SOCIEDADE MINEIRA DE CULTURA Mantenedora da PUC Minas e do COLÉGIO SANTA MARIA DATA: 0 / 0 / 2014 UNIDADE: I ETAPA AVALIAÇÃO DE RECUPERAÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA 2.º ANO/EM ALUNO(A): Nº: TURMA: PROFESSOR(A): VALOR: 30,0 MÉDIA: 18,0 RESULTADO: % os textos a seguir e às questões de 01 e 03. TEXTO I Se se morre de amor! Se se morre de amor! Não, não se morre, Quando é fascinação que nos surpreende [...] Simpáticas feições, cintura breve, Graciosa postura, porte airoso, Uma fita, uma flor entre os cabelos, Um quê mal definido, acaso podem Num engano d amor arrebatar-nos. Mas isso amor não é; isso é delírio, Devaneio, ilusão, que se esvaece Ao som final da orquestra, ao derradeiro Clarão, que as luzes no morrer despedem: Se outro nome lhe dão, se amor o chamam, D amor igual ninguém sucumbe à perda. Amar é vida; é ter constantemente Alma, sentidos, coração abertos, Ao grande, ao belo; é ser capaz d extremos. D altas virtudes, té capaz de crimes! Compr ender o infinitivo, a imensidade, E a natureza e Deus; gostar dos campos, D aves, flores, murmúrios, solitários; Buscar tristeza, a soledade, o ermo, E ter o coração em riso e festa; É a branda festa, ao riso da nossa alma Fontes de pranto intercalar sem custo; Conhecer o prazer e a desventura No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto O ditoso, o misérrimo dos entes: Isso é amor, e desse amor se morre! [...] Esse, que sobrevive à própria ruína, Ao seu viver do coração, às gratas Ilusões, quando em leito solitário, Entre as sombras da noite, em larga insônia, Devaneando, a futurar venturas, Mostra-se e brinca a apetecida imagem; Esse, que à dor tamanha não sucumbe, Inveja a quem na sepultura encontra Dos males seus o desejado termo! DIAS, Gonçalves. In FACIOLI, Valentim. OLIVIERI, Antônio Carlos (Org.). Poesia Brasileira Romantismo. São Paulo: Ática, 200. p. 43-45. 1
TEXTO II Metamorfoses no amor A concepção de amor se transforma drasticamente e modifica os comportamentos sexuais e amorosos.(...) O amor fantasioso não possui a mesma concepção tradicionalista que permeou o imaginário dos amantes. O sentido e busca do amor não está mais pautada do conceito melódico do assim frustrador amor romântico. (...) Não se ama alguém, mas se gosta, se admira, se fascina, se adora e por aí vai. O termo sugere uma gama de sentimentos e sensações que necessitam ser nomeados. De uma ideia muito ampla e dilatada para ideias mais coerentes, explicativos e viscerais. O amor romântico é frustrador porque nutre em si expectativas e idealizações sobre a pessoa amada. Uma cultura que defende o amor romântico como a única e verdadeira forma de amor. Cultua-se a crença de exclusividade e possessividade, cuja unanimidade faz com credite ao amor romântico e o sistema mais propício para a constituição de relações amorosas e casamento. O amor romântico é presunçoso e se alimenta de uma profunda sensação de solidão, alienação e frustração que as pessoas possuem pela incapacidade de construírem relações afetuosas sustentadas na realidade. (...) Hoje conhecemos o amor romântico também como amor incondicional, que tenta diminuir o sentimento de abandono. Conceito irreal e efêmero, o amor romântico não deve ser confundido com romantismo. Mandar flores, beijos ardentes, demonstração de carinho e afeto, gentileza fazem parte do romantismo, mas a ideia equivocada de simbiose, que através do amor o casal deve viver uma única vida, que quem ama não tem por que apreciar outra pessoa, que o prazer deve ser restrito a essa relação dualista distorce todo o intuito de viver ao lado de alguém sem obrigações, exigências, de forma livre e autônoma. ROSOSTOLTO, Breno. Disponível em: <http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/metamorfoses-no-amor/2855>. Acesso em: 29 abr. 2014. 01. a) de que maneira o eu lírico expõe as definições do amor no poema Se se morre de amor!, de Gonçalves Dias. b) como o título do poema Se se morre de amor, de Gonçalves Dias, assume uma postura interrogativa. 2
02. a) O texto Metamorfoses do amor, de Breno Rosostolto, ou as ideias defendidas no poema Se se morre de Amor, de Gonçalves Dias? b) Segundo Breno Rosostolto, o amor romântico é frustrador, irreal e efêmero. essa concepção e sua resposta com elementos do texto. 03. a) Nas duas primeiras estrofes, o eu poético apresenta uma configuração para o amor de que não se morre, utilizando as palavras fascinação, delírio, devaneio e ilusão para nomear o que alguns chamam de amor, mas não o seria. a classe gramatical dessas palavras. por que o emprego dessa classe gramatical é fundamental para a configuração do amor de que não se morre. b) Na terceira estrofe, o eu lírico alicerça seu pensamento com o auxílio de palavras cujo valor semântico se opõem. -as. a classe de palavras às quais elas pertencem e. 3
04. a charge abaixo. Disponível em: <www.dukechargista.com.br>. Acesso em: 29 abr. 2014. a) O texto de Duke tem um forte caráter crítico. é a crítica feita pelo chargista a respeito da Copa do Mundo? b) o emprego do artigo definido no texto de Duke. 05. o anúncio publicitário a seguir. Disponível em: http://www.boticario.com.br/?utm_source=yahoo&utm_medium=cpc&utm_term=search&utm_content= Texto&utm_campaign=w3haus_ecommerce_yahoo_institucional_search>. Acesso em: 29 abr. 2014. 4
a) Observando a palavra referência, empregada no anúncio, a estratégia de convencimento utilizada pelo anunciante. Para tanto, é necessário essa palavra gramaticalmente. b) a tira a seguir. BROWNE, Chris de. Folha de S. Paulo, 20 jun.1991. No segundo quadrinho, Hagar emprega um adjetivo anteposto ao substantivo. por que essa anteposição é fundamental para a criação do efeito de humor da tira. AOL/VAMR/gmf 5