Contabilidade Parte 2 Prof. Roberto Chapiro

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Transcrição:

Agente de Polícia Contabilidade Parte 2 Prof. Roberto Chapiro

Contabilidade CONTABILIDADE PARTE 2 COMPRA E VENDA DE MERCADORIAS LANÇAMENTOS NA COMPRA DE MERCADORIAS SEM INCIDÊNCIA DE IMPOSTOS Uma empresa realizou uma compra de mercadorias à vista e em dinheiro por R$ 10.000,00. D Mercadorias C Caixa ------------------ 10.000,00 ( ATIVO) ( ATIVO) Ou Mercadorias a Caixa -------------------------- 10.000,00 Fato permutativo! Não envolve conta de resultado. Observe que na compra não há uma despesa. LANÇAMENTOS NA VENDA DE MERCADORIAS SEM INCIDÊNCIA DE IMPOSTOS Esta mesma empresa (acima) vendeu todo o estoque, à vista e em dinheiro, por R$ 20.000,00. 1º Passo Registrar a Receita de Vendas. D Caixa ( ATIVO) C Receita de Vendas ------------ 20.000,00 ( RESULTADO) 2º Passo Registrar a baixa do estoque, eis que as mercadorias foram entregues ao cliente. D CMV C Mercadorias --------------- 10.000,00 ( RESULTADO) ( ATIVO) www.acasadoconcurseiro.com.br 3

Podemos efetuar um único lançamento para as vendas: D Caixa----------------------------20.000,00 D CMV ----------------------------10.000,00 C Receita de Vendas -----------20.000,00 C Mercadorias -------------------10.000,00 ( ATIVO) ( RESULTADO) ( RESULTADO) ( ATIVO) Fato misto aumentativo! Há permuta entre elementos do patrimônio e aumento na situação líquida. LANÇAMENTOS NA COMPRA DE MERCADORIAS COM INCIDÊNCIA DE IMPOSTOS Em provas de concursos, o examinador, na maioria das vezes, quer saber se o candidato sabe dar o tratamento contábil adequado às operações com mercadorias com incidência de IPI e ICMS. Considerações iniciais: IPI Imposto sobre Produtos Industrializados (tributo de competência da União) ICMS Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (tributo de competência dos Estados) O IPI é um imposto calculado por fora alterando o valor total de uma nota fiscal. O ICMS é um imposto calculado por dentro que é somente destacado na nota fiscal para efeitos fiscais não alterando o valor total de uma nota fiscal. Exemplo de uma nota fiscal: Será contribuinte do IPI a pessoa que der ensejo ao seu fato gerador, qual seja, a transformação de matéria-prima em produto industrializado. Será contribuinte do ICMS a pessoa que der ensejo ao seu fato gerador, qual seja, a circulação (saída) de mercadorias. Assim, podemos dizer que uma INDÚSTRIA é contribuinte do IPI, por transformar matériaprima em um novo produto; e também contribuinte do ICMS, eis que esta também vende este novo produto (Dá saída de seu estoque). 4 www.acasadoconcurseiro.com.br

Polícia Federal - Agente de Polícia Contabilidade Prof. Roberto Chapiro Já uma empresa COMERCIAL é somente contribuinte do ICMS pois realiza apenas a circulação de mercadorias. Recuperação dos impostos: Na compra de mercadorias, o INDUSTRIAL, contribuinte do IPI e do ICMS, registrará o direito de recuperar estes dois impostos. Portanto, os valores desses impostos não irão compor o custo da mercadoria (não serão incluídos nos estoques). As empresas COMERCIAIS, contribuintes do ICMS, na compra de mercadorias, registrarão o direito de recuperar o valor do ICMS, que não irá compor o custo da mercadoria (não será incluído nos estoques). O consumidor final, que não é Industrial e nem Comercial, não é contribuinte de nenhum desses impostos, assim não tem direito de recuperar nenhum desses valores (IPI e ICMS) e por isso o valor destes integrarão o custo dos produtos comprados. Vamos ver como isso funciona: Uma indústria de pneus (PIRELLI) emitiu a seguinte nota fiscal numa operação de venda: Se a FORD, empresa industrial, realizar esta compra o tratamento contábil seria o seguinte: D Matéria-prima ---------------------------6.000,00 D IPI a recuperar --------------------------- 2.000,00 D ICMS a recuperar ----------------------- 4.000,00 C Caixa -------------------------------------- 22.000,00 ( ATIVO) ( ATIVO) ( ATIVO) ( ATIVO) OBS.: Os valores dos impostos foram registrados no ativo como valores a recuperar. A matériaprima entrou em seu estoque por 16.000,00. Se uma revendedora de pneus, empresa comercial, realizar esta compra o tratamento contábil seria o seguinte: D Mercadorias ---------------------------- 18.000,00 D ICMS a recuperar ----------------------- 4.000,00 C Caixa -------------------------------------- 22.000,00 ( ATIVO) ( ATIVO) ( ATIVO) OBS.: O valor do ICMS foi registrado no ativo como valor a recuperar. A mercadoria entrou em seu estoque por 18.000,00 www.acasadoconcurseiro.com.br 5

Se uma escola, consumidora final, realizar esta compra o tratamento contábil seria o seguinte: D Material de almoxarifado -------------- 22.000,00 ( ATIVO) C Caixa ----------------------------------------- 22.000,00 ( ATIVO) OBS.: Não registrou no ativo valores de impostos (IPI e ICMS) a recuperar, eis que não é contribuinte do ICMS e nem do IPI. Os pneus entraram em seu almoxarifado por R$ 22.000,00 Importante: Os valores dos impostos recuperáveis significam créditos tributários que a empresa possui perante a fazenda pública. Esses valores não oneram as mercadorias pois serão recuperados através de compensações que veremos mais adiante. LANÇAMENTOS NA VENDA DE MERCADORIAS COM TRIBUTAÇÃO Na venda de mercadorias, o INDUSTRIAL, contribuinte do IPI e do ICMS, tem a obrigação de recolher estes dois impostos ao governo. As empresas COMERCIAIS, contribuinte apenas do ICMS, na venda de mercadorias, terão a obrigação de recolher o valor desse imposto. Como funciona? Ainda com o exemplo da nota fiscal emitida pela PIRELLI, reproduzida abaixo: Uma empresa comercial comprou estas mercadorias: Lançamento: D Mercadorias ---------------------------- 18.000,00 D ICMS a recuperar ----------------------- 4.000,00 C Caixa -------------------------------------- 22.000,00 ( ATIVO) ( ATIVO) ( ATIVO) 6 www.acasadoconcurseiro.com.br

Polícia Federal - Agente de Polícia Contabilidade Prof. Roberto Chapiro E agora vendeu, em dinheiro e à vista, essas mesmas mercadorias por R$ 36.000,00 emitindo a seguinte nota fiscal: 1º Passo Registro da Receita de Vendas Lançamento: D Caixa ( ATIVO) C Receita de Vendas ----------------- R$ 36.000,00 ( RESULTADO) 2º Passo Registro do(s) imposto(s) a recolher D ICMS sobre vendas ( RESULTADO) C ICMS a recolher ------------------ R$ 7.200,00 ( PASSIVO) 3º Passo Baixa do estoque (pois foram entregues ao cliente) D CMV C Mercadorias ------------------------ 18.000,00 ( RESULTADO) ( ATIVO) Compensação dos impostos: Após a compra, a empresa registrou em seu ativo, na conta ICMS a recuperar o valor de: R$ 4.000,00 Após a venda, a empresa registrou em seu passivo, na conta ICMS a recolher o valor de: R$ 7.200,00 Resumidamente, podemos dizer que esta empresa ao mesmo tempo que deve 7.200,00 à fazenda pública estadual tem direito de recuperar 4.000,00 junto a esta mesma fazenda, relativos ao ICMS. Então, ao final do período, esta empresa terá de compensar os valores a recolher com os valores a recuperar. Assim: ICMS a recolher 7.200,00 ICMS a recuperar (4.000,00) 3.200,00 Após a compensação, a empresa recolherá efetivamente ao governo estadual o valor de R$ 3.200,00. www.acasadoconcurseiro.com.br 7

Apuração de Resultado (Utilizar apenas contas de resultado, vide os lançamentos da venda): VENDAS BRUTAS 36.000,00 ICMS SOBRE VENDAS (7.200,00) VENDAS LÍQUIDAS 28.800,00 CMV (18.000,00) LUCRO BRUTO 10.800,00 DEMONSTRAÇÕES OBRIGATÓRIAS Antes de estudarmos a estrutura do Balanço Patrimonial, vamos ver o que diz a Lei nº 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) a respeito das demonstrações financeiras que as companhias serão obrigadas a elaborar: Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I balanço patrimonial; II demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; III demonstração do resultado do exercício; e IV demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) V se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) Portanto, de acordo com o art. 176 da Lei nº 6.404/76, estas são as demonstrações financeiras (contábeis) obrigatórias a serem elaboradas e publicadas pelas companhias ao final de cada exercício social. As demonstrações de cada exercício serão publicadas com a indicação dos valores correspondentes das demonstrações do exercício anterior. Tal mecanismo serve para medir a evolução do patrimônio comparando os valores do exercício atual com os do exercício anterior O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será fixada no estatuto. Entretanto, na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária o exercício social poderá ter duração diversa (maior ou menor que um ano). (art. 175) 8 www.acasadoconcurseiro.com.br

Polícia Federal - Agente de Polícia Contabilidade Prof. Roberto Chapiro Cabe ressaltar que, de acordo com as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as companhias de capital aberto estão obrigadas a elaborar a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL). Esta demonstração compreende a demonstração do inciso II (DLPA). Assim, pelo fato de a DLPA estar compreendida na DMPL, as companhias de capital aberto têm a obrigatoriedade de elaborar as seguintes demonstrações financeiras: I balanço patrimonial; II demonstração das mutações do patrimônio líquido; III demonstração do resultado do exercício; e IV demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) V demonstração do valor adicionado. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) Já as companhias de capital fechado, estão obrigadas a elaborar as seguintes demonstrações: I balanço patrimonial; II demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; III demonstração do resultado do exercício; e IV demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) Observações: A demonstração do valor adicionado não é obrigatória para as companhias de capital fechado. De acordo com o 6º do Art. 176 da Lei nº 6.404/76, a demonstração dos fluxos de caixa somente será obrigatória para as companhias de capital fechado se, na data do balanço, estas possuírem um Patrimônio Líquido igual ou superior a R$ 2.000.000,00. 6º A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de caixa. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) Com o advento da Lei nº 11.638/07 a demonstração das origens e aplicações de recursos (DOAR) passou a ser facultativa. www.acasadoconcurseiro.com.br 9

ESTRUTURA DO BALANÇO PATRIMONIAL Lei nº 6.404/76 ATIVO Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia. 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: I ativo circulante; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II ativo não-circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) PASSIVO Art. 178. 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos: I passivo circulante; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II passivo não-circulante; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) III patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) 10 www.acasadoconcurseiro.com.br

Polícia Federal - Agente de Polícia Contabilidade Prof. Roberto Chapiro Assim, de acordo com a Lei nº 6.404/76 e com as mudanças introduzidas pela Lei nº 11.941/2009, a estrutura do balanço patrimonial ficou da seguinte maneira: Ativo Circulante ATIVO Passivo Circulante PASSIVO Passivo Não-Circulante Ativo Não-Circulante Realizável a Longo Prazo Investimento Imobilizado Intangível TOTAL DO ATIVO Patrimônio Líquido Capital Social Reservas de Capital + ou (-) Ajustes de Avaliação Patrimonial Reservas de Lucros (-) Ações Em Tesouraria (-) Prejuízos Acumulados TOTAL DO PASSIVO CLASSIFICAÇÃO NO ATIVO Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo: I no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social subseqüente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte; II no ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas (artigo 243), diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia; III em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa; IV no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) VI no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) www.acasadoconcurseiro.com.br 11

CLASSIFICAÇÃO NO PASSIVO EXIGÍVEL Art. 180. As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do ativo não-circulante, serão classificadas no passivo circulante, quando se vencerem no exercício seguinte, e no passivo não-circulante, se tiverem vencimento em prazo maior, observado o disposto no parágrafo único do art. 179. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) CLASSIFICAÇÃO NO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Art. 182. A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda não realizada. 1º Serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem: a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada à formação do capital social, inclusive nos casos de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias; b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição; 2º Será ainda registrado como reserva de capital o resultado da correção monetária do capital realizado, enquanto não-capitalizado. 3º Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo, nos casos previstos nesta Lei (*) ou, em normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, com base na competência conferida pelo 3º do art. 177. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) 4º Serão classificados como reservas de lucros as contas constituídas pela apropriação de lucros da companhia. 5º As ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço como dedução da conta do patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição. 12 www.acasadoconcurseiro.com.br

Polícia Federal - Agente de Polícia Contabilidade Prof. Roberto Chapiro CONTABILIZAÇÃO DE OPERAÇÕES COM PESSOAL (NOÇÕES BÁSICAS) Vamos trabalhar com exemplos: 1. Considere que em 31/01/X0, a empresa Alfa registrou a apropriação da despesa de salário do mês, no valor de 20.000,00, a ser paga no dia 05 do mês seguinte: Lançamento da apropriação da despesa de salário do mês: D Salários 20.000,00 (resultado) C Salários a pagar 20.000.00 (passivo circulante) Lançamento do pagamento dos salários: D Salários a pagar 20.000,00 (passivo circulante) C Disponibilidades 20.000,00 (ativo circulante) ---------------------------------------------------------------------------------------------------------- 2. Considere que em 15/01/X0, a empresa Alfa concedeu um adiantamento de salários aos seus funcionários no valor de R$ 8.000,00. Em 31/01/X0, esta empresa registrou a apropriação da despesa de salário do mês, no valor de 20.000,00, cujo pagamento ocorrerá no dia 05 do mês seguinte: Lançamento que registra o adiantamento concedido: D Adiantamento de salários 8.000,00 (ativo circulante) C Disponibilidades 8.000,00 (ativo circulante) Nota: O adiantamento representa um direito (mantido no ativo) que a entidade poderá compensar com o pagamento de salários no dia 05 do mês seguinte. Lançamento da apropriação da despesa de salário do mês: D Salários 20.000,00 (resultado) C Salários a pagar 20.000.00 (passivo circulante) Nota: Aqui há o registro da despesa de salário do mês, ou seja, o reconhecimento da despesa no resultado. O valor do adiantamento não interfere no valor da despesa. Lançamento do pagamento dos salários: D Salários a pagar 20.000,00 (passivo circulante) C Disponibilidades 12.000,00 (ativo circulante) C Adiantamento de salários 8.000,00 (ativo circulante) Nota: A conta que registrava os salários a pagar tinha saldo de 20.000,00. Para liquidar esse saldo, foi necessário apenas o desembolso de 12.000,00, vez que 8.000,00 já havia sido adiantado aos funcionários. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------- www.acasadoconcurseiro.com.br 13

Agora, podemos trabalhar com uma folha de pagamento contendo informações sobre a remuneração dos trabalhadores com as verbas que a compõem, tais como salário fixo, hora extra, adicionais e salário família. Ademais, trabalharemos também com os encargos sociais patronais (INSS patronal e FGTS), contribuição social do empregado (INSS empregado) e Imposto de Renda Retido na Fonte IRRF. Considere as informações sobre a folha de pagamento de um determinado mês da empresa Alfa: 1 Salário Fixo 20.000,00 2 hora extra 2.000,00 3 Adicional noturno 1.040,00 4 Comissões 3.000,00 5 Salário Família 100,00 6 FGTS 8% 2.083,20 7 INSS Patronal 21% 5.468,40 8 INSS empregado 11% 2.864,40 9 IRRF (valor hipotético) 5.000,00 Com essas informações, podemos extrair o seguinte: 1. O total a ser registrado como despesa da empresa no mês em referência é 33.591,60. Esse valor pode ser desdobrado da seguinte maneira: Despesas de salários (somatório dos itens 1 a 4) 26.040,00 Despesas com encargos sociais (somatório dos itens 6 e 7) 7.551,60 TOTAL DA DESPESA (resultado) 33.591,60 Nota: O salário família (item 5) é direito do trabalhador concedido pelo INSS. Não representa despesa (ônus) da empresa. Embora o pagamento do mesmo seja feito pela empresa, esta abaterá tal valor do saldo de INSS que tem a recolher. 2. O salário a pagar perfaz o montante de 18.275,60. Para se chegar a esse valor soma-se os itens 1 a 5 subtraindo-se os itens 8 e 9. 3. O total a ser registrado como FGTS, INSS e IRRF a recolher é de 15.316,00. Esse valor pode ser desdobrado da seguinte maneira: FGTS a recolher (item 6 ) 2,083,20 INSS a recolher (itens 7 e 8 deduzido do item 5) 8.232,80 IRRF a recolher (item 9) 5.000,00 TOTAL A RECOLHER 15.316,00 Feitas as contas, vamos aos lançamentos. 14 www.acasadoconcurseiro.com.br

Polícia Federal - Agente de Polícia Contabilidade Prof. Roberto Chapiro PS Para melhor visualização, sugerimos que o aluno efetue os lançamentos utilizando os razonetes e transcreva para o formato no livro diário. O primeiro passo é registrar a despesa de salário em contrapartida de salários a pagar: D Despesa de salários 26.040,00 (resultado) C Salários a pagar 26.040,00 (passivo circulante) O segundo passo é registrar a despesa com os encargos sociais em contrapartida dos encargos a recolher: D Encargos Sociais 7.551,60 (resultado) C INSS a recolher 5.468,40 (passivo circulante) C FGTS a recolher 2.083,20 (passivo circulante) O terceiro passo é efetuar as retenções (INSS empregado e IRRF) tendo em vista que tais valores devem ser recolhidos ao governo: D Salários a Pagar 7.864,40 (passivo circulante) C INSS a recolher 2.864,40 (passivo circulante) C IRRF a recolher 5.000,00 (passivo circulante) O quarto e último passo é registrar o salário família em favor do empregado: D INSS a recolher 100,00 (passivo circulante) C Salários a pagar 100,00 (passivo circulante) A movimentação nos razonetes foi a seguinte: Note-se que o saldo das contas são exatamente aqueles que calculamos no início deste exercício. www.acasadoconcurseiro.com.br 15

DUPLICATAS DESCONTADAS Antes de iniciarmos nosso estudo sobre Duplicatas Descontadas, vamos algumas características dessa conta: Seu saldo será sempre CREDOR. Por muito tempo esta conta foi classificada como conta do Ativo. E se possui saldo credor, no Ativo ela era conta retificadora. Atualmente há o entendimento de que ela deva ser classificada no passivo, tendo em vista a essência do fato contábil que gera lançamento nesta conta. No passivo esta conta é aumentativa. Em questões de prova, é comum encontramos esta conta como retificadora do Ativo. Entretanto, devemos ficar atento, pois o entendimento atual é de que seja uma conta classificada no passivo. Vejamos um exemplo: A Companhia Gama possui os seguintes saldos em 31/12/x1, após a apuração do resultado: Disponibilidades 500,00 Duplicatas a Receber 2.000,00 Duplicatas Descontadas 1.000,00 Veículos 10.000,00 Depreciação Acumulada 4.000,00 Financiamentos 3.700,00 Mercadorias 1.500,00 Impostos a Pagar 300,00 Capital Social 5.000,00 1. Elabore o Balanço Patrimonial considerando a conta duplicatas descontadas como conta retificadora do ativo (entendimento antigo que está sendo abolido): Ativo AC 3.000,00 Disponibilidades 500,00 Duplicatas a Receber 2.000,00 Duplicatas Descontadas (1.000,00) Mercadorias 1.500,00 Passivo PC 4.000,00 Financiamentos 3.700,00 Impostos a Pagar 300,00 ANC 6.000,00 Imobilizado 6.000,00 Veículos 10.000,00 Depreciação Acumulada (4.000,00) PL 5.000,00 Capital Social 5.000,00 TOTAL ATIVO 9.000,00 TOTAL PASSIVO 9.000,00 16 www.acasadoconcurseiro.com.br

Polícia Federal - Agente de Polícia Contabilidade Prof. Roberto Chapiro 2. Elabore o Balanço Patrimonial considerando a conta duplicatas descontadas como conta do passivo (entendimento atual): Ativo AC 4.000,00 Disponibilidades 500,00 Duplicatas a Receber 2.000,00 Mercadorias 1.500,00 Passivo PC 5.000,00 Financiamentos 3.700,00 Impostos a Pagar 300,00 Duplicatas Descontadas 1.000,00 ANC 6.000,00 Imobilizado 6.000,00 Veículos 10.000,00 Depreciação Acumulada (4.000,00) PL 5.000,00 Capital Social 5.000,00 TOTAL ATIVO 10.000,00 TOTAL PASSIVO 10.000,00 Note-se que classificando a conta de duplicatas descontadas como retificadora do Ativo ou conta aumentativa de Passivo, de uma forma ou de outra, o Balanço Patrimonial fecha equilibrado. Perceba, ainda, que o valor do PL não foi alterado quando fizemos a mudança na classificação da referida conta. Sendo assim, se numa questão de prova for apresentado um balancete de verificação incluindo a conta de duplicatas descontadas e a pergunta for sobre o valor do PL, não fará diferença o candidato classificá-la como conta redutora do Ativo ou aumentativa de Passivo. Agora, se a pergunta for sobre Ativo Circulante ou Passivo Circulante, ou ainda, sobre total do Ativo e total do Passivo, aí sim, teremos que saber onde classificar esta conta. Sugiro que façamos testes, primeiro classificando-a como conta aumentativa de passivo, pois é o entendimento atual. Se não encontrarmos resposta nas opções mudaremos a classificação para retificadora do ativo, com certeza terá que ter uma resposta. Como dito, o entendimento ATUAL é de que esta conta seja classificada no passivo. Contudo, inúmeras questões de provas anteriores vêm classificando a conta de duplicatas descontadas como retificadora do ativo, vez que era o entendimento na época. Mesmo em provas recentes é possível encontrar essa conta sendo classificada como retificadora no ativo circulante, mas esperamos que esse entendimento seja mudado e que a conta passe a constar no passivo circulante. Partiremos agora para o estudo do fato contábil que gera lançamento na conta de duplicatas descontadas. Sabemos que as duplicatas a receber que uma empresa possui são títulos emitidos por ela provenientes de vendas realizadas a prazo. Desta forma, empresas que vendem a prazo emitem suas duplicatas ao passo que as pessoas que compram a prazo as aceitam. www.acasadoconcurseiro.com.br 17

Normalmente, a realização financeira das duplicatas a receber acontece na data do vencimento de tal título, época em que o cliente paga a sua obrigação. Entretanto, nem sempre a entidade pode e/ou deseja esperar pelo prazo de vencimento do título para obter o dinheiro. Com vistas à antecipação dos valores das duplicatas a receber, uma empresa pode efetuar, junto a uma instituição financeira (banco), o desconto de duplicatas. Tal operação acontece da seguinte maneira: A empresa que possui as duplicatas a receber (com data futura para recebimento) envia esses títulos para uma instituição financeira. A instituição financeira fica com as duplicatas, na expectativa de que estas sejam pagas na data do vencimento pelos clientes (que aceitaram as duplicatas), e antecipa os valores dos títulos para a empresa. Quando as duplicatas são pagas pelos clientes, na data do vencimento, quem recebe é a instituição financeira, que comunica a empresa que os valores relativos àquelas duplicatas descontadas foram recebidos. Com esse aviso, a empresa efetua a baixa de tais títulos em sua contabilidade, pois estes foram pagos pelos clientes à instituição financeira, não restando qualquer obrigação da empresa que antecipou o valor do título com a instituição financeira (banco). Entendendo a operação: Uma empresa possui em seu Ativo Circulante duplicatas a receber com prazo de 30 dias para recebimento no valor de R$ 100,00. Essa empresa antecipa o valor dessas duplicatas junto a uma instituição financeira. A instituição financeira desconta R$ 5,00 do valor de face, antecipando somente o valor de R$ 95,00 para a empresa. Após os 30 dias o cliente paga para instituição financeira o valor de R$ 100,00. Conclusão: A empresa que antecipou o valor do título teve uma perda de R$ 5,00; e A instituição financeira que pagou para a empresa R$ 95,00 e 30 dias após recebeu do cliente R$ 100,00 obteve um ganho de R$ 5,00. Mas se após 30 dias o cliente não pagasse, como ficaria? A instituição financeira perderia o valor já antecipado para a empresa? A instituição financeira NUNCA perde! No caso do não pagamento do cliente, quem paga para a instituição financeira é a empresa. 18 www.acasadoconcurseiro.com.br

Polícia Federal - Agente de Polícia Contabilidade Prof. Roberto Chapiro Neste caso a instituição financeira devolveria as duplicatas para a empresa (para que essa pudesse tomar as medidas cabíveis para o recebimento) e cobraria diretamente da conta corrente da empresa o valor dos títulos que ela havia antecipado. Assim, os R$ 100,00 serão pagos para a instituição financeira de qualquer jeito, ou pelos clientes ou pela empresa, caso aqueles não paguem. É essa operação, que temos que aprender a registrar. É nessa operação que teremos o registro na conta de duplicatas descontadas. Por que classificaremos a conta de duplicatas descontadas no passivo? Porque na empresa, que antecipou o recebimento das duplicatas, houve uma operação com a essência de um empréstimo, vez que para obter o dinheiro no presente assume uma obrigação com a instituição financeira que deverá ser honrada caso o cliente, devedor da duplicata, não efetue o pagamento das mesmas. Assim, esta operação tem a essência de um empréstimo obtido com o oferecimento de duplicatas a receber como garantia de pagamento. Em Contabilidade, a essência das transações deve prevalecer sobre a forma como são realizadas. Exemplo: 1. A empresa Alfa possuía duplicatas a receber no valor no valor de R$ 300,00. Antecipou junto ao Banco da Praça R$ 100,00 dessas duplicatas que seriam recebidas daqui a dois meses. Na antecipação o Banco da Praça utilizou a taxa de desconto de 5% ao mês. Efetue o registro da antecipação desses valores. Calculando: Valor de face do título 100,00 Taxa de desconto 5% a.m. Prazo de antecipação 2 meses Total desconto 5% x 2 = 10% Valor desconto 100,00 x 10% = 10,00 Valor antecipado 100,00 10,00 = 90,00 Assim, a antecipação será de R$ 90,00. Contabilizando: D Banco conta Movimento 90,00 (Ativo circulante) D Juros Passivos a Transcorrer 10,00 (Passivo Circulante) C Duplicatas Descontadas 100,00 (Passivo Circulante) Entendendo o lançamento: O débito de 90,00 na conta Banco c/ Movimento representa o valor antecipado e depositado pelo banco na conta da empresa. www.acasadoconcurseiro.com.br 19

O débito de 10,00 feito na conta de Juros Passivos a Transcorrer representa o valor total descontado pela instituição financeira. Tal conta é retificadora do passivo. Esse valor NO ATO DA ANTECIPAÇÃO não pode ser considerado como uma despesa de juros (no resultado), pois juros é a remuneração do capital em função do tempo e no ATO DA ANTECIPAÇÃO não transcorreu tempo algum. Não transcorreram os dois meses para contabilizarmos os 10,00 como despesa de juros. Assim, em função do regime de competência, esses juros são contabilizados como a transcorrer (no passivo como retificadora) para que com o passar dos meses sejam transcorridos para o resultado. O crédito de 100,00 em Duplicatas Descontadas representa a dívida que a empresa tem com o banco caso os clientes não paguem as duplicatas na data do vencimento (dois meses depois) Conforme entendimento atual, a conta de duplicatas descontadas estaria assim no balanço (na data em que o título foi antecipado): Passivo Circulante Duplicatas Descontadas 100,00 Juros Passivos a Transcorrer (10,00) Valor presente da dívida 90,00 Note-se que o registro dos juros passivos a transcorrer funciona como conta redutora da conta duplicatas descontadas, mantendo o valor da dívida a valor presente (descontado dos juros). Após o transcurso de um mês, devemos apropriar no resultado os juros correspondentes a esse período. D Despesa de Juros C Juros Passivos a Transcorrer 5,00 (Resultado) (Passivo Circulante) Com esse lançamento, temos o seguinte: Passivo Circulante Duplicatas Descontadas 100,00 Juros Passivos a Transcorrer (5,00) Valor presente da dívida 95,00 Resultado Despesa de juros 5,00 Após o transcurso do segundo mês, devemos apropriar no resultado os juros correspondentes a esse período. D Despesa de Juros C Juros Passivos a Transcorrer 5,00 (Resultado) (Passivo Circulante) Com esse lançamento, temos o seguinte: 20 www.acasadoconcurseiro.com.br

Polícia Federal - Agente de Polícia Contabilidade Prof. Roberto Chapiro Passivo Circulante Duplicatas Descontadas 100,00 Valor presente da dívida 100,00 Resultado Despesa de juros 10,00 Note-se que ao final dos dois meses os juros passivos transcorreram integralmente para o resultado, ou seja, somente no final de dois meses foi considerada a despesa de juros. Isso deve ser feito desta forma em obediência ao regime de competência. A partir de agora, temos duas situações que poderão ocorrer. 1ª O banco (que está com as duplicatas) avisa à empresa que os clientes pagaram as duplicatas (melhor dos mundos). O lançamento a ser feito pela empresa é: D Duplicatas Descontadas (Passivo Circulante) C Duplicatas a Receber 100,00 (Ativo Circulante) 2ª O banco devolve as duplicatas à empresa (para que ela cobre seus clientes) tendo em vista o não pagamento dos clientes (pior dos mundos) e efetua a cobrança das duplicatas que tinham sido descontadas (antecipadas) diretamente na conta corrente da empresa. O lançamento a ser feito pela empresa é: D Duplicatas Descontadas (Passivo Circulante) C Banco c/ movimento 100,00 (Ativo Circulante) Neste lançamento a empresa teve que PAGAR pelas duplicatas descontadas que estavam no passivo. OPERAÇÕES COM JUROS Exemplo de contabilização de aplicação financeira com taxa de juros prefixada. Nota: Juros pré fixados são os conhecidos no ato da transação. Em 31/07/2010 uma empresa aplicou o valor de R$ 1.000,00 por um mês a taxa de juros de 1%. Lançamento da aplicação financeira (31/07/2010): D Aplicação Financeira 1.000,00 (ativo circulante) C Banco C/ movimento 1.000,00 (ativo circulante) www.acasadoconcurseiro.com.br 21

Lançamento do reconhecimento dos rendimentos (31/08/2010) D Aplicação Financeira 10,00 (ativo circulante) C Juros ativos 10,00 (resultado) Alternativamente, o registro da aplicação financeira pode ser pelo seu valor final, no caso de juros pré fixados. Se assim for feito, deve-se registrar também os juros ativos a apropriar em conta retificadora, como segue: Lançamento da aplicação financeira (31/07/2010): D Aplicação Financeira 1.010,00 (ativo circulante) C Juros ativos a apropriar 10,00 (ativo circulante) C Banco C/ movimento 1.000,00 (ativo circulante) Nota: No ato da aplicação os juros são conhecidos, mas não podem ser apropriados como receita no resultado, pois o tempo que o ensejou ainda não transcorreu. Com o lançamento acima, a aplicação financeira estaria assim evidenciada no ativo circulante em 31/07/2010: Aplicações financeiras 1.010,00 Juros ativos a apropriar (10,00) 1.000,00 Lançamento do reconhecimento dos rendimentos (31/08/2010) D Juros ativos a apropriar 10,00 (ativo circulante) C Juros ativos 10,00 (resultado) Com o lançamento acima, a aplicação financeira estaria assim evidenciada no ativo circulante em 31/08/2010: Aplicações financeiras 1.010,00 Exemplo de contabilização de aplicação financeira com taxa de juros pós fixadas. Nota: Juros pós fixados somente são conhecidos após o transcurso do tempo que o ensejou. Em 31/07/2010 uma empresa aplicou o valor de R$ 1.000,00 por um mês. Lançamento da aplicação financeira (31/07/2010): D Aplicação Financeira 1.000,00 (ativo circulante) C Banco C/ movimento 1.000,00 (ativo circulante) Em 31/08/2011 a taxa de juro do período foi de 2%. 22 www.acasadoconcurseiro.com.br

Polícia Federal - Agente de Polícia Contabilidade Prof. Roberto Chapiro Lançamento do reconhecimento dos rendimentos (31/08/2010) D Aplicação Financeira 20,00 (ativo circulante) C Juros ativos 20,00 (resultado) Exemplo da contabilização de financiamento (curto ou longo prazo): 1. Em 31/01/2010 uma empresa adquiriu, através de um financiamento de R$ 12.000,00 (12 parcelas mensais de R$ 1.000,00), um veículo que à vista custa 10.800,00. Para apropriação dos juros mensais, considere juros simples. a) lançamento da aquisição D Veículos 10.800,00 (Ativo não circulante imobilizado) D Juros passivos a transcorrer 1.200,00 (Passivo circulante) C Financiamentos 12.000,00 (Passivo circulante) Observação: Se o carro à vista custa 10.800,00 e o valor do financiamento de 12 meses foi feito por 12.000,00 é porque existe juros embutidos de 1.200,00. Os juros são a remuneração do capital em função do tempo. Como a empresa levará 12 meses para pagar o financiamento, a financiadora cobrou juros. Acontece que na data da aquisição, esse tempo de 12 meses não transcorreu, então, não houve, ainda, o fato gerador da despesa de juros. Assim, não podemos, em obediência ao princípio da competência, registrar esses juros como despesa no resultado. Na verdade, esses juros devem ser registrados no passivo, como conta retificadora da conta Financiamento, fazendo com que na data da aquisição o passivo esteja registrado pelo valor presente. Com o transcorrer dos meses, ao passo em que são pagas as parcelas mensais, os juros serão apropriados, ou seja, transferidos do passivo para o resultado. Com isso, na data do balanço o passivo estará atualizado. b) Valor do passivo na data de aquisição 31/01/2010 Passivo Circulante Financiamentos 12.000,00 (-) Juros Passivos a Transcorrer (1.200,00) 10.800,00 c) Apropriação mensal dos juros no resultado e pagamento, em fevereiro, da primeira parcela do financiamento: D Despesa de juros (Resultado) C Juros Passivos a Transcorrer 100,00 (Passivo circulante) D Financiamentos (Passivo circulante) C Caixa 1.000,00 (Ativo circulante) d) Valor do passivo em 31/12/2010 (após 11 meses da aquisição), data do balanço. www.acasadoconcurseiro.com.br 23

Passivo Circulante Financiamentos 1.000,00 (-) Juros Passivos a Transcorrer (100,00) 900,00 Note-se que o valor do passivo está atualizado na data do balanço por R$ 900,00. Os 100,00 de juros passivos a transcorrer continuam retificando a conta de financiamentos porque referemse ao mês de janeiro de 2011, ocasião que será transferido para o resultado como despesa daquele mês (regime de competência). EMPRÉSTIMOS EM MOEDA ESTRANGEIRA VARIAÇÃO CAMBIAL Exemplo de empréstimo em moeda estrangeira. Em 10/08/2009, uma empresa contraiu um empréstimo com uma instituição financeira americana de US$ 1.000,00 para ser paga em uma única parcela em 31/03/2010. A cotação do dólar era de R$ 1,20 na data em que o empréstimo foi contraído a) Lançamento da aquisição do empréstimo. D Disponibilidades (ativo circulante) C Empréstimos em moeda estrangeira 1.200,00 (passivo circulante) Passivo Circulante (após o lançamento) Empréstimos em moeda estrangeira 1.200,00 b) Suponhamos que em 31/12/2009, data do balanço, a cotação do dólar fosse de R$ 1,30. Lançamento para atualizar o valor da dívida com base na cotação da data do balanço. D Despesa com Variação Cambial (Resultado) C Empréstimos em moeda estrangeira 100,00 (passivo circulante) Passivo Circulante (após o lançamento) Empréstimos em moeda estrangeira 1.300,00 c) Suponhamos que em 31/12/2009, data do balanço, a cotação do dólar fosse de R$ 1,10. Lançamento para atualizar o valor da dívida com base na cotação da data do balanço. D Empréstimos em moeda estrangeira (passivo circulante) C Receita com Variação Cambial 100,00 (resultado) Passivo Circulante (após o lançamento) Empréstimos em moeda estrangeira 1.100,00 24 www.acasadoconcurseiro.com.br

Polícia Federal - Agente de Polícia Contabilidade Prof. Roberto Chapiro DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) Lei nº 6.404/76 Art. 187 Receita Bruta de Vendas e serviços (-) (Deduções da receita bruta das vendas e serviços): (devoluções de vendas) (abatimentos concedidos sobre vendas e serviços) (descontos concedidos incondicionalmente) (tributos incidentes sobre as vendas e serviços) = Receita Líquida das Vendas (-) Custo da Mercadoria Vendida = Lucro Bruto (-) (Despesas Operacionais): (Despesas com vendas) (Despesas financeiras, deduzidas das receitas financeiras) (Despesas gerais e administrativas) (Outras despesas operacionais) + Outras receitas operacionais = Lucro ou Prejuízo Operacional + ou (-) Outras receitas; Outras despesas (-) (CSLL) = Resultado antes do Imposto de Renda (-) (IR) (Participações de debenturistas) (Participações de empregados) (Participações de administradores) (Participações de partes beneficiárias) (Contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados) = Lucro ou Prejuízo Líquido do Exercício Lucro ou prejuízo por ação Todas as receitas e despesas que foram registradas no resultado do exercício de acordo com o regime de competência estarão presentes na DRE. www.acasadoconcurseiro.com.br 25

Veja como funciona cada linha da DRE: Receita Bruta de Vendas e Serviços é o valor, recebido ou não, resultante do ato da venda (entrega de mercadorias ao cliente) ou da prestação de serviços. Deduções de vendas brutas: Devolução de vendas o cliente devolveu a mercadoria que havia comprado. Assim as mercadorias que a empresa tinha vendido foram devolvidas e a receita bruta com vendas será deduzida, eis que o cliente desistiu da compra. Abatimentos concedidos para que não haja uma devolução de vendas, em virtude, normalmente, de falhas na especificação dos produtos vendidos a empresa vendedora concede um abatimento ao seu cliente. Quando há uma devolução de vendas, a empresa vendedora deixa de ter a receita de vendas e as mercadorias que tinham sido entregues ao seu cliente retornam para seu estoque. Para que estas mercadorias não retornem para seu estoque e a empresa não perca a venda em seu total é concedido um abatimento. Atenção à nomenclatura: Abatimentos são concedidos para EVITAR UMA DEVOLUÇÃO DAS MERCADORIAS VENDIDAS. Abatimento não é a mesma coisa que desconto! Descontos nós veremos a seguir cuja classificação se divide em dois tipos: o desconto incondicional (comercial) e o desconto condicional (financeiro). Descontos incondicionais (ou descontos comerciais) é o desconto concedido em nota fiscal no ato da venda. É diferente do desconto condicional (ou desconto financeiro) que ocorre no momento em que o cliente efetua o pagamento. Uma empresa pode oferecer o desconto financeiro a seu cliente desde que este antecipe o pagamento da duplicata que a empresa tinha a receber em virtude de vendas já realizadas, mas que ainda não tinham sido recebidas (vendas a prazo). Portanto, é no momento do pagamento efetuado pelo cliente que este desconto é concedido pela empresa. Já no desconto incondicional (comercial), não há o que se falar em concessão quando do pagamento, vez que o desconto é concedido no ato da venda, que pode estar sendo realizada à vista ou a prazo. Resumindo: O desconto incondicional (comercial) é concedido para que as vendas sejam alavancadas por isso é dado no ato da venda. O desconto condicional (financeiro) é concedido para receber os valores relativos às duplicatas a receber antes de sua data de vencimento. Assim somente será concedido se o cliente pagar de forma antecipada (condição). Impostos incidentes sobre vendas é a despesa do imposto que incide sobre a venda ou prestação de serviços. Como exemplo podemos citar o ICMS sobre vendas. Custo da Mercadoria Vendida como o próprio nome sugere, representa o custo daquilo que foi vendido. Despesas operacionais com vendas são os salários dos vendedores, aluguel da loja, comissão de vendedores, despesas de propaganda e outras despesas relacionadas às vendas. Importante: As despesas de frete, seguro da carga, descarga de caminhão e quaisquer outras envolvidas no processo da venda, quando assumidas pela empresa vendedora, serão tratadas como despesas operacionais com vendas. Atenção: Caso esses valores forem assumidos por quem está comprando a mercadoria não há o que se pensar em despesa com vendas (até 26 www.acasadoconcurseiro.com.br

Polícia Federal - Agente de Polícia Contabilidade Prof. Roberto Chapiro porque não está se vendendo nada e sim comprando). Neste caso, tais valores serão integrados ao custo da mercadoria. Despesas operacionais financeiras são os juros sobre empréstimos obtidos, sobre financiamentos bem como os juros de mora pelo atraso de pagamentos, entre outros. São também despesas operacionais financeiras os descontos condicionais concedidos aos clientes para recebimento antecipado de duplicatas. Receitas operacionais financeiras são os juros ganhos em aplicações financeiras, os descontos condicionais (descontos financeiros) obtidos de fornecedores, os juros ganhos provenientes de empréstimos concedidos e etc. Despesas operacionais gerais e administrativas são as despesas de aluguel do escritório, despesas de energia (que não seja da loja), despesas de salários dos administradores, despesas de aluguel e condomínio, despesas de cafezinho, despesa de telefone dentre outras. Outras despesas operacionais são aquelas que não se enquadram em nenhuma outra despesa acima. Outras receitas operacionais são aquelas que não se enquadram em nenhuma outra receita acima. Outras receitas e outras despesas fora do rol das operacionais, muitos autores entendem ser uma redação equivocada do legislador, pois não há mais a segregação de receitas e despesas operacionais e não operacionais. CSLL é a despesa de contribuição social sobre o lucro. Esta despesa gera uma redução no resultado e um aumento de passivo na conta CSLL a recolher. IR Imposto de Renda calculado para efeitos da legislação comercial. Gera uma redução no resultado e um aumento de passivo na conta de provisão para IR. Participações de debenturistas, empregados, administradores e partes beneficiárias e Contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados são as participações estatutárias sobre o lucro. Antes de se calcular qualquer participação deverão ser deduzidos (da base de cálculo) os prejuízos acumulados (se porventura existirem lá no PL) e o IR. Feitas essas deduções, calcularemos o valor da participação dos debenturistas, empregados, administradores (diretores), partes beneficiárias, e fundo de previdência de empregados. Lembrando que cada participação deve ser calculada nesta ordem, pois cada participação deduz a base de cálculo da próxima que será calculada. Exemplo: Uma empresa chegou ao final de um exercício social com os seguintes saldos: Prejuízos Acumulados (PL) 10.000,00 Lucro Antes do Imposto de Renda 80.000,00 Imposto de Renda 12.000,00 Participações de Debenturistas, Empregados, Administradores e Partes Beneficiárias 10% para cada. Qual o valor do Lucro líquido do exercício (após as participações). www.acasadoconcurseiro.com.br 27

Lucro líquido = 48.053,80. 28 www.acasadoconcurseiro.com.br

Questões 1. (FUB Técnico Contabilidade 2014) As finalidades da contabilidade incluem auxiliar os gestores de uma organização a exercer seu papel na gestão de negócios. 2. (FUB Técnico Contabilidade 2014) Auxiliar um governo no processo de fiscalização tributária é uma das finalidades da contabilidade 3. (FUB Técnico Contabilidade 2014) A contabilidade consiste em um sistema de informações financeiras destinado a identificar, registrar e comunicar os eventos econômicos de uma organização. 4. (FUB Técnico Contabilidade 2014) A situação líquida de uma organização, que resulta da diferença entre seus ativos e seus passivos, é afetada negativamente pelas despesas da organização e positivamente pelo reconhecimento de receitas e investimentos feitos por seus acionistas. 5. (FUB Técnico Contabilidade 2014) O balanço patrimonial de uma empresa representa graficamente a sua situação patrimonial. 6. (FUB Técnico Contabilidade 2014) Na escrituração contábil, a soma de todos os valores das contas contábeis com saldos devedores deve coincidir com a soma de todos os valores das contas contábeis com saldos credores. 7. (FUB Técnico Contabilidade 2014) O balancete de verificação é um demonstrativo que possibilita verificar se o método das partidas dobradas está sendo respeitado pela escrituração contábil. 8. (FUB Técnico Contabilidade 2014) O balancete de verificação será elaborado em até oito colunas, na qual são apresentados os saldos iniciais, o movimento, os saldos do período e os saldos finais. 9. (FUB Técnico Contabilidade 2014) O balancete de verificação é composto apenas pelas contas patrimoniais. As contas de resultado, mesmo que tenham saldos, não devem constar no demonstrativo. 10. (FUB Técnico Contabilidade 2014) Considere que em 30/11/2013 a empresa Fumaça S.A. tenha apresentado os seguintes saldos em suas contas contábeis: caixa R$ 500, capital social R$ 1.000, depreciação acumulada R$ 150, ações em te- www.acasadoconcurseiro.com.br 29

souraria R$ 100 e estoque de mercadorias R$ 550. Nessa situação hipotética, a soma total dos valores devedores será igual a R$ 1.050. Considere os seguintes eventos: I aquisição, à vista, de matérias-primas para processamento II venda de mercadorias, a prazo, por preço superior ao praticado nas vendas à vista; III contratação de novos empregados para a filial da empresa; IV pagamento, com juros, de duplicata vencida; V pagamento a trabalhadores eventuais para o descarregamento de um caminhão, no momento da prestação do serviço; VI perda de mercadorias não cobertas por seguro, em decorrência de inundação na área de estoques; VII constituição de capital social em dinheiro. Com base nos eventos apresentados acima, julgue os próximos itens, relativos a atos e fatos administrativos. 11. (FUB Técnico Contabilidade 2014) Um fato misto é aquele que modifica a situação patrimonial líquida da empresa e, além disso, implica permuta de valores idênticos entre contas patrimoniais, como ocorre nos eventos II e VII. 12. (FUB Técnico Contabilidade 2014) Todos os eventos listados são fatos administrativos, visto que, em algum momento, afetarão o patrimônio da empresa. 13. (FUB Técnico Contabilidade 2014) Os eventos I e IV são exemplos de fatos permutativos. 14. (FUB Técnico Contabilidade 2014) Os eventos V e VI exemplificam fatos modificativos. 15 (FUB Técnico Contabilidade 2014) No momento da assinatura do contrato de aluguel de um imóvel para servir de sede para determinada empresa, o contador deve registrar os primeiros doze meses no passivo circulante e os meses subsequentes no passivo não circulante, realizando a reclassificação de não circulante para circulante à medida do transcurso do prazo. 16. (MPU Analista Contábil 2013) A amortização de dívida com desconto é evento que provoca os seguintes impactos no patrimônio da entidade que efetuou o pagamento: crédito em conta de disponibilidades, débito em conta de passivo e débito em conta de resultado pelo reconhecimento de despesa financeira. 17. (MTE Auditor Fiscal 2013) A compra de veículos à vista é um fato modificativo aumentativo que deve ser registrado em lançamento de primeira fórmula. 30 www.acasadoconcurseiro.com.br

Polícia Federal - Agente de Polícia Contabilidade Prof. Roberto Chapiro 18. (MTE Auditor Fiscal 2013) O pagamento de duplicatas com juros e um fato modificativo diminutivo que deve ser registrado em lançamento de terceira fórmula. 19. (MPU Analista Contábil 2013) A aplicação de valores excedentes de caixa em títulos públicos é fato meramente permutativo, que não provoca efeito imediato no patrimônio líquido da entidade que realizou o investimento. 20. (FUB Técnico Contabilidade 2014) Considere que uma empresa comercial não contribuinte do IPI tenha realizado uma compra à vista, por meio de cheque, no valor de R$ 13.000 em mercadorias, com R$ 3.000 de IPI e ICMS à alíquota de 18%. Nessa situação, os lançamentos e os valores deverão ser realizados da seguinte forma: débito: estoque de matérias-primas... R$ 11.200; débito: ICMS a compensar... R$ 1.800; crédito: bancos conta movimento... R$ 13.000. 21. (FUB Contador 2013) O valor do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços sobre compras, em empresas comerciais, deve ser contabilizado a débito de conta específica de ICMS a recuperar e, na venda, a crédito de ICMS a recolher, admitida a compensação. 22. (Polícia Federal Contador 2014) Uma empresa comercial adquiriu, à vista, mercadorias para revenda por R$ 1.200.000,00. Nesse valor estavam embutidos R$ 155.000,00 de ICMS e R$ 200.000,00 de IPI, mais o gasto adicional de R$ 1.000,00 com frete e seguro de transporte das mercadorias adquiridas. Nessa situação, o custo de aquisição dessas mercadorias foi inferior a R$ 1.000.000,00. 23. (TCE Contador 2013) O valor do ICMS, recuperável ou não, incidente sobre os bens adquiridos por uma empresa compõe o custo de aquisição desses bens e não deve ser reconhecido como despesa. 24. (TC DF Auditor de Controle Externo 2014) O regime de competência é comumente utilizado pelas empresas, ainda que algumas mantenham sua contabilidade pelo regime de caixa. Mesmo as empresas que utilizam o regime de competência em sua contabilidade elaboram alguma demonstração em regime de caixa. www.acasadoconcurseiro.com.br 31

25. (TCU Auditor de Controle Externo 2013) Quando a companhia elabora a demonstração das mutações do patrimônio líquido, fica dispensada de publicar separadamente a demonstração dos lucros e prejuízos acumulados. 30. (CADE Contador 2014) As despesas pagas antecipadamente, como aplicação de recursos em despesas do exercício seguinte, representam obrigações quitadas antes do vencimento, cujos fatos geradores já ocorreram. 26. (FUB Técnico Contabilidade 2014) O objetivo do balanço patrimonial é evidenciar a situação financeira e patrimonial da organização em determinada data, representando, desse modo, uma posição dinâmica do negócio. 27. (FUB Técnico Contabilidade 2014) No ativo, as contas são classificadas em ordem crescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados. 28. (CADE Contador 2014) As obrigações da companhia com terceiros devem ser classificadas no passivo circulante ou no passivo não circulante, tomando- -se como referência o exercício social ou o ciclo operacional da empresa, se este tiver duração maior que o exercício social. 29. (MPU Analista Contábil 2013) Os empréstimos concedidos a sociedades coligadas e controladas, realizáveis no curso do exercício social subsequente e que não sejam caracterizados como negócios usuais na exploração do objeto social da companhia, devem ser classificados no ativo circulante. 31. (MPU Analista Contábil 2013) Os recursos recebidos antecipadamente como parte do pagamento de serviços a serem prestados após o término do exercício social seguinte geram aumento simultâneo de um ativo circulante e de um passivo circulante na contabilidade da empresa que prestará os serviços. 32. (TCE Contador 2013) Adiantamentos de clientes é uma conta de passivo que representa o recebimento de recursos antecipadamente ao fornecimento dos bens ou serviços contratados pelo cliente. Os valores registrados nessa conta, que pode ser classificada como circulante ou não circulante, não devem ser reconhecidos como receita, enquanto os bens ou serviços contratados não forem entregues ao cliente. 33. (CADE Contador 2014) O registro contábil de um débito na conta caixa e de um crédito na conta receita de aluguéis a vencer diferida corresponde à receita cujo fato gerador ainda não ocorreu. Dessa forma, o reconhecimento da referida receita no resultado em momento futuro estará em conformidade com o regime de competência. 32 www.acasadoconcurseiro.com.br

Polícia Federal - Agente de Polícia Contabilidade Prof. Roberto Chapiro 34. (MPU Analista Contábil 2013) As contas provisão para créditos de liquidação duvidosa e depreciação acumulada, apesar de apresentarem saldo de natureza credora, devem ser classificadas no ativo como contas redutoras dos itens patrimoniais que lhe deram origem. 35. (MPU Analista Contábil 2013) Os fundos de comércio adquiridos, quando destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, devem ser reconhecidos no ativo imobilizado. 36. (FUB Técnico Contabilidade 2014) O grupo do patrimônio líquido, que representa o valor residual entre o ativo e o passivo, inclui as contas capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados. 37. (MTE Auditor Fiscal 2013) Tanto nas companhias abertas quanto nas companhias de grande porte, os lucros apurados devem ser mantidos na conta lucros acumulados. 38. (MPU Analista Contábil 2013) A conta ajustes de avaliação patrimonial é uma conta redutora do patrimônio líquido, cuja função é registrar exclusivamente as diminuições de valor de elementos do ativo e do passivo, em razão da avaliação desses itens a valor justo. 39. (FUB Técnico Contabilidade 2014) O balanço patrimonial é composto pelo ativo, pelo passivo e pelo patrimônio líquido. Considerando-se que o ativo e o passivo sejam divididos em circulante e não circulante, é correto afirmar que as obrigações que vencerem após o término do exercício social seguinte deverão ser classificadas no passivo não circulante. 40. (TJ-SE Analista Judiciário Contabilidade 2014) Os estoques devem ser mensurados pelo menor valor apurado entre o valor realizável líquido e o valor de custo, que inclui todos os custos incorridos para trazer os estoques à condição de venda. 41. (TC-DF Auditor de Controle Externo 2014) Considere que um item de estoque destinado à venda esteja contabilmente registrado por R$ 100,00, possua custos estimados de negociação de R$ 8,00 e seja normalmente negociado pelos participantes do mercado por R$ 90,00. Nesse caso, o valor realizável líquido do item deverá ser ajustado, o que produzirá impacto negativo na demonstração do resultado do exercício. 42. (TCE Contador 2013) Sempre que o valor de mercado das matérias-primas mantidas em estoque por uma empresa for inferior ao seu custo de aquisição, o valor contábil dessas matérias-primas sofrerá redução por meio de um crédito em uma conta retificadora de ativo, em contrapartida a um registro a débito na conta ajustes a valor de mercado, que pertence ao patrimônio líquido. www.acasadoconcurseiro.com.br 33

43. (CADE Contador 2014) Os veículos de uma empresa automobilística destinados à venda deverão ser classificados no ativo circulante, realizável a longo prazo ou imobilizado, conforme o momento da alienação do bem. 44. (CADE Contador 2014) Os veículos de uma empresa de transportes e movimentação de valores que são utilizados para manutenção da atividade da empresa deverão ser classificados como ativos não circulantes. 45. (TC-DF Auditor de Controle Externo 2014) A variação cambial sobre obrigações com fornecedores estrangeiros impacta o saldo da conta fornecedores, mas a mercadoria importada que continuar em estoque poderá não receber tal atualização. 46. (Polícia Federal Contador 2014) Uma eventual valorização do real frente ao dólar provocará o aumento do valor do passivo exigível de uma companhia que possui empréstimos a pagar em dólar e a consequente diminuição do resultado do período em que ocorreu essa valorização. 47. (TJ-SE Analista Judiciário Contabilidade 2014) Entidades que adquirem peças de reposição com expectativa de utilizá-las por mais de um período contábil devem reconhecer essas peças como ativo imobilizado. 48. (Polícia Federal Contador 2014) O valor contábil de um ativo imobilizado é o valor pelo qual ele é reconhecido na contabilidade, sendo deduzido da depreciação acumulada e da perda, também acumulada, por redução ao valor recuperável. 49. (Polícia Federal Contador 2014) Uma companhia que detém o controle, os riscos e os benefícios de terrenos que estão sendo utilizados em suas operações deve reconhecê-los como ativos e classificá-los no ativo imobilizado. Se, no entanto, esses terrenos não tiverem uma destinação específica, a companhia deve classificá-los no ativo realizável a longo prazo. 50. (MTE Auditor Fiscal 2013) Créditos incobráveis e estoques de medicamentos vencidos não representam ativos. 51. (FUB Contador 2013) A venda de um bem transfere para o comprador os riscos e benefícios próprios dos bens alienados. 52. (TJ-SE Analista Judiciário Contabilidade 2014) Em algumas situações, para mensurar o valor recuperável de um ativo intangível, não é necessário determinar o valor justo líquido de despesas de venda e o valor em uso desse ativo. Isso acontece quando um desses valores excede o valor contábil do intangível, de acordo com o CPC 01 (R1) Redução ao Valor Recuperável. 34 www.acasadoconcurseiro.com.br

Polícia Federal - Agente de Polícia Contabilidade Prof. Roberto Chapiro 53. (TJ-SE Analista Judiciário Contabilidade 2014) Ao se mensurar um ativo por valor justo, parte-se da premissa de que o ativo foi trocado em uma transação forçada entre participantes do mercado. 58. (FUB Técnico Contabilidade 2014) Uma provisão deve ser uma obrigação existente no presente, como resultado de um evento passado, que provavelmente exigirá uma saída de recursos no futuro, com possível estimação do seu valor de saída. 54. (Polícia Federal Contador 2014) Para ser enquadrado na definição de ativo, um recurso precisa ser controlado pela entidade em decorrência de eventos passados e ser capaz de gerar benefícios econômicos futuros. 59. (CADE Contador 2014) As provisões representam passivos com prazo ou valor incerto e podem ser distintas de outros passivos, como contas a pagar e passivos derivados de apropriações por competência. 55. (FUB Técnico Contabilidade 2014) Para que se reconheça um item como ativo, é necessário que o recurso seja controlado pela entidade e resultante de eventos passados; por isso, o item que gera benefício futuro não compõe o ativo. 56. (TJ-SE Analista Judiciário Contabilidade 2014) O passivo contábil é definido como uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos. 57. (MTE Auditor Fiscal 2013) A existência de uma obrigação futura é requisito essencial para a contabilização de um passivo 60. (TCE Contador 2013) O passivo cuja avaliação é realizada mediante a utilização de um grau significativo de estimativas é denominado provisões, as quais são reconhecidas no balanço patrimonial se satisfizerem os critérios de definição de passivo, como representar uma obrigação presente. 61. (FUB Técnico Contabilidade 2014) De acordo com o pronunciamento técnico do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) referente à apresentação das demonstrações contábeis, o valor da participação de não controladores destacado dentro do patrimônio líquido e o valor de instrumentos financeiros disponíveis para venda são exemplos de informações apresentadas no balanço patrimonial. www.acasadoconcurseiro.com.br 35

62. (TC-DF Auditor de Controle Externo 2014) A conta ágio na emissão de ações é uma conta de reserva de capital, integrante do patrimônio líquido, sendo creditada quando o valor captado na emissão de ações supera o preço de oferta ou supera o valor de registro das ações que compõem o capital social. 63. (TCE Contador 2013) As reservas de incentivos fiscais, que são reservas de capitais oriundas de doações ou subvenções governamentais para investimentos, devem compor o patrimônio líquido. 64. (FUB Contador 2013) A reserva legal tem por finalidade exclusiva assegurar a integridade do capital social e pode, ainda, ser utilizada para compensar prejuízos. 65. (MPU Analista Contábil 2013) As reservas para contingências destinam-se a compensar, no futuro, a diminuição do lucro da companhia advinda de perdas julgadas prováveis, cujo valor possa ser estimado. Essas reservas devem ser revertidas no exercício em que ocorrer a perda ou quando as razões que justificaram a constituição da reserva deixarem de existir. 66. (TCE Contador 2013) A reversão de uma reserva para contingências, que ocorre no exercício em que deixem de existir as razões que justificaram sua constituição ou em que se verifique a perda, é um evento que altera o valor do patrimônio líquido da empresa envolvida na transação. 67. (FUB Técnico Contabilidade 2014) Em uma aplicação financeira com juros prefixados, o valor correspondente aos juros deve ser reconhecido em conta de juros ativos a transcorrer e transferido para resultado pelo transcurso do prazo. 68. (FUB Técnico Contabilidade 2014) Considere que uma empresa tenha descontado R$ 100 em duplicatas no banco em que mantém conta e que, no ato do desconto, devido às tarifas e aos juros cobrados, ela tenha recebido o valor líquido de R$ 96 em sua conta corrente. Nessa situação, o valor dos juros e das tarifas cobrados será imediatamente reconhecido como despesa do período. 69. (MPU Analista Contábil 2013) Uma empresa que recorra a uma instituição financeira para realizar uma operação de descontos de duplicatas deverá reconhecer, no ato da contratação da operação, uma despesa financeira, cujo valor será igual à diferença entre o valor das duplicatas descontadas e o valor liberado como empréstimo pela instituição financeira. 70. (Polícia Federal Contador 2014) Uma empresa comercial adquiriu, a prazo, mercadorias para revenda. O preço à vista dessas mercadorias, à época da tran- 36 www.acasadoconcurseiro.com.br

Polícia Federal - Agente de Polícia Contabilidade Prof. Roberto Chapiro sação, era de R$ 200.000,00. Por se tratar de uma compra a prazo, a empresa adquirente acabou se comprometendo a pagar R$ 210.000,00 pelas mercadorias. Nessa situação, conforme o regime de competência, o procedimento contábil correto a ser adotado pela adquirente para o registro contábil da diferença entre o preço à vista e o preço a prazo das mercadorias é reconhecer tal valor como despesa financeira durante o período do financiamento concedido pelo fornecedor. 71. (FUB Técnico Contabilidade 2014) Se uma empresa tiver apurado, sobre a folha de pagamento, INSS no valor de R$ 8.360, salário-maternidade no valor de R$ 6.000 e salário-família no valor de R$ 1.000 e se esses forem os únicos eventos relevantes a considerar, então a empresa deverá registrar um valor total a recolher de R$ 15.360. 72. (FUB Técnico Contabilidade 2014) Considere que a empresa Core S.A. tenha gerado, no período, receita bruta de vendas de R$ 1.500, despesa de salários de R$ 100, despesa de depreciação de R$ 50, custo das mercadorias vendidas de R$ 675, despesa de ICMS de R$ 200, despesa de COFINS de R$ 50 e vendas canceladas de R$ 100. Nessa situação hipotética, o valor da apuração da receita líquida dessa empresa, no período, será superior a R$ 1.100. 73. (TJ-SE Analista Judiciário Contabilidade 2014) Considerando-se os dados apresentados na tabela abaixo, relativos a uma empresa comercial, é correto afirmar que a demonstração do resultado do período apresentará lucro bruto superior a R$ 300.000,00. dados valores (em R$) abatimentos de vendas 5.500,00 compras a prazo 100.000,00 compras à vista 20.000,00 despesas financeiras 9.500,00 despesas operacionais 73.000,00 devolução de compras 14.000,00 devolução de vendas 10.800,00 estoque final 6.500,00 estoque inicial 32.000,00 faturamento 543.200,00 ICMS sobre vendas 43.400,00 IPI no faturamento 27.000,00 74. (FUB Técnico Contabilidade 2014) O lucro bruto é o resultado da receita bruta das vendas deduzidas as devoluções, os cancelamentos, os abatimentos, os impostos sobre vendas e o custo das mercadorias vendidas. 75. (Polícia Federal Contador 2014) O lucro bruto evidenciado na demonstração do resultado do exercício, representado pela diferença entre a receita líquida de vendas e o custo das mercadorias vendidas, é um exemplo da aplicação da simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas, a qual se constitui como um pressuposto do princípio da competência. www.acasadoconcurseiro.com.br 37

76. (FUB Técnico Contabilidade 2014) O objetivo da DRE é evidenciar o desempenho da entidade. Essa demonstração é uma representação estruturada do total das receitas deduzidas as despesas e também abrange os ganhos e as perdas do período. 81. (TCU Auditor Federal de Controle Externo 2011) As demonstrações financeiras devem registrar a destinação dos lucros segundo a proposta do conselho fiscal, no pressuposto de sua aprovação pela assembleia-geral. 77. (FUB Técnico Contabilidade 2014) Se uma entidade distribuir lucros aos empregados e administradores, antes de apurar o lucro líquido do exercício, será necessário deduzir as participações de empregados e administradores, sucessivamente e nessa ordem. 78. (FUB Técnico Contabilidade 2014) Na alienação de imobilizado, havendo saldo na conta de depreciação acumulado do bem, esta deverá ser encerrada contra a própria conta do bem, antes de efetuada a baixa do imobilizado. 79. (MPU Analista Contábil 2013) Se uma empresa vender um ativo imobilizado, ela deverá reconhecer seu resultado ganho ou perda como resultado não operacional. 80. (CADE Contador 2014) De acordo com a legislação societária vigente, os gastos pré-operacionais são classificados no ativo intangível e reconhecidos, posteriormente, no resultado, quando a empresa estiver operando normalmente. 82. (MPU Analista Contábil 2013) O balanço patrimonial deverá ser assinado pelos integrantes do conselho de administração em conjunto com o contador legalmente habilitado. 83. (CADE Contador 2014) Nas demonstrações contábeis do período corrente, as entidades devem divulgar informações comparativas acerca do período anterior para todos os montantes apresentados, exceto quando um pronunciamento técnico, uma interpretação ou orientação do CPC permitam ou exijam a apresentação de outra forma. 84. (TCE Contador 2013) O direito de propriedade é condição essencial para que seja configurada a existência de um ativo, o qual surge sempre em decorrência de um direito legal. 85. (ANTAQ Analista Contábil 2014) O balanço patrimonial representa, quantitativa e qualitativamente, a posição financeira e patrimonial da entidade em determinada data. 38 www.acasadoconcurseiro.com.br

Polícia Federal - Agente de Polícia Contabilidade Prof. Roberto Chapiro 86. (ANTAQ Analista Contábil 2014) Em atendimento ao princípio da competência, as receitas de prestação de serviços devem ser reconhecidas nos períodos em que ocorrerem os recebimentos. 87. (ANTAQ Analista Contábil 2014) As contas a receber são avaliadas por seu valor líquido de realização. 88. (ANTAQ Analista Contábil 2014) Classificam-se no grupo de ativos não circulantes apenas os direitos com vencimento superior a um exercício social após o levantamento do balanço patrimonial. 89. (ANTAQ Analista Contábil 2014) Considere que o valor contábil líquido de um equipamento industrial seja R$ 10.000, o valor em uso, R$ 9.000 e o valor líquido de venda, R$ 10.100. Nessa situação, caso a empresa deseje continuar usando o bem em seu processo produtivo, deverá ser constituída provisão, para a redução ao valor recuperável, de R$ 1.000. 90. (ANTAQ Analista Contábil 2014) Considere que uma empresa tenha incorrido em custos totais de R$ 85 para a elaboração e venda de um produto cujo preço normal de venda seja de R$ 100, e que, em razão de necessidades financeiras urgentes, a empresa seja forçada a vender esse produto pelo preço de R$ 95. Nesse caso, o valor justo desse produto será de R$ 95. 91. (ANTAQ Analista Contábil 2014) Na conta ações em tesouraria, de natureza devedora, são registradas as aquisições de ações de emissão da própria empresa. 92. (ANTAQ Analista Contábil 2014) O ajuste a valor justo de itens do ativo e do passivo, enquanto não transitar pelo resultado do exercício, deve ser registrado, em respeito ao regime de competência, na conta ajustes de avaliação patrimonial. 93. (ANTAQ Analista Contábil 2014) As obrigações exigíveis com prazo para liquidação dentro do ciclo operacional da entidade devem ser classificadas no grupo do passivo circulante. Gabarito: 1. C 2. E 3. C 4. C 5. C 6. C 7. C 8. C 9. E 10. E 11. E 12. E 13. E 14. C 15. E 16. E 17. E 18. E 19. C 20. C 21. C 22. E 23. E 24. C 25. C 26. E 27. E 28. C 29. E 30. E 31. E 32. C 33. C 34. C 35. E 36. C 37. E 38. E 39. C 40. C 41. C 42. E 43. E 44. C 45. C 46. E 47. C 48. C 49. E 50. C 51. C 52. C 53. E 54. C 55. E 56. C 57. E 58. C 59. C 60. C 61. C 62. C 63. E 64. C 65. C 66. E 67. C 68. E 69. E 70. C 71. E 72. C 73. C 74. C 75. C 76. C 77. C 78. E 79. E 80. E 81. E 82. E 83. C 84. E 85. C 86. E 87. C 88. E 89. E 90. E 91. C 92. E 93. C www.acasadoconcurseiro.com.br 39