Matemática Aplicada às Ciências Sociais

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Tema: Modelos Financeiros Conteúdos Percentagens Aumentos e Descontos Juros Impostos (IVA, IRS) Empréstimos

Objectivos/Competências Abordar alguns problemas do domínio financeiro. Recordar técnicas e conceitos matemáticos já abordados no ensino básico. Identificar a matemática utilizada em situações realistas. Desenvolver competências sociais de intervenção tomar conhecimento dos métodos utilizados pelas instituições (públicas e privadas) que influenciam a vida dos cidadãos, ganhar capacidade para construir e criticar opções e utilizar o conhecimento para decidir sobre opções individuais. Desenvolver competências de cálculo e de selecção de ferramentas adequadas a cada problema: calculadora, computador e folha de cálculo.

O conceito de juro, entendido do ponto de vista económico e financeiro, é a taxa cobrada por um dado capital emprestado durante um período de tempo determinado. Este conceito existe pelo menos desde o ano 2000 a.c., na Babilónia, quando os juros eram pagos com produtos agrícolas (sementes). Quando as sementes eram emprestadas para fazer uma sementeira de uma determinada área era entendido que se esperaria a colheita (num prazo de um ano) para se poder pagar a quem emprestava a matéria-prima para a sementeira. Neste caso, o cálculo do juro era feito numa base anual.

Muito mais tarde, quando o comércio se expandiu, em vários países começaram a ser cobradas moedas, utilizando a prata e o ouro. Com as guerras de conquista começou a surgir a necessidade de trocar as moedas pois as moedas de cada país só podiam ser usadas nesse país e por isso era necessário trocá-las. Nesse momento surgem os cambistas, isto é, comerciantes que acumulavam nas suas transacções e viagens muito dinheiro de fora do seu país e necessitavam, depois, de trocar esse dinheiro (cambiar).

Os cambistas, em pouco tempo, acumulavam grandes quantidades de dinheiro e passavam a uma actividade comparável à dos bancos quando as pessoas passavam também a confiar-lhes as suas poupanças. Assim, surgiu uma nova actividade que, tinha origem na acumulação de dinheiro: os cambistas guardavam e emprestavam dinheiro por um determinado período de tempo desde que, quando o pagamento da dívida ocorresse, o credor deveria pagar um juro pelo empréstimo concedido. O juro era como uma compensação pelo risco que corria quem emprestava o dinheiro.

No século XII, em Veneza, o primeiro banco, foi fundado pelo duque Vitali em 1157. Nos séculos XIII, XIV e XV foram surgindo outros bancos e assim se começou a criar uma primeira rede bancária que, com a sua actividade, muito contribuiu para o desenvolvimento da Matemática comercial e financeira bem como da Economia. Foi no século XIX, em 1800, que Napoleão criou o banco de França e em 1803 apresentou as regras de funcionamento. Nestas regras definiu que a concessão de crédito era vedada a todos os cidadãos e que para o fazerem teriam que criar um banco.

A organização do sistema bancário português remonta aos princípios do século XIX. O Banco de Lisboa foi o primeiro banco que existiu em Portugal, tendo sido fundado em Dezembro de 1821. Para tal foram factores determinantes a afirmação social e política da burguesia e o desenvolvimento económico do País. Este banco tinha funções comerciais e emissoras de papel-moeda. O Banco iniciou a sua actividade com 5 mil contos de capital e abriu ao público em Agosto de 1822. Nas suas funções emissoras, o Banco de Lisboa produziu algumas das primeiras notas que circularam em Portugal. Em 1846, verificou-se a sua fusão com a Companhia Confiança Nacional, nascendo assim o Banco de Portugal.