestação. Parto

Embriologia. Prof. Mateus Grangeiro

Embriologia Geral BMH-120. Clivagem e Implantação

Sistema urinário. Aparelho Urinário. Órgãos urinários. Órgãos urinários. Rins. Ureteres. Bexiga urinária. Uretra. Sistema urogenital

Índice. Introdução e Importância Econômica. Introdução e Importância Econômica 07/04/2014. Marco Monteiro de Lima

GOIÂNIA, / / PROFESSOR: Mário Neto. Antes de iniciar a lista de exercícios leia atentamente as seguintes orientações:

Suinocultura. Luciano Hauschild Departamento de Zootecnia Jaboticabal, Raças mais utilizadas na suinocultura;

Escola Prof. Reynaldo dos Santos Vila Franca de Xira Biologia - 12º ano - Teste de Avaliação Novembro 2018 Unidade 1: Reprodução humana

1 Corte em seres humanos 2 Diferenças entre os sexos 2.1 Sistema reprodutor masculino 2.2 Sistema reprodutor feminino 3 Fecundação 3.

Sistemas Humanos. Sistema Genital Compreende o conjunto de órgãos com função reprodutora, sendo diferente entre homens e mulheres.

DIAGNÓSTICO DA GESTAÇÃO

GAMETOGÊNESE. Processo de formação e desenvolvimento das células germinativas especializadas OS GAMETAS.

SISTEMA GENITAL FEMININO

Porque EMBRIOLOGIA? 02-Sep Malformações craniofaciais tem origem embriológica. 2. Vão achar que você saberá responder:

Embriologia. Móds. 31 e 32 Biologia B Prof. Rafa

Glândulas endócrinas:

Efeito do estresse térmico no final da gestação materna sobre o crescimento e função imunológica de bezerros leiteiros

Diplofase. Haplofase

A g r u p a m e n t o d e E s c o l a s A n t ó n i o S é r g i o V. N. G a i a E S C O L A S E C U N D Á R I A / 3 A N T Ó N I O S É R G I O

Fertilização. Prof a. Marta G. Amaral, Dra. Embriologia molecular

MANEJOENUTRIÇÃO DEBOVINOSLEITEIROS. RenataCarvalhoSilva-JoséLuizJivagodePaulaRôlo

Reprodução e Manipulação da fertilidade

Transcrição:

Transporte, Capacitção e Fertilização

Transporte do Oócito Fímbria: captação e movimento ciliar Ampola: contração da parede

Transporte Espermático Trajeto: local de deposição ampola do oviduto Depende da espécie Depende do método de acasalamento

Interação do espermatozóide e óvulo Fêmeas ovulam em momentos diferentes após o início do cio; Longevidade do espermatozóide é relacionada com a duração do estro;

Interação do espermatozóide e óvulo Espécie Parâmetro Bovinos Ovinos Equinos Suínos Longevidade dos gametas (horas) Espermatozóides 30-48 30-48 72-120 34-72 Óvulos 20-24 16-24 6-8 8-10

O volume do ejaculado contém: Espermatozóides. Líquido seminal proveniente das glândulas acessórias. O plasma seminal contém proteínas coaguladoras.

Durante o trajeto percorrido pelos espermatozóides no trato reprodutivo da fêmea, eles sofrem mudanças que lhes permitem a habilidade de serem férteis. Estas mudanças se chamamcapacitação ESPERMÁTICA!

CAPACITAÇÃO ESPERMÁTICA São modificações bioquímicas e estruturais que os espermatozóides sofrem para adquirir capacidade para fertilização; Necessita ocorrer no trato genital feminino; Componentes de membrana dos espermatozóides são modificados ou removidos; Ocorre a ativação do acrossomo (necessário para a penetração do espermatozóide no óvócito);

Epidídimo Ejaculado Capacitado MOLÉCULAS DE SUPERFÍCIE SÍTIOS DE UNIÃO PARA O OVÓCITO Plasma seminal Trato Feminino

Hiperativação Espermática

Fertilização

Fertilização

Transporte dos Gametas Ampola Junção útero tubárica Istmo

Reaçãodo acrossomo Fixação inicial Capuchão descartado Espermatozóides Exposição de acrosina Fusãodas membranas plasmáticas

Penetração Espermática

Bloqueio à poliespermia Imediatamente após a fertilização, a superfície do ovo sofre modificações para impedir a penetração de espermatozóides adicionais; Quando este mecanismo falha pode ocorrer uma Quando este mecanismo falha pode ocorrer uma fertilização polispérmica que resulta em morte embrionária ou desenvolvimento anormal do animal;

Eventos Pós-Fecundação Singamia: fusão dos prónúcleos Reconstituição de estado diplóide Início de divisões mitóticas

BASES FISIOLÓGICAS DA GESTAÇÃO

PADRÕES HORMONAIS MATERNOS Progesterona: fase luteal (metaestro e diestro) e gestação Maior atividade glandular e vascularização do endométrio Menor atividade muscular e tonicidade uterina Preparação do útero para recepção do ovócito Cérvix permanece fechada Manutenção da prenhez Nutrição do embrião: resíduos de proteínas, gorduras, e restos celulares (Histiótrofo ou leite uterino)

TRÂNSITO NO OVIDUTO Relativamente constante, em torno de 3-4 dias Exceção: suínos Ejaculação intra-uterina Ovulações múltiplas Embriões no útero em ± 48h pós-fertilização Eqüinos: Reconhecimento da gestação mais precoce Transporte tubárico depende da ocorrência de fertilização: oócitos não fertilizados não entram no útero

DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO Espaço perivitelin o Pró núcleo Zona pelúcida Corpúsculo polar Blastômeros Embrião de duas células Embrião de 4 células Mórula Blastocisto Trofoblast o Blastocisto eclodido Embrião de 8 células Blastocisto Blastocele Trofoblast o

DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO Espécie Mórula (d) Blastocisto (d) Blastocisto eclodido (d) Bovina 47 712 911 Eqüina 45 68 78 Ovina 34 410 78 Suína 3,5 45 6,0

FASES DO DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO

Embriões não fertilizados

Mórula Dia 5; Classificação A=1; B=2; C=3 e D=4

Mórula compacta Dia 6-7; Classificação A=1; B=2; C=3 e D=4

Blastocisto inicial Dias 6-7; Classificação A=1; B=2; C=3

Blastocisto Dias 7-8; Classificação A=1; B=2; C=3

Blastocisto expandido Dia 8; Classificação A=1; B=2

Blastocisto em eclosão Dias 8-9; Classificação 1

Blastocisto eclodido Dias 9-11

Implantação Mais correto dizer adesão placentária; A implantação dos animais de produção é superficial e não invasiva; Envolve justaposição e adesão de células epiteliais uterinas com o trofoblasto; Regulada pelo tempo que o endométrio fica exposto à ação da progesterona;

Implantação Suínos: completa adesão entre os dias 18 e 24; Equinos: aderência placentária ocorre por volta dos dias 24 e 40; Ruminantes: envolve áreas caruncular e intercaruncular do endométrio, entre o dia 17 e 24;

Relação epitélio caruncular e imunologia Placenta dos ruminantes impede a passagem de moléculas grandes (proteínas, anti-corpos); Passagem de pequenas moléculas (aguá, a.a.; peptídeos, glicose); Necessário do consumo de colostro (rico em imunoglobulinas) para ativação do sistema imune do neonato;

RECONHECIMENTO DA GESTAÇÃO RUMINANTES Blastocisto Células endometriai s Células endometriai s Glândula uterina Glândula uterina

Reconhecimento da gestação Manutenção do CL é essencial; Concepto sintetiza e secreta esteróides e/ou proteínas para sinalizar sua presença; Modulação da liberação da PGF2α; Concepto deve cobrir extensa porção do endométrio para evitar liberação da PGF2α; Suínos = múltiplos conceptos;

Reconhecimento da gestação Ruminantes: Ovelha: proteínas secretadas entre os dias 12 e 21 (inibição da liberação da PGF2α); Proteína trofoblastica ovina (0TP-1); Vaca: reconhecimento ocorre entre os dias 16 e 19; Concepto produz proteína trofoblástica bovina, classificada como interféron τ (IFN- τ);

Reconhecimento da gestação Porca: Produção de estrógeno pelo concepto; Período entre 11 e 12 dias; As proteínas liberadas não modulam a duração do CL; Conceptos devem estar presentes nos dois cornos uterinos (maior área para prevenção da liberação de PGF2α);

Reconhecimento da gestação Égua: Inconclusivo; Reconhecimento entre os dias 8 e 20 de gestação Concepto produz estrógeno (estradiol e estrona); Provável participalção de proteínas especificas.

RECONHECIMENTO DA GESTAÇÃO Espécie Fator de reconhecimento de prenhez Bovina Proteína trofoblástica bovina (bifn τ) Eqüina 3 proteínas/estrógenos? Ovina Proteína trofoblástica ovina (oifnτ) Suína Estradiol

GESTAÇÃO Intervalo entre o serviço fértil e a expulsão do feto e suas membranas Raça Sexo do feto Idade da mãe Tamanho e número de fetos Estações do ano

RECONHECIMENTO DA GESTAÇÃO Sinal: presença do blastocisto na luz uterina Ovinos: se não houver blastocisto no útero até o 12 o. dia, o corpo lúteo regride Suínos: ao menos 4 blastocistos (2 por corno uterino) até o início da implantação (1215 dias)

Apenas 1 embrião: DISTRIBUIÇÃO DOS EMBRIÕES Vaca e ovelha: fixação na porção distal do corno adjacente ao ovário que ovulou Égua: é freqüente a migração para o corno oposto Ovelha - 2 embriões: 1 migra para o outro corno Suínos: embriões se distribuem em ambos os cornos

IMPLANTAÇÃO EMBRIONÁRIA Após a passagem tubárica, o(s) embrião (ões) possui um período de vida livre Fixação: contato físico, após dissolução da zona pelúcida, entre o trofoblasto e o endométrio Ruminantes, suínos, eqüinos: superficial e não invasiva, com adesão à parede uterina Cães, gatos e roedores: invasiva, com penetração e fagocitose do embrião no epitélio uterino Primatas: embrião digere a parede uterina

MANUTENÇÃO DA PRENHEZ Acomodação do útero Corpo lúteo: produção de Progesterona (P4) durante a gestação Hormônios esteróides: Estrogênio e P4

ecg -GONADOTROFINA CORIÔNICA EQÜINA Produzido nos cálices endometriais (± uma dúzia) Manutenção de corpo lúteo Estímulo à formação de corpos lúteos acessórios durante a gestação

MANUTENÇÃO DA PRENHEZ NA ÉGUA Gônodas fetais Ovários maternos CL ovulatório CLs acessórios Gonadotrofina coriônica eqüina Estrógenos urinários Peso das gônodas fetais Gestação em dias

EVENTOS DA GESTAÇÃO Espécie Reconhecimento da gestação (d) Implantação (d pósfertilização) Gestação dias (m) Placenta: principal fonte de P4 Bovinos 15-1818 18-22 280-285285 (9) 6-8 meses Ovinos 12-1414 15-1818 150-155155 (5) 50 dias Suínos 11-1212 14-1818 114-115115 (3 m, 3 s, 3 d) 3,8 meses Eqüinos 12-1414 35-3838 335-337337 (11) 70 dias

Placentação Crescimento externo do mesoderma extraembrionário a partir do trofoblasto;

MEMBRANAS FETAIS Cavidade amniótica Amnion Luz uterina Córion Cavidade amniótica Amnion Saco vitelino Alantóid e Córion Saco vitelino Cavidade alantóide Espaço extraembrionári o Carúncula Alantocórion Cotilédone

MEMBRANAS FETAIS Membrana Funções Saco vitelino Córion Alantóide Amnion Cordão umbilical Vestigial Envolve o embrião e outras membranas Associado à delimitação interna do útero para formar a placenta Drena os dejetos fetais Fundese com o córion: placenta cório alantóide Envolve o feto em camada cheia de líquido Envolve os vasos alantóides Ligação vascular entre a mãe e o feto

MEMBRANAS FETAIS DO FETO BOVINO Placentônios Cavidade amniótica Cavidade alantóide Córion Amnion Cordão umbilical

FUNÇÕES DOS LÍQUIDOS FETAIS Proteção contra traumatismos, desidratação e variações de temperatura Permitir o crescimento do feto e seus movimentos sem prejudicar o útero Promover a dilatação da cérvix, vagina e vulva durante o parto Aumentar a lubrificação da vagina após o rompimento das bolsas, facilitando a passagem do feto Inibir o crescimento bacteriano por sua ação mecânica de limpeza e prevenir aderências

CLASSIFICAÇÃO DAS PLACENTAS ÁREA DE TROCA HEMOTRÓFICA Cotiledonária: áreas de troca pequenas e dispersas (cotilédones) se unem às criptas das carúnculas uterinas, formando os placentônios Discóide: área de troca em forma de disco Difusa: área de troca se difunde, envolvendo a maior parte do córion Zonária: áreas de troca forma uma zona equatorial em torno da placenta

CLASSIFICAÇÃO DAS PLACENTAS ÁREA DE TROCA HEMOTRÓFICA Porca Difusa Égua Cotiledonária Zonária Vaca Vaca Ovelha Discóide Ovelha

FUNÇÕES DA PLACENTA Manutenção da gestação Desenvolvimento do feto Preparação do parto Filtração: barreira a algumas substâncias estranhas ao organismo Secreção interna: síntese de hormônios Indução ou supressão da lactação

FUNÇÕES DA PLACENTA Respiraçao do feto: transferência de O 2 CO 2 materno-fetal por difusão; Alimentação do feto: Água: passa a barreira placentária nos dois sentidos, por difusão; Metabólitos (glicose, ácidos graxos livres, aminoácidos e lactose);

FUNÇÕES DA PLACENTA Imunoproteção: a passagem transplacentária de imunoglobulinas depende do tipo de placenta Ruminantes, suínos e eqüinos: Placenta impermeável às imunoglobulinas É vital a ingestão de colostro nas primeiras horas de vida Carnívoros: Imunidade relativa ao nascer Transmissão passiva de imunoglobulinas durante a gestação

FETO BOVINO 110 DIAS DE GESTAÇÃO

FETO EQÜINO

SUÍNOS PLACENTA E MEMBRANAS FETAIS Ovári o Cornos uterinos Ovári o Placenta s Cordões Umbilicais 30 dias de gestação

Diagnóstico de gestação Importância; Métodos; Quando realizar?

Diagnóstico de gestação Não retorno ao estro Assimetria dos cornos uterinos (palpação retal) Visualização de sinais de gestação no útero através de ultrassom Doppler Concetração sérica de substâncias (ecg, P4) Frêmito arterial

Palpação Retal

Palpação Retal 8meses: o feto começa se posicionar para o parto

Ultrassom 60 dias (bovino)

Ultrassom

Ultrassom

Doppler Batimentos cardíacos Em ovinos40-50 dias de gestação; Custo/treinamento; Gestações gemelares Gestações avançadas

PARTO E DISTOCIA

PARTO Processo fisiológico onde há a liberação do feto e placenta pelo organismo materno; O parto é iniciado pelo feto e completado por uma série de interações endócrinas, neuronais com resultados mecânicos;

PARTO Cortisol Fetal Comversão de P4 para E2 Liberação de PGF2α Aumento do tônus uterino Desenvolvimento de receptores para ocitocina

FASES DO PARTO Dilatação da cérvix Expulsão do feto Expulsão das membranas fetais

FASES DO PARTO Duração média (horas) dos três estágios nas fêmeas domésticas: Animal Dilatação Cérvix Expulsão do feto Expulsão membranas fetais Porca 2.0-12.0 2.0-3.0 1.0-4.0 Ovelha 2.0-6.0 0.5-2.0 0.5-8.0 Vaca 2.0-6.0 0.5-1.0 6.0-12.0 Égua 1.0-4.0 0.2-0.5 1.0

Distocia Conceito: Dificuldade ou impedimento que o feto encontra para ser expulso do útero em virtude de problemas de origem materna, fetal ou ambos.

Distocia Área Pélvica da vaca Oval Diâmetro vertical > horizontal Diâmetro horizontal dorsal > ventral

Distocia Causas: - ordem de parto; - tamanho do terneiro; - sexo; - raça; - CC; - novilha; - área pélvica.

Distocia Recomendações: - touros que produzam terneiros pequenos ao nascer; - CC > 3; - seleção por área pélvica; - sexo Não há o que fazer!

Prolapso de vagina

Prolapso de útero

Puerpério Importância Espécies

Involução Uterina Barreira física para a fertilidade logo após o parto Período de tempo variável (± 40 dias) Não é problema pois não afeta a ciclicidade pósparto

INVOLUÇÃO UTERINA 9 kg 700 g

Ciclo Estral Curto É uma fase de transição à ciclicidade normal Ocorrência da regressão do CL antes do momento normal PGF2α CL é menor e secreta menor quantidade de progesterona Ocorre até±40 dias pós-parto

Anestropós-partoemvacasde corte Anestro 1 o FD * * Progesterona Ciclo curto 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 Parto Dias Relativos ao parto Primeiro cio

Anestropós-partoemvacasde corte Anestro 1 o FD * * Progesterona Ciclo curto 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 Parto Dias Relativos ao parto Primeiro cio