MÓDULO 16 PLANEJAMENTO DE CONSTRUÇÃO, TESTES E DOCUMENTAÇÃO DO SISTEMA Quando falamos para os alunos sobre projeto e desenvolvimento de sistemas de informação eles pensam logo em programar. A programação é o passo mais bem conhecido no desenvolvimento de um sistema, sendo a parte da construção de um sistema que apresenta os menores problemas. Quando ocorre algum problema na construção de um sistema, dificilmente a culpa será atribuída ao programador ou a equipe de programadores e sim que aconteceu algum problema nas fases de análise, projeto ou instalação do sistema. A construção é o desenvolvimento de um sistema englobando as partes que incluem o próprio programa (software), documentações e os procedimentos operacionais, tendo a programação como o foco principal na construção, pois desenvolver um sistema é o processo de construir um programa. Alguns programadores iniciantes julgam as atividades de testes e documentações como algo sem muita importância, pois o que é mais interessante e divertido para eles é programar e criar um novo sistema. Só que o trabalho de programar e testar não são feitos isoladamente, se assemelhando muito ao trabalho de se construir um texto. O editor escreve o texto e edita as partes que não concorda ou que existem erros, seguindo o mesmo princípio temos os programas, são escritos pelos programadores e testados a fim de descobrir eventuais falhas que venham a existir no sistema que está sendo desenvolvido. As grandes empresas conhecidas mundialmente no desenvolvimento de sistemas dedicam mais tempo e dinheiro aos testes do que mesmo a programação, e os motivos são bem fáceis de serem constatados, pois as paralisações e erros que são causados por falhas em sistemas são extremamente caras, uma hora de falha em um sistema dependendo do seu porte pode causar um prejuízo que pagaria um ano de salário a toda equipe de desenvolvimento de um sistema de médio porte. Um programa só pode ser considerado concluído depois de ter sido aprovado em todas as baterias de testes. 16.1 Projetando os testes do novo sistema É necessário que seja projetado um plano de testes para o novo sistema a fim de evitar o vicio de se testar qualquer módulo do sistema que esteja ficando pronto, sem que seja feito os testes das ligações entre os módulos e com isso seja esquecido algum teste importante. Outro problema da não existência de um projeto de testes é com relação ao controle da seqüência de testes pois um erro pode acontecer com uma seqüência X e essa não seja mais lembrada pela equipe de teste. Os testes devem ser feitos sistematicamente e documentados para que a equipe de teste possa saber o que foi e o que não foi feito. Essa documentação pode ser construída através de um formulário de plano de teste, que é alimentado por testes individuais com objetivos específicos. Os testes são descritos em um conjunto de casos de testes que examinam e definem os resultados esperados e os resultados realmente obtidos.
Podemos dividir os testes de um sistema em quatro estágios: 1. Teste de unidade: são responsáveis por focar uma unidade ou módulo do sistema que possui uma função específica que pode ser testada. Seu papel é assegurar que o modulo que está sendo testado execute todas as funções como foram definidas na especificação do programa. 2. Teste de integração: é responsável por avaliar a integração entre os módulos do sistema e se os mesmos trabalham juntos sem a existência de
erros assegurando que os vínculos existentes funcionem adequadamente. Quando o teste de integração é executado, os módulos já foram testados individualmente pelo teste de unidade. 3. Teste de sistema: esse teste é normalmente executado pelo analista de sistema que tem o papel de assegurar que os módulos estão trabalhando juntos sem nenhum erro. Existe uma similaridade com o teste de integração, só que com um escopo bem mais abrangente são examinados os requisitos operacionais, de segurança, de usabilidade e de desempenho sobre cargas intensas. 4. Teste de aceitação: esse teste é feito pelos usuários com objetivo de confirmar a conclusão do sistema e se ele está satisfazendo ou não as necessidades operacionais que motivaram o seu desenvolvimento. Podemos dividir o teste de aceitação em dois estágios: a. Versão alfa: feito pelos usuários utilizando dados simulados; b. Versão beta: feito pelos usuários utilizando dados reais, mas cuidadosamente monitorados. No quadro abaixo explicaremos de uma forma mais clara como são feitos os testes no sistema e seus respectivos estágios de teste. Estágio Tipo de teste Plano de teste Quando usar Tratar o programa como um único módulo Especificação do programa Teste normal do programa
Teste de unidade Testar os elementos do programa examinando o seu interior Análise do códigofonte do sistema Sistemas que envolvem um alto grau de complexidade Testes de integração Testar cada função da interface do sistema Testar cada cenário de utilização Testar os processos por etapa Testar a troca de dados entre os sistemas Projeto de interface Cenário de utilização DFD`s físicos DFD`s físicos Teste de integração normal Utilizando quando a interface com o usuário for de extrema importância Quando o sistema executar processamento de dados Quando o sistema executar troca de dados Testes do sistema Testar os requisitos operacionais Testar se o uso do sistema é convincente Testar a recuperação de acidentes Teste de unidade e de integração Projeto de interface e cenário de utilização Projeto de infraestrutura Utilizado em sistemas normais. Utilizando quando a interface com o usuário for de extrema importância Quando o sistema for importante. Teste de aceitação Versão alfa Teste do sistema Testar a aceitação normal Versão beta - Quando o sistema for importante. 16.2 Desenvolvendo a documentação do sistema A documentação do sistema pode ser desenvolvida em duas partes, são elas: Documentação do sistema: é responsável por ajudar programadores e analista de sistema no entendimento sobre a aplicação que está sendo desenvolvida e habilitálos a construí-la e mantê-la após o sistema estar instalado. Essa documentação
pode ser vista como um subproduto da análise do sistema e do projeto e sua criação pode ser feita à medida que o sistema está progredindo. Documentação do usuário: envolve o manual do usuário, material de treinamento, help on-line. É projetada para auxiliar o usuário na operação do novo sistema, sendo muito encontrada em pacotes de softwares comerciais. Atualmente todos os documentos que fazem parte do sistema estão migrando do papel para o modo on-line, facilitando futuras atualizações que venham a acontecer no documento e proporcionando ao usuário estar sempre atualizado com as mudanças.
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