BuscaLegis.ccj.ufsc.br



Documentos relacionados
Computação nas Nuvens (Cloud Computing)

"ISS e questões polêmicas Decisões judiciais relevantes em 2012/2013" Primeiro Seminário Alterações Fiscais

Fundamentos. 3.1 Nesse sentido, traz os seguintes questionamentos:

1-RELATÓRIO 2- FUNDAMENTAÇÃO 2-1 QUANTO AO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS-ISS PARECER: 42 / 2009

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

Supremo Tribunal Federal

Parecer Consultoria Tributária

RESPONSABILIDADE PESSOAL DOS SÓCIOS ADMINISTRADORES NOS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS QUANDO DA DISSOLUÇÃO IRREGULAR DA SOCIEDADE

a) CONSIGNANTE, aquele que REMETE a mercadoria em consignação. b) CONSIGNATÁRIO, aquele que RECEBE a mercadoria em consignação.

INFORMÁTICA PRODUTOS E PROGRAMAS

O REGIME PAULISTA DE ANTECIPAÇÃO DO ICMS E A INDEVIDA EXIGÊNCIA, DOS ADQUIRENTES VAREJISTAS, DO IMPOSTO DEVIDO POR SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA.

As alterações tecnológicas na internet e os conflitos de incidência entre o ICMS e o ISS

DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO

A CONTABILIDADE E O AVANÇO DA TECNOLOGIA.

Para acessar diretamente o texto referente a cada um desses temas, clique:

Ass.: Programa BNDES para o Desenvolvimento da Indústria Nacional de Software e Serviços de Tecnologia da Informação BNDES Prosoft - Comercialização

Sumário. (11)

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Transferência de Crédito de ICMS de Fornecedor Optante do Simples Nacional

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Estorno Crédito ICMS por Saída Interna Isenta ICMS em MG

CST/CSOSN - Códigos de ICMS para Utilização pelo Simples Nacional na NF-e. Matéria elaborada com base na Legislação vigente em

INFORMÁTICA PRODUTOS E PROGRAMAS. (atualizado até )

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N.º 171, DE 2012 (Do Sr. Carlos Bezerra)

Contabilidade Básica

NA IMPORTAÇÃO POR NÃO CONTRIBUINTE DO IMPOSTO ESTADUAL APÓS A EMENDA CONSTITUCIONAL N. 33 DE , CONTINUA NÃO INCIDINDO O ICMS.

ESCOLA SECUNDÁRIA DR. SOLANO DE ABREU ENSINO : Profissional DISCIPLINA : Gestão TURMA : 10º H ANO LETIVO : 2011/2012

FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE SP - 11/09/2014

IMPORTAÇÃO POR CONTA E ORDEM À LUZ DO CONVÊNIO ICMS Nº 36, DE 26 DE MARÇO DE 2010

Supremo Tribunal Federal

PARÁGRAFO QUARTO: O processo de implantação do ssotica constará das seguintes atividades:

PARECER Nº, DE RELATOR: Senador FLEXA RIBEIRO

SECRETARIA DE ESTADO DE FAZENDA CONSELHO DE CONTRIBUINTES VIDRARIA RIO MINAS S/A

ICMS/ES - Armazém geral - Remessa e retorno - Roteiro de procedimentos

Supremo Tribunal Federal

GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL SECRETARIA DE ESTADO DE FAZENDA SUBSECRETARIA DA RECEITA PROGRAMA NOTA LEGAL.

Lei nº 12741/2012. DISCRIMINAÇÃO DE IMPOSTOS NAS NOTAS FISCAIS AO CONSUMIDOR vs4. Vigência : Junho/2013

DECADÊNCIA E CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS FISCAIS

RESENHA TRIBUTÁRIA ATUALIZADA

A configuração da relação de consumo

URGENTE. Para: SINDICATO DOS FISCAIS E AGENTES FISCAIS DE TRIBUTOS DO ESTADO DE MINAS GERAIS- SINDIFISCO/MG PARECER

O IMPACTO DOS TRIBUTOS NA FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA

DIFERENCIAL DE ALÍQUOTA - Hipóteses de Incidência, Cálculo e Formas de Recolhimento. Matéria elaborada com base na Legislação vigente em:

Cartilha. Perguntas e respostas Decreto regulamentando a Lei n

Fato gerador do ISS. Kiyoshi Harada*

RESUMIDAMENTE ESTAS SÃO AS DIFERENÇAS BÁSICAS ENTRE A CLASSIFICAÇÃO DOS TRIBUTOS:

PIS-COFINS: receita bruta - o debate entre o direito e o fato contábil - Lei /14. Classificação contábil de imóveis e suas repercussões

MANUTENÇÃO DE MICRO. Mário Gomes de Oliveira

INFORMATIVO JURÍDICO

Obrigatoriedade do código de Barras nos Produtos

Troca de mercadorias adquiridas na mesma e em outras lojas da rede. - PROCEDIMENTOS FISCAIS.

LÓGICA DE PROGRAMAÇÃO

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

Procedimento de anexação de peças e envio

opções de crédito para sua empresa

PIS/PASEP E COFINS - REGRAS APLICÁVEIS AO REGIME ESPECIAL DE BEBIDAS FRIAS (REFRI)

Desembargador JOSÉ DIVINO DE OLIVEIRA Acórdão Nº E M E N T A

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL X EXAME DE ORDEM UNIFICADO

RESUMO EXPANDIDO O OBJETO E A DINÂMICA DAS INCIDÊNCIAS E NÃO INCIDÊNCIAS TRIBUTÁRIAS

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Locacao de Bens Moveis

NOTA FISCAL ELETRÔNICA

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE 2011

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS

DOCUMENTOS EXIGIDOS PARA COMPROVAÇÃO DE OPERAÇÕES DIFERENCIADAS:. Cópia da nota fiscal emitida nos termos do inciso II do Art.

Sistemas Distribuídos

O ISS e a importação e exportação de serviços

COMPENSAÇÃO NO DIREITO TRIBUTÁRIO

SISTEMAS DE GESTÃO São Paulo, Janeiro de 2005

DIFERIMENTO DO ICMS - Recolhimento do Imposto pelo Contribuinte Substituto

RECOMENDAÇÃO N.º 1/2013 INFORMAÇÃO DO IMPOSTO ESPECIAL DE CONSUMO NA FATURA DE GÁS NATURAL

PROJETO DE LEI N o 4.970, DE 2013.

O que é ERP e suas vantagens

Conteúdo: - Propriedade Industrial; Conceito; Classificação; Indicação Geográfica; Concorrência Desleal.

Controladoria MANUAL DO Estratégica

É o relatório, passa-se a opinar.

Transparência. fiscal

PLANO DE ESTAGIO INTEGRADO A PROPOSTA PEDAGOGICA DO CURSO

DESCAMINHO E CONTRABANDO. Lei nº , de Colaboração: Domingos de Torre

VENDA PARA ENTREGA FUTURA E FATURAMENTO ANTECIPADO Aspectos Legais e Contábeis. Matéria elaborada com base na legislação vigente em: 04/04/2011.

MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA. BAURUCAR AUTOMÓVEIS E ACESSÓRIOS LTDA. DRJ em São Paulo - SP

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE Art. 2.º Para os efeitos desta lei, considera-se:

A inconstitucionalidade na fixação de alíquotas progressivas para o Imposto sobre transmissão causa mortis e doação.

V A L E I N O V A Ç Ã O Page 1 VALE INOVAÇÃO (PROJETOS SIMPLIFICADOS DE INOVAÇÃO)

CONDIÇÕES GERAIS CONFIANÇA CAP

PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL P 2

ESCLARECIMENTO EM PROCESSO LICITATÓRIO NA MODALIDADE PREGÃO ELETRÔNICO Nº09/2010/TRE/MT.

BONIFICAÇÃO EM MERCADORIAS - EMBALAGENS E CONJUNTOS PROMOCIONAIS

ECF - Equipamento Emissor de Cupom Fiscal

NOTA FISCAL ELETRÔNICA - NF-e

PARECER Nº, DE RELATOR: Senador LUIZ HENRIQUE

EXCLUSÃO DA TAXA DE ADMINSTRAÇÃO DE CARTÃO DA BASE DE CÁLCULO DO PIS/COFINS

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 171, DE 2000

Transcrição:

BuscaLegis.ccj.ufsc.br Incidência Tributária sobre operações comerciais envolvendo software Fabiano Pereira dos Santos I Introdução; II Conceito de software; III A questão tributária; IV - Jurisprudência; V Conclusão. I INTRODUÇÃO Grande controvérsia tem sido gerada em nossos Tribunais em função da questão da incidência tributária sobre as relações econômicas envolvendo os programas de computador. Estados e empresas travam uma intensa batalha judicial, defendendo entendimentos diametralmente opostos no que tange à determinação do imposto aplicável às várias modalidades de negócio jurídico envolvendo o software, ou seja, ICMS ou ISS. Assim, com objetivo de promover o esclarecimento adequado à matéria, apresentamos um breve estudo sobre o software, buscando, afinal, determinar a hipótese de incidência tributária correspondente a cada caso, amparado, inclusive, em Jurisprudência recente do próprio Supremo Tribunal Federal. II CONCEITO DE SOFTWARE Apresentamos, inicialmente, a definição de software conforme redação dada pelo Ordenamento Jurídico Nacional na forma da Lei Federal nº9.609/98 em seu artigo 1º, onde se lê: Programa de computador é a expressão de um conjunto organizado de instruções em linguagem natural ou codificada, contida em suporte físico de qualquer natureza, de

emprego necessário em máquinas automáticas de tratamento da informação, dispositivos, instrumentos ou equipamentos periféricos baseados em técnicas digital ou análoga, para fazê-los funcionar de modo e para fins determinados. Consoante o que define a lei 9.609/98, o software constitui uma elaboração intelectual de um programa que possibilita a utilização de um equipamento, constituído em um sistema de funções múltiplas que permite a distribuição de uma gama informações através de um suporte físico, ou seja, disquete ou Compact disc. Representa, no Direito de Informática, a parte dos computadores sujeita à programação, em contraposição ao hardware, correspondente às peças que compõe o aparelho propriamente dito. III A QUESTÃO TRIBUTÁRIA Com a informatização dos setores produtivos e a facilitação do acesso das pessoas aos microcomputadores fruto do acentuado avanço tecnológico verificado nas últimas décadas intensificou-se o desenvolvimento e a produção dos programas de computador em todo mundo. No Brasil, o crescimento da importância econômica desses dispositivos eletrônicos trouxe, de arcabouço, inúmeras dúvidas relativas ao imposto devido nas respectivas operações mercantis, ICMS ou ISS. Para o melhor deslinde da questão, é mister ter em vista que o software é composto por dois elementos básicos; o suporte físico e o trabalho intelectual nele inserido. A partir daí, podemos considerar os programas de computador sob dois aspectos; primeiramente, enquanto atividade intelectual teremos uma prestação de serviço, representada por uma obrigação de fazer que como tal considerada, enseja a cobrança do imposto de competência do Município, incidente sobre serviços de qualquer natureza (ISS); porém, se os considerarmos enquanto segmento físico, veiculando programas padronizados, teremos caracterizado a existência de uma mercadoria, isto é, a prestação de uma obrigação de dar coisa, a qual ensejaria a cobrança do imposto de competência do Estado, incidente sobre operações relativas a circulação dessas mercadorias. Na prática, os Estados vem autuando algumas empresas que comercializam programas de computador padronizados, em virtude das mesmas não efetuarem o recolhimento do ICMS devido em função da circulação de mercadorias. Consideram que, para fins tributários, os programas de computador - quando postos no comércio para aquisição de qualquer um do povo constituem uma mercadoria como qualquer outra, devendo, por este motivo, ser tributada com base no ICMS. Admitem, por outro lado, que na hipótese de venda de programas de computador sob encomenda para atender às necessidades específicas de um cliente, não há incidência do referido imposto. Neste caso,

o que há é a prestação de um serviço típico, sujeito, em princípio, à competência dos Municípios. Assim não entenderam algumas empresas, as quais adotaram uma interpretação demasiadamente abrangente ao conceito de software, com reflexos diretos na tributação. Para elas não haveria razão para ser exigido o pagamento do ICMS, uma vez que consideram o software, personalizado ou não, não como mercadoria, mas sim como bem intelectual intangível e incorpóreo distinto de seu suporte físico, insuscetível à cobrança do referido imposto. Por conseguinte, buscaram elas assegurar, no Judiciário, o direito ao pagamento do ISS, imposto bem menos oneroso. Este entendimento foi acolhido, inclusive, por algumas Turmas do Superior Tribunal de Justiça. Não procede, porém, a nosso ver, tal argumento, pois o fundamental na identificação de um produto como mercadoria não é se ele advém ou não de um processo de elaboração intelectual. De acordo com o ilustre Hugo de Brito Machado o que caracteriza uma coisa como mercadoria é a destinação. Mercadorias são aquelas coisas móveis destinadas ao comércio. São coisas adquiridas pelos empresários para a revenda, no estado em que as adquiriu, ou transformadas, e ainda aquelas produzidas para venda. (Grifei). Não resta dúvida, deste modo, de que o software destinado à comercialização, acessível a qualquer indivíduo, indiscriminadamente, deve ser considerado mercadoria que circula, sujeita à cobrança de ICMS. Assim, se o programa é feito e vendido para milhares de pessoas, como se fosse um jornal ou um livro, perde as condições de individualidade e exclusividade regidas numa cessão do direito de uso de software e, embora obra intelectual, entra na área de circulação de mercadorias. III - JURISPRUDÊNCIA Neste sentido, o Superior Tribunal de Justiça ofereceu ao Recurso ordinário em Mandado de Segurança nº5934/rj, a seguinte decisão, in verbis: MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO. TRIBUTÁRIO. SOFTWARE. PROGRAMAS DE COMPUTADOR. TRIBUTAÇÃO PELO ISS OU ICMS. ATIVIDADE INTELECTUAL OU MERCADORIA. DISTINÇÃO. INVIABILIDADE NA VIA ESTREITA DO MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. OS PROGRAMAS DE COMPUTAÇÃO, FEITOS POR EMPRESAS EM LARGA ESCALA E DE MANEIRA UNIFORME, SÃO MERCADORIAS, DE LIVRE COMERCIALIZAÇÃO NO MERCADO, PASSÍVEIS DA INCIDÊNCIA DE ICMS. JÁ OS PROGRAMAS ELABORADOS ESPECIALMENTE PARA CERTO USUÁRIO, EXPRIMEM VERDADEIRA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, SUJEITA AO ISS.

CUMPRE DISTINGUIR AS SITUAÇÕES, PARA EFEITO DE TRIBUTAÇÃO, AFERINDO-SE A ATIVIDADE DA EMPRESA, NÃO, PORÉM, ATRAVÉS DO MANDADO DE SEGURANÇA, AINDA MAIS DE CARÁTER PREVENTIVO, OBSTANDO QUALQUR SITUAÇÃO FUTURA. (Grifei) O Supremo Tribunal Federal revigorou o entendimento do STJ estabelecendo classificação, para efeitos tributários, das relações jurídicas realizadas entre os agentes na aquisição dos programas de computador. Assim, no julgamento do RE 176.626, que cuidou da hipótese de cessão de direito de uso de programas de computador, assentou o voto do eminente Relator, o Min. Sepúlveda Pertence, acolhido unanimemente pela Primeira Turma do STF, a distinção entre um exemplar standart de programa de computador, também chamado de prateleira, destinado a uma pluralidade de utilizadores, fabricados em massa e comercializados até nos supermercados e o licenciamento ou cessão do direito de uso de software, voltado ao atendimento das necessidades específicas de um determinado usuário, preparados a pedido e de acordo com as solicitações deste. O que o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal definiram, foi que as operações envolvendo a circulação de cópias ou exemplares dos programas de computador produzidos em série e comercializados no varejo - como a do chamado software de prateleira -, constituem mercadorias postas no comércio para aquisição de qualquer um do povo, gerando vários tipos de negócio Jurídico (compra e venda, troca, empréstimo, locação etc), sujeitas, deste modo, à incidência do ICMS. Por outro lado, quando a operação mercantil com o software objetivar a realização de um serviço para um usuário em especial, estaremos diante da hipótese de incidência do ISS imposto sobre serviços de qualquer natureza, tributo de competência municipal, estabelecido na Constituição Federal em seu art. 156 III. IV - CONCLUSÃO Assim, conforme consignado anteriormente, pelo voto do Min. Sepúlveda Pertence, há uma sensível diferença entre o software de prateleira e o licenciamento ou cessão de direitos de uso de software, fundamental na determinação do imposto devido na respectiva relação tributária. Deste modo, com base no tipo de relação jurídica estabelecida na aquisição do software, teremos a aplicação ou do ICMS ou do ISS. Portanto, ante os argumentos apresentados, concluímos que os programas de computação, feitos por empresas em larga escala e de maneira uniforme, são mercadorias de livre comercialização no mercado, passíveis de incidência do ICMS. Diferente, deste modo, da hipótese envolvendo programas específicos, constituídos especialmente para um

usuário em particular, pois, neste caso, se verifica a prestação de serviços sobre a qual incide a cobrança de ISS. Bibliografia: Hugo de Brito Machado, Curso de Direito Tributário, 15ªedição, ed. MALHEIROS EDITORES LTDA, São Paulo, 1999. Edvaldo Brito, Software: ICMS, ISS ou Imunidade Tributária, in Revista Dialética de Direito Tributário *Advogado; Ex-Membro do Conselho de Contribuintes do RJ; Bacharel pela Faculdade Nacional de Direito (UFRJ); Editor do site Mundo Jurídico (www.mundojuridico.adv.br) Disponível em: <http://www.mundojuridico.adv.br/sis_artigos/artigos.asp?codigo=68>. Acesso em: 05 jun. 2007.