PRODUÇÃO DE MUDAS DE HORTALIÇAS
Sistemas de produção Sementes Estruturas vegetativas (propagação por estolhos, estacas, tubérculos, bulbos, rizomas, raízes, micropropagação)
Estruturas vegetativas Família Rosácea: morango estolhos Família Lamiácea: hortelã estacas Família Solanácea: batata batata-semente
Produção de mudas em canteiros
Produção de mudas em copinho de jornal
Produção de mudas em bandejas
Estado de São Paulo 19 viveiros cadastrados na Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM).
Casa-de-vegetação
Controle dos fatores ambientais Telas termorrefletoras
Sombrite
Controle da temperatura Aberturas (Janelas zenitais, laterais e frontais)
Nebulização
Recipientes Bandejas de poliestireno expandido (não biodegradável)
Bandejas de poliestireno expandido Material não degradável Material poluente
Bandejas de polietileno
Bandejas de polietileno flexível
Espuma fenólica
Muda em espuma fenólica
Lavagem das bandejas
Desinfecção
Tecsa-clor (dioxido de cloro a 5%
Secagem das bandejas
CARACTERÍSTICAS DOS SUBSTRATOS Isento de resíduos industriais Isentos de microrganismos patogênicos Leve Boa drenagem Alta capacidade de retenção de água Porosidade (> 80%) Água facilmente disponível (20-30%)
Propriedades químicas CTC Fertirrigação permanente CTC não é fator relevante. Fertirrigação intermitente - substrato com moderada a elevada CTC ph ideal - entre 5,5 a 6,8 ph < 5 diminui absorção de N, K, Ca, Mg, B, etc. ph > 6,5 diminui a absorção de P, Fe, Mn, B, Zn e Cu.
Substratos Pluma (Bioplant) Golden Mix (Amafibra) Multiplant Hortaliças (Terra do Paraíso) Lupa Substrato para Plantas Tropstrato HA (vidaverde)
Equipamentos para semeadura
600 bandejas por hora
Sistemas de produção de mudas
Produção de mudas de morangueiro Seleção de matrizes produção de mudas em casa-de-vegetação venda para os viveiristas produção de mudas até o transplante venda para o produtor de morango
Morangueiro Aquisição de mudas produzidas a partir de micropropagação por empresas especializadas
Extração de meristemas Multiplanta
Repicagem das mudas Multiplanta
Matrizes em meio de crescimento Multiplanta
Plantio das plântulas em bandejas Multiplanta
Matrizes aclimatadas na estufa Multiplanta
Crescimento das mudas em recipientes
Desenvolvimento das plantas
Produção de estolhos
Corte do estolhos para a retirada das mudas
Muda para transplante
Plantio das mudas na bandeja
Mudas desenvolvidas
Toalete das bandejas
Produção de mudas em bandejas
Produção de mudas no sistema flutuante
Produção de mudas em aeroponia
Técnicas de produção de mudas
Enxertia Definição Objetivos Resistência às doenças Resistência à estresse hídrico Resistência aos fatores ambientais como altas e baixas temperaturas Melhoria na qualidade do produto a ser colhido Aumento da produtividade
Enxertia Pepino: resistência a Fusarium, maior qualidade dos frutos. Pimentão: murcha de Phytophthora capsici; nematóides. Berinjela: murcha bacteriana, murcha de fusário, nematóides. Tomateiro: controle de doenças, resistência ao estresse hídrico; estresse salino.
Enxertia por encostia
Enxertia por garfagem ¾ do Ø do caule 1,0 cm Fenda Enxerto Retirada do meristema apical Corte em bisel Porta-enxerto
Enxertia por garfagem
Pimentão
Etapas do sistema de produção de mudas em bandejas Aquisição de sementes Embalagem: volume de produção Qualidade
Envelopes
Latas
Baldes
Envelopes 5 a 12 g Embalagens diferenciadas: 50,100, 500, 1000 sementes
Latas 25, 50, 100, 200, 300, 400 e 500 g Latas com 5000 sementes peletizadas de alface
5 a 10 kg Baldes
Espécie Número de sementes/g Cucurbita sp. 5 Acelga Beta vulgaris var. cycla 55-60 Alface Lactuca sativa 800-890 Almeirão Cichorium intybus 700-940 Berinjela Solanum melongena 230-250 Brócolos Brassica oleracea var. italica 315-500 Chicória Cichorium endivia 600-940 Coentro Coriandrum sativum 70-90 Couve-flor Brassica oleracea var. botrytis 350-500 Feijão-vagem Phaseolus vulgaris 4 Espinafre Spinacea oleracea 90-100 Jiló Solanum gilo - 539-890 Melancia Citrullus lanatus 5-11 Melão Cucumis melo 35-45 Milho-doce Zea mays 3 Pepino Cucumis sativus 35-40 Pimentão Capsicum annuum 150-165 Quiabo Hibiscus esculentus 19 Rabanete Raphanus sativus 350-500 Repolho Brassica oleracea var. capitata 75-120 Rúcula Eruca sativa 550 Tomate Lycopersicon esculentum 300-405
Tipos de sementes Sementes nuas Sementes com película protetora Sementes peletizadas Sementes encrustadas
Sementes nuas
Sementes peliculizadas pepino
Sementes incrustadas
Sementes peletizadas Semente peletizada de alface Custo: R$ 170,00/kg 1 g = 1000 sementes
Recobrimento das sementes Vantagens: Reconhecimento da semente pela cor Favorece a semeadura Possibilita a incorporação de produtos Pode ser associada com outras técnicas
Desvantagens Custo mais elevado Perda de vigor das sementes Menor velocidade de emissão da raiz primária
Priming Quebra da dormência
Sementes de tomate Custo: R$ 0,25 Peletização: inviável Mudas enxertadas: custo R$ 0,50/semente Custo de 1000 sementes (R$ 250,00)
Escolha do substrato Fibra de coco: necessidade de umedecimento. Substratos enriquecidos ou não com fertilizantes. Vermiculita: cobertura das sementes
Substrato a base de casca de pinus
Fibra de coco prensada
Fibra de coco- Processador de substrato
Preenchimento das bandejas
Semeadura
Germinação das sementes
Temperatura ideal para a germinação de algumas hortaliças. Hortaliça Alface Melão Pepino Pimentão Tomate Faixa ideal de temperatura (ºC) 20 a 24 28 a 32 27 a 28 25 a 30 25
Desenvolvimento das mudas na casa-de-vegetação
SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO a) Aspersão: Aspersores estacionários Aspersores móveis Sistema fog ou de nebulização b) Subirrigação Sistema flutuante
Aspersores estacionários
Barra móvel
Nebulização
Nebulização
Controle de pragas
NUTRIÇÃO E ADUBAÇÃO - Conhecer as exigências nutricionais das espécies. Produção de matéria seca e extração de nutrientes durante a fase de formação de muda do tomateiro cv. Roma VF. Idade (dias) M.S. (g) N P K Ca Mg S -----------------------mg/planta-------------------- 15 0,10 5,1 0,7 4,7 2,1 0,6 0,2 30 0,79 32,8 7,0 43,6 22,3 4,9 3,0 B Cu Fe Mn Zn ------------------ug/planta---------------- 15 19 1,9 36,4 41,5 1,2 30 70,3 14,7 391,9 333,1 73,0
Fertirrigação para o tomateiro Substratos enriquecidos com fertilizantes - Fósforo Fertilizante Nitrato de cálcio Nitrato de potássio Sulfato de magnésio Ferro quelatizado (10%) CE (ds/m) Dose (g/l) 0,8 0,7 0,4 0,2 ml/l 1,64
Fertirrigação para o tomateiro Início do desenvolvimento da muda: Soluções nutritivas com CE baixas (0,4-0,5 ds/m) Soluções nutritivas para a fase definitiva (CE de 1,2-1,3 ds/m)
Sistema de injeção de fertilizantes
Fertirrigação
Fertirrigação
Fertilizantes foliares Bioestimulantes (apresenta mais de 2% de aminoácidos em sua composição). Reguladores vegetais (auxinas, giberelinas, citocininas) Fertilizantes quelatizados Fertilizantes a partir de sais (ácido bórico, sulfatos de Cu, Zn, Mn, molibdato de sódio; molibdato de amônio)
Bioestimulantes Natureza física: fluido N- 11% K 2 O 1% M.o. 25%
Reguladores vegetais Stimulate 0,009% de citocinina 0,05% de ácido giberélico 0,005% de ácido indol butírico 0,9% de Matéria orgânica 0,0mL/ L 0,5mL/ L 1,0 ml/l 1,5 ml/l 2,0 ml/l
Fertilizantes quelatizados Fe 2+ + 3H 2 O Fe(OH) 3 + 3H + + é EDDHA EDTA DTPA Agentes quelatizantes
EDTA 120 Fe PO4 Fe EDTA Fe (OH) % FORMADO 100 80 60 40 20 0 4 4.5 5 5.5 6 6.5 7 7.5 8 8.5 ph DA SOLUÇÃO NUT RIT IVA
DTPA 120 Fe PO4 Fe DTPA Fe (OH) 100 % FORM A DO 80 60 40 20 0 4 4.5 5 5.5 6 6.5 7 7.5 8 8.5 ph DA SOLUÇÃO NUTRITIVA
EDDHA 120 Fe PO4 Fe EDDHA Fe (OH) % FORMA DO 100 80 60 40 20 0 4 4.5 5 5.5 6 6.5 7 7.5 8 8.5 ph DA SOLUÇÃO NUT RIT IVA
Qualidade da muda Muda estiolada
Transporte
Transporte inadequado