ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO

Documentos relacionados
TEORIAS DE ENFERMAGEM Teórico Metas da Enfermagem Estrutura para Prática

PROGRAMA NACIONAL de ACREDITAÇÃO em SAÚDE (PNAS)

Sumário. FUNDAMENTOS DA PRÁTICA DE ENFERMAGEM 32 Capítulo 1 Introdução à Enfermagem 34. Capítulo 6 Valores, Ética e Defesa de Direitos 114

PROCESSO DE ENFERMAGEM

A partir da década de 50 surgiram as primeiras teorias, procurando articular os fenômenos entre si, explicar a realidade em seu conjunto, de modo

Maria Susana Dias da Silva Melro Lima

MEDIDAS DE PREVENÇÃO NA SAÚDE MENTAL. Prof. João Gregório Neto

ENFERMAGEM CUIDADOS DE ENFERMAGEM. Aula 3. Profª. Tatiane da Silva Campos

SAÚDE conceitos. 30/1/06 (Liçãonº1) 6/2/06 (Liçãonº2) 1.2. OMS e a Saúde para Todos:

Colaboradores...5 Dedicatória...6 Agradecimentos...7 Prefácio...9

INSTITUTO POLITÉCNICO DE LISBOA ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA DA SAÚDE DE LISBOA

A Sexualidade no Lesionado Vertebro Medular e a Intervenção do Enfermeiro de Reabilitação

Enfermagem. 210 vagas

RESPONDER AS QUESTÕES A SEGUIR (DENTRE ELAS 5 ESTARAM PRESENTES NA PROVA DO G2)

Centro Universitário de Várzea Grande Curso de Graduação em Enfermagem

Associação Portuguesa de Osteogénese Imperfeita Sónia Bastos, Fisioterapeuta

A epidemiologia deve ser definida etimologicamente, como epi = sobre; demo = população; logos = tratado, em outras palavras o estudo que afeta a

PROFISSÕES DE SAÚDE NO SÉCULO XXI: NOVOS PAPEIS. NOVAS COMPETÊNCIAS

O PROCESSO DE TRANSIÇÃO DO CUIDADOR INFORMAL DA PESSOA COM AVC

Processo de Enfermagem Avaliação de Indivíduos e Famílias Diná Monteiro da Cruz

ISO 9000:2005 Sistemas de Gestão da Qualidade Fundamentos e Vocabulário. As Normas da família ISO As Normas da família ISO 9000

O Papel da Psicologia e dos Psicólogos na Natalidade e no Envelhecimento Activo

A Doença Cardiovascular e a Evidência da Consulta de Enfermagem

Seminário Nacional Unimed de Medicina Preventiva

ESTRATÉGIA NACIONAL PARA A QUALIDADE NA SAÚDE

PARECER DO CONSELHO DE ENFERMAGEM N.º 101/2018

Unidade de Cuidados na Comunidade -1º Ano de Vida -

MODELO FORMATIVO. DATA DE INíCIO / FIM / HORARIO Manhã - 9:00 às 13:00 Tarde - 14:00 às 17:30 INVESTIMENTO FORMADOR

Projecto de Enfermagem para o Prestador de Cuidados

Usando o Conhecimento em Enfermagem para criar a Identidade do Enfermeiro

Critérios de Admissão e Alta Revisão 02

CONFERÊNCIA. Segurança nos cuidados de saúde pilar essencial da qualidade

Pós-graduações Cuidados Continuados e Paliativos

Projecto de Actividades na Comunidade

PROJECTO DE INTERVENÇÃO PRECOCE DO CAP FUNCHAL

Exmo. Senhor Secretário de Estado da Saúde, Dr. Manuel Teixeira,

Prof. Coordenador - Escola Sup. de Enfermagem do Porto. Presidente da Sociedade Port. de Enf. de Saúde Mental

O Impacto Psicossocial do Cancro na Família

Ela foi considerada a primeira teórica de enfermagem ao delinear o que considerava a meta de enfermagem e o domínio da prática( McEWEN, 2009 )

Diagnósticos de Enfermagem

Conceito saúde-doença. História natural das doenças

O Papel dos Psicólogos no Envelhecimento

Gestão da Investigação, Desenvolvimento e Inovação (IDI) Requisitos de um projecto de IDI

PROGRAMA DE MÉTODOS E HÁBITOS DE ESTUDO

Agrupamento de Escolas de Forte da Casa Ano Letivo de

Plano de Estudos. Escola: Escola de Ciências e Tecnologia Grau: Mestrado Curso: Exercício e Saúde (cód. 398)

Estratégia Nacional para o Envelhecimento Activo e Saudável Contributo da OPP

APLICABILIDADE DA TEORIA DA ADAPTAÇÃO DE SISTER CALISTA ROY NA PRÁTICA DE ENFERMAGEM

NívelContextual e Comunicação Interpessoal

Saúde é um completo estado de bem estar físico, mental e social, e não meramente ausência de doença.

i dos pais O jovem adulto

I CONGRESSO CABOVERDIANO DE GERONTOLOGIA E GERIATRIA POLÍTICAS SOCIAIS, SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA. Dias 5 e 6, de outubro de 2012

TEORIAS ASSISTENCIAIS. Karina Gomes Lourenço

MODELO FORMATIVO. DATA DE INíCIO / FIM / HORARIO Manhã - 9:00 às 13:00 Tarde - 14:00 às 17:30

Cuidados de Enfermagem ao doente crítico: afirmar o futuro olhando o passado José Carlos Amado Martins

AMPUTADOS/MI 1 x NA SEMANA Pré-Prótese e Pós-Prótese

Faculdades Integradas Teresa D Ávila. Justificativa da Inclusão da Disciplina na Constituição do Currículo:

AMPUTADOS/MI 2 X SEMANA

Avaliação Inicial e Definição de Conduta Tratamento Avaliação final e conduta Avaliação de aptidão Avaliação clínica inicial (objetivos específicos)

AVALIAÇÃO DAS BE e a MUDANÇA A ORGANIZACIONAL: Papel do CREM/BE no desenvolvimento curricular.

INQUÉRITO POR QUESTIONÁRIO

USF Serra da Lousã Manual de Visitação Domiciliária

Planificação da disciplina de Biologia e Geologia - 10 º Ano Componente de BIOLOGIA

PERFIL PROFISSIONAL TÉCNICO/A AUXILIAR DE SAÚDE

DISCIPLINA: CIÊNCIAS NATURAIS 8º Ano

Planificação Anual PAFD 10º D Ano Letivo Plano de Turma Curso Profissional de Técnico de Apoio à Gestão Desportiva

Objectivos Educativos

Anexo II - Princípios das Normas ISO aplicáveis a organizações de saúde

CURSO DE TÉCNICO DE ACÇÃO GERIÁTRICA (24ª edição)

Programa da Qualidade Política Geral

ESCOLA BÁSICA E SECUNDARIA DE VILA FLOR DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS ÁREA DISCIPLINAR DE FILOSOFIA

PLANO CURRICULAR DISCIPLINAR. Ciências Naturais 9º Ano

O Sistema de Gestão da Qualidade da Universidade do Porto. José António Sarsfield Cabral

Direção de Serviços da Região Norte AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VILA FLOR ESCOLA EB2,3/S DE VILA FLOR

1. O doente tem direito a ser tratado no respeito pela dignidade humana

Avaliação da Dor - 5º Sinal Vital:

Princípios básicos de Reeducação Respiratória pós-avc

Técnicas de Animação Pedagógica. gica

Transcrição:

1º CURSO DE PÓS-LICENCIATURA DE ESPECIALIZAÇÃO EM ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO Ano lectivo 2008/2009 ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO ESECVP-OA Enfª Manuela Sousa

Sumário 1 Enquadramento Conceptual da Enfermagem de Reabilitação 1.1 Quadros Teóricos da Enfermagem 1.2 Teorias da Reabilitação 1.3 Papéis da Enfermagem de Reabilitação 2 Modelos Teóricos para a Prestação de Cuidados de Enfermagem de Reabilitação 2.1 Modelos Centrados no Cliente 2.2 Modelos Centrados nos Serviços 2.3 Modelos Centrados no Prestador 2.4 Práticas de Colaboração

Sumário 3 Função Respiratória e Reabilitação Pulmonar 3.1 Anatmo-fisiologia da respiração 3.2 Reeducação Funcional Respiratória / Cinesiterapia Respiratória 3.3 Mecânica Ventilatória e seus componentes 3.4 Dinâmica costal e diafragmática 3.5 Princípios Gerais da Reeducação Funcional Respiratória 3.6 Técnicas abdomino-diafragmáticas 3.7 Etapas da Reeducação Funcional Respiratória 3.8 Permeabilidade das Vias Aéreas 3.9 Patologias Médicas 3.10 Doente Cirúrgico

Enfermagem de Reabilitação O que é?

Enquadramento Teórico da Enfermagem de Reabilitação Segundo Stryker (1977), a Enfermagem de Reabilitação define-se como um processo criativo que começa nos cuidados preventivos imediatos, no primeiro estádio de doença ou acidente, continua na fase de recuperação e implica a adaptação de todo o ser a uma nova vida (p.15).

Qual o âmbito da Enfermagem de Reabilitação?

Enquadramento Teórico da Enfermagem de Reabilitação O âmbito da Enfermagem de Reabilitação vai desde a Prevenção Primária até aos níveis agudos e sub-agudos, e constitui a base da intervenção terciária na comunidade e nas transacções ao longo da vida.

Enquadramento Teórico da Enfermagem de Reabilitação A Enfermagem de Reabilitação baseia-se em fundamentos teóricos e científicos na medida em que se trabalha com os utentes para: Definir objectivos para níveis máximos de interdependência funcional e actividades da vida diária; Promover o auto-cuidado, prevenir complicações e posterior deficiência;

Enquadramento Teórico da Enfermagem de Reabilitação Reforçar comportamentos de adaptação positiva; Assegurar a acessibilidade e a continuidade de serviços e cuidados; Advogar uma qualidade de vida óptima; Melhorar os resultados esperados; Contribuir para reformas no carácter, estrutura e prestação de cuidados nos serviços de saúde.

Enquadramento Teórico da Enfermagem de Reabilitação Actualmente nos serviços de saúde, verifica-se uma tendência para valorizar cada vez mais as necessidades, preferências e consentimento informado dos indivíduos e famílias. É dada uma maior ênfase aos valores promotores do auto-cuidado, participação do doente, bem estar global, Cuidados Primários e Prevenção, e aos atributos qualitativos dos cuidados.

Modelos Teóricos da Enfermagem de Reabilitação As Teorias e Modelos de Enfermagem fornecem pontos-chave para demonstrar as relações entre a prática, a educação, a investigação e a gestão. O desenvolvimento teórico contribui para o corpo unificado do conhecimento científico, proporciona a autonomia profissional e promove a unificação e comunicação entre colegas da profissão.

Modelos Teóricos da Enfermagem de Reabilitação Pode ser necessário que os Enfermeiros de Reabilitação, a fim de responderem à grande diversidade de actividades de Enfermagem e opções de prática, bem como às complexas necessidades dos utentes, tenham que combinar Modelos com formas diferentes de organização e de pensamento.

Modelos Teóricos da Enfermagem de Reabilitação- perspectiva histórica A forma como os Enfermeiros pensam e o que pensam, o que fazem e como o fazem, tem evoluído num contexto de mudança social ao longo dos tempos. Os conhecimentos, valores e crenças também mudaram e evoluíram de acordo com as mudanças no mundo. Por ex. o trabalho de F. Nightingale começou durante a guerra da Crimeia, o crescente número de homens na Enfermagem, irá afectar a direcção do conhecimento, anteriormente orientado pelo feminismo (Perkins, Bennett & Dorman, 1993), etc.

Modelos Teóricos da Enfermagem de Reabilitação- perspectiva histórica As questões e as direcções dos cuidados de saúde como um sistema, também são influenciadas por outros sistemas de uma sociedade ou dos eventos mundiais. A construção actual da incapacidade e a acessibilidade ou alocação de recursos determina, em grande parte, a natureza da reabilitação e as crenças acerca das pessoas com distúrbios crónicos, incapacitantes ou de desenvolvimento, determinando o seu tratamento.

Martha Rogers Suas ideias assentam na pessoa como um campo energético, um sistema aberto em constante troca com o meio; ou padrões de cura alternativos como o Toque Terapêutico. Definiu 3 princípios de homeodinâmica que influenciaram a evolução dos seres humanos: Ressonância Progressão em espiral Integridade

Rosemary Parse Enfatizou a interacção entre o meio e a pessoa, realçando a importância dos valores culturais e familiares ao definir saúde e acções de saúde. Uma função chave da enfermagem protagonizada por esta teórica, é ajudar os utentes a aceitar a responsabilidade pela sua própria saúde.

Virgínia Henderson Descreveu a saúde como a base da independência para um indivíduo, na base dos seus 14 componentes dos cuidados de enfermagem básicos (Henderson 1966). Como educadora, contribuiu para a apreciação de um nível profissional da prática de enfermagem, que requer formação uma universitária, investigação e interacção com outros profissionais de saúde.

Ida Orlando Introduziu as relações enfermeiro utente, a resposta do utente e a sua participação nos cuidados. Promoveu a Enfermagem como uma profissão de saúde distinta, capaz de providenciar um nível óptimo de cuidados.

Hildegaarde Peplau Promoveu uma formação universitária na Enfermagem e reconheceu a importância de uma clara definição das terapias clínicas da Enfermagem na prática. Conceptualizou um movimento de enfermagem em direcção a uma progressão dos papéis terapêuticos.

Hildegaarde Peplau Quando o enfermeiro inicia uma relação terapêutica, inicia a relação desempenhando um papel que vai progredindo de um estado para outro: Estranho Apoiante Professor Líder Substituto Conselheiro

Hildegaarde Peplau A relação interpessoal compreende 4 fases distintas mas interdependentes: 1. Orientação 2. Identificação 3. Exploração 4. Resolução Quer os papéis relacionais quer os processos da relação, são influenciados por factores culturais, sociais e ambientais.

Imogene King Desenvolveu a teoria de prossecução de objectivos e de modelos de sistemas. Percepcionou 3 sistemas em interacção: Pessoal Interpessoal Social Os sistemas e as relações enfermeiro - doente são percepcionados como meios essenciais para atingir os objectivos.

Imogene King A teoria de King realça a importância de se assegurar o respeito pelos direitos e valores dos doentes, aquando dos estabelecimento de objectivos. Os conceitos do Modelos de Sistemas Abertos de King são sistemas sociais, percepção, saúde e relações interpessoais.

Imogene King Os conceitos podem ser utilizados na Enfermagem de Reabilitação para: Estabelecer objectivos mútuos e realistas Identificar objectivos de curto e longo prazo e para toda a vida Adoptar ou rever objectivos Participar com doentes e famílias Intercruzar com componentes do sistema interpessoal como a comunicação, stress, interacções e transacções, a fim de definir o sistema social do utente (King, 1968,1971).

Imogene King A transacção entre doente e enfermeiro ocorre quando os objectivos comuns são atingidos conforme o indicado pela satisfação do doente, melhor aprendizagem, diminuição do stress e ansiedade e a utilização dos papéis que vão de encontro aos mesmos. Só desta forma os recursos são usados com vista à máxima funcionalidade independente nas actividades de vida diária.

Calista Roy Concebia uma pessoa como um sistema adaptativo. A pessoa incapacitada vive mudanças que podem afectar o seu auto-conceito e atrasar a adaptação com sucesso à sua incapacidade (Trieschman, 1987). O papel do Enfermeiro é ajudar o doente e família com respostas positivas aos estímulos exteriores.

Calista Roy O Modelo de Adaptação de Roy identificou quatro modos de adaptação nos doentes que se estão a adaptar à perda e à mudança: Necessidades fisiológicas Auto-conceito Domínio de papéis Interdependência

Myrna Levine Para Levine a intervenção de enfermagem é ajudar o doente a conservar a energia, bem como a sua integridade estrutural, pessoal e social. Uma saúde optimizada usaria princípios de conservação, a fim de manter a função, o equilibrio, a auto-identidade e a socialização (Levine, 1967).

Myrna Levine Na Enfermagem de Reabilitação, a conservação eficiente de energia é algo de essencial a considerar aquando do planeamento dos cuidados com um doente que terá de lidar com a fadiga.

Dorothea Orem Define que o papel da Enfermagem, é de assistência ao doente, com vista à máxima independência ou uma morte digna. Os múltiplos níveis de capacidade de auto-cuidado dos doentes concebidos por Orem, a atenção ao todo e as suas contribuições para a educação do doente, são francamente reconhecidas pelos Enfermeiros de Reabilitação.

Dorothea Orem A chave da utilização da teoria de auto-cuidado, na Enfermagem de Reabilitação, está numa avaliação criteriosa de cada categoria de auto-cuidado. Este modelo é utilizado por forma a planear actividades que os doentes sejam capazes de iniciar e desempenhar por si, na manutenção da vida, saúde e bem-estar, numa base individual (Orem, 1971/1980).

Dorothy Johnson O seu Modelo de Sistemas de Comportamento interrrelaciona a pessoa, o meio e o contexto sócio-cultural. Os problemas de saúde ocorrem apartir da pessoa ou do ambiente. A Enfermagem deveria regular a manutenção do equilibrio e estabilidade do doente, a fim de satisfazer o subsistema das NHB.

Dorothy Johnson Contribuições para o pensamento de Enfermagem: Atenção às respostas biopsicossociais Atenção aos valores multiculturais e aos efeitos do ambiente no comportamento Centra-se no comportamento, mais do que na doença Redução do stress

Dorothy Johnson O seu modelo era suposto providênciar evidências da Enfermagem como profissão, com as suas próprias esferas de responsabilidade, complementares, mas independentes da medicina. Um Enfermeiro de Reabilitação recorre a princípios deste modelo acerca dos papéis, quando faz acordos com o doente ou família numa mudança comportamental.

Betty Neuman Propôs um Modelo de Sistemas Total. Traz conceptualizações epidemiológicas de níveis de prevenção, linhas de defesa e de múltiplas variáveis de volta à enfermagem. Por todo o seu Modelo surgem conceitos como adaptação, factores de stress, pessoa no seu todo e intervenção preventiva (Neuman, 1989).

Betty Neuman O seu modelo apresenta a propriedade de poder ser utilizado por equipas transdisciplinares por todas as profissões de cuidados de saúde e ao longo de todos os níveis e estados de cuidados. Por ex. foi aplicado à gestão de caso a longo- -prazo, para pessoas com deficiências que vivessem na comunidade (Hoeman & Winters, 1990).

Betty Neuman Este Modelo de Sistemas de Cuidados de Saúde é útil na Enfermagem de Reabilitação, em programas complexos de cuidados, para o planeamento de cuidados para toda a vida e para a continuidade desde o início da lesão ou doença, até à instituição ou comunidade.

Nancy Roper Desenvolveu um modelo para conceptualizar uma amálgama de actividades, com as actividades de vida diária (AVD) como critério para o modelo. As AVD são todas as coisas que as pessoas fazem na vida, num contínuo de depedência- -independência. Quando incapazes de realizar tais actividades independentemente, necessitam de ajuda.

Nancy Roper As AVD separam-se em 2 grupos: Necessárias à vida Respiração Alimentação e deglutição Eliminação intestinal e vesical Sono e repouso Manutenção da integridade da pele Controlo da temperatura corporal Participação na vida Acessibilidade em casa e comunidade Trabalho e lazer Sexualidade e função sexual Movimento Comunicação Higiene e arranjo pessoal

Nancy Roper Conceptualiza várias dimensões e muitas actividades específicas que poderão relacionar-se com cada actividade de vida. Compartimentando esta complexidade, todas as actividades estão interrelacionadas e afectam a funcionalidade total. Por ex. aspectos físicos, psicológicos, sociais, incapacidade ou deficiência, são aspectos que podem interferir com o progresso em direcção à máxima independência de um doente.

de Reabilitação Compreender a fonte dos conceitos utilizados para avaliar um doente, confere credibidilidade e objectivo à prática, e estabelece uma relação entre teorias, acções e resultados.

de Reabilitação Os Enfermeiros de Reabilitação mais bem sucedidos, são aqueles que estão preparados para avaliar o sistema de cuidados de saúde de uma outra cultura, o que significa uma correcta avaliação do contexto, do processo, do significado e de modelos de explicação, antes de fazer quaisquer juízos ou iniciar intervenções (Hoeman, 1989).

de Reabilitação No presente nível de desenvolvimento teórico e de experimentação de conceitos, nenhum modelo unificado ou combinação de teorias, é adequado ou suficiente para servir um paradigma único para a enfermagem profissional.

Referências Bibliográficas HOEMAN, Shirley P Enfermagem de Reabilitação: Aplicação e processo. 2ª ed. Loures: Lusociência, 2000.