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Transcrição:

PÁG. 1/11 1. OBJETIVO Sistematizar os procedimentos de execução de trabalho em altura acima de 2,00 m (dois metros) do nível inferior, onde haja risco de queda. 2. ÁREA DE ABRANGÊNCIA Esta instrução de trabalho se aplica a todas as áreas da Bahiagás. 3. DEFINIÇÕES 3.1. Equipamento de Proteção Individual (EPI) - É todo meio ou dispositivo de uso pessoal destinado a proteger a integridade física do empregado no exercício de suas funções, sempre que as medidas de proteção coletivas forem tecnicamente inviáveis contra os riscos de acidentes do trabalho ou doenças profissionais. 3.2. Absorvedor de energia - dispositivo destinado a reduzir o impacto transmitido ao corpo do trabalhador e sistema de segurança durante a contenção da queda. 3.3. Análise de Risco - AR: avaliação dos riscos potenciais, suas causas, consequências e medidas de controle. 3.4. Atividades rotineiras: Atividades habituais, independente da frequência, que fazem parte do processo de trabalho da empresa. 3.5. Cinto de segurança tipo paraquedista - Equipamento de Proteção Individual utilizado para trabalhos em altura onde haja risco de queda, constituído de sustentação na parte inferior do peitoral, acima dos ombros e envolto nas coxas. 3.6. Condições impeditivas - situações que impedem a realização ou continuidade do serviço que possam colocar em risco a saúde ou a integridade física do trabalhador. 3.7. Fator de queda - razão entre a distância que o trabalhador percorreria na queda e o comprimento do equipamento que irá detê-lo. 3.8. Influências Externas: variáveis que devem ser consideradas na definição e seleção das medidas de proteção, para segurança das pessoas, cujo controle não é possível implementar de forma antecipada.

PÁG. 2/11 3.9. Permissão de Trabalho - PT - documento escrito contendo conjunto de medidas de controle visando o desenvolvimento de trabalho seguro, além de medidas de emergência e resgate. 3.10. Ponto de ancoragem - ponto destinado a suportar carga de pessoas para a conexão de dispositivos de segurança, tais como cordas, cabos de aço, travaqueda e talabartes. 3.11. Profissional legalmente habilitado - trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe. 3.12. Riscos adicionais - todos os demais grupos ou fatores de risco, além dos existentes no trabalho em altura, específicos de cada ambiente ou atividade que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde no trabalho. 3.13. Sistemas de ancoragem: componentes definitivos ou temporários, dimensionados para suportar impactos de queda, aos quais o trabalhador possa conectar seu Equipamento de Proteção Individual, diretamente ou através de outro dispositivo, de modo a que permaneça conectado em caso de perda de equilíbrio, desfalecimento ou queda. 3.14. Suspensão inerte - situação em que um trabalhador permanece suspenso pelo sistema de segurança, até o momento do socorro. 3.15. Talabarte - dispositivo de conexão de um sistema de segurança, regulável ou não, para sustentar, posicionar e/ou limitar a movimentação do trabalhador. 3.16. Trabalhador qualificado - trabalhador que comprove conclusão de curso específico para sua atividade em instituição reconhecida pelo sistema oficial de ensino. 3.17. Trava-queda - dispositivo de segurança para proteção do usuário contra quedas em operações com movimentação vertical ou horizontal, quando conectado com cinturão de segurança para proteção contra quedas. 4. EQUIPAMENTOS/SOFTWARE/SISTEMAS 4.1. EPI/EPC para a atividade a ser realizada; 4.2. Cinto de segurança tipo paraquedista; 4.3. Talabarte; 4.4. Trava-queda; 4.5. Absorvedor de energia;

PÁG. 3/11 4.6. Softexpert. 5. DESCRIÇÃO 5.1.1. Qualquer serviço em altura só pode ser iniciado após a realização da Análise de Risco - AR e emissão da Permissão de Trabalho - PT; 5.1.2. As gerencia que possuam serviços em altura deverão elaborar procedimento operacional para as atividades rotineiras de trabalho em altura; 5.1.3. Todo serviço em altura só deverá se inicie depois de adotadas as medidas de proteção definidas na Norma Regulamentadora 35; 5.1.4. Cabe a cada trabalhador envolvido em serviço em altura: a) Cumprir as disposições legais e regulamentares sobre trabalho em altura, inclusive os procedimentos da Companhia; b) Colaborar com o empregador na implementação das disposições contidas nesta Instrução de Trabalho e Norma Regulamentadora 35; c) Interromper suas atividades exercendo o direito de recusa, sempre que constatarem evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis; d) Zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho. 5.2. Capacitação e Treinamento

PÁG. 4/11 5.2.1. Considera-se trabalhador capacitado para trabalho em altura aquele que foi submetido e aprovado em treinamento, teórico e prático, com carga horária mínima de oito horas, cujo conteúdo programático esta definido na Norma Regulamentadora 35; 5.2.2. O empregador deve realizar treinamento periódico bienal e sempre que ocorrer quaisquer das seguintes situações: a) Mudança nos procedimentos, condições ou operações de trabalho; b) Evento que indique a necessidade de novo treinamento; c) Quando do retorno de afastamento ao trabalho por período superior a noventa dias; d) Mudança de empresa. 5.3. Planejamento, Organização e Execução 5.3.1. Todo trabalho em altura será planejado, organizado e executado por trabalhador capacitado e autorizado. 5.3.2. Considera-se trabalhador autorizado para trabalho em altura aquele capacitado, cujo estado de saúde foi avaliado, tendo sido considerado apto para executar essa atividade e que possua anuência formal da empresa. 5.3.3. O estado de saúde dos trabalhadores que exercem atividades em altura, garantindo que: a) Os exames e a sistemática de avaliação sejam partes integrantes do Programa de Controle Médico da Saúde Ocupacional - PCMSO, devendo estar nele consignados; b) A avaliação seja efetuada periodicamente, considerando os riscos envolvidos em cada situação; c) Seja realizado exame médico voltado às patologias que poderão originar mal súbito e queda de altura, considerando também os fatores psicossociais.

PÁG. 5/11 5.3.4. O estado de saúde dos trabalhadores que exercem atividades em altura, garantindo que: 5.3.5. A aptidão para trabalho em altura deverá ser consignada no atestado de saúde ocupacional do trabalhador. 5.3.6. A empresa deve manter cadastro atualizado que permita conhecer a abrangência da autorização de cada trabalhador para trabalho em altura. 5.3.7. No planejamento do trabalho devem ser adotadas as medidas, de acordo com a seguinte hierarquia: a) Medidas para evitar o trabalho em altura, sempre que existir meio alternativo de execução; b) Medidas que eliminem o risco de queda dos trabalhadores, na impossibilidade de execução do trabalho de outra forma; c) Medidas que minimizem as consequências da queda, quando o risco de queda não puder ser eliminado. 5.3.8. Todo trabalho em altura deve ser realizado sob supervisão, cuja forma será definida pela análise de risco de acordo com as peculiaridades da atividade. 5.3.9. Todo trabalho em altura deve ser precedido de Análise de Risco. 5.3.10. A análise de Risco deve além dos riscos inerentes ao trabalho em altura, considerar: a) O local em que os serviços serão executados e seu entorno; b) O isolamento e a sinalização no entorno da área de trabalho; c) O estabelecimento dos sistemas e pontos de ancoragem; d) As condições meteorológicas adversas; e) O risco de queda de materiais e ferramentas; f) Os trabalhos simultâneos que apresentem riscos específicos; g) As situações de emergência e o planejamento do resgate e primeiros socorros, de forma a reduzir o tempo da suspensão inerte do trabalhador; h) Atendimento a requisitos de segurança e saúde contidos nas demais normas regulamentadoras; i) Os riscos adicionais;

PÁG. 6/11 j) Condições impeditivas; k) Necessidade de sistema de comunicação; l) A forma de supervisão. 5.3.11. Para atividades rotineiras de trabalho em altura a análise de risco poderá estar contemplada no respectivo procedimento operacional. 5.3.12. Os procedimentos operacionais para as atividades rotineiras de trabalho em altura devem conter, no mínimo, as diretrizes e requisitos da tarefa, as orientações administrativas, o detalhamento da tarefa, as medidas de controle dos riscos característicos à rotina, as condições impeditivas, os sistemas de proteção coletiva e individual necessários e as competências e responsabilidades. 5.3.13. Para as atividades não rotineiras as medidas de controle devem ser evidenciadas na Análise de Risco e na Permissão de Trabalho. 5.4. Equipamentos de Proteção Individual, Acessórios e Sistemas de Ancoragem. 5.4.1. Os Equipamentos de Proteção Individual - EPI, acessórios e sistemas de ancoragem devem ser especificados e selecionados considerando-se a sua eficiência, o conforto, a carga aplicada aos mesmos e o respectivo fator de segurança, em caso de eventual queda. 5.4.2. Antes do início dos trabalhos deve ser efetuada inspeção rotineira de todos os EPI, acessórios e sistemas de ancoragem. 5.4.3. Inspeções dos equipamentos deverão serem realizadas nas seguintes situações: a) Na aquisição; b) Periódicas e rotineiras quando os EPI, acessórios e sistemas de ancoragem forem recusados. 5.4.4. Todas as inspeções realizadas na aquisição deverão ser registradas; quanto às inspeções periódicas, estas poderão ser registradas, mas obrigatoriamente deverão ser quando os equipamentos forem recusados, justificando a sua retirada de uso.

PÁG. 7/11 5.4.5. Os EPI, acessórios e sistemas de ancoragem que apresentarem defeitos, degradação, deformações ou sofrerem impactos de queda devem ser inutilizados e descartados, exceto quando sua restauração for prevista em normas técnicas nacionais ou, na sua ausência, normas internacionais. 5.4.6. Quando apresentarem defeitos, degradação, deformações ou sofrerem impactos de queda, pontos de ancoragem, cinturões de segurança, talabartes, absorvedores de energia, cabos, conectores e trava quedas devem ser descartados e inutilizados para evitar reuso. 5.4.7. O cinto de segurança deve ser do tipo paraquedista e dotado de dispositivo para conexão em sistema de ancoragem. 5.4.8. O sistema de ancoragem deve ser estabelecido pela análise de risco ou procedimento operacional. 5.4.9. O trabalhador deve permanecer conectado ao sistema de ancoragem durante todo o período de exposição ao risco de queda. 5.4.10. Talabarte e o dispositivo trava quedas devem estar fixados acima do nível da cintura do trabalhador, ajustados de modo a restringir a altura de queda e assegurar que, em caso de ocorrência, minimize as chances do trabalhador colidir com estrutura inferior. 5.4.11. É obrigatório o uso de absorvedor de energia nas seguintes situações: a) Quando o fator de queda for maior que 1; b) Quando o comprimento do talabarte for maior que 0,9m. 5.4.12. Quanto aos pontos de ancoragem, devem ser tomadas as seguintes providências: a) Ser selecionados por profissional legalmente habilitado; b) Ter resistência para suportar a carga máxima aplicável; c) Ser inspecionados quanto à integridade antes da sua utilização.

PÁG. 8/11 5.4.13. A seleção dos pontos de ancoragem deve ser realizada por profissional legalmente habilitado, que deve considerar a resistência do mesmo em relação à carga máxima aplicável. Quanto à inspeção dos pontos antes de sua utilização, esta pode ser feita por inspeção visual ou ensaios não destrutivos para comprovar a integridade do mesmo. 5.5. Emergência e Salvamento 5.5.1. O empregador deve disponibilizar equipe para respostas em caso de emergências para trabalho em altura. 5.5.2. Deve disponibilizar equipe apta para atuar em caso de emergências para trabalho em altura, que responda de acordo com o determinado no plano de emergências, não significando que a equipe é dedicada a esta atividade. 5.5.3. A equipe pode ser própria, externa ou composta pelos próprios trabalhadores que executam o trabalho em altura, em função das características das atividades. 5.5.4. Entende-se por equipe própria aquela composta por trabalhadores da empresa. 5.5.5. A equipe externa pode ser pública ou privada. A pública pode ser formada pelo corpo de bombeiros, defesa civil, SAMU ou correlatos. A equipe privada pode ser formada por profissionais capacitados em emergência e salvamento. 5.5.6. Em algumas situações a equipe poderá ser formada pelos próprios trabalhadores que exercem trabalhos em altura, conforme definido no plano de emergências e em função das circunstâncias que envolvem as atividades. Os trabalhadores deverão estar capacitados a realizar salvamentos de emergência, resgate e inclusive o auto resgate, quando possível ou viável. 5.5.7. Deve assegurar que a equipe possua os recursos necessários para as respostas a emergências.

PÁG. 9/11 5.5.8. Os possíveis cenários de situações de emergência devem ser objeto da análise de risco que repercutirá no plano de emergências, onde serão definidos os recursos necessários para as respostas a emergências. A utilização de equipes próprias, externas, públicas ou mesmo com os próprios trabalhadores deve considerar a suficiência desses recursos. 5.5.9. As ações de respostas às emergências que envolvam o trabalho em altura devem constar do plano de emergência da empresa. 5.5.10. O plano de emergências é um conjunto de ações, consignados num documento, contendo os procedimentos para contingências de ordem geral, que os trabalhadores autorizados deverão conhecer e estar aptos a adotar nas circunstâncias em que se fizerem necessárias. Este plano deve estar articulado com as medidas estabelecidas na análise de risco. 5.5.11. As pessoas responsáveis pela execução das medidas de salvamento devem estar capacitadas a executar o resgate, prestar primeiros socorros e possuir aptidão física e mental compatível com a atividade a desempenhar. 5.5.12. Deve assegurar que os integrantes da equipe de resgate estejam preparados e aptos a realizar as condutas mais adequadas para os possíveis cenários de situações de emergência em suas atividades. 5.5.13. A capacitação prevista neste item não compreende a referida no item 6.2, que estabelece o conteúdo e a carga horária para trabalhadores que executam atividades em altura. 5.5.14. De acordo com o plano de emergência, se necessitar de equipe própria ou formada pelos próprios trabalhadores para executar o resgate e prestar primeiros socorros, os membros desta equipe devem possuir treinamento adequado através de simulações periódicas, como se fossem um caso real, para estar preparados a dar uma pronta e adequada resposta. 6. RESPONSABILIDADES Nº ETAPA RESPONSÁVEL 1 Análise de Risco - AR e emissão da Permissão de Trabalho - PT; 2 Elaboração de procedimento operacional para

PÁG. 10/11 3 as atividades rotineiras de trabalho em altura; a) Colaborar com o empregador na implementação das disposições contidas nesta Instrução de Trabalho e Norma Regulamentadora 35; b) Interromper suas atividades exercendo o direito de recusa, sempre que constatarem evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis; c) Zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho; d) Cumprir as disposições legais e regulamentares sobre trabalho em altura, inclusive os procedimentos da Companhia. Cabe a cada trabalhador envolvido em serviço em altura: 4 Solicitar comprovação de treinamento e exames médicos para trabalho em altura 5 Solicitar os Equipamentos de Proteção Individual - EPI, acessórios e sistemas de ancoragem, o conforto, a carga aplicada aos mesmos e o respectivo fator de segurança, em caso de eventual queda. 6 Solicitar registros das inspeções de todos os EPI, acessórios e sistemas de ancoragem antes do serviço, conforme NR-35. 7 Solicitar equipe para respostas em caso de emergências para trabalho em altura. 10 Solicitar o plano de emergências para trabalho em altura 7. REFERÊNCIAS 7.1. Norma Regulamentadora da Portaria 3.214 do Ministério do Trabalho e Emprego MTE NR-06 Equipamentos de Proteção Individual - EPI;

PÁG. 11/11 7.2. Norma Regulamentadora da Portaria 3.214 do Ministério do Trabalho e Emprego MTE NR-18 Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção; 7.3. Norma Regulamentadora da Portaria 3.214 do Ministério do Trabalho e Emprego MTE NR-35 Trabalho em Altura; 7.4. Norma Regulamentadora da Portaria 3.214 do Ministério do Trabalho e Emprego MTE NR- 07 Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional PCMSO; ICAÇÃO 8. ANEXOS Não se aplica.