I) ESQUEMA RETÓRICO - INTRODUÇÃO

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Não obstante sejam importantíssimas, as técnicas retóricas alcançam, em termos de força de comunicação, não mais do que 20% do resultado final.

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Transcrição:

Este texto é uma síntese das técnicas básicas para bem falar em público. A finalidade principal é facilitar o orador nas vezes em que ele, ao preparar uma palestra, precisar fazer uma rápida revisão. I) ESQUEMA RETÓRICO - INTRODUÇÃO Logo após o Vocativo (isto é, logo após cumprimentar o público): Usar um dos seguintes meios para iniciar a fala, com o objetivo de captar a atenção do ouvinte: 1) Conte uma história ou 2) Faça uma pergunta ou 3) Refira-se à ocasião ou à circunstância ou 4) Saliente que o assunto beneficiará o ouvinte ou 5) Cite um fato surpreendente que cause impacto ou 6) Faça uma citação adequada ou 1 / 10

7) Comece com humor ou 8) Encene algo engenhoso Obs.-a): Qualquer que seja a alternativa utilizada é preciso que a mesma tenha relação com o tema. Obs.-b): A alternativa de contar uma história, do item 1 logo acima, é a mais utilizada pelos oradores em geral. Pois, enquanto contamos a história, o público forma quadros mentais, isto é, enxerga o que está sendo dito, e quando isto ocorre a aceitação do tema por parte do público é muito maior. Por isto, na maioria das vezes que falar em público, comece por uma história (que tenha relação com o tema). Obs.c): Se procurar captar a atenção através de uma história, o orador não pode começar sua fala dizendo GOSTARIA DE CONTAR UMA HISTÓRIA PARA VOCÊS ou VOU CONTAR UMA HISTÓRIA PARA VOCÊS. O correto é começar pela história de forma direta, por exemplo EM DEZEMBRO DO ANO PASSADO EU E UM GRUPO DE AMIGOS FOMOS A UM PASSEIO EM CALDAS NOVAS. NAQUELE DIA FAZIA MUITO CALOR, SOL FORTE... II) ESQUEMA RETÓRICO - ASSUNTO CENTRAL 2 / 10

Entre no tema propriamente dito. Exponha o seu conhecimento. Dê sua opinião. Argumente. Conte histórias para ilustrar e reforçar seus argumentos. Seja claro e não repetitivo. Obs.): Histórias cabem em qualquer parte do esquema retórico. Deve-se apenas tomar o cuidado de dosá-las para que elas tenham sentido e lugar. Pois se você contar muitas histórias, a tendência é de elas perderem o grande valor que têm. III) ESQUEMA RETÓRICO - CONCLUSÃO Termine com uma frase forte e objetiva. Evite terminar dizendo: Era só o que eu tinha a dizer. Se julgar apropriado, antes da frase forte e objetiva recapitule o assunto central de forma interessante, rápida e sintetizada (sem prolixidade). Obs.): Evite antes da frase final dizer algo semelhante à como mensagem final..., pois este interesse em valorizar o que vem a seguir têm conseqüência contrária. Em outras palavras, a frase final sempre gera mais impacto quando o orador não coloca antes dela - frases semelhantes à citada. 3 / 10

IV) GESTICULAÇÃO Na maior parte do tempo, mantenha os antebraços à altura da linha da cintura e deixe as mãos livres (sem uma das mãos segurando a outra) para os gestos aparecerem. Obviamente de quando em quando você poderá descansar uma das mãos sobre outra, sem esfregá-las! (que demonstraria nervosismo). V) POSTURA Mantenha os pés paralelos e as pernas próximas (não tão próximas para não perder o equilíbrio). Evite: pernas muito abertas; descansar o corpo sobre uma das pernas; andar exageradamente durante a fala (o ideal é, enquanto fala algo importante, manter-se no mesmo lugar). VI) OLHAR NOS OLHOS Olhe nos olhos dos ouvintes. Quando aprender a olhar nos olhos a fluência das palavras será maior. Nas primeiras práticas é comum olhar e não enxergar, isto é, você enxerga vultos. Não consegue saber quem é quem. Depois de práticas sucessivas será possível olhar, enxergar e identificar o ouvinte. 4 / 10

VII) CONCISÃO/OBJETIVIDADE Seja conciso, falando o necessário e o suficiente. O orador prolixo, isto é, o que não usa da concisão, fala além do que precisa ser dito, cansa o público. Seja objetivo, desenvolvendo um único tema até o final. O orador não objetivo termina sua fala sem que o público saiba qual tema foi tratado. VIII VOCABULÁRIO - EXTENSÃO Fale de forma simples. Evite frases rebuscadas. Não coloque palavras difíceis. Se tiver o hábito de ler bons livros, boas revistas e bons jornais, naturalmente terá um bom e extenso vocabulário. 5 / 10

IX) VOCABULÁRIO - UTILIZAÇÃO DEVIDA Evite erros de concordância. Por exemplo: Não diga Quem de nós não estamos.. ; diga Quem de nós não está... Evite erros de pronúncia. Por exemplo: Não diga janero ; diga janeiro. Não diga vamo ; diga vamos. X) NATURALIDADE Para projetar naturalidade ao público procure ter auto-controle (item XI a seguir). XI) AUTO-CONTROLE Tenha consciência que o 1º minuto é - e continuará sendo - o momento mais difícil da fala. 6 / 10

Evite esfregar as mãos enquanto fala. Mesmo sofrendo a tensão do momento não esfregue as mãos. Esboce um sorriso, como se tudo estivesse bem. Com o passar dos minutos tudo de fato ficará bem e estará projetando naturalidade ao público. XII) BOM HUMOR Durante sua exposição conte casos de humor QUE TENHAM RELAÇÃO COM O TEMA. O humor de bom nível e na dose certa (sem exagero) descontrai o público e torna sua fala mais interessante. Gafes cometidas pelo orador - e que tenham relação com o tema - são fatos bem humorados bastante aceitos pelo público. XIII) EXPRESSÃO FACIAL Procure falar de forma que sua expressão facial tenha sintonia com a mensagem que você está passando. Isto é, se a notícia é triste, a tristeza deve estar estampada no seu rosto. Se a notícia é alegre, a alegria deve estar estampada no seu rosto. Como conseguir uma boa e coerente expressão facial? Basta falar com sentimento. Sinta e viva o que você está dizendo que - naturalmente - sua expressão facial terá sintonia com a mensagem. No entanto, procure utilizar-se da emoção na dose certa, evitando expressões teatrais. Isto é, evite falsear sentimentos. 7 / 10

XIV) SORRISO Quando falar coisas alegres, sorria. Quando falar coisas sérias, sorria também. Na maior parte do tempo de sua fala esboce um leve sorriso. Assim agindo projetará maior simpatia e conseguirá atenção redobrada do público. Quando falar coisas tristes, não sorria. Obviamente. XV) EMOÇÃO Fale com emoção (sem exagero). Coloque sentimento em sua fala e não precisará procurar palavras, elas espontaneamente surgirão. Uma fala sem sentimento não é comunicação, é um simples e frio relato. Um bom orador não esquece da força da emoção. XVI) HISTÓRIAS As histórias QUE TENHAM RELAÇÃO COM O TEMA são muito bem-vindas em qualquer parte 8 / 10

discurso ou da palestra. Conte histórias de sua vida, da vida de outras pessoas (sem comprometê-las). Conte histórias extraídas de livros, de revistas. do Conte histórias. O público irá envolver-se e não esquecerá de sua apresentação. Obviamente cada história deve ter um motivo prático para ser inserida em sua fala. Seja para reforçar um argumento, para exemplificar um fato, para captar a atenção, etc.. Se a história estiver solta - sem qualquer ligação com o tema de sua palestra - ela não será bem-vinda. XVII) RITMO DA VOZ Varie o ritmo de sua fala. Isto é, alterne o VOLUME de sua voz: fale às vezes mais baixo, ás vezes mais alto. Alterne a VELOCIDADE de sua fala. Isto é, fale às vezes mais lentamente, às vezes mais rapidamente. E coloque expressivas PAUSAS. Como conseguir tudo isto? Fácil. Coloque sentimento em sua fala que - naturalmente - o ritmo da voz estará presente. 9 / 10

XVIII) VOZ / DICÇÃO (PRONÚNCIA) Em casa, como exercício a ser feito uma vez por semana (durante cinco minutos), coloque um lápis ou caneta entre os maxilares e leia um texto em voz alta. Com o passar do tempo sua dicção irá melhorar substancialmente. Currículo do autor: Alkindar de Oliveira, Palestrante, Escritor e Consultor de Empresas radicado em São Paulo-SP, profere palestras e ministra treinamentos comportamentais em todo o Brasil. Juntamente com sua equipe de consultores, tem seu foco de atuação em diversas áreas de treinamento, como VISÃO SISTÊMICA, CULTURA DO DIÁLOGO, ORATÓRIA, LIDERANÇA, COACHING, RELACIONAMENTO, MOTIVAÇÃO, COMUNICAÇÃO ESCRITA, COMUNICAÇÃO VERBAL, CRIATIVIDADE, HUMANIZAÇÃO DO AMBIENTE EMPRESARIAL, VENDAS, FINANÇAS, EFICAZ COMUNICAÇÃO INTERNA, NEGOCIAÇÃO, PRODUÇÃO/CHÃO DE FÁBRICA, ETC. Suas teses e artigos estão expostos em renomados veículos de comunicação, como: as revistas Você S/A e Bons Fluidos, da Editora Abril; revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, Editora Globo; revista Venda Mais, Editora Quantum; e os jornais Valor Econômico, O Estado de São Paulo e Jornal do Brasil, etc. 10 / 10