MERCADO LIVRE DE ENERGIA

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Transcrição:

TUDO SOBRE MERCADO LIVRE DE ENERGIA NA BUSCA POR MELHORES PREÇOS E UM AUMENTO DA PREVISIBILIDADE NOS NEGÓCIOS, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS ESTÃO MIGRANDO PARA O CHAMADO MERCADO LIVRE.

1. INTRODUÇÃO Na busca por melhores preços e um aumento da previsibilidade nos negócios, pequenas e médias empresas como indústrias, shopping centers, hospitais e universidades estão migrando para o chamado mercado livre. Segundo a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel), cerca de 700 consumidores industriais e comerciais estão migrando para o Mercado Livre de Energia, e isso implica um aumento de quase 40% na base de clientes que já atuam nesse segmento. O ambiente livre é responsável hoje pelo consumo de cerca de 25% da energia no Brasil, e nele é possível negociar diretamente o preço do kw/h com os fornecedores, que já somam mais de mil empresas no País. Esse mercado ainda não é aberto a clientes residenciais ou a pequenos comerciantes. Para ter acesso a ele é necessário consumir ao menos 500 kw, o que faz dessa empresa um consumidor especial. Pelos cálculos da Abraceel, hoje cerca de 14 mil consumidores preenchem os requisitos para migrar para esse mercado. O principal motivo da recente revoada são os preços mais baixos. Com a esticada de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica neste ano, por conta do desrepresamento dos preços, muitos consumidores têm visto o mercado livre como opção de redução de custos e de melhora da previsibilidade orçamentária, uma vez que a maior parte dos contratos negociados (58%) tem prazo igual ou superior a quatro anos. As cotações dos contratos de quatro anos estão 22% mais baratas do que os preços vigentes no mesmo período de 2014, indo na direção inversa das tarifas das distribuidoras, que não param de subir. Por Mário Camacho (Diretor Presidente Grupo Genergia)

2. MERCADO LIVRE O Mercado Livre é um ambiente de contratação de energia que proporciona uma economia significativa no custo da energia elétrica, dando a oportunidade para o consumidor livre (grupo de empresas de médio e grande porte) comprar energia de forma alternativa ao suprimento das concessionárias locais. O Mercado Livre representa: 60% 28% do PIB industrial do consumo nacional 1.700 empresas participantes Consumidor livre: é aquele que tenha exercido a opção de compra de energia elétrica, conforme as condições previstas nos art. 16 da Lei nº 9.074, de 7 de julho de 1995 e no Decreto nº 5.163, de 30 de julho de 2004. Consumidor Especial: consumidor responsável por unidade consumidora ou conjunto de unidades consumidoras do Grupo integrante(s) do mesmo submercado no SIN, reunidas por comunhão de interesses de fato ou de direito, cuja carga seja maior ou igual a 500 kw.

QUEM PODE COMPRAR ENERGIA NO MERCADO LIVRE? DEMANDA CONTRATADA (D) TENSÃO (kv) DATA CONEXÃO PRODUTO D < 500 kw Sem limites mínimos Sem limites Consumidor obrigado a permanecer como cativo (regulado) D > 500 kw Mínimo 15kV Sem limites Consumidor apto a comprar energia apenas do tipo especial (fontes renováveis, PCH, biomassa, eólica e solar) D > 3.000 kw V > 69 kv Qualquer tensão Até 07/07/1995 Posterior a 07/07/1995 Consumidor apto a comprar de todas as fontes de energia (PCH, biomassa, eólica, solar, UHE s e térmicas) AMBIENTE DE CONTRATAÇÃO Ambiente de Contratação Livre (ACL) Ambiente de Contratação Livre (ACR) Mercado Aberto Cativo Consumidor Livre Cativo Vendedores Contrato Produtores independentes, geradores, comercializadores e autoprodutores Livremente negociados Concessionárias locais Resultante de leilões operados pelo governo Índice de Reajuste Previsível Fixado pela ANEEL 3. O SISTEMA DE MEDIÇÃO A Medição Física é a preparação dos dados coletados por canal, a partir dos Sistemas de Medição para Faturamento (SMF) dos agentes, transformando-os em informações válidas para o processamento da contabilização. A aquisição desses dados pelo SCDE é feita de forma automática, através das Unidades de Coleta de Medição (UCM), Coleta Direta ou Inspeção Lógica dos pontos de medição do agente. Ao serem transferidos para o SCL, os dados são tratados por canal de consumo e de geração (canal C e canal G, respectivamente), conforme são coletados pelo SCDE. A ideia é utilizar os dados separados por canal e não o líquido (G-C ou C-G).

Os dados de medição são coletados pelo SCDE, por ponto de medição (canal de consumo e canal de geração), por período de coleta (intervalos de 5 minutos), tanto para medição de energia ativa (kwh) quanto para energia reativa (kvarh). Existe um modelo pelo qual os pontos de medição físicos são organizados e relacionados, a fim de seobter as medidas líquidas de energia em cada ponto de medição. As relações entre esses pontos de medição são denominadas de relações de parentesco, com a descendência/ascendência entre eles. Um ponto de medição que possui descendente terá medida a quantidade de energia própria (consumida ou gerada) e a quantidade de energia (consumida ou gerada) de seus descendentes. Essas medições devem ser separadas e cada ponto de medição deve participar da contabilização somente com a sua quantidade de energia (consumida ou gerada). As perdas em uma rede compartilhada correspondem às perdas internas decorrentes do transporte de energia elétrica e transformações elétricas dentro dessa rede. Os pontos de medição são cadastrados como pertencentes a um caminho de uma rede compartilhada, com o objetivo de possibilitar a distribuição das perdas entre seus pontos. 4. BENEFÍCIOS DO MERCADO LIVRE Liberdade de negociação com fornecedor de energia (prazo, preço, índice de reajuste) Possibilidade de adequação da compra de energia ao processo produtivo Previsão orçamentária (melhor previsibilidade do reajuste) Gerenciamento da energia elétrica como matéria-prima Preços mais competitivos (redução de custos entre 5% e 20%) Mesmo preço de energia para horário de ponta e fora de ponta Alocação de energia para empresas do mesmo grupo

5. PENALIDADES PREMISSA 10.2.5: A penalidade de multa por Infração na Adequação do Sistema de Medição para Faturamento SMF aplicáveis para cada ponto de medição irregular do Agente de medição do SCDE, corresponde a R$ 5.000,00 (cinco mil Reais), multiplicado pelo Fator de Penalidade FPE: FPE= 1 para o nível de tensão de 2,3 kv a 25,23 kv; FPE= 2 para o nível de tensão de 30,12 kv a 44,11 kv; FPE= 4 para o nível de tensão de 69,50 kv; FPE= 8 para o nível de tensão de 88 kv a 138 kv; e FPE= 16 para o nível de tensão de igual ou superior a 230: PREMISSA 10.3.7: A penalidade de multa por Infração de Inspeção Lógica corresponde ao montante de R$ 1.500,00 (hum mil e quinhentos Reais), multiplicado pelo Fator de Penalidade FPE, aplicável para cada ponto de medição irregular do Agente de medição do SCDE.; sendo: FPE= 1 para o nível de tensão de 2,3 kv a 25 kv; FPE= 2 para o nível de tensão de 30 kv a 44 kv; FPE= 4 para o nível de tensão de 69 kv; O valor da penalidade de multa por Infração de Coleta de Dados de Medição pelo SCDE Contabilização será obtido multiplicando-se o valor monetário do PLD Mínimo pela quantidade de horas faltantes na Contabilização e pelo Fator de Penalidade FPE, para cada ponto de medição irregular do Agente de medição do SCDE sendo: FPE= 1 para o nível de tensão de 2,3 kv a 25 kv; FPE= 2 para o nível de tensão de 30 kv a 44 kv; FPE= 4 para o nível de tensão de 69 kv; FPE= 8 para o nível de tensão de 88 kv a 138 kv; e FPE= 16 para o nível de tensão de igual ou superior a 230 kv. PLD Mínimo 2012 = R$ 12,20/MWh RESOLUÇÃO HOMOLOGATÓRIA Nº 1.247, DE 13 DE DEZEMBRO DE 2011).

6. DIREITOS E OBRIGAÇÕES DIREITO Consumidor livre está assegurado através da Lei n.º 9074/1995 seu acesso aos sistemas de distribuição e transmissão de concessionários de serviço público, mediante ressarcimento do custo de transporte envolvido. OBRIGAÇÕES Ser agente da CCEE, podendo ser representado por outro agente vinculado a esta câmara no tocante a contabilização e liquidação. Pagamento mensal da Contribuição Associativa à CCEE - Câmara de Comercialização de Energia Elétrica referentes aos custos operacionais que serão rateados entre os agentes proporcionalmente ao volume de energia negociado. Adequar o Sistema de Medição para Faturamento - SMF, conforme Procedimentos de Rede do ONS e arcar com o custo mensal de operação e manutenção. CONTRATOS FIRMADOS PELO CONSUMIDOR LIVRE Contrato de conexão com o sistema de distribuição - CCD ou de transmissão - CCT; Contrato de uso do sistema de distribuição - CUSD ou de transmissão - CUST ; Contrato de Compra e Venda de Energia - CCVEE.

7. PONTO DE EQUILÍBRIO TARIFÁRIO O Break Even é um método de análise, que aplicado às tarifas de energia elétrica, permite saber qual a tarifa máxima que poderia ser cobrada de determinado consumidor, para que a opção de aquisição de energia do mesmo seja neutra em ambos os mercados de energia. Ou seja, ele pode escolher entre comprar energia no ambiente regulado ou no ambiente livre, e ao fazer essa escolha não teria nenhum diferencial do ponto de vista econômico. Para aplicação desse método de análise é necessário conhecer a composição da tarifa de energia elétrica do mercado regulado. Está composição tarifária é mostrada na imagem abaixo onde observa-se a tarifa de forma mais agregada, TUSD e TE, sendo decomposta em parcelas, como transporte, perdas, encargos e energia, assim como mostrado nas faturas de energia elétrica, e ainda mais decomposta entre os diversos componentes de custo de uma tarifa regulada de energia elétrica, com os diversos custos relacionados ao transporte, diversos encargos setoriais, e custos relacionados a energia. O consumidor ao adquirir energia no ambiente de contratação livre deixa de pagar a tarifa regulada em sua área de concessão, e passa a pagar apenas a tarifa de TUSD a distribuidora, cobrança efetuada por disponibilizar o acesso e utilização dos sistemas de distribuição, permitindo o comércio entre um gerador independente e uma carga no SIN. Além da TUSD, o consumidor passa a pagar um valor fechado pelo preço da energia, onde o gerador ou comercializador irá inserir seus custos com geração da commodity energia, assim como os custos regulatórios do encargo de Pesquisa e Desenvolvimento cobrado a Commodity + P&D_EE + PERDAS 102 concessionária de geração. Somado a isso, e por fim, o consumidor também pagará os custos com perdas de energia na rede básica, e o Encargo de Serviços do Sistema, que possui finalidade de ressarcir as usinas térmicas geradas fora da ordem de mérito de custo, por determinação do ONS.

TUSD TRANSPORTE PERDAS ENCARGOS FIO A FIO B Técnicas Rede Básica Fronteira CUSD Conexão D Conexão T Remuneração Quota de reintegração Operação e Manutenção Não Técnicas Perdas RB/D RGR TFSEE ONS P&D_EE CCC CDE PROINFA TE ENERGIA TRANSPORTE PERDAS ENCARGOS Transporte ITAIPU Rede Básica ITAIPU RB SOBRE CATIVO CFURH ESS/ERR P&D_EE Commodity + P&D_EE + Perdas Composição da tarifa regulada de energia elétrica.

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