13 AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS DE NUTRIÇÃO VIA
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- Lucinda Cordeiro Caminha
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1 13 AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS DE NUTRIÇÃO VIA FOLIAR APLICADOS NA SOJA EM LUCAS DO RIO VERDE, MT O objetivo neste trabalho foi testar e avaliar o programa de nutrição foliar recomendado pela empresa Helena Marubeni na cultura da soja em Lucas do Rio Verde, MT. O experimento foi instalado nas dependências da Fundação de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico Rio Verde, localizada entre as coordenadas geográficas S W e S W, com altitude média de 387 metros, no município de Lucas do Rio Verde - MT, em um LATOSSOLO VERMELHO Amarelo Distrófico de textura argilosa, em semeadura direta sob palhada residual da cultura de milho safrinha. A análise química do solo foi realizada na profundidade de 0 a 20 cm, e os resultados podem ser observados na Tabela 01. Tabela 01. Análise química do solo. ph P K Ca+Mg Ca Mg Al H H+Al Mat.Org CTC (T) Saturação de Bases (V) CaCl 2 mg/dm 3 cmol/dm 3 g/dm 3 cmol/dm 3 % 5,4 11,3 52,0 4,1 2,5 1,6 0,0 4,2 4,2 3,7 8,4 50,2 Foi utilizado o delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições. Cada parcela foi composta com 10 linhas de plantio por metros de comprimento, totalizando 22,5 m² por parcela. Os tratamentos empregados no experimento estão descritos na Tabela 2. 1 S o j a /
2 Tabela 2. Descrição dos tratamentos utilizados no experimento com o programa nutricional da empresa Helena Marubeni na cultura da soja em Lucas do Rio Verde, MT, (continua) Tratamento Produtos Época de Aplicação Doses (L ha -1 ) 1 Padrão Fazenda O plantio foi realizado no dia 29/10/2013 no espaçamento de 0,45 metros entre linhas com a cultivar de soja TMG 132 RR, com adubação de 400 kg ha -1 do formulado no sulco de semeadura e 100 kg ha -1 de KCL a lanço em pós-emergência da cultura. A área do experimento foi cultivada nos dois últimos anos com rotação soja/milho. Os dados de precipitação ocorridos entre os meses de setembro de 2013 a março de 2014 estão apresentados na Figura 1. 2 S o j a /
3 Precipitação (mm) 09 - AVALIAÇÃO DOS PROGRAMAS DE NUTRIÇÃO FOLIAR HELENA MARUBENI PARA A CULTURA 400,0 350,0 300,0 250,0 200,0 150,0 100,0 50,0 0,0 105,4113,8 104,8 66,4 80,6 11,6 22,4 170,6 110,0 93,0 216,0 142,4 68,8 135,4 126,0 117,6 352,0 157,8 130,8 94,0 86,6 Setembro Outubro Novembro Dezembro Janeiro Fevereiro Março Decêndio (somatório de dez dias/mês) Figura 1. Precipitação ocorrida nos decêndios compreendidos entre os meses de setembro de 2013 a março de 2014 com acumulado de mm no período. Fundação Rio Verde, O controle de plantas invasoras foi realizado com duas aplicações de glifosato na dose de 2,0 L ha -1. Para o controle de pragas foram realizadas duas aplicações de Curyom na dose de 0,3 L ha -1, duas aplicações de Engeo Pleno na dose de 0,3 L ha -1 e quatro aplicações de Tiger 100 EC na dose de 0,3 L ha -1 do produto comercial. Para o controle de doenças foram realizadas três aplicações de PrioriXtra na dose de 0,3 L ha -1, sendo em R1, 14 dias após a primeira aplicação e 15 dias após a segunda aplicação. A amostragem foliar para análise do teor de macro e micronutrientes no tecido foliar da soja foi realizada em R2. Após serem coletadas, as amostras foram lavadas em água destilada, acondicionadas em sacos de papel e secas em estufa de ventilação forçada por 48 horas com temperatura média de 65 C, para posterior envio ao laboratório de análises. Como comparativo dos resultados obtidos utilizou-se os padrões recomendados pela Embrapa, 1998 (Tabela 3). Tabela 3. Valores de referência dos teores foliares de nutrientes considerados adequados para a cultura da soja. Macronutrientes Teor (g kg -1 ) Micronutrientes Teor (mg kg -1 ) Nitrogênio 45,1 55 Boro Fósforo 2,6 5 Cobre 6 14 Potássio 17,1 25 Ferro Cálcio 3,6 20 Manganês Magnésio 2,6 10 Zinco Enxofre 2,1-4 Molibdênio Sem informação Fonte: EMBRAPA, S o j a /
4 Em pré-colheita foi realizada a contagem do estande final de plantas em 4 metros lineares em cada parcela. A altura de inserção da primeira vagem e a altura de plantas foram realizadas em duas plantas de cada parcela e o grau de acamamento foi avaliado com nota de 1 a 9, sendo 1 para não acamado e 9 para totalmente acamado. A colheita da parcela foi realizada de forma manual, sendo colhido todo o material das duas linhas centrais da parcela e o material colhido foi então trilhado em equipamento especifico para posterior leitura de umidade, pesagem de mil grãos e peso total da parcela. Os resultados foram convertidos em unidade de área com umidade padrão de comercialização de 13%, posteriormente foram submetidos à análise de variância e a comparação de médias pelo Teste de Scott-Knott ao nível de 5% de probabilidade através do programa computacional Assistat 7.6 Beta (Silva et al. 2009). Resultados e Discussão Não foram verificados efeitos dos tratamentos nos teores de N, K, Ca, Mg e S no experimento com a cultura da soja em Lucas do Rio Verde, MT (Tabela 4). O teor de fósforo apresentou valores mais elevados nos tratamentos 6 e 7 em relação aos demais tratamentos empregados neste ensaio. Tabela 4. Teor de macronutrientes no tecido foliar da soja em função dos tratamentos empregados. Fundação Rio Verde, Tratamentos N P K Ca Mg S g kg ,5 3,6 b 20,2 7,7 6,3 2,3 2 47,5 4,0 b 20,0 7,6 6,3 2,2 3 47,1 3,9 b 19,9 7,3 5,9 2,1 4 47,9 4,0 b 21,3 7,7 5,7 2,3 5 49,7 4,0 b 20,6 7,2 5,4 2,1 6 49,7 4,1 a 21,2 7,0 5,8 2,3 7 49,5 4,2 a 20,6 7,1 5,6 2,3 8 47,6 3,8 b 19,6 7,5 6,0 2,2 Média 48,2 3,9 20,4 7,4 5,9 2,2 CV (%) 7,3 20,1 11,2 10,3 10,5 12,1 *Médias seguidas por letras minúsculas iguais na coluna não diferem entre si pelo Teste de Skott-Knott ao nível de 5% de probabilidade. Os micronutrientes apresentaram valores ideais em todos os tratamentos e foi observada diferença estatística somente para o teor de manganês no tecido foliar (Tabela 5). O maior teor de Mn foi observado no tratamento 8 em relação aos demais tratamentos. Os teores de manganês no tecido foliar da soja entre os tratamentos que receberam aplicação de fontes de manganês não apresentaram 4 S o j a /
5 a resposta esperada e foi verificado alto coeficiente de variação para esta variável analisada em laboratório. Tabela 5. Teor de micronutrientes no tecido foliar da soja em função dos tratamentos empregados. Fundação Rio Verde, Tratamentos B Cu Fe Mn Zn mg kg ,2 10,7 171,5 44,1 b 30,9 2 40,9 10,0 144,6 44,1 b 29,9 3 35,6 10,0 147,0 46,6 b 33,0 4 37,4 9,6 139,7 46,6 b 32,6 5 40,4 9,8 122,5 44,1 b 33,4 6 41,4 9,4 129,9 46,6 b 32,1 7 36,7 9,3 134,8 46,6 b 30,1 8 48,4 10,2 154,4 49,0 a 32,5 Média 41,3 9,9 143,0 45,9 31,8 CV (%) 22,2 14,6 18,1 31,4 11,7 *Médias seguidas por letras minúsculas iguais na coluna não diferem entre si pelo Teste de Skott-Knott ao nível de 5% de probabilidade. A cultivar TMG 132 RR não apresentou variação de maturação e acamamento entre os tratamentos testados nas condições deste estudo e foi colhida aos 116 dias após o plantio. Não foram observados efeitos significativos dos tratamentos no peso de mil grãos (PMG) e população final de plantas (POP), entretanto, verificaram-se diferenças estatísticas para a altura de inserção da primeira vagem (AV) e altura de plantas (AP) em função dos tratamentos com diferentes programas de nutrição foliar na cultura na cultura da soja (Tabela 6). Tabela 6. Altura de plantas (AP), altura de inserção da primeira vagem (AV), população final de plantas (POP) e peso de mil grãos (PMG) em função dos tratamentos testados em Lucas do Rio Verde, MT. Fundação Rio Verde, Tratamentos AP AV POP ns PMG ns cm pl ha -1 g 1 58,4 b 12,9 b ,5 2 58,8 b 11,3 c ,5 3 61,6 b 13,9 b ,4 4 71,3 a 14,5 b ,8 5 73,5 a 11,9 c ,5 6 70,4 a 10,7 c ,1 7 73,4 a 15,9 a ,7 8 56,4 b 13,6 b ,8 Média 65,5 13, ,4 CV (%) 8,5 8,7 8,1 5,9 *Médias seguidas por letras minúsculas iguais na coluna não diferem entre si pelo Teste de Skott-Knott ao nível de 5% de probabilidade. ns não significativo. 5 S o j a /
6 Os tratamentos 4, 5, 6 e 7 apresentaram os maiores valores para a variável altura de plantas, porém a maior altura de plantas não refletiu maiores produtividades para os tratamentos. Verificou-se menor altura de inserção da primeira vagem nos tratamentos, 2, 5 e 6, porém os valores apresentados não tornam impeditiva a colheita mecanizada da cultura devido a perdas por não pegamento da plataforma de corte. Foi observada diferença estatística na produtividade em função dos tratamentos testados (Tabela 7). Os tratamentos 3, 4, 5, 6 e 8 apresentaram os maiores valores de produtividade, com incremento médio de 16,5 % (7,4 sc ha-1) em relação ao padrão utilizado na região de Lucas do Rio Verde, MT (Tratamento 1). A maior produtividade foi observada com a aplicação de (5 L/ha) + ATIVO (0,25 L/ha) no estádio R4-5.2 da cultura da soja em Lucas do Rio Verde, MT. Tabela 7. Produtividade da soja em função da aplicação de diferentes programas de nutrição foliar Helena Marubeni em Lucas do Rio Verde, MT. Fundação Rio Verde, Tratamentos Produtividade N Produtos Estádio Doses (L/ha) kg ha -1 sc ha -1 1 Padrão Fazenda 2.701,2 b 4 b ,6 b 49,3 b 3.052,0 a 50,9 a 3.285,4 a 54,8 a 3.070,3 a 51,2 a 3.115,4 a 51,9 a 2.798,0 b 46,6 b 3.197,1 a 53,3 a 6 S o j a /
7 Produtividade (sc ha -1 ) 09 - AVALIAÇÃO DOS PROGRAMAS DE NUTRIÇÃO FOLIAR HELENA MARUBENI PARA A CULTURA Média 3.022,0 50,4 Coeficiente de Variação (%) 6,0 *Médias seguidas por letras minúsculas iguais na coluna não diferem entre si pelo Teste de Skott-Knott ao nível de 5% de probabilidade b 49,3 b 50,9 a 54,8 a 51,2 a 51,9 a 46,6 b 53,3 a Programas de Nutrição Foliar Figura 2. Produtividade da soja em função da aplicação de diferentes programas de nutrição foliar Helena Marubeni em Lucas do Rio Verde, MT. Fundação Rio Verde, Considerações Finais Dentre os programas nutricionais testados, destacaram-se: A aplicação de (5 L/ha) + ATIVO (0,25 L/ha) no estádio R4-5.2 da cultura da soja incrementou a produtividade em 17,9% (9,8 sc/ha) em relação a testemunha com o padrão regional de manejo. A aplicação em diferentes estádios fenológicos da soja de (1 L/ha) + Tracite (2 L/ha) em V4- V6, (1 L/ha) + Ativo (0,25 L/ha) em e (5 L/ha) + ATIVO (0,25 L/ha) no estádio R4-5.2 incrementaram a produtividade da soja em 15,5% (8,3 sc/há) em relação ao em relação ao padrão utilizado em Lucas do Rio Verde, MT. Referências Bibliográficas EMBRAPA-Centro Nacional de Pesquisa de Soja. Recomendações técnicas para a cultura da soja na região central do Brasil 1998/99. Londrina: EMBRAPA-CNPSo, p. 7 S o j a /
8 SILVA, F. de A.S.; AZEVEDO, C.A.V. de, Principal Components Analysis in the Software Assistat- Statistical Attendance. In: World Congress on Computers in Agriculture, 7, Reno-NV-USA: American Society of Agricultural and Biological Engineers, S o j a /
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