Manual de Técnicas Construção de DBOs 2.0 Junho/2005 Versão 2.0 Não homologado
Copyright 1998 DATASUL S.A. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste documento pode ser copiada, reproduzida, traduzida ou transmitida por qualquer meio eletrônico ou mecânico, na sua totalidade ou em parte, sem a prévia autorização escrita da DATASUL S.A., que se reserva o direito de efetuar alterações sem aviso prévio. A DATASUL S.A não assume nenhuma responsabilidade pelas conseqüências de quaisquer erros ou inexatidões que possam aparecer neste documento. DATASUL S.A. Av. Santos Dumont, 831, Joinville, SC, CEP 89.222-900
i Índice CAPÍTULO 1 Conceitos... 5 CAPÍTULO 2 Concepção do DBO... 9 DBO de Entidade... 11 DBOs X APIs... 19 Qual a função do DBO e da API... 19 Como ficam as APIs existentes atualmente... 20 Quando criar API ou DBO... 20 CAPÍTULO 3 Como construir o DBO... 21 Acesso a Banco de Dados... 21 Arquitetura do DBO... 21 Definições... 21 Objetos de trabalho... 22 Métodos Básicos... 22 Métodos de Negócio... 22 Override de Métodos... 23 Construção do DBO... 25 Criar programa e include de DBO a partir do template... 25 Acertar os preprocessadores padrão... 25 Definição da temp-table de comunicação... 26 Definição da Query... 27 Definição das Aberturas de Query e setconstraint... 27 Criação do método gotokey... 30 Criação do método linkto<description>... 31 Criação do método getkey... 32 Fazer validações comuns ao create e update do registro... 32
ii Verificar ocorrência de chave duplicada ou outras validações referentes somente a criação de registros... 33 Criação de erros... 34 Definição das Aberturas de Query e setconstraint com Join entre Tabelas... 36 Criação do método setsecurityconstraint... 37 XML no DBO... 38 Informar os pré-processadores para XML Producer... 38 Informar os pré-processadores para XML Receiver... 39 Utilizando Serviços no DBO... 40 Serviço de Banco... 40 Serviço de Autenticação... 41 Serviço de Customização... 41 Serviço de Segurança... 43 Redução do Tamanho do DBO... 43 Uso de sub-programas... 44 Considerações Gerais... 44 CAPÍTULO 4 Convertendo BO 1.1 para DBO 2.0... 46 Relação entre métodos... 46 Criar o novo DBO... 48 Transferir lógicas dos métodos básicos do DBO 1.1 para o DBO 2.0... 48 CAPÍTULO 5 Convertendo SmartObjects para DBO 2.0... 57 Criar o novo DBO... 57 Transferir lógicas dos métodos dos SmartObjects para o DBO 2.0... 57 CAPÍTULO 6 Serviços Padrão... 67 Serviço de Banco... 68 Serviço de Customização... 68 Serviço de Erros... 69 Serviço de Segurança... 71 Serviço de Message Broker... 73 sendmessage... 73 getsendmode... 74 Contexto de Sessão WEB no DBO... 75
iii CAPÍTULO 7 Técnicas... 77 Melhorar Performance em Bancos Oracle... 77
5 CAPÍTULO 1 Conceitos Introdução O objetivo deste documento é apresentar os métodos para codificação de regras de negócio, a fim de que possamos utilizá-las nas seguintes situações: Internamente: as equipes de desenvolvimento podem acessar regras de negócio de outros módulos; Clientes/Parceiros: podem acessar estas regras sem necessidade de conhecimento profundo da base de dados; Diferentes Interfaces: com a necessidade do desenvolvimento para WEB surgiu a necessidade do reaproveitamento das regras de negócio entre GUI e WEB. Além disso, devem surgir outras interfaces que também viriam a reutilizar estas regras de negócio. Para codificação destas e posterior reaproveitamento foi definida uma arquitetura de desenvolvimento de aplicações chamada de Datasul Business Objects (DBO). Neste manual, estaremos descrevendo o que é o DBO, a relação com APIs atuais, como construir, etc. Definição A arquitetura DBO foi definida com o objetivo de separar a camada de lógica de apresentação (interface com usuário) da camada de lógica da aplicação (regras de negócio). Assim, podemos usar a mesma lógica de aplicação para diferentes interfaces, as quais destacamos: GUI, CHUI, WEB e Java. O DBO é um programa Progress que contém a lógica de negócio e acesso a dados para uma tabela do banco de dados.
6 Arquitetura Interface Lógica Dados WEB GUI CHUI BO Database Java Características da Arquitetura As características desta arquitetura são: A camada cliente pode ser escrita em Progress 4GL, Java ou qualquer linguagem que trabalhe com ActiveX. Esta camada pode ser escrita tanto pela Datasul como por qualquer outra empresa ou pessoa, por isso não é possível confiar na integridade dos dados fornecidos por ela ao DBO; O DBO deverá ser a forma da camada cliente ter acesso ao banco de dados e por este motivo é função dele garantir a segurança e integridade dos dados: Segurança: Significa que o DBO deve usar um mecanismo seguro de autenticação para determinar quais registros podem ser acessados pelo cliente, ou em outras palavras não é o cliente que determina ao DBO os registros que podem ou não ser acessados; Integridade: Como o cliente acessa os dados através do DBO, este é responsável por verificar se as informações passadas por ele estão consistentes e podem ser gravados no banco de dados. Ele deve também realizar o trabalho de garantia da integridade referencial.
CAPÍTULO 1 Conceitos 7 Características As características gerais de um DBO são: É uma evolução das APIs dos produtos Datasul (adiante é explicada a diferença entre DBO e API); Permite o reaproveitamento de regras de negócio; contém a regra de negócio referente a um objeto, podendo este objeto ser uma tabela ou um processo; Normalmente, trabalha com temp-tables para troca de informações com a interface; É um programa Progress executado de forma persistente; Um DBO deve fornecer a relação de seus métodos (procedures internas que contém as regras de negócio). Regras de Negócio O que são as regras de negócio que queremos reaproveitar? São todas as operações que podemos realizar em um registro. Estas operações podem ser, por exemplo: Validações do campo: não pode ser espaços, não pode ser 0, can-find em outra tabela, faixa de valores; Validações no registro: validações que envolvam mais de um campo no registro; Transações: conjunto de alterações no banco de dados que devem ser feitas por completo ou não; Validações no registro por causa do Dataserver: por exemplo, o banco de dados Progress não tem restrição quanto ao tamanho do campo, mas no caso do Dataserver Oracle se deve fazer esta validação nos registros. Estas regras não podem estar na interface (tela). Devem estar no DBO permitindo o reaproveitamento. Na interface ficam apenas as chamadas a estas regras de negócio e apresentação do resultado (este resultado pode vir em diversos formatos: Sim/Não, temp-table de erros etc).
9 CAPÍTULO 2 Concepção do DBO Descrição Neste capítulo estão informações para que o analista possa projetar o DBO, a fim de permitir que o desenvolvedor possa construir um DBO de forma mais segura, integra, rápida e eficiente. Definição O analista deve definir a estrutura de DBOs do sistema. Para tanto, ele pode seguir a seguinte linha: 1 Como regra inicial podemos ter 1 (um) DBO por tabela de banco de dados, são os DBOs de entidade; 1.1 Para tabelas que contém muitos campos (ex.: item, emitente, etc.) pode-se definir mais de um DBO. Por exemplo: teríamos para a tabela Item vários DBOs de acordo com o grupo de informações organizadas, DBO Item Básico, DBO Item-Estoque, DBO Item-Compras, etc. Neste caso, a criação do registro deve ser feita somente no DBO Básico. Os outros apenas atualizam as informações pertencentes à área. 2 Para processos também podem ser definidos DBOs. Por exemplo: processo de fechamento contábil, atualização de movimento, etc.. Podemos dizer que cada API é um DBO. Nestes casos, escolhe-se a tabela mais importante do DBO para nomeá-lo. Nomenclatura O nome do DBO deve ser: BOxxxxx.p onde: xxxxx = DumpName da Tabela
10 Quando for necessário criar um novo DBO, deve ser usado o DumpName da tabela principal para qual está sendo criada esta BO + uma letra (A, B, C, D...). O DBO deve sempre estar relacionado à tabela principal da mesma. Exemplo: boad001a.p, boad001b.p... Além do DBO, deve se criar um include com o mesmo nome do programa e terminação.i. Este include contém a definição da temp-table de comunicação dos programas que vão utilizar o DBO. Exemplo: boad001.i, boad002.i... O nome do DBO e o nome dos diretórios devem estar em letra minúscula. Convivendo com BO 1.1 x DBO 2.0 Estrutura de Diretórios Nos casos onde já existe o BO 1.1 para determinada tabela, e alguns módulos desejarem utilizá-lo como DBO 2.0 e a equipe responsável pela conversão da BO 1.1 para DBO 2.0 não tiver disponibilidade para conversão da mesma, pode-se criar a DBO 2.0, utilizando a nomenclatura BOXX999O.P, onde: XX999 = dump-name da tabela; O = letra que indicará que essa DBO é uma DBO que contém a funcionalidade desejada. A construção do DBO 2.00 por outra equipe deve ser comunicada à equipe responsável pela sua manutenção, e ter a aprovação desta, a qual deverá incluir um comentário no BO 1.1 indicando a existência de uma versão 2.00. O DBO 2.00 deverá ser extremamente simples e ter apenas (por enquanto) métodos de leitura de registros. É importante lembrar que a equipe responsável pela tabela do DBO, deverá, no futuro, complementar a sua construção com as regras de negócio e padrões de arquitetura. Deve-se ter 1 (um) diretório de DBOs por aplicativo. Exemplo: ADBO INBO UNBO DIBO Versão do Progress para o DBO Para o desenvolvimento de DBOs deve ser utilizado a partir do Progress versão 8.2. Só não é aconselhado a utilização de características disponíveis somente para a versão 9.0, já que os DBOs podem ser utilizados em versões diferentes de Progress.
CAPÍTULO 2 Concepção do DBO 11 DBO de Entidade Entidade Definindo a(s) tabela(s) Estes são os DBOs mais comuns e que normalmente estão relacionados a uma determinada tabela do banco de dados. São chamados de entidades os objetos do mundo real como Clientes, Fornecedores, Títulos a Pagar etc. Uma entidade na maioria das vezes é representada por uma tabela no banco de dados, quando este está totalmente normalizado. Quando uma entidade possui no banco de dados mais de uma tabela, é porque o modelo lógico (entidade) é diferente do modelo físico (tabela). Isto ocorre geralmente para ganhar performance no acesso ao banco de dados. Nota: Uma tabela deve ser mantida por um único DBO. O DBO normalmente se relaciona a uma única tabela e, portanto, esta é uma etapa bastante simples. Quanto houver mais de uma tabela, devem ser todas relacionadas, e descritos os campos que as relacionam. Definindo os campos do registro O DBO comunica-se com os seus clients recebendo e enviando um conjunto de campos (atualmente através de uma temp-table). Nesta etapa devem ser definidos os campos que fazem parte do registro. Normalmente os campos são os mesmos da tabela (LIKE tabela). Eventualmente alguns campos poderão ser campos calculados que não estão presentes na tabela do banco de dados. Estes devem então ser relacionados juntamente com a sua fórmula de cálculo. Exemplo: Valor Total do Item do Pedido Valor Unitário * Quantidade. Definindo as validações Definir as validações para os campos definidos na etapa anterior. Estas validações podem ser: Valores permitidos para o campo; Obrigatoriedade dos campos serem diferentes de branco ou zero; Existir registro com a chave informada (chave estrangeira); Impedir a alteração de um determinado campo; Outros.
12 Definindo a integridade Definir quais os processos e atualizações devem ser executados quando um registro é criado, alterado ou eliminado. A integridade pode ser para: Atualizar campos calculados da tabela (ex. valor total); Eliminar tabelas filhas; Outros. Valores iniciais calculados O DBO fornece ao client, quando solicitado, um registro com os valores iniciais definidos na tabela. Algumas vezes para determinar o valor inicial de um campo é necessário realizar um calculo devendo isto ser especificado. Estes cálculos são necessários, por exemplo, quando o valor inicial é: Determinado por um valor de outra tabela. Exemplo: Alíquota de imposto inicial de um item é a alíquota da família do item; Determinado a partir de um cálculo envolvendo várias tabelas. Constraints (Restrições) O DBO é a forma do client ter acesso aos dados que estão na base de dados. Por este motivo o DBO deverá determinar quais registros poderão ser acessados pelo client (segurança) e fornecer meios de acesso que tenham boa performance. As constraints são restrições de acesso aos registros e podemos classificá-las em 4 tipos principais: Security (Segurança) Dependendo de quem é o usuário que está logado no sistema, ele poderá ter acesso a apenas alguns registros da tabela. Ex: Um representante de vendas só poderá ver os pedidos dele. Deve ser indicado como será determinada a faixa de registros com base no usuário. Essa determinação poderá ser direta, comparando o código do usuário logado a um campo do registro, ou indireta através de uma tabela auxiliar que determine para cada usuário a faixa de registro que ele tem acesso. Exemplos: Direta: Pedido.Representante = <usuário_logado> Indireta: Titulo.Empresa = <usuário_logado> em Empresa_Usuario
CAPÍTULO 2 Concepção do DBO 13 Importante: A constraint de segurança deve ser utilizada em todas as queries. Range (Faixa) Permite que o usuário selecione valor inicial e final para um determinado campo reduzindo com isso os registros em que será possível navegar. Essa constraint é normalmente utilizada por programas de Zoom, e os campos são os mesmos das classificações do DBO. Um bom método para determinar as constraints de range é criar uma para cada classificação (by) que o DBO terá. Parent or Foreing Key (Pai ou chave estrangeira) O DBO poderá ter relacionamento com outros DBOs sendo este filho ou a tabela chave estrangeira daquele. Este tipo de constraint é usado para que sejam selecionados apenas os registros correspondentes ao DBO pai. Elas poderão ser constraints de range com valor inicial e final, ou de igualdade utilizando apenas o código da chave do pai. A escolha entre range e igualdade deve ser feita no momento da implementação considerando que: Como range pode já ter sido definida como uma de range em função da classificação, reduzindo assim o número de métodos de constraint; Como igualdade pode-se conseguir uma melhor performance pela melhor utilização dos índices. Miscelaneous (Diversos) Podemos ter outros tipos de constraints que permitem reduzir o número de registros selecionados no banco e, portanto, melhorar a performance tanto na comunicação "DBO DB" como "Client DBO". Esse tipo de constraints são normalmente as que permitem realizar filtros nos registros, ou seja, selecionar registros através de campos lógicos ou indicadores que estão na tabela. São utilizados também em programas de Zoom e escolhidos pela seleção de toggle-boxes ( [x] ). Uma técnica para tornar estas constraints mais flexíveis é fazer um método, que recebe um valor lógico, para cada toggle, ou seja, para cada valor possível do campo indicador ou lógico.
14 Orders (Classificações) Definindo métodos de negócio Os registros poderão ser retornados pelo DBO em várias ordenações diferentes, e são estas ordenações e seus respectivos campos que devem ser determinados nesta etapa. Devem ser determinadas também quais as constraints que se aplicam a cada ordenação, pois podemos ter várias constraints para o DBO, porém cada order poderá utilizar apenas algumas. Cada ordenação definida terá pelo menos uma query correspondente no DBO, podendo ter mais de uma para que se obtenha melhor performance de acordo com os valores determinados para as constraints da query. Para estas definições, devemos levar em conta as seguintes considerações: Order: Haverá sempre uma classificação pela chave única e uma pela chave primária, quando estes não são o mesmo. As outras classificações devem fazer sentido em um programa de Zoom (por nome, por descrição, por <tabela_pai>) e preferencialmente possuir índice com estes campos; Constraints da Order: Para cada order deve ser aplicada a constraint que tem os mesmos campos da order. Normalmente deverão ser aplicadas também as constraints de Parent, cuidando para não prejudicar a performance pelo mal uso dos índices da tabela. As demais constraints deverão ser incluídas apenas se não prejudicarem o uso do índice, sendo que as de filtro costumam ser resolvidas no próprio DBO (client) e não no BD (server). Queries: Para cada order haverá uma query, porém o uso de várias constraints em uma única query pode comprometer a eficácia do índice. Neste caso pode-se, na implementação do método OpenQuery, ter de fato várias queries e através do teste dos valores de constraint abrir aquela que melhor utiliza o índice. Na definição do DBO é importante indicar se o programador deverá considerar ou não a necessidade de implementar várias queries. Métodos de negócio são aqueles que realizam uma ação específica para aquela entidade, ou DBO, e geralmente são cálculos ou validações específicas como, por exemplo, a análise de crédito do cliente. O nome de um método de negócio deve ser em português e seguir a estrutura Verbo + Substantivo (ex: VerificaCredito). Estes métodos devem preferencialmente trabalhar apenas com um único registro do DBO, ou seja, com o registro que foi posicionado com os constraints e a query, pois desta forma será respeitada a segurança imposta pela constraint de segurança.
CAPÍTULO 2 Concepção do DBO 15 Exemplo de DBO de entidade No caso do método trabalhar com vários registros, inclusive recebendo-os via parâmetro, deve-se utilizar a constraint de segurança no próprio método. Assim como os métodos padrão, os métodos de negócio só podem ser executados se o usuário tiver permissão para executar o tipo de função que ele realiza. As funções padrão são: Navigation, Create, Update e Delete, sendo que é extremamente aconselhável que uma das 3 últimas seja utilizada pelo método de negócio, de acordo com o que o método realiza. É possível também definir uma nova função de segurança para o método, no entanto isso deve ser feito apenas em último caso, pois aumenta a complexidade de administração da segurança do sistema. Portanto, para cada método de negócio deve ser definido o seu nome, os seus parâmetros, a lógica que ele deve executar e a função de segurança que ele deve obedecer. Neste exemplo com uma tabela de pedidos de venda (ORDER) é possível verificar cada uma das etapas de definição do DBO. Para tornar este exemplo claro e prático, além das definições é apresentado também o código correspondente a elas. INFORMAÇÕES PRELIMINARES Tabela.: ORDER Campo Tipo Observação Order-Num Integer Chave única Cust-Num Integer Chave estrangeira da tabela Customer Sales-Rep Character Nome do Representante Status Integer Situação. Admite os seguintes valores: 1 = Open 2 = Calculated 3 = Delivered ENTIDADE ORDER
16 A entidade é a própria tabela. TABELA ORDER CAMPOS LIKE ORDER STATUS-DESC Baseado no valor de Status: 1 = Open; 2 = Calculated; 3 = Delivered. Todos os campos da tabela mais o campo status-desc que é calculado. VALIDAÇÕES Campo Order-Num Cust-Num Sales-Rep Validação Maior que zero; Não pode ser alterado. Deve existir na tabela ou DBO de Customer Status Apenas valores de 1 a 3. INTEGRIDADE Sales-Rep é sempre o usuário logado. Nota: Está sendo assumido, para tornar mais simples o exemplo, que o usuário logado é sempre um representante (Sales-Rep). VALORES INICIAIS Campo Calculo do valor inicial
CAPÍTULO 2 Concepção do DBO 17 Cust-Num Buscar o cliente principal do representante na tabela Sales-Rep. CONSTRAINTS Tipo Campos Implementação Security Sales-Rep = usuário logado Range Parent / Foreing Key Order-Num Cust-Num Cust-Num /* Main Block */ {svc/autentic/autentic.i &vusername=csalesrep) SetConstraintOrder (INPUT iordernumstart, INPUT iordernumfinish) SetConstraintCustomer (INPUT icustnumstart, INPUT icustnumfinish) SetConstraintCustomer (INPUT icustnumstart, INPUT icustnumfinish) Miscelaneous Status SetConstraintStatusOpen (INPUT lstatusopen) /* YES / NO */ SetConstraintStatusCalculated (INPUT lstatuscalculated) /* YES / NO */ SetConstraintStatusDelivered (INPUT lstatusdelivered) /* YES / NO */ Obs.: É utilizado um método para cada situação para que seja possível ter várias combinações. ORDERS Order Campos Constraints Implementação (Query) ByOrder Order-num Sales-Rep (Security) Order-num (Range) Cust-num (Parent) Status (Miscelaneous)
18 OpenQuerybyOrder: OPEN QUERY qr{&tablename} FOR EACH Order NO-LOCK WHERE Order.Sales-Rep = csales-rep AND Order.Order-Num >= iorderstart AND Order.Order-Num <= iorderfinish AND Order.Cust-Num >= icustnumstart AND Order.Cust-Num <= icustnumfinish AND ( lstatusopen AND Order.Status = 1 OR lstatuscalculated AND Order.Status = 2 OR lstatusdelivered AND Order.Status = 3) BY Order.Order-Num. ByCustomer Cust-num Sales-Rep (Security) Cust-num (Range) Status (Miscelaneous) OpenQuerybyCustomer: OPEN QUERY qr{&tablename} FOR EACH Order NO-LOCK WHERE Order.Sales-Rep = csales-rep AND Order.Cust-Num >= icustnumstart AND Order.Cust-Num <= icustnumfinish AND ( lstatusopen AND Order.Status = 1 OR lstatuscalculated AND Order.Status = 2 OR lstatusdelivered AND Order.Status = 3) BY Order.Cust-Num. ByStatus Status Sales-Rep (Security) Status (Miscelaneous) OpenQuerybyStatus: OPEN QUERY qr{&tablename} FOR EACH Order NO-LOCK WHERE Order.Sales-Rep = csales-rep AND ( lstatusopen AND Order.Status = 1 OR lstatuscalculated AND Order.Status = 2 OR lstatusdelivered AND Order.Status = 3) BY Order.Status. Nota: A constraint de security é obrigatória em todas as queries. MÉTODOS DE NEGÓCIO Método Função Segurança Lógica Parâmetros
CAPÍTULO 2 Concepção do DBO 19 CalculateOrder Update Nenhum Verificar se o pedido tem Status = 1 (Open) Calcular o valor total do pedido somando o valor total de cada item Somar o valor do pedido ao valor total de pedidos do representante em SalesRep Alterar o Status para 2 (Calculated) DBOs X APIs Tecnicamente, o DBO é um programa Progress que é executado de forma persistente e que tem métodos que são executados. A API é um programa Progress que é executado diretamente, recebendo e devolvendo parâmetros, e que executa uma função específica. Os DBOs devem utilizar as APIs que já existem atualmente no produto. Programas de Interface DBO API Observe neste diagrama que as APIs podem ser acessadas pelos DBOs. Qual a função do DBO e da API No DBO temos os métodos de navegação e também os métodos com regras de negócio. Se houver alguma API, o DBO deve reutilizá-la, conforme diagrama acima. Neste caso, a lógica de negócio deve estar na API. Isto evita a duplicação de código. O DBO tem por função ser a nossa interface com outros produtos. É a nossa camada de negócio.
20 Como ficam as APIs existentes atualmente Devem ser aproveitadas pelos DBOs que estão sendo construídos. Ou seja, devem ser chamadas pelos DBOs. Se houver algum outro programa que use a API, ela deve ser mantida. Quando criar API ou DBO Se for um novo desenvolvimento (módulo ou funcionalidade) devem ser construídos somente DBOs. Nos módulos já existentes devem ser escritos DBOs que utilizem as APIs já existentes, ou seja, o DBO vai ter os métodos básicos mais métodos que façam a chamada à API. Normalmente, as APIs são programas mais complexos que tem um processamento mais longo e que, talvez, possam até ser executados em outro equipamento via RPC ou RPW. Outro critério, a ser levado em consideração, é não deixar o código do DBO (e consequentemente o.r) muito grande.
CAPÍTULO 3 Como construir o DBO 21 CAPÍTULO 3 Como construir o DBO Descrição Neste capítulo estão informações para que o desenvolvedor possa construir um DBO de forma que possa ser reutilizado. Por exemplo: quais os métodos obrigatórios, qual a assinatura dos métodos e várias outras situações que devem ser observadas no desenvolvimento do DBO. Acesso a Banco de Dados Arquitetura do DBO Os acessos a base de dados pelo DBO, devem estar relacionados à tabela principal do DBO. Por exemplo: para buscar algum valor da tabela conta contábil, deve usar o DBO específico da mesma e não replicar este acesso em DBOs de outras tabelas. Pode-se acessar outras tabelas dentro do DBO desde que estejam no mesmo aplicativo. Esta é a única exceção. Do contrário o DBO somente acessa sua tabela principal. Um DBO é constituído das seguintes seções: Definições No início do DBO defini-se: &DBOName Nome do DBO &DBOVersion Versão do DBO &DBOCustomFunctions Nome das funções customizadas
22 &TableName Nome da tabela principal do programa &TableLabel Desc./Label da tabela principal do programa &QueryName Nome da query principal do programa Objetos de trabalho Temp-table RowObject: Esta é uma Temp-table de comunicação. Cada DBO deve definir uma temp-table para troca de dados com os programas que o estão utilizando. Normalmente, esta temp-table é definida como a tabela principal do DBO (LIKE <TableName>). Temp-table RowErrors: Esta é a temp-table padrão de erros do DBO. Quando for necessário retornar algum erro, deve-se usar esta temp-table que pode conter um ou mais erros. Esta temp-table é definida automaticamente para o DBO. E possui a definição a seguir: Campo Tipo Descrição ErrorSequence Integer Indica a seqüência do erro ErrorNumber Integer Contém o número do erro ErrorDescription Character Contém a descrição do erro ErrorParameters Character Contém os parâmetros do erro ErrorType Character Indica o tipo do erro ErrorHelp Character Contém o help do erro ErrorSubType Character Indica o sub-tipo do erro Métodos Básicos Procedures internas padrão do DBO que contém o comportamento básico esperado de um DBO. Métodos de Negócio Os métodos de negócio são definidos pelo analista, para atendimento de funções específicas relacionadas ao objeto que está se trabalhando. No DBO os métodos de negócio são procedures internas criadas pelo desenvolvedor. As regras para criação destes métodos estão descritas a seguir: Este método deve agir preferencialmente sobre o registro corrente e não num conjunto de registros. Assim, o programa chamador tem mais flexibilidade em controlar a operação. Por exemplo: um DBO da tabela item pode ter um cálculo. Esta lógica estaria num método que atuaria
CAPÍTULO 3 Como construir o DBO 23 somente no registro corrente. Para processar novo item deve-se posicionar no próximo (getnext); Este método deve ser uma procedure interna e deve ter um comentário em seguida, explicando o que faz o método. Esta descrição deve ser mais que uma característica técnica, ou seja, deve ajudar ao programador identificar o que faz o método; O nome do método deve ter como base: verbo + substantivo(s) + sujeito. A primeira palavra deve estar em minúsculo e as outras devem ter a primeira letra em maiúsculo (mesmo padrão adotado na linguagem java). Além disso, o nome deve estar na língua portuguesa. Desta forma, deve ficar mais bem documentado do que se trata o método; Exemplo: calculamedia, insereorder, salvacustomer, etc. O método deve retornar valores em parâmetros ou temp-tables de saída (output param). Deve ser utilizado return-value para indica se o método foi processado com sucesso (OK/NOK). Quando ocorrem erros, estes devem ser inclusos na temp-table RowErrors, se necessário. Override de Métodos Em muitos casos faz-se necessário a customização de métodos básicos, tais como: createrecord, deleterecord, updaterecord etc, a fim de facilitar este tipo de customização foi desenvolvida a técnica de Override de Métodos. Esta técnica executa dois outros métodos definidos pelo desenvolvedor a partir dos métodos básicos (a seguir está listada uma tabela com os métodos básicos que possuem override). A tabela a seguir indica quais os métodos básicos que possuem override e quais os parâmetros a serem definidos: Método getfirst getlast getnext getprev repositionrecord createrecord* Parâmetro(s) não há não há não há não há INPUT prowid AS ROWID não há
24 Método deleterecord* updaterecord* getrecord setrecord newrecord copybuffer2tt* copytt2buffer getrowid getbatchrawrecords** getbatchrawrecordsprev** getbatchrecords** getbatchrecordsprev** Parâmetro(s) não há não há não há não há não há não há não há INPUT-OUTPUT prowid AS ROWID não há não há não há não há *Nestes métodos, caso o retorno da procedure customizada seja "NOK" a transação pode ser desfeita. **Nestes métodos os pontos de override compreendem apenas a transferência de cada registro individualmente para a temp-table auxiliar. Além disso a procedure de override definida pelo desenvolvedor deve seguir a regra abaixo de nomenclatura: <before/after><nome-do-método-básico> Exemplo: Para customizar o método createrecord, deve-se definir as procedures a seguir conforme a necessidade. PROCEDURE beforecreaterecord : /*-------------------------------------------------------------- Purpose: Override do método createrecord (before) Parameters: Notes: --------------------------------------------------------------*/ RETURN "OK":U. PROCEDURE aftercreaterecord : /*-------------------------------------------------------------- Purpose: Override do método createrecord (after) Parameters: Notes:
CAPÍTULO 3 Como construir o DBO 25 Construção do DBO --------------------------------------------------------------*/ RETURN "OK":U. Neste exemplo, a primeira procedure (beforecreaterecord) é executada antes do código principal do método createrecord, e a segunda procedure (aftercreaterecord) é executada após o código principal do método createrecord. Além disso, nestes procedures deve-se utilizar o comando RETURN "OK":U para indicar que o método principal não deve ser cancelado, e o comando RETURN "NOK":U para indicar que o método principal deve ser cancelado. Para o desenvolvimento do DBO deve ser utilizado o UIB (AppBuilder, quando utilizado versão 9) do Progress. Para criação de um DBO o desenvolvedor deve seguir os seguintes passos (estaremos construindo como exemplo um DBO de manutenção na tabela Customer da base de dados Sports do Progress): Criar programa e include de DBO a partir do template O template do programa é o DBO Program, o template do include é o DBO Temp-Table. Opta-se por estes templates ao criar-se um novo objeto no UIB (AppBuilder, quando utilizado versão 9). Observação: O identificador :T no inícios de alguns comentários, é usado para a tradução dos fontes dos templates para outros idiomas. Este identificador não afeta em nada a funcionalidade do programa. Acertar os preprocessadores padrão DBO Program: DBOName: Este preprocessador recebe o nome do programa DBO; DBOVersion: Este preprocessador recebe a versão do programa DBO; DBOCustomFunctions: Este preprocessador recebe o nome das funções customizadas (definidas pelo desenvolvedor), separadas por ", " (vírgula). Este preprocessador é utilizado nos includes padrão do DBO;
26 TableName: Este preprocessador recebe a tabela principal do programa. Este preprocessador é utilizado nos includes padrão do DBO; TableLabel: Este preprocessador recebe a descrição (label) da tabela principal do programa. Este preprocessador é utilizado nos includes padrão do DBO; QueryName: Este preprocessador recebe o nome da query principal do programa. Este preprocessador é utilizado nos includes padrão do DBO. Exemplo: Temos no início do programa o código a seguir. /* ********************** Definitions *********************** */ /*--- Diretrizes de definição ---*/ &GLOBAL-DEFINE DBOName boxx9999 &GLOBAL-DEFINE DBOVersion 1.00.00.000 &GLOBAL-DEFINE DBOCustomFunctions &GLOBAL-DEFINE TableName Customer &GLOBAL-DEFINE TableLabel Customer &GLOBAL-DEFINE QueryName qr{&tablename} Nota: Caso seja definido que na utilização do DBO será permitido criar registros fora da query aberta, deve ser incluído o preprocessador NewRecordOffQuery. Lembrando que com a inclusão deste preprocessador não será apresentado erro de reposicionamento de registros na query. &GLOBAL-DEFINE NewRecordOffQuery YES Definição da temp-table de comunicação Colocar o nome correto do include com a temp-table de comunicação do programa. Este include deve estar no mesmo diretório do DBO e recebe como parâmetro o nome da temp-table de comunicação, como padrão RowObject. Só é alterada a terminação (de.p para.i ). Exemplo: A chamada ao include de definição da temp-table RowObject. /*--- Include com definição da temp-table RowObject ---*/ {xxbo/boxx999x.i RowObject}
CAPÍTULO 3 Como construir o DBO 27 Definição da Query A definição da query padrão está no include method/dboqry.i. Porém, havendo a necessidade de customizar a definição da query, deve-se retirar a chamada ao include e definir manualmente a query (lembrando de utilizar o preprocessor {&QueryName} para defini-la). Exemplo: A chamada ao include de definição da query {&QueryName}. /*--- Include com definição da query para tabela {&TableName} ---*/ /*--- Em caso de necessidade de alteração da definição da query, pode ser retirada a chamada ao include a seguir e em seu lugar deve ser feita a definição manual da query ---*/ {method/dboqry.i} Neste caso, a definição da query não foi customizada. Porém, a seguir está um exemplo no qual a definição da query foi alterada: Exemplo: Customização da definição da query {&QueryName}. /*--- Include com definição da query para tabela {&TableName} ---*/ /*--- Em caso de necessidade de alteração da definição da query, pode ser retirada a chamada ao include a seguir e em seu lugar deve ser feita a definição manual da query ---*/ DEFINE QUERY {&QueryName} FOR Customer FIELDS (Cust-Num Name) SCROLLING. Mesmo quando a definição da query for alterada, deve-se sempre utilizar uma única tabela e, também, utilizar a opção SCROLLING. Observação: Para os casos onde é utilizado banco de dados Oracle deve-se verificar o capítulo de Técnicas / Melhorar Performance em Bancos Oracle. Definição das Aberturas de Query e setconstraint Pode haver uma relação entre setconstraint<description> e openquery<description>, pois quem vai usar o DBO pode chamar openquery após setconstraint. Assim, podemos ter setconstraint e openquery isolados para navegações e seleções específicas. Vale salientar que para realizar a abertura da query deve ser utilizado o método openquerystatic, passando como parâmetro a descrição da query a ser aberta. A seguir são descritas as situações previstas: Para a navegação padrão de uma tabela (sem constraints e sem outras classificações): Exemplo:
28 PROCEDURE setconstraintmain: RETURN "OK":U. PROCEDURE openquerymain: OPEN QUERY {&QueryName} FOR EACH {&TableName} NO-LOCK. RETURN "OK":U. Quem usar esta versão do DBO vai chamar openquerystatic(input "Main":U). Para criar uma nova classificação para query, exemplo: por nome: Exemplo: PROCEDURE setcontraintmain: RETURN "OK":U. PROCEDURE setconstraintbyname: RETURN "OK":U. PROCEDURE openquerymain: OPEN QUERY {&QueryName} FOR EACH {&TableName} NO-LOCK. RETURN "OK":U. PROCEDURE openquerybyname: OPEN QUERY {&QueryName} FOR EACH {&TableName} NO-LOCK BY Customer.Name. RETURN "OK":U. Neste caso, o desenvolvedor vai ter opção de executar openquerystatic(input "Main":U) ou openquerystatic("byname":u) e então, navegar por código (índice primário) ou por nome (By customer.name). Constraints para toda tabela. Exemplo: DEFINE VARIABLE csalesrep LIKE Customer.Sales-Rep NO-UNDO. PROCEDURE setconstraintmain: DEFINE INPUT PARAMETER psalesrep LIKE Customer.Sales-Rep NO-UNDO. ASSIGN csalesrep = psalesrep. RETURN "OK":U. PROCEDURE setconstraintbyname: DEFINE INPUT PARAMETER psalesrep LIKE Customer.Sales-Rep NO-UNDO.
CAPÍTULO 3 Como construir o DBO 29 ASSIGN csalesrep = psalesrep. RETURN "OK":U. PROCEDURE openquerymain: OPEN QUERY {&QueryName} FOR EACH {&TableName} NO-LOCK WHERE Customer.Sales-Rep = csalesrep. RETURN "OK":U. PROCEDURE openquerybyname: OPEN QUERY {&QueryName FOR EACH {&TableName} NO-LOCK WHERE Customer.Sales-Rep = csalesrep BY {&TableName}.Name. RETURN "OK":U. Neste caso, está sendo feita uma seleção por representante (sales-rep). Este DBO deve estar preparado para navegar somente nos registros de Customer de um determinado sales-rep que foi informado ao chamar as procedures setconstraintmain e setconstraintbyname. Elas apenas armazenam o parâmetro recebido na variável que vai ser usada pela openquerystatic. Constraints específicos para uma query Exemplo: DEFINE VARIABLE csalesrep LIKE Customer.Sales-Rep NO-UNDO. DEFINE VARIABLE decreditlimit LIKE Customer.Credit-Limit NO-UNDO. PROCEDURE setconstraintmain: DEFINE INPUT PARAMETER psalesrep LIKE Customer.Sales-Rep NO-UNDO. ASSIGN csalesrep = psalesrep. RETURN "OK":U. PROCEDURE setconstraintbyname: DEFINE INPUT PARAMETER psalesrep LIKE Customer.Sales-Rep NO-UNDO. DEFINE INPUT PARAMETER pcreditlimit LIKE Customer.Credit-Limit NO-UNDO. ASSIGN csalesrep = psalesrep decreditlimit = pcreditlimit. RETURN "OK":U. PROCEDURE openquerymain: OPEN QUERY {&QueryName} FOR EACH {&TableName} NO-LOCK WHERE Customer.Sales-Rep = csalesrep. RETURN "OK":U.
30 PROCEDURE openquerybyname: OPEN QUERY {&QueryName FOR EACH {&TableName} NO-LOCK WHERE Customer.Sales-Rep = csalesrep AND Customer.Credit-Limit >= decreditlimit BY {&TableName}.Name. RETURN "OK":U. Neste caso, a query ByName além da Constraint referente ao sales-rep temos a restrição do credit-limit (só mostra os registros maiores que determinado crédito). Neste caso, somente a query ByName é afetada (openquerystatic(input "ByName":U)). Se for utilizada openquerystatic(input "Main":U) não deve haver esta verificação do creditlimit. Observação: Ao realizar a construção dos métodos de openquery e setconstraint, normalmente, é mantido um relacionamento 1 1. Então é aconselhado que ao alterar-se uma ou mais restrições de um openquery seja criado um novo método de abertura. Isto é devido ao fato de não impedir o correto funcionamento das interfaces que fazem uso do antigo método de abertura. Além disso pode-se optar pela criação de valores iniciais para as restrições para que as antigas interfaces continuem a funcionar com as novas restrições do openquery. Criação do método gotokey Para o índice único que melhor pode ser utilizado para localizar o registro diretamente deve ser criado um método no DBO que receba os campos, execute o find e posicione no registro, através do método repositionrecord. Se não for encontrado insere uma mensagem de erro na temp-table RowErrors, através da include method/svc/errors/inserr.i, e retorna um flag "NOK":U. Exemplo: PROCEDURE gotokey: /*--------------------------------------------------------------- Purpose: Reposiciona registro através de índice único Parameters: Notes: ----------------------------------------------------------------*/ DEFINE INPUT PARAMETER pcustnum LIKE Customer.Cust-Num NO-UNDO. FIND bfcustomer WHERE bfcustomer.cust-num = pcustnum NO-LOCK NO-ERROR.
CAPÍTULO 3 Como construir o DBO 31 IF NOT AVAILABLE bfcustomer THEN DO: {method/svc/errors/inserr.i &ErrorNumber="" &ErrorType="" &ErrorSubType= "ERROR" &ErrorParameters="''"} RETURN "NOK":U. END. RUN repositionrecord IN THIS-PROCEDURE (INPUT ROWID(bfCustomer)). IF RETURN-VALUE = "NOK":U THEN RETURN "NOK":U. RETURN "OK":U. Criação do método linkto<description> Quando existe a necessidade de comunicação entre DBOs, seja através do client ou do próprio DBO, deve-se utilizar o método linkto<description>. Este deve receber o handle do DBO Pai e executar o método getkey neste DBO, a fim de receber os valores dos campos do índice único do DBO Pai. Após receber o retorno destes campos, o DBO Filho então, pode executar um método do tipo setconstraint para setar uma restrição de abertura para a query. A nomenclatura deste método consiste em utilizar os termos linkto + <Descrição que identifique o DBO Pai>. Exemplo: Exemplo: DEFINE VARIABLE icustnum LIKE Customer.Cust-Num NO-UNDO. PROCEDURE linktoitem: /*--------------------------------------------------------------- Purpose: Recebe handle do DBO Item e execute método getkey Parameters: recebe handle de um DBO Notes: ----------------------------------------------------------------*/ DEFINE INPUT PARAMETER phandle AS HANDLE NO-UNDO. RUN getkey IN phandle (OUTPUT icustnum). RUN setconstraintcustomer IN THIS-PROCEDURE (INPUT icustnum). RETURN "OK":U. Obs: O uso do método getkey está descrito a seguir.
32 Criação do método getkey Deve ser utilizado em conjunto com o método linkto<description>. Para o índice único deve ser criado um método no DBO que retorna os valores dos campos do registro corrente. Exemplo: PROCEDURE getkey: /*--------------------------------------------------------------- Purpose: Retorna valores dos campos do índice único Parameters: retorna cust-num Notes: ----------------------------------------------------------------*/ DEFINE OUTPUT PARAMETER pcustnum LIKE Customer.Cust-Num NO-UNDO. IF AVAILABLE Customer THEN ASSIGN pcustnum = Customer.Cust-Num. ELSE ASSIGN pcustnum =?. RETURN "OK":U. Fazer validações comuns ao create e update do registro No método validaterecord devem ser feitas todas as validações pertinentes ao DBO. Mas para identificar qual o tipo de validação a ser executa deve-se utilizar o parâmetro ptype. Caso exista algum erro deve-se criar uma mensagem de erro padrão na temptable RowErrors, através da include method/svc/errors/inserr.i. As validações devem ser feitas preferencialmente sobre os campos da temptable RowObject. Exemplo: PROCEDURE validaterecord: /*--------------------------------------------------------- Purpose: Valida temp-table RowObject Parameters: recebe o tipo de validação ----------------------------------------------------------*/ DEFINE INPUT PARAMETER ptype AS CHARACTER NO-UNDO. IF ptype = "Create":U OR ptype = "Update":U THEN DO: IF RowObject.Name = "":U THEN {method/svc/errors/inserr.i &ErrorNumber="" &ErrorType="" &ErrorSubType="ERROR" &ErrorParameters="''"}
CAPÍTULO 3 Como construir o DBO 33 IF RowObject.Credit-Limit < 0 THEN {method/svc/errors/inserr.i &ErrorNumber="" &ErrorType="" &ErrorSubType="ERROR" &ErrorParameters="''"} END. IF CAN-FIND(FIRST RowErrors WHERE RowErrors.ErrorSubType = "ERROR":U) THEN RETURN "NOK":U. RETURN "OK":U. Verificar ocorrência de chave duplicada ou outras validações referentes somente a criação de registros Antes de proceder a criação do registro, deve-se verificar se existe chave duplicada no método validaterecord. Em caso de chave duplicada ou outro erro qualquer, deve-se inseri-lo na temp-table RowErrors e retornar "NOK":U. Exemplo: /*--------------------------------------------------------- Purpose: Valida temp-table RowObject Parameters: recebe o tipo de validação Notes: ----------------------------------------------------------*/ DEFINE INPUT PARAMETER ptype AS CHARACTER NO-UNDO. IF ptype = "Create":U THEN DO: IF CAN-FIND(Customer WHERE Customer.Cust-Num = RowObject.Cust-Num) THEN {method/svc/errors/inserr.i &ErrorNumber="" &ErrorType="" &ErrorSubType="ERROR" &ErrorParameters="''"} END. IF ptype = "Create":U OR ptype = "Update":U THEN DO: IF RowObject.Cust-Num <= 0 THEN {method/svc/errors/inserr.i &ErrorNumber="" &ErrorType="" &ErrorSubType="ERROR" &ErrorParameters="''"} END. IF CAN-FIND(FIRST RowErrors WHERE RowErrors.ErrorSubType = "ERROR":U) THEN
34 RETURN "NOK":U. RETURN "OK":U. Vale salientar, que existindo a necessidade de realizar validações específicas para a alteração/eliminação de registros deve ser utilizado o método validaterecord, porém deve-se verificar o valor do parâmetro ptype a fim de identificar qual o tipo de validação a ser executada. Criação de erros Quando o desenvolvedor possui a necessidade da inclusão de erros na temptable RowErrors, deve ser utilizado o include method/svc/errors/inserr.i. O include method/svc/errors/inserr.i é utilizado para realizar a inclusão de erros Progress ou erros de Produto, e ainda contempla a possibilidade de inclusão de erros manuais. Para inclusão de Erros Progress e de Produto, recebe os parâmetros a seguir: ErrorNumber: número do erro, quando o erro for do tipo Outros; ErrorType: tipo do erro, podendo ter o valor Progress, Outros, EMS ou HR (qualquer valor pode ser utilizado nesta descrição); ErroSubType: sub-tipo do erro, podendo ter o valor Error, Information ou Warning; o registro incluso somente é considerado um erro quando seu sub-tipo é Error, caso seja Information ou Warning, o procedimento continuará; ErrorParameters: parâmetros do erro, quando o erro for do tipo Outros estes parâmetros irão ser utilizados na chamadas das mensagens padrão do Produto. Exemplo: Inclusão de erros do produto. {method/svc/errors/inserr.i &ErrorNumber="1" &ErrorType="EMS" &ErrorSubType="ERROR" &ErrorParameters="'Customer'"} Este exemplo traz um erro do produto EMS, e recebe parâmetros Customer, sendo assim, na interface pode-se executar a mensagem padrão do produto para o erro 1, e passar para a mensagem o parâmetro Customer, além disso o sub-tipo do erro indica ERROR, então o procedimento será abortado.
CAPÍTULO 3 Como construir o DBO 35 {method/svc/errors/inserr.i &ErrorNumber="32" &ErrorType="HR" &ErrorSubType="ERROR" &ErrorParameters="'Order~~~~ ' + STRING(TODAY)"} {method/svc/errors/inserr.i &ErrorNumber="42" &ErrorType="HR" &ErrorSubType="WARNING" &ErrorParameters="'Order~~~~Customer'"} Nestes exemplos temos erros de produto, onde o segundo exemplo traz um sub-tipo WARNING, sendo assim, a interface poderá tratar e mostrar a mensagem de erro ao usuário, mas o procedimento não será abortado. Exemplo: Inclusão de erros Progress. CREATE Customer NO-ERROR. IF ERROR-STATUS:ERROR THEN {method/svc/errors/inserr.i &ErrorType="PROGRESS" &ErrorSubType="ERROR"} DELETE Customer NO-ERROR. IF ERROR-STATUS:ERROR THEN {method/svc/errors/inserr.i &ErrorType="PROGRESS" &ErrorSubType="ERROR"} O include pode ser utilizado para realizar a inclusão de erros manuais, ou seja todos as informações referentes ao erro são informadas pelo desenvolvedor. Desta forma o include recebe os parâmetros a seguir: ErrorNumber: número do erro, quando o erro for do tipo Outros; ErrorType: tipo do erro, podendo ter o valor Outros (qualquer valor pode ser utilizado nesta descrição); ErrorSubType: sub-tipo do erro, podendo ter o valor Error, Information ou Warning; o registro incluso somente é considerado um erro quando seu sub-tipo é Error, caso seja Information ou Warning, o procedimento continuará; ErrorDescription: descrição do erro, na descrição os parâmetros já devem estar substituídos;
36 ErrorHelp: help do erro, no help os parâmetros já devem estar substituídos; ErrorParameters: parâmetros do erro, quando o erro for do tipo Outros. Quando utilizar o parâmetro ErrorDescription, deve-se utilizar o ErrorSubType. Exemplo: Inclusão de erros do produto. IF Customer.Cust-Num <= 0 THEN {method/svc/errors/inserr.i &ErrorNumber="112" &ErrorType="EMS" &ErrorSubType="ERROR" &ErrorDescription="Valor inválido para o Cust-Num" &ErrorHelp="Informe valor maior que 0 para o Cust-Num"} DELETE Customer NO-ERROR. IF ERROR-STATUS:ERROR THEN {method/svc/errors/inserr.i &ErrorNumber="12" &ErrorType="EMS" &ErrorSubType="ERROR" &ErrorDescription="Erro ao eliminar registro"} Note-se que a utilização do parâmetro ErroDescription deve ser feita quando o erro a ser notificado não for um erro já cadastrado no Produto. Definição das Aberturas de Query e setconstraint com Join entre Tabelas Quando for necessário fazer uma query em um DBO e esta query possui como restrição (constraint) um conjunto de registros de outra tabela, ou seja, é uma construção EACH, EACH, deve ser criado um DBO exclusivo para cada query. A nomenclatura padrão para estes DBOs é boxx999qyy.p, onde xx999 é o dump-name da tabela filha e yy é um número de 01 à 99. As diferenças na construção desta DBO em relação às DBOs normais são: Definição da Query: deve ser definida manualmente, pois terá mais de uma tabela; Definição das Aberturas de Query e setconstraint: nos métodos openquery o comando OPEN QUERY utilizará mais de uma tabela no FOR EACH pois a query foi definida com mais tabelas; as queries deverão
CAPÍTULO 3 Como construir o DBO 37 utilizar sempre o mesmo conjunto de tabelas e seguir a mesma seqüência; se for necessário criar uma query com tabelas diferentes é necessário criar um novo "DBO de Join" pois cada um suporta apenas uma única definição de query que é onde se definem as tabelas e sua ordem de encadeamento; pode haver um ou mais métodos setconstraint, dependendo do número de campos utilizados nos WHERE do Open Query; a diferença neste caso é que os campos do setconstraint são utilizados para restrições de várias tabelas; gotokey e getkey: normal, lembrando apenas que se aplicam a tabela filha; linkto<parent>: não construir; Validações: não precisam ser construídas pois o DBO é apenas para leitura. Criação do método setsecurityconstraint Este método é usado para definir a parte obrigatória da clausula WHERE que é montada no uso de Query Dinâmica. É através da Security Constraint que se controla a quais registros o cliente do DBO tem acesso, geralmente baseado no usuário logado. Este é um método opcional. Se não informado, o client do DBO poderá navegar em todos os registros da tabela do DBO. Para o índice único deve ser criado um método no DBO que retorna os valores dos campos do registro corrente. Exemplo: PROCEDURE getsecurityconstraint: /*--------------------------------------------------------------- Purpose: Retorna o conteúdo da SecurityConstraint para ser usado na QueryDinamica Parameters: psecurityconstraint Notes: ------------------------------------------------------------------*/ DEFINE OUTPUT PARAM psecurityconstraint AS CHAR NO-UNDO. ASSIGN psecurityconstraint = "customer.cust-num >= 2":U. RETURN "OK":U.
38 XML no DBO O DBO pode atuar como um produtor (Producer) de mensagens XML, bem como um receptor (Receiver) delas. O DBO vai produzir mensagens XML quando um registro for incluído, alterado ou eliminado através de seus métodos padrão. A mensagem será enviada ao serviço de Message Broker (ver adiante Serviço de Message Broker) O DBO vai receber mensagens através do método receivemessage as quais vão disparar ações de inclusão, alteração, eliminação e leitura da base de dados. Neste caso o DBO não utiliza o serviço de Message Broker. Os dois comportamentos podem ser ativados separadamente, apesar disso ser raro. Para ativá-lo, deve-se informar um conjunto de pré-processadores conforme visto a seguir. Informar os pré-processadores para XML Producer DBO Program: XMLProducer: Informar apenas YES para ativar todo o código de envio de mensagens nos métodos padrão. Obs: É necessário que o serviço de Message Broker esteja configurado também; XMLTopic: Tópico da Mensagem enviada ao Message Broker, geralmente o nome da tabela; XMLTableName: Nome da tabela que deve ser usado como TAG no XML; XMLTableNameMult: Nome da tabela no plural. Usado para agrupar vários registros da tabela; XMLPublicFields: Lista dos campos (c1,c2) que podem ser enviados via XML. Geralmente ficam fora desta lista os campos de especialização da tabela; XMLKeyFields: Lista dos campos chave da tabela (c1,c2). Campos que são enviados sempre; XMLSender: Sigla do aplicativo ao qual pertence o DBO;
CAPÍTULO 3 Como construir o DBO 39 XMLExcludeFields: Lista de campos a serem excluídos do XML. Deve ser informado apenas se XMLPublicFields = "". Exemplo: /* ********************** Definitions *********************** */ &GLOBAL-DEFINE XMLProducer &GLOBAL-DEFINE XMLTopic &GLOBAL-DEFINE XMLTableName &GLOBAL-DEFINE XMLTableNameMult &GLOBAL-DEFINE XMLPublicFields &GLOBAL-DEFINE XMLKeyFields &GLOBAL-DEFINE XMLSender &GLOBAL-DEFINE XMLExcludeFields YES CUSTOMER CUSTOMER CUSTOMERS CUST-NUM SPO Informar os pré-processadores para XML Receiver DBO Program: XMLReceiver: DBO atua como receiver de mensagens enviadas pelo Message Broker (método receivemessage); KeyField1, KeyField2: Informar os campos da chave da tabela quando o Progress não conseguir resolver find {&TableName} OF RowObject, gerando o erro ** More than one index found for <table> OF <table> -- use WHERE, not OF. (446). Isso geralmente acontece em tabelas que não tem índice único ou que tem mais de um índice único. Exemplo: /* ********************** Definitions *********************** */ &GLOBAL-DEFINE XMLReceiver &GLOBAL-DEFINE KeyField1 YES CUST-NUM Nota: Provisoriamente é necessário setar o pré-processador DYNAMIC- QUERY-ENABLED para ativar os métodos de query dinâmica. Após o período de beta-teste. Ele estará disponível a todos os DBOs.
40 Utilizando Serviços no DBO O que são serviços? Nada mais são do que programas/procedures internas que podem estar disponíveis para o DBO conforme a configuração feita para o Produto. Os serviços padrão disponíveis ao DBO são: Implementações conforme tipo de Banco de Dados; Customização para Parceiros/Clientes; Erros do Produto; Tratamento de erros Progress; Segurança para o programa DBO; Segurança aos métodos do programa DBO. Estes serviços são criados e manutenidos por uma equipe de administração do produto. A utilização de alguns destes serviços pode ser feita diretamente pelo desenvolvedor. Serviço de Banco O serviço de Banco pode ser utilizado pelo desenvolvedor para realizar implementações específicas para um banco de dados. O uso deste é feito através do preprocessador DBType, que possui o tipo de banco de dados utilizado pelo DBO. Exemplo: Impedir que o comando GET LAST seja utilizado quando o banco não for Progress. PROCEDURE afternewrecord: &IF "{&DBType}":U = "PROGRESS":U &THEN GET LAST {&QueryName} NO-LOCK. &ENDIF Nesse exemplo foi exposto uma maneira do desenvolvedor impedir que o comando GET LAST seja utilizado quando o banco de dados não for Progress, através do uso do preprocessador DBType.
CAPÍTULO 3 Como construir o DBO 41 Serviço de Autenticação O serviço de Autenticação pode ser utilizado pelo desenvolvedor a fim de obter o valor de algumas variáveis de contexto. O uso deste é feito através do include method/svc/autentic/autentic.i que recebe os parâmetros a seguir: Parâmetro Tipo Descrição vuseraccesstype Integer Contém o tipo de acesso do usuário corrente vuserenterprise Integer Contém o código da empresa do usuário corrente vusername Character Contém o código do usuário corrente vusercountrytax Integer Contém o código do imposto do país do usuário corrente vusergroupsecuritylist Character Contém a lista dos grupos de segurança do usuário vhrprogramsecurity Handle Handle do programa de segurança do produto HR Exemplo: Setar automaticamente uma constraint com o valor do usuário corrente e da empresa do usuário corrente. /* Definitions --- */ DEFINE VARIABLE iuserenterprise AS INTEGER NO-UNDO. DEFINE VARIABLE cusername AS CHARACTER NO-UNDO. /* Main Block --- */ {method/svc/autentic/autentic.i &vuserenterprise="iuserenterprise" &vusername="cusername"} RUN setconstraintsecurity IN THIS-PROCEDURE (INPUT iuserenterprise, INPUT cusername). Nesse exemplo foi utilizado o serviço de autenticação para setar automaticamente um constraint que indica o usuário corrente. Serviço de Customização O serviço de Customização pode ser utilizado pelo desenvolvedor para incluir novos pontos para que Clientes/Parceiros possam customizar o processamento do DBO. Para os DBOs existem dois pontos pré-definidos nos métodos createrecord, updaterecord e deleterecord. Estes pontos são executados no início e no final
42 do método e, ainda, estão dentro da transação do método, permitindo que a customização possa cancelar a transação. Quando o desenvolvedor analisar que um método específico deve possuir um ponto para customização, deve utilizar o include method/svc/custom/custom.i. Além disso, o desenvolvedor deve verificar se o método pode ser cancelado. A utilização do include é simples, bastando o desenvolvedor informar o valor do parâmetro &Event, que indica o nome do evento de customização. Aconselha-se que a definição do include seja feita nos pontos inicial e final do método que se deseja customizar. E a nomenclatura para o parâmetro Event deve ser <before/after><nome-do-método>. Exemplo: Inclusão de pontos de customização para o método calculateorder. PROCEDURE calculateorder: {method/svc/custom/custom.i &Event="beforeCalculateOrder"}... {method/svc/custom/custom.i &Event="afterCalculateOrder"} Nesse exemplo foram inclusos dois pontos para customização. Estes pontos não permitem que o customizador cancele o método. Caso o desenvolvedor opte por definir os pontos de customização com opção de cancelamento, deve ser tratado o RETURN-VALUE após a chamada ao include e, ainda, a variável lcustomexecuted a fim de identificar se o problema de customização foi executado. Exemplo: Inclusão de pontos de customização para o método calculateorder e tratamento do retorno. PROCEDURE calculateorder: DO TRANSACTION: {method/svc/custom/custom.i &Event="beforeCalculateOrder"} IF lcustomexecuted AND RETURN-VALUE = "NOK":U THEN UNDO, RETURN "NOK":U.... {method/svc/custom/custom.i &Event="afterCalculateOrder"} IF lcustomexecuted AND RETURN-VALUE = "NOK":U THEN UNDO, RETURN "NOK":U. END.
CAPÍTULO 3 Como construir o DBO 43 Serviço de Segurança O serviço de Segurança divide-se em dois estilos: segurança para o DBO, feita automaticamente, e segurança para método. Somente a segurança de métodos pode ser utilizada pelo desenvolvedor. O uso deste é feito através do include method/svc/security/permit.i que recebe o parâmetro &Method, que contém o nome do método ou um nome que identifique um grupo de métodos. Os métodos de navegação (getfirst, getprev, getnext, getlast e repositionrecord) e de update (createrecord, deleterecord e updaterecord) já possuem segurança padrão definida com os nomes de Navigation, Create, Delete e Update. Exemplo: Implementação de segurança para o método calculateorder. /* Definitions --- */ &GLOBAL-DEFINE DBOCustomFunctions calculateorder PROCEDURE calculateorder: {method/svc/permit/permit.i &Method="calculateOrder"}... Quando é utilizado a segurança de métodos, deve-se preencher o preprocessador DBOCustomFunctions com os valores passados para o parâmetro &Method, separados por vírgula. Além disso, a chamada ao include deve ser feita fora da transação do método, pois o include somente faz o cancelamento do método, através do comando RETURN "NOK":U. E, ainda, pode-se utilizar os valores Navigation, Create, Delete ou Update para a passagem de parâmetro. Redução do Tamanho do DBO Para evitar que o programa fonte do DBO fique muito grande e gere um executável também grande. Deve-se procurar fazer algumas otimizações. Se tivermos um executável muito grande poderemos perder performance ao executar o programa (por causa do tempo de carga).
44 Considerações Gerais Controle de Transação Uso de sub-programas O método do DBO pode estar codificado em sub-programas evitando um fonte muito grande e reduzindo o executável. O analista deve levar em consideração também a necessidade de utilização do método. Por exemplo: o método createrecord deve ser bastante usado num programa de digitação. Ao contrário de um método de cálculo que deve ser utilizado em funções específicas. Por exemplo: Um método de cálculo sem sub-programa: PROCEDURE calculatealgumacoisa: FOR EACH table: ASSIGN... END. Utilizando sub-programa para otimizar o DBO: PROCEDURE calculatealgumacoisa: RUN xxbo/boxx999x.p (<parameters>). Assim, a lógica deste método deve estar neste sub-programa que somente deve ser carregado para memória quando o método for chamado evitando assim demora no tempo de carga do DBO; O analista deve levar em consideração a passagem de parâmetros e que este sub-programa tenha código considerável para ser um sub-programa (como sugestão no mínimo 60 linhas); Os sub-programas construídos devem seguir as regras existentes para DBOs, ou seja, devem receber parâmetros via temp-table e realizar o retorno de erros da mesma forma. Não podem usar variáveis globais e nem fazer interação com a tela. Recomenda-se que o nível de transação (Progress) fique limitado ao método. Cuidando-se para não transformar todo o DBO em uma única transação (afetando assim o escopo e bloqueio de registro). Por exemplo: os métodos createrecord, updaterecord e deleterecord constituem-se em 3 (três) transações separadas. E seus métodos override estão neste mesma transação.
CAPÍTULO 3 Como construir o DBO 45 Triggers Alertamos para o fato de que as transações dos DBOs podem ser afetadas pelas transações dos programas que utilizam os DBOs. As regras de negócio devem estar em DBOs e APIs. Não se deve utilizar Triggers para regras de negócio. Os Triggers podem vir a ser usados para processos técnicos, mas isto é uma definição da equipe de apoio ao desenvolvimento. As regras de negócio existentes atualmente devem ser transferidos gradualmente para DBOs e APIs.
46 CAPÍTULO 4 Convertendo BO 1.1 para DBO 2.0 Este capítulo é destinado ao desenvolvedor que utiliza DBO 1.1 e deseja convertê-lo para DBO 2.0. Para converter um DBO 1.1 devem ser seguidos os seguintes passos: Criar um novo DBO 2.0; Transferir lógicas dos métodos básicos do DBO 1.1 para o DBO 2.0; Mas, antes de detalhar estes passos, é importante saber como fazer a relação entre os métodos antigos e os novos métodos. A seguir são detalhados os passos: Relação entre métodos A maior parte dos métodos básicos possuem métodos que são correspondentes no novo DBO, sendo assim descreve-se a seguinte relação: compareversion - Não há método correspondente no novo DBO; endmethod e startmethod - Estes métodos eram utilizados para execução de EPCs, porém a execução de EPCs no novo DBO é feita de forma automática. Sendo assim, não há método correspondente no novo DBO; findrowidshow - Deve-se executar primeiramente o método emptyrowobject e logo após o método repositionrecord;
CAPÍTULO 4 Convertendo BO 1.1 para DBO 2.0 47 findrowid - Deve-se executar o método repositionrecord; getcurrent - Deve-se executar o método getrecord; findfirst - Deve-se executar o método getfirst. O novo DBO somente trabalha com query; finlast - Deve-se executar o método getlast. O novo DBO somente trabalha com query; findnext - Deve-se executar o método getnext. O novo DBO somente trabalha com query; findprev - Deve-se executar o método getprev. O novo DBO somente trabalha com query; getrowid - Continua existindo no novo DBO; setcurrent - Deve-se executar o método _copybuffer2tt. Porém, este método é somente para uso interno dos includes padrão; prevbrowsenavigation - Não há método correspondente no novo DBO; serversendrows - Deve-se executar o método getbatchrecords; validatecreate - Deve-se primeiramente executar o método createrecord e logo após o getrowid; validatedelete -
48 Deve-se primeiramente executar o método repositionrecord, após o deleterecord e por último getrowid; validateupdate - Deve-se primeiramente executar o método repositionrecord, após o setrecord e por último updaterecord; openquery - Deve-se executar o método openquerystatic. Porém, o novo método utiliza strings ao invés de números e desta forma deve-se controlar isto através de um método proxy definido pelo desenvolvedor. Criar o novo DBO Este passo está detalhado no item 'Construindo o DBO'. Transferir lógicas dos métodos básicos do DBO 1.1 para o DBO 2.0 No antigo DBO, grande parte dos métodos básicos eram codificados pelo próprio desenvolvedor. Porém, no novo DBO grande parte dos métodos básicos são definidos em includes padrão. A seguir, está descrito como deve ser feita a transferência dos métodos: openquery Este método deve ser subdividido em novos métodos, conforme exemplo a seguir: Método antigo: PROCEDURE openquery: DEFINE INPUT PARAMETER i-abertura AS INTEGER NO-UNDO. CASE i-abertura: WHEN 1 THEN OPEN QUERY {&Query-Name} FOR EACH Customer NO-LOCK. WHEN 2 THEN OPEN QUERY {&Query-Name} FOR EACH Customer NO-LOCK BY Customer.Name. END CASE.
CAPÍTULO 4 Convertendo BO 1.1 para DBO 2.0 49 ASSIGN l-query = true i-bo-query = i-abertura. Método novo: PROCEDURE openquerymain: OPEN QUERY {&Query-Name} FOR EACH Customer NO-LOCK. PROCEDURE openquerybyname: OPEN QUERY {&Query-Name} FOR EACH Customer NO-LOCK BY Customer.Name. Nesta conversão, o método openquery foi substituído por 2 (dois) outros métodos. E ainda, para realizar a abertura da query deve-se utilizar o método genérico openquerystatic passando como parâmetro a descrição da query. Conforme exemplo a seguir: ou RUN openquerystatic IN THIS-PROCEDURE (INPUT "Main":U). RUN openquerystatic IN THIS-PROCEDURE (INPUT "ByName":U). Vale salientar que os métodos setconstraint devem ter seus nomes alterados a fim de possuírem nomenclatura semelhante aos métodos openquery<description> associados. Conforme exemplo a seguir: PROCEDURE openquerybyname:... PROCEDURE setconstraintbyname:... validatecreate Este método foi dividido em novos métodos, sendo 1 (um) deles definido dentro do DBO e outro em include padrão.
50 Neste método, a parte responsável pelas validações específicas à criação devem ser transferidas para o método beforecreaterecord, as validações análogas à criação e alteração devem ser transferidas para o método validaterecord. E ainda, caso ocorra algum erro nas validações, ao final deve ser retornado um flag "NOK" através do comando RETURN-VALUE. Quanto aos erros ocorridos, estes devem ser cadastrados na temp-table RowErrors através da include method/svc/errors/inserr.i. Estes procedimentos são demonstrados através do exemplo a seguir: Método antigo: PROCEDURE validatecreate: DEFINE INPUT PARAMETER TABLE FOR RowObject. DEFINE OUTPUT PARAMETER TABLE FOR tt-bo-erro. DEFINE OUTPUT PARAMETER r-chave AS ROWID NO-UNDO. FOR EACH tt-bo-erro: DELETE tt-bo-erro. END. IF CAN-FIND(FIRST Customer WHERE Customer.Cust-Num = RowObject.Cust-Num) THEN DO: ASSIGN i-seq-erro = i-seq-erro + 1. RUN utp/ut-msgs.p (INPUT "MSG":U, INPUT 9999, INPUT "":U). CREATE tt-bo-erro. ASSIGN tt-bo-erro.i-sequen = i-seq-erro tt-bo-erro.cd-erro = 9999 tt-bo-erro.mensagem = RETURN-VALUE. END. IF RowObject.Cust-Num <= 0 THEN DO: ASSIGN i-seq-erro = i-seq-erro + 1. RUN utp/ut-msgs.p (INPUT "MSG":U, INPUT 9999, INPUT "":U). CREATE tt-bo-erro. ASSIGN tt-bo-erro.i-sequen = i-seq-erro tt-bo-erro.cd-erro = 9999 tt-bo-erro.mensagem = RETURN-VALUE. END. RUN validatefields IN THIS-PROCEDURE. FIND FIRST tt-bo-erro NO-ERROR. IF NOT AVAILABLE tt-bo-erro THEN DO: RUN executecreate IN THIS-PROCEDURE. ASSIGN r-chave = TO-ROWID(RETURN-VALUE). END.
CAPÍTULO 4 Convertendo BO 1.1 para DBO 2.0 51 OBSERVAÇÃO: O utilitário UTP/UT-MSGS.P era utilizado em SmartObjects, porém, não deverá ser utilizado em DBOs, conforme conceito da tecnologia de DBOs. Método novo: Toda a lógica responsável pela criação dos novos registros foi passada para o método createrecord, que é um método básico ao qual o desenvolvedor não tem acesso. Este método é responsável pela execução do método validaterecord e de seus métodos override. Neste caso é demonstrado somente a transferência das validações. Parte do código que o desenvolvedor possui acesso. PROCEDURE validaterecord: IF RowObject.Cust-Num <= 0 THEN DO: {method/svc/errors/inserr.i &ErrorNumber="9999" &ErrorType="EMS" &ErroSubType="ERRO" &ErrorParameters="''"} END. IF CAN-FIND(FIRST RowErrors) THEN RETURN "NOK":U. RETURN "OK":U. PROCEDURE beforecreaterecord: IF CAN-FIND(FIRST Customer WHERE Customer.Cust-Num = RowObject.Cust-Num) THEN DO: {method/svc/errors/inserr.i &ErrorNumber="9999" &ErrorType="EMS" &ErroSubType="ERRO" &ErrorParameters="''"} END. IF CAN-FIND(FIRST RowErrors) THEN RETURN "NOK":U. RETURN "OK":U. Nesta conversão, o método validatecreate foi substituído por 2 (dois) outros métodos definidos pelo usuário e 1 (um) definido em include padrão. E ainda, para realizar a criação de registro deve-se utilizar o método createrecord. Conforme exemplo a seguir:
52 RUN setrecord IN THIS-PROCEDURE (INPUT TABLE RowObject). RUN createrecord IN THIS-PROCEDURE. validateupdate Este método foi dividido em novos métodos, sendo 1 (um) deles definido dentro do DBO e outro em include padrão. Neste método, a parte responsável pelas validações específicas à alteração devem ser transferidas para o método beforeupdaterecord; as validações análogas à criação e alteração devem ser transferidas para o método validaterecord. E ainda, caso ocorra algum erro nas validações, ao final deve ser retornado um flag "NOK":U através do comando RETURN-VALUE. Quanto aos erros ocorridos, estes devem ser cadastrados na temp-table RowErrors através da include method/svc/errors/inserr.i. Estes procedimentos são demonstrados através do exemplo a seguir: Método antigo: Método novo: PROCEDURE validateupdate: DEFINE INPUT PARAMETER TABLE FOR RowObject. DEFINE INPUT PARAMETER r-chave AS ROWID NO-UNDO. DEFINE OUTPUT PARAMETER TABLE FOR tt-bo-erro. FOR EACH tt-bo-erro: DELETE tt-bo-erro. END. RUN validatefields IN THIS-PROCEDURE. FIND FIRST tt-bo-erro NO-ERROR. IF NOT AVAILABLE tt-bo-erro THEN DO: FIND {&Table-Name} WHERE ROWID({&Table-Name}) = r-chave EXCLUSIVE-LOCK NO-ERROR. IF AVAILABLE {&Table-Name} THEN RUN executeupdate IN THIS-PROCEDURE. END. Toda a lógica responsável pela alteração de registros foi passada para o método updaterecord, ao qual o desenvolvedor não tem acesso. Este método é responsável pela execução do método validaterecord e de seus métodos override. Nesta conversão, o método validateupdate foi substituído por 1 (um) método definido pelo usuário e 1 (um) definido em include padrão. E ainda, para
CAPÍTULO 4 Convertendo BO 1.1 para DBO 2.0 53 realizar a alteração de registro deve-se utilizar o método updaterecord. Conforme exemplo a seguir: /* Pode-se utilizar 1 (um) dos métodos de navegação: getfirst, getlast, getnext, getprev ou repositionrecord, conforme a implementação */ RUN repositionrecord IN THIS-PROCEDURE (INPUT r-rowid). RUN setrecord IN THIS-PROCEDURE (INPUT TABLE RowObject). RUN updaterecord IN THIS-PROCEDURE. validatedelete Este método foi subdividido em novos métodos, sendo 1 (um) deles definido dentro do DBO e outro em include padrão. Neste método, a parte responsável pelas validações específicas à eliminação devem ser transferidas para o método beforedeleterecord. E ainda, caso ocorra algum erro na validação, ao final deve ser retornado um flag "NOK":U através do comando RETURN-VALUE. Quanto aos erros ocorridos, estes devem ser cadastrados na temp-table RowErrors através da include method/svc/errors/inserr.i. Método antigo: Método novo: PROCEDURE validatedelete: DEFINE INPUT-OUTPUT PARAMETER r-chave AS ROWID NO-UNDO. DEFINE OUTPUT PARAMETER TABLE FOR tt-bo-erro. FIND {&TABLE-NAME} WHERE ROWID({&TABLE-NAME}) = r-chave EXCLUSIVE-LOCK NO-ERROR. IF AVAILABLE {&TABLE-NAME} THEN RUN executedelete. IF l-query THEN GET NEXT {&QUERY-NAME} NO-LOCK NO-WAIT. ELSE FIND NEXT {&TABLE-NAME} NO-LOCK NO-ERROR. IF NOT AVAILABLE {&TABLE-NAME} THEN DO: IF l-query THEN GET PREV {&QUERY-NAME} NO-LOCK NO-WAIT. ELSE FIND PREV {&TABLE-NAME} NO-LOCK NO-ERROR. END. ASSIGN r-chave = ROWID({&TABLE-NAME}).
54 Toda a lógica responsável pela eliminação de registros foi passado o método deleterecord, que é um método básico que o desenvolvedor não tem acesso. Porém, este método é responsável pela execução de seus métodos override. Nesta conversão, o método validatedelete foi substituído por 1 (um) método definido pelo usuário e 1 (um) definido em include padrão. E ainda, para realizar a eliminação de registro deve-se utilizar o método deleterecord. Conforme exemplo a seguir: /* Pode-se utilizar 1 (um) dos métodos de navegação: getfirst, getlast, getnext, getprev ou repositionrecord, conforme a implementação */ RUN repositionrecord IN THIS-PROCEDURE (INPUT r-rowid). RUN deleterecord IN THIS-PROCEDURE. validatefields Este método foi substituído pelo método validaterecord, que é definido pelo desenvolvedor. Neste método, estão as validações análogas aos métodos de createrecord e updaterecord. E ainda, caso ocorra algum erro na validação, ao final deve ser retornado um flag "NOK":U, através do comando RETURN-VALUE, ou um flag "OK":U caso não ocorre nenhum erro. Quanto aos erros ocorridos, estes devem ser cadastrados na temp-table RowErrors através da include method/svc/errors/inserr.i. Estes procedimentos são demonstrados através do exemplo a seguir: Método antigo: PROCEDURE validatefields: FIND FIRST RowObject NO-ERROR. IF RowObject.Cust-Num <= 0 THEN DO: ASSIGN i-seq-erro = i-seq-erro + 1. RUN utp/ut-msgs.p (INPUT "MSG":U, INPUT 9999, INPUT "":U). CREATE tt-bo-erro. ASSIGN tt-bo-erro.i-sequen = i-seq-erro tt-bo-erro.cd-erro = 999 tt-bo-erro.mensagem = RETURN-VALUE. END. IF RowObject.Name = "":U OR RowObject.Name =? THEN DO: ASSIGN i-seq-erro = i-seq-erro + 1. RUN utp/ut-msgs.p (INPUT "MSG":U, INPUT 9999, INPUT "":U).
CAPÍTULO 4 Convertendo BO 1.1 para DBO 2.0 55 CREATE tt-bo-erro. ASSIGN tt-bo-erro.i-sequen = i-seq-erro tt-bo-erro.cd-erro = 999 tt-bo-erro.mensagem = RETURN-VALUE. END. OBSERVAÇÃO: O utilitário UTP/UT-MSGS.P era utilizado em SmartObjects, porém, não deverá ser utilizado em DBOs, conforme conceito da tecnologia de DBOs. Método novo: PROCEDURE validaterecord: IF RowObject.Cust-Num <= 0 THEN {method/svc/errors/inserr.i &ErrorNumber="9999" &ErrorType="EMS" &ErroSubType="ERRO" &ErrorParameters="''"} IF RowObject.Name = "":U OR RowObject.Name =? THEN {method/svc/errors/inserr.i &ErrorNumber="9999" &ErrorType="EMS" &ErroSubType="ERRO" &ErrorParameters="''"} IF CAN-FIND(FIRST RowObject) THEN RETURN "NOK":U. RETURN "OK":U. Nesta conversão, o método validatefields foi substituído pelo método validaterecord. E ainda, a gravação dos erros é feita através da include method/svc/errors/inserr.i e ao final do processo é retornada a flag que indica a existência de erros ou não. Vale salientar que este método é executado internamente, não havendo necessidade do client executá-lo.
57 CAPÍTULO 5 Convertendo SmartObjects para DBO 2.0 Definição Este capítulo é destinado ao desenvolvedor que utiliza SmartObjects e deseja convertê-los para DBOs 2.0. Para converter um SmartObject devem ser seguidos os seguintes passos: Criar um novo DBO 2.0; Transferir lógicas dos métodos dos SmartObjects para o DBO 2.0. A seguir são detalhados os passos: Criar o novo DBO Este passo está detalhado no item 'Construindo o DBO'. Transferir lógicas dos métodos dos SmartObjects para o DBO 2.0 Quando se trabalha com SmartObjects, a lógica de navegação, leitura, consulta, alteração, etc. está em diferentes programas. Por exemplo: a lógica de navegação está na SmartQuery, a lógica de gravação está em várias SmartViewers, etc. Mas ao utilizar DBOs toda a lógica de tratamento de registro encontra-se no DBO. Através disto, basta o desenvolvedor transferir as lógicas dos SmartObjects para os DBOs, conforme descrito a seguir: SmartQuery Toda a lógica de abertura de query deve ser transferida para os métodos openquery<description>. Além disso, caso a SmartQuery faça uso de mais de
58 uma tabela, isto deve ser substituído pelo uso do método setconstraint<description> e linkto<description>. E, ainda, todas as restrições impostas à abertura da query, também devem ser transferidas para seus respectivos métodos setconstraint<description>. A seguir, um exemplo, no qual a SmartQuery possuía a tabela Customer e a tabela SalesRep, como tabela estrangeira. DEFINE VARIABLE csales-rep LIKE Customer.Sales-Rep NO-UNDO. PROCEDURE openquerymain: IF csales-rep = "" THEN OPEN QUERY {&QueryName} FOR EACH Customer NO-LOCK. ELSE OPEN QUERY {&QueryName} FOR EACH Customer WHERE Customer.Sales-Rep = csales-rep NO-LOCK. PROCEDURE openquerybyname: IF csales-rep = "" THEN OPEN QUERY {&QueryName} FOR EACH Customer NO-LOCK BY Customer.Name. ELSE OPEN QUERY {&QueryName} FOR EACH Customer WHERE Customer.Sales-Rep = csales-rep NO-LOCK BY Customer.Name. PROCEDURE openquerysalesrep: OPEN QUERY {&QueryName} FOR EACH Customer WHERE Customer.Sales-Rep = csales-rep NO-LOCK. PROCEDURE setconstraintsalesrep: DEFINE INPUT PARAMETER psales-rep LIKE Customer.Sales-Rep NO- UNDO. ASSIGN csales-rep = psales-rep. RETURN "OK":U. PROCEDURE linktosalesrep: DEFINE INPUT PARAMETER phandle AS HANDLE NO-UNDO. DEFINE VARIABLE csalesaux LIKE Customer.Sales-Rep NO-UNDO.
CAPÍTULO 5 Convertendo SmartObjects para DBO 2.0 59 RUN getkey IN phandle (OUTPUT csalesaux). RUN setconstraintsalesrep IN THIS-PROCEDURE (INPUT csalesaux). Neste exemplo, foram definidos 3 (três) métodos de abertura de query, pois o DBO normalmente é único por tabela. Sendo assim, criou-se os métodos setconstraintsalesrep e linktosalesrep. Estes métodos serão utilizados para fazer a comunicação entre um DBO Pai (SalesRep) e um DBO Filho (Customer), porém o DBO Filho também terá opções de aberturas independente do DBO Pai. SmartViewer Toda a lógica de gravação da viewer deve ser transferida para os métodos before/aftercreaterecord ou before/afterupdaterecord. A seguir, um exemplo, no qual a SmartViewer fazia a gravação automática do campo cust-num no momento de criação do registro. Método Antigo: Método Novo: DEFINE BUFFER bfcustomer FOR Customer. PROCEDURE local-create-record: DEFINE VARIABLE icust-num AS INTEGER NO-UNDO. FIND LAST bfcustomer NO-LOCK NO-ERROR. IF AVAILABLE bfcustomer THEN ASSIGN icust-num = bfcustomer.cust-num + 1. ELSE ASSIGN icust-num = 1. RUN dispatch IN THIS-PROCEDURE ("create-record":u). IF RETURN-VALUE = "ADM-ERROR":U THEN RETURN "ADM-ERROR":U. ASSIGN Customer.Cust-Num = icust-num. DEFINE BUFFER bfcustomer FOR Customer. PROCEDURE beforecreaterecord: DEFINE VARIABLE icust-num AS INTEGER NO-UNDO. FIND LAST bfcustomer NO-LOCK NO-ERROR. IF AVAILABLE bfcustomer THEN ASSIGN icust-num = bfcustomer.cust-num + 1. ELSE ASSIGN icust-num = 1.
60 ASSIGN RowObject.Cust-Num = icust-num. RETURN "OK":U. Neste exemplo, foi definido o método beforecreaterecord para realizar a atualização do campo cust-num. Vale salientar que somente será atualizado este campo se for feita uma criação. A seguir, um exemplo, no qual são feitas atualizações comuns a criação e alteração de registro da tabela Customer: Método Antigo: Método Novo: PROCEDURE local-assign-record: RUN dispatch IN THIS-PROCEDURE ("assign-record":u). IF RETURN-VALUE = "ADM-ERROR":U THEN RETURN "ADM-ERROR":U. ASSIGN Customer.Credit-Limit = Customer.Credit-Limit * 1.10. PROCEDURE before_copytt2buffer: ASSIGN RowObject.Credit-Limit = RowObject.Credit-Limit * 1.10. RETURN "OK":U. Neste exemplo, criou-se o método before_copytt2buffer. O qual é executado antes da transferência dos dados da temp-table RowObject para a tabela principal do DBO. A seguir, um exemplo, no qual são feitas validações de criação de registro: Método Antigo: PROCEDURE local-assign-record: DEFINE VARIABLE icust-num AS INTEGER NO-UNDO. ASSIGN icust-num = INTEGER(Customer.Cust-Num:SCREEN-VALUE IN FRAME {&FRAME-NAME}). IF adm-new-record THEN IF CAN-FIND(Customer WHERE Customer.Cust-Num = icustnum) THEN DO: RUN utp/ut-msgs.p (INPUT "SHOW":U, INPUT <ErrorNumber> INPUT <ErrorParameters>). RETURN "ADM-ERROR":U. END.
CAPÍTULO 5 Convertendo SmartObjects para DBO 2.0 61 RUN dispatch IN THIS-PROCEDURE ("assign-record":u). IF RETURN-VALUE = "ADM-ERROR":U THEN RETURN "ADM-ERROR":U. OBSERVAÇÃO: O utilitário UTP/UT-MSGS.P era utilizado em SmartObjects, porém, não deverá ser utilizado em DBOs, conforme conceito da tecnologia de DBOs. Método Novo: PROCEDURE beforecreaterecord: IF CAN-FIND(Customer WHERE Customer.Cust-Num = RowObject.Cust-Num) THEN DO: {method/svc/errors/inserr.i &ErrorNumber="9999" &ErrorType="EMS" &ErroSubType="ERRO" &ErrorParameters="''"} RETURN "NOK":U. END. RETURN "OK":U. Neste exemplo, foi definido o método beforecreaterecord para realizar a validação de registro duplicado. Vale salientar que somente será executada esta validação quando for feita a criação de registros. A seguir, um exemplo, no qual são feitas validações comuns à criação e alteração de registro: Método Antigo: PROCEDURE pi-validate: {include/i-vldfrm.i} IF Customer.Name = "":U THEN DO: {include/i-vldprg.i} RUN utp/ut-msgs.p (INPUT "SHOW":U, INPUT <ErrorNumber>, INPUT <ErrorParameters>). APPLY "ENTRY":U TO Customer.Name IN FRAME {&FRAME-NAME}. RETURN "ADM-ERROR":U. END.
62 OBSERVAÇÃO: O utilitário UTP/UT-MSGS.P era utilizado em SmartObjects, porém, não deverá ser utilizado em DBOs, conforme conceito da tecnologia de DBOs. Método Novo: PROCEDURE validaterecord: IF RowObject.Name = "":U THEN {method/svc/errors/inserr.i &ErrorNumber="9999" &ErrorType="EMS" &ErroSubType="ERROR" &ErrorParameters="''"} IF CAN-FIND(FIRST RowErrors) THEN RETURN "NOK":U. RETURN "OK":U. Neste exemplo, foi definido o método validaterecord para realizar a validação sobre o campo name. Vale salientar que este método será executado tanto na criação como na alteração de registros. A seguir, um exemplo, no qual são feitas validações de eliminação de registro: Método Antigo: PROCEDURE local-delete-record: IF CAN-FIND(FIRST Order OF Customer) THEN DO: RUN utp/ut-msgs.p (INPUT "SHOW":U, INPUT <ErrorNumber>, INPUT <ErrorParameters>). RETURN "ADM-ERROR":U. END. RUN dispatch IN THIS-PROCEDURE ("delete-record":u). OBSERVAÇÃO: O utilitário UTP/UT-MSGS.P era utilizado em SmartObjects, porém, não deverá ser utilizado em DBOs, conforme conceito da tecnologia de DBOs. Método Novo: PROCEDURE beforedeleterecord: IF CAN-FIND(FIRST Order OF RowObject) THEN {method/svc/errors/inserr.i &ErrorNumber="9999"
CAPÍTULO 5 Convertendo SmartObjects para DBO 2.0 63 &ErrorType="EMS" &ErroSubType="ERRO" &ErrorParameters="''"} IF CAN-FIND(FIRST RowErrors) THEN RETURN "NOK":U. RETURN "OK":U. Neste exemplo, foi definido o método beforedeleterecord para realizar a validação a fim de verificar se o registro pode ser eliminado. Triggers de Dicionário Quando utilizada uma trigger de create, toda a lógica deve ser transferida para o método beforecreaterecord. A seguir, um exemplo, no qual são setados valores automaticamente para a tabela Customer: Método Antigo: Método Novo: TRIGGER PROCEDURE FOR create OF customer. ASSIGN Customer.Cust-Num = NEXT-VALUE(next-cust-num). DEFINE BUFFER bfcustomer FOR Customer. PROCEDURE beforecreaterecord: FIND LAST bfcustomer NO-LOCK NO-ERROR. IF AVAILABLE bfcustomer THEN ASSIGN RowObject.Cust-Num = bfcustomer.cust-num + 1. ELSE ASSIGN RowObject.Cust-Num = 1. RETURN "OK":U. Neste exemplo, foi criado o método beforecreaterecord para realizar a gravação automática do campo cust-num, no momento de criação do registro. Quando utilizada uma trigger de delete, toda a lógica de validação deve ser transferida para o método beforedeleterecord e a lógica de eliminação em cascata deve ser transferida para o método afterdeleterecord. A seguir, um exemplo, no qual é feita a eliminação em cascata de registros: Método Antigo: TRIGGER PROCEDURE FOR delete OF customer. FOR EACH Order OF Customer:
64 Método Novo: DELETE Order. END. PROCEDURE afterdeleterecord: FOR EACH Order OF RowObject: DELETE Order. END. RETURN "OK":U. Neste exemplo, foi criado o método afterdeleterecord para realizar a eliminação em cascata da tabela Order. Quando utilizado uma trigger de write, toda a lógica de validação deve ser transferida para o método validaterecord (quando estas forem comuns à criação e alteração) ou beforeupdaterecord (quando estas forem pertinentes à alteração). A lógica de atualização deve ser transferida para o método before_copytt2buffer (quando estas forem comuns à criação e alteração) ou para o método beforeupdaterecord (quando estas foram pertinentes à alteração) ou para o método afterupdaterecord (quando estas foram atualizações em cascata). A seguir, um exemplo, no qual são feitas validações comuns à criação e alteração; atualizações automáticas de campos da tabela customer; atualizações em cascata de outras tabelas: Método Antigo: TRIGGER PROCEDURE FOR write OF customer OLD BUFFER oldcustomer. IF Customer.Name = "":U THEN DO: RUN utp/ut-msgs.p (INPUT "SHOW":U, INPUT <ErrorNumber>, INPUT <ErrorParameters>). RETURN ERROR. END. IF Customer.Address2 = "":U THEN ASSIGN Customer.Address2 = Customer.Address. IF Customer.Cust-Num <> oldcustomer.cust-num THEN FOR EACH Order OF oldcustomer: ASSIGN Order.Cust-Num = Customer.Cust-Num. END. END.
CAPÍTULO 5 Convertendo SmartObjects para DBO 2.0 65 OBSERVAÇÃO: O utilitário UTP/UT-MSGS.P era utilizado em SmartObjects, porém, não deverá ser utilizado em DBOs, conforme conceito da tecnologia de DBOs. Método Novo: PROCEDURE validaterecord: IF RowObject.Name = "":U THEN {method/svc/errors/inserr.i &ErrorNumber="9999" &ErrorType="EMS" &ErroSubType="ERRO" &ErrorParameters="''"} IF CAN-FIND(FIRST RowErrors) THEN RETURN "NOK":U. RETURN "OK":U. PROCEDURE before_copytt2buffer: IF RowObject.Address2 = "":U THEN ASSIGN RowObject.Address2 = RowObject.Adress. RETURN "OK":U. PROCEDURE beforeupdaterecord: IF RowObject.Cust-Num <> Customer.Cust-Num THEN FOR EACH Order OF Customer: ASSIGN Order.Cust-Num = RowObject.Cust-Num. END. Neste exemplo, foi criado o método validaterecord para realizar validações comuns à criação e alteração de registro. E ainda, o método before_copytt2buffer para realizar atualizações comuns à criação e alteração. E, além disso, o método beforeupdaterecord para realizar atualizações em cascata pertinentes à alteração. Observação: Ao retirar as lógicas de negócio das triggers de dicionário, devese manter as chamadas de UPCs nas triggers. SmartBrowse Os SmartBrowses devem ser analisados conforme sua funcionalidade. Caso o SmartBrowse seja utilizado para navegação, deve-se seguir as mesmas regras sugeridas para SmartQuery. Mas, caso o SmartBrowse seja utilizado
66 para update (inclusão/alteração/exclusão) deve-se seguir as mesmas regras sugeridas para SmartViewer.
67 CAPÍTULO 6 Serviços Padrão Introdução Neste capítulo estão informações para que o administrador possa definir os serviços padrão para o DBO, a fim de permitir que o desenvolvedor possa utilizá-los de forma segura, integra, rápida e eficiente. Definição O que são serviços? Nada mais são, do que programas/procedures internas que podem estar disponíveis para o DBO conforme a configuração feita para o Produto. Os serviços padrão disponíveis ao DBO são: Implementações conforme tipo de Banco de Dados; Customização para Parceiros/Clientes; Erros do Produto; Tratamento de erros Progress; Segurança para o programa DBO; Segurança aos métodos do programa DBO. Estes serviços são criados e manutenidos por uma equipe de administração do produto. A configuração destes serviços é feito no include dboconfig/svcdesfs.i. Conforme código a seguir: /*--- Com base no {&DBType} serão executados procedimentos para corrigir deficiências do produto PROGRESS, quando utilizar banco de dados não PROGRESS ---*/ &GLOBAL-DEFINE DBType <tipo-do-banco-de-dados>
68 /*--- Com base no {&SOAutentic} será executado o programa que irá verificar a autenticidade de DBOs e, ainda, retornará o usuário corrente, através de método específico ---*/ &GLOBAL-DEFINE SOAutentic <nome-do-programa> /*--- Com base no {&SOCustom} será executado o programa que irá verificar quais programas de customização devem ser executados ---*/ &GLOBAL-DEFINE SOCustom <nome-do-programa> /*--- Com base no {&SOErrors} será executado o programa que retorna informações sobre os erros de Produto, tais como: texto e help ---*/ &GLOBAL-DEFINE SOErrors <nome-do-programa> /*--- Com base no {&SOSecurity} será executado o programa que irá verificar a segurança de DBOs e, ainda, retornará a lista de métodos disponíveis para execução ---*/ &GLOBAL-DEFINE SOSecurity <nome-do-programa> Serviço de Banco Serviço de Customização Este serviço é definido através do preprocessador {&DBType} que contém o tipo de banco de dados do produto. Através deste preprocessador são executados lógicas/métodos alternativos a fim de corrigir deficiências do produto Progress quando utiliza banco de dados não Progress. Algumas destas implementações já estão feitas dentro dos includes padrão do DBO. Exemplo: Definindo valor para o preprocessador {&DBType}. &GLOBAL-DEFINE DBType ORACLE Este serviço é definido através do preprocessador {&SOCustom} que contém o nome do programa responsável pelos programas de customização do DBO. Através deste preprocessador é executado o programa de tratamento de customizações. Além disso, este serviço é usado internamente nos métodos createrecord, updaterecord e deleterecord. Nestes métodos é executado o Serviço de Customização no ponto inicial e final do método. Mas o desenvolvedor pode optar por incluir manualmente a chamada ao Serviço de Customização.
CAPÍTULO 6 Serviços Padrão 69 O programa de serviço de customização é executado persistente, e deve possuir um método chamado publish, para realizar o tratamento de customizações do produto, com a definição de parâmetros a seguir: DEFINE INPUT PARAMETER pevent AS CHARACTER NO-UNDO. DEFINE INPUT PARAMETER pdbohandle AS HANDLE NO-UNDO. O código de implementação para chamada ao programa de Serviço de Customização está definida no include method/svc/custom/custom.i. E, ainda, caso exista a necessidade de definição de métodos auxiliares ou variáveis deve ser feito no include method/svc/custom/customdefs.i. A seguir, está o código padrão destes includes. Include: method/svc/custom/customdefs.i DEFINE NEW GLOBAL SHARED VARIABLE hsocustom AS HANDLE NO-UNDO. Include: methos/svc/custom/custom.i &IF "{&SOCustom}":U <> "":U &THEN IF NOT VALID-HANDLE(hSOCustom) OR hsocustom:file-name <> "{&SOCustom}":U THEN RUN {&SOCustom} PERSISTENT SET hsocustom. RUN publish IN hsocustom (INPUT "{&Event}":U, INPUT THIS-PROCEDURE:HANDLE). ASSIGN lcustomexecuted = YES. &ELSE ASSIGN lcustomexecuted = NO. &ENDIF A implementação dentro do programa DBO é feita da seguinte maneira: {method/svc/custom/custom.i &Event="<EventName>"} Serviço de Erros Este serviço é definido através do preprocessador {&SOError} que contém o nome do programa responsável por retornar informações sobre mensagens de erro do Produto e tratamento de mensagens de erro Progress. Através deste preprocessador é executado o programa de tratamento de erros do produto e erros Progress. O programa de serviço de erros é executado persistente, e deve possuir um método chamado getmessageinformation, para realizar o tratamento de erros do produto, com a definição de parâmetros a seguir:
70 DEFINE INPUT PARAMETER perrornumber AS INTEGER NO-UNDO. DEFINE INPUT PARAMETER perrorparameters AS CHARACTER NO-UNDO. DEFINE OUTPUT PARAMETER perrordescription AS CHARACTER NO-UNDO. DEFINE OUTPUT PARAMETER perrorhelp AS CHARACTER NO-UNDO. E deve possuir um método chamado getmessagepscinformation, para realizar o tratamento de erros Progress, com a definição de parâmetros a seguir: DEFINE INPUT PARAMETER perrornumber AS INTEGER NO-UNDO. DEFINE OUTPUT PARAMETER perrordescription AS CHARACTER NO-UNDO. DEFINE OUTPUT PARAMETER perrorhelp AS CHARACTER NO-UNDO. O código de implementação para chamada ao programa de Serviço de Erros, quando utilizado para tratamento de erros do produto, está definida no include method/svc/errors/errors.i. E, ainda, caso exista a necessidade de definição de métodos auxiliares ou variáveis deve ser feito no include method/svc/errors/errdefs.i. A seguir, está o código padrão destes includes. Include: method/svc/errors/errdefs.i DEFINE NEW GLOBAL SHARED VARIABLE hsoerrors AS HANDLE NO-UNDO. Include: methos/svc/errors/errors.i &IF "{&SOErrors}":U <> "":U &THEN IF NOT VALID-HANDLE(hSOErrors) THEN RUN {&SOErrors} PERSISTENT SET hsoerrors. RUN getmessageinformation IN hsoerrors (INPUT {&ErrorNumber}, INPUT {&ErrorParameters}, OUTPUT {&verrordescrption}, OUTPUT {&verrorhelp}). &ENDIF A implementação dentro do programa DBO é feita da seguinte maneira: DEFINE VARIABLE cerrordescription AS CHARACTER NO-UNDO. DEFINE VARIABLE cerrorhelp AS CHARACTER NO-UNDO. {method/svc/errors/errors.i &ErrorNumber="<ErrorNumber>" &ErrorParameters="<ErrorParameters>" &verrordescription="cerrordescription" &verrorhelp="cerrorhelp"} Quando utilizado o programa de Serviço de Erros, para tratamento de erros Progress, o código de implementação está definido no include method/svc/errors/errorspsc.i. E, ainda, caso exista a necessidade de definição de métodos auxiliares ou variáveis deve ser feito no include method/svc/errors/errdefs.i. A seguir, está o código padrão destes includes. Include: method/svc/errors/errdefs.i
CAPÍTULO 6 Serviços Padrão 71 DEFINE NEW GLOBAL SHARED VARIABLE hsoerrors AS HANDLE NO-UNDO. Include: methos/svc/errors/errorspsc.i &IF "{&SOErrors}":U <> "":U &THEN IF NOT VALID-HANDLE(hSOErrors) THEN RUN {&SOErrors} PERSISTENT SET hsoerrors. RUN getmessagepscinformation IN hsoerrors (INPUT {&ErrorNumber}, OUTPUT {&verrordescription}, OUTPUT {&verrorhelp}). &ENDIF A implementação dentro do programa DBO é feita da seguinte maneira: DEFINE VARIABLE cerrordescription AS CHARACTER NO-UNDO. DEFINE VARIABLE cerrorhelp AS CHARACTER NO-UNDO. {method/svc/errors/errorspsc.i &ErrorNumber="<ErrorNumber>" &verrordescription="cerrordescription" &verrorhelp="cerrorhelp"} Para incluir erros na RowErrors a partir de uma api deve-se utilizar a include method/svc/errors/inserrapi.i, com os mesmos preprocessadores da method/svc/errors/inserr.i, porém com um preprocessador a mais: &Handledbo Este preprocessador deve receber a variável que contém o handle do dbo onde serão criados os erros. {method/svc/errors/inserrapi.i &Handledbo="h-bo" &ErrorNumber=1 &ErrorType="EMS" &ErrorSubType="Error" &ErrorDescription="Estado utilizado por customer"} Serviço de Segurança Este serviço é definido através do preprocessador {&SOSecurity} que contém o nome do programa responsável por verificar a segurança do DBO. Além disso, este serviço é usado internamente nos includes padrões. Nesses, é feita a verificação de segurança do programa DBO e caso não tenha permissão de execução é executado automaticamente o método destroy.
72 O programa de Segurança é executado persistent, e deve possuir um método chamado verifysecurity com a definição de parâmetros a seguir: DEFINE INPUT PARAMETER pdboname AS CHARACTER NO-UNDO. DEFINE INPUT PARAMETER pdbohandle AS HANDLE NO-UNDO. DEFINE OUTPUT PARAMETER pfunctionspermited AS CHARACTER NO-UNDO. DEFINE OUTPUT PARAMETER pverifyok AS LOGICAL NO-UNDO. O código de implementação para a chamada ao programa de Serviço de Segurança está definido no include method/svc/security/security.i. E, ainda, caso exista a necessidade de definição de métodos auxiliares ou variáveis deve ser feito no include method/svc/security/sctrdefs.i. A seguir, está o código padrão destes includes. Include: method/svc/security/sctrdefs.i DEFINE NEW GLOBAL SHARED VARIABLE hsosecurity AS HANDLE NO-UNDO. DEFINE VARIABLE lsecurityok AS LOGICAL NO-UNDO. DEFINE VARIABLE cfunctionspermited AS CHARACTER NO-UNDO. Include: method/svc/security/security.i &IF "{&SOSecurity}":U <> "":U &THEN IF NOT VALID-HANDLE(hSOSecurity) THEN RUN {&SOSecurity} PERSISTENT SET hsosecurity. RUN verifysecurity IN hsosecurity (INPUT THIS-PROCEDURE:FILE-NAME, INPUT THIS-PROCEDURE:HANDLE, OUTPUT cfunctionspermited, OUTPUT lsecurityok). IF NOT lsecurityok THEN RUN destroy IN THIS-PROCEDURE. &ENDIF A implementação dentro do programa DBO deve ser feita da seguinte maneira: {method/svc/security/security.i} Também, existe o Serviço de Segurança para verificar permissão de execução de métodos. Esta subdivisão é usada automaticamente pelos includes padrão. Porém, o desenvolvedor pode utilizar este serviço quando houver a necessidade de implementar segurança para métodos específicos. O código de implementação para a chamada ao método de Verificação de Permissão de Execução de Métodos está definido no include method/svc/security/permit.i. A seguir, está o código padrão deste include: Include: methos/svc/security/permit.i &IF "{&SOSecurity}":U <> "":U &THEN RUN _canrunmethod IN THIS-PROCEDURE (INPUT "{&Method}":U).
CAPÍTULO 6 Serviços Padrão 73 IF RETURN-VALUE = "NOK":U THEN DO: /* Falta de permissão para execução de método */ RUN setrowerrors IN THIS-PROCEDURE (INPUT 1, INPUT "INTERNAL":U, INPUT "":U). RETURN "NOK":U. END. &ENDIF Vale salientar mais uma característica deste serviço: Quando for criado um novo método, pelo desenvolvedor, e houver a necessidade de segurança deve ser passado como parâmetro ao include o nome do método, ou pode-se simplesmente passar para um termo genérico que identifique um grupo de métodos. Além disso, essa identificação deve ser inclusa no pré-processador DBOCustomFunctions, que encontra-se na sessão Definitions. A implementação dentro do programa DBO deve ser feita da seguinte maneira: {method/svc/security/permit.i &Method="<MethodName/FuncionName>"} Serviço de Message Broker Este serviço é definido através do preprocessador {&SOMessageBroker} que contém o nome do programa que atua como Message Broker. O Message Broker é responsável por encaminhar as mensagens XML geradas pelo DBO quando um registro é incluído, alterado ou eliminado através dos métodos createrecord(), updaterecord() e deleterecord() respectivamente. O serviço de Message Broker só é usado nos DBOs que tiverem o préprocessador {&XMLProducer} definido. O Message Broker pode retornar uma mensagem que será ignorada pelo DBO, exceto se esta for uma mensagem de erro. Neste caso os erros retornados pelo Message Broker são adicionados a lista de erros do DBO e toda a transação é desfeita. O Message Broker deve disponibilizar os seguintes métodos: sendmessage Realiza o envio da mensagem. Sintaxe:
74 RUN sendmessage IN <handle Message Broker> (INPUT psendindmessage X-DOCUMENT, OUTPUT preturnmessage X-DOCUMENT). Parâmetros: psendingmessage: Mensagem que deve ser enviado pelo Message Broker a destinatários pré-definidos. preturnmessage: Mensagem de retorno indicando sucesso ou erro no envio da mensagem. Formato da mensagem XML requerida por psendingmessage: <DATASUL-MESSAGE> <TOPIC> <MODE> </DATASUL-MESSAGE> Parâmetros da mensagem XML de psendingmessage: <TOPIC>: Indica o assunto a que se refere a mensagem. Através deste o Message Broker poderá determinar o destino da mensagem. <MODE>: Indica se a mensagem deve ser enviada de forma síncrona (SYNC) ou assíncrona (ASYNC). Se não indicado este parâmetro o Message Broker deve definir o tratamento que será dado a mensagem. getsendmode Indica as formas de envio que serão utilizadas pelo Message Broker para uma mensagem com o tópico informado. Sintaxe: RUN getsendmode IN <handle Message Broker> (INPUT ptopic CHAR, OUTPUT psendmode CHAR). Parâmetros: ptopic: Tópico para o qual deseja-se saber os modos de envio. psendmode: Forma de envio da mensagem: : Não existe assinatura para o tópico;
CAPÍTULO 6 Serviços Padrão 75 SYNC: Todos os assinantes são síncronos; ASYNC: Todos os assinantes são assíncronos; SYNC, ASYNC: Existem assinantes síncronos e assíncronos. Contexto de Sessão WEB no DBO É possível de dentro de uma DBO quando se está trabalhando com WEB, buscar informações do contexto de sessão. Este conteúdo de sessão está disponível nas seguintes variáveis: Variável Retorna Contexto de sessão bo_v_ind_perfil_usuario Char Usuar_mestre.indPerfilUsuario bo_v_cod_ext_perfil_usuario Char Usuar_mestre.codExtPerfilUsuario bo_v_cod_pais_empres_usuar Char empresa.pais bo_v_pais_impto_usuario Char pais.cod-internacional-pais bo_v_cod_empres_usuar Char Usuar_univ.cod_empresa bo_v_cod_usuar_corren_criptog Char v_cod_usuar_corren_criptog bo_v_ind_tip_usuar Char Usuar_mestre.ind_tip_usuar bo_v_cod_idiom_usuar Char Usuar_mestre.cod_idiom_orig bo_v_cod_grp_usuar_lst Char Usuar_grp_usuar.cod_grp_usuar bo_v_cod_usuar_corren Char v_cod_usuario bo_v_cod_aplicat_dtsul_corren Char v_cod_aplicat_dtsul_corren bo_v_cod_modul_dtsul_corren Char v_cod_modul_dtsul_corren Para a utilização destas variáveis, não é necessário nenhuma definição prévia no DBO, bastando apenas se referenciar à variável desejada. No exemplo abaixo, demonstra-se como fazer uma referência tanto no ambiente GUI como no ambiente WEB:
76 IF SESSION:CLIENT-TYPE = "webspeed" THEN DO: IF bo_v_pais_impto_usuário <> THEN RUN programa.p. END. ELSE DO: IF i-pais-impto-usuario <> THEN RUN programa.p. END. Lembramos que em caso de GUI o sistema utiliza a UT-GLOB para a geração de variáveis globais.
CAPÍTULO 7 Técnicas 77 CAPÍTULO 7 Técnicas Melhorar Performance em Bancos Oracle Objetivo Implementação Esta técnica apresenta uma alternativa para a melhoria da performance das DBO s em ambientes com banco de dados Oracle. Inserir o pré-processador CHANGE-QUERY-TO-FIND como TRUE; &GLOBAL-DEFINE CHANGE-QUERY-TO-FIND TRUE A definição dos comandos de navegação é efetuada pelo desenvolvedor. Tais métodos devem iniciar por um dos seguintes prefixos: findfirst, findlast, findnext e findprev; seguido pelo nome da query existente no programa. Assim, para um DBO que possui duas queries, deverão existir dois pares para cada um dos métodos citados anteriormente. Por exemplo: O DBO adbo/boad029.p possui duas queries (duas aberturas de queries), chamadas Main e EmpresaEstab. Assim, deverão ser criados os seguintes métodos de navegação: findfirstmain / findlastmain / findnextmain / findprevmain findfirstempresaestab / findlastempresaestab / findnextempresaestab / findprevempresaestab E o conteúdo destes métodos será o seguinte:
78 findfirstmain: FIND FIRST {&TableName} NO-LOCK WHERE {&TableName}.ep-codigo = i-empresa NO-ERROR. findlastmain: FIND LAST {&TableName} NO-LOCK WHERE {&TableName}.ep-codigo = i-empresa NO-ERROR. findnextmain: FIND NEXT {&TableName} NO-LOCK WHERE {&TableName}.ep-codigo = i-empresa NO-ERROR. findprevmain: FIND PREV {&TableName} NO-LOCK WHERE {&TableName}.ep-codigo = i-empresa NO-ERROR. findfirstempresaestab: FIND FIRST {&TableName} NO-LOCK WHERE {&TableName}.ep-codigo = i-empresa AND {&TableName}.cod-estabel = c-cod-estab NO-ERROR. findlastempresaestab: FIND LAST {&TableName} NO-LOCK WHERE {&TableName}.ep-codigo = i-empresa AND {&TableName}.cod-estabel = c-cod-estab NO-ERROR. findnextempresaestab: FIND NEXT {&TableName} NO-LOCK WHERE {&TableName}.ep-codigo = i-empresa AND {&TableName}.cod-estabel = c-cod-estab NO-ERROR. findprevempresaestab: FIND PREV {&TableName} NO-LOCK WHERE {&TableName}.ep-codigo = i-empresa AND {&TableName}.cod-estabel = c-cod-estab NO-ERROR.
CAPÍTULO 7 Técnicas 79 O motivo para a criação de tantos métodos de navegação é que, caso tenha sido utilizada a abertura de query Main, devesse fazer a navegação através de FINDs seguindo as restrições de aberturas dessa query. Da mesma forma para a outra opção de abertura de query, chamada EmpresaEstab. Então, sempre que o usuário utilizar um dos métodos de navegação, a execução será encaminhada para o método findxxxqueryname correspondente.