CLOSTRIDIOSES EM AVES Instituto Biológico Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio Avícola Greice Filomena Zanatta Stoppa
CLOSTRIDIOSE Infecções provocadas por toxinas ou bactérias do gênero Clostridium Quatro espécies Clostridium botulinum Botulismo; Clostridium perfringens Enterite necrótica; Clostridium colinum Enterite ulcerativa; Clostridium septicum Dermatite gangrenosa
CLOSTRIDIOSE Bactéria anaeróbia Bastonete Gram positiva Formadora de esporos Produtora de toxinas
Botulismo Clostridum botulinum Aves domésticas e silvestres exceto urubus Intoxicação aguda pela neurotoxina do C. botulinum; principalmente tipo C; 1917 primeiro caso de botulismo relatado nos EUA por Dickson; 1971 primeiro caso de botulismo no Brasil aves de fundo de quintal 1979 frango de corte roedores
Botulismo Bactéria habitat solo e ambientes aquáticos Distribuição ampla Esporos resistentes C. botulinun - 7 tipos diferentes, classificados de A a G Aves tipo C afa Ocorrência de surtos com maior freqüência no verão Avicultura Industrial densidade alta surtos
Botulismo Toxinas termosensíveis ação neurotóxica Liberadas na autolise das células Absorvidas no intestino
Botulismo Transmissão Clostridium botulinun C trato gastrointestinal Consumo de carcaças contaminadas por toxinas ou larvas Sinais Após 2 dias dose de toxina Paralisia flácida das pernas, asas, pescoço e terceira pálpebra Aves deitadas, penas arrepiadas, aves ofegantes Falência cardio-respiratória Mortalidade e morbidade - toxina
Botulismo Diagnóstico Sinais clínicos, sem lesões Detecção da toxina sangue, papo, moela, intestino ou fígado Isolamento bacteriológico Tratamento Não tem tratamento efetivo Antibióticos e vitaminas reduz mortalidade Prevenção e Controle Biossegurança Retirada das carcaças
Enterite Necrótica Clostridium perfringens Aves jovens C. perfringens tipo A e C Potencialmente patogênico Importante causador de enterites Enterotoxemia aguda não contagiosa Causa necrose da membrana mucosa do intestino delgado 1961 aves domésticas
Enterite Necrótica Distribuição ampla ; Principal tipo é o net-b; Pode afetar aves silvestres em cativeiro; Isolados em diversos alimentos, incluindo matéria prima de rações.
Enterite Necrótica Frangos de corte entre 2 e 5 semanas Casos em poedeiras Perus de 7 a 12 semanas Aves com queda na imunidade
Enterite Necrótica Transmissão C. perfringens - habitante ceco e intestino Ingestão de fezes contaminadas Farinha de penas e carnes Sinais Aves apáticas, penas arrepiadas, fezes coloração escura mancha de sangue Evolução rápida mortalidade 5 a 15% lote Lesões intestino delgado necrose, distendidos gás
Enterite Necrótica Diagnóstico Lesões Isolamento bacteriológico - conteúdo intestinal Tratamento Antibióticos Prevenção e Controle Controle de fatores imunossupressores; Controle da coccidiose; Manejo adequado; Matéria prima de qualidade; Uso de promotores de crescimento, enzimas, probióticos e ácidos orgânicos
Enterite Ulcerativa Clostridium colinum Infecção bacteriana aguda Causa Enterite ulcerativa Codornas, frangos jovens, perus e aves de caça Mortalidade rápida 1907 codornas em 1907 por Morse, nos EUA Distribuída países criadores de aves
Enterite Ulcerativa Transmissão C. Colinum eliminado fezes Contato direto aves portadoras Ingestão de alimentos e água contaminadas Sinais Diarréia aquosa e branca Sonolência, emangrecimento atrofia o peitoral Lesões intestino delgado, cecos e fígado hemorragias e úlceras Fígado pontos amarelados Baço aumentado, congesto e hemorrágico
Enterite Ulcerativa Diagnóstico Sinais e lesões Tratamento Antibióticos Prevenção e Controle Evitar fatores imunossupressores Controle da Coccidiose Limpeza e desinfecção das instalações e equipamentos Troca da cama entre lotes
Dermatite Gangrenosa Clostridium septicum Clostridium septicum, Clostridium perfringens e Staphylococcus aureus Agentes isolados ou associados Afeta principalmente aves jovens; 1930 Niemann frangos
Dermatite Gangrenosa Transmissão Não há transmissão de ave para ave Meio ambiente Infecção fatores associados Sinais Aves inapetentes, fraqueza de pernas Descoordenação motora Mortalidade Lesões áreas escuras na pele asas, peito, coxas, - hemorrágicas Fígados e rins escuros
Dermatite Gangrenosa Diagnóstico Histórico do lote e lesões Isolamento do agente Tratamento Antibióticos Prevenção e Controle Controle de doenças imunossupressoras Nutrição adequada Limpeza e desinfecção dos galpões
MUITO OBRIGADA greice@biologico.sp.gov.br