A HISTÓRIA DO VESTUÁRIO

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Transcrição:

Instituto de Educação Infantil e Juvenil 6º ANO Inverno 2017. Londrina, de. Nome: A HISTÓRIA DO VESTUÁRIO Historicamente, o vestuário evoluiu junto com a evolução da humanidade e se tornou um reflexo das questões sociais, políticas, religiosas e morais de todas as fases vivenciadas pelo ser humano. Dessa forma, o estudo da história do vestuário implica em um estudo de todos os aspectos da vida, nas diferentes épocas. A história da vestimenta começou com o uso de folhas, fibras vegetais e peles de animais, no período denominado de pré-história. Desde o início, o uso de roupas não estava ligado somente à necessidade de proteção contra as agressões externas e o frio, mas também constituía um adorno, que ajudava o homem, inclusive, a se impor sobre os outros animais. Nessa época, utilizavam saiotes feitos de couro retirado dos animais que eles caçavam. Os seres humanos se reuniam em tribos, que eram nômades, pois viviam de caça, pesca e coleta de frutas, havendo necessidade constante de deslocamento para obtenção de alimentos. Ainda na Pré-história, no Período Neolítico, já se realizava o cultivo de cereais e a criação de rebanhos. Surgiram as primeiras civilizações no Crescente Fértil, região do Oriente entre o Irã e o Egito. Logo surgiram as civilizações da Mesopotâmia e do Oriente Próximo, que desenvolveram os tecidos de linho, e estes passaram a substituir as peles de animais A informação vem de pinturas, vasos e esculturas, que dão uma ideia aos pesquisadores de como eram as roupas e qual era o papel da costura em cada época. Há quase cinquenta anos foi descoberta a cidade de Çatal Huyuk na região Centro-sul da Turquia (entre os rios Tigre e Eufrates), datada de 6.500 a.c, considerada a primeira civilização a se preocupar com a vestimenta, por motivos também estéticos, valorizando muito a profissão de costureiro. No apogeu da cultura desses povos, a fibra mais utilizada para fabricação dos tecidos era o algodão, além da lã e do linho. Nessa mesma época, no Egito, as roupas e os complementos cumpriam a função de diferenciadores sociais, distinguindo os nobres e as classes mais favorecidas dos pobres que, muitas vezes, andavam nus.

No período faraônico, que durou cerca de 3.000 anos, poucas mudanças ocorreram no modo de vestir dos egípcios. Os tecidos eram feitos de fibra natural vegetal, principalmente o linho. O algodão era menos utilizado. As peças do vestuário consistiam basicamente em tangas e túnicas. Entre os anos de 1750 e 1400 a.c, período da Antiguidade Clássica, em Creta, eram utilizados os tecidos de linho, lã ou couro. As roupas femininas eram bem diferenciadas das masculinas. O vestuário entre os séculos VII e I a.c. Na Grécia, cujo apogeu se deu entre os séculos VII e I a.c., a peça mais característica da indumentária era o quíton, a túnica dos gregos, um retângulo de tecido preso nos ombros e embaixo dos braços, com uma das laterais fechadas e outra aberta. Quíton significa túnica de linho, sendo este o tecido mais usado para sua confecção, apesar de empregarem, também, a lã. No primeiro século a.c, em Roma, a vestimenta se constituía basicamente da Toga, que recebeu influência de vestimentas típicas da Grécia e da Etrúria. Usavam uma túnica e, sobre ela, a toga. Esta, por seu volume, evidenciava o status social de quem a usava. A Idade Média (séculos V a XV d.c.) trouxe uma série de diferenciações no campo da costura. A habilidade dos artesãos fez com que as roupas passassem a ser mais refinadas, costuradas de forma esmerada, com aplicação de joias e pedrarias. Muitas túnicas feitas de algodão, sobrepostas, faziam com que o nobre se sentisse confortável com os rigores do inverno europeu. Por volta do Século XI d.c., em Bizâncio, a seda era o principal tecido utilizado, sendo produzida na própria região, dispensando sua importação da Índia e da China. Era um tecido destinado exclusivamente aos nobres e ricos. A lã, o algodão e o linho também compunham a indumentária dos bizantinos. Como em outras culturas, a roupa também era um fator de diferenciação social. Quanto maior o prestígio, mais ornamentada ela era. Eram usadas túnicas com mangas longas, para os dois sexos. O manto usado sobre a túnica tinha influência romana. O final da Idade Média e início do Renascimento foi um período muito importante para a história do vestuário, pois surgiu nessa época o

conceito de moda. Os nobres da corte de Borgonha (na França) se incomodavam com as cópias de suas roupas feitas pela classe social mais abastada, os burgueses. Por isso, eles começaram a diferenciar cada vez mais as suas roupas, criando, assim, um ciclo de criação e cópia. A moda surgiu como um diferenciador social, diferenciador de sexos, pelo aspecto de valorização da individualidade e com o caráter da sazonalidade, ou seja, os modelos duravam até que não eram mais copiados. Quando isto acontecia, deveriam ser criados novos modelos. No período do Renascimento, a indústria têxtil se desenvolveu muito. Nas grandes cidades italianas foram elaborados tecidos de primeira qualidade, como brocados, veludos, cetins e sedas. As roupas tornaram-se mais requintadas, os ornamentos ganharam maior importância. As roupas vinham costuradas com joias diversas. Nesse momento, a costura se torna um empreendimento muito lucrativo. O vestuário masculino e feminino acabou se igualando na riqueza de recortes e de ornamentos. O período Barroco, no Século XVII, caracterizou-se por excessos, com roupas volumosas, e pelo uso de rendas, babados, lacinhos e flores. As roupas femininas eram muito volumosas. Após a Revolução Francesa, no final do Século XVIII, as roupas passaram a ser mais práticas e confortáveis. Com a Revolução Industrial, na Inglaterra, os burgueses passaram a se diferenciar das demais classes buscando roupas mais aprimoradas, e, para isso, contratavam pessoas especializadas para garantir exclusividades em suas roupas. No entanto, foi no período entre 1898 a 1910 que a indústria do vestuário evoluiu, passando a produzir em massa, tanto na Inglaterra como na América. Da mesma forma, houve um aumento do trabalho em domicilio, pois, com as costureiras domésticas, as pessoas poderiam achar exclusividade, o que não era possível nas fábricas.

1. Leia o texto inteiro com atenção. Faça uma segunda leitura e escreva nos espaços abaixo, de 5 a 10 palavras-chave que expressem a ideia de cada parágrafo. Parágrafo 1 Parágrafo 2 Parágrafo 3 Parágrafo 4 Parágrafo 5 Parágrafo 6 Parágrafo 7 Parágrafo 8 Parágrafo 9 Parágrafo 10 Parágrafo 11 Parágrafo 12 Parágrafo 13 Parágrafo 14 Parágrafo 15 Parágrafo 16 Parágrafo 17 Parágrafo 18 Parágrafo 19 Parágrafo 20 Parágrafo 21

2. Quando e por que surgiu o conceito de MODA? 3. Complete a linha do tempo abaixo. Você tem duas formas geométricas: para colocar o período e a descrição. Se faltar pode completar.

4. Escolha um período citado no texto, observe as figuras e desenhe um modelo de roupa masculina e feminina de acordo com o período escolhido. 5. Como são as roupas atualmente? Agora desenhe um modelo inspirado nos dias atuais.