CONTRIBUTO PARA A SAÚDE PÚBLICA

Documentos relacionados
A PREVENÇÃO faz a diferença

PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 821/XIII/2.ª MEDIDAS PARA AUMENTAR A COBERTURA VACINAL EM PORTUGAL

ATUALIZAÇÃO DO CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO

Pneumonia (Pneumonia Humana) (compilado por Luul Y. Beraki)

Programa Nacional de Vacinação (PNV) Avaliação 2013

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PEDRO DA ALDEIA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE. Criança

Dra. Tatiana C. Lawrence PEDIATRIA, ALERGIA E IMUNOLOGIA

CARTILHA DE VACINAÇÃO. Prevenção não tem idade. Vacine-se!

1.1. Saúde e qualidade de vida

Vacinas. Tem na Previnna? Ao nascer 1 mês. 24 meses 4 anos. 18 meses 2 anos/ 12 meses. 15 meses. 5 meses. 4 meses. 8 meses. 3 meses. 6 meses.

2.ª ACTUALIZAÇÃO ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO CENTRO, IP. Ministério da Saúde. PROGRAMA VACINAÇÃO - Projecto A excelência na vacinação

Avaliação do Programa Regional de Vacinação a 31/12/2016

Gripes, Constipações e Vacinação. Com Setembro chega o frio e com este, a Gripe. Saiba como se proteger e qual a melhor maneira de lidar com ela.

As vacinas na prevenção das IACS

NOVO CALENDÁRIO NACIONAL DE VACINAÇÃO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA 2016

DIA EUROPEU DOS ANTIBIÓTICOS INFORMAÇÃO PARA O CIDADÃO

VOCÊ CONHECE A HISTÓRIA DA VACINA?

ADULTO TAMBÉM TOMA VACINA!

Resultados Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza

SBP - Calendário ideal para a Criança SBP lança Calendário de Vacinação 2008

Prefeitura do Município de Bauru Secretaria Municipal de Saúde

Dose única 1 dose ao nascer. 1ª dose

Vigilância das Doenças Preveníveis por Imunização Vacinação do Profissional de Saúde

VACINAÇÃO DE GESTANTES. Carla Sakuma de Oliveira Médica infectologista

Vacinação em prematuros, crianças e adolescentes

Imunizações Prof. Orlando A. Pereira FCM - Unifenas

séries Informação e análise

VA P CINAS ARA CRIANÇAS Dourados

12º RELATÓRIO DO OBSERVATÓRIO NACIONAL DAS DOENÇAS RESPIRATÓRIAS RESUMO DOS DADOS

Calendário. ideal para Adolecentes

Você conhece a história da vacina?

Quadro de Avaliação e Responsabilização (QUAR) - SIADAP 1 Ministério da Saúde

INFEÇÕES RESPIRATÓRIAS Plano de Prevenção e Resposta para o Outono/Inverno GRAÇA FREITAS

CALENDÁRIO VACINAL Superintendência de Vigilância em Saúde Gerência de Imunizações e Rede de Frio

boletim editorial PROGRAMA NACIONAL DE VACINAÇÃO ficha técnica nº1 maio 2018

Influenza (gripe) 05/07/2013

UNIVERSIDADE DE SANTO AMARO Faculdade de Medicina. Acadêmicas do 2º ano Priscilla Maquinêz Veloso Renata Maia de Souza

Importância e Descoberta

SETOR DE VACINAS HERMES PARDINI TREINAMENTO VACINAS EQUIPE CALL CENTER. Enfº Adalton Neto Enfª Ana Paula

Inquérito epidemiológico *

CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO PARA O ESTADO DE SÃO PAULO

VACINAÇÃO PRÉ E PÓS-TRANSPLANTES DE ÓRGÃOS ADULTO

Epidemiologia das Doenças Infecciosas HEP0142_EDI

CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DA REDE PÚBLICA DE SANTA CATARINA Última atualização em 05 de janeiro de 2016

Uso de vacina contra influenza no Brasil

CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO CRIANÇA ATÉ 6 ANOS DE IDADE

CALENDÁRIOS VACINAIS. Renato de Ávila Kfouri Sociedade Brasileira de Imunizações SBIM

A Saúde dos Portugueses. Perspetiva DE JULHO DE 2015

Avaliação epidemiológica do impacto de um programa de vacinação

A utilização inadequada dos antibióticos provoca o aparecimento de bactérias resistentes. Mais de pessoas morrem cada ano na EU!

Vacinas do Calendário de Imunização do Estado de São Paulo 2011 Vaccines included in the Immunization Schedule for the State of São Paulo 2011

Vacinação no Idoso: Filipe Froes. continuar um dos maiores sucessos da Humanidade. Pneumologista CHLN. Consultor DGS (CTV)

DIAGNÓSTICO DE SITUAÇÃO DO CONCELHO DE BRAGA CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE INTERVENÇÃO DA UNIDADE DE SAÚDE PÚBLICA DE BRAGA

Imunização. Prof. Hygor Elias. Calendário Vacinal da Criança

COBERTURAS VACINAIS: IMPORTÂNCIA

Compartilhe conhecimento: Post discute as conclusões de review sobre imunização materna publicado na edição The Lancet Infectious Diseases.

DA CRIANÇA. Calendário de Vacinação. Recomendação da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) / Adaptado DISPONIBILIZAÇÃO DE VACINAS

Quando Suspender as Precauções?

Eficácia Ponderação: 50% Aumentar para 40% o número de utentes inscritos em USF na região Norte até 31 de Dezembro de % 40% 15%

Tema: Saúde Individual e Comunitária

Introdução da segunda dose da vacina contra o sarampo aos 15 meses de idade.

Agentes de viroses multissistêmicas

Diga não ao cancro do colo do utéro. Pense em se vacinar. Fale com o seu médico.

O INVERNO ESTÁ CHEGANDO Temos que dobrar os cuidados

Transcrição:

CONTRIBUTO PARA A SAÚDE PÚBLICA REDUÇÃO DA MORBILIDADE E MORTALIDADE Os programas de vacinação têm tido um impacto significativo sobre a redução da mortalidade e morbilidade de inúmeras doenças infecciosas ao longo da vida, poupando 2 a 3 milhões de vidas em todo o mundo por ano. Os programas de vacinação eficazes aliviam a pressão sobre os sistemas e orçamentos de saúde, o que, por sua vez, possibilita a libertação de recursos para outras áreas do sistema de saúde, bem como para o investimento em inovação médica. VARÍOLA 20.005 0 1988 2014 TAXA DE VACINAÇÃO* 70% ERRADICADA -86% POLIOMIELITE CASOS PROJECTADOS DE CANCROS CERVICAIS RELACIONADOS COM HPV** *em raparigas de 12 anos de idade **quando comparado ao rastreio PRATICAMENTE ERRADICADA PROTECÇÃO DOS DOENTES CRÓNICOS Várias vacinas são importantes para proteger os doentes afectados por doenças crónicas subjacentes. Essas vacinas contribuem para a redução do impacto de complicações médicas nestes grupos de doentes, e assim também ajudam a resolver questões de polimedicação. A VACINAÇÃO CONTRA O VÍRUS INFLUENZA REDUZ EM: -28% MORTE EM DOENTES DIABÉTICOS -50% OCORRÊNCIA DE ATAQUE CARÍDACO -24% RISCO DE AVC APÓS DOENÇAS RESPIRATÓRIAS Em doentes com doenças crónicas subjacentes (diabetes, asma, DPOC, doenças cardiovasculares, renais ou do fígado, etc.) UTILIZAÇÃO RACIONAL DE ANTIBIÓTICOS As vacinas também têm o potencial de contribuir para a luta global contra a resistência antimicrobiana, ajudando a reduzir a utilização de antibióticos. As vacinas podem ajudar a prevenir o desenvolvimento de bactérias resistentes. PERDAS DE 1,5 MIL MILHÕES POR ANO ATRIBUÍDAS À RESISTÊNCIA ANTIMICROBI ANA UTILIZAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS UTILIZAÇÃO DA VACINA PNEUMOCÓCICA NO PROGRAMA DE GESTÃO DE ANTIMICROBIANOS 48% 29,7%

CONTRIBUTO PARA O CRESCIMENTO ECONÓMICO QUEDA REAL. POUPANÇA LÍQUIDA A vacinação é, certamente, também uma das intervenções de saúde pública disponíveis mais custo-efectiva, acumulando retorno sobre o investimento a nível individual, do sistema de saúde, económico e social. 18 ANOS DE VACINA UNIVERSAL CONTRA A HEPATITE B ESTUDOS TÊM DEMONSTRADO QUE: A INTRODUÇÃO DE UM PROGRAMA DE VACINAÇÃO CONTRA O ROTAVÍRUS PODERIA GERAR RETORNO & DE 58% 96% 580 MILHÕES EM POUPANÇAS LÍQUIDAS TAXA DE PREVALÊNCIA REDUZIU EM 99% DOS CUSTOS COM A COMPARTICIPAÇÃO DE VACINAÇÃO NOS PRIMEIROS 4 ANOS DO PROGRAMA PARA ALÉM DA SAÚDE Uma população saudável em todas as fases da vida é um dos principais indicadores de uma sociedade economicamente próspera: As crianças saudáveis têm o potencial para desenvolver uma melhor realização educacional; Os adultos saudáveis mantêm-se produtivos e contribuem de forma plena para o desenvolvimento económico; Os idosos saudáveis continuam a ser membros activos e independentes da sociedade. Isto evita o consumo excessivo de recursos de saúde devido a doenças que podem ser prevenidas graças às vacinas. VACINAÇÃO CONTRA O VÍRUS INFLUENZA POUPA POR ESTAÇÃO CUSTOS DIRECTOS CUSTOS INDIRECTOS 131 MILHÕES* + 22 MILHÕES* + 96 MILHÕES* DE POUPANÇA COM APROX. 1,6 MILHÕES DE CASOS DE GRIPE E 45.000 INTERNAMENTOS EVITADOS DE POUPANÇA COM 701.000 CONSULTAS COM MÉDICO DE FAMÍLIA EVITADAS = 250 MILHÕES DE POUPANÇA + 25.000 VIDAS POUPADAS / POR ANO *em media, com as taxas de vacinação observadas actualmente, apesar destas se situarem abaixo do objective da UE de 75%. RETORNO FISCAL SOBRE O INVESTIMENTO O investimento em vacinação também pode traduzir-se em retornos substanciais sobre o investimento para os governos, devido à redução da despesa pública (por exemplo, as transferências para a segurança social) e ao aumento da receita fiscal de indivíduos saudáveis com emprego remunerado. VACINAÇÃO DE ADULTOS: INVESTIMENTO APLICADO A: DE RECEITA FUTURA PARA O GOVERNO GRIPE SAZONAL TOSSE CONVULSA HERPES ZOSTER DIFTERIA DOENÇA PNEUMOCÓCICA INVASIVA TÉTANO PNEUMONIA

CONTRIBUTO PARA A EQUIDADE SOCIAL E NA SAÚDE EQUIDADE NA SAÚDE AO LONGO DA VIDA Programas de vacinação eficazes podem proporcionar igualdade de oportunidades para viver vidas longas e saudáveis, independentemente do sexo, idade e grupos sociais. As alterações na estrutura demográfica da população da UE requerem um ajuste dos programas nacionais de vacinação para reflectir uma abordagem à vacinação ao longo da vida. Além disso, como as doenças não conhecem fronteiras, todos os cidadãos devem ter igual acesso a vacinas e programas de vacinação, sem disparidades geográficas ou regionais. IMUNIDADE DE GRUPO Uma elevada cobertura vacinal pode fornecer imunidade de grupo, protegendo assim as comunidades contra os riscos de propagação da doença. A imunidade de grupo pode indirectamente proteger os indivíduos com menor acesso aos programas de saúde ou de vacinação, bem como aqueles que não podem beneficiar plenamente da vacinação (por exemplo, os recém-nascidos muito jovens para serem vacinados, os imunocomprometidos ou os imunodeficientes). NÃO VACINADOS E SAUDÁVEIS NÃO VACINADOS, DOENTES E CONTAGIOSOS VACINADOS E SAUDÁVEIS 0% COBERTURA VACINAL 50% COBERTURA VACINAL 80% COBERTURA VACINAL UM PROGRAMA DE VACINAÇÃO CONTRA A TOSSE CONVULSA MATERNAL 2012 2013-79% MORTES INFANTIS IMPORTÂNCIA DA COBERTURA VACINAL É apenas através de programas de vacinação bem sucedidos que as vacinas podem desencadear o seu potencial. Atingir o nível adequado de cobertura é, por conseguinte, primordial para assegurar o nível adequado de protecção para toda a população. TAXAS DE COBERTURA VACINAL CASOS DE SARAMPO CASOS DE SARAMPO 365 1.357 ENTRE 1 DE JANEIRO E 31 DE JULHO DE 2015 DESDE A DECLARAÇÃO DO SURTO EM OUTUBRO 2014

REFERÊNCIAS CONTRIBUTO PARA A SAÚDE PÚBLICA CONTRIBUTO PARA O CRESCIMENTO ECONÓMICO CONTRIBUTO PARA A EQUIDADE SOCIAL E NA SAÚDE SABIA QUE? A despesa com vacinas representa apenas uma média de 0,5% ou menos* dos orçamentos globais de saúde nos Estados-Membros da UE?

Adaptado de: