COLÉGIO OBJETIVO JÚNIOR NOME: N. o : DATA: / /2015 FOLHETO DE LÍNGUA PORTUGUESA (V.C. E R.V.) 8. o ANO Este folheto é um roteiro de estudo para você recuperar o conteúdo trabalhado em 2015. Como ele será utilizado tanto para as provas de V.C. como para as de R.V., é necessário que você o conserve, pois precisará dele para revisar a matéria e tirar todas as suas dúvidas, caso fique de R.V. Matéria da prova: Termos da oração (sujeito, predicado, complementos verbais, aposto) Vocativo Período composto por coordenação: orações coordenadas Período composto por subordinação: orações subordinadas substantivas e subordinadas adjetivas Texto dramático Gramática e estudo da língua Termos essenciais da oração: sujeito e predicado Sujeito: termo da oração do qual se declara alguma coisa. Exemplo: Caiu um vaso sobre a minha cabeça. Existem cinco classificações de sujeito: Simples: um só núcleo, ou seja, uma só palavra principal. Composto: mais de um núcleo. Oculto (elíptico): não expresso, pode ser determinado pela desinência verbal ou pelo contexto. Indeterminado: existe, mas não podemos ou não queremos identificá-lo. Ocorre com verbo na 3. a pessoa do plural, ou na 3. a pessoa do singular, seguido da partícula se. Inexistente ou oração sem sujeito: ocorre com verbos que se referem a fenômenos meteorológicos; verbo haver no sentido de existir ou quando se refere a tempo decorrido; verbo fazer referindo-se a fenômenos da natureza ou a tempo decorrido; verbo ser indicando horas, datas e distâncias. Predicado: tudo o que se declara a respeito do sujeito. Existem três classificações de predicado: Verbal: ocorre com verbos transitivos e intransitivos. O núcleo é um verbo. Exemplo: Abrirei o portão. Viajaremos amanhã. (núcleo) Nominal: ocorre com verbos de ligação. O núcleo é um nome, seguido de um predicativo do sujeito (qualidade, estado ou condição do sujeito). Exemplo: Nós éramos felizes. (núcleo) Verbo-nominal: ocorre com verbo intransitivo ou transitivo. Apresenta dois núcleos: um verbo e um nome (predicativo do sujeito ou predicativo do objeto). Exemplo: A criança chegou exausta. (núcleo) (núcleo) Exercícios de aplicação de conceitos 1) Circule o sujeito, sublinhe o predicado das orações abaixo e classifique-os: a) Um caminhão com trezentas garrafas derrapou na estrada. b) Para lá vão os poetas, os jornalistas, os pintores. c) Fazia três meses que viajava. d) Amanhã sairei bem cedinho. Folheto de Língua Portuguesa (V.C. e R.V.) 8. o ano 1
e) Há soluções para tudo. r) A notícia deixou a mulher preocupada. f) Telefonaram para você. s) Fernanda saiu contente. g) O pior aluno desta turma passou. t) O menino ficou feliz com o presente. h) Come-se bem neste restaurante. i) O prisioneiro fugiu. j) Daqui até ali é um metro. k) José virou a mesa. l) José está uma fera. m) Felizes são os otimistas. Termos integrantes da oração: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal e agente da passiva Complementos verbais (completam o sentido de um verbo transitivo) São eles: objeto direto: complemento de um V.T.D. sem preposição obrigatória. objeto indireto: complemento de um V.T.I. ou V.T.D.I., com preposição obrigatória. Exemplos: Ainda não vi ninguém. (objeto direto) Há pouco, deparei com um estranho. (objeto indireto) 2) Nas frases abaixo, grife e classifique os complementos verbais. a) Entreguei a carta ao presidente. b) Gastei o dinheiro no jogo. n) Ninguém vai acreditar em suas palavras. c) O selo pertencia a José. o) Acusaram o comerciante de corrupto. d) Acompanhei-o à escola. e) Sérgio ganhou a medalha de ouro. p) Vinte anos de trabalho duro quebram um homem. f) José analisou cuidadosamente o relatório. q) Juliana permanece feliz. g) Entreguei a chave ao motorista. h) Diga-lhe a verdade, por favor. Folheto de Língua Portuguesa (V.C. e R.V.) 8. o ano 2
Termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto Adjunto adnominal acompanha um substantivo, caracterizando-o, definindo-o, qualificando-o. Pode ser expresso, morfologicamente, por um artigo, numeral, adjetivo, locução adjetiva ou pronome adjetivo. Exemplos: Meus dois lindos cães de estimação participaram da exposição canina paulista. Adjunto adverbial advérbio ou locução adverbial, cuja função é exprimir uma circunstância (de tempo, lugar, modo, causa, afirmação, negação, dúvida, intensidade, instrumento, companhia etc.), que modifica o sentido de um verbo, adjetivo, advérbio ou até da oração inteira. Exemplos: Cheguei cedo. (advérbio de tempo) Saí com meu pai. (loc. adverbial de companhia) Sintaticamente, os dois termos classificam-se como adjuntos adverbiais. Aposto explica, especifica, enumera ou esclarece o nome ao qual se associa. Geralmente, vem separado do nome ao qual se refere por vírgula(s), travessão(ões) ou por dois pontos. Exemplos: Eis as virtudes teológicas: fé, esperança e caridade. Carlos, meu amigo, casou-se ontem. Carlos Drummond grande poeta agrada também aos jovens. Estudo na Rua Apeninos, Vila Mariana, em São Paulo. Vocativo Termo que, sintaticamente, não integra nenhum termo da oração. É usado para chamar por uma pessoa ou coisa personificada. Vem isolado por vírgula(s), ou seguido por ponto de exclamação. Exemplo: Garota, na vida tudo passa! 3) Grife os adjuntos adnominais e indique (com setas) os termos da oração que eles integram. a) Perdi duas moedas, ontem. b) O alegre espetáculo começou tarde. c) Era uma noite de inverno. d) Conheço aqueles dois rapazes. e) A festa foi ótima, pois tive a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas. f) A luz do sol invadiu, repentinamente, a sala. 4) Acrescente adjuntos adverbiais às frases abaixo, classificando-os. a) Mariana chegou b) Carlos ligou 5) Nas frases abaixo, grife o aposto e circule o vocativo. a) Responda, Maria. b) Meu filho, antes de mim, cumprimente os visitantes. c) Gusmão, meu tio, desapareceu. d) Esperava uma grande recompensa, vinte quilos de ouro. Período composto por coordenação: orações coordenadas Período composto é formado por duas ou mais orações. Período composto por coordenação é aquele que possui orações independentes sintaticamente entre si. As orações podem ser coordenadas assindéticas (quando não são introduzidas por conjunção) ou coordenadas sindéticas (quando são introduzidas por conjunção). Há cinco diferentes classificações das orações coordenadas sindéticas: aditiva: expressa adição (e, nem, não só... como ainda, não só... mas também etc.) adversativa: exprime oposição (mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto etc.) alternativa: denota alternância (ou, ou...ou, ora...ora, já...já, nem...nem etc.) conclusiva: expressa conclusão (portanto, logo, por conseguinte, então, pois, por isso etc.) explicativa: explica um fato (porque, que, pois) Folheto de Língua Portuguesa (V.C. e R.V.) 8. o ano 3
6) Divida os períodos e classifique as orações. a) Dormi tarde, mas acordei cedo. d) oração coordenada assindética + oração coordenada sindética explicativa b) Colhemos frutos, jogamos bola. e) oração coordenada assindética + oração coordenada sindética adversativa c) Chora, que lágrimas lavam a dor. Período composto por subordinação: oração subordinada substantiva d) O time ora atacava, ora defendia. e) Levantamos cedo e saímos. f) Estudou, logo foi aprovado. g) Ora brincam, ora estudam. h) Ande logo porque já estamos atrasados. 7) Elabore períodos compostos por coordenação: a) oração coordenada assindética + oração coordenada sindética aditiva b) oração coordenada sindética alternativa + oração coordenada sindética alternativa c) oração coordenada assindética + oração coordenada sindética conclusiva Oração subordinada é aquela que completa ou complementa o sentido de uma outra oração. Pode ser substantiva, adjetiva ou adverbial. Na V.C., retomaremos somente as subordinadas substantivas e as subordinadas adjetivas. Observação: oração principal é o nome da oração da qual depende uma subordinada. A oração subordinada substantiva completa o sentido da oração principal, exercendo função sintática própria de substantivo: sujeito, objeto direto; objeto indireto, complemento nominal, predicativo do sujeito ou aposto. Vem introduzida por uma conjunção subordinativa integrante, geralmente que ou se. Exemplos: Espero que você volte. (oração subordinada substantiva) Espero a sua volta. (substantivo) Há seis tipos de subordinadas substantivas: Subjetiva: funciona como sujeito do verbo da oração principal. Exemplo: É claro que nosso plano deu certo. Objetiva direta: funciona como objeto direto do verbo da oração principal. Exemplo: Quero que sejas feliz. Objetiva indireta: funciona como objeto indireto do verbo da oração principal. Exemplo: Eu necessito de que você venha aqui. Completiva nominal: funciona como complemento de um nome da oração principal. Exemplo: Tenho certeza de que ele virá à nossa festa. Folheto de Língua Portuguesa (V.C. e R.V.) 8. o ano 4
Predicativa: funciona como predicativo do sujeito da oração principal. Exemplo: A verdade é que ele mentiu. Apositiva: exerce a função de aposto de um nome da oração principal. Exemplo: A verdade é esta: que eu venci o jogo. 8) Divida os períodos e classifique as orações. a) Direi aos responsáveis que todos deverão comparecer à posse do governador. k) Esperamos que solucionem tudo. l) Tenho medo de que ela fuja novamente. m) Necessito de que me respondam logo. b) Ele costuma prometer aos filhos que não chegará tarde. 9) Reescreva os períodos, transformando o termo grifado em uma oração subordinada substantiva. a) É necessário o crescimento da empresa. c) Não é verdade que haverá outro aumento. b) O chefe ordenou aos funcionários a devolução do material. d) O certo é que a fábrica diminua sua produção. c) Estamos certos da tua desistência. e) Estou receoso de que essa peça não caiba aqui. d) Precisa-se da ajuda de todos. f) Só lhes peço um favor: que não cheguem tarde. g) É cego quem não vê nosso futuro. 10) Classifique as orações subordinadas do exercício anterior. a) h) De repente, lembrou-se de que tinha deixado a porta aberta. b) i) Tenho a impressão de que falta alguma coisa. c) j) Vi um obstáculo: que a porta estava fechada. d) Folheto de Língua Portuguesa (V.C. e R.V.) 8. o ano 5
11) Faça a análise sintática dos períodos abaixo. a) No colégio, todos obedecem ao regulamento. Exemplos: Os imigrantes que vivem no Brasil contribuem para o enriquecimento do país. Oração principal Os imigrantes contribuem para o enriquecimento do país. Oração subordinada adjetiva restritiva que vivem no Brasil. b) Carlos ganhou um troféu na competição universitária. Os homens, cujo poder é limitado, às vezes se veem como seres onipotentes. Oração principal Os homens às vezes se veem como seres onipotentes. Oração subordinada adjetiva explicativa cujo poder é limitado. 12) Sublinhe as orações subordinadas adjetivas dos exercícios abaixo, classificando-as. a) Ali vai o homem cujo carro comprei. b) As pessoas de quem falas não vieram. c) Eu encontrei Maria adoentada. c) Eu sou o freguês que compra o jornal nesta banca. d) Perto da mesa havia uma esteira, onde as mulheres cosiam. e) A primavera, que é a estação das flores, findou-se. f) A casa onde moro é bastante espaçosa. Oração subordinada adjetiva Completa o sentido da oração principal, equivalendo a um adjetivo. Inicia-se pelos pronomes relativos que, o qual, quem, onde ou cujo. RESTRITIVA Delimita ou define mais claramente o seu antecedente. Não é separada por vírgula. EXPLICATIVA Apresenta uma explicação ou pormenor do antecedente. É separada por vírgula. g) Ela mesma, que foi tão rica, hoje é muito pobre. Definição Texto dramático Texto dramático é um texto escrito especialmente para o teatro. Embora o texto dramático apresente semelhanças com outros textos, que pertencem ao gênero narrativo, porque conta uma história, possui também algumas peculiaridades. O diálogo constitui o elemento dominante e essencial de um texto dramático. Folheto de Língua Portuguesa (V.C. e R.V.) 8. o ano 6
Outros elementos, também importantes, são as indicações de cenário, figurino, gestos, movimentos etc. A linguagem empregada no texto teatral varia de acordo com a época que o autor quer retratar. Quando a peça teatral é longa, costuma ser dividida em atos. Observe o quadro abaixo com as características do texto dramático. (Normalmente) dispensa narrador; apresenta elementos básicos da narrativa: personagens, tempo, espaço, percurso da ação e desfecho; nele, há a predominância do discurso direto; apresenta o nome da personagem, antes de sua fala; às vezes, é dividido em atos (quando é longo); contém indicações a respeito do cenário, do figurino, gestos, movimentos, postura da personagem etc.; sua linguagem varia de acordo com a época que o autor quer retratar. 13) O que é um texto dramático? 14) Cite duas características de um texto dramático. Leitura e interpretação do texto Leia o texto abaixo com atenção. Em seguida, responda às questões de interpretação. REPÓRTER: Em mais uma retrorreportagem, o Repórter Retroativo traz microfones e câmaras ao passado, para entrevistar personagens históricas in loco, na sua época e no seu ambiente. Desta vez retrocedemos mesmo, telespectador. Estamos na idade da pedra, onde nossa reportagem localizou um dos primeiros e mais importantes inventores da humanidade. Ali está ele, vestindo uma pele de urso. Vamos nos aproximar e... Oi! Podemos ter uma palavrinha com o senhor? HOMEM: É televisão é? Posso abanar? REPÓRTER: Por favor. HOMEM: (abanando): Alô, mamute! REPÓRTER: Sabemos que... HOMEM: Se eu soubesse, teria usado minha pele de visom. REPÓRTER: Certo. Sabemos que o senhor acaba de inventar uma coisa muito importante. HOMEM: (mostrando sua invenção): Taqui. REPÓRTER: Como se chama? HOMEM: É uma Redondice Obliteradora de Distâncias Altas. REPÓRTER: Mas isso é uma roda. HOMEM: Roda é a sigla. REPÓRTER: E para o que serve? HOMEM: Como, para o que serve? Olhe bem para ela. REPÓRTER: O senhor inventou a mesa de pôquer! HOMEM: Olhe melhor. REPÓRTER: A tampa de bueiro? HOMEM: Meu filho, isto vai revolucionar o transporte no mundo! Em pouco tempo, o pé será obsoleto. REPÓRTER: O senhor inventou o monociclo. HOMEM: (impaciente): Isso é só o começo. Não demora, alguém inventará a segunda roda. Então, com uma roda na frente, outra atrás e um louco em cima, a motocicleta. Outra roda do lado e um cavalo na frente, a charrete. Outra roda do lado e um chinês na frente, o jinriquixá. Mais duas rodas e um cavalo, o carroção. Seis rodas, seis cavalos e um monte de índios atrás, a diligência. Depois virá o automóvel. Os caminhões. Os ônibus. Milhares. Milhões. Rodando pra lá e pra cá. Buzinando. Se batendo. Atropelando gente. Enriquecendo os árabes. Envenenando o ar... HOMEM LEVANTA A RODA DO CHÃO E A ATIRA LONGE. REPÓRTER: Mas... Por que você fez isso?! HOMEM: Isso o quê? REPÓRTER: Destruiu sua invenção. HOMEM: Que invenção? REPÓRTER: A roda! HOMEM: Eu não inventei roda nenhuma. Folheto de Língua Portuguesa (V.C. e R.V.) 8. o ano 7
REPÓRTER: Mas... HOMEM: Se disserem que fui eu, eu processo! REPÓRTER: Um inventor não pode repudiar assim a sua invenção. Tem que ir adiante. A ciência não pode parar! HOMEM: Pelo contrário, tem que saber onde parar. REPÓRTER: Mas pense no bem que a roda traria para a humanidade. HOMEM: Por exemplo? REPÓRTER: Ora, o, a, sei lá. O comprimido. A bola cha de chope. O botão! HOMEM: O botão?! REPÓRTER: O botão. Basta fazer ela menor. E esperar que alguém invente a casa. HOMEM: Hum. Pode dar certo... REPÓRTER: Claro que vai dar certo. Faz outra roda, vai. HOMEM: Está bem. Mas com uma condição. REPÓRTER: Qual? HOMEM: Que ela só seja usada para fins pacíficos. REPÓRTER: (piscando para a câmara): Pode deixar. VERISSIMO, Luis Fernando. Veja, 6/1/1988, p.13. 16) Em que o repórter lhe parece típico? (assunto, objetivos, linguagem etc.) 17) Que sentidos você imagina para o termo botão, no texto? 15) Que há de interessante nas informações que tanto o repórter como o homem possuem? 18) Que condição o homem impõe para que sua criação seja utilizada no futuro? Folheto de Língua Portuguesa (V.C. e R.V.) 8. o ano 8