GESTOR EDUCACIONAL, GESTOR ESCOLAR



Documentos relacionados
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE CIÊNCIAS SÓCIO-ECONÔMICAS E HUMANAS DE ANÁPOLIS

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO

DEMOCRÁTICA NO ENSINO PÚBLICO

ANÁLISE DOS ASPECTOS TEÓRICO METODOLÓGICOS DO CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE CONSELHEIROS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO


A construção da. Base Nacional Comum. para garantir. Direitos e Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento

1.3. Planejamento: concepções

Projeto de Gestão Compartilhada para o Programa TV Escola. Projeto Básico

Gestão Democrática da Educação

Cód. Disciplina Período Créditos Carga Horária 8º Semanal Mensal 9 36

ESCOLA SUPERIOR DE CIENCIAS DA SAUDE COORDENAÇÃO DE PÓS GRADUAÇÃO E EXTENSÃO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

Universidade Estadual do Centro-Oeste Reconhecida pelo Decreto Estadual nº 3.444, de 8 de agosto de 1997

PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO DE EGRESSOS DO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FARROUPILHA

ANEXO I DESCRIÇÃO DAS ATRIBUIÇÕES DOS CARGOS TABELA A ATRIBUIÇÕES DO CARGO PROFESSOR E PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA 20 HORAS

ANEXO 2 - INDICADORES EDUCACIONAIS 1

Processos Gestão do Projeto Político-Pedagógico

(Anexo II) DESCRIÇÃO ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO

Secretaria Municipal da Educação e Cultura - SMEC SALVADOR MAIO/2003

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO VIÇOSA/ALAGOAS PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGCIO

POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

Por que Projetos Sociais?

Plano de Ensino Docente

PROGRAMA DE APOIO E APERFEIÇOAMENTO PEDAGÓGICO AO DOCENTE

CURSO PREPARATÓRIO PARA PROFESSORES. Profa. M. Ana Paula Melim Profa. Milene Bartolomei Silva

PROJETO EDUCATIVO DE ESCOLA

Gestão e Formação Pedagógica em: Administração, Inspeção, Orientação e Supervisão Objetivo do curso:

O Projeto Político Pedagógico. Norteadores para uma Gestão Democrática na Escola: PPP e Regimento Escolar

REGULAMENTO NÚCLEO DE APOIO PEDAGÓGICO/PSICOPEDAGÓGICO NAP/NAPP. Do Núcleo de Apoio Pedagógico/Psicopedagógico

O papel da Undime na construção de políticas educacionais para a Educação Básica

UNIVERSIDADE DO PLANALTO CATARINENSE UNIPLAC PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, EXTENSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO COORDENAÇÃO DE EXTENSÃO E APOIO COMUNITÁRIO

Projeto Político-Pedagógico Estudo técnico de seus pressupostos, paradigma e propostas

GESTÃO DA EDUCAÇÃO MUNICIPAL E INDICADORES DE DESEMPENHO: CASO DA REDE MUNICPAL DE ENSINO DE ESTEIO

Capítulo I Dos Princípios. Art. 2º - A Política de Assuntos Estudantis do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas

Gestão Por Competências nas IFES

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM GESTÃO ESCOLAR (Ênfase em Coordenação Pedagógica) PROJETO PEDAGÓGICO

O papel do gestor na garantia da educação de qualidade

Gestão escolar e certificação de diretores das Escolas Públicas Estaduais de Goiás: alguns apontamentos

Linha 2- Desenvolvimento e Conflitos Sociais:

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ELEMENTOS PARA O NOVO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

COORDENADORA: Profa. Herica Maria Castro dos Santos Paixão. Mestre em Letras (Literatura, Artes e Cultura Regional)

GUIA DE SUGESTÕES DE AÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

Instituto de Educação

A Importância do Planejamento na construção do SUS. Carmen Teixeira

CAPACIDADE INSTITUCIONAL DE ATENDIMENTO PROTEGIDO

CARGO: PROFESSOR Síntese de Deveres: Exemplo de Atribuições: Condições de Trabalho: Requisitos para preenchimento do cargo: b.1) -

Campus de Franca TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Ementas aprovadas nos Departamentos (as disciplinas obrigatórias semestrais estão indicadas; as demais são anuais)

PROGRAMA DA DISCIPLINA

PROGRAMA Disciplina: Estágio Supervisionado I OBJETIVOS

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

A Gestão Democrática como instrumento de transformação das Práticas Escolares

PLANO ESTADUAL DE CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA

EDUCAÇÃO BÁSICA E PROFISSIONAL SENAI SESI

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA ANÁLISE DOS INDICADORES E METAS DO ACORDO DE RESULTADOS DA DIRETORIA DE FISCALIZAÇÃO DO DER/MG.

O Projeto Casa Brasil de inclusão digital e social

CME BOA VISTA ESTADO DE RORAIMA PREFEITURA MUNIPAL DE BOA VISTA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Indicadores Gerais para a Avaliação Inclusiva

DIMENSÕES DA GESTÃO ESCOLAR. Heloísa Lück

MINISTÉRIO DAS CIDADES Secretaria Nacional de Habitação. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL Representação de Apoio ao Desenvolvimento Urbano

Construção de redes sociais e humanas: um novo desafio. Sonia Aparecida Cabestré Regina Celia Baptista Belluzzo

Proposta de curso de especialização em Educação Física com ênfase em Esporte Educacional e projetos sociais em rede nacional.

FACULDADES INTEGRADAS CAMPO GRANDENSES INSTRUÇÃO NORMATIVA 002/

MMX - Controladas e Coligadas

Ensino Técnico. Qualificação: Qualificação Técnica de Nível Médio de Assistente Administrativo

A divulgação desta apresentação por Cd-Rom e no Web site do programa Educação do Instituto do Banco Mundial e feita com a autorização do autor.

PROCESSO SELETIVO DE LIDERANÇAS ESCOLARES

Relatório da IES ENADE 2012 EXAME NACIONAL DE DESEMEPNHO DOS ESTUDANTES GOIÁS UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

Administração Central Unidade de Ensino Médio e Técnico - Cetec. Ensino Técnico. Qualificação: AUXILIAR ADMINISTRATIVO

Evolução do uso de competências para remuneração

A UNIVERSIDADE BRASILEIRA É BRASILEIRA? C A R L O S A L B E R T O S T E I L D E P A R T A M E N T O D E A N T R O P O L O G I A / U F R G S

PLANO DE AÇÃO ESCOLAS PRIORITÁRIAS

INSTITUTO SINGULARIDADES CURSO PEDAGOGIA MATRIZ CURRICULAR POR ANO E SEMESTRE DE CURSO

Programa Nacional de Mestrado Profissional em Ensino de Física (MNPEF)

Organização dos Estados EDITAL DE SELEÇÃO 222/2013 Ibero-americanos PROJETO OEI/BRA/08/006 Para a Educação, ERRATA: a Ciência e a Cultura

IMPLANTAÇÃO DE NÚCLEOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO DO CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA

A avaliação das escolas como processo social. Ana Patrícia Almeida Instituto Superior de Educação e Ciências - Lisboa

É projeto porque reúne propostas de ação concreta a executar durante determinado período de tempo. É político por considerar a escola como um espaço

TERMO DE REFERÊNCIA Nº 2606 PARA CONTRATAÇÃO DE PESSOA FÍSICA PROCESSO DE SELEÇÃO - EDITAL Nº

Política de Gerenciamento do Risco Operacional Banco Opportunity e Opportunity DTVM Março/2015

Curso de Especialização em GESTÃO ESCOLAR INTEGRADA E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

REGULAMENTO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO FACULDADE SUMARÉ

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO COORDENADORIA DE ENSINO DO INTERIOR DIRETORIA DE ENSINO REGIÃO DE ITAPETININGA

Curso de Especialização em ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E PRÁTICAS DE SUPERVISÃO

REDE DE ESCOLAS TÉCNICAS DE SAÚDE DA UNASUL Plano de Trabalho

GOVERNO DO ESTADO DE ALAGOAS SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DO ESPORTE 2ª COORDENADORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO

Manual do Estagiário 2008

Gestão por Processos. Gestão por Processos Gestão por Projetos. Metodologias Aplicadas à Gestão de Processos

Curso de Especialização em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana. V Encontro Nacional da RENAST SETEMBRO / 2011

Regulamento Institucional do Serviço de Apoio Psicopedagógico SAPP

Diretrizes para Implementação dos Serviços de Responsabilização e Educação dos Agressores

QUESTIONÁRIO DE SONDAGEM DA PRÁTICA PEDAGÓGICA DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

PPAG EM DISCUSSÃO

XX CONGRESSO ENGENHARIA 2020 UMA ESTRATÉGIA PARA PORTUGAL 17 a 19 de outubro de 2014 ALFÂNDEGA DO PORTO

Anexo III Contratações de Serviços de Consultoria (Pessoa Física e Jurídica)

Política de Logística de Suprimento

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO UNIVERSITÁRIO

CIRLANE MARA NATAL MESTRE EM EDUCAÇÃO PPGE/UFES 2013

Transcrição:

GESTOR EDUCACIONAL, GESTOR ESCOLAR A ênfase posta na atualidade no termo gestão educacional tem origem nas mudanças ocorridas nas relações da administração pública (aparato de Estado) com a sociedade. Nas últimas décadas do século XX, ao(s) gestor(es) escolar(es) responsável(is) pela coordenação e articulação de ações intraunidades escolares e destas com órgãos de direção dos sistemas de ensino e com entidades e grupos sociais diversos atribuiu-se capacidades de interpretar, articular e operacionalizar demandas locais com os objetivos políticos mais amplos estabelecidos pelos governos eleitos. Novas funções, atribuições e competências lhes são requeridas em paralelo e/ou contraposição às funções tradicionais. Na atuação dos gestores escolares, incidem as contradições presentes na coetaneidade de modos de regulação diversos dos sistemas educacionais na contemporaneidade. Tais contradições produzem variações de formas de atuação e concepções dos próprios gestores escolares acerca de sua função e identidade profissional. Historicamente, a partir dos anos 60, no século XX, verificou-se no país a disseminação dos cursos de administração escolar, destinados à formação de especialistas em educação responsáveis pela direção das escolas e exercício de funções diversas relacionadas à administração educacional. A essa tendência modernizadora contrapunha-se a tradição clientelista de indicação por agentes políticos dos diretores escolares e outros órgãos públicos. No Brasil, a década de 70 do século XX representou o apogeu do modo de administração escolar ancorado na regulação de matriz burocrática. À prescrição normativa de funções atribuídas aos inspetores, diretores, supervisores escolares correspondia um contexto político autoritário, de centralização decisória e de repressão das reivindicações sociais. A administração escolar achava-se, e acha-se ainda, em lócus diversos, estruturada em uma hierarquia funcional, onde a cada posto/cargo público corresponde uma função e posição hierárquica. Trata-se do modo burocrático de regulação do sistema educacional, na qual a lógica de ação dos atores achase orientada pela conformidade aos procedimentos e aos regulamentos que os prescrevem (MAROY, 2008).

No interior das lutas sociais pela redemocratização do país, reivindicações por eleições dos dirigentes escolares vão se disseminando com o objetivo de alterar as práticas tradicionais. Entretanto e de modo diverso da tradição da administração pública nos Estados Unidos, no Brasil, as eleições emergem como um dos instrumentos de luta contra a administração técnica e racional da educação. A introdução de eleições regulares dos governantes do país, das escolas, a derrota da censura e da ditadura militar possibilitaram a disseminação de lutas por serviços que efetivem direitos sociais educação básica e saúde, especialmente. Esses movimentos sociais constituíram, por razões diversas, fonte de mudanças nas formas autoritárias tradicionais de prestação dos serviços públicos. Em 1988, a Constituição Brasileira estabeleceu o princípio orientador da gestão democrática do ensino, num contexto em que ganhou força a reivindicação dos educadores pela autonomia escolar vinculada à necessidade de experimentar alternativas pedagógicas curriculares e didáticas que diminuíssem os altos índices de evasão e repetência na escola primária e a deterioração da qualidade da escola pública em geral (KRAWCZYK, 1999). Os anos 90 podem ser caracterizados como um período fecundo em termos de formulação de propostas no campo educacional, sobretudo nos aspectos concernentes à sua gestão. As mudanças nas legislações educacionais brasileiras, ocorridas a partir dessa década, especialmente após a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9394/96), promoveram crescente descentralização sobre a gestão do sistema educacional e o fortalecimento da responsabilização local. Nesse mesmo período, mudanças político-administrativas em âmbito municipal e/ou estadual resultaram numa grande diversidade de experiência no setor (OLIVEIRA, 2000, p. 15). Entretanto, estudos na área de política educacional (MAROY, 2008) têm demonstrado a emergência, nesse mesmo período, de um novo modo de regulação dos sistemas educacionais centrado na avaliação de resultados. Sob a influência de concepções advindas do new public management, ao gestor escolar são atribuídas metas de eficiência e/ou eficácia, que muitas vezes encontram ressonância nas lutas por acesso e permanência nas escolas de educação básica. Ao invés de estarem submetidos à conformidade a

procedimentos preestabelecidos, os gestores escolares e educacionais são convidados a se comprometer com resultados. Na primeira década do século XXI, disseminou-se, no sistema educacional brasileiro, a avaliação de resultados com fundamento em testes padronizados. Gestores educacionais das mais diferentes regiões do país e níveis de ensino veem-se envolvidos em lógicas de ação onde acréscimos nos resultados de aprendizagem dos alunos constituem referentes para a regulação institucional ou de controle (BARROSO, 2005). O atendimento pelos diferentes governos a demandas por descentralização e maior autonomia decisória - quanto a recursos financeiros, materiais e elaboração de projetos políticos pedagógicos vem acompanhado de proposições para os gestores escolares relacionadas ao cumprimento de metas e, também, a novas formas de atuação profissional. Nesse contexto, difunde-se o conceito de gestão associado à ideia de participação de pessoas analisando situações, decidindo sobre seu encaminhamento e agindo sobre elas em conjunto. O êxito da organização escolar dependeria da ação conjunta de seus componentes pelo trabalho associado, mediante reciprocidade que criaria um todo orientado por uma vontade coletiva (Luck, 2000, 15). Os gestores escolares são todos aqueles envolvidos com os objetivos de melhoria da qualidade da educação básica. Estudos sobre eficácia escolar (SOARES, 2002), ao apontarem que as características organizacionais internas das escolas são responsáveis por variações do desempenho dos alunos, reforçam a atuação de gestores educacionais como responsáveis por estabelecer um clima escolar que favoreça condições necessárias para o ensino e aprendizagem mais eficaz (LUCK, 2000). Em contraposição, autores como Ball (2004) consideram que ocorre a instauração de uma nova cultura de performatividade competitiva, envolvendo uma combinação de descentralização, metas e incentivos para produzir novos perfis profissionais. Passam a ser exigidos dos gestores educacionais níveis de desempenho e resultados preestabelecidos e, paulatinamente, instala-se a cultura da gestão por resultados, que objetiva obter melhorias mediante a reelaboração de práticas orientadas para o cumprimento de metas. Esse processo, ainda segundo Ball (2004), produz uma

individualização crescente que contribui para a destruição das solidariedades baseadas numa identidade profissional comum. MARISA RIBEIRO TEIXEIRA DUARTE DÉBORAH SAIB SILVA JUNQUEIRA BARROSO, J. O Estado, a educação e a regulação das políticas públicas. Educação & Sociedade, Campinas, v. 26, n. 92, p. 725-751, out. 2005. BRASIL. Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 23 dez. 1996. BALL, S. J. Performatividade, privatização e o pós-estado do Bem-Estar. Educação & Sociedade, Campinas, v. 25, n. 89, p. 1105-1126, set./dez. 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v25n89/22613.pdf>. Acesso em: 10 abr. 2010. KRAWCZYK, N. A gestão escolar: um campo minado... Análise das propostas de 11 municípios brasileiros. Educação & Sociedade, Campinas, v. 20, n. 67, ago. 1999. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v20n67/v20n67a04.pdf>. Acesso em: 5 set. 2010. LUCK, H. et al. A escola participativa: o trabalho do gestor escolar. 4 ed. Rio de Janeiro: DP & A, 2000. MAROY, C. Régulation des systems éducatifs. In. VAN ZANTEN, A. Dictionnaire de l éducation. Paris: PUF, 2008. p. 574-578. OLIVEIRA, D. A. Educação básica: gestão do trabalho e da pobreza. Petrópolis: Vozes, 2000. SOARES, J. F. (Coord). Escola eficaz: um estudo de caso em três escolas públicas de ensino do Estado de Minas Gerais. Belo Horizonte: GAME/UFMG, 2002.