LEISHMANIOSE HUMANA E CANINA
O QUE É LEISHMANIOSE? É uma doença CAUSADA por protozoários do gênero Leishmania No Brasil existem atualmente seis espécies de protozoários responsáveis por causar doença humana. As variedades mais encontradas são: -Leishmaniose Visceral (LV) -Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA).
LEISHMANIOSE VISCERAL É conhecida como calazar, esplenomegalia tropical e febre dundun. É infecciosa, mas não contagiosa. Acomete vísceras, como o fígado e o baço, podendo ocasionar aumento de volume abdominal.
TRANSMISSÃO É transmitida ao homem por meio da picada do inseto vetor (Lutzomyia longipalpis) conhecido popularmente como "mosquitopalha, birigui, asa branca, tatuquira e cangalhinha". Esses insetos têm hábitos noturnos e vespertinos, atacando o homem e os animais principalmente no início da noite e ao amanhecer.
SINTOMAS Os sintomas mais frequentes são febre e aumento do volume do fígado e do baço, emagrecimento, complicações cardíacas e circulatórias, desânimo, prostração, apatia e palidez. Pode haver tosse, diarreia, respiração acelerada, hemorragias e sinais de infecções associadas. Quando não tratada, a doença evolui podendo levar à morte até 90% dos doentes.
TRATAMENTO O SUS oferece tratamento específico e gratuito para a doença. O tratamento é feito com uso de medicamentos específicos a base de antimônio, repouso e uma boa alimentação. A droga de primeira escolha para tratamento de casos de LV é o antimoniato de N-metil glucamina (Glucantime ). É importante reforçar que quanto antes o doente procurar orientação médica e tratamento, maior a possibilidade de recuperação e cura.
PREVENÇÃO As medidas preventivas visam a redução do contato homem-vetor, podendo ser realizadas medidas de proteção individual, dirigidas ao vetor e à população canina, tais como: uso de mosquiteiros com malha fina, telas nas portas e janelas, uso de repelentes, manejo ambiental, através da limpeza de quintais, terrenos e praças, eliminação de fontes de umidade, não permanência de animais domésticos dentro de casa, eliminação e destino adequado de resíduos sólidos orgânicos, entre outras medidas de higiene e conservação ambiental que evitam a proliferação do inseto vetor.
LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA É uma doença infecciosa, não contagiosa, que provoca úlceras na pele e mucosas
TRANSMISSÃO É transmitida ao homem pela picada das fêmeas de flebotomíneos infectadas.
SINTOMAS As lesões podem ocorrer na pele e/ou mucosas. As lesões de pele podem ser única, múltiplas, disseminada ou difusa. Apresentam aspecto de úlceras, com bordas elevadas e fundo granuloso, geralmente indolor. As lesões mucosas são mais frequentes no nariz, boca e garganta. Quando atingem o nariz podem ocorrer entupimentos, sangramentos, coriza e aparecimento de crostas e feridas. Na garganta, dor ao engolir, rouquidão e tosse.
TRATAMENTO E PREVENÇÃO Tanto a prevenção quanto o tratamento da LTA é o mesmo da LV, com os mesmos medicamentos também fornecidos SUS. Outras opções terapêuticas disponíveis são: isotionato de pentamidina e anfotericina B.
LEISHMANIOSE CANINA É uma doença parasitária transmitida pela picada do mosquito infectado (fêmeas da espécie Lutzomia longipalpis também conhecido por mosquito-palha). Trata-se é uma doença sistêmica grave, de curso lento e crônico. Trata-se de uma zoonose portanto merece sua importância na saúde pública. No ponto de vista epidemiológico é considerada mais importante do que a doença em humanos, pois é permanente e possui um grande numero de animais infectados, o que torna o cão o principal reservatório do parasito.
SINTOMAS Perda de peso e/ou falta de apetite Apatia e debilidade Seborreia, feridas que não cicatrizam Crescimento rápido das unhas Anemia Inchaço dos gânglios Insuficiência Renal Diarreias persistentes, vômitos Lesões Oculares (conjuntivites) Hemorragia nasal (hipóstase) Ferimentos ao redor dos olhos e na pele
TRATAMENTO O tratamento da Leishmaniose Canina se da por meio de drogas como Antimoniato de Meglumina (Glucantime ) em associação com o Alopurinol (Zyloric ), Aminosidina (Gabbriomycin ) e, recentemente, a amfotericina B (Fungizone ). Todas estas drogas requerem um regime de dosagens múltiplas, o que depende da condição clínica do cão e cooperação do proprietário. Sugere-se que o tratamento de manutenção deve ser mantido com alopurinol, porque é impossível assegurar que os cão não sofrerão recorrência da infecção caso o tratamento seja interrompido.
COMO PREVINIR? Pode-se prevenir a leishmaniose através na vacina, uso de coleiras apropriadas e repelentes a base de citronela de preferência. O flebótomo, o mosquitopalha, é um inseto bem pequeno e costuma se reproduzir em locais com muita matéria orgânica em decomposição. Portanto evitar acúmulos de lixo de casa é uma maneira contribuir para a saúde do meio ambiente e ao mesmo tempo evitar a proliferação dos mosquitos. Lembre-se lugar de lixo é no lixo.
ATENÇÃO É IMPORTANTE FRIZAR QUE A LEISHMANIOSE EM CÃES TEM TRATAMENTO SIM, NO ENTANTO NÃO HÁ CURA, O TRATAMENTO APENAS SERVE PARA MELHORAR A CONDIÇÃO DE VIDA DO ANIMAL E PROLONGAR A MESMA. CABE AO DONO E A UM MEDICO VETERINÁRIO RESPONSAVEL DECIDIR O QUE É MELHOR PARA O CÃO TENDO EM VISTA PRINCIPALMENTE O SEU ESTADO CLINICO.
DUVIDAS FREQUENTES O inseto vetor da doença é popularmente conhecido como MOSQUITO PALHA e é diferente do mosquito Aedes Aegypti, o qual é vetor da dengue. A doença é causada por um protozoário e não por uma bactéria.
DIFERENÇA ENTRE PROTOZÓARIOS E BACTÉRIAS Os protozoários são seres vivos unicelulares, eucariontes e desprovidos de clorofila. Pertencem ao reino Protista e podem viver como parasitas ou ter vida livre, habitando os mais variados tipos de ambiente. Como parasitas do homem e de outros seres vivos, podem causar muitas doenças. Os protozoários produzem parasitoses portanto são combatidos com antiparasitários.
A bactéria é um organismo unicelular, procarionte, que pode ser encontrado na forma isolada ou em colônias e pertencente ao reino Monera. Microrganismo constituído por uma célula, sem núcleo celular nem organelas membranares. As bactérias produzem infecções, que são combatidas com antibióticos.
A MELHOR FORMA DE SE PROTEGER E PROTEGER O SEU ANIMAL É A PREVENÇÃO!
FONTES http://www.saude.ba.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=167&cati d=3&itemid=18 http://www.vet.uga.edu/vpp/archives/nsep/brazil2002/leishmania/port/leish10.htm http://portalnossomundo.com/site/leishmaniose/leishcanina.html
Profº Paulo Alunos: Fernando Fiorilo Gabriela Bertolassi Larissa Otton Michele Gorni Talita Zampieri