Necessidades Públicas Direito Tributário Noções Básicas Profª: Vera Beatriz S. de Oliveira email: verabeatrizz@gmail.com É a necessidade que tem um interesse geral em determinado grupo social e é satisfeita pelo processo do serviço público. Atividades Financeiras do Estado atividade financeira consiste em obter, criar, gerir e despender o dinheiro indispensável às necessidades, cuja satisfação o Estado assumiu ou cometeu àquelas outras pessoas de direito público. É o conjunto de atos que o Estado pratica na obtenção, na gestão e na aplicação dos recursos financeiros de que necessita para atingir seus fins. Aliomar Baleeiro (1969, p.18) 3 4 Receitas Públicas Receitas Públicas É a entrada que, integrando-se no patrimônio público sem quaisquer reservas, condições ou correspondência no passivo, vem acrescer o seu vulto, como elemento novo e positivo. É a entrada de dinheiro nos cofres públicos de forma definitiva, incondicional caracterizando um elemento positivo no patrimônio do Estado. 5 6 1
Características das Receitas Públicas Integram o patrimônio do Estado como elemento novo e positivo; Não estão sujeitas a qualquer condição devolutiva; Não correspondem a baixa patrimonial; Será um ingresso ou uma entrada de dinheiro nos cofres públicos. Direito Tributário 7 8 Conceito Outros Aspectos: (...) é aquele ramo do direito administrativo que expõe os princípios e as normas relativas à imposição e à cobrança dos tributos e analisa as consequentes relações jurídicas entre os entes públicos e os cidadãos. (Giannini) É um ramo da Ciência Jurídica composto pelas normas e princípios que regulam as relações entre o Estado e o contribuinte, e deste vínculo jurídico surge uma obrigação patrimonial, entre credor e devedor. 10 Objeto Fontes Regular as relações fisco-contribuinte; de forma que possa assegurar o poder de tributar do Estado. São os fatos que dão origem as regras jurídicas, isto é, nenhuma regra jurídica ingressa no sistema do direito positivo sem que seja introduzida por outra norma. 2
Tipos de Fontes Fontes Materiais Materiais Formais São os fatos do mundo real sobre os quais haverá a incidência tributária. Exemplo: auferir renda, ser proprietário de um imóvel ou de um automóvel, realizar uma prestação de serviço, industrializar produtos, importar e exportar mercadorias, pagar salário aos empregados, etc. 13 14 Fontes Formais Fontes Formais São os atos normativos que introduzem regras tributárias no sistema. 15 Primárias São fontes que modificam o ordenamento jurídico. Ex: Constituição Federal, emenda constitucional, lei complementar, lei ordinária, lei delegada, decreto legislativo, resolução e etc. Secundárias Diferentemente das fontes primárias, não modificam o ordenamento jurídico, apenas conferem executividade aos dispositivos primários. Ex: Decretos, portarias, Atos circulares, ordens de serviço, dentre outros. 16 Incidência LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA descrição que a lei faz de um fato tributário que, quando ocorrer, fará nascer a obrigação tributária (obrigação de o sujeito passivo ter de pagar ao sujeito ativo o tributo correspondente). (Eduardo Sabbag) 17 18 3
Vigência Aplicação É aquele atributo da lei que lhe confere plena disponibilidade para sua aplicação. (Celso Ribeiro Bastos) Nas palavras de Regina Helena Costa aplicar o Direito consiste na tarefa de interpretar uma norma geral, dela extraindo uma norma individual para o caso particular. (COSTA, 2012, p.185) Aplicação Aplicação O art. 105 do CTN positiva que as leis tributárias são aplicadas aos fatos geradores pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início mas não esteja completa nos termos do artigo 116. 21 Para Sacha Calmon Navarro Coêlho, em verdade não existe o "fato gerador pendente". Pendente será o negócio jurídico ou a situação fática e não o fato gerador. O fato gerador ocorre ou não ocorre. 22 Interpretação Integração Interpretar a lei consiste em procurar traduzir o pensamento do legislador, a fim de encontrar o propósito da lei e designar os casos que se estende a sua aplicação. Nas palavras do renomado jurista Ruy Barbosa Nogueira: para conhecer, cumprir ou bem aplicar a lei, é preciso captar seu verdadeiro significado e alcance: interpretá-la. Integrar a norma no sistema jurídico significa inseri-la, ativamente, no ordenamento vigente, com intuito de que sua regra tenha eficácia, ou seja, para que incida sobre os fatos. 4
FORMAS DE INTEGRAÇÃO A distinção entre interpretação e integração está, portanto, em que a primeira se procura identificar o que determinado preceito legal quer dizer, o que supõe, é claro, a existência de uma norma ou lei. Na segunda, após se esgotar o trabalho de interpretação sem que se descubra preceito no qual determinado caso deva subsumir-se, utilizam-se os processos de integração, afim de dar solução à espécie. (Luciano Amaro) 25 Segundo o CTN: Art. 108. Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação tributária utilizará sucessivamente, na ordem indicada: I a analogia; II os princípios gerais de Direito Tributário; III os princípios gerais de Direito Público; IV a equidade. 26 Analogia PRINCÍPIOS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Paulo de Barros Carvalho preleciona: É um método de integração de normas, por meio de uma relação de semelhança entre duas ou mais entidades distintas. São aqueles que explícita ou implicitamente, se irradiam pelos subsistema das normas tributárias, penetrando-as e ativando-as em certa direção. 27 28 PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO PÚBLICO EQUIDADE Paulo de Barros Carvalho: São máximas que se alojam na Constituição ou que se despregam das regras do ordenamento positivo, Segundo Luciano Amaro, a equidade, portanto, corrige as injustiças que a aplicação rigorosa e inflexível da lei escrita poderia levar. derramando-se por todo ele. 29 Ex.: é um imposto neutro e equânime, distribui seu ônus de maneira justa entre os indivíduos. 30 5
Hora de Praticar: Hora de Praticar: 1. São fontes secundárias do direito tributário: a)os decretos regulamentares e as normas complementares b)os decretos regulamentares e as medidas provisórias c)as medidas provisórias e as leis complementares d)os decretos legislativos e as resoluções e)as resoluções e decretos autônomos 1. São fontes secundárias do direito tributário: a)os decretos regulamentares e as normas complementares b)os decretos regulamentares e as medidas provisórias c)as medidas provisórias e as leis complementares d)os decretos legislativos e as resoluções e)as resoluções e decretos autônomos 31 32 2.Direito tributário é o conjunto de normas que: a)regula o destino dos valores arrecadados a título de tributo dentro da máquina do Estado. b)regula o comportamento dos agentes públicos na condução orçamentária da Administração Pública Direta e Indireta. c)regula o comportamento dos agentes públicos na condução orçamentária apenas da Administração Pública Direta. d)regula o comportamento das pessoas de levar dinheiro aos cofres públicos. e)compõem a Lei Orçamentária, a Lei Plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias. 33 2.Direito tributário é o conjunto de normas que: a)regula o destino dos valores arrecadados a título de tributo dentro da máquina do Estado. b)regula o comportamento dos agentes públicos na condução orçamentária da Administração Pública Direta e Indireta. c)regula o comportamento dos agentes públicos na condução orçamentária apenas da Administração Pública Direta. d)regula o comportamento das pessoas de levar dinheiro aos cofres públicos. e)compõem a Lei Orçamentária, a Lei Plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias. 34 3. Dentre as fontes formais principais do Direito Tributário, não se incluem: a)resoluções do Senado Federal b)medidas Provisórias c)decretos Legislativos d)emendas Constitucionais e)ordens de Serviço 3. Dentre as fontes formais principais do Direito Tributário, não se incluem: a)resoluções do Senado Federal b)medidas Provisórias c)decretos Legislativos d)emendas Constitucionais e)ordens de Serviço 35 36 6
4.Um dos aspectos mais importantes para se compreender o sistema tributário nacional consiste na interpretação e integração da lei tributária, objetivando o efetivo alcance de tais normas. Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente, por ocasião da aplicação da legislação tributária, deverá utilizar, sucessivamente, na ordem indicada, a)os princípios gerais de direito tributário; a analogia; os princípios gerais de direito público; e a equidade. b)a analogia; os princípios gerais de direito público; a equidade; e os princípios gerais de direito tributário. c)os princípios gerais de direito público; a equidade; os princípios gerais de direito tributário; e a analogia. d)a analogia; os princípios gerais de direito tributário; a equidade; e os princípios gerais de direito público. e)a analogia; os princípios gerais de direito tributário; os princípios gerais de direito público; e a equidade. 37 4.Um dos aspectos mais importantes para se compreender o sistema tributário nacional consiste na interpretação e integração da lei tributária, objetivando o efetivo alcance de tais normas. Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente, por ocasião da aplicação da legislação tributária, deverá utilizar, sucessivamente, na ordem indicada, a)os princípios gerais de direito tributário; a analogia; os princípios gerais de direito público; e a equidade. b)a analogia; os princípios gerais de direito público; a equidade; e os princípios gerais de direito tributário. c)os princípios gerais de direito público; a equidade; os princípios gerais de direito tributário; e a analogia. d)a analogia; os princípios gerais de direito tributário; a equidade; e os princípios gerais de direito público. e)a analogia; os princípios gerais de direito tributário; os princípios gerais de direito público; e a equidade. 38 Bibliografia BALEEIRO, Aliomar. Uma Introdução à Ciência das Finanças. 15ª ed. rev. e atual. por Dejalma de Campos. Rio de Janeiro. Forense, 2002. ROSA JÚNIOR, Luiz Emygdio F. Manual de Direito Financeiro e Tributário. 18ª ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2005. D. Giannini - "Instituzioni di Diritto Tributário" - Milano - Dott. A. Giuffré Editore, 1974. P.6. AMARO, Luciano. Direito tributário brasileiro. 18ª Ed. 2012, Saraiva. BASTOS, Celso Ribeiro. Curso de direito financeiro e de direito tributário. 3ª Ed. 1994, Saraiva. SABBAG, Eduardo. Manual de direito tributário. 4ª Ed. 2012, Saraiva. 7