Manual de Prática Supervisionada

Documentos relacionados
MANUAL DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO - UTI NORMAS DISCIPLINARES DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO

NORMAS DISCIPLINARES DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO

Vacinas. Tem na Previnna? Ao nascer 1 mês. 24 meses 4 anos. 18 meses 2 anos/ 12 meses. 15 meses. 5 meses. 4 meses. 8 meses. 3 meses. 6 meses.

Introdução da segunda dose da vacina contra o sarampo aos 15 meses de idade.

CARTILHA DE VACINAÇÃO. Prevenção não tem idade. Vacine-se!

Vacinação em prematuros, crianças e adolescentes

CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO CRIANÇA ATÉ 6 ANOS DE IDADE

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PEDRO DA ALDEIA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE. Criança

CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO PARA O ESTADO DE SÃO PAULO

Dra. Tatiana C. Lawrence PEDIATRIA, ALERGIA E IMUNOLOGIA

Acupuntura Veterinária 2ª Turma Lato Sensu INESP

REVISÃO VACINAS 15/02/2013

ATUALIZAÇÃO DO CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO

ADULTO TAMBÉM TOMA VACINA!

SBP - Calendário ideal para a Criança SBP lança Calendário de Vacinação 2008

Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 1.946, DE 19 DE JULHO DE 2010

MANUAL DO CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM

VACINAS A SEREM DISPONIBILIZADAS PARA AS CRIANÇAS MENORES DE CINCO ANOS DE IDADE NA CAMPANHA DE MULTIVACINAÇÃO 2016.

Calendário. ideal para Adolecentes

Imunização. Prof. Hygor Elias. Calendário Vacinal da Criança

Calendário de Vacinação da Criança

DA CRIANÇA. Calendário de Vacinação. Recomendação da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) / Adaptado DISPONIBILIZAÇÃO DE VACINAS

ENFERMAGEM IMUNIZAÇÃO. Calendário Vacinal Parte 2. Profª. Tatiane da Silva Campos

Vigilância das Doenças Preveníveis por Imunização Vacinação do Profissional de Saúde

VACINAÇÃO EM PROFISSIONAIS DA SAÚDE

Coberturas vacinais e homogeneidade, crianças menores de 1 ano e com 1 ano de idade, Estado de São Paulo,

NOVO CALENDÁRIO NACIONAL DE VACINAÇÃO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA 2016

É a aplicação da vacina dupla adulto (dt) e Tríplice bacteriana acelular (difteria, tétano e coqueluche) nas gestantes, após prescrição médica.

ACUPUNCTURA PARA FISIOTERAPEUTAS

Nota Informativa nº001/2017

MANUAL DE ESTÁGIO ENFERMAGEM

Atualização Imunização 2017

Sala de Vacina. Afastar o refrigerador da parede, pelo menos 20 cm; Verificar a temperatura 2 vezes ao dia;

VA P CINAS ARA CRIANÇAS Dourados

INSTRUÇÃO NORMATIVA CALENDÁRIO NACIONAL DE VACINAÇÃO ADAPTAÇÃO: NÚCLEO DE IMUNIZAÇÕES/DVE/CEVS/SES

Imunização. Prof.ª Hygor Elias. Alterações no Calendário Vacinal. Varicela HPV Febre Amarela

SETOR DE VACINAS HERMES PARDINI TREINAMENTO VACINAS EQUIPE CALL CENTER. Enfº Adalton Neto Enfª Ana Paula

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA DE ENFERMAGEM Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva DEVOLUTIVA DAS CARTEIRAS DE VACINAÇÃO AOS ESTUDANTES

Nasopuntura Rinopuntura. Renato Fleury Cardoso

Imunização ativa e passiva

CALENDÁRIO VACINAL Superintendência de Vigilância em Saúde Gerência de Imunizações e Rede de Frio

Calendário de Vacinação ocupacional Recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) 2013/2014

MÉTODO DE SELEÇÃO DE PONTOS MÉTODO LOCAL DISTANTE

CALENDÁRIO BÁSICO DE VACINAÇÃO DA CRIANÇA

CALENDÁRIOS VACINAIS. Renato de Ávila Kfouri Sociedade Brasileira de Imunizações SBIM

CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DA REDE PÚBLICA DE SANTA CATARINA Última atualização em 05 de janeiro de 2016

Imunizações Prof. Orlando A. Pereira FCM - Unifenas

Grade Curricular Formação de Especialista em Acupuntura

Imunização: Como se sair bem mesmo com tantas atualizações Prof.ª Natale Souza

ACUPUNCTURA PARA FISIOTERAPEUTAS

NOTAS TÉCNICAS. Propostas para Material elaborado pela Equipe da DIVEP/CEI baseado nas notas técnicas 173, 183 e 193/2012 CGPNI/DEVEP/SVS/MS

Histórico. Imunização. Tipos de Imunização. Imunização ativa 14/09/2009

INSTRUÇÃO NORMATIVA CALENDÁRIO NACIONAL DE VACINAÇÃO ADAPTAÇÃO: NÚCLEO DE IMUNIZAÇÕES/DVE/CEVS/SES

2º Final de Semana. Turma XLVI Curso de Especialização em Medicina Tradicional Chinesa - Acupuntura

Importância e Descoberta

VACINAÇÃO PRÉ E PÓS-TRANSPLANTES DE ÓRGÃOS ADULTO

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR

ACUPUNTURA PRATICAS CHINESA CURSO LIVRE DE ACUPUNTURA

Plano Curricular do Curso de Acupunctura Módulo I Horas Creditadas HP e HAEO Total

O USO DOS CANAIS LIU JING OU SEIS CANAIS. Alberto Bastos

Informe Técnico - SARAMPO nº4 Atualização da Situação Epidemiológica

VACINAÇÃO DO PROFISSIONAL DE SAÚDE JOSÉ GERALDO LEITE RIBEIRO SES//FCM/FASEH-MG

ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM PROF. CARLOS ALBERTO

PONTOS DE AÇÕES ESPECIAIS

COMERCIALIZAÇÃO PROIBIDA POR TERCEIROS

Desafios, gargalos e perspectivas em vacinas e vacinações no Brasil

ACUPUNCTURA PARA FISIOTERAPEUTAS

Neonatologia para Concursos de Enfermagem

Koryo. Desvantagens: Apesar das agulhas serem pequenas, são doloridas. Aplicação de um maior número de agulhas. A localização dos pontos deve ser feit

CANAIS E COLATERAIS ( 經絡 ) (JING LUO)

UNIVERSIDADE DE SANTO AMARO Faculdade de Medicina. Acadêmicas do 2º ano Priscilla Maquinêz Veloso Renata Maia de Souza

DIRETORIA ACADÊMICA COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA COORDENAÇÃO DE ENFERMAGEM REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO DO CURSO DE ENFERMAGEM

MANUAL DE ESTÁGIO TÉCNICO EM RADIOLOGIA

Transcrição:

Manual de Prática Supervisionada Material elaborado pela Direção e Coordenação da EBRAMEC Direção Geral: Dr. Reginaldo de Carvalho Silva Filho Coordenação Geral: Dr. Eduardo Vicente Jofre

Normas da Prática Ambulatorial Supervisionada EBRAMEC. Estas normas já estão em vigor e são válidas para todas as turmas do curso de Acupuntura da 1. Objetivos da Prática Ambulatorial Supervisionada A Prática Ambulatorial Supervisionada visa complementar a formação do aluno através do aprendizado teórico-prático e do desempenho das atividades, proporcionando uma experiência acadêmico-profissional através de vivências no trabalho, complementando o ensino teórico e contribuindo para o desenvolvimento de sua qualificação profissional. A carga horária da prática ambulatorial é de 500 horas, sendo 50 horas de observação 150 prática ambulatorial dirigida e 300 horas de prática ambulatorial supervisionada, onde o aluno já auxilia outros alunos iniciantes. 2. Constituem deveres do estudante: a) Cumprir as normas disciplinares estabelecidas no Manual de Aula Prática Supervisionada; b)acatar as orientações dos Professores Supervisores da Aula Prática Supervisionada; c) Comunicar imediatamente ao Professor Supervisor fatos não afetos à rotina da Aula Prática Supervisionada que venham prejudicá-lo ou alterá-lo. d)atender pacientes sempre que solicitado pela necessidade e demanda indicadas pelo Professor Supervisor ou, quando for o caso, por iniciativa própria após autorização do mesmo; e) Registrar em prontuário próprio do local da Aula Prática Supervisionada a avaliação e evoluções do quadro do paciente, assinar a presença tanto do paciente como a do aluno. Não é permitido que as fichas de anamnese ou de evolução saiam do local da Aula Prática Supervisionada. f) Registrar em livro de ocorrências comunicados diversos sobre as situações afetas à rotina, colegas, Professores, Supervisores, Monitores, etc. g)estar disponível durante todo o período de duração da prática ambulatorial, evitando atrasos e saídas antecipadas. O não cumprimento destas normas disciplinares implica em sanções diversas conforme o agravante, conforme o Projeto Pedagógico.

3. ORIENTAÇÕES GERAIS a) O estudante deve rigorosamente estar atento à sua apresentação e assepsia. b) O uso de traje branco completo ou avental branco com o logotipo da EBRAMEC (preferencialmente) é obrigatório. c) Por motivo de segurança e fácil identificação, o uso de crachá é obrigatório e deve ser mantido de forma visível no vestuário. d) Os estudantes fumantes deverão acatar as normas dos locais da Aula Prática Supervisionada e também as normas da Instituição onde se realiza o mesmo. e) O estagiário deverá ter seu próprio material de Aula Prática Supervisionada, isto é, canetas, pinças, materiais de auriculoterapia, sendo que serão fornecidas somente agulhas sistêmicas e sementes, álcool e algodão. f) O respeito à hierarquia deve ser incentivado na Aula Prática Supervisionada. Portanto, em caso de problemas, o estudante deve dirigir-se imediatamente ao seu Professor Supervisor para a solução do mesmo, ou para encaminhamento de seu problema à Coordenação do Curso. g) Os equipamentos, recursos e instrumentos complementares à prática da acupuntura poderão ser utilizados pelos alunos, desde que solicitando e ficando os mesmos responsáveis até a devida devolução. h) A ética profissional deverá estar presente no cotidiano da Aula Prática Supervisionada. 4. ATITUDES RECOMENDADAS: É proibido o uso de telefone celular durante o atendimento ambulatorial. Não tenha receio em questionar o professor, pois a dúvida faz parte do aprendizado e indica seu interesse em aprender. É importante reforçar que quanto mais executamos as técnicas, acumulamos maior tranqüilidade, segurança, facilidade e conhecimentos para a vida profissional.

5. CRITÉRIOS DE INGRESSO NA AULA PRÁTICA SUPERVISIONADA. a. Curriculum mínimo Fundamentos I e II Diferenciação de Síndromes I e II Diagnóstico I e II Auriculoterapia b. Horários fixos O aluno deverá se inscrever em horários fixos (vide tabela abaixo) de acordo com a disponibilidade do ambulatório. Cada inscrição tem a duração de no mínimo 2 meses. Ao fim dos quais novas inscrições serão abertas, havendo a possibilidade de troca de horários. Cada aluno deverá acompanhar o MESMO paciente, por pelo menos, 4 sessões, ficando responsável pelo acompanhamento, evolução e encaminhamento do paciente ao próximo aluno estagiário. É importante ter atenção aos horários escolhidos e ao compromisso com a escola, com o paciente e com o próprio processo de aprendizado. Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado Domingo 9:00h 9:00h 9:00h 9:00h 9:30h 12:30h 9:30h 12:30h 12:00h 12:00h 12:00h 12:00h 15:00h 15:00h 15:00h 15:00h 13:30h 16:30h c. Averiguação de conhecimentos. Ao término do período de obsevação do ambulatório, o aluno deverá passar por uma avaliação prática e oral (anexo1), onde o professor supervisor avaliará o conhecimento básico, principalmente na localização dos pontos mais utilizados.

6. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DO ALUNO A Aula Prática Supervisionada é uma disciplina da Grade Curricular do Curso, com conceito total de 10 pontos, e média mínima para aprovação de 06 pontos, portanto, o mesmo terá a sua avaliação segundo os seguintes critérios: Conhecimento teórico; Domínio, métodos e técnicas; Percepção situação do paciente; Frequência; Apresentação pessoal quanto a vestimenta; Ética, relação interpessoal; Compromisso, responsabilidade, tolerância e pontualidade.

IMUNIZAÇÃO A prática ambulatorial faz parte do projeto pedagógico do curso, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho. A prática ambulatorial é obrigatória, cuja carga horária é requisito para aprovação e obtenção de diploma. O profissional de saúde está exposto a um risco maior de adquirir determinadas infecções imunologicamente preveníveis do que a população geral e a vacinação é a maneira mais eficaz de evitar diversas doenças imunopreveníveis. Por esses motivos recomendamos que o aluno procure a unidade básica de saúde (posto de saúde) mais próxima a sua residência, atualize sua carteira de vacinação e solicite ainda as que não foram administradas de acordo com a lista abaixo, informando que é profissional da área da saúde. Vacinas recomendadas para os profissionais de saúde Hepatite B É administrada em 3 doses. Via intramuscular, com intervalo de 1 e 6 meses. Gripe (Influenza) É administrada em dose única anualmente. Via intramuscular. Tétano e Difteria (dt adulto ou toxoide tetânico) É administrada em 3 doses, via intramuscular sendo a 2ª dose realizada de 4 a 8 semanas após a primeira e a 3ª dose, de 6 a 12 meses após a segunda. O reforço deve ser feito em dose única a cada 10 anos. Varicela É administrada em 2 doses com intervalo entre as doses de 4 a 8 semanas em via subcutânea. É contraindicado para gestantes e é aconselhável evitar gestação até 1 mês após receber a vacina. Muito recomendado para profissionais de saúde suscetíveis à varicela. Em geral, apenas 10% da população adulta e de profissionais de saúde são realmente suscetíveis. Rubéola, Sarampo e Caxumba (MMR Tríplice Viral) Administrada em dose única, via subcutânea. Recomenda-se uma 2ª dose para atingir melhores índices de proteção sendo intervalo de 30 dias. É contraindicada na gestação e recomenda-se evitar gestação até um mês após receber a vacina. Contraindicada para alérgico a ovo e neomicina. Tuberculose (BCG) Apesar de não existir estudos que comprovem sua eficiência na fase adulta, alguns autores ainda indicam a BCG (Bacille Calmette-Guérin) para prevenção da tuberculose em profissionais de saúde. Tríplice bacteriana para adultos (DTP: Coqueluche, Tétano e Difteria) Diante de surtos de coqueluche recentemente descritos, cujo reservatório identificado foram os profissionais de saúde, recomenda-se a vacinação, especialmente para os profissionais que lidam com recém-nascidos, imunodeprimidos, etc. É administrada via intramuscular em dose única como 3º reforço, já que faz parte do calendário básico de vacinação da criança. Hepatite A É administrada em 2 doses com intervalo de 0 e 6 meses. Via intramuscular. Importante: A portaria do MTE Norma Regulamentadora 32 Segurança e Saúde no Trabalho em serviços de Saúde, no seu item 32.2.4.17 Vacinação dos Trabalhadores preconiza o seguinte: Para todo trabalhador dos serviços de saúde deve ser fornecido, gratuitamente, programa de imunização ativa contra tétano, difteria, hepatite B e os estabelecidos no PCMSO (Programa de Controle Médico em Saúde Ocupacional).

ANEXO 1 Lista de Pontos mais utilizados e que deverão ser estudados para melhor aproveitamento inicial das aulas práticas: Pulmão P3, P5, P7, P9, P10 Intestino Grosso IG4, IG11, IG15, IG20 Coração C3, C5, C6, C7, C8 Intestino Delgado ID3, ID6, ID17, ID19 Bexiga B11, B13 à B25, B40, B57, B60, B62, B63 Rim R1, R3, R6, R7, R10, R16 Estômago E3, E4, E8, E25, E34, E35, E36, E40, E41, E44 Baço BA3, BA4, BA6, BA8, BA9, BA10, BA15, BA21 Fígado F2, F3, F6, F8, F13, F14 Vesícula Biliar VB1, VB8, VB20, VB21, VB30, VB31, VB34, VB39, VB41 Pericárdio PC3, PC6, PC7, PC8 Triplo Aquecedor TA4, TA5, TA6, TA10, TA15, TA21, TA23 Vaso Concepção VC3, VC4, VC5, VC6, VC9, VC12, VC14, VC17, VC22 Vaso Governador VG4, VG14, VG16, VG20, VG24, VG26 EXTRAS Yin Tang, Tai Yang, Si Shen Cong, Xi Yan, Heding, Xixia, Yi Shu, Er Zhung, Dannanxue, Luozhen, Yaotongdian, Baxie, Bafeng, Beizhong, Dingxuan, Yuyao, Shi Min, Nui Shi, Si Feng, An Mian I e II, Jianneiling, Jianhou, Jiankou, Huatuo Jiaji.