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G4 de Álgebra Linear I 20122 Gabarito 7 de Dezembro de 2012 1 Considere a transformação linear T : R 3 R 3 definida por: T ( v = ( v (1, 1, 2 (0, 1, 1 a Determine a matriz [T ] ε da transformação linear T na base canônica b Determine a equação cartesiana da imagem de T Lembre que: imagem(t = { w R 3 tal que existe v R 3 tal que T ( v = w} c Considere a base γ = {(1, 1, 1, (1, 1, 2, (9, 0, 0} Determine a matriz [T ] γ da transformação linear T na base γ d Considere o plano de equação cartesiana ρ: x = 0 Determine uma base da imagem T (ρ de ρ pela transformação T Resposta: a Calculamos as imagens dos vetores da base canônica: T ( i = ( (1, 0, 0 ( 1, 1, 2 (0, 1, 1 = (0, 2, 1 (0, 1, 1 = ( 1, 0, 0, T ( j = ( (0, 1, 0 ( 1, 1, 2 (0, 1, 1 = (2, 0, 1 (0, 1, 1 = (1, 2, 2, T ( k = ( (0, 0, 1 ( (1, 1, 2 (0, 1, 1 = (1, 1, 0 (0, 1, 1 = (1, 1, 1 Portanto: 1 1 1 [T ] ε = 0 2 1

b A imagem de T é gerada pelas imagens dos vetores i, j, k, isto é, pelos vetores T ( i = ( 1, 0, 0, T ( j = (1, 2, 2, T ( k = (1, 1, 1 Estes vetores não são paralelos, mas pela definição de T sabemos que todos são ortogonais a (0, 1, 1, e portanto estão no plano y + z = 0 Como os vetores T ( i = ( 1, 0, 0 e T ( j = (1, 2, 2 não são paralelos, eles geram esse plano Portanto, imagem de T é o plano y + z = 0 c Calculamos as imagens dos vetores da base: 1 1 1 1 1 1 = 3, 0 2 1 1 3 1 1 1 1 0 1 = 0, 0 2 1 2 0 Escrevemos esse vetores na base γ: 1 1 1 9 9 0 = 0 0 2 1 0 0 (1, 3, 3 = a (1, 1, 1 + b (1, 1, 2 + c (9, 0, 0, logo logo e (1, 3, 3 γ = ( 1, 2, 0, (0, 0, 0 = a (1, 1, 1 + b (1, 1, 2 + c (9, 0, 0, (0, 0, 0 γ = (0, 0, 0, ( 9, 0, 0 = a (1, 1, 1 + b (1, 1, 2 + c (9, 0, 0

logo ( 9, 0, 0 γ = (0, 0, 1 Assim a matriz na base γ é: 1 0 0 [T ] γ = 2 0 0 0 0 1 d Uma base do plano é formada (por exemplo pelos vetores (0, 1, 1 e (0, 1, 0 Calculamos as imagens desses vetores: 1 1 1 0 2 1 = 3, 0 2 1 1 3 1 1 1 1 1 = 2 0 2 1 0 2 Logo a imagem do plano ρ é um plano, como está contido na imagem de T coincide com a imagem de T Uma base desta imagem é, por exemplo, {(2, 3, 3, (1, 2, 2} 2 Considere as bases de R 2 α = {(1, 1, ( 1, 0} e σ = {(0, 1, (1, 1} e a transformação linear T : R 2 R 2 cuja matriz na base α é ( 4 2 [T ] α = a Determine explicitamente as matrizes de mudança de base da base σ para a base α e da base α para a base σ

b Determine explicitamente a matriz [T ] σ da transformação linear T na base σ c Escreva, se possível, uma forma diagonal de T d Considere a matriz M = a b c 2 2 1 Determine os valores de a, b e c sabendo que M tem uma base ortonormal de autovetores e que o seu determinante é 0 Resposta: a Temos que a matriz da transformação linear T na base canônica é: [T ] ε = P [T ] α P 1, onde P é a matriz formada pelos vetores da base α ( P = 1 0 Com a sua inversa: Temos também que: P 1 = ( 0 1 1 1 [T ] ε = S [T ] σ S 1, onde S é a matriz formada pelos vetores da base σ ( 0 1 S = Com sua inversa: Logo: S 1 = ( 1 1 1 0 S [T ] σ S 1 = P [T ] α P 1 [T ] σ = S 1 P [T ] α P 1 S

Assim, a matriz de mudança de base da base σ para a base α é: ( P 1 S = 1 2 E a matriz de mudança de base da base α para a base σ é: ( 2 1 S 1 P = b Pelo item anterior temos que: Então: [T ] σ = ( 2 1 [T ] σ = S 1 P [T ] α P 1 S ( 4 2 ( 1 2 = ( 4 1 2 1 c As matrizes [T ] σ, [T ] ε e [T ] α são semelhantes Logo podemos achar os autovalores de [T ] σ Usando o traço e o determinante de [T ] σ achamos o polinômio característico: p(λ = λ 2 3 λ 2 As raízes de p(λ são os autovalores Assim fazendo p(λ = 0, temos: λ 1 = (3 + 17/2 e λ 2 = (3 17/2 Autovalores reais e distintos garantem que a transformação é diagonalizável E uma forma diagonalde T pode ser: ( (3 + 17/2 0 D = 0 (3 17/2

3 Considere o plano π em R 3 que passa pela origem de equação cartesiana π : 2 x y 2 z = 0 Considere a transformação linear E : R 3 R 3 espelhamento em relação ao plano π a Encontre uma base ortonormal β de R 3 formada por autovetores de E, e determine os respectivos autovalores b Determine a matriz [E] β da transformação linear E na base β c Determine a matriz [E] ε da transformação linear E na base canônica de R 3 d Determine explicitamente as matrizes ε [E] 1002 ε e ε [E] 1001 ε Resposta: a O espelhamento é definido : T (ū = ū se ū pertence a π e T ( w = w se w é perpendicular a π Portanto, 1 é um autovalor é um autovetor associado 1 é (2, 1, 2 (que é o vetor perpendicular ao plano π Também temos que 1 é um autovalor (multiplicidade álgebrica 2 e os vetores do plano π não nulos são seus autovetores Assim, (1, 0, 1 é um autovetor ū = (2, 1, 2 (1, 0, 1 = i j k 2 1 2 1 0 1 = (1, 4, 1 é outro autovetor associado a 1 Uma base ortonormal β formada por autovetores de T é {( ( β = 2/3, 1/3, 2/3, 1/ 2, 0, 1/ ( 2, 1/ 18, 4/ 18, 1/ } 18 b A matriz [E] β é uma matriz diagonal (pois a base β é formada por autovetores e sua diagonal principal é pelos autovalores correspondentes (respeitando a ordem Logo: [E] β = 1 0 0 0 1 0

c Temos que: [E] ε = S [E] β S 1, onde S é a matriz ortogonal formada pelos vetores da base β do item anterior Portanto, 2/3 1/ 2 1/ 18 1/3 0 4/ 1 0 0 2/3 1/3 2/3 18 2/3 1/ 2 1/ 0 1 0 1/ 2 0 1/ 2 18 1/ 18 4/ 18 1/ 18 = = 2/3 1/ 2 1/ 18 1/3 0 4/ 18 2/3 1/ 2 1/ 18 1/9 4/9 8/9 4/9 7/9 4/9 8/9 4/9 1/9 d Lembre que (pelo item anterior Observe que pois 2/3 1/3 2/3 1/ 2 0 1/ 2 1/ 18 4/ 18 1/ 18 [E] ε = [S][D][S 1 ], [D] = [E] β = ε = [S][D 1000 ][S 1 ] = Id, [D 2 ] = 1 0 0 0 1 0 1 0 0 0 1 0 Portanto, temos que quando n é par então [D n ] será matriz identidade Agora para n ímpar teremos que [D n ] = D Logo: 0 0 0 ε [E] 1002 ε = 0 0 0 0 0 0 Temos que: ε [E] 1001 ε = [Id] [E] ε, = 8/9 4/9 8/9 4/9 2/9 4/9 8/9 4/9 8/9