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ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO DE GRAMÁTICA E REDAÇÃO Nome: Nº Série: 3 a. Data: / / 17 Professor(a): Belisa e Bruno Nota: 2 Bimestre Observação importante: 1. Quem ficou de recuperação no 1º e no 2º bimestres deve fazer apenas os exercícios referentes ao 2º bimestre. 2. Quem ficou de recuperação apenas no 2º bimestre deve fazer os exercícios referentes aos 2 bimestres. 1. Sintaxe do Período Simples 1º BIMESTRE Ao final do estudo, espera-se que o aluno: 1. Identifique os termos sintáticos presentes em uma oração. 1.1 Consiga distinguir os termos essenciais - aqueles que sejam integrantes- dos que se apresentam como acessórios. 2. Reveja e compreenda a construção sintática oracional do idioma, de modo a produzir discursos estruturalmente organizados. 3. Perceba o valor discursivo presente em construções sintáticas distintas: 3.1 Identifique e empregue adequadamente os posicionamentos dos termos da oração (topicalização do sujeito, do adjunto adverbial, do predicativo do sujeito, contorno de situações com ambiguidade sintática). 3.2 Reconheçam o efeito de sentido da pessoalização ou impessoalização do discurso por meio das vozes verbais e da indeterminação do sujeito. 2. Classes de palavras: revisão Tetra Ao final do bimestre, espera-se que o aluno: 2.1 Reconheça os substantivos como classe de palavra que nomeia (de modo estático) tudo aquilo que existe e que permite nosso reconhecimento linguístico do mundo. 2.2 Perceba a importância dessa classe para a realização de coesão lexical. 2.3 Reconheça os adjetivos como classe de palavra que se liga aos substantivos, caracterizando-os. 2.4 Identifique as diferenças semânticas produzidas pela ordem antes ou depois dos substantivos em que os adjetivos se encontram no texto. 2.5 Avalie o efeito de sentido dessas duas classes, selecionando a acepção mais adequada ao contexto em que estão inseridas. 2.6 Reconheça os artigos como classe de palavra que se liga aos substantivos, indicando especificidade ou generalização. 2.7 Note as diferenças semânticas entre artigos definidos e indefinidos e entre a presença ou ausência dessas palavras antes do substantivo. 2.8 Aprenda as noções de quantificação obtidas por meio do uso dos numerais.

2.9 Identifique as diferentes acepções de sentido propiciadas pelo uso de um tipo específico de numeral cardinal, ordinal, multiplicativo, fracionário. 2.10 Seja capaz de diferenciar os artigos indefinidos singulares dos numerais cardinais um / uma. 2.11 Perceba que a não distinção desses usos pode prejudicar a compreensão do sentido de um enunciado. 2.12 Entenda os pronomes como palavras que podem substituir ou acompanhar os substantivos e expressões. 2.13 Compreenda a subdivisão dos pronomes e as características próprias de cada categoria. 2.14 Identifique as funções anafóricas e catafóricas dos pronomes, essenciais para a coesão textual. 2.15 Compreenda os verbos como elementos organizadores da sentença. 2.16 Diferencie os verbos regulares dos irregulares considerando os paradigmas verbais. 2.17 Perceba as diferenças semânticas resultantes da escolha de um tempo verbal. 2.18 Note usos específicos dos verbos: presente indicando rotina, imperfeito do indicativo indicando desejo, ação continuada ou repetida no passado etc. 2.19 Reconheça o valor coesivo dos advérbios e as diversas circunstâncias que indicam. 2.20 Seja capaz de compreender os valores semânticos das preposições e de usá-las adequadamente como elemento coesivo. 2.21 Reconheça as conjunções e seu papel semântico. 2.22 Utilize adequadamente essa classe de palavras como elemento de coesão do texto. 2.23 Perceba os valores semânticos das interjeições, observando que uma mesma interjeição pode construir sentidos distintos dependendo do contexto e da entonação do discurso. 3. Produção de texto: dissertação Ao final do bimestre, espera-se que o aluno: 3.1 Reconheça as características do gênero dissertação e compreenda cada uma de suas partes constituintes apresentação, tese, argumentação, conclusão. 3.2 Aprenda os mecanismos de argumentação que qualificam um texto como dissertativo. 3.3 Aplique esses recursos nas próprias produções. 3.4 Identifique o mesmo emprego na produção de colegas. 3.5 Produza textos argumentativo-dissertativos, gênero presente na maioria dos exames vestibulares, incluindo Enem e Fuvest. Redação: Reescreva a redação bimestral. Para isso, utilize uma das folhas do bloco de rascunho. (0,5) Gramática: Resolva os exercícios abaixo: (0,5)

1. (PUC-RJ - modificada) Texto I Esquecer algumas coisas facilita lembrar outras Esquecer uma informação menos importante, mediante um processo de memória seletiva, torna mais fácil lembrar um dado mais relevante, segundo um estudo elaborado por cientistas dos Estados Unidos. Para chegar a esta conclusão, que a revista científica britânica "Nature Neuroscience" traz em sua última edição, os especialistas fizeram ressonâncias magnéticas em indivíduos enquanto estes tentavam lembrar associações de palavras que tinham aprendido anteriormente. Durante os exames, os cientistas analisaram o comportamento do córtex pré-frontal, a parte do cérebro que participa do processo de recuperação das informações armazenadas na memória. Como se fosse uma competição em que uma informação vence, quando outra é descartada, quanto maior o número de coisas que os pesquisados esqueciam, menos ativo o córtex pré-frontal se mostrava, isto é, menos recursos o cérebro precisava usar para recuperar uma informação. Portanto, para os indivíduos que participaram da experiência, foi muito mais simples lembrar uma associação de palavras ao esquecer outras. Texto II Adaptado de texto disponível em: Yahoo Notícias, <http://br.noticias.yahoo.com>, 03 de junho de 2007. Esquecimento de impressões e conhecimentos Também nas pessoas saudáveis, não neuróticas, encontramos sinais abundantes de que uma resistência se opõe à lembrança de impressões penosas, à representação de pensamentos aflitivos. [...] O ponto de vista aqui desenvolvido - de que as lembranças aflitivas sucumbem com especial facilidade ao esquecimento motivado - merece ser aplicado em muitos campos que até hoje lhe concederam muito pouca ou nenhuma atenção. 1 Assim, parece-me que ele ainda não foi enfatizado com força suficiente na avaliação dos testemunhos prestados nos tribunais, onde é patente que se considera o juramento da testemunha capaz de exercer uma influência exageradamente purificadora sobre o jogo de suas forças psíquicas. É universalmente reconhecido que, no tocante à origem das tradições e da história legendária de um povo, é preciso levar em conta esse tipo de motivo, cuja meta é apagar da memória tudo o que seja penoso para o sentimento nacional. FREUD, Sigmund. Fragmento de "Sobre a psicopatologia da vida cotidiana". Edição "standard" brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud, vol. VI, Tradução dirigida por Jayme Salomão, Rio de Janeiro: Imago, 1996, p. 152-153. a) Os Textos 1 e 2 tematizam o esquecimento, associando sua ocorrência a fatores distintos. Diga quais são esses fatores, em cada um dos textos e compare-os quanto à sua natureza. b) No título do Texto II, identifique a função sintática da expressão de impressões e conhecimentos. 2. (FUVEST) Décadas atrás, vozes bem afinadas cantavam no rádio esta singela quadrinha de propaganda: As rosas desabrocham Com a luz do sol, E a beleza das mulheres Com o creme Rugol.

Os versos nunca fizeram inveja a Camões, mas eram bonitinhos. E sabe-se lá quantas senhoras não foram atrás do creme Rugol para se sentirem novinhas em folha, rosas resplandecentes. (Quintino Miranda) a) Reescreva o primeiro parágrafo do texto, substituindo Décadas atrás por Ainda hoje e transpondo a forma verbal para a voz passiva. Faça as adaptações necessárias. b) Que expressões da quadrinha justificam o emprego de novinhas em folha e de resplandecentes, no comentário feito pelo autor do texto? 3. (FUVEST) Leia as seguintes manchetes: Grupo I Esperada, na Câmara, a mensagem pedindo a decretação do estado de guerra Jornal do Brasil, 07 de outubro de 1937. Encerrou seus trabalhos a Conferência de Paris Folha da Manhã, 16 de julho de 1947. Causaram viva apreensão nos E.U.A. os discos voadores Folha da Manhã, 30 de julho de 1952. Grupo II Quase metade dos médicos receita o que indústria quer Folha de S. Paulo, 31 de maio de 2010. Novo terminal de Cumbica atenderá 19 milhões ao ano Folha de S. Paulo, 26 de junho de 2011. MEC divulga hoje resultados do Enem por escolas Zero Hora, 22 de novembro de 2012. a) Cada um dos grupos de manchetes acima reproduzidos, por ter sido escrito em épocas diferentes, caracteriza-se pelo uso reiterado de determinados recursos linguísticos. Indique um recurso linguístico que caracteriza as manchetes de cada um desses grupos.

b) Manchetes jornalísticas costumam suprimir vírgulas. Transcreva a última manchete de cada grupo, acrescentando vírgulas onde forem cabíveis, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa. 4. (UFF) Nenhum cartão de natal é mais bonito que o som da sua voz. "Eu te amo, te adoro, morro de saudade." "Este ano a gente não vai poder ir, mas no ano que vem é certeza." "A coisa que eu mais queria era estar perto de você." "Seria tão bom que você estivesse aqui." Frases como estas, é sempre melhor ouvir do que ler. Nenhum cartão de Natal, por mais bonito que seja, vai conseguir comunicar o carinho, o amor, a saudade que a voz da gente transmite. Este ano, passe a mão no telefone e use o DDD como extensão do seu afeto, do seu abraço, do seu calor humano, do seu beijo. Telefone existe pra isso mesmo. TELAMAZON "Clube de Criação de São Paulo" (Adaptação) a) Identifique a passagem em que a progressão textual se dá pela repetição e pela retomada de significados que resumem, enfaticamente, a mensagem expressa pela patrocinadora "TELAMAZON". b) Transcreva a frase completa que exemplifica o uso de um pronome que apresenta, sob o aspecto sintático-semântico, um reforço e uma retomada de frases anteriormente citadas. Texto para a próxima questão: Já na segurança da calçada, e passando por um trecho em obras que atravanca nossos passos, lanço à queima-roupa: Você conhece alguma cidade mais feia do que São Paulo? Agora você me pegou, retruca, rindo. Hã, deixa eu ver... Lembro-me de La Paz, a capital da Bolívia, que me pareceu bem feia. Dizem que Bogotá é muito feiosa também, mas não a conheço. Bem, São Paulo, no geral, é feia, mas as pessoas têm uma disposição para o trabalho aqui, uma vibração empreendedora, que dá uma feição muito particular à cidade. Acordar cedo em São Paulo e ver as pessoas saindo para trabalhar é algo que me toca. Acho emocionante ver a garra dessa gente. R. Moraes e R. Linsker. Estrangeiros em casa: uma caminhada pela selva urbana de São Paulo. National Geographic Brasil.

5. (FUVEST) No terceiro parágrafo do texto, a expressão que indica, de modo mais evidente, o distanciamento social do segundo interlocutor em relação às pessoas a que se refere é a) disposição para o trabalho. b) vibração empreendedora. c) feição muito particular. d) saindo para trabalhar. e) dessa gente. 2º BIMESTRE 1. Sintaxe do Período Composto Ao final do estudo, espera-se que o aluno: 1.1. Compreenda que os enunciados ocorrem por meio do encadeamento de ideias, de modo a sequenciar satisfatoriamente as informações explícitas e subentendidas dos textos. 1.2. Avalie relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por elementos coesivos. 1.3. Estabeleça relações entre recursos expressivos e efeitos de sentido. 1.4. Reconheça efeitos de sentido resultantes de paralelismos e omissões sintáticos. 1.5. Reconheça diferenças semânticas - ironias, níveis de formalidade, ênfases decorrentes da escolha de elementos coesivos. 1.6. Diferencie a estrutura sintática das orações subordinadas desenvolvidas e reduzidas. 1.7. Aproprie-se das estruturas para que assim evite repetições, especialmente o queísmo, em suas produções de texto inclusive ao redigir respostas dissertativas em avaliações. 1.8. Aprenda a uniformizar a estrutura do discurso, de modo que possa optar, conscientemente, entre orações desenvolvidas ou reduzidas. 1.9. Perceba as especificidades das orações subordinadas substantivas: 1.9.1 Diferencie semanticamente no uso das conjunções integrantes que / se. 1.9.2 Empregue adequadamente o modo subjuntivo dos verbos, exigido pelas regras da norma padrão da língua portuguesa. 1.9.3 Diferencie o efeito da presença X omissão das preposições exigidas pelas orações subordinadas substantivas objetivas indiretas e pelas completivas nominais. 1.10. Perceba as especificidades das orações subordinadas adjetivas: 1.10.1. Utilize adequadamente os pronomes relativos, observando seu duplo papel coesivo referencial e sequencial. 1.10.2. Empregue corretamente, quando exigidas, as preposições antecedentes aos pronomes relativos.

1.10.3. Distinga em relação à forma e ao sentido as orações adjetivas restritivas das explicativas. 1.11. Perceba as especificidades das orações subordinadas adverbiais: 1.11.1. Compreenda as relações de sentido estabelecidas pelas conjunções. 1.11.2. Perceba a importância das orações subordinadas adverbiais para a construção da argumentação. 1.12.1. Reconheça as relações de sentido promovidas pelas conjunções coordenativas. 2. Revisão: Processos de formação de palavras Ao final do estudo, espera-se que o aluno: 2.1 Compreenda o papel dos morfemas na estruturação das palavras. 2.2 Reconheça a diferença entre os processos de composição e derivação. Reconheça a importância dos afixos para o sentido das palavras. - Produção de textos dissertativo-argumentativos: preparação para a Fuvest e os demais grandes vestibulares. Redação: Reescreva a redação bimestral. Para isso, utilize uma das folhas do bloco de rascunho. (0,5) Gramática: Resolva os exercícios abaixo: (0,5) Textos para as questões 6 e 7 TEXTO 1 A busca da felicidade Felicidade é um truque. Um truque da natureza concebido ao longo de milhões de anos com uma só finalidade: enganar você. A lógica é a seguinte: quando fazemos algo que aumenta nossas chances de sobreviver ou de procriar, nos sentimos muito bem. Tão bem que vamos querer repetir a experiência muitas e muitas vezes. E essa nossa perseguição incessante de coisas que nos deixem felizes acaba aumentando as chances de transmitirmos nossos genes. As leis que governam a felicidade não foram desenhadas para nosso bem-estar psicológico, mas para aumentar as chances de sobrevivência dos nossos genes a longo prazo, escreveu o escritor e psicólogo americano Robert Wright, num artigo para a revista americana Time. A busca da felicidade é o combustível que move a humanidade é ela que nos força a estudar, trabalhar, ter fé, construir casas, realizar coisas, juntar dinheiro, gastar dinheiro, fazer amigos, brigar, casar, separar, ter filhos e depois protegê-los. Ela nos convence de que cada uma dessas conquistas é a coisa mais importante do mundo e nos dá disposição para lutar por elas. Mas tudo isso é ilusão. A cada vitória surge uma nova necessidade. Felicidade é uma cenoura pendurada numa vara de pescar amarrada no nosso corpo. Às vezes, com muito esforço, conseguimos dar uma mordidinha. Mas a cenoura continua lá adiante, apetitosa, nos empurrando para a frente. Felicidade é um truque. Extraído de AXT, Barbara. A busca da felicidade. Revista Superinteressante n.212, abril de 2005. http://super.abril.com.br/cultura/busca-felicidade-464107.shtml. Acesso em 26/07/2013. Texto 2 Macabéa! Tenho grandes notícias para lhe dar! Preste atenção, minha flor, porque é da maior importância o que vou lhe dizer. É coisa muito séria e muito alegre: sua vida vai mudar completamente! E digo mais: vai mudar a partir do momento em que você sair da minha casa! Você vai se sentir outra! Fique sabendo, minha florzinha, que até o seu namorado vai voltar e propor casamento, ele está arrependido! E seu chefe vai lhe avisar que pensou melhor e não vai mais lhe despedir! Macabéa nunca tinha tido coragem de ter esperança. Mas agora ouvia a madama como se ouvisse uma trombeta vinda dos céus enquanto suportava uma forte

taquicardia. Madama tinha razão: Jesus enfim prestava atenção nela. Seus olhos estavam arregalados por uma súbita voracidade pelo futuro (explosão). E eu também estou com esperança enfim. E tem mais! Um dinheiro grande vai lhe entrar pela porta adentro em horas da noite trazido por um homem estrangeiro. Você conhece algum estrangeiro? Não senhora, disse Macabéa já desanimando. Pois vai conhecer. Ele é alourado e tem olhos azuis ou verdes ou castanhos ou pretos. E se não fosse porque você gosta de seu ex-namorado, esse gringo ia namorar você. Não! Não! Não! Agora estou vendo outra coisa (explosão) e apesar de não ver muito claro estou também ouvindo a voz de meu guia: esse estrangeiro parece se chamar Hans, e é ele quem vai se casar com você! Ele tem muito dinheiro, todos os gringos são ricos. Se não me engano, e nunca me engano, ele vai lhe dar muito amor e você, minha enjeitadinha, você vai se vestir com veludo e cetim e até casaco de pele vai ganhar! Macabéa começou (explosão) a tremelicar toda por causa do lado penoso que há na excessiva felicidade. Só lhe ocorreu dizer: Mas casaco de pele não se precisa no calor do Rio... Pois vai ter só para se enfeitar. Faz tempo que não boto cartas tão boas. E sou sempre sincera: por exemplo, acabei de ter a franqueza de dizer para aquela moça que saiu daqui que ela ia ser atropelada, ela até chorou muito, viu os olhos avermelhados dela? E agora vou lhe dar um feitiço que você deve guardar dentro deste sutiã que quase não tem seio, coitada, bem em contacto com sua pele. Você não tem busto mas vai engordar e vai ganhar corpo. Enquanto você não engordar, ponha dentro do sutiã chumaços de algodão para fingir que tem. Olha, minha queridinha, esse feitiço também sou obrigada por Jesus a lhe cobrar porque todo o dinheiro que eu recebo das cartas eu dou para um asilo de crianças. Mas se não puder, não pague, só venha me pagar quando tudo acontecer. Não, eu lhe pago, a senhora acertou tudo, a senhora é... Estava meio bêbada, não sabia o que pensava, parecia que lhe tinham dado um forte cascudo na cabeça de ralos cabelos, sentia-se tão desorientada como se lhe tivesse acontecido uma infelicidade. Sobretudo estava conhecendo pela primeira vez o que os outros chamavam de paixão: estava apaixonada por Hans. E que é que eu faço para ter mais cabelo?, ousou perguntar porque já se sentia outra. Você está querendo demais. Mas está bem: lave a cabeça com sabão Aristolino, não use sabão amarelo em pedra. Esse conselho eu não cobro. LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 2006. p.95-97. 6. (PUCRJ) a) No texto 1 A busca da felicidade, Barbara Axt fez uso de alguns recursos metafóricos, tornando o assunto mais claro para seu público leitor. Explique, com suas próprias palavras, o que denota a metáfora da cenoura empregada no texto. b) Sem que haja alteração de sentido, reescreva o trecho abaixo, transcrito do texto 1, observando o início proposto a seguir e fazendo as modificações necessárias. E essa nossa perseguição incessante de coisas que nos deixem felizes acaba aumentando as chances de transmitirmos nossos genes. E perseguimos

7. (PUCRJ) a) Reescreva o período abaixo no futuro, substituindo a conjunção quando pela conjunção se. (0,5) Quando fazemos algo que aumenta nossas chances de sobreviver, nos sentimos muito bem. b) Indique um conectivo que possa substituir o travessão no segundo parágrafo do texto A busca da felicidade (Texto 1). (0,5) c) Na linguagem oral informal, por vezes há um relaxamento da norma culta. Determine qual, dentre os trechos abaixo, transcritos do Texto 2, apresenta um desvio da norma culta e explique em que consiste o desvio. (1,0) i. Preste atenção, minha flor, porque é da maior importância o que vou lhe dizer. ii. E seu chefe vai lhe avisar que pensou melhor e não vai mais lhe despedir! 8. (UERJ) 1 Durante mais de trinta anos, o bondezinho das dez e quinze, que descia do Silvestre, parava como burro ensinado em frente à casinha de José Maria, e ali encontrava, almoçado e pontual, o velho funcionário. Um dia, porém, José Maria faltou. O motorneiro batia a sirene. Os passageiros se impacientavam. Floripes correu aflita a avisar o patrão. Achou-o de pijama, estirado na poltrona, querendo rir. Seu José Maria, o senhor hoje perdeu a hora! Há muito tempo o motorneiro está a dar sinal. Diga-lhe que não preciso mais. A velha portuguesa não compreendeu. Vá, diga que não vou... Que de hoje em diante não irei mais. A criada chegou à janela, gritou o recado. E o bondezinho desceu sem o seu mais antigo passageiro. Floripes voltou ao patrão. Interroga-o com o olhar. Não sabes que estou aposentado? (...) Interrompera da noite para o dia o hábito de esperar o bondezinho, comprar o jornal da manhã, bebericar o café na Avenida, e instalar-se à mesa do Ministério, sisudo e calado, até às dezessete horas. Que fazer agora? Não mais informar processos, não mais preocupar-se com o nome e a cara do futuro Ministro. Pela primeira vez fartava a vista no cenário de águas e montanhas que a bruma fundia. (...) 4 Floripes serviu-lhe o jantar, deixou tudo arrumado, e retirou-se para dormir no barraco da filha. ANÍBAL MACHADO A morte da porta-estandarte e Tati, a garota e outras histórias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1976.

No trecho transcrito a seguir há quatro orações, cujos limites estão assinalados por uma barra: Floripes serviu-lhe o jantar, / deixou tudo arrumado, / e retirou-se / para dormir no barraco da filha. (ref. 4) Reescreva esse trecho, passando a primeira oração para a voz passiva e convertendo a segunda em oração adjetiva introduzida por pronome. Em seguida, indique a classificação sintática e semântica da última oração. 9. (UERJ) A pergunta da personagem Mafalda, no segundo quadrinho, inicia-se com a palavra então, que estabelece uma relação de sentido com a situação anterior. Identifique a relação de sentido estabelecida e reescreva a pergunta, substituindo o vocábulo então por outro conectivo. 10. (UNICAMP) Os verbetes apresentados em (II) a seguir trazem significados possíveis para algumas palavras que ocorrem no texto intitulado Bicho Gramático, apresentado em (I). I. Bicho gramático Vicente Matheus (1908-1997) foi um dos personagens mais controversos do futebol brasileiro. Esteve à frente do paulista Corinthians em várias ocasiões entre 1959 e 1990. Voluntarioso e falastrão, o uso que fazia da língua portuguesa nem sempre era aquele reconhecido pelos livros. Uma vez, querendo deixar bem claro que o craque do Timão não seria vendido ou emprestado para outro clube, afirmou que o Sócrates é invendável e imprestável. Em outro momento, exaltando a versatilidade dos atletas, criou uma pérola da linguística e da zoologia: Jogador tem que ser completo como o pato, que é um bicho aquático e gramático. (Adaptado de Revista de História da Biblioteca Nacional, jul. 2011, p. 85.)

II. Invendável : que não se pode vender ou que não se vende com facilidade. Imprestável : que não tem serventia; inútil. Aquático : que vive na água ou à sua superfície. Gramático : que ou o que apresenta melhor rendimento nas corridas em pista de grama (diz-se de cavalo). (Dicionário HOUAISS (versão digital on line ), houaiss.uol.com.br) a) Descreva o processo de formação das palavras invendável e imprestável e justifique a afirmação segundo a qual o uso que Vicente Matheus fazia da língua portuguesa nem sempre era aquele reconhecido pelos livros. b) Explique por que o texto destaca que Vicente Matheus criou uma pérola da linguística e da zoologia. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: A crise da Europa é hoje o maior risco para a economia mundial, disse o secretário do Tesouro dos Estados Unidos da América, referindo-se à tensão entre os bancos e os governos endividados. Disse, ainda, que a China e outros 1 países emergentes com superavit nas contas têm espaço 5 bastante para 2 estimular o consumo interno, 3 aumentar as importações e 4 compensar a fraca demanda nas economias desenvolvidas. Para isso, os governos desses países deveriam deixar suas moedas valorizar-se. Em outras palavras, o câmbio subvalorizado da China resulta em valorização real das moedas de outros países emergentes, torna seus produtos mais caros e diminui seu poder de competição no comércio internacional. Rolf Kuntz. O Estado de S.Paulo, 25/9/2011. 11. (UNB) Com referência às ideias do texto acima, aos temas a ele associados e às estruturas nele empregadas, julgue os itens a seguir. a) No segundo período do texto, as estruturas oracionais com as formas infinitivas estimular, (ref. 2) aumentar (ref. 3) e compensar (ref. 4) estão associadas à possibilidade de não se realizar foneticamente o sujeito das respectivas orações, o que assegura, portanto, interpretação ligada à referência indeterminada do sujeito das orações que têm como núcleo do predicado essas formas verbais. b) No que se refere a aspectos semânticos e morfossintáticos, bastante (ref. 5) equivale ao adjetivo suficiente e concorda com o substantivo que o antecede, ainda que apenas em número.

12. (ESPCEX (AMAN)) Assinale a alternativa que apresenta ideia equivalente à da oração grifada a seguir: O professor não proíbe, antes estimula as perguntas em aula. a) As abelhas não apenas produzem mel e cera, mas ainda polinizam as flores. b) Os livros ensinam e divertem. c) Vestia-se bem, embora fosse pobre. d) Não aprovo nem permitirei essas coisas. e) Quis dizer mais alguma coisa e não pôde. 13. (ESPCEX (AMAN)) Assinale a alternativa em que está destacada uma oração coordenada explicativa. a) Peço que te cales. b) O homem é um animal que pensa. c) Ele não esperava que a mãe o perdoasse. d) Leve-a até o táxi, que ela precisa ir agora. e) É necessário que estudes. 14. (Espcex (Aman)) No período Ninguém sabe como ela aceitará a proposta, a oração grifada é uma subordinada a) adverbial comparativa. b) substantiva completiva nominal. c) substantiva objetiva direta. d) adverbial modal. e) adverbial causal. 15. (ESPCEX (AMAN)) Assinale a alternativa que apresenta uma circunstância de tempo. a) Varrendo o quarto, não encontraste nada. b) Seguindo o hábito, passearam juntos. c) Sendo eu rei, não faria outra coisa. d) Voltando cedo, você pode sair. e) Sendo dos que correm, detesta o esporte.