Estado de mal epiléptico

Documentos relacionados
CEFALÉIAS NA SALA DE. Sergio Novis

Dor de cabeça Resumo de diretriz NHG M19 (terceira revisão, janeiro 2014)

Distúrbios do Na+ 0 7 / 1 2 /

Doença com grande impacto no sistema de saúde

Diretrizes Assistenciais

Aula Prática administrada aos alunos do 4º e 5º períodos do curso de graduação em medicina no Ambulatório de Ginecologia do UH-UMI.

Conduta Frente a Casos de Tuberculose Eletânia Esteves de Almeida Infectologista

Lição 06 HEMORRAGIAS E CHOQUE. 1. Enumerar 5 sinais ou sintomas indicativos de uma hemorragia;

REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA GOVERNO REGIONAL SECRETARIA REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS INSTITUTO DE ADMINISTRAÇÃO DA SAÚDE E ASSUNTOS SOCIAIS, IP-RAM

Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso.

Paciente de 89 anos, vem à consulta médica relatando nauseas e vômitos há 2 dias. Previamente à consulta encontravase bem, assintomática.

HIPERCALCEMIA NO RECÉM NASCIDO (RN)

TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA em ODONTOPEDIATRIA SANDRA ECHEVERRIA

Protocolo para controle glicêmico em paciente não crítico HCFMUSP

Do nascimento até 28 dias de vida.

CONSULTA EM CLINICA MÉDICA CÓDIGO SIA/SUS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA Curso de Graduação em Enfermagem Liga de Enfermagem em Neurologia

ANEXO. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Para candidatos que desejam entrar na 4ª etapa do curso

20º Imagem da Semana: Ressonância Magnética de Crânio

Naramig GlaxoSmithKline Brasil Ltda. Comprimidos 2,5mg

PROTOCOLO MÉDICO. Assunto: Osteomielite. Especialidade: Infectologia. Autor: Cláudio de Cerqueira Cotrim Neto e Equipe GIPEA

LORATADINA Hypermarcas S/A Comprimido 10mg

Atendimento do Acidente Vascular Cerebral Agudo. Emergência HNSC

CURSO NACIONAL DE ATUALIZAÇÃO EM EMERGÊNCIAS CLÍNICAS

Febre periódica, estomatite aftosa, faringite e adenite (PFAPA)

Sinais de perigo. Para cada doença, deve-se ensinar ao doente ou à mãe da criança quando deve ir á unidade sanitária.

Paralisia facial periférica Resumo de diretriz NHG M93 (agosto 2010)

Capítulo. Alterações da Glicemia 18 e Diabetes Mellittus. Capítulo 18. Alterações da Glicemia e Diabetes Mellitus 1. OBJETIVOS

I Características Técnicas e Funcionais do Curso

TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO E HIPERTENSÃO INTRACRANIANA

Cetoacidose Diabética. Prof. Gilberto Perez Cardoso Titular de Medicina Interna UFF

Síndrome radicular lombossacral Resumo de diretriz NHG M55 (primeira revisão, abril 2005)

VAMOS FALAR SOBRE HEPATITE

O PARTO NA PACIENTE SOROPOSITIVO

DISTÚRBIOS DO SÓDIO E DO POTÁSSIO

Vamos abordar. 1º- Situação do dengue nas Américas 2º- Desafios para a atenção médica 3º- Curso clínico de dengue

DENGUE AVALIAÇÃO DA GRAVIDADE SINAIS/SINTOMAS CLÁSSICOS SINAIS/SINTOMAS CLÁSSICOS MANIFESTAÇÕES HEMORRÁGICAS MANIFESTAÇÕES HEMORRÁGICAS

DISTÚRBIOS DE CONSCIÊNCIA. Alunas: Natalie Rios Reginara Souza Sara Felipe Tatiane Costa Thamy Marques

I CURSO DE CONDUTAS MÉDICAS NAS INTERCORRÊNCIAS EM PACIENTES INTERNADOS

PROTOCOLO GERENCIADO DE SEPSE PACIENTE COM CONDUTA PARA SEPSE (OPÇÃO 2 E 3 - COLETA DE EXAMES/ANTIBIÓTICO)

Considerações Gerais sobre Hemogasometria

Gastrium (omeprazol) Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A. cápsulas 20 mg

Fibrilação atrial Resumo de diretriz NHG M79 (segunda revisão parcial, agosto 2013)

Capacitação em Serviço: Dengue em 15 minutos

Naratrin EMS S/A. Comprimido revestido. 2,5mg

DIABETES E CIRURGIA ALVOS DO CONTROLE GLICÊMICO PERIOPERATÓRIO

5-HT 1A Núcleos da rafe, hipocampo Gi, AMPc. 5-HT 1B Substância negra, globo pálido, gânglios da base Gi, AMPc. 5-HT 1D Cérebro Gi, AMPc

PROTOCOLO MÉDICO. Assunto: Infecção do sítio cirúrgico. Especialidade: Infectologia. Autor: Cláudio de Cerqueira Cotrim Neto e Equipe GIPEA

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com alterações hepáticas ou renais graves.

PROCESSO DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS PARA TRANSPLANTE

MAXIBELL. Solução Oftálmica Estéril. nitrato de nafazolina (0,5 mg/ml) sulfato de zinco (4 mg/ml) LATINOFARMA INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS LTDA.

Formulário da OPAS/OMS para o resumo de caso de influenza humana pelo vírus da Influenza A (H1N1)

Ciências Morfofuncionais III Fármacos analgésicos

TEXTO BÁSICO PARA SUBSIDIAR TRABALHOS EDUCATIVOS NA SEMANA DE COMBATE À DENGUE 1

PROTOCOLO DE INSULINA EM PERFUSÃO PARA CONTROLO INTENSIVO DE GLICÉMIA EM UNIDADES DE CUIDADOS INTENSIVOS DE ADULTOS

Cardiologia Hemodinâmica

ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO. Prof. Fernando Ramos Gonçalves

22 - Como se diagnostica um câncer? nódulos Nódulos: Endoscopia digestiva alta e colonoscopia

CAD. choque! CAD. Ricardo Duarte hiperglicemia - + H + glicose. glucagon. catecolaminas cortisol GH

CRANEOENCEFÁLICO TRAUMA TISMO MONOGRAFIAS ESCALA DE COMA DE GLASGOW 1 ABERTURA DOS OLHOS 2 RESPOSTA VERBAL 3 RESPOSTA MOTORA

Meningites são processos agudos que comprometem as leptomeninges (pia-aracnóide), ocasionando reação inflamatória do espaço subaracnóide e das

Qual é a função do Sistema Nervoso Central?

Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva

PROVA ENFERMAGEM ASSISTENCIAL A

Disk Novo Nordisk:

PROVA PARA A RESIDÊNCIA MÉDICA EM CARDIOLOGIA, GASTROENTEROLOGIA E MEDICINA INTENSIVA CONCURSO DE SELEÇÃO 2013 PROVA DE CLÍNICA MÉDICA

Aminoácidos-neurotransmissores

PROTOCOLO DE REGULAÇÃO DE UTI

CENTRO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DO PIAUÍ HEMOPI

Leia estas instruções:

CID-10 código etiológico para moléstias com cefaleia secundária]

PEDIATRIA CLÍNICA 1. OBJETIVOS

FARMACOLOGIA APLICADA À ODONTOLOGIA EM ATENÇÃO PRIMÁRIA

[208] a. CONSIDERAÇÕES GERAIS DE AVALIAÇÃO

ANEXO 2: Exemplos de questões e percentual de erro dos participantes

Informações sobre anestesia

Como Interpretar um Boletim de Análises Clínicas

ASSISTÊNCIA EM MASTOLOGIA

PROGRAMA DE ANTICOAGULA- ÇÃO ORAL COMO FUNCIONA

rim medula óssea familiar tecidos córneas tecidos órgãos fígado fígado pulmão pulmão pâncreas pâncreas intestino intestino pâncreas pâncreas

ANÁLISES CLÍNICAS. conhecimento que trabalha com o estudo de. alguma substância de forma a coletar dados e

Visual Sandoz do Brasil Ind. Farm. Ltda. solução oftálmica cloridrato de nafazolina 0,15 mg/ml + sulfato de zinco heptaidratado 0,3 mg/ml

ANEXO. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Para candidatos que desejam entrar na 2ª etapa do curso

ARTIGO. Sobre monitoramento a Distancia e aplicação automática de medicamentos. Sistema de monitoração a distancia e aplicação de medicamentos.

COMA. Recuperação da Consciência. Morte Encefálica

INTEGRANDO CONCEITOS À PRÁTICA DIÁRIA NA CONDUTA AO PACIENTE COM DENGUE

PRESCRIÇÃO DE ATIVIDADE FÍSICA PARA PORTADORES DE DIABETES MELLITUS

Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica Ltda.

Informe Epidemiológico Raiva 25/11/2014

OFICINA INTEGRADA DE DOENÇAS IMUNOPREVINÍVEIS

EstudoDirigido Exercícios de Fixação Doenças Vasculares TCE Hipertensão Intracraniana Hidrocefalia Meningite

Transcrição:

Emergências Neurológicas Fábio de Nazaré Oliveira Neurologista Hospital de Base SJRP Estado de mal epiléptico Paciente de 42 anos de idade do sexo masculino e diabete melito do tipo 2, em uso de clorpropamida, tem ainda antecedente de epilepsia desde os 7 anos de idade, em uso irregular de hidantal 200 mg 2 vezes/dia. Apresentou um episódio de crise convulsiva tônico-clônica generalizada; ainda quando em período pós-ictal, apresentou mais 3 episódios de crises convulsivas, tendo chegado ao serviço de emergência durante a crise, sendo aplicada uma dose de diazepam 10 mg IM, pois não foi possível obter acesso venoso imediatamente. Paciente evoluiu com mais 2 crises, apesar do uso do benzodiazepínico em um período de 10 minutos, até ser obtido acesso venoso. Realizada glicema capilar com um resultado de 30 mg/dl e reposição de 40 ml de glicose a 50%.

Exames Hb 13,4. Ht 40,4%. Na: 121 meq/l. K: 4,2 meq/l. Ureia: 68 mg/dl. Creatinina: 2,6 mg/dl. Estado de mal epiléptico O estado de mal epiléptico (EME) é uma situação grave, na qual crises epilépticas ocorrem frequentemente e, no intervalo das crises, não há recuperação total da consciência. O termo aplica-se também a circunstâncias nas quais ocorrem crises clínicas e/ou eletrencefalográficas com duração maior do que 30 minutos. A mortalidade é alta (15 a 20% nos adultos e 3 a 15% nas crianças), decorrendo de complicações clínicas, superdosagem de medicamentos e de complicações do processo causador do estado de mal epiléptico. Este pode ser convulsivo ou não-convulsivo, sendo as crises motoras generalizadas as potencialmente mais graves e também a forma de manifestação mais frequente. A mortalidade do estado de mal motor generalizado sem tratamento situa-se ao redor de 50% e, com tratamento, em torno de 3 a 20%

Efeitos sistêmicos Estágio I (0 a 30 minutos): a autorregulação cerebral e a homeostase estão preservadas. Há liberação maciça de catecolaminas, com aumento da glicemia, aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, o que é acompanhado por um aumento da pressão intracraniana. Ocorre acidose metabólica e hipertermia. Estágio II (30 a 90 minutos): nesta fase, o mecanismo de autorregulação do fluxo sanguíneo cerebral está afetado e este torna-se dependente da pressão arterial. Ocorre piora da acidose metabólica, hipotensão arterial, diminuição do FSC e hipoglicemia. Causas mais comuns Lesões agudas do SNC, como meningites, encefalites, acidentes vasculares cerebrais e hipóxia cerebral. Suspensão de drogas antiepilépticas. Alterações metabólicas: insuficiência renal, coma hiperosmolar, distúrbios hidreletrolíticos. Processos expansivos, abscessos, hematomas, tumores e cisticercos. Abstinência alcoólica, intoxicação (BHC, DDT, teofilina), terapêutica eletroconvulsiva

Medidas gerais Prover fluxo adequado de oxigênio e suporte respiratório. Manter as funções cardíaca e respiratória sob controle. Interromper a atividade convulsiva clínica e elétrica o mais rápido possível. Prevenir a recorrência. Corrigir os fatores precipitantes. Estabilizar o equilíbrio hidreletrolítico e ácido-básico. Prevenir ou corrigir qualquer complicação sistêmica. Avaliar e tratar as possíveis causas do EME. Tratamento: 0 a 5 minutos Verificar condições cardiocirculatórias e glicemia. Manter via aérea desobstruída. Administrar oxigênio e checar nível de consciência. Obter acesso venoso e iniciar infusão de soro fisiológico. Administrar 50 ml de solução de glicose a 50% se o paciente estiver hipoglicêmico. Administrar 50 mg de tiamina EV e 50 mg de tiamina IM se existirem sinais de alcoolismo ou de desnutrição.

Tratamento: 5 a 20 minutos Administrar diazepam 10 mg EV em 2 a 3 minutos. Administrar mais diazepam EV se não houver resposta (até dose total de 30 mg).

Iniciar Tratamento: 20 a 40 minutos infusão de fenitoína se o paciente ainda não estiver fazendo uso. Administrar 15 mg a 20mg/kg diluído em solução salina, num ritmo de, no máximo, 50 mg/minuto. Monitorar ECG e frequência cardíaca. Se o paciente já fizer uso de fenitoína, pode-se dar dose adicional de 250 a 500 mg ou administrar fenobarbital sódico 10 a 20 mg/kg, num ritmo de, no máximo, 100 mg/minuto. Transferir o paciente para UTI, para iniciar infusão de diazepínicos ou de barbitúricos, se indicado Cefaléia na emergência Qual a pergunta mais importante para um paciente com cefaleia na emergência? Como a dor começou?

Cefaléia na emergência Qual a segunda pergunta mais importante para um paciente com cefaleia na emergência? Já teve esta dor antes? Cefaléia na emergência Mulher de 32 anos com antecedentes de enxaqueca procura atendimento na emergencia referindo cefaléia intensa associada a lipotímia há 3 horas. A dor localizavase no vertex da cabeça com irradiação para região occipital e piorava com esforço físico e tosse.

Cefaléias Sinais de alerta para cefaléia secundária Sinal de Alarme Primeira ou pior cefaléia Início após os 50 anos Início súbito Cefaléia refratária ou progressiva Anormalidade no exame NRL Febre ou sinais de doença sistêmica História de câncer ou AIDS Diagnóstico Diferencial HSA Meningite Processo expansivo Arterite temporal Processo expansivo HSA Lesão estrutural Lesão estrutural Hematoma Abuso de analgésicos Lesão estrutural MAV AVC Vasculite Meningo/encefalite Infecção sistêmica Colagenose Meningite Abcesso Tumor Investigação LCR VHS LCR Exames laboratoriais Exames laboratoriais LCR Exames laboratoriais LCR

Indicações para punção lombar Cefaleia de início súbito com TC de crânio normal Cefaleia acompanhada de sinais de infecção Suspeita de sangramento ou processo inflamatório Suspeita de hipertensão ou hipotensão intracraniana (para manometria) Cefaleia associada a déficits de nervos cranianos (quando a TC não esclarecer o diagnóstico e não contra-indicar a punção) Cefaleia em pacientes com neoplasia ou HIV positivos sem lesão intracraniana que contra-indique a punção Cefaléia na emergência

Tratamento Antieméticos: Metoclopramida 10mg EV/IM ou a Domperidona 10mg IM/VO. Analgésicos Comuns: Dipirona 1000mg EV, pois muitos pacientes ao chegarem ao PS já fizeram uso domiciliar de analgésicos comuns por via oral como a Aspirina, o Paracetamol e a própria Dipirona, inclusive em apresentações associadas a Ergotamínicos, Isometepteno e Cafeína, muito populares em nosso meio. Antiinflamatórios Não hormonais: Diclofenaco 75mg IM, do Cetoprofeno 100mg IM e do Piroxicam 40mg IM. O Tenoxicam tem a vantagem da possibilidade de administração tanto EV como IM na dose de 20 a 40mg Corticoides: Dexametasona na dose de 4 a 12mg EV também é útil na crise aguda da enxaqueca e de uso quase obrigatório no estado de mal enxaquecoso Ergotamínicos: Tartarato de ergotamina 1 a 2mg VR ou SL e do Mesilato de dihidroergotamina em spray nasal (cada puff tem 0,5mg) Triptanos: Sumatriptano: 6 a 12 mg/dia SC ou 50 a 200 mg/dia VO ou spray nasal 10 a 40 mg/dia, Zolmitriptano: 2,5 a 5 mg/dia VO. Rizatriptano: 5 a 10 mg/dia VO (também tem apresentação wafer ).Naratriptano: 2,5 a 5 mg/dia VO Eletriptano (ainda não disponível no mercado brasileiro): 40 a 80 mg/dia VO.. Neurolépticos: Clorpromazina que deve ser administrada em dose de 0.1 mg/kg em infusão venosa lenta diluída em 250 a 500ml de soro fisiológico Opiáceos Coma Paciente de 61 anos com antecedentes de alcoolismo procura atendimento por estar apresentando vômitos recorrentes e desorientação. Depois de medicado com glicose hipertônica e soro fisiológico desenvolveu sonolência progressiva ate não responder mais a estímulos

Coma Coma

Coma

Conduta inicial 1. Estabilização a. Glicemia capilar (se indicado uso de glicose associar B1) b. Intubação se Glasgow < 8 c. Avaliar trauma e estabilizar coluna vertebral d. Suplementação de oxigênio e. Acesso endovenoso e coleta de exames f. Suporte hemodinâmico Conduta inicial 2. Considerar antídotos a. Benzodiazepinicos Flumazenil b. Opioides Naloxone

Conduta inicial 3. Tratar convulsões com diazepan e fenitoína 4. Considerar tratamentos empíricos a. Suspeita de meningite bacteriana - Cefitriaxone b. Suspeita de outras infecccoes Conforme local e suspeita c. Suspeita de meningoencefalite herpética - Aciclovir d. Suspeita de intoxicação exógena Lavagem gástrica e carvão ativado Fluxograma Estabilização Clinica Coma ou alteração de consciência Exame Físico Sem sinal focal Com sinal focal Doença clinica evidente Doença clinica não evidente Investigação Bioquímica e exames gerais Todos os exames