Alterações no Simples Nacional para 2018 1. Novos limites de faturamento 2. Novas alíquotas e anexos do Simples Nacional 3. O fator R 4. Novas atividades no Simples Nacional 5. Mudanças na fiscalização 6. Novo redutor de receita 7. O MEI no Novo Simples Nacional 8. Investidor Anjo regularizado 9. Exportações 10. Licitações 11. Vencimento de INSS E FGTS 12. Orçamento exclusivo em bancos públicos
INTRODUÇÃO Faltam poucos dias para que entre em vigor o novo Simples Nacional, fato este que irá impactar a vida de muitos empresários. As mudanças promovidas na Tabela Simples Nacional e no próprio regime foram as mais profundas já realizadas desde o seu início. Você e sua empresa já estão preparados para estas mudanças? Mostraremos a seguir, todas as alterações trazidas pela Lei Complementar n 155/2016.
1. Novos limites de faturamento O limite máximo de receita bruta anual para que as empresas participem do regime especial de tributação do Simples Nacional aumentou de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões, o que equivale a uma média mensal de R$ 400 mil. Já para quem é formalizado como Microempreendedor Individual (MEI), o novo teto de enquadramento passa de R$ 60 mil para R$ 81 mil anuais, o que resulta em uma média mensal de R$ 6,75 mil. 2. Novas alíquotas e anexos do Simples Nacional A partir de 2018, a alíquota será maior, mas com um desconto fixo específico para cada faixa de enquadramento. Quanto aos anexos, as tabelas do Simples Nacional são agora cinco anexos, sendo três para serviços, um para comércio e outro para indústria. Também a quantidade de faixas de faturamento caiu de 20 para seis. Desse modo, quanto maior a folha de pagamento, menor a alíquota, e a razão entre o valor da folha salarial e a receita bruta deve ser igual ou maior que 28%.
3. O fator R Para atividades que até 2017 foram tributadas nos anexos V e VI, o fator R terá uma grande importância: definir qual será o novo anexo desta atividade. No Novo Simples Nacional, cria-se uma nova relação entre folha de pagamento x faturamento, ambos relativos aos últimos 12 meses. 4. Novas atividades no Simples Nacional A partir de 2018, micro e pequenos produtores e atacadistas de bebidas alcoólicas (cervejarias, vinícolas, licores e destilarias), poderão optar pelo Simples Nacional, desde que inscritos no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
5. Mudanças na fiscalização 6. Novo redutor de receita O novo Simples libera a troca de informações entre Receita Federal e a Receita Estadual e dos Municípios (Prefeituras e DF). Esta integração entre os órgãos servirá para facilitar as fiscalizações. Outra importante mudança é com relação às multas: a LC n 155/16 dispõe que a fiscalização sobre assuntos trabalhistas, metrológico, sanitário, ambiental, de segurança, de relações de consumo e de ocupação de solo será prioritariamente orientadora, quando a atividade ou situação for de baixo risco. Essa mudança vai impactar nos empresários que contratam profissionais como cabeleireiros, barbeiros, esteticistas, manicures, pedicuros, depiladores e maquiadores. Hoje, os salões pagam impostos sobre o valor cheio, inclusive sobre aquele pago aos profissionais, e isso deixará de ocorrer.
7. O MEI no Novo Simples Nacional 8. Investidor Anjo regularizado O que muda para o MEI: Um novo teto de faturamento de até R$ 81.000,00 por ano ou proporcional (nos casos de abertura de empresa); A inclusão do micro-empreendedor Rural. O investidor anjo pode ser pessoa física ou jurídica e isso não irá excluí-lo do Simples Nacional. O investidor anjo será considerado como o que ele realmente é: um investidor. Ele não será sócio, nem terá direito à gerência ou voto na administração da empresa. Também não responderá por dívidas da empresa, nem mesmo em recuperação judicial.
9. Exportações 10. Licitações O novo Simples Nacional vai trazer mais facilidade em importação e exportação. Quando uma empresa do Simples Nacional contratar uma empresa de logística internacional, a empresa de fora do país poderá realizar suas atividades de forma simplificada e por meio eletrônico. Isso vai impactar diretamente numa provável redução de custos do serviço aduaneiro. Não será mais preciso apresentar certidões negativas para participar de licitações. A declaração só será exigida para a empresa vencedora, no ato da assinatura do contrato. E se não estiver tudo certo com a sua certidão, haverá um prazo de 5 dias úteis para regularização da documentação (pagamento, parcelamento, etc) e emissão das certidões negativas ou positivas com efeito de negativas (em caso de parcelamentos).
11. Vencimento de INSS E FGTS 12. Orçamento exclusivo em bancos públicos Abre-se a possibilidade da unificação do FGTS e do INSS com uma data única de vencimento/pagamento. Isso já é uma preparação ao e-social, que será um facilitador na declaração da folha de pagamento das empresas. Os bancos comerciais e múltiplos públicos com carteira comercial, a CEF (Caixa Econômica Federal) e o BNDES deverão ter um orçamento exclusivo para linhas de créditos só para ME e EPP.
Não deixe para a última hora! Entre em contato conosco e saiba mais sobre todas as alterações e verifique qual a melhor solução para seus negócios.