O Mouse Mouse é um dispositivo no qual o usuário do computador desliza sobre uma superfície para apontar em um local do vídeo (monitor) e selecionar uma ou mais ações daquela posição. O mouse tornou-se uma ferramenta muito utilizada quando a Apple Computer fez dele uma parte integrante da interface gráfica do usuário. A Apple foi a primeira empresa a lançar um sistema operacional baseado em janelas, no qual o uso do mouse era indispensável (sistema esse, que foi criado originalmente pelo Xerox). Podese considerar que, hoje, sem o mouse seria praticamente inviável utilizar qualquer computador pessoal ou notebook. O mouse pode ser considerado a mão do computador, facilitando incrivelmente a vida dos usuários e profissionais da área da computação. Aparentemente, o mouse possuí esse nome por ter a mesma aparência de um rato de brinquedo e por possuir um fio, daí a terminologia mouse, que significa rato em inglês. O seu inventor foi Doug Engelbart, que além do mouse, patenteou mais de 20 tecnologias usadas no mundo da computação. Doug Engelbart - O inventor do mouse Doug Engelbart era o tipo do cientista visionário. Desenvolveu os ambientes de colaboração online, em Stanford, EUA, em meados dos anos 60. Seu trabalho levou o instituto de pesquisas de Stanford a se transformar em um dos nós da Arpanet (a rede de computadores no qual futuramente foi originada a Internet). Patenteou mais de 20 tecnologias, dentre elas a interface baseada em janelas (Windows) e o mouse. Inventados há mais de 30 anos, esses sistemas se transformaram no que hoje forma a base da computação moderna e deram a Doug a reputação de pai da interface contemporânea. Convém ressaltar que a Xerox no início dos anos de 1980 havia desenvolvido um ambiente gráfico baseado em janelas e que faria o uso do mouse. Os diretores executivos da Xerox não mostraram interesse na utilização daquele dispositivo e rejeitaram tanto o ambiente desenvolvido em janelas quanto o mouse. A Apple, ao saber o que a Xerox havia desenvolvido, resolveu fazer uma visita técnica para ver como funcionava o ambiente desenvolvido pela empresa e o seu respectivo
mouse. Pouco tempo após essa visita, a Apple lança um sistema operacional baseado em janelas e que faria uso do mouse, facilitando em muito a vida do usuário em informática. Interessante ressaltar é que, nesse período, Bill Gates, fundador da Microsoft, chegou a trabalhar na Apple e conseguiu um protótipo do sistema operacional desenvolvido pela empresa. Em pouco tempo a Microsoft desenvolve também um sistema operacional baseado em janelas e que faria uso do mouse. Ladrão que rouba ladrão... Mouse da Xerox - 1981 Mouse da Apple 1983 Engelbart ganhou o título de Ph.D., em 1955, junto com meia dúzia de patentes. Em seguida trabalhou como pesquisador na Stanford Research Institute (SRI), onde registrou mais uma dúzia de patentes em dois anos de trabalhos em componentes para computadores magnéticos, fenômenos de mecanismos digitais fundamentais e potência escalar de miniaturização. Em 1959 Douglas começou a desenvolver suas próprias pesquisas. Através dos anos 60 e 70, o laboratório de Engelbart criou um sistema elaborado de hipermídia e groupware chamado NLS ( on Line System ). A maior parte dos recursos incluídos no NLS são usados nos sistemas de computador atuais. Com o NLS, Engelbard foi pai de uma revolução na Interação Humano - Computador. O NLS foi o primeiro mecanismo capaz de editar telas de duas dimensões. Duas pessoas eram capazes de editar o mesmo texto em terminais diferentes. Links podiam ser criados, endereçando objetos e arquivos. Múltiplas janelas com controle de visualização flexível e teleconferência no vídeo foram implementadas. Além disso o mecanismo de entrada não era uma caneta ótica e sim um mecanismo que Engelbart chamou de mouse. Engelbart realizou estudos para descobrir qual seria o mecanismo adequado para selecionar elementos em uma tela, utilizando um sistema de manipulação de texto. Engelbart testou muitos mecanismos diferentes, incluindo uma caneta ótica que ele chamava de bug para entrada direta na tela CRT, um joystick e um mecanismo de entrada do joelho.
Caneta ótica Protótipos do joystick e o mouse Dentro desta pesquisa foi desenvolvido o protótipo do mouse, em 1964. Ele foi construído inicialmente com dois potenciômetros, montado ortogonalmente, com uma roldana montada no seu corpo. Dentre os três mecanismos desenvolvidos por Engelbart, o que se mostrou mais adequado foi o mouse. A partir daí, o cientista aprimorou o mecanismo desenvolvido, surgindo então, oficialmente, no ano de 1968, o primeiro mouse da história da computação. O primeiro mouse Atualmente, Engelbart realiza pesquisas relacionadas à otimização de ambientes computacionais colaborativos do século XXI, no Bootstrap Institute. Esse instituto acredita que é preciso auxiliar o desenvolvimento de comunidades humanas para atuar em redes, onde o conhecimento é compartilhado e gerado de forma dinâmica e livre. Para maiores informações sobre as pesquisas realizadas no seu instituto, acesse http://www.bootstrap.org/. Conhecendo o mouse por dentro e o seu funcionamento Atualmente os mouses mais comercializados são os mouses tradicionais, que operam com uma bolinha em sua base inferior e os mouses ópticos, que usam um sensor óptico no lugar da bolinha. O Mouse Tradicional (que utiliza uma esfera) O mouse tradicional, muito utilizado nas décadas de 1980 e 1990, possui em sua base inferior uma bola envolvida em material plástico ou de borracha. Praticamente todo o corpo desta esfera fica dentro do mouse, sendo que apenas uma pequena parte
fica exposta, essa usada para deslizar o mouse sobre uma superfície (usa-se geralmente uma superfície apropriada para apoiar o mouse, esta chamada de mouse pad ). Quando o dispositivo é movimentado, a bolinha aciona dois roletes, sendo que um é responsável por movimentar a seta na tela do computador no sentido horizontal e a outra nos sentido vertical. Em alguns modelos existe também um terceiro rolete, responsável para dar uma melhor movimentação à esfera. Com a movimentação desses roletes em conjunto é possível fazer a seta seguir em todas as direções no monitor. Roletes responsáveis pela movimentação da seta Ilustração do interior de um mouse Na ponta de cada rolete existe um disco com perfurações na borda, semelhante a um disco de uma engrenagem. Tais discos ficam localizados entre um LED emissor de luz infravermelha e um sensor de luz infravermelha. Quando os roletes se movimentam, estes discos giram e as perfurações neles existentes num instante permitem a passagem da luz do LED para o sensor (quando a luz passa pela perfuração) e noutro instante não permitem (quando a luz é bloqueada pela parte não-perfurada). Um chip ligado aos sensores "conta" a quantidade de vezes em que houve passagem de luz e transmite essas informações ao computador num formato de coordenadas X e Y. A partir daí, o computador traduz estas informações em movimentos que a seta deve seguir pela tela. O computador também recebe as informações dos botões clicados. Os mouses que possuem uma roda no meio (entre os botões esquerdo e direito) têm esse recurso funcionando de maneira semelhante. A ilustração abaixo ajuda a entender esta explicação: Detalhe mostrando os LED s no mouse e o chip codificador que gerencia a lógica do dispositivo
Mouse Óptico Foi desenvolvido pela Agilent Technologies e lançado no final de 1999. Utiliza uma pequena luz vermelha emitida por um LED para atingir a superfície do sensor CMOS. Esse sensor envia uma imagem para o processador digital de sinais para ser analisada. Logo em seguida o processador detecta padrões em uma imagem e examina como os padrões se moveram desde a imagem anterior. Baseado na mudanças de padrões sobre uma seqüência de imagens,o processador determina a distância percorrida pelo mouse e envia as coordenadas para o computador. O computador move o cursor na tela baseado nas coordenadas recebidas pelo mouse. Isso acontece centenas de vezes por segundo, fazendo com o que o cursor se mova suavemente. Sensor localizado na parte inferior do mouse Precisão do mouse A precisão de mouse é medida por dpi ( dots per inch ) ou pontos por polegadas. Isso significa que quando maior for o dpi de um mouse, maior será sua precisão, mais sensível será o mouse e com isso você precisará mover menos o mouse. Dpi é a medida de nitidez (densidade de pontos iluminados) em uma tela de monitor. A maioria dos mouses possui um dpi igual a 800. Contudo, muitos mouses comercializados especialmente para gamers possuem um dpi igual a 1600, facilitando assim a vida de tais entusiastas. Conclusão Quando foi lançado, o mouse digital era um periférico muito caro e poucas pessoas tinham acesso a tal dispositivo. Hoje em dia, após sua popularização, podem-se encontrar por cerca de R$20 bons modelos de mouse óptico. Além dos mouses ópticos com fio, encontram-se a venda, mouses ópticos sem fio. Contudo esses possuem um preço superior ao modelo sem fio, mas mesmo assim ainda são acessíveis, sendo encontrados modelos por até R$60. Além dos mouses sem fio, ainda existem mouses que utilizam bluetooth, mouses biométricos, mouses com inúmeros botões feitos para gamers, mini-mouses (estes usados geralmente em notebooks) e mais uma infinidade de modelos. Quase todos os modelos comercializados de mouse utilizam a porta USB para se comunicar com o computador; apenas os modelos mais antigos é que ainda
utilizam a porta PS/2 ou serial (estes considerados verdadeiras relíquias, podendo ser vendidos para colecionadores por um bom preço ou serem expostos num museu... :-) ). Mouse óptico da Apple Mouse óptico sem fio da Logitech Mouse biométrico da Microsoft Referência Bibliográfica - THING, Lowell. Dicionário de Tecnologia. São Paulo, editora Futura, 2003. 1014p. Encontrado na Web: - www.agner.com.br/download/artigos/ushic%202004%20engelbart.doc - http://galileu.globo.com/edic/125/sem_duvida1.htm
- http://www.infowester.com/printversion/mouse.php Wikipédia. Links: - http://pt.wikipedia.org/wiki/mouse - http://pt.wikipedia.org/wiki/douglas_engelbart Para saber muito mais: http://informatica.hsw.uol.com.br/mouse.htm Imagens retiradas dos sites citados como referência bibliográfica. Escrito por: Heliezer Soares Jonathas Antunes