Cultura do abacateiro

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Transcrição:

Corte longitudinal de um fruto de abacate (Baga monocárpica carnosa) Cultura do abacateiro Exocarpo Mesocarpo Endocarpo Caroço Região estilar Maio, 2017 Composição química de algumas frutas Valor calórico de algumas frutas Frutas Abacate Laranja Maçã Pêra Uva Banana Água (%) 70,6 87,2 86,1 82,7 81,6 74,8 Óleo (%) 20,1 0,2 0,4 0,4 0,4 0,2 Açúcares (%) 5,9 8,7 11,1 8,9 14,7 19,2 Proteínas (%) 2,1 0,9 0,5 0,7 0,8 1,2 Cinzas (%) 1,3 0,5 0,3 0,4 0,5 0,8 Frutas Abacate Banana Laranja Uva CAL/100g 218,0 98,6 50,2 73,6 Composição do óleo de abacate e do azeite de oliva (%) Frutas Palmítico Esteárico Oleico Linoleico Abacate 7 1 81 11 Oliva 10 1 80 8 Benefícios do abacate Para consumo Redução dos níveis de colesterol total, colesterol ruim (LDL) e triglicérides; Controle da glicemia em pacientes diabéticos; Para utilização Aproveitamento industrial para extração de óleo e álcool, geração de biocombustível, fabricação de tintas, cosméticos, medicamentos e alimentos; Culinária: vitaminas e sucos (Brasil), pratos salgados (demais países produtores). 1

Evolução da produção mundial de abacate PRINCIPAIS PRODUTORES DE ABACATE NO MUNDO PAÍS PRODUÇÃO (t) ÁREA COLHIDA (ha) Produção (toneladas) 5000000 4500000 4000000 3500000 3000000 2500000 2000000 1500000 1000000 500000 0 3963178 3916699 Fonte: Agrianual (2017), com dados de 2013. 4266672 4470008 4717102 2009 2010 2011 2012 2013 Anos 1. México 1.467,84 144.244 2. República Dominicana 387.546 12.927 3. Colômbia 303.340 32.064 4. Peru 288.387 25.753 5. Indonésia 276.311 20.000 6. Quênia 191.505 11.583 7. Estados Unidos 175.226 26.138 8. Chile 164.750 36.355 9. Brasil 150.359 9.445 10. Ruanda 148.823 18.855 Outros 1.156,27 162.914 TOTAL 4.717,10 516.485 Fonte: Agrianual (2017), FAOSTAT (2017). Principais países exportadores de abacate CONSUMO DE ABACATE NO MUNDO Fonte: Agrianual (2017) Brasil: Em 2016 o consumo per capita variou de 0,3 a 0,5 kg por ano Fonte: Rodolfo Hoffmann, Revista de Economia Agrícola HISTÓRIA DA INDÚSTRIA DO ABACATE NO BRASIL HISTÓRIA DA INDÚSTRIA DO ABACATE NO BRASIL Data de introdução do abacate é incerta, provavelmente da Guiana (1787?) Pomares comerciais foram inicialmente estabelecidos na região Sudeste 1809: Primeiro plantio de mudas vindas das Antilhas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro Data incerta da introdução do abacate em São Paulo, provavelmente da região Sul do País. 1925: Primeira introdução de variedades de abacate da Flórida pelo Sr. João Dierberger (Fazenda Citra, Limeira, SP) 30 e 40: expansão da cultura 50 s: primeira exportação de abacates para a Argentina 60 s e 70 s: plantio de abacate foi subsidiado em São Paulo 80 s: primeira exportação dos abacates Fuerte e Hass para a Europa Meados de 90 até hoje: produção SP tem variado de 60 a 80 mil t/ano 2001/dias atuais: a melhoria dos preços da fruta no mercado local estão estimulando novas plantações. 2

Abacate no Brasil: Área colhida e produção dos principais Estados produtores - 2014 Produção nacional: 150.359 (t) Área colhida: 9.445 (ha) PRINCIPAIS REGIÕES PRODUTORAS NO ESTADO DE SÃO PAULO São Paulo: 65% dos pomares comerciais com até 110 hectares 25% dos pomares comerciais entre 110-150 hectares 1.447 (t) 177 (ha) 3.394 (t) 160 (ha) 124.427 (t) 6.930 (ha) 5.101 (t) 811 (ha) SP: 79.316 (t) 4.234 (ha) MG: 41.259 (t) 2.373 (ha) Tupã (240 ha) Bauru (690 ha) Pirajú (337 ha) Altinópolis (550 ha) Jardinópolis (488 ha) Aguaí (405 ha) Mogi-Mirim (260 ha) Santo Antonio da Posse (275 ha) Fonte: Agrianual (2017) 21.091 (t) 1.367 (ha) PR: 15.784 (t) 923 (ha) RS: 5.277 (t) 440 (ha) IEA (2016) DESCRIÇÃO DO ABACATEIRO RAÍZES DO ABACATEIRO Plantas de clima subtropical Copa de tamanho variável (alta, crescimento ereto ou horizontal dependendo da cultivar) Crescimento em fluxos alternados de brotos e raízes. Ramos frágeis e quebradiços Sistema radicular extenso e superficial Raízes brancas absorventes concentradas nos primeiros 50-60 cm FLORESCIMENTO As flores ocorrem em panículas, em grande número, entre julho e setembro, segundo a região de cultivo. Hermafroditas FLORES DO ABACATEIRO Polinização por abelhas (flores pouco atrativas em comparação com flores de citros ou silvestres) 3

Dicogamia protogínica em flores de abacateiro Estágio feminino BIOLOGIA FLORAL - Dicogamia protogínica (primeira abertura floral em estágio feminino) - Grupo Floral: A e B (segundo a abertura dos órgãos sexuais) - Polinização cruzada: plantio intercalar das variedades A e B pode aumentar a frutificação, mas nem sempre é necessário. Estágio masculino GRUPO A: HASS, FORTUNA, OURO VERDE, BREDA, Abertura simultânea de flores masculinas e femininas GRUPO B: MARGARIDA, QUINTAL, GEADA Classificação botânica Centros de origem das três raças cultivadas do abacateiro Família: Gênero: Espécie: Lauraceae (40 gêneros) Persea (50 espécies) Persea americana Trópico de Câncer Golfo do México Raças: Antilhana: Guatemalense: Mexicana: P. americana var. americana P. americana var. guatemalensis P. americana var. drymifolia Mexicana Antilhana Oceano Pacífico Guatemalense Scora; Bergh (1990) modificado Raça Antilhana (P. americana var. americana) Raça Antilhana (P. americana var. americana) Origem: Clima tropical Tolerância à geadas: Baixa Frutos: Grandes, formato piriforme Casca: Espessura média, textura coriácea Teor de óleo: Baixo Maturação: Precoce (dezembro-março) Cultivares: Pollock, Simmonds, Fucks 4

Raça Guatemalense (P. americana var. guatemalensis) Raça Mexicana (P. americana var. drymifolia) Origem: Clima subtropical Tolerância à geadas: Média Frutos: formato arredondado Casca: Espessura grossa, textura quebradiça Teor de óleo: Médio Maturação: meia-estação a tardia (março a dezembro) Cultivares: Wagner, Prince, Linda, Rincon Origem: Clima temperado Tolerância à geadas: Alta Frutos: Pequenos e de formato piriforme Folhas: com cheiro de anis Casca: Espessura fina e lisa Teor de óleo: Alto Maturação: Precoce (dezembro-abril) Cultivares: Duke, Ettinger Raça Mexicana (P. americana var. drymifolia) Evolução das cultivares de abacateiro no Brasil Cultivo 1920 a 1970 Precoce (Jan/Fev) Fucks Pollock Simmonds Maturação Mediana (Abr/Mai) Collinson Tardia (Ago/Nov) Prince Wagner Linda 1970 a 2005 (2017) Cultivares híbridos (A x G) Geada Abril-Julho Fortuna Quintal HASS (mar-mai) (G X M) Ouro Verde Margarida Breda Cultivares de abacateiros no Brasil Cultivares de abacateiros no Brasil GEADA Híbrido (A x G) Maturação no início da temporada (janeiro-fevereiro) - Baixo teor de óleo na polpa - Casca lisa Grupo Floral B QUINTAL Híbrido (A x G) Maturação mediana (abril a julho) Grupo Floral B 5

Cultivares de abacateiros no Brasil Cultivares de abacateiros no Brasil FORTUNA Híbrido (A x G) Maturação mediana (abril a julho) Grupo Floral A MARGARIDA Híbrido (A x G) Maturação tardia (agosto a novembro) Grupo Floral B Cultivares de abacateiros no Brasil Cultivares de abacateiro no Brasil (alta concentração de óleo) BREDA Híbrido (A x G) Final da temporada de maturação (setembro a dezembro) Alto preço dos frutos, Grupo Floral A Fuerte (G x M) Meia estação Hass (G x M) Precoce à Meia Estação Hass (híbrido das raças guatemalense x mexicana) Zonas climáticas de maturação de abacate no Estado de São Paulo Norte de São Paulo maturação precoce 3 meses de diferença na época de colheita Sul de São Paulo maturação tardia Fonte: Montenegro (1956) 6

Graus-Dia acumulados na frutificação de algumas variedades de abacateiro Porcentagem de óleo no fruto de três cultivares de abacate, em três regiões do Estado de São Paulo Variedades Região Época maior Época de Graus-Dia Produtora florescimento Maturação Acumlulados Região Média Pollock N. Horizonte Agosto Janeiro 2484 Limeira Agosto Fevereiro 2542 2513 Collinson N. Horizonte Agosto Abril 3708 Limeira Agosto Junho 3790 3767 Itapetininga Setembro Agosto 3801 Prince N. Horizonte Setembro Julho 4247 Limeira Setembro Agosto 4024 4138 Itapetininga Outubro Outubro 4142 Wagner N. Horizonte Setembro Agosto 4594 Limeira Setembro Setembro 4348 4480 Itapetininga Outubro Novembro 4499 Fonte: Lucchesi et al. (1977) Região Variedade N. Horizonte Limeira Itapetininga Collinson Prince Wagner CV = 4,95% 7,47 10,31 10,74 Fonte: Lucchesi & Montenegro (1975) 7,94 10,70 11,57 dms = 0,55 9,02 11,24 13,13 Produção da muda enxertada Produção da muda enxertada Figura 1. Semeadura e cobertura do porta-enxerto (a, b); Preparo do portaenxerto para enxertia (c, d, e) Figura 2. Preparo da variedade copa para enxertia (f, g, h); Enxertia (i); Fixação do enxerto com fitilho plástico (j). Produção da muda enxertada Produção da muda enxertada Semeadura Enxertia 30-60 dias Emergência 60 dias (desenvolvimento) 90-150 dias Plantio Figura 3. Cobertura do enxerto com saco plástico (k, l, m); Muda pronta (n); Viveiro de mudas (o); Planta adulta (p). Total : 6 a 9 meses 7

12 10 8 6 4 2 Fenología en Paltos 0 Ago Sep Oct Nov Dic Ene Feb Mar Abr May Jun Meses Crec. Repr. Crec. Veg Floración Crec. Rad. Caida frutos Crec. Frutos Instalação do pomar (espaçamentos tradicionais) Instalação do pomar (espaçamentos não-tradicionais) cv. Hass, 4 anos de idade, Piraju/SP cv. Quintal, 7 anos de idade, Taquarivaí/ SP Espaçamento largo: 10x10, 12x12 m = 80 a 100 plantas/ha Alto porte das plantas (> 6 m após 7 anos de idade) Tendência atual: plantios mais adensados: 8 x 6, 8 x 5, 7 x 6 m (necessário a adoção da prática de poda) PLANTIOS ADENSADOS 6x6 m, 6x5 m, 6x4 m 400 a 555 plantas/ha África do Sul PLANTIOS ULTRA ADENSADOS 2,5x2,5 m, 3x3 m 1.111 a 1.600 plantas/ha Chile Ocorrência das Etapas Fenológicas na cultura do abacateiro CHILE CALIFÓRNIA Crecimiento relativo NOVA ZELÂNDIA ÁFRICA DO SUL POMARES NÃO IRRIGADOS ARARAS/SP PERU Whiley, AW, Saranah, JB, Cull, BW & Pegg, KG 1988, Manage avocado tree growth cycles for productivity gains, Queensland Agricultural Journal, vol.114, pp. 29-36. F. Mena, 2004. E NO BRASIL, 9º PRODUTOR MUNDIAL DE ABACATE??... Manejo do pomar DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS EM ABACATES CULTIVADOS EM SOLOS ÁCIDOS CRESCIMENTO DE RAÍZES Fósforo (nível de 0,09% na folha) Potássio (nível de 0,65 % na folha) Aplicações de gesso (aumenta macroporosidade do solo/reduz número e tamanho das estruturas do patógeno) ou calcário ao solo + fosfito de K foliar para controle da podridão radicular (Phytophthora cinnamomi) Adubação ao solo (incorporar com chuva) 8

Manejo do pomar DEFICIÊNCIA DE CÁLCIO EM ABACATES CULTIVADOS EM SOLOS ÁCIDOS Fontes de adubos fosfatados Superfosfato simples ou tríplice (incompatível com calcário e compatibilidade limitada com uréia) MAP Fontes de adubos potássicos KCl: somente no período chuvoso (toxicidade pelo cloreto em época de estiagem) Sulfato de K Nitrato de potássio Deformações nas folhas Escurecimento de polpa e menor vida pós colheita Aplicações de gesso agrícola e calcário DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS EM ABACATES CULTIVADOS EM SOLOS ÁCIDOS Manejo do pomar Adubação com Zinco em Abacateiros Sulfato de Zn: aplicar 1,5 Kg/planta/ano (dividido em 2 aplicações ao solo). Aplicações foliares somente em época de brotações (o Zn é pouco translocado na folha) Zinco (nível de 17 mg dm -3 na folha) Adubação com Boro em Abacateiros Ácido bórico ou Ulexita ao solo, em época de crescimento de raízes (3 a 10 kg B/ha ano, segundo o grau de deficiência) Solos ácidos: aplicação de B e Zn na cova do plantio (além de P, adubo orgânico) Boro (nível de 23 mg dm -3 na folha) Nutrição e adubação Manejo do pomar Nutrição Recomendação de adubação baseada em análise de solo, análise foliar e expectativa de produção. Micronutrientes importantes: Fe, B, Zn, Cu, Mn. FLORESCIMENTO Adubação N-P-K 90 g N 30 g P 2 O 5 96 g K 2 O para cada caixa de 25 Kg Pré-florescimento: Pulverização com boro, dirigida às inflorescências Florescimento: Adubação foliar com N e Ca (Nitrato de Cálcio, MAP) Fungicidas: controle de Antracnose, Cercospora, Verrugose 9

FLORESCIMENTO Manejo do pomar CRESCIMENTO DOS BROTOS Forte competição entre flores e brotos na primavera : a favor dos brotos (resulta em baixa fixação de frutos e produção). A adubação com N na primavera objetiva nutrir as flores, sem promover crescimento exagerado dos brotos (aplicar 20-30% da dose anual de N nesta época) Adubação foliar com micronutrientes (B, Zn) Pulverização contra lagartas Manejo do pomar Manejo do pomar Uso de coberturas vegetais em abacateiros não irrigados: Aumenta o teor de matéria orgânica do solo Melhora a estrutura física da camada superficial Conserva a umidade do solo no período seco Ajuda no controle da podridão radicular (Phytophthora cinnamomi) Poda de renovação de copa Poda de revigoramento da planta Fonte: CANTUARIAS-AVILÉS (Fazenda Campo de Ouro, Piraju/SP) Manejo do pomar ÉPOCAS DE PODA EM ABACATEIROS Poda para redução gradativa da altura do pomar Após a colheita e antes da próxima florada; Quando a época coincidir com o fim do outono ou no inverno, somente em regiões onde não há ocorrência de geadas; Fonte: CANTUARIAS-AVILÉS (Fazenda Campo de Ouro, Piraju/SP) Em plantas com frutos prontos para serem colhidos e frutos recém fixados (cvs. de colheita tardia), podar plantas com baixa produção de frutos. Planta muito alta, frutificação periférica Remoção de 1 a 2 pernadas centrais/ano 10

PRINCIPAIS PRAGAS DO ABACATEIRO Pragas de folhas: Cochonilhas, Lagartas, Besouros, Ácaros. PRAGAS DAS FOLHAS DO ABACATEIRO Cochonilhas Pragas de folhas e frutos: Cochonilhas, Besouros. Pragas dos ramos e troncos: Cigarrinhas, Cochonilha parda, Coleobrocas, Broca-do-abacateiro (também ataca frutos) Pragas dos frutos: lagarta-do-fruto (Stenoma), percevejos Protopulvinaria longivalvata PRAGAS DAS FOLHAS DO ABACATEIRO PRAGAS DAS FOLHAS DO ABACATEIRO Lagartas Ácaro vermelho do abacate Oligonychus yothersi Ácaro do abacate Oligonychus persea PRAGAS DE FOLHAS E FRUTOS Cochonilhas PRAGAS DE FOLHAS E FRUTOS Dano de tripes em folhas e frutos de abacate Hass Besouros Besouro amarelo Besouro de Limeira 11

PRAGAS DOS RAMOS Cigarrinha dos pomares PRAGAS DOS RAMOS E TRONCOS Coleobrocas (Apate terebrans) PRAGAS DOS RAMOS, TRONCOS E FRUTOS Broca-do-abacateiro (Heilipus catagraphus) PRAGAS DE RAMOS, TRONCOS E FRUTOS Broca-do-abacateiro (Heilipus catagraphus) Fonte: Lourenção et al., 1984, Bragantia, 4(1): 294-253 PRAGAS DOS FRUTOS Lagarta ou Broca do fruto (Stenoma catenifer) PRAGAS DOS FRUTOS Lagarta-ou Broca do- fruto (Stenoma catenifer) Larva Adulto Larva na semente Pupa (no solo) MEDIDA DE CONTROLE - Catação/Eliminação de frutos do solo e restos de poda 12

PRINCIPAIS DOENÇAS DO ABACATEIRO 1. Podridão radicular (Phytophthora cinnamomi) 2. Antracnose (Colletotrichum gloeosporioides) 3. Cercosporiose (Cercospora purpurea) PODRIDÃO RADICULAR ou GOMOSE (Phytophthora cinnamomi) É a mais grave doença do abacateiro a nível mundial e no Brasil; Motivou a produção comercial de porta-enxertos tolerantes à doença (clonais em alguns países) 4. Verrugose ou Sarna (Sphaceloma perseae) 5. Oídio (Oidium perseae) Podridão radicular (Phytophthora cinnamomi) Controlado com metalaxyl, ácido fosforoso, Fosetil-Al (Aliette) ou fosfitos de potássio via foliar. Aplicações massivas de gesso agrícola (2 a 3 ton/ha/ano) e calcário são recomendadas para controle da doença. ANTRACNOSE (Colletotrichum gloeosporioides) Aplicações de gesso agrícola e calcário Cercosporiose (Cercospora purpurea) O ataque ocorre nas folhas, inflorescência e frutos O controle é o mesmo que para antracnose Verrugose (Sphaceloma perseae ) O ataque é observado em folhas, frutos e eventualmente em ramos O controle é o mesmo que para antracnose 13

Oídio (Oidium perseae) Mancha algácea (Cephaleurus mycoidea) Sintomas em folhas e flores Controle na florada ou quando há desfolha intensa COLHEITA COLHEITA DETERMINAÇÃO DO PONTO DE COLHEITA: segundo o teor de matéria seca da polpa: > 19% Matéria seca na polpa para cultivares brasileiras > 23% Matéria seca para abacate Hass Determinação % Matéria Seca: Secagem de 100 g de rodelas de polpa limpa de abacate, em microondas a 40% da potência, por 15 min, até estabilizar o peso. Materiais: Forno microondas com potência regulável Balança com precisão de 1 grama Prato Tempo de determinação: 30 min por amostra Conteúdo de matéria seca (%) = Peso seco amostra x 100 Peso úmido amostra Colheita Semi Mecanizada Colheita 14

COLHEITA DO ABACATE Embalagens para abacate A. Mercado Interno Caixa tipo querosene (23-25 kg) Caixa de mercado (28 kg) B. Exportação Caixa de papelão com frestas ou perfurações (40 x 30 x 10 cm) CONSIDERAÇÕES FINAIS EXPANSÃO DA INDÚSTRIA DO ABACATE NO BRASIL 1. O abacate é uma alternativa interessante para diversificação da produção frutícola, tanto para mercado interno como para o externo; 2. É possível aumentar a produtividade dos pomares através de manejos culturais adequados de adubação, irrigação, controle de pragas e doenças. 3. O adensamento e a poda são manejos que devem ser adotados para aumentar a produtividade dos pomares. Para aumentar o consumo de abacates: Desmitificar fama de fruto gorduroso Propriedades nutracêuticas (reduz colesterol) Diversificar a forma de consumo: limitado apenas como sobremesa 4. Para um crescimento sustentável da indústria brasileira do abacate são necessárias ações de marketing e divulgação para aumentar o CONSUMO DA FRUTA. 15

Literatura recomendada Teixeira, C.G. et al. Abacate Série Frutas Tropicais No. 8. Ital, Campinas, 250p., 1995. Campos, J.S. Cultura racional do abacateiro. Ícone Editora, Campinas, 150p., 1985. Nakasone, H.Y. & Paull, R.E. Tropical Fruits. CAB International, Wallingford, 445p., 1998. 16