Prf. Pala Restini CONCURSO: Departament Penitenciári Nacinal CARGO: Agente Penintenciári PROFESSORA: Pala Restini Este curs é prtegid pr direits autrais (cpyright), ns terms da Lei n.º 9.610/1998, que altera, atualiza e cnslida a legislaçã sbre direits autrais e dá utras prvidências. Ratei é crime!!! Valrize trabalh d prfessr e adquira curs de frma hnesta, realizand sua matrícula individualmente n site cncurseir24hras.cm.br Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 1 98
AULA INAUGURAL DEPEN Prf. Pala Restini 1. APRESENTAÇÃO... 3 1.1 CRONOGRAMA DAS AULAS.... 3 1.2 O CURSO... 4 1.3 CONSIDERAÇÕES INICIAIS... 5 2. ESTRUTURA DAS CONSTITUIÇÕES... 7 2.1 CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS... 7 2.2 NORMAS DE EFICÁCIA PLENA... 8 2.3 NORMAS CONSTITUCIONAIS DE EFICÁCIA CONTIDA... 8 2.4 NORMAS CONSTITUCIONAIS DE EFICÁCIA LIMITADA... 8 2.5 NORMAS DE EFICÁCIA ABSOLUTA... 10 2.6 NORMAS COM EFICÁCIA PLENA... 10 2.7 NORMAS COM EFICÁCIA RELATIVA RESTRINGÍVEL... 10 2.8 NORMAS COM EFICÁCIA RELATIVA COMPLEMENTÁVEL OU DEPENDENTES DE COMPLEMENTAÇÃO.... 10 2.9 APLICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS NO TEMPO... 10 3. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL... 12 4. OBJETIVOS FUNDAMENTAIS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL... 19 5. PRINCÍPIOS QUE REGEM A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL EM SUAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS.... 19 6. DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS... 21 7. LIMITES AOS DIREITOS FUNDAMENTAIS.... 23 8. A EFICÁCIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS... 23 9. CARACTERÍSTICA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS... 24 10. O ARTIGO 5 DA CF/88... 25 11. QUESTÕES PARA FIXAÇÃO... 62 12. RESUMO DA AULA... 85 13. CONSIDERAÇÕES FINAIS... 98 Temas abrdads: Cnstituiçã, cnceit, classificações, princípis fundamentais e direits e garantias fundamentais. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 2 98
Prf. Pala Restini 1. Apresentaçã Prezad alun, nssa aula demnstrativa tratará d Tema Cnstituiçã, cnceit, classificações, princípis fundamentais e direits e garantias fundamentais. Destac que apresentarems cnteúd cmplet para sua prva, bem cm questões cmentadas e resum da aula a final de cada material. A prpsta deste curs é dar a vcê melhr suprte teóric, para a resluçã das questões bjetivas ds cncurss d Tribunal Reginal Eleitral de Giás, Tribunal Reginal Eleitra de Minas Gerais, Tribunal de Cntas da Uniã, TFCE, Técnic Ministéri Públic da Uniã, Defensria Pública da Uniã (técnic e analista) e ABIN (Agente e ficial de inteligência). Tud iss em linguagem fácil e cm muits esquemas, para facilitar a fixaçã. Além diss, reslverems milhares de questões em nssas aulas. Questões cmentadas, de varias bancas, cm CESPE, FCC, Vunesp, Cesgranri entre utras. Vcê ficará "expert" nessas bancas, nã tem jeit de errar na hra da prva! 1.1 Crngrama das Aulas. Antes de iniciar s estuds, me apresent: meu nme é Pala Restini, su prfessra de Direit Cnstitucinal e Previdenciári e estarei aqui para um únic bjetiv: a aprvaçã de vcês! A matéria será dividida em váris assunts. O bjetiv dessa divisã é fazer cm que leitr se prepare para a realizaçã de prvas de cncurss, sem grandes dificuldades. A apresentaçã d tema será de frma clara, didática, sem embrmaçã. A linguagem utilizada é simples e acessível a tds. Abrdarei s assunts de md bjetiv cm inúmers quadrs e tabelas cmparativs, que facilita entendiment e a memrizaçã. A final de cada titul, inclui as questões mais recentes de prvas, para que leitr tenha a prtunidade de testar seu cnheciment e perceber de frma bem clara cm s temas sã cbrads em prvas. É uma leitura que recmend, pis quant mais bjetiv e simples fr à leitura, mair será grau de aprvaçã. Agra chegu a hra de cnhecer um puc mais sbre mim. Me frmei em direit e já btive êxit na prva da OAB. Tentei advgar na iniciativa privada, mas nã era que realmente queria. Iniciei meus estuds para cncurss públics, e a mesm temp, cmecei a dar aulas nessa área e escrever livrs. Me identifiquei muit lecinand. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 3 98
Prf. Pala Restini A partir daí as prtunidades fram surgind. Me aperfeiçei em curss de extensã em direit previdenciári e lg mais termin minha pós graduaçã na área. Segue meu currícul para vcês me cnhecerem melhr: Bacharel em Direit pela Faculdade Clégi Osvald Cruz; Pós graduada em Direit Administrativ e Cmercial cm relações cm mercad; Pós graduada em Direit Previdenciári; Prfessra de Direit Cnstitucinal, Administrativ e Previdenciári na escla preparatória para cncurss Eclipse em Ribeirã Pret. Para que vcês btenham sucess nessa escla que é cncurs públic basta manter fc e ter disciplina, send bjetiv e rganizad. Trç pel sucess de vcês! 1.2 O Curs O bjetiv mair deste curs é cmpilar s estuds das leis cm regulament e suas alterações de frma a facilitar s estuds de vcês para a tã snhada aprvaçã. O curs cntará cm a análise das jurisprudências atuais bem cm cm resluçã de questões da CESPE, FCC, Vunesp, Cesgranri entre utras E mais, vcês pderã tirar dúvidas cmig pr email. Meu bjetiv mair é fazer cm que vcês estudem de uma frma bjetiva, sem se trnar cansativ, pis sei muit bem cm é chat ficar lend artigs, jurisprudências e dutrinas. Esper que vcês alcancem a tã snhada aprvaçã. Vams agra a nss crngrama! NOÇÕES DE : 1 Cnstituiçã. 1.1 Cnceit, classificações, princípis fundamentais. 2 Direits e garantias fundamentais. 2.1 Direits e deveres individuais e cletivs, direits sciais, nacinalidade, cidadania, direits plítics, partids plítics. 3 Organizaçã plític-administrativa. 3.1 Uniã, estads, Distrit Federal, municípis e territóris. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 4 98
Prf. Pala Restini 4 Administraçã Pública. 4.1 Dispsições gerais, servidres públics. 5 Pder legislativ. 5.1 Cngress nacinal, câmara ds deputads, senad federal, deputads e senadres. 6 Pder executiv. 6.1 atribuições d presidente da República e ds ministrs de Estad. 7 Pder judiciári. 7.1 Dispsições gerais. 7.2 Órgãs d pder judiciári. 7.2.1Cmpetências. 7.3 Cnselh Nacinal de Justiça (CNJ). 7.3.1 Cmpsiçã e cmpetências. 8 Funções essenciais à justiça. 8.1 Ministéri Públic, Advcacia e Defensria Públicas. 1.3 Cnsiderações iniciais Iniciarems nssa aula apresentand cnceit de Cnstituiçã. A Cnstituiçã é a lei fundamental e suprema de um Estad, criada pela vntade sberana d pv. Ela determina a rganizaçã plític-jurídica d Estad, dispnd sbre a sua frma, s órgãs que integram e as cmpetências destes bem cm a aquisiçã e exercíci d pder. Cabe também a ela estabelecer as limitações a pder d Estad e enumerar s direits e garantias fundamentais. Para cmpreender bem Direit Cnstitucinal, é fundamental que estudems a hierarquia das nrmas, através d que a dutrina denmina "pirâmide de Kelsen". A pirâmide de Kelsen representa bem cm nss rdenament jurídic é dividid: em seu vértice se encntra a Cnstituiçã e as emendas cnstitucinais, cnhecidas cm fundament e a validade de tdas as demais nrmas d sistema. Assim, nenhuma nrma d rdenament jurídic pde se pr à Cnstituiçã: ela é superir a tdas as demais nrmas jurídicas, que sã, pr iss mesm, denminada infracnstitucinal. Imprtante destacar aqui, que após a prmulgaçã da emenda cnstitucinal de númer 45 de 2004, s tratads internacinais de direits humans passaram a ter status de emenda cnstitucinal situand-se, prtant, n tp da pirâmide, juntamente cm a Cnstituiçã Federal. Os demais tratads internacinais sbre direits humans, aprvads pel rit rdinári, têm, segund STF, "status" supralegal. Iss significa que se situam lg abaix da Cnstituiçã e acima das demais nrmas d rdenament jurídic. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 5 98
Prf. Pala Restini Lg abaix da CF e das emendas, encntrams as nrmas infracnstitucinais, cm as leis, tratads, medidas prvisórias, decrets legislativs nrmas cnstitucinais, as resluções legislativas, s tratads internacinais em geral incrprads a rdenament jurídic e s decrets autônms. Tdas essas nrmas serã estudadas em detalhes em aula futura, nã se precupem! O imprtante aqui é vcês saberem quais sã as nrmas existentes e que nã há hierarquia entre elas. Essas nrmas sã primárias, send capazes de gerar direits e criar brigações, desde que nã cntrariem a Cnstituiçã. Destaca-se que Suprem Tribunal Federal entende que a lei cmplementar nã é hierarquicamente superir a lei rdinária. Ambas pssuem camp de atuaçã divers, u seja, eventuais alterações n text da lei pdem crrer tant pela lei rdinária quant pela lei cmplementar (lógic que aqui tems as cndições de cada uma, que verems em aula específica). Pr fim, abaix das leis encntram-se as nrmas infra legais. Tais nrmas nã tem pder de gerar direits nem de criar brigações, sã exempls: prtarias, instruções nrmativas, entre utras. Vejams: Cnstituiçã, Emendas Cnstitucinais, Tratads Internacinais de Direits Humans aprvads cm emendas cnstitucinais. Outrs tratads internacinais de direits humans. Leis cmplementares, rdinárias e delegadas, medidas prvisórias, decrets legislativs, resluções, decrets autônms, etc. Nrmas infralegais Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 6 98
Prf. Pala Restini 2. Estrutura das Cnstituições A Cnstituiçã se divide em três partes: preâmbul, parte dgmática e dispsições transitórias. O preâmbul é a parte que antecede text cnstitucinal prpriamente dit. Serve para sintetizar a idelgia d pder cnstituinte riginári, expnd s valres pr ele adtads e s bjetivs pr ele perseguids. Segund STF, ele nã dispõe de frça nrmativa, nã tend caráter vinculante. A parte dgmática da Cnstituiçã é text cnstitucinal prpriamente dit, nde se encntram s direits e deveres criads pel pder cnstituinte. Tais nrmas nã têm caráter transitóri, embra pssam ser mdificadas pel pder cnstituinte derivad, mediante emenda cnstitucinal. Pr fim, a parte transitória da Cnstituiçã visa a integrar a rdem jurídica antiga à nva, quand d advent de uma nva Cnstituiçã, garantind a segurança jurídica e evitand claps entre um rdenament jurídic e utr. 2.1 Classificaçã das nrmas cnstitucinais O grande jurista Michel Temer, dispõe que: cnsiderand que a Cnstituiçã Federal de 1988 é d tip frmal, entende-se pr nrmas cnstitucinais quaisquer dispsições nela inseridas, independentemente de seu cnteúd. Assim, a distinçã entre nrmas frmalmente materiais (tdas as nrmas da CF/88) e nrmas materialmente cnstitucinais (aquelas que regulam a estrutura d Estad, a rganizaçã d Pder e s direits fundamentais) é irrelevante, à luz da Cnstituiçã atual. Para que haja a aplicaçã das nrmas cnstitucinais mister analisar alguns pnts: vigência, validade u legitimidade e eficácia. Vejams cada um deles. Vigência: cmpreende períd entre a entrada em vigr da nrma e sua revgaçã, durante qual a nrma existe juridicamente e tem bservância brigatória. Validade e legitimidade: é a cmpatibilidade da nrma cm rdenament jurídic. N cas da Cnstituiçã, tend em vista situar-se n tp d rdenament jurídic, sua validade nã depende de qualquer utra nrma. Seu fundament advém d pder cnstituinte riginári, cuj titular é pv. Eficácia: é a qualidade de a nrma prduzir efeits jurídics. OBS: Aplicabilidade e eficácia sã fenômens distints, embra intimamente relacinads. A aplicabilidade é a Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 7 98
Prf. Pala Restini capacidade de aplicaçã da nrma, enquant a eficácia é sua capacidade de prduzir efeits. A aplicabilidade depende da eficácia, só send aplicável a nrma eficaz. Enquant a eficácia se dá quant à prduçã ptencial de efeits, a aplicabilidade exige realizabilidade, praticidade. Tdas as nrmas cnstitucinais apresentam juridicidade, u seja, prduzem efeits jurídics. Jsé Afns da Silva classifica as nrmas cnstitucinais em: nrmas de eficácia plena, nrmas de eficácia cntida e nrmas de eficácia limitada. 2.2 Nrmas de eficácia plena Sã aquelas que, desde a entrada em vigr da Cnstituiçã, prduzem, u têm pssibilidade de prduzir, tds s efeits que legisladr cnstituinte quis regular. E cas d art. 2 da CF/88, qual dispõe: "sã Pderes da Uniã, independentes e harmônics entre si, Legislativ, Executiv e judiciári". Sã nrmas de aplicabilidade direta, imediata e integral: prduzem tds s efeits de imediat, independentemente de lei psterir que lhes cmplete alcance e sentid. 2.3 Nrmas cnstitucinais de eficácia cntida Sã aquelas em que a Cnstituiçã regulu suficientemente s interesses relativs à determinada matéria, mas permitiu a atuaçã restritiva pr parte d Pder Públic. Um exempl é art. 5, LVIII, que estabelece que " civilmente identificad nã será submetid à identificaçã criminal, salv nas hipóteses previstas em lei". O dispsitiv é de aplicabilidade imediata, prduzind tds s efeits imediatamente. Entretant, pde ter sua eficácia restringida pr lei rdinária. Imprtante ressaltar que, enquant tal lei rdinária nã fr criada, sua eficácia é plena, u seja, nã depende de lei para prduzir tds s efeits. Cabe destacar que a aplicabilidade das nrmas de eficácia cntida é direta e imediata, mas nã é integral, já que pdem ter sua eficácia restringida pr lei, pr utras nrmas cnstitucinais u pr cnceits jurídics indeterminads nelas presentes (a fixar esses cnceits, Pder Públic pderá limitar seu alcance, cm é cas d art.5, XXIV e XXV, que restringem direit de prpriedade estabelecid n art.5, XXII da CF/88). 2.4 Nrmas cnstitucinais de eficácia limitada Sã aquelas que dependem de regulamentaçã futura para prduzirem tds s seus efeits. Sua aplicabilidade é indireta, mediata e reduzida, pis smente Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 8 98
Prf. Pala Restini prduzem integralmente seus efeits quand regulamentadas pr lei psterir que lhes amplia a eficácia. Jsé Afns da Silva as subdivide em nrmas declaratórias de princípis institutivs u rganizativs e nrmas declaratórias de princípis prgramátics. As primeiras sã aquelas que dependem de lei para estruturar e rganizar as atribuições de instituições, pessas e órgãs prevists na Cnstituiçã. É cas d art. 18, 30, CF/88, que dispõe: "s Estads pdem incrprar-se entre si, subdividir-se u desmembrar-se para se anexarem a utrs, u frmarem nvs Estads u Territóris Federais, mediante aprvaçã da ppulaçã diretamente interessada, através de plebiscit, e d Cngress Nacinal, pr lei cmplementar". Já as segundas estabelecem prgramas a serem desenvlvids pel legisladr infracnstitucinal. Um exempl é art. 196 da Carta Magna que dispõe: "a saúde é direit de tds e dever d Estad, garantid mediante plíticas sciais e ecnômicas que visem à reduçã d risc de dença e de utrs agravs e a acess universal e igualitári às ações e serviçs para sua prmçã, prteçã e recuperaçã". É imprtante destacar que, embra as nrmas de eficácia limitada nã prduzam tds s efeits tã smente cm sua prmulgaçã, muits entendem que estas cmpletamente desprvidas de eficácia jurídica, que é mentira! Sua eficácia é limitada, nã inexistente! Iss prque, independentemente de regulamentaçã pel legisladr infracnstitucinal, prduzem alguns efeits: revgam dispsições anterires em sentid cntrári e impedem a validade de leis psterires que se pnham a seus cmands. Resumind: Nrma de eficácia plena Prduzem u estã aptas a prduzir efeits desde sua entrada em vigr. Aplicabilidade direta, imediata e integral. Nrmas de eficácia cntida Pdem sfrer resstrições. Aplicabilidade direta e imediata, mas nã integral. Nrmas de Eficácia limitada Necessitam de regulamentaçã para prduzir tds s seus efeits. Aplicabilidade indireta, mediata e reduzida. Outra classificaçã das nrmas cnstitucinais bastante cbrada em cncurss Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 9 98
Prf. Pala Restini públics é aquela prpsta pr Maria Helena Diniz, explanada a seguir. 2.5 Nrmas de eficácia absluta Sã aquelas que nã pdem ser suprimidas pr mei de emenda cnstitucinal. Pdems citas cm exempl art. 60, parágraf 4 da CF/88, que dispõe: "nã será bjet de deliberaçã a prpsta de emenda tendente a ablir a frma federativa de Estad; vt diret, secret, universal e periódic; a separaçã ds Pderes e, finalmente, s direits e garantias individuais. Sã as denminadas cláusulas pétreas expressas. 2.6 Nrmas cm eficácia plena O cnceit utilizad pela autra é mesm aplicad pr Jsé Afns da Silva para nrmas de eficácia plena. Destaca-se que essas nrmas se assemelham às de eficácia absluta pr pssuírem aplicabilidade imediata, independend de regulamentaçã para prduzirem tds s seus efeits. A distinçã entre elas se dá pel fat de as nrmas cm eficácia plena pderem sfrer emendas tendentes a suprimi-las. 2.7 Nrmas cm eficácia relativa restringível Essas nrmas sã as nrmas de eficácia cntida, referidas anterirmente. Essas nrmas pssuem cláusula de redutibilidade, pssibilitand que ats infracnstitucinais lhes cmpnham significad. Além diss, sua eficácia pderá ser restringida u suspensa pela própria Cnstituiçã. 2.8 Nrmas cm eficácia relativa cmplementável u dependentes de cmplementaçã. Sã equivalentes às nrmas de eficácia limitada de Jsé Afns da Silva, u seja, dependem de legislaçã infracnstitucinal para prduzirem tds s seus efeits. Alguns autres cnsideram, ainda, a existência de nrmas cnstitucinais de eficácia exaurida e aplicabilidade esgtada. Sã nrmas cujs efeits cessaram, nã mais apresentand eficácia jurídica. É cas de váris preceits d ADCT da CF/88. 2.9 Aplicaçã das nrmas cnstitucinais n temp Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 10 98
Prf. Pala Restini Cm advent de uma nva cnstituiçã tds s ats nrmativs cm ela cmpatíveis permanecem valids, u seja, a nva cnstituiçã recepcina esses ats. Pdems citar cm exempl Códig Tributári Nacinal que, embra tenha sid criad cm lei rdinária, fi recepcinad cm lei cmplementar. Destaca-se que n cas de lei editada pr ente federativ divers daquele a qual a nva Cnstituiçã atribuiu cmpetência para dispr sbre a matéria, esta também será recepcinada, se huver cmpatibilidade material cm nv text cnstitucinal. Nesse cas, a lei será recebida cm se tivesse sid editada pel ente cmpetente para tratar da matéria. Outra pssibilidade de recepçã se dá quand a nva Cnstituiçã determina, expressamente, a cntinuidade de dispsitivs daquela que lhe precedeu. Insta mencinar que princípi da recepçã nã crre n cas de emenda cnstitucinal. Iss prque pder de refrma encntra limites na própria Cnstituiçã. Assim, que se dá, n cas de ediçã de emenda cnstitucinal, é a revgaçã d direit rdinári anterir, se descnfrme cm ela, u a manutençã de sua validade, cas ele seja cm ela cmpatível. Muits autres entendem que as nrmas, n cas de entrada em vigr de uma nva Cnstituiçã, cm ela incmpatíveis se trnam incnstitucinais, pel fenômen da incnstitucinalidade superveniente. Prém, essa nã é a psiçã d STF. Para STF, trata-se de simples cnflit de nrmas n temp, em que a nrma psterir revga a anterir. Nesse cas, prtant, haveria simples revgaçã, e nã incnstitucinalidade. Os ats que sã incmpatíveis cm a nva Cnstituiçã serã revgads (tant expressamente quant tacitamente), suprimids n nss rdenament jurídic, u seja, perdem sua vigência. Curisidade: s ats revgads pela Cnstituiçã pretérita pdem ser revgads pela nva Cnstituiçã? Clar que sim! Trata-se da repristinaçã (prvas de cncurss adra perguntar que é repristinaçã). Vams a cnceit de repristinaçã! É fenômen pel qual ressuscita as nrmas anterirmente revgadas. Tal prática smente é admitida em cass excepcinais e quand há dispsiçã expressa nesse sentid em virtude da necessidade de se resguardar a segurança jurídica. Pr esse mtiv, em regra, só crre recepçã de dispsitivs legais em vigr n mment da prmulgaçã da nva Cnstituiçã. Pr fim, pde uma nrma cnstitucinal revgada na vigência da Cnstituiçã pretérita adquirir "status" de lei cm a prmulgaçã da nva Cnstituiçã? Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 11 98
Prf. Pala Restini Tem-se, aí, princípi da descnstitucinalizaçã, em que a nva Cnstituiçã recepcina as nrmas da pretérita, cnferind-lhes "status" legal. Embra nã huvesse óbice para que a CF/88 adtasse a descnstitucinalizaçã, ela nã fez, nem de frma genérica nem quant a algum dispsitiv específic. Prnt! Vims s cnceits e as classificações da Cnstituiçã Federal. Partirems para s princípis fundamentais. Essa parte quase nã cai em prva: DESPENCA! Pr iss prestem muita atençã, e cas tenham dúvidas pdem entrar em cntat cmig pr email. 3. Princípis Fundamentais da República Federativa d Brasil Primeiramente vams analisar dis cnceits: regras cnstitucinais e princípis cnstitucinais. As regras e s princípis sã espécies de nrmas cnstitucinais. As primeiras sã mais cncretas, servind para definir cndutas. Já s segunds sã mais abstrats. Nã definem cndutas, mas sim diretrizes para que se alcance a máxima cncretizaçã da nrma. Pr esse mtiv, as regras nã admitem cumpriment u descumpriment parcial, mas apenas ttal, enquant s princípis pdem ser cumprids apenas parcialmente. Assim, quand duas regras entram em cnflit, cabe a aplicadr d direit determinar qual delas fi suprimida pela utra. Já n cas de cnfrnt entre princípis, cnflit é apenas aparente, u seja, um nã será excluíd pel utr. Prtant, apesar de a Cnstituiçã, pr exempl, garantir a livre manifestaçã d pensament (art.5, IV, CF/88), esse direit nã é abslut. Ele encntra limites na prteçã à vida privada (art.5, X, CF/88), utr direit prtegid cnstitucinalmente. Os princípis fundamentais sã as características essenciais de um Estad, representam s valres que rientaram cnstituinte na elabraçã da Cnstituiçã bem cm suas esclhas plíticas fundamentais. Segund Alexandre de Mrais, sã s princípis cnstitucinais pliticamente cnfrmadres d Estad, que explicitam as valrações plíticas fundamentais d legisladr cnstituinte, reveland as cncepções plíticas triunfantes numa Assembleia Cnstituinte, cnstituind-se, assim, n cerne plític de uma Cnstituiçã plítica. Estã dispsts n Títul I, artig primeir na Cnstituiçã Federal: Art. 10 A República Federativa d Brasil, frmada pela uniã indisslúvel ds Estads e Municípis e d Distrit Federal, cnstitui-se em Estad Demcrátic de Direit e tem cm fundaments: 1 - a sberania; II - a cidadania; Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 12 98
III - a dignidade da pessa humana; DEPEN Prf. Pala Restini IV - s valres sciais d trabalh e da livre iniciativa; V - pluralism plític. Parágraf únic. Td pder emana d pv, que exerce pr mei de representantes eleits u diretamente, ns terms desta Cnstituiçã. Vejams cada um deles. N "caput", bserva-se a frma de estad adtada pel Brasil, qual seja: a federaçã. O que é federaçã? Dá-se nme de Federaçã u Estad federal a um Estad cmpst pr diversas entidades territriais autônmas, dtadas de gvern própri. Depreende-se, ainda, que a Federaçã brasileira é cmpsta pr Uniã, estadsmembrs, Distrit Federal e Municípis. Tds pessas jurídicas de direit públic, cm víncul indisslúvel (nã há direit de secessã em nss rdenament jurídic). Na CF/88 s Municípis fram incluíds, pela primeira vez, cm entidades federativas. Observe que s Territóris nã fazem parte da Federaçã. Pr iss, nss federalism é de terceir grau: tems uma federaçã cmpsta pr Uniã, Estads e Municípis. Em utrs Estads, federalism é de segund grau, cmpst apenas pelas esferas federal e estadual. Segund nsss dutrinadres, Estad federal apresenta duas características: autnmia e participaçã. A primeira traduz-se na pssibilidade de s Estads e Municípis terem sua própria estrutura gvernamental e cmpetências distintas daquelas da Uniã. A participaçã desses entes cnsiste na pssibilidade de interferir na frmaçã das leis, através d Senad (órgã legislativ que representa s Estads). Cabe lembrar que autnmia nã se cnfunde cm sberania. Sberania se cncentra na autridade suprema d pder representante, na hierarquia ds órgãs integrantes da Administraçã e, sbretud, na justificaçã da autridade cnferida a titular d pder suprem, nã permitind que dentr da sciedade haja um pder superir a seu. Assim, tems que, mesm a sberania pertencend a própri pv, pv deve se submeter à sberania n Estad. Ou seja: Brasil pssui persnalidade internacinal Destaca-se que a federaçã pressupõe um territóri, dentr d qual Estad federal exerce a sberania e a descentralizaçã plítica dentr desse mesm territóri. Iss significa que s membrs da federaçã têm capacidade plítica assegurada pela Cnstituiçã. Além de pressupr um territóri, também admite uma entidade central cm suas Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 13 98
Prf. Pala Restini ramificações, tdas dtadas de capacidade plítica cncedida pela Cnstituiçã Federal. Tal capacidade implica na pssibilidade de prduçã de nrmas de sua cmpetência. Cm nã há hierarquia entre s pderes, gvern de qualquer um deles nã pde impr nrmas u determinar ações a serem realizadas. Cada qual exerce sua cmpetência dentr ds limites reservads pela CF/88. Outra característica imprtante da federaçã é a indisslubilidade, u seja, s entes federativs nã têm direit a secessã (art. 1, "caput", CF). Além diss, a federaçã é cnsiderada cm cláusula pétrea (art. 60, 4, 1, CF), nã pdend sfrer emenda tendente a abli-la. Insta mencinar ainda cperativism presente na federaçã send que a repartiçã de cmpetências entre s entes da federaçã se dá de frma que tds cntribuam para que Estad alcance seus bjetivs. Algumas cmpetências sã cmuns a tds, cm pr exempl, a clabraçã técnica e financeira entre s entes para a prestaçã de alguns serviçs públics, e até mesm repartiçã das receitas tributárias. E quant nssa frma de gvern?? O md cm se dá a instituiçã d pder na sciedade e a relaçã entre gvernantes e gvernads. Sem titubear: República. E quais as características da República? Caráter eletiv, representativ e transitóri ds detentres d pder plític. Os gvernantes sã eleits pel pv, que vincula a frma de gvern à demcracia. Além diss, na República, gvern é limitad e respnsável, surgind à ideia de respnsabilidade da Administraçã Pública. Finalmente, caráter transitóri ds detentres d pder plític é inerente a gvern republican, send ressaltada, pr exempl, n art. 60, 40 da CF/88, qual impede que seja bjet de deliberaçã a prpsta de emenda cnstitucinal tendente a ablir "vt diret, secret, universal e periódic". Cabe destacar que a República é fundada na igualdade frmal das pessas, send terminantemente intlerável qualquer frma de discriminaçã. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 14 98
Prf. Pala Restini Cntinuand ainda na análise d artig primeir da CF/88, tems ainda regime plític adtad pel Brasil, qual seja, demcracia. Esse regime garante uma sciedade pluralista, em que tdas as pessas se submetem às leis e a Direit, que, pr sua vez, sã criads pel pv, pr mei de seus representantes. A lei e Direit, nesse Estad, visam garantir respeit as direits fundamentais, assegurand a tds uma igualdade material, u seja, cndições materiais mínimas a uma existência digna. Ns dizeres de Dirley da Cunha Jr, " Estad Demcrátic de Direit, prtant, é Estad Cnstitucinal submetid à Cnstituiçã e as valres humans nela cnsagrads'". Resumind! Regime plític DEMOCRÁTICO Frma de gvern REPÚBLICA Frma de Estad FEDERAÇÃO O princípi demcrátic é refrçad pel parágraf únic d art.10 da Cnstituiçã Federal. Pr ele cnclui-se que em nss Estad vigra a demcracia semidireta u participativa. Nela há uma cmbinaçã de representaçã plítica cm frmas de demcracia direta ( plebiscit), referend e iniciativa ppular. Ai vcês me questinam: qual a diferença entre plebiscit e referend?? De acrd cm Tribunal Superir eleitral, plebiscit e referend sã cnsultas a pv para decidir sbre matéria de relevância para a naçã em questões de natureza cnstitucinal, legislativa u administrativa. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 15 98
Prf. Pala Restini A principal distinçã entre eles é a de que plebiscit é cnvcad previamente à criaçã d at legislativ u administrativ que trate d assunt em pauta, e referend é cnvcad psterirmente, cabend a pv ratificar u rejeitar a prpsta. Ambs estã prevists n art. 14 da Cnstituiçã Federal e regulamentads pela Lei nº 9.709, de 18 de nvembr de 1998. Essa lei, entre utras cisas, estabelece que nas questões de relevância nacinal e nas previstas n 3º d art. 18 da Cnstituiçã incrpraçã, subdivisã u desmembrament ds estads, plebiscit e referend sã cnvcads mediante decret legislativ. Nas demais questões, de cmpetência ds estads, d Distrit Federal e ds municípis, plebiscit e referend serã cnvcads em cnfrmidade, respectivamente, cm a Cnstituiçã Estadual e cm a Lei Orgânica. Os inciss d art. 1 da CF/88 preveem s fundaments da República Federativa d Brasil, que sã s pilares d nss rdenament jurídic. É fams SOCIDIVAPLU. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 16 98
Prf. Pala Restini SOBERANIA VALORES SOCIAIS DO TRABALHO E DA LIVRE INICIATIVA SOCIDIVAPLU CIDADANIA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA Vams ver cada uma delas? A sberania é um pder suprem e independente. Pr ser Estad brasileir é superir u suprem a tdas as utras pessas n âmbit intern: as nrmas e decisões elabradas pel Estad prevalecem sbre as emanadas de grups sciais intermediáris. É independente, pis nã depende de nenhum utr pder para se manifestar, A cidadania exige que Pder Públic incentive a participaçã ppular nas decisões Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 17 98
Prf. Pala Restini plíticas d Estad. Nesse sentid, está intimamente ligada a cnceit de demcracia, supnd que cidadã seja respnsável pela cnstruçã de seu Estad, da sua rdem demcrática. A dignidade da pessa humana é um ds pnts mais imprtantes ds fundaments da República Federativa d Brasil, ela é a base de tds s direits fundamentais, pis clca ser human a uma precupaçã central para Estad brasileir. Determina que a pessa humana deve ser tratada cm um fim em si mesma, e nã cm mei para se bter um resultad. Segund STF, a dignidade da pessa humana é princípi suprem, "significativ vetr interpretativ, verdadeir valr-fnte que cnfrma e inspira td rdenament cnstitucinal vigente em nss País e que traduz, de md expressiv, um ds fundaments em que se assenta, entre nós, a rdem republicana e demcrática cnsagrada pel sistema de direit cnstitucinal psitiv.'" Cm base nesse principi, STF decidiu: "assistir, a qualquer pessa, direit fundamental à rientaçã sexual, havend prclamad, pr iss mesm, a plena legitimidade étic-jurídica da uniã hmafetiva cm entidade familiar, atribuind-lhe, em cnsequência, verdadeir estatut de cidadania, em rdem a permitir que se extraiam, em favr de parceirs hmssexuais, relevantes cnsequências n plan d Direit, ntadamente n camp previdenciári, e, também, na esfera das relações sciais e familiares". Cnsideru ainda que "a extensã, às uniões hmafetivas, d mesm regime jurídic aplicável à uniã estável entre pessas de gêner distint justifica- se e legitima-se pela direta incidência, dentre utrs, ds princípis cnstitucinais da igualdade, da liberdade, da dignidade, da segurança jurídica e d pstulad cnstitucinal implícit que cnsagra direit à busca da felicidade, s quais cnfiguram, numa estrita dimensã que privilegia sentid de inclusã decrrente da própria Cnstituiçã da República (art. 10, III, e art. 30, IV), fundaments autônms e suficientes apts a cnferir suprte legitimadr à qualificaçã das cnjugalidades entre pessas d mesm sex cm espécie d gêner entidade familiar". Além diss, entendeu ser impssível a caçã d pai n sentid da realizaçã d exame de DNA. Os valres sciais d trabalh e da livre iniciativa fram cnsiderads cm fundaments tend em vista que trabalh tem um valr scial. Pdems bservar essa nrma analisand cncmitantemente artig 170 da CF/88 qual dispõe: "a rdem ecnômica, fundada na valrizaçã d trabalh human e na livre iniciativa, tem pr fim assegurar a tds existência digna, cnfrme s ditames da justiça scial". Pr fim, pluralism plític visa garantir a inclusã ds diferentes grups sciais n prcess plític nacinal. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 18 98
4. Objetivs Fundamentais da República Federativa d Brasil DEPEN Prf. Pala Restini O art. 3 da CF/88 estabelece s bjetivs fundamentais da República Federativa d Brasil, send eles: I - cnstruir uma sciedade livre, justa e slidária; II - garantir desenvlviment nacinal; III - erradicar a pbreza e a marginalizaçã e reduzir as desigualdades sciais e reginais; IV - prmver bem de tds, sem precnceits de rigem, raça, sex, cr, idade e quaisquer utras frmas de discriminaçã. Para que vcês nunca mais esqueçam, pis as prvas cstumam misturar s bjetivs cm s fundaments, vai uma dica: bjetivs = V de verb tds s bjetivs cmeçam cm verbs! Cabe destacar aqui que últim incis, que trata da prmçã d bem de tds, sem precnceits de rigem, raça, sex, cr, idade e quaisquer utras frmas de discriminaçã, cnsagra a igualdade frmal, cm pr exempl, a reserva de vagas nas Universidades Federais, a serem cupadas exclusivamente pr aluns egresss de esclas públicas. Busca-se trnar sistema educacinal mais just, mais igual. Nã se trata de precnceit, mas de uma açã afirmativa d Estad. Cmplementand esse cnceit, STF dispôs que "ações afirmativas sã medidas especiais tmadas cm bjetiv de assegurar prgress adequad de certs grups raciais, sciais u étnics u indivídus que necessitem de prteçã, e que pssam ser necessárias e úteis para prprcinar a tais grups u indivídus igual gz u exercíci de direits humans e liberdades fundamentais, cntant que, tais medidas nã cnduzam, em cnsequência, à manutençã de direits separads para diferentes grups raciais, e nã prssigam após terem sid alcançads s seus bjetivs" (REsp 1132476/PR, Rei. Ministr HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgad em 13/10/2009, Die 21/10/2009) 5. Princípis que regem a República Federativa d Brasil em suas relações internacinais. O artig 4 da CF/88 prevê s princípis que regem a RFB em suas relações internacinais, send eles: Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 19 98
Prf. Pala Restini Art.4 : A República Federativa d Brasil rege-se nas suas relações internacinais pels seguintes princípis: 1 - independência nacinal; II - prevalência ds direits humans; III - autdeterminaçã ds pvs; IV - nã-intervençã; V - igualdade entre s Estads; VI - defesa da paz; VII - sluçã pacífica ds cnflits; VIII - repúdi a terrrism e a racism; IX - cperaçã entre s pvs para prgress da humanidade; X - cncessã de asil plític. Parágraf únic. A República Federativa d Brasil buscará a integraçã ecnômica, plítica, scial e cultural ds pvs da América Latina, visand à frmaçã de uma cmunidade latin-americana de nações. É bem simples esse artig, send, na mairia das vezes, cbrads da seguinte maneira: legisladr mistura tais fundaments cm s bjetivs. Mas cm eu dei uma diquinha básica, vcês nã vã errar! Objetivs sã s verbs!!! Tal artig fi criad através da grande inspiraçã n sentiment de paz mundial após a Segunda Guerra Mundial. Pdems perceber a analisarms s inciss III, IV, VI, VII e IX, s quais dispõem: a autdeterminaçã ds pvs, u seja, respeitar a sua sberania, nã intervind em suas decisões. Iss prque defende a paz e, para tal, a sluçã pacífica ds cnflits, assumind que as relações entre s pvs devem ser de cperaçã. Para que se alcançasse a paz mundial, que era desej ds nsss cnstituintes, necessári se fazia a independência nacinal, u seja, ter sua sberania respeitada pelas utras nações. Ademais, verificu-se que a paz smente seria pssível cm a igualdade entre s Estads, pis a existência de clônias e as sanções impstas à Alemanha após a Primeira Guerra Mundial fram as principais causas para a eclsã da Segunda Guerra. A igualdade entre s Estads é uma cntrapartida à independência nacinal: é cmprmiss de que uns respeitem a sberania ds utrs. Esses sã s mtivs pels quais s inciss I e V d art. 40 fram Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 20 98
Prf. Pala Restini esclhids pr nss cnstituinte cm princípis das relações internacinais d Brasil. A Carta da ONU assume cm princípi estímul as direits humans. Inspirad naquela Carta, nss cnstituinte elevu à cndiçã de princípis a serem buscads pela RFB em suas relações internacinais a prevalência ds direits humans e repúdi a terrrism e a racism. O parágraf únic d art.4 da Cnstituiçã traz um bjetiv a ser buscad pel Brasil em suas relações internacinais: a integraçã ecnômica, plítica, scial e cultural ds pvs da América Latina, visand à frmaçã de uma cmunidade latin-americana de nações. Ficar atent aqui, pis examinadr cstuma trcar algumas palavrinhas cm: América Latina pr América d Sul. Prnt! Agra vams entrar n tópic mais imprtante de Direit Cnstitucinal, s Direits e Garantias Fundamentais. 6. Direits e Garantias Fundamentais Os Direits fundamentais sã s bens prtegids pela cnstituiçã Federal, cm a vida, a liberdade, prpriedade e utrs mais. As garantias sã s meis u as frmas de se prtegerem desses bens, u seja, s instruments cnstitucinais utilizads para materializar s direits, cm habeas crpus, habeas data, mandad de segurança, etc. Pdems classificar s direits fundamentais em quatr gerações. A Primeira geraçã abrange s direits relativs à liberdade, ist é, s civis e plítics, recnhecids n final d sécul XVIII, cm as Revluções Francesas e Americana. Tem escp de restringem a açã d Estad sbre indivídu, impedind que este se intrmeta de frma abusiva na vida privada das pessas. Sã pr iss também chamad liberdades negativas: traduzem a liberdade de nã sfrer ingerência abusiva pr parte d Estad. Exempl: direit de prpriedade. Os de segunda geraçã abrangem s direits referentes à igualdade, tais cm aqueles ligads as direits ecnômics, sciais e culturais. Tais direits sã Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 21 98
Prf. Pala Restini representads pr liberdades psitivas, u seja, s indivídus recebem prestações d Estad através de plíticas e serviçs públics, cm n cas da educaçã, pr exempl. Destaca-se que alguns desses direits cnsubstanciam liberdades negativas, de nã fazer, tais cm direit de greve. Já s direits de terceira geraçã referem-se a principi da fraternidade, cmpreendend s direits difuss e cletivs, tais cm direit d cnsumidr e direit a desenvlviment. Mas que seria s direits difuss e cletivs? Direits Difuss Direits Cletivs Apresentam indivisibilidade, u seja, é impssível satisfazer-se um de seus titulares individualmente. Iss prque seus sujeits sã indeterminads. Também têm natureza indivisível, mas têm cm titulares um grup, uma categria u uma classe de pessas ligadas entre si u cm a parte cntrária pr uma relaçã jurídica. Exempl: ar pur Exempl: direits de determinadas categrias sindicais que agem cletivamente pr mei de seus sindicats. Cnclui-se prtant, que as três primeiras gerações seguem lema: igualdade, liberdade e fraternidade. Alguns dutrinadres, ainda, cnsidera a existência de mais uma geraçã, a quarta, a qual inclui direit a demcracia, a infrmaçã e a pluralism plític. Cm nã tems, ainda, um cnsens, nã vams ns aprfundar nessa geraçã. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 22 98
Prf. Pala Restini Outr pnt imprtante a ser destacad é a natureza ds direits fundamentais. Eles pssuem natureza relativa e nã absluta! Tds s direits encntram limites uns ns utrs. Casa haja cnflit entre dis direits, nã haverá sacrifíci ttal de um em relaçã a utr, mas reduçã prprcinal de ambs, buscand-se, cm iss, alcançar a finalidade da nrma. Também é imprtante destacar que s direits fundamentais cumprem a funçã de direit de defesa ds cidadãs, sb dupla perspectiva: nã permitem as Pderes Públics a ingerência na esfera jurídica individual, bem cm cnferem a indivídu, pder para exercê-ls e exigir d Estad à crreçã das missões a eles relativas. 7. Limites as direits fundamentais. Cnfrme mencinad acima, s direits sã relativs e nã absluts e para cmplementar essa tese a dutrina apresentam duas terias: a externa e a interna. A primeira preceitua que as limitações as direits fundamentais encntram-se externamente a seu cnceit, u seja, s direits sã restringíveis, respeitand principi da prprcinalidade u da prteçã de seu núcle essencial, cm pr exempl, direit a vida pde sfrer restrições n cas cncret (fala-se aqui d abrt). Já a segunda estabelece que cnteúd de um direit smente pde ser definid após seu cnfrnt cm s demais direits. 8. A Eficácia ds Direits Fundamentais Antigamente s direits fundamentais eram tids cm eficácia vertical, u seja, smente se aplicavam nas relações entre individu e Estad. Após sécul XX, surge a teria da eficácia hrizntal a qual estende essa aplicaçã nã smente entre as relações de indivídus e Estad, mas também nas relações entre particulares, pdend ser de maneira indireta e mediata u direta e imediata. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 23 98
Prf. Pala Restini A eficácia indireta e mediata cnsiste em aplicar s direits fundamentais smente nas relações entre particulares de maneira indireta, através de cláusulas gerais de direit privad. Tal teria é ttalmente incmpatível cm nss text cnstitucinal, pis, cm vims anterirmente, as nrmas definidras ds direits fundamentais pssuem aplicabilidade imediata. A eficácia direta e imediata cnsiste na aplicaçã ds direits fundamentais diretamente nas relações entre particulares, send que esses estã brigads a cumprir s direits na mesma prprçã que pder públic. Essa teria é a adtada pel nss rdenament. 9. Característica ds direits fundamentais Os direits fundamentais pssuem as seguintes características: Histricidade; Universalidade; Inalienabilidade; Imprescritibilidade; Irrenunciabilidade; Limitabilidade; Cncrrência e Pribiçã de retrcess. A histricidade decrre da criaçã ds mesms através de acnteciments histórics. A universalidade dispõe que s direits fundamentais sã cmuns a tds s seres humans, respeitadas suas particularidades. Iss prque existem direits cmuns a tds (cm direit à vida, pr exempl) e direits própris de um grup (cm s direits ds trabalhadres). Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 24 98
Prf. Pala Restini A inalienabilidade preceitua que s direits fundamentais sã intransferíveis e inegciáveis, nã pdend ser ablids pr vntade de seu titular. Além diss, nã pssuem cnteúd ecnômic-patrimnial. Imprescritibilidade: s direits fundamentais nã se perdem cm temp, send sempre exigíveis. Irrenunciabilidade: titular ds direits fundamentais nã pde deles dispr, embra pssa deixar de exercê-ls. É admissível, entretant, em algumas situações, a autlimitaçã vluntária de seu exercíci, num cas cncret. Limitabilidade: nã há direits fundamentais absluts. Trata-se de direits relativs, limitáveis, n cas cncret, pr utrs direits fundamentais. N cas de cnflit entre eles, há uma cncrdância prática u harmnizaçã: nenhum deles é sacrificad definitivamente. Cncrrência: s direits fundamentais pdem ser exercids cumulativamente, pdend um mesm titular pssuir váris direits a mesm temp. Pribiçã d retrcess: pr serem s direits fundamentais resultad de um prcess evlutiv, de cnquistas graduais da Humanidade, nã pdem ser enfraquecids u suprimids. Iss significa que as nrmas que s instituem nã pdem ser revgadas u substituídas pr utras que s diminuam, restrinjam u suprimam. 10. O artig 5 da CF/88 Após essas cnsiderações acerca ds direits fundamentais, vams iniciar estud d artig mais imprtante d nss rdenament jurídic, artig 5. Art.5 Tds sã iguais perante a lei, sem distinçã de qualquer natureza, garantind-se as brasileirs e as estrangeirs residentes n País a invilabilidade d direit à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à prpriedade, ns terms seguintes: (... ) Há a previsã de cinc direits fundamentais: s direits à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à prpriedade. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 25 98
Prf. Pala Restini Apesar de referir-se apenas a "brasileirs e estrangeirs residentes n país", há cnsens na dutrina de que eles abrangem qualquer pessa que se encntre em territóri nacinal, mesm que seja estrangeira residente n exterir, cm n cas ds turistas. Nesse sentid, STF entende que súdit estrangeir, aquele sem dmicíli n Brasil, tem direit a tdas as prerrgativas básicas que lhe assegurem a preservaçã d status libertatis e a bservância, pel Pder Públic, da cláusula cnstitucinal d due prcess. Cm relaçã a direit a vida, imprtante destacar um recente entendiment d nss STF: é legítima e nã fende direit a vida nem, tampuc, a dignidade da pessa humana, a realizaçã de pesquisas cm células-trnc embrinárias, btidas de embriões humans prduzids pr fertilizaçã "in vitr" e nã utilizads neste prcediment. Iss tem sid cbrad em prva! I - hmens e mulheres sã iguais em direits e brigações, ns terms desta Cnstituiçã; Cnceitua-se aqui princípi da igualdade, que determina que se dê tratament igual as que estã em cndições equivalentes e desigual as que estã em cndições diversas, dentr de suas desigualdades. Obriga tant legisladr quant aplicadr da lei. Cabe destacar que legisladr fica brigad a bedecer à 'igualdade na lei", nã pdend criar leis que discriminem pessas que se encntram em situaçã equivalente, excet quand huver razabilidade para tal, cm pr exempl: cncurs públic para prviment de vagas smente a pessas d sex masculin. O mesm vale para limites de idade em cncurss públics: STF cnsidera a previsã legítima quand justificada pela natureza das atribuições d carg a ser preenchid (súmula 683). Nesse sentind, entende STF que nã afrnta princípi da isnmia a adçã de critéris distints para a prmçã de integrantes d crp feminin e masculin da Aernáutica. Trata-se de uma hipótese em que a distinçã entre hmens e mulheres visa a atingir a igualdade material, send, prtant, razável. Também entende a Crte Suprema que fr especial para a mulher nas ações de separaçã judicial e de cnversã da separaçã judicial em divórci nã fende princípi da isnmia entre hmens e mulheres u da igualdade entre s cônjuges. Iss prque nã se trata de um privilégi estabelecid em favr das mulheres, mas de uma nrma que visa a dar um tratament mens gravs à parte que, em regra, se encntrava e, ainda se encntra, em situaçã mens favrável ecnômica e financeiramente. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 26 98
Prf. Pala Restini Imprtante! Lembrem-se! Smente a lei u a própria Cnstituiçã pdem determinar discriminações entre as pessas. Os ats infralegais (cm edital de cncurs, pr exempl) nã pdem determinar tais limitações sem que haja previsã legal. Veja interessante julgad d STF a respeit d assunt: O principi da isnmia, que se reveste de aut-aplicabilidade, nã é - enquant pstulad fundamental de nssa rdem plitic jurídica - suscetível de regulamentaçã u de cmplementaçã n r m a t i v a. E s s e p r i n c i p i - c u j a b s e r v â n c i a v i n c u l a, incndicinalmente, tdas as manifestações d Pder Públic - deve ser cns iderad, em sua p recípua funçã de bs tar discriminantes e de extinguir privilégis (RDA 55/114), sb dupl aspect: (a) da igualdade na lei; e (b) da igualdade perante a lei. A igualdade na lei - que pera numa fase de generalidade puramente abstrata - cnstitui exigência destinada a legisladr que, n prcess de sua frmag5, nela nã pderá incluir fatres de discriminaçã, respnsáveis pela ruptura da rdem isnômica. A igualdade perante a lei, cntud, pressupnd lei já elabrada, traduz impsiçã destinada as demais pderes estatais, que, na aplicaçã da nrma legal, nã pderã subrdiná-la a critéris que ensejem tratament seletiv u discriminatóri. O STF entende que principi da isnmia nã autriza a Pder Judiciári estender a alguns grups vantagens estabelecidas pr lei a utrs. Iss prque se assim fsse pssível, Judiciári estaria "legisland". O STF cnsidera que, em tal situaçã, haveria fensa a principi da separaçã ds Pderes. II - ninguém será brigad a fazer u deixar de fazer alguma cisa senã em virtude de lei; Percebems aqui principi da legalidade qual preceitua que s particulares só pdem ser brigads a fazer u deixar de fazer alguma cisa através de lei. Tal princípi se aplica também a pder públic, mas de maneira mais restrita, pis este smente pde fazer que é permitid em lei, é uma legalidade estrita. Mas nã se precupem, verems mais a funda na aula sbre Administraçã Pública. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 27 98
Prf. Pala Restini Para cmplementar, precisams saber a diferença entre legalidade e reserva legal. A legalidade cnsiste quand a CF/88 determina a submissã e respeit à lei, u a atuaçã dentr ds limites legais, u seja, a lei adquire sentid mais ampl, send cnsiderads também ats infra legais, desde que expedids ns limites da nrma legal. Trata-se da lei em sentid material, u seja, td at nrmativ d Estad que bedeça às frmalidades que lhe sã próprias e cntenha uma regra jurídica. Já a reserva legal crre quand a Cnstituiçã exige expressamente que determinada matéria seja regulada pr lei frmal u ats cm frça de lei (cm decrets autônms, pr exempl). E cas d art. 173, 10, CF/88, que determina que lei estabelecerá estatut jurídic da empresa pública, da sciedade de ecnmia mista e de suas subsidiárias que explrem atividade ecnômica. Trata-se d sentid frmal, u seja, a lei é necessariamente emanada d Pder Legislativ, pdend cnter u nã uma regra jurídica. III - ninguém será submetid à trtura nem a tratament desuman u degradante; Incis tranquil, sem necessidade de cmentáris adicinais. IV - é livre a manifestaçã d pensament, send vedad annimat; Trata-se da liberdade de expressã. Tds pdem se manifestar, ralmente u pr escrit, desde que nã seja feit annimamente. A vedaçã a annimat visa a garantir a respnsabilizaçã de quem utilizar tal liberdade para causar dans a terceirs. Cm base na vedaçã a annimat, STF veda, em regra, aclhiment a denúncias anônimas. Essas pderã servir de base para gerar investigaçã pel Pder Públic, mas jamais pderã ser causa única de exercíci de atividade punitiva pel Estad. Segund a Crte, as autridades públicas nã pdem iniciar qualquer medida de persecuçã (penal u disciplinar), apiand-se apenas em peças apócrifas u em escrits anônims. As peças apócrifas nã pdem ser incrpradas, frmalmente, a prcess, salv quand tais dcuments frem prduzids pel acusad, u, Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 28 98
Prf. Pala Restini ainda, quand cnstituírem, eles própris, crp de delit (cm sucede cm bilhetes de resgate n delit de extrsã mediante sequestr, pr exempl). E pr iss que escrit anônim nã autriza a imediata instauraçã de "persecuti criminis". Entretant, pde Pder Públic, prvcad pr delaçã anônima ("disquedenúncia", p. ex.), adtar medidas infrmais destinadas a apurar, previamente, em averiguaçã sumária, a pssível crrência de ilicitude, desde que faça cm bjetiv de cnferir a verssimilhança ds fats nela denunciads. Em cas psitiv, pderá, entã, ser prmvida a frmal instauraçã da "persecuti criminis", mantend-se cmpleta desvinculaçã desse prcediment estatal em relaçã as peças apócrifas. A prerrgativa jrnalística em utilizar sigil da fnte fi uma invaçã trazida pela Lei de Imprensa, ns seus artigs 7º, caput e 71, a disprem que será assegurad e respeitad sigil quant às fntes u rigem de infrmações recebidas u reclhidas pr jrnalistas, rádi repórteres u cmentaristas, s quais nã pderã ser cmpelids u cagids a indicar nme de seu infrmante u a fnte de suas infrmações, nã pdend seu silênci, a respeit, sfrer qualquer sançã, direta u indireta, nem qualquer espécie de penalidade. Essa prteçã jrnalística também fi recepcinada pela Cnstituiçã Federal de1988 a estabelecer que é assegurad a tds acess à infrmaçã e resguardad sigil da fnte, quand necessári a exercíci prfissinal (artig 5º, incis XIV). Segund Cels Mell [93], text cnstitucinal intensificu, ainda mais, a ideia de que sigil da fnte é um "ds valres essenciais à preservaçã d Estad Demcrátic de Direit, além, de ser uma garantia básica de acess à infrmaçã". V - é assegurad direit de respsta, prprcinal a agrav, além da indenizaçã pr dan material, mral u imagem; Essa nrma traduz direit de respsta à manifestaçã d pensament de utrem. Destaca que a respsta deverá ser sempre prprcinal, u seja, veiculada n mesm mei de cmunicaçã utilizad pel agrav, cm mesm destaque, tamanh e duraçã. Salienta-se, ainda, que direit de respsta se aplica tant a pessas físicas quant a jurídicas fendidas pela expressã indevida de piniões. Destaca-se ainda que direit de respsta prprcinal a agrav é aplicável em relaçã a tdas as fensas, independentemente de elas cnfigurarem u nã infrações penais. Além diss, seu exercíci nã afasta direit à indenizaçã. Outr aspect imprtante a ser cnsiderad é que as indenizações materiais, mrais e a imagem sã cumuláveis, u seja, pdem ser aplicadas cnjuntamente tant a pessas físicas (indivídus) quant a jurídicas ("empresas"). Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 29 98
Prf. Pala Restini Imprtante ressaltar que as indenizações referente a imagem abrangem a hnra, e, segund a dutrina e a jurisprudência, direit à hnra se estende às pessas jurídicas, que pdem, inclusive, sfrer dan mral. É que determina a Súmula 227 d Superir Tribunal de Justiça: "a pessa jurídica pde sfrer dan mral". Para STF, há uma relaçã de prprcinalidade entre dan mral u material sfrid pr alguém e a indenizaçã que lhe caiba receber (quant mair dan mair a indenizaçã), que pera n âmbit intern da ptencialidade da fensa e da cncreta situaçã d fendid. Nada tend a ver cm essa equaçã a circunstância em si da veiculaçã d agrav pr órgã de imprensa, prque, senã, a liberdade de infrmaçã Jrnalística deixaria de ser um element de expansã e de rbustez da liberdade de pensament e de expressã lat sensu para se trnar um fatr de cntraçã e de esqualidez dessa liberdade. Em se tratand de agente públic, ainda que injustamente fendid em sua hnra e imagem, subjaz à indenizaçã uma imperisa cláusula de mdicidade. Iss prque td agente públic está sb permanente vigília da cidadania. E quand agente estatal nã prima pr tdas as aparências de legalidade e legitimidade n seu atuar ficial, atrai cntra si mais frtes suspeitas de um cmprtament antijurídic francamente sindicável pels cidadãs (ADPF 130, DJE de 6-11-2009). VI - é invilável a liberdade de cnsciência e de crença, send assegurad livre exercíci ds cults religiss e garantida, na frma da lei, a prteçã as lcais de cult e a suas liturgias; VII - é assegurada, ns terms da lei, a prestaçã de assistência religisa nas entidades civis e militares de internaçã cletiva; Cnsagra-se, nesses inciss, a liberdade religisa. N que se refere a incis VII, bserve que nã é Pder Públic respnsável pela prestaçã religisa, pis Brasil é um Estad laic, prtant a Administraçã Pública esta impedida de exercer tal funçã. VIII - ninguém será privad de direits pr mtiv de crença religisa u de cnvicçã filsófica u plitica, salv se as invcar para eximir-se de brigad legal a tds impsta e recusar-se a cumprir prestaçã alternativa, fixada em lei; Tal incis cntempla a nrma cnhecida cm "escusa de cnsciência". O que iss quer dizer? Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 30 98
Prf. Pala Restini Iss significa que, em regra, ninguém será privad de direits pr n cumprir brigaçã legal impsta a tds devid a suas crenças religisas u cnvicções filsóficas u pliticas. Entretant, cas iss acnteça, Estad pderá impr prestaçã alternativa fixada em lei. Cas indivídu se recuse a cumprir essa prestaçã, pderá sfrer restriçã de seus direits. Lembrem-se: para que iss acnteça é precis que acnteça, cumulativamente, duas cndições: recusar-se a cumprir brigaçã legal alegand escusa de cnsciência e, ainda, nã cumprir a prestaçã alternativa fixada pela lei. Ai sim pderá haver a perda de direits plítics, na frma d art. 15, IV, da Cnstituiçã. IX - é livre a expressã da atividade intelectual, artística, científica e de cmunicaçã, independentemente de censura u licença; Simples: veda-se a censura. Entretant, a liberdade de expressã, cm qualquer direit fundamental, é relativa. Iss prque é limitada pr utrs direits prtegids pela CF, cm a invilabilidade da privacidade e da intimidade d indivídu, pr exempl. X - sã inviláveis a intimidade, a vida privada, a hnra e a imagem das pessas, assegurad direit a indenizaçã pel dan material u mral decrrente de sua vilaçã; A CF/88 prtege direit a intimidade e a vida privada bem cm a hnra e direit a imagem. Cabe destacar que para que haja cndenaçã pr dan mral, nã é necessári fensa à reputaçã d indivídu. Esse é entendiment d STF. Outr entendiment d STF se da n sentid de que nã se pde cagir supst pai a realizar exame de DNA. Essa medida feriria, também, utrs direits humans, cm, pr exempl, a dignidade da pessa humana, a intangibilidade d crp human. Nesse cas, a paternidade só pderá ser cmprvada mediante utrs elements cnstantes d prcess. Imprtante, ainda, destacar que STF entende ser válida decisã judicial pribind a publicaçã de fats relativs a um indivídu pr empresa jrnalística. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 31 98
Prf. Pala Restini O fundament da decisã é a invilabilidade cnstitucinal ds direits da persnalidade, ntadamente da privacidade. Outra imprtante decisã d STF diz respeit à privacidade ds agentes plítics. Segund a Crte, tal privacidade relativa, uma vez que estes devem à sciedade as cntas da atuaçã desenvlvida. Mas iss nã significa que quem se dedica à vida pública nã tem direit à privacidade. O direit se mantém n que diz respeit a fats íntims e da vida familiar. Destaque-se também que, segund Alexandre de Mraes, a invilabilidade d sigil de dads (art.5, XII) cmplementa a previsã d direit a intimidade e vida privada (art. 5, X), send ambas as previsões uma defesa da privacidade e regidas pel principi da exclusividade. Esse princípi pretende assegurar a individu, cm ressalta Terci Ferraz a "sua identidade diante ds riscs prprcinads pela niveladra pressã scial e pela incntrastável impsitividade d pder plitic. Muit imprtante esse incis! XI - a casa é asil invilável d individu, ninguém nela pdend penetrar sem cnsentiment d mradr, salv em cas de flagrante delit u desastre, u para prestar scrr, u, durante dia, pr determinaçã judicial; Trata-se da invilabilidade dmiciliar, a qual alcança nã smente a residência d individu, mas também lcal nde ele exerce sua prfissã. E em quais hipóteses se pde entrar na casa d indivídu? Três hipóteses: cm cnsentiment d mradr; sem cnsentiment, sb rdem judicial, apenas durante dia; sem cnsentiment, a qualquer hra d dia, em cas de flagrante delit u desastre, u ainda, para prestar scrr. OBS: para códig civil, durante dia seria das 06:00 as 20:00 hras. Qual cnceit de casa? Para STF, cnceit de "casa" revela-se abrangente, estendend-se a qualquer cmpartiment privad nã abert a públic, nde alguém exerce prfissã u atividade (Códig Penal, art. 150, 40, III), bem cm s escritóris prfissinais. (HC 93.050, Rel. Min. Cels de Mell, julgament em 10-6-2008, Segunda Turma, DJE de 10-8-2008). Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 32 98
Prf. Pala Restini Entretant, embra escritóri esteja abrangid pel cnceit de "casa", STF entende que nã se pde invcar a invilabilidade de dmicili cm escud para a prática de ats ilícits em seu interir. Cm base niss, a Crte autrizu a instalaçã de escuta em um escritóri de advgads, pr rdem judicial. A Crte também cnsideru válida rdem judicial que autrizava ingress de autridade plicial n estabeleciment prfissinal inclusive durante a nite para instalar equipaments de captaçã de sm ("escuta"). Entendeu-se que tais medidas precisavam ser executadas sem cnheciment d investigad, que seria impssível durante dia. É imprtante destacar que a invilabilidade dmiciliar também se aplica a fisc e à plícia judiciária. Segund STF, "nem a Plícia Judiciária e nem a administraçã tributária pdem, afrntand direits assegurads pela Cnstituiçã da República, invadir dmicíli alhei cm bjetiv de apreender, durante períd diurn, e sem rdem judicial, quaisquer bjets que pssam interessar a Pder Públic" (AP 370-3/DF, RTJ, 162:249-250). XII - é invilável sigil da crrespndência e das cmunicações telegráficas, de dads e das cmunicações telefônicas, salv, n últim cas, pr rdem judicial, nas hipóteses e na frma que a lei estabelecer para fins de investigaçã criminal u instruçã prcessual penal; Esse dispsitiv cnstitucinal trata da invilabilidade das cmunicações e das crrespndências. Mas cm tda regra tem sua exceçã, há a pssibilidade de quebra d sigil das cmunicações telefônicas quand atendids três requisits: lei que preveja as hipóteses e na frma cm que esta deva acntecer; existência de investigaçã criminal u instruçã prcessual penal e, finalmente, rdem judicial. Cm nã há direit abslut, admite-se, mesm sem previsã expressa na Cnstituiçã, a interceptaçã das crrespndências e das cmunicações telegráficas e de dads, sempre que a nrma cnstitucinal esteja send usada para acbertar a prática de ilícits. Iss prque a Cnstituiçã nã pde servir cm mant prtetr para a ilicitude. De acrd cm a Lei 9.296, as interceptações telefônicas só pdem crrer desde que haja a bservância cnjunta de três requisits: Se existirem razáveis indícis de autria u participaçã na infraçã penal; Se a prva nã puder ser btida pr utrs meis dispníveis; Se fat investigad nã cnstituir infraçã penal punida, n máxim, cm pena de detençã (só pde haver interceptaçã em crime punível cm reclusã). Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 33 98
Prf. Pala Restini A decisã judicial deverá ser fundamentada, devend magistrad indicar a frma de sua execuçã, que nã pderá ter praz mair que quinze dias, renvável pr igual períd. O STF entende que pde haver renvações sucessivas desse praz, e nã apenas uma única renvaçã da medida, pis há situações extremas que exigem (STF, HC 106.129, DIE de 23.11.20 10). Uma jurisprudência imprtante para prvas de cncurs é que STF entende que, uma vez btidas prvas mediante quebra d sigil das cmunicações telefônicas cm base n dispsitiv cnstitucinal acima, estas pdem ser usadas, também, em prcesss de natureza administrativa. Trata- se da denminada "prva emprestada". Assim, cas uma "escuta telefônica" resulte em prva de que um juiz esteja recebend dinheir para atrasar prcess u julgar a favr da parte, pr exempl, além de essa prva ser usada n prcess penal d crime referente a essa pratica, pderá ser usada pela Crregedria quand d prcess administrativ destinad a apurar ilícit e determinar a crrespndente penalidade administrativa. O STF entende ainda que "é valida a prva de um crime descberta acidentalmente durante a escuta telefônica autrizada judicialmente para apuraçã de crime divers". Assim, se juiz havia autrizad uma escuta telefônica para apurar um crime de hmicídi e descbre-se que um ds interlcutres cmeteu crime de sequestr, a prva será válida n prcess referente a este crime (sequestr). Para STF, também nã se pera a invilabilidade d escritóri de advcacia, quand própri advgad seja suspeit da pratica de crime, sbretud cncebid e cnsumad n âmbit desse lcal de trabalh, sb pretext de exercíci da prfissã. Muits aluns me fazem a seguinte pergunta: é pssível a gravaçã telefônica pr um ds interlcutres sem a autrizaçã judicial, cas haja investida criminsa daquele que descnhece que a gravaçã esta send feita. De acrd cm STF, é "incnsistente e fere sens cmum falar-se em vilaçã d direit privacidade quand interlcutr grava diálgs cm sequestradres, estelinatáris u qualquer tip de chantagista". Outra exceçã à regra d sigil prevista pel STF é a admissã da interceptaçã da cmunicaçã telefônica entre acusad em prcess penal e seu defensr. Iss prque, apesar de advgad ter seu sigil prfissinal resguardad para exercíci de suas funções, tal direit nã pde servir cm escud para a prática de atividades ilícitas, pis nenhum direit é abslut. O simples fat de ser advgad nã pde cnferir, a individu, imunidade na pratica de delits n exercíci de sua prfissã. Admite-se, também, que sigil de crrespndência sfra limitações, n cas de cnflit cm utrs bens jurídics. Nesse sentid, entende STF que a administraçã penitenciária, cm fundament em razões de segurança pública, de disciplina prisinal u de preservaçã da rdem jurídica, pde, sempre Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 34 98
Prf. Pala Restini excepcinalmente, e desde que respeitada a nrma inscrita n art. 41, parágraf únic, da Lei 7.210/1984, prceder à interceptaçã da crrespndência remetida pels sentenciads, eis que a cláusula tutelar da invilabilidade d sigil epistlar nã pde cnstituir instrument de salvaguarda de práticas ilícitas (HC 70.814. Primeira Turma, Di de 24/06/1994). Pr fim, destaca-se que STF entende que a apreensã d disc rígid d cmputadr n qual estã armazenads s e-mails recebids pel investigad nã vila sigil das cmunicações de dads. Iss prque, nesse cas, nã há quebra d sigil das cmunicações de dads (interceptaçã das cmunicações), mas sim apreensã de base física na qual se encntram s dads. Em utras palavras, a prteçã cnstitucinal é da cmunicaçã 'de dads' e nã ds 'dads', que trnaria impssível qualquer investigaçã. Aspect imprtante a ser discutid, quand da análise d art.5, XII, CF, é direit a sigil bancári. Esse direit, cm tds s demais direits fundamentais, nã é abslut. Nesse sentid, tem-se entendiment d ST] de que "havend satisfatória fundamentaçã judicial a ensejar a quebra d sigil, nã há vilaçã a nenhuma cláusula pétrea cnstitucinal." (STJ, Di de 23.05.2005). Segund a jurisprudência, pdem determinar a quebra d sigil bancári s juízes e as Cmissões Parlamentares de Inquérit (CPIs). Entretant, iss se dará em situações excepcinais, send fundamental demnstrar a necessidade das infrmações slicitadas e cumprir as cndições legais. Nesse sentid, nã pde Banc Central (Bacen), pr exempl, vilar esse sigil, mesm se envi ds dads bancáris se desse para Ministéri Públic da Uniã. Segund Mm. Marc Auréli, se, de um lad, a ntícia da prática de crime é dever de td cidadã e, cm base mair, de entidade cm Bacen, de utr, afastament d sigil de dads, cnsante dispst n incis XII d art. 50 da CF ("é invilável sigil da crrespndência e das cmunicações telegráficas, de dads e das cmunicações telefônicas, salv, n últim cas, pr rdem judicial, nas hipóteses e na frma que a lei estabelecer para fins de investigaçã criminal u instruçã prcessual penal"), smente se faria pssível mediante at de órgã judicial. Também entende STF que s dads bancáris smente pdem ser usads para s fins da investigag5 que lhes deu rigem, nã send pssível seu us quant a terceirs estranhs a causa (STF, INq. 923/DF, 18.04.1996). Pr fim, destaca-se que, para STF, nã é necessária a itiva d investigad para a determinaçã da quebra d sigil bancári. Iss prque principi d cntraditóri n prevalece na fase inquisitrial (STF, HC 55.447 e 69.372, RE 136.239, DJ de 24.03.1995). Bem extens nã é mesm? Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 35 98
Assim vcês ficam craques em direit Cnstitucinal! DEPEN Prf. Pala Restini Seguind em frente. XIII - é livre exercíci de qualquer trabalh, fíci u prfissã, atendidas as qualificações prfissinais que a lei estabelecer; Olha uma nrma cnstitucinal de eficácia cntida!!!! Esse incis trata da liberdade de atividade prfissinal. Dispõe que, na inexistência de lei que exija qualificações para exercíci de determinada prfissã, qualquer pessa pderá exercê-la. Entretant, existente a lei, a prfissã só pderá ser exercida pr quem atender às qualificações nela expressa. Cabe mencinar que nem tds s fícis u prfissões pdem ser cndicinads a cumpriment de cndições legais para seu exercíci. A regra é a liberdade. Apenas quand huver ptencial lesiv na atividade é que pde ser exigida inscriçã em cnselh de fiscalizaçã prfissinal. A atividade de advgad, pr exempl, para que vcê pssa exercer a advcacia imprescindível à prestaçã da prva da OAB. O STF cnsideru cnstitucinal exame da Ordem ds Advgads d Brasil (OAB). Para a Crte, exercíci da advcacia traz um risc cletiv, cabend a Estad limitar acess à prfissã e respectiv exercíci. IV - é assegurad a tds acess à infrmaçã e resguardad sigil da fnte, quand necessári a exercíci prfissinal; Essa nrma assegura direit de acess infrmaçã (desde que esta nã fira utrs direits fundamentais) e resguardam s jrnalistas, a btençã de infrmações sem terem que revelar sua fnte. Cas alguém seja lesad pela infrmaçã, jrnalista respnderá pr iss. XVI - tds pdem reunir-se pacificamente, sem armas, em lcais aberts a públic, independentemente de autrizaçã, desde que nã frustrem utra reuniã anterirmente cnvcada para mesm lcal, send apenas exigid prévi avis a autridade cmpetente; Direit de reuniã: esse direit pde ser exercid pr qualquer pessa, mas há necessidade de bservar algumas regras: Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 36 98
Prf. Pala Restini Deverá ter fins pacífics, e apresentar ausência de armas; Deverá ser realizada em lcais aberts a públic; Nã pderá haver frustraçã de utra reuniã cnvcada anterirmente para mesm lcal; Desnecessidade de autrizaçã; Necessidade de prévi avis a autridade cmpetente. Fiquem ligads! As prvas sempre pedem uma cisa desse incis: há necessidade de autrizaçã da autridade cmpetente para que eu pssa exercer meu direit de reuniã? Nã. Smente exige prévi avis a autridade cmpetente! XVII - é plena a liberdade de assciaçã para fins lícits, vedada a de caráter paramilitar; XVIII - a criaçã de assciações e, na frma da lei, a de cperativas independem de autrizaçã, send vedada a interferência estatal em seu funcinament; XIX - as assciações só pderã ser cmpulsriamente disslvidas u ter suas atividades suspensas pr decisã judicial, exigind-se, n primeir cas, trânsit em julgad; O que é assciaçã? É uma sciedade (rganizaçã), uma uniã de pessas cm um fim determinad. Diferencia-se da reuniã pr ter caráter permanente, enquant a reuniã tem caráter transitóri. A liberdade de assciaçã é ampla, independe de autrizaçã ds Pderes Públics, que também nã pdem interferir em seu funcinament. Prém, príbese a criaçã de assciaçã cm caráter paramilitar. E que é iss? Alexandre de Mraes define bem, vejams: na análise d caráter paramilitar, deverá ser bservad se as assciações, cm u sem armas, se destinam a treinament de seus membrs a finalidades bélicas. A nmenclatura de seus psts e a utilizaçã u nã de unifrmes, pr si só, nã afastam de frma absluta caráter paramilitar de uma assciaçã, devend-se bservar a existência de rganizaçã hierárquica e princípi da bediência. Destaca-se que as assciações só pdem ser disslvidas pr decisã judicial transitada em julgad. Além diss, suas atividades só pdem ser suspensas pr decisã judicial (neste cas, nã há necessidade de trânsit em julgad). Ainda, a criaçã de cperativas pderá depender de autrizaçã, na frma da lei. A de assciações, pr sua vez, é livre. Simplificand: Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 37 98
Assciçã pdem ser: Assciaçã pdem ser: DEPEN Prf. Pala Restini Cmpulsriamente Disslvidas Atividades suspensas Pr decisã judicial transitada em julgad Pr decisã judicial XX - ninguém pderá ser cmpelid a assciar-se u a permanecer assciad; Nã há muit a se falar sbre esse incis: apenas que ninguém pde ser brigad se assciar (filiar-se a um partid plitic, pr exempl) u permanecer assciad. XXI - as entidades assciativas, quand expressamente autrizadas, tem legitimidade para representar seus filiads judicial u extrajudicialmente; Ocrre aqui fenômen da representaçã prcessual, u seja, instrument pel qual a assciaçã, quand autrizada expressamente, representa seus filiads, atuand em nme destes e na defesa ds direits deles. O representante prcessual nã age cm parte d prcess, apenas em nme da parte, da pessa representada. Nã cnfundir cm substituiçã prcessual na substituiçã, substitut é parte n prcess, agind em nme própri para guardar direit alhei. XXII - é garantid direit de prpriedade; XXIII - a prpriedade atenderá a sua funçã scial; XXIV - a lei estabelecerá prcediment para desaprpriaçã pr necessidade u utilidade pública, u pr interesse scial, mediante justa e prévia indenizaçã em dinheir, ressalvads s cass prevists nesta Cnstituiçã; Esses inciss tratam d direit de prpriedade, nrma de eficácia cntida, u seja, nã é um direit abslut, e sim relativ, dependend de nrma que s Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 38 98
cmplementem. DEPEN Prf. Pala Restini Há aqui institut da desaprpriaçã. Mas que é iss? É uma faculdade que cabe à Administraçã Pública e cnsiste na retirada da prpriedade de alguém sbre um bem, desde que mtivada pr uma necessidade u utilidade pública, u ainda, existir um interesse scial que justifique tal cnduta. Este prcediment está fundamentada n princípi da Supremacia d Interesse cletiv sbre individual. A desaprpriaçã se cnsuma apenas após pagament da indenizaçã e, enquant nã cnsumada, cabe à entidade da administraçã pública a pssibilidade de desistir d prcediment, desde que devlva bem e indenize prprietári ds prejuízs sfrids. N cas nde pagament se dá através de títuls, a transferência d bem crrerá apenas após a emissã d títul. Resumind: Desaprpriaçã Mtivaçã Fundaments Necessidade u utilidade pública u interesse scial que a justifique Indenizaçã Indenizaçã, justa, prévia e em dinheir! Cas haja descumpriment da funçã scial da prpriedade, em que a intervençã estatal representará uma sançã a prprietári, a indenizaçã darse-á pr mei de títuls da dívida pública. Há uma exceçã: a desaprpriaçã para fins de refrma agrária, que bedece a dispst n art. 184 da CF/88. Esta é de cmpetência da Uniã e tem pr bjet imóvel rural que nã esteja cumprind sua funçã scial. Dar-se-á mediante prévia e justa indenizaçã em títuls da dívida agrária, cm cláusula de preservaçã d valr real, resgatáveis n praz de até vinte ans, a partir d segund an de sua emissã, e cuja utilizaçã será definida em lei. O 1 d mesm artig, entretant, faz uma ressalva: a de que as benfeitrias úteis e necessárias serã indenizadas em dinheir. N que se refere à desaprpriaçã de imóvel urban nã edificad, subutilizad Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 39 98
Prf. Pala Restini u nã utilizad, u seja, que descumpriu sua funçã scial determina a CF/88 (art. 182, 40), III, que esta se dará mediante títuls da dívida pública de emissã previamente aprvada pel Senad Federal, cm praz de resgate de até dez ans, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurads valr real da indenizaçã e s jurs legais. Destaca-se, pr fim, a pssibilidade de que haja desaprpriaçã sem indenizaçã. Iss crre na exprpriaçã de terras usadas para cultiv de plantas psictrópicas. Tem-se, entã, a chamada "desaprpriaçã cnfiscatória", prevista n art. 243 da Cnstituiçã. XXV - n cas de iminente per/g p6blic, a autridade cmpetente pderá usar de prpriedade particular, assegurada a prprietári indenizaçã ulterir, se huver dan; Fala-se aqui da requisiçã administrativa, que crre quand Pder Públic, diante de perig públic iminente, utiliza seu pder de impéri (de caçã) para usar bens u serviçs de particulares. Resumind: Diquinha: RequIsiçã Administrativa = Iminente perig públic. Em cas de iminente perig públic, Estad pde requisitar a prpriedade particular. Exempl: n cas de uma enchente que destrua várias casas de uma cidade, a Prefeitura pde requisitar us de uma casa que tenha permanecid intacta, para abrigar aqueles que nã têm nde ficar. A requisiçã é cmpulsória para particular, devid a pder de impéri d Estad. Veja que interesse públic (scrr as pessas desabrigadas) é mair que particular (incnveniente de ter a casa cedida a Pder Públic gratuitamente). Pr iss, últim cede lugar a primeir. A prpriedade cntinua send d particular: é apenas cedida gratuitamente a Pder Públic. O titular d bem só é indenizad em cas de dan. N exempl acima, Estad n teria que pagar aluguel a prprietári pel us d imóvel. O perig públic deve ser iminente, u seja, deve ser alg que acntecerá em breve. N exempl dad, Estad nã pderia requisitar a casa na estaçã seca basead na pssibilidade de uma enchente crrer váris meses depis. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 40 98
Prf. Pala Restini Segund STF, nã é pssível, devid a mdel federativ adtad pel Brasil, que um ente plitic requisite administrativamente bens, serviçs e pessal de utr. Tal prática fenderia pact federativ, e, além diss, art. 50, XXV da Cnstituiçã limita alcance da requisiçã administrativa a prpriedade privada, n cabend extraplaçã para bens e serviçs públics. XXVI - a pequena prpriedade rural, assim definida em lei desde que trabalhada pela família, nã será bjet de penhra para pagament de débits decrrentes de sua atividade prdutiva, dispnd a lei sbre s meis de financiar seu desenvlviment; A pequena prpriedade rural trabalhada pela família tem a garantia de impenhrabilidade desde que presentes alguns requisits: explraçã ecnômica d bem pela família; rigem na atividade prdutiva d débit que causu a penhra. XXVII - as autres pertence direit exclusiv de utilizaçã, publicaçã u reprduçã de suas bras, transmissível as herdeirs pel temp que a lei fixar; XXVIII - sã assegurads, ns terms da lei: a) a prteçã às participações individuais em bras cletivas e à reprduçã da imagem e vz humanas, inclusive nas atividades desprtivas; b) direit de fiscalizaçã d aprveitament ecnômic das bras que criarem u de que participarem as criadres, as intérpretes e às respectivas representações sindicais e assciativas; Fala-se aqui em direit d autr que, enquant viver, terá ttal cntrle sbre a utilizaçã, publicaçã u reprduçã de suas bras. Smente após seu faleciment é que haverá limitaçã tempral desse direit, fixand, a lei, mment em que esse direit será transmitid as seus herdeirs. XXIX - a lei assegurará as autres de invents industriais privilégi temprári para sua utilizaçã, bem cm prteçã às criações industriais, à prpriedade das marcas, as nmes de empresas e a utrs signs distintivs, tend em vista interesse scial e desenvlviment tecnlógic e ecnômic d País; Tems aqui direit à prpriedade industrial. Atençã aqui para fat de que, diferentemente ds direits autrais, que pertencem a autr até sua mrte, Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 41 98
Prf. Pala Restini criadr de invents industriais têm, sbre estes, privilégi apenas temprári sbre sua utilizaçã. XXX - é garantid direit de herança; XXXI - a sucessã de bens de estrangeirs situads n País será regulada pela lei brasileira em benefíci d cônjuge u ds filhs brasileirs, sempre que nã lhes seja mais favrável à lei pessal d "de cujus"; O direit de herança fi elevad a cndiçã de nrma cnstitucinal pela primeira vez na CF/88. Destaca-se que, n cas de bens de estrangeirs lcalizads n País, será aplicada a nrma sucessória que mais beneficie s seus herdeirs. Prtant, havend cnflit entre nrma que beneficie sucessres estrangeirs em detriment ds brasileirs e utra que beneficie s brasileirs, prevalecerá à última. XXXII - Estad prmverá, na frma da lei, a defesa d cnsumidr; Nrma cnstitucinal de eficácia limitada! O cnstituinte quis destacar aqui a imprtância d direit d cnsumidr para s cidadãs. Essa imprtância fica ainda mais evidente quand se verifica que n art. 170, V, CF/88 a defesa d cnsumidr fi elevada à cndiçã de princípi da rdem ecnômica. XXXIII - tds têm direit a receber ds órgãs públics infrmações de seu interesse particular, u de interesse cletiv u geral, que serã prestadas n praz da lei, sb pena de respnsabilidade, ressalvadas aquelas cuj sigil seja imprescindível à segurança da sciedade e d Estad; Têm-se aqui direit à infrmaçã. Devems ter cnsc que n cas de lesã a esse direit, há um remédi cnstitucinal a ser usad: mandad de segurança. (calma que já vams falar ds remédis cnstitucinais) XXXIV - sã a tds assegurads, independentemente d pagament de taxas: Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 42 98
Prf. Pala Restini a) direit de petiçã as Pderes Públics em defesa de direits u cntra ilegalidade u abus de pder; b) a btençã de certidões em repartições públicas, para defesa de direits e esclareciment de situações de interesse pessal; Fala-se aqui d direit de petiçã que independe d pagament de taxas, pis é um direit essencial a exercíci da cidadania. O que pdem ser cbrads sã as taxas e emluments, custas e hnráris. Outr pnt imprtante é que direit de petiçã nã necessita, em regra, de assistência advcatícia. Esta só é necessária cas a lei prcessual exija, n cas de cntrvérsia judicial. Essa exceçã se justifica prque, embra esse direit permita que qualquer pessa se dirija à autridade cmpetente para slicitar prvidências, cmunicand a prática de ats ilícits, nã serve para exnerar sujeit de bservar as exigências estabelecidas na legislaçã prcessual, dentre as quais a necessidade de se fazer representar pr advgad. A alínea b traz direit de bter certidões em repartições públicas, que também independe de pagament de taxas. Cas a Administraçã negue esse direit, há um remédi cnstitucinal para saná-l: mandad de segurança. Nesse sentid, entende STF que " direit à certidã traduz prerrgativa jurídica, de extraçã cnstitucinal, destinada a viabilizar, em favr d indivídu u de uma determinada cletividade (cm a ds segurads d sistema de previdência scial), a defesa (individual u cletiva) de direits u esclareciment de situações, de tal md que a injusta recusa estatal em frnecer certidões, nã bstante presentes s pressupsts legitimadres dessa pretensã, autrizará a utilizaçã de instruments prcessuais adequads, cm mandad de segurança (RT 222/447 - RT 294/454 - RF 230/83, v.g.) u cm a própria açã civil pública, esta, ns cass em que se cnfigurar a existência de direits u interesses de caráter transindividual, cm s direits difuss, s direits cletivs e s direits individuais hmgênes". XXXV - a lei nã excluirá da apreciaçã d Pder Judiciári lesã u ameaça a direit; Tems aqui principi da inafastabilidade da jurisdiçã, u seja, smente Judiciári pde dizer Direit de frma definitiva, pr mei da chamada cisa julgada material. Tal princípi determina que tant a Administraçã quant Judiciári pdem julgar cm caráter definitiv. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 43 98
Prf. Pala Restini Clar que nada impede de particular recrrer administrativamente cas seu direit seja vilad. Entretant, mesm que n caiba mais recurs de decisã na esfera administrativa, sempre caberá sujeiçã da matéria a Judiciári. Alguns autres afirmam que esse incis é a cncretizaçã d Principi da Universalidade da Jurisdiçã. Iss prque pr mei dessa nrma cnstitucinal, determina-se que acess a Judiciári independe de prcess administrativ prévi referente à mesma questã. Destaca-se, pr fim, que, segund STF, dupl grau de jurisdiçã nã é garantia cnstitucinal. O dupl grau de jurisdiçã é um reexame da matéria decidida em juíz, u seja, trata-se de uma nva apreciaçã jurisdicinal, n mesm prcess. Para que crra, prém, é necessári cumpriment de determinads pressupsts específics, prevists em lei. XXXVI - a lei nã prejudicará direit adquirid, at jurídic perfeit e a cisa julgada; Os instituts: direit adquirid, at jurídic perfeit e cisa julgada surgiram cm instruments de segurança jurídica, impedind que as leis retragissem para prejudicar situações jurídicas cnslidadas. Mas que vem a ser direit adquirid, at jurídic perfeit e cisa julgada? Bem suscintamente: O Direit adquirid é aquele que cumpriu tds s requisits exigids pr lei para sua frmaçã. O At jurídic perfeit é a cnsequência d exercíci efetiv de um direit adquirid. Trata-se de direit efetivamente exercid sb as regras da lei vigente n mment de sua realizaçã. Pr fim, a Cisa julgada cmpreende a decisã judicial da qual nã cabe mais recurs. XXXVII - nã haverá juíz u tribunal de exceçã; LIII - ninguém será prcessad nem sentenciad senã pela autridade cmpetente; Vams analisar esses dis inciss simultaneamente, pis ambs traduzem principi d juiz natural. Tal principi prevê que as ações ds indivídus serã apreciadas pr um juiz Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 44 98
Prf. Pala Restini imparcial, impedind a criaçã de juízs u tribunais de exceçã para apreciaçã de matéria, impedind beneficiament de uma u utra parte. Imprtante destacar que STF entende que esse principi n se limita as órgãs e juízes d Pder Judiciári. Segund Pretóri Excels, ele alcança, também, s demais julgadres prevists pela Cnstituiçã, cm Senad Federal, pr exempl. XXXVIII - é recnhecida a instituiçã d juri, cm a rganizaçã que lhe der a lei, assegurads: a) A plenitude de defesa; b) O sigil das vtações; c) A sberania ds veredicts; d) A cmpetência para julgament ds crimes dlss cntra a vida; O tribunal d júri é um tribunal ppular, cmpst pr um juiz tgad, que preside, e vinte e cinc jurads, esclhids dentre cidadãs d Municípi, tend cmpetência para julgar crimes dlss cntra a vida, sem alcançar s detentres de fr especial, cm n cas de crimes praticads pel Presidente d a República, pr exempl. É assegurada, pel Cnstituiçã, n tribunal d júri, a plenitude de defesa, permitind a acusad apresentar defesa cntra aquil que lhe é imputad. N que se refere à sberania ds veredicts, destaca-se que esta tem a finalidade de evitar que a decisã ds jurads seja mdificada u suprimida pr decisã judicial. Entretant, nã se trata de um princípi abslut, send pssível a recrribilidade das decisões d júri. Pr fim, destaca-se que STF entende que a cmpetência d Tribunal d Júri, fixada n art.5, XXXVIII, "d", da CF/88, quant a julgament de crimes dlss cntra a vida é passível de ampliaçã pel legisladr rdinári. Iss significa que pde a lei determinar julgament de utrs crimes pel tribunal d júri. XXXIX - nã há crime sem lei anterir que defina, nem pena sem prévia cm/naçã legal; Esse incis traduz princípi da legalidade, que, pr sua vez, cmpreende dis princípis: da reserva legal e da anteriridade da lei penal. O primeir significa que smente lei frmal (lei editada pel Pder Legislativ) pderá definir crime e cminar penas. Já segund exige que essa lei esteja em vigr n mment da prática da infraçã para que crime exista. A exigência de que lei frmal defina que é crime e cmine suas penas traz a garantia de se cnsiderarem crime cndutas aceitas pela sciedade cm tais e de Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 45 98
Prf. Pala Restini que essas cndutas sejam punidas da maneira cnsiderada justa pr ela. Cm iss, quem define que é crime e as respectivas penas é pv, pr mei de seus representantes n Pder Legislativ. Cabe destacar aqui principi da anteriridade da lei penal, que atribui uma segurança jurídica as relações sciais a determinar que um fat smente será cnsiderad cm crime se fr cmetid após a entrada em vigr da lei. XL - a lei penal nã retragirá, salv para beneficiar réu; Regra geral: a lei nã pde retragir. Exceçã: salv para beneficiar réu. Muit simples, sem muita explicaçã. Vams a um exempl para melhr entendiment. Se uma lei penal dispuser que cnduta X é crime, nã pderá atingir ats praticads antes de sua vigência. Estes cntinuarã tend caráter licit. Entretant, se a mesma lei dispuser que a cnduta X deixu de ser crime, terá retratividade. Desse md, tdas as cndutas X praticadas antes e depis dessa lei terã licitude. A lei penal favrável a réu, prtant, sempre retragirá para beneficiá-l, mesm que tenha crrid transit em julgad de sua cndenaçã. Já a mais gravsa a individu (que aumenta a penalidade, u passa a cnsiderar determinad fat cm crime), só alcançará fats praticads após sua vigência. XLH - a pratica d racism cnstitui crime inafiançável e imprescritível, sujeit a pena de reclusã, ns terms da lei; Inafiançável é aquele que nã admite fiança. Imprescritível é aquil que nã sfre prescriçã. A prescriçã é a extinçã de um direit que se dá após um praz, devid à inércia d titular d direit em prtegê-l. Send assim, crime de racism nã prescreve e nã pde haver pagament de fiança. XLIII - a lei cnsiderará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça u anistia a prática da trtura, tráfic ilícit de entrpecentes e drgas afins, terrrism e s definids cm crimes hedinds, pr eles respndend s mandantes, s executres e s que, pdend evitá-ls, se mitirem; Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 46 98
Prf. Pala Restini XLIV - cnstitui crime inafiançável e imprescritível a açã de grups armads, civis u militares, cntra a rdem cnstitucinal e Estad Demcrátic; Para que vcês nunca mais esqueçam, segue um resuminh. Crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça e anistia 3 TH Trtura Terrrism Tráfic ilícit de entrpecentes e drgas afins Hedinds Crimes inafiançáveis e imprescritíveis Racism Açã de grups armads cntra Estad Demcrátic de Direit. Cntinuand. XLV - nenhuma pena passará da pessa d cndenad, pdend a brigaçã de reparar dan e a decretaçã d perdiment de bens ser, ns terms da lei, estendidas as sucessres e cntra eles executadas, ate limite d valr d patrimôni transferid; Trata-se d principi da pessalidade, u intransmissibilidade, u, ainda, persnificaçã da pena, que veda que esta seja transmitida a pessas que nã cndenad. Visa a garantir a segurança jurídica, evitand-se que individu pague pr crime que nã cmeteu. XLVI - a lei regulará a individualizaçã da pena e adtará, entre utras, as seguintes: a) Privaçã u restriçã da liberdade; Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 47 98
b) Perda de bens; DEPEN Prf. Pala Restini c) Multa; d) Prestaçã scial alterativa; e) Suspensã u interdiçã de direits; XLVII - nã haverá penas: a) de mrte, salv em cas de guerra declarada, ns terms d art. 84, XIX; b) de caráter perpétu; c) de trabalhs frçads; d) de baniment; e) cruéis; Esses inciss tratam das penas admitidas e pribidas em nss rdenament jurídic. O pnt mais imprtante é lembrar que muitas prvas de cncurss fazem a seguinte pergunta: n Brasil admite-se a pena de mrte? Sim, desde que seja em cas de guerra declarada. XLVIII - a pena será cumprida em estabeleciments distints, de acrd cm a natureza d delit, a idade e sex d apena d; XLIX - é assegurad as press respeit à integridade física e mral; L - às presidiárias serã asseguradas cndições para que pssam permanecer cm seus filhs durante períd de amamentaçã; Esses inciss só pderã ser cbrads em sua literalidade. Leia-s cm atençã! LI - nenhum brasileir será extraditad, salv naturalizad, em Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 48 98
Prf. Pala Restini cas de crime cmum, praticad antes da naturalizaçã, u de cmprvad envlviment em tráfic ilícit de entrpecentes e drgas afins, na frma da lei; LII - nã será cncedida extradiçã de estrangeir pr crime plític u de piniã; O que é extradiçã? É entregar aquela pessa para utr país, nde esta praticu crime, para que lá seja julgada segund suas leis. E que é brasileir nat? E naturalizad? O cnceit de brasileir nat e de brasileir naturalizad será mais detalhad em aula futura. Mas, para facilitar a cmpreensã d incis, explic de maneira bem sucinta que nat é aquele brasileir nascid n Brasil, e naturalizad é que nasceu estrangeir e um dia se trnu brasileir pr um prcess de naturalizaçã. Quand um brasileir nat pderá ser extraditad? Nunca. E naturalizad? Só em duas situações: Quand cmeter crime cmum, smente antes de sua naturalizaçã (há uma restriçã quant a temp d crime); Quand ficar cmprvad que está envlvid n tráfic ilícit de drgas, a qualquer temp. LIV - ninguém será privad da liberdade u de seus bens sem devid prcess legal; Tem-se, aqui, princípi d devid prcess legal, que garante a indivídu meis de defesa frente a Estad, cas este tente agir sbre sua liberdade u seus bens, u seja, garantia dada às partes de que estas pderã utilizar tds s meis jurídics dispníveis para a defesa de seus interesses. LV - as litigantes, em prcess judicial u administrativ, e as acusads em geral sã assegurads cntraditóri e ampla defesa, cm s meis e recurss a ela inerentes; As garantias d cntraditóri e da ampla defesa sã inerentes a devid prcess Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 49 98
Prf. Pala Restini legal. A ampla defesa cmpreende direit que indivídu tem de trazer a prcess tds s elements lícits de que dispuser para prvar a verdade, u, até mesm, de se calar u mitir cas iss lhe seja benéfic (direit à nãautincriminaçã). Já cntraditóri é direit dad a indivídu de cntradizer tud que fr levad a prcess pela parte cntrária. Assegura, também, a igualdade das partes d prcess, a equiparar direit da acusaçã cm da defesa. Imprtante pnt a ser destacad é que STF entende que nã há fensa a cntraditóri e à ampla defesa quand d interrgatóri realizad pela autridade plicial sem a presença de advgad. Pr esse mtiv, é nula a sentença cndenatória prferida exclusivamente cm base em fats narrads n inquérit plicial. Finalmente, é imprtante que estudems uma súmula vinculante bastante cbrada em cncurss recentes. Trata-se da súmula vinculante 14, que diz: "É direit d defensr, n interesse d representad, ter acess ampl as elements de prva que, já dcumentads em prcediment investigatóri realizad pr órgã cm cmpetência de plícia judiciária, digam respeit a exercíci d direit de defesa. LVI - sã inadmissíveis, n prcess, as prvas btidas pr meis ilícits; Aqui fala-se da Teria ds Fruts da Arvre Envenenada ("Fruits f the Pisnus Tree"), u seja, prvas btidas pr meis ilícits serã retirada ds auts pis pderã cntaminar utras prvas. Nesse sentid, segund STJ, "nã se aplica a Teria da Arvre ds Fruts Envenenads quand a prva cnsiderada cm ilícita é independente ds demais elements de cnvicçã cligids ns auts, bastantes para fundamentar a cndenaçã". LVII - ninguém será cnsiderad culpad até trânsit em julgad de sentença penal cndena tória; Trata-se d princípi da presunçã de incência, que tem pr bjetiv prteger a liberdade d indivídu frente a pder de impéri d Estad. Cabe a últim prvar a culpabilidade d primeir. LVIII - civilmente identificad nã será submetid à identificaçã criminal, salv nas hipóteses previstas em lei; Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 50 98
Prf. Pala Restini Olha uma nrma cnstitucinal de eficácia cntida: na falta de lei dispnd sbre s cass de identificaçã criminal excepcinal, esta jamais seria exigível. LIX - será admitida açã privada ns crimes de açã pública, se esta nã fr intentada n praz legal; Cm vcê sabe, em regra é Ministéri Públic que prvca Pder Judiciári nas ações penais públicas, de cuj exercíci é titular, cm fim de bter d Estad julgament de uma pretensã punitiva. N entant, em alguns cass, particular pderá exercer essa prerrgativa, de maneira excepcinal. Trata-se ds cass de açã penal privada subsidiária da pública, quand esta nã é intentada n praz legal. Nesse tip de açã, a titularidade da persecuçã criminal era, inicialmente, d Ministéri Públic. Entretant, diante da missã deste, ela passu para particular! Destaca-se que nã é pssível açã penal privada subsidiária da pública quand Ministéri Públic slicitu a juiz arquivament d inquérit plicial pr falta de prvas. Iss prque nesse cas, nã se caracteriza inércia d Ministéri Públic. LX - a lei só pderá restringir a publicidade ds ats prcessuais quand a defesa da intimidade u interesse scial exigirem; Bem simples: a regra é a publicidade ds ats prcessuais. A exceçã é a restriçã a essa publicidade, que só pderá ser feita pr lei e em duas hipóteses: defesa da intimidade u interesse scial. LXI - ninguém será pres senã em flagrante delit u pr rdem escrita e fundamentada de autridade judiciária cmpetente, salv ns cass de transgressã militar u crime prpriamente militar, definids em lei; LXVI - ninguém será levad à prisã u nela mantid, quand a lei admitir a liberdade prvisória, cm u sem fiança; O incis LXI d art.50 da Cnstituiçã traz as hipóteses em que é pssível a prisã: Em flagrante delit; Em cas de transgressã militar u crime prpriamente militar, definids em lei; Pr rdem de juiz, escrita e fundamentada (u seja, cm base legal). Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 51 98
Prf. Pala Restini Esses dis inciss trazem as penas admitidas e as vedadas pela Cnstituiçã. LXII - a prisã de qualquer pessa e lcal nde se encntre serã cmunicads imediatamente a juiz cmpetente e à família d pres u à pessa pr ele indicada; LXIII - pres será infrmad de seus direits, entre s quais de permanecer calad, send-lhe assegurada a assistência da família e de advgad; LXIV - pres tem direit à identificaçã ds respnsáveis pr sua prisã u pr seu interrgatóri plicial; LXV - a prisã ilegal será imediatamente relaxada pela autridade judiciária; Uma jurisprudência imprtante para cncurss: segund STF, pres deve ser infrmad de seu direit a silênci, sb pena de nulidade absluta de seu interrgatóri. Outr entendiment imprtante d STF a respeit ds direits d pres é a súmula vinculante 11, segund a qual: us de algemas só pde se dar em situações excepcinais, justificadas pr escrit. LXVII - nã haverá prisã civil pr dívida, salv a d respnsável pel inadimplement vluntári e inescusável de brigaçã alimentícia e a d depsitári infiel; Gente, prestem atençã nesse incis, ele despenca em prvas! Vams lá: Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 52 98
Em regra, nã há prisã civil pr dívidas. DEPEN Prf. Pala Restini Haverá prisã civil daquele que deixar de pagar prque quer (inadimplement vluntári) e sem justificativa plausível (inadimplement inescusável). Já depsitári infiel, de acrd cm a Cnstituiçã, também pde ser pres. Entretant, segund STF, Pact de San Jsé, firmad pel Brasil em 1992 e que só permite a prisã civil pr nã pagament de brigaçã alimentícia, suspendeu a eficácia da legislaçã a ele cntrária. Esse tratad, segund a Crte Suprema, pr tratar de direits humans, tem "status" supralegal, u seja, está abaix da Cnstituiçã e acima de tdas as leis na hierarquia das nrmas. Assim, a nrma cnstitucinal permanece válida, mas tda a legislaçã infracnstitucinal que regia a prisã d depsitári infiel teve sua aplicaçã suspensa. Nã há, prtant, prisã civil nesta hipótese. Nesse sentid, tem-se a súmula vinculante 25, segund a qual: é Ilícita a prisã civil d depsitári infiel, qualquer que seja a mdalidade de depósit. Só para recrdar s tratads sbre direits humans também pdem ter "status" de emenda cnstitucinal, desde que aprvads bedecend a rit própri dessa espécie nrmativa. Assim, necessitam ser aprvads em cada Casa d Cngress Nacinal, em dis turns, pr três quints ds vts ds respectivs membrs. Essa previsã está n art. 50, 30 da CF/88, incluíd à Cnstituiçã pela EC 45/04. Chegams à análise ds remédis cnstitucinais! E quais sã eles? Habeas crpus; Mandad de segurança; Habeas data; Mandand de injunçã e Açã ppular. Vejams cada um deles. LXVIII - cnceder-se-á "habeas-crpus" sempre que alguém sfrer u se achar ameaçad de sfrer vilência u caçã em sua liberdade de lcmçã, pr ilegalidade u abus de pder; O "habeas crpus" é uma garantia fundamental n qual a Cnstituiçã dá a indivídu a prteçã de seus direits cntra a ilegalidade u abus de pder cmetid pel Estad, é remédi cnstitucinal que prtege direit de Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 53 98
Prf. Pala Restini lcmçã. A finalidade principal é, através de rdem judicial, cessar a ameaça u caçã à liberdade de lcmçã d indivídu. Tem natureza penal, é isent de custas (gratuit) e pde ser repressiv (liberatóri) u preventiv (salv-cndut). N primeir cas, busca devlver a indivídu a liberdade de lcmçã que já perdeu (send pres, pr exempl). N segund, resguarda indivídu da perda dessa liberdade, send que há smente uma ameaça. Pde ser impetrad pr qualquer pessa física u jurídica, nacinal u estrangeira, u, ainda, pel Ministéri Públic. Trata-se de uma açã cm legitimidade universal. Tamanh é seu caráter universal que "habeas crpus" prescinde, até mesm, da utrga de mandat judicial que autrize impetrante a agir em favr de quem estaria sujeit, alegadamente, a cnstrangiment em sua liberdade de lcmçã (STF, HC 100.000-MC/SP, DJE de 05.08.2009). Ou seja, nã há necessidade de advgad para impetraçã de "habeas crpus", bem cm para interpsiçã de recurs rdinári cntra decisã prferida em "habeas crpus". Além diss, a autridade catra pde ser pública u particular. Nã pde "habeas crpus", cntud, ser impetrad em favr de pessa jurídica. Smente as pessas físicas (s seres humans) pdem ser pacientes de "habeas crpus". Resumind: "O habeas crpus é medida idônea para impugnar decisã judicial que autriza a quebra de sigils fiscal e bancári em prcediment criminal, haja vista a pssibilidade destes resultarem em cnstrangiment à liberdade d investigad" (AI 573623 QO/RJ, rei. Mm. Gilmar Mendes, 31.10.2006). E quand nã pss usar Habeas Crpus? Para impugnar decisões d STF (Plenári u Turmas); Para impugnar determinaçã de suspensã ds direits plítics Para impugnar pena em prcess administrativ disciplinar: advertência, suspensã, demissã etc. Para impugnar pena de multa Para impugnar quebra de sigil bancári, fiscal u telefônic, se dela nã puder resultar cndenaçã à pena privativa de liberdade; Par a discutir mérit de punições disciplinares militares (art. 142, 20, CF). Perceba que as penas de multa, de suspensã de direits plítics, bem cm disciplinares nã resultam em cerceament da liberdade de lcmçã. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 54 98
Prf. Pala Restini LXIX- cnceder-se-á mandad de segurança para prteger direit líquid e cert, nã amparad pr habeas crpus u habeas data, quand respnsável pela ilegalidade u abus de pder fr autridade pública u agente de pessa jurídica n exercíci de atribuições d Pder Públic; O mandad de segurança é uma açã judicial, de rit sumári especial, própria para prteger direit líquid e cert de pessa física u jurídica, nã prtegid pr habeas crpus u habeas data, que tenha sid vilad pr at de autridade u de agente de pessa privada n exercíci de atribuiçã d Pder Públic. Destaca-se que essa açã judicial só é cabível na falta de utr remédi cnstitucinal para prteger direit vilad. Outra característica imprtante é que mandad de segurança tem natureza civil, e é cabível cntra chamad "at de autridade", u seja, cntra ações u missões d Pder Públic e de particulares n exercíci de funçã pública (cm diretr de uma universidade particular, pr exempl). E quand é incabível mandad de segurança? Quand se tratar de at d qual caiba recurs administrativ suspensiv, independentemente de cauçã; Quand se tratar de decisã judicial da qual caiba recurs cm efeit suspensiv; Cntra decisã judicial transitada em julgad; Cntra lei em tese, excet se prdutra de efeits cncrets. Direit líquid e cert, segund a dutrina, é aquele evidente de imediat, que nã precisa de cmprvaçã futura para ser recnhecid. A existência desse direit é impssível de ser negada. Pr esse mtiv, nã há dilaçã prbatória (praz para prduçã de prvas) n mandad de segurança. De acrd cm a jurisprudência d STF, cnceit de direit líquid e cert está relacinad á prva Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 55 98
Prf. Pala Restini pré-cnstituída, a fats cmprvads dcumentalmente na exrdial (petiçã inicial d prcess). Nã imprta se a questã jurídica é difícil, cmplexa u cntrvertida. Nesse sentid, dispõe a Súmula 625 d STF que "cntrvérsia sbre matéria de direit nã impede cncessã de mandad de segurança". O que se exige é que fat esteja clar, pis direit será cert se fat a ele crrespndente também fr. Quem pde impetrar mandad de segurança? Tdas as pessas físicas u jurídicas, nacinais u estrangeiras, dmiciliadas u nã n Brasil; As universalidades (que nã chegam a ser pessas jurídicas) recnhecidas pr lei cm detentras de capacidade prcessual para a defesa de seus direits, cm a massa falida e espóli, pr exempl; Alguns órgãs públics (órgãs de grau superir), na defesa de suas prerrgativas e atribuições; O Ministéri Públic. E qual praz para a impetraçã d mandad de segurança? Cent e vinte dias a partir da data em que interessad tiver cnheciment ficial d dat a ser impugnad (publicaçã desse at na imprensa ficial, pr exempl). Segund STF, esse praz é decadencial (perde-se direit a mandad de segurança depis desse temp), nã passível de suspensã u interrupçã. Outr pnt imprtante d mandad de segurança é que, cncedida a segurança, a sentença estará sujeita brigatriamente a dupl grau de jurisdiçã (reexame necessári). Significa dizer que essa sentença será reexaminada em uma instância superir, excet quand prferida pr tribunal d Pder Judiciári em sua cmpetência riginária. Pr fim, destaca-se que mandad de segurança é remédi cnstitucinal adequad para prteger direit de reuniã, cas haja lesã u ameaça de lesã a esse direit pr alguma ilegalidade u arbitrariedade pr parte d Pder Públic. LXX - mandad de segurança cletiv pde ser impetrad pr: Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 56 98
Prf. Pala Restini a) partid plític cm representaçã n Cngress Nacinal; b) rganizaçã sindical, entidade de classe u assciaçã legalmente cnstituída e em funcinament há pel mens um an, em defesa ds interesses de seus membrs u assciads; O mandad de segurança cletiv serve para prteger direits cletivs e individuais hmgênes cntra at, missã u abus de pder pr parte de autridade. Só quem pde impetrá-l (legitimads ativs) sã essas pessas previstas nas alíneas "a" e b". Destaca-se que a exigência de um an de cnstituiçã e funcinament da alínea "b" aplica-se apenas às assciações, jamais às entidades sindicais e de classe. Nã cabe mandad de segurança cletiv para prteger direits difuss pis esses direits já sã amparads pr utrs instruments prcessuais, cm, pr exempl, a açã civil pública. LXXI - cnceder-se-á mandad de injunçã sempre que a falta de nrma regulamentadra trne inviável exercíci ds direits e liberdades cnstitucinais e das prerrgativas inerentes à nacinalidade, à sberania e à cidadania; O mandad de injunçã é um remédi cnstitucinal dispnível para qualquer suprimir nrma regulamentadra que inviabilize exercíci ds direits e liberdades cnstitucinais e das prerrgativas inerentes à nacinalidade, sberania e cidadania. Iss visa a garantir que a Cnstituiçã nã se trnará "letra mrta", evitand a missã d legisladr infracnstitucinal. Qualquer pessa, física u jurídica, que se veja impssibilitada de exercer direit cnstitucinal pr falta de nrma regulamentadra é legitimada a prpr mandad de injunçã. É cabível mandad de injunçã cletiv, segund STF pde ser impetrad pels mesms legitimads d mandad de segurança cletiv: Partid plític cm representaçã n Cngress Nacinal; Organizaçã sindical u entidade de classe; Assciaçã legalmente cnstituída e em funcinament há pel mens um an, em defesa ds interesses de seus membrs u assciads. O mandad de injunçã nã é gratuit, send necessária a assistência de Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 57 98
advgad para sua impetraçã. DEPEN Prf. Pala Restini As hipóteses para cabiment de mandad de injunçã sã: Falta de nrma que regulamente uma nrma cnstitucinal prgramática prpriamente dita u que defina princípis institutivs u rganizativs de natureza impsitiva; Nex de causalidade entre a missã d legisladr e a impssibilidade de exercíci de um direit u liberdade cnstitucinal u prerrgativa inerente à nacinalidade, à sberania e à cidadania; O decurs de praz razável para elabraçã da nrma regulamentadra (retardament abusiv na regulamentaçã legislativa). E quem julga? A cmpetência pde ser tant d STF quant d STJ, a depender de quem fr a autridade inerte. Será STF cas a elabraçã da nrma regulamentadra seja atribuiçã d Presidente da República, d Cngress Nacinal, da Câmara ds Deputads, d Senad Federal, das Mesas de qualquer das Casas Legislativas, d TCU, de qualquer ds Tribunais Superires u d própri STF. Pr utr lad, será STJ se a elabraçã da nrma regulamentadra fr atribuiçã de órgã, entidade u autridade federal, da administraçã direta u indireta, excetuads s cass de cmpetência d STF e ds órgãs da Justiça Militar, Eleitral, d Trabalh u Federal. LXXII - cnceder-se-á "habeas-data": a) para assegurar cnheciment de infrmações relativas à pessa d impetrante, cnstantes de registrs u bancs de dads de entidades gvernamentais u de caráter públic; b) para a retificaçã de dads, quand nã se prefira faz ê- l pr prcess sigils, judicial u administrativ; O "habeas data" é remédi cnstitucinal que se destina a garantir acess a infrmações relativas à pessa d impetrante, u seja, d requerente, slicitante. Jamais pderá ser usad para garantir acess a infrmações de terceirs! Diquinha!!! Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 58 98
Habeas Data = banc de Dads! DEPEN Prf. Pala Restini É cabível também, "habeas data" "para a antaçã ns assentaments d interessad, de cntestaçã u explicaçã sbre dad verdadeir, mas justificável e que esteja sb pendência judicial u amigável". Tem caráter relativ, nã pdend ser usad para acessar dads prtegids pr sigil, devid à segurança da sciedade e d Estad. Quer um exempl? O Judiciári nã pde, pr sentença judicial, permitir a uma pessa acess a certs dads ds sistemas da Receita Federal referentes a ela. Iss prque interesse da sciedade em garantir a fiscalizaçã é muit mair que interesse d particular; Pde ser ajuizad pr pessa física u jurídica; N pl passiv pdem estar pessas de direit públic u privad. Quant às últimas, a cndiçã é que sejam detentras de banc de dads de caráter públic; Só pde ser impetrad diante da negativa da autridade administrativa de garantir acess as dads relativs a impetrante; Sua impetraçã nã se sujeita a decadência u prescriçã; E gratuit, mas exige-se advgad. LXXIII - qualquer cidadã é parte legítima para prpr açã ppular que vise a anular at lesiv a patrimôni públic u de entidade de que Estad participe, à mralidade administrativa, a mei ambiente e a patrimôni históric e cultural, ficand autr, salv cmprvada má-fé, isent de custas judiciais e d ônus da sucumbência; A açã ppular é uma açã de natureza cletiva, que visa a anular at lesiv a patrimôni públic, à mralidade administrativa, a mei ambiente e a patrimôni históric e cultural. E, prtant, uma frma de cntrle, pels cidadãs, ds ats d Pder Públic, pr mei d Judiciári. Só pde impetrar a açã cidadã, pessa física n gz de seus direits civis e plítics. E a açã pde ser usada de maneira preventiva (quand impetrada antes da prática d at lesiv a patrimôni públic) u repressiva (quand dan já fi causad). Quais s sujeits passivs da açã ppular, u seja, quem pde sfrer a açã? Tdas as pessas jurídicas em nme das quais at u cntrat lesiv fi (u seria) praticad; Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 59 98
Prf. Pala Restini Tdas as autridades, s administradres e s servidres e empregads públics que participaram d at u cntrat lesiv, u que se mitiram, permitind a lesã; Tds s beneficiáris direts d at u cntrat lesiv. LXXIV - Estad prestará assistência jurídica integral e gratuita as que cmprvarem insuficiência de recurss; Sem muits cmentáris. Os que cmprvarem insuficiência de recurss serã beneficiads cm a gratuidade da justiça. LXXV - Estad indenizará cndenad pr err judiciári, assim cm que ficar pres além d temp fixad na sentença; Tem-se, nesse incis, a previsã da respnsabilidade civil d Estad quant à cndenaçã pr err judiciári u à manutençã de uma pessa presa pr mais temp que fixad na sentença judicial. LXXVI - sã gratuits para s recnhecidamente pbres, na frma da lei: a) registr civil de nasciment; b) a certidã de óbit. Só s recnhecidamente pbres, na frma da lei, têm direit à gratuidade de que trata a nrma cnstitucinal. Entretant, STF julgu cnstitucinal lei que prevê gratuidade d registr da nasciment, d assent de óbit, bem cm da primeira certidã respectiva a tds s cidadãs (e nã só para s pbres), pr entender que fat de a Cnstituiçã assegurar esses direits apenas as pbres nã impede que legisladr s estenda a utrs cidadãs. Finalmente, a gratuidade só diz respeit a registr de nasciment e à certidã de óbit. Nada de cair em "peguinhas" que estendam esse direit à certidã de Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 60 98
casament, pr exempl. DEPEN Prf. Pala Restini LXXVII - sã gratuitas as ações de "habeas-crpus" e "habeas data", e, na frma da lei, s ats necessáris a exercíci da cidadania. LXXVIII - a tds, n âmbit judicial e administrativ, sã assegurads a razável duraçã d prcess e s meis que garantam a celeridade de sua tramitaçã. Esse dispsitiv cnstitucinal traduz princípi da celeridade prcessual tem bjetiv de garantir as cidadãs direit de verem julgads seus prcesss em um praz razável, send aplicável tant as prcesss administrativs quant as judiciais. Reza 1º d art. 5º da CF/88 que: 1º- As nrmas definidras ds direits e garantias fundamentais têm aplicaçã imediata. 2 0 - Os direits e garantias expresss nesta Cnstituiçã nã excluem utrs decrrentes d regime e ds princípis pr ela adtads, u ds tratads internacinais em que a República Federativa d Brasil seja parte. Os direits e garantias fundamentais prevists na Cnstituiçã pssuem rl exemplificativ. Pde, prtant, haver utrs, decrrentes ds princípis cnstitucinais u da assinatura de tratads internacinais pela República Federativa d Brasil. Revisarems, a seguir, 3º d art. 50 da CF/88: Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 61 98
TRE/GO Prf. Pala Restini 3º Os tratads e cnvenções internacinais sbre direits humans que frem aprvads, em cada Casa d Cngress Nacinal, em dis turns, pr três quints ds vts ds respectivs membrs, serã equivalentes às emendas cnstitucinais. Pr mei desse parágraf, a Cnstituiçã determina que alguns tratads e cnvenções internacinais têm frça de emenda cnstitucinal, atendids s requisits: Devem tratar de direits humans; Devem ter sid aprvads de acrd cm rit própri das emendas cnstitucinais: três quints ds membrs de cada Casa d Cngress Nacinal, em dis turns de vtaçã. Chegams a últim parágraf d art. 50 da Cnstituiçã! Veja que ele determina: 11. Questões para fixaçã 4º O Brasil se submete à jurisdiçã de Tribunal Penal Internacinal a cuja criaçã tenha manifestad adesã. 1) A República Federativa d Brasil rege-se nas suas relações internacinais, entre utrs, pel princípi A) da cidadania. B) d pluralism plític. C) da livre iniciativa. D) da prevalência ds direits humans. E) da intervençã. COMENTÁRIO: O preâmbul da Cnstituiçã Federal, prmulgada em utubr de 1988, dispõe sbre s fundaments que regem a República Federativa d Brasil. Cabe destacar que ela é frmada pela uniã indisslúvel ds Estads e Municípis e d Distrit Federal, cnstituind-se em um Estad Demcrátic de Direit. sã fundaments da Republica Federativa d Brasil a cidadania, sberania, dignidade da pessa humana, valres sciais d trabalh e da livre iniciativa e pluralism plític. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 62 98
Prf. Pala Restini Alternativa crreta: letra d. Cm base n art. 1º da CF/88, sã fundaments da República Federativa d Brasil a cidadania, sberania, dignidade da pessa humana, valres sciais d trabalh e da livre iniciativa e pluralism plític. O que respnde as demais assertivas. 2) Assinale a alternativa que está em cnsnância cm text da Cnstituiçã Federal Brasileira. (A) As entidades assciativas, quand expressamente autrizadas, têm legitimidade para representar seus filiads judicial u extrajudicialmente. (B) A pena será cumprida em estabeleciments distints, de acrd cm a natureza d delit, a idade, sex e grau de esclaridade d apenad. (C) A sucessã de bens de estrangeirs situads n País será regulada pela lei brasileira em benefíci d cônjuge u ds filhs brasileirs, sempre que nã lhes seja mais favrável a lei de seus países de rigem. (D) A lei assegurará as autres de invents industriais privilégi temprári para sua utilizaçã, bem cm prteçã às criações industriais, à prpriedade das marcas, as nmes de empresas e a utrs signs distintivs, tend em vista interesse e desenvlviment tecnlógic das empresas. (E) Nenhuma pena passará da pessa d cndenad, pdend a brigaçã de reparar dan e a multa, impsta em prcess criminal, ser, ns terms da lei, estendida as sucessres e cntra eles executada, até limite d valr d patrimôni transferid. COMENTÁRIO: Alternativa crreta: letra a. Literalidade d art. 5, XXI, da CF/88 que dispõe que as entidades assciativas, quand expressamente autrizadas, têm legitimidade para representar seus filiads judicial u extrajudicialmente. Alternativa letra b. Incrreta. A pena será cumprida em estabeleciments distints, de acrd cm a natureza d delit, a idade e sex d apenad, nã de acrd cm a sua esclaridade, cnfrme a assertiva relatu. Nrma cntida n art. 5, XLVIII, da CF/88. Cabe ressaltar aqui a pribiçã das penas de mrte, salv em cas de guerra declarada, de trabalhs frcads, de caráter perpetu, baniment e cruéis, admitind-se smente a privaçã u restriçã da liberdade, perda de bens, multa, prestaçã scial alternativa e suspensã u interdiçã de direits. Alternativa letra c. Incrreta. A sucessã de bens de estrangeirs situads n País será regulada pela lei brasileira em benefíci d cônjuge u ds filhs brasileirs, sempre que nã lhes seja mais favrável à lei d de cujus, e nã a de seu pais de rigem, cm relatu a assertiva. Nrma cntida n art. 5, XXXI da CF/88. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 63 98
Prf. Pala Restini Alternativa letra d. Incrreta. A lei assegurará as autres de invents industriais privilégi temprári para sua utilizaçã, bem cm prteçã às criações industriais, à prpriedade das marcas, as nmes de empresas e a utrs signs distintivs, tend em vista interesse scial e desenvlviment tecnlógic e ecnômic d pais. A assertiva tentu induzir candidat a err destacand desenvlviment tecnlógic das empresas. Nrma cntida n art. 5, XXIX da CF/88. Alternativa letra e. Incrreta. Ns terms d art. 5, XLV, da CF/88 nenhuma pena passará da pessa d cndenad, pdend a brigaçã de reparar dan e a decretaçã d perdiment de bens ser, ns terms da lei, estendida as sucessres e cntra eles executada, até limite d valr d patrimôni transferid. 3) Assinale a alternativa que cntempla crretamente um direit garantid expressamente pela Cnstituiçã Federal. (A) Invilabilidade d sigil de crrespndência e das cmunicações telefônicas, salv, n primeir cas, pr rdem judicial, para fins de investigaçã criminal u instruçã prcessual penal. (B) Invilabilidade d dmicíli, impedind que alguém nele pssa entrar sem cnsentiment d mradr, salv para prestar scrr, u, durante dia u à nite, pr determinaçã judicial. (C) Livre exercíci ds cults religiss e garantia, na frma da lei, da prteçã as lcais de cult e a suas liturgias. (D) Direit de reuniã pacífica, sem armas, em lcais aberts a públic, desde que btida prévia autrizaçã d pder públic e desde que nã frustre utra reuniã anterirmente cnvcada para mesm lcal. (E) Manifestaçã livre d pensament, cm respectiva garantia d annimat. COMENTÁRIO Alternativa crreta letra c : Ns terms d art.5º, VI da CF/88, é assegurad livre exercíci ds cults religiss garantind-se, na frma da lei, a prteçã as lcais de cult e suas liturgias. Fala-se aqui na invilabilidade da liberdade de cnsciência e de crença. Alternativa letra a : Incrreta. O sigil de crrespndência, das cmunicações telegráficas, de dads e das cmunicações telefônicas sã inviláveis, salv n cas das cmunicações telefônicas pr rdem judicial para fins de investigaçã criminal u instruçã prcessual penal, nas hipóteses e frma que a lei estabelecer. Nrma verificada n art. 5º, XII da CF/88. Alternativa letra b : Incrreta. Dispõe art. 5º, XI da CF/88 que, regra geral, a casa é asil invilável d indivídu, ninguém nela pdend penetrar sem Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 64 98
Prf. Pala Restini cnsentiment d mradr, salv em cas de flagrante delit u desastre, u para prestar scrr, u, durante dia, pr determinaçã judicial. Alternativa letra d : Incrreta. Fala-se aqui n direit de reuniã, qual garante a tds direit de reunir-se sem armas, pacificamente, em lcais aberts a public. Nã há necessidade de autrizaçã para iss, smente avis prévi a autridade cmpetente, para que nã frustrem utra reuniã anterirmente cnvcada para mesm lcal. Nrma cnstante d art. 5º, XVI da CF/88. Alternativa letra e : Incrreta. A Cnstituiçã Federal em seu art. 5º, IV, garante a manifestaçã d pensament, send vedad annimat. 4) Analise as seguintes afirmativas: I. A lei estabelecerá prcediment para desaprpriaçã pr necessidade u utilidade pública, u pr interesse scial, mediante indenizaçã a ser paga em títuls da dívida pública, resgatáveis em até vinte ans, ressalvads s cass prevists na Cnstituiçã. II. A pequena u média prpriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, nã será bjet de penhra para pagament de débits decrrentes de sua atividade prdutiva, dispnd a lei sbre s meis de financiar seu desenvlviment. III. Tds têm direit a receber ds órgãs públics infrmações de seu interesse particular, u de interesse cletiv u geral, que serã prestadas n praz da lei, sb pena de respnsabilidade, ressalvadas aquelas cuj sigil seja imprescindível à segurança da sciedade e d Estad. IV. A prática d racism cnstitui crime hedind, inafiançável e imprescritível, sujeit à pena de detençã, ns terms da lei. Cnsiderand-se dispst na Cnstituiçã Federal, está crret que se afirma, apenas, em (A) III. (B) II e III. (C) III e IV. (D) II. (E) I e II. COMENTÁRIO Alternativa crreta letra a : Smente item III esta crret. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 65 98
Prf. Pala Restini Item I. Incrret. Dispõe art. 5º, XXIV, da CF/88, que a desaprpriaçã pr necessidade u utilidade publica será feita mediante indenizaçã justa e previa, em dinheir, e nã pr títuls da divida publica resgatáveis em ate 20 ans. Cabe destacar aqui utr cas de utilizaçã da prpriedade particular pela Administraçã Pública: a requisiçã administrativa. Essa, se caracteriza pela utilizaçã da prpriedade particular pela Administraçã n cas de iminente perig public, send assegurad a particular indenizaçã ulterir cas haja dan. Item II. Incrret. A assertiva clcu a pequena u média prpriedade rural, n que tange art. 5º, XXVI, da CF/88, nã será bjet de penhra para pagament de débits decrrentes de sua atividade prdutiva, a pequena prpriedade rural, assim definida em lei. Item III. Crret. Literalidade d art. 5º, XXXIII, da CF/88 que dispõe direit que tds têm direit de receber infrmações prestadas pels órgãs públics de seu interesse particular, u de interesse cletiv u geral, sb pena de respnsabilidades, ressalvadas aquelas que sejam imprescindíveis a segurança da sciedade e d Estad. Item IV. Incrret. Sã crimes inafiançáveis e imprescritíveis, ns terms d art. 5º, XLII e XLIV, da CF/88, racism e açã de grups armads cntra Estad Demcrátic. Cabe destacar aqui também, para efeit de prva, s crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça u anistia a prática da trtura, tráfic ilícit de entrpecentes e drgas afins, terrrism e s definids cm crimes hedinds. Respndem pr eles s mandantes, s executres aqueles que pderiam ter evitad, mas se mitiram. 5) Segund que estabelece a Carta Magna Brasileira, para que um tratad internacinal seja cnsiderad equivalente à emenda cnstitucinal, é necessári que (A) seja assinad pel Chefe d Pder Executiv, ratificad pr ambas as Casas d Cngress Nacinal e, independentemente da sua matéria, que seja aprvad em dis turns, pr três quints ds vts ds respectivs membrs. (B) seja sbre direits humans e que tenha sid aprvad, em cada Casa d Cngress Nacinal, em dis turns, pr três quints ds vts ds respectivs membrs. (C) tenha sid aprvad, em cada Casa d Cngress Nacinal, em dis turns, pr três quints ds vts ds respectivs membrs, independentemente da matéria que ele trate. (D) seja devidamente aprvad pel Cngress Nacinal, ratificad pel Pder Executiv e incrprad à Cnstituiçã Federal, independentemente da matéria que ele trate. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 66 98
Prf. Pala Restini (E) Suprem Tribunal Federal recnheça a sua cmpatibilidade cm text cnstitucinal pr mei d julgament de Açã Declaratória da Cnstitucinalidade. COMENTÁRIO Alternativa crreta letra b : Para que s tratads Internacinais de direits humans sejam equivalentes a emendas cnstitucinais, há necessidade de ser aprvad, em cada Casa d Cngress Nacinal, em dis turns, pr três quint ds vts ds respectivs membrs. Cabe ressaltar aqui que n nss rdenament jurídic se tratad fr de direits humans e passu pel prcediment de emenda cnstitucinal (aprvaçã) terá frca de emenda cnstitucinal, cas assunt seja qualquer utr, desde que nã seja sbre direits humans, terá frca de lei rdinária. Nrma cntida n art. 5º, 3º, da Cnstituiçã Federal. O que respnde as demais assertivas. 6) Assinale a alternativa que está, expressamente, de acrd cm text da Cnstituiçã Federal. A) Ninguém será pres senã em flagrante delit u pr rdem escrita e fundamentada de autridade judiciária cmpetente, salv ns cass de transgressã militar u crime prpriamente militar, definids em lei. B) Cnceder-se-á habeas data para assegurar cnheciment de infrmações relativas à pessa d impetrante u de terceirs, cnstantes de registrs u bancs de dads de entidades gvernamentais u de caráter privad. C) Sã gratuitas as ações de habeas crpus e mandad de segurança, e, na frma da lei, s ats necessáris a exercíci da cidadania. D) A tds, n âmbit judicial e administrativ, sã assegurads a célere decisã d prcess e s meis que garantam a igualdade de sua tramitaçã. E) Os tratads e cnvenções internacinais sbre direits humans que frem aprvads, em cada Casa d Cngress Nacinal, em dis turns, pr mairia absluta ds vts ds respectivs membrs, serã equivalentes às emendas cnstitucinais. COMENTÁRIO Alternativa crreta letra a : Dispõe art. art. 5º, LXI da CF/88, mais um direit a liberdade a qual ninguém será pres, senã em flagrante delit u pr rdem escrita e fundamentada de autridade cmpetente, salv ns cass de transgressã militar u crime prpriamente militar. Alternativa letra b : Incrreta. Habeas data é um remédi cnstitucinal previst n art. 5º, LXXII, que assegura cnheciment de infrmações relativas Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 67 98
Prf. Pala Restini à pessa d impetrante, excet terceir, cnstantes em registr de banc de dads de entidades gvernamentais u de caráter public. Outra finalidade é retificar dads quand nã se prefira fazê-l pr prcess sigils, judicial u administrativ. Alternativa letra c : Incrreta. As ações de habeas crpus e habeas data sã gratuitas e nã mandad de segurança cm relatu a questã. Nrma cntida n art. 5º, LXXVII da CF/88. Alternativa letra d : Incrreta. Ns terms d art. 5º, LXXVIII da CF/88, sã assegurads, a tds, a razável duraçã d prcess e s meis que garantam a celeridade de sua tramitaçã, tant n âmbit administrativ cm n âmbit judicial. Alternativa letra e : Incrreta. Dispõe art. 5º, 3º da CF/88 que s Tratads internacinais de direits humans serã equivalentes a emendas cnstitucinais se frem aprvads, em cada Casa d Cngress Nacinal, em dis turns, pr três quint ds vts ds respectivs membrs. 7) Cnfrme que estabelece expressamente a Cnstituiçã Federal, tds têm direit a receber ds órgãs públics infrmações de seu interesse particular, u de interesse cletiv u geral, que serã prestadas n praz da lei, sb pena de respnsabilidade, ressalvadas aquelas A) cuj sigil tenha sid decretad pela autridade administrativa cmpetente. B) relativas a direits individuais indispníveis. C) de interesse exclusiv da Administraçã Pública. D) cuj interesse esteja relacinad à segurança u à saúde públicas. E) cuj sigil seja imprescindível à segurança da sciedade e d Estad. COMENTÁRIO Alternativa crreta letra e : Dispõe expressamente a Cnstituiçã Federal em seu art. 5º, XXXIII, que tds têm direit de receber ds órgãs públics infrmações de seu interesse particular, u de interesse cletiv u geral, send prestadas n praz que a lei dispuser, sb pena de respnsabilidade ressalvadas aquelas cuj sigil seja imprescindível à segurança da sciedade e d Estad. O que respnde as demais assertivas. 8) Ns terms d quant determina inc. XI d art. 5. da Cnstituiçã da República Federativa d Brasil, "a casa é asil invilável d individu, ninguém nela pdend penetrar sem cnsentiment d mradr, salv em cas de Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 68 98
Prf. Pala Restini (A) flagrante delit u desastre". (B) perseguiçã que se segue a delit em estad de flagrância". (C) flagrante delit u desastre, u para prestar scrr, u, em qualquer hrári, pr determinaçã judicial". (D) flagrante delit u desastre, u para prestar scrr, u, durante dia, pr determinaçã judicial". (E) flagrante delit u desastre, u para prestar scrr, u, durante dia, pr determinaçã judicial transitada em julgad". COMENTÁRIO Alternativa crreta letra c : Cm determinu enunciad da assertiva "a casa é asil invilável d indivídu, ninguém nela pdend penetrar sem cnsentiment d mradr, salv em cas de flagrante delit u desastre, u para prestar scrr, u, durante dia, pr determinaçã judicial". Nrma cntida n art. art. 5º, XI, da CF/88. Cabe destacar que esse direit previst na Cnstituiçã Federal esta diretamente ligad a direit de liberdade e prpriedade. O que respnde as demais assertivas. 9) Assinale a alternativa que está em cnsnância cm text da Cnstituiçã Federal Brasileira. A) A casa é asil invilável d indivídu, ninguém nela pdend penetrar sem cnsentiment d mradr, salv em cas de flagrante delit u desastre, u para prestar scrr, u, durante a nite, pr determinaçã judicial. B) É invilável sigil da crrespndência, salv pr rdem judicial para fins de investigaçã criminal u instruçã prcessual penal. C) É assegurad a tds acess à infrmaçã, send vedad, em qualquer hipótese, sigil da fnte. D) Tds pdem reunir-se pacificamente, sem armas, em lcais aberts a públic, desde que btida, previamente, a devida autrizaçã d órgã cmpetente. E) A criaçã de assciações e, na frma da lei, a de cperativas independem de autrizaçã, send vedada a interferência estatal em seu funcinament. COMENTÁRIO Alternativa crreta letra e : Ns terms d incis XVIII d art. 5º da CF/88, para se criar uma assciaçã u uma cperativa, nã há necessidade de lei especifica e nem de autrizaçã legislativa, basta que um aglmerad de pessas, Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 69 98
Prf. Pala Restini cm um bjetiv únic, lavrarem sua ata de cnstituiçã e já esta legalmente cnstituída sb nme de assciaçã. Veda-se a interferência estatal em seu funcinament. Cabe destacar que as assciações smente pderã ser disslvidas u ter suas atividades suspensas pr decisã judicial, exigind-se, n primeir cas, transit em julgad da decisã. Alternativa letra a : Incrreta. O incis XI d artig 5º da CF/88 prevê a invilabilidade d dmicíli, prem, traz cm ressalvas as situações de flagrante delit u desastre, prestaçã de scrr e, durante dia, pr determinaçã judicial. Alternativa letra b : Incrreta. Dispõe incis XII d artig 5º da CF/88 que sigil de crrespndência, dads, cmunicações telegráficas e cmunicações telefônicas sã assegurads. Mas excetua, cm relaçã a últim cas (u seja, n sigil de cmunicações telefônicas), admitind a quebra de tal sigil, pr rdem judicial, para fins de investigaçã criminal (Inquérit Plicial) u instruçã prcessual penal (prcess penal). Alternativa letra c : Incrreta. Ns terms d incis XIV d artig 5º da CF/88 ha a pssibilidade de resguardar-se sigil da fnte, quand necessári a exercíci prfissinal. Alternativa letra d : Incrreta. O incis XVI, d artig 5º da CF/88, expressamente garante direit de reuniã, independentemente de autrizaçã, send apenas exigid prévi avis à autridade cmpetente, e desde que nã frustrem utra reuniã anterirmente cnvcada para mesm lcal. 10) A Cnstituiçã Federal Brasileira A) veda a prteçã legal as lcais de cults religiss. B) impede que haja prestaçã de assistência religisa nas entidades civis e militares de internaçã cletiva. C) nã cntempla em seu text a pssibilidade de certs crimes serem tids cm inafiançáveis. D) nã permite a extradiçã de estrangeir pr crime plític u de piniã. E) veda a impsiçã legal da pena de interdiçã de direits. COMENTÁRIO Alternativa crreta letra d : A extradiçã é um at de cperaçã internacinal que cnsiste na entrega de uma pessa, acusada u cndenada pr um u mais crimes, a país que a reclama, u seja, devlvê-la a pais de rigem para que respnde pels crimes praticads pr lá antes de sua fuga para utr Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 70 98
Prf. Pala Restini pais. N nss rdenament jurídic, a extradiçã esta prevista n art. Art. 5º, LII, da CF/88, que dispõe que cas estrangeir cmeta crime plític u de piniã, nã será cncedida sua extradiçã. Alternativa letra a : Incrreta. O incis VI d art. 5º, da CF/88, garante, na frma da lei, a prteçã as lcais de cult e suas liturgias send invilável a liberdade de cnsciência e de crença. Alternativa letra b : Incrreta. Dispõe art. 5º, VII da CF/88 sbre a garantia de assistência religisa nas entidades civis e militares de internaçã cletiva. Alternativa letra d : Incrreta. A Cnstituiçã Federal em seu art. 5º, inciss XLII, XLII e XLIV cntempla a pssibilidade de crimes inafiançáveis, tais cm racism, trtura, trafic ilícit de entrpecentes, terrrism e açã de grups armads cntra Estad Demcrátic de Direit. Cabe destacar aqui que alem de alguns deles serem inafiançáveis sã também imprescritíveis (racism e açã de grups armads cntra Estad Demcrátic de Direit) e insuscetíveis de graça u anistia (terrrism, trtura, trafic ilícit de entrpecentes e s hedinds). Anistia significa esqueciment de certas infrações penais (Delant, p. 165) send cabível a qualquer mment, antes u depis d prcess, pssui caráter de generalidade, u seja, nã abrange pessas e sim fats e pde ser revgada a qualquer mment, já a graça é de rdem individual, pis alcança smente determinada pessa. Alternativa letra e : Incrreta. Admitem-se na Cnstituiçã Federal em seu art. 5º, XLVI, as seguintes penas: suspensã u interdiçã de direits, privaçã u restriçã da liberdade, perda de bens, multa e prestaçã scial alternativa. Serã reguladas pr lei e cumpridas em estabeleciments distints, de acrd cm a natureza d delit, a idade e sex d apenad. 11) Na hipótese de crrência de at lesiv a patrimôni públic u de entidade de que Estad participe, à mralidade administrativa, a mei ambiente e a patrimôni históric e cultural, ns terms d que dispõe, expressamente, a Cnstituiçã, cidadã pderá ajuizar A) açã ppular. B) habeas crpus. C) açã civil pública. D) mandad de injunçã. E) açã de imprbidade administrativa. COMENTÁRIO Alternativa crreta letra a : Ns terms d art. 5º, LXXIII, da CF/88, a açã ppular é utilizada para anular at lesiv a patrimôni public u de entidade de que Estad participe, quand esse at infrinja a mralidade administrativa, Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 71 98
Prf. Pala Restini mei ambiente e patrimôni históric e cultural. Qualquer cidadã pde interpr açã ppular, fala-se aqui qualquer cidadã, pis deve estar em dia cm s direits plítics. Nã há custas judiciais nem ônus de sucumbência, salv quand autr utilizar-se de má-fé, devend esta ser cmprvada. MEIRELLES (Hely Lpes. Mandad de Segurança. Sã Paul: Malheirs, 2004. p. 135): cnceitua a açã ppular da seguinte frma: É mei cnstitucinal pst à dispsiçã de qualquer cidadã para bter a invalidaçã de ats u cntrats administrativs u a estes equiparads ilegais e lesivs d patrimôni federal, estadual e municipal, u de suas autarquias, entidades paraestatais e pessas jurídicas subvencinadas cm dinheirs públics. Alternativa letra b : Incrreta. Habeas Crpus é um remédi cnstitucinal previst n art. 5º, LXVIII utilizad quand uma pessa sfre, u se acha ameaçad de sfrer, vilência u caçã em sua liberdade de lcmçã, pr ilegalidade u abus de pder. É gratuit, pdend ser impetrad pr qualquer pessa. Alternativa letra c : Incrreta. Açã civil publica é instrument utilizad pel Ministéri Public para exercer cntrle ppular sbre s ats ds pderes públics. Essa açã tem pr bjetiv exigir a reparaçã d dan causad a patrimôni public pr at de imprbidade quant a aplicaçã das sanções previstas na Cnstituiçã Federal, pertinentes as agentes públics decrrente de sua cnduta irregular, pssuind assim, legislaçã especifica. Alternativa letra d : Incrreta. O mandad de injunçã é remédi cnstitucinal utilizad sempre que a falta de nrma regulamentadra trne inviável exercíci ds direits e liberdades cnstitucinais, bem cm das prerrgativas inerentes a nacinalidade, sberania e cidadania. Esta previst n art. 5º, LXXI da CF/88. Alternativa letra e : Incrreta. Açã de imprbidade administrativa é utilizada para apurar faltas cmetidas pr servidres públics tant da Administraçã Direta quant da Administraçã Indireta. Esta prevista n art. 37, 4º, da CF/88 bem cm na lei de Imprbidade Administrativa. 12) É crret afirmar que A) a lei penal nã retragirá, mesm para beneficiar réu. B) haverá tribunal de exceçã. C) é assegurad a tds acess à infrmaçã, mas nã sigil da fnte. D) será cncedida a extradiçã de estrangeir, desde que crime seja plític. E) pres tem direit à identificaçã ds respnsáveis pr sua prisã. COMENTÁRIO Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 72 98
Prf. Pala Restini Alternativa crreta letra e : Literalidade d art. 5º, LXIV, da CF/88, que dispõe que pres terá direit a identificaçã ds respnsáveis pr sua prisã u pr seu interrgatóri pessal. Alternativa letra a : Incrreta. Dispõe art. 5º, XL da CF/88 a regra geral de que a lei penal nã retragira. Cm tda regra pssui exceçã, admite-se sal retratividade para beneficiar réu. Smente para cnheciment, retragir significa vltar as seus efeits suspenss pr utra nrma. Alternativa letra b : Incrreta. Ns terms d art. 5º, XXXVII da CF/88 nã haverá juíz u tribunal de exceçã. Alternativa letra c : Incrreta. A Cnstituiçã Federal assegura em seu art. art. 5º, XIV, a tdas as pessas, cm direit e garantia fundamental, acess à infrmaçã, resguardad sigil da fnte quand necessári a exercíci prfissinal. Esse direit é cnhecid cm direit a infrmaçã. Alternativa letra d : Incrreta. Ns terms d art. 5º, LI, da CF/88, nã há extradiçã de brasileir nat, u seja, daqueles que pssuem naturalizaçã riginaria brasileira, tais cm s nascids na Republica Federativa d Brasil, pel critéri de territóri u sanguíne, s nascids n estrangeirs de pai u mãe brasileira desde que um deles esteja a serviç d Brasil e s nascids n estrangeir de pai u mãe brasileira desde que registrad em repartiçã brasileira cmpetente e ptem, a qualquer temp, após atingida a mairidade, pela nacinalidade brasileira. Já brasileir naturalizad pderá ser extraditad desde que cmeta crime antes da naturalizaçã u cmprve envlviment em tráfic ilícit de entrpecentes e drgas afins, na frma da lei. 13) A Cnstituiçã Federal dispõe em seu artig 5.º que haverá penas A) de mrte ns cass de guerra declarada. B) de caráter perpétu. C) de trabalhs frçads. D) de baniment. E) cruéis. COMENTÁRIO Alternativa crreta a : ficar atent cm questões cm esta que sempre caem em prva. O examinadr mite u trca algumas palavras que leva a err candidat. Dispõe a Cnstituiçã Federal em seu art. 5º, XLVII, que nã haverá pena de mrte SALVO em cas de guerra declarada, de caráter perpétu, trabalhs frçads, baniments e cruéis. Send assim, pena de mrte é admitid Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 73 98
Prf. Pala Restini em nss rdenament jurídic desde que seja em cas de guerra declarada. O que respnde as demais assertivas. 14) Cnceder-se-á mandad de injunçã A) para assegurar cnheciment de infrmações relativas à pessa d impetrante, cnstante de registrs de entidades gvernamentais u de caráter públic. B) sempre que a falta de nrma regulamentadra trne inviável exercíci ds direits e liberdades cnstitucinais e das prerrgativas inerentes à nacinalidade, à sberania e à cidadania. C) para prteger direit líquid e cert, quand respnsável pela ilegalidade u abus de pder fr autridade pública n exercíci de atribuições d Pder Públic. D) para retificaçã de dads, quand nã se prefira fazê-l pr prcess sigils, judicial u administrativ. E) sempre que alguém sfrer u se achar ameaçad de sfrer vilência u caçã em sua liberdade de lcmçã, pr ilegalidade u abus de pder. COMENTÁRIO Cm intuit de assegurar a efetividade ds direits e garantias fundamentais, a Cnstituiçã Federal cnsagru cm garantias as indivídus s chamads remédis cnstitucinais, u seja, meis clcads à dispsiçã das pessas para assegurar seus direits diante da ilegalidade u abus de pder cmetid pel Pder Public. Sã eles: Habeas Crpus, Habeas Data, Mandad de Injunçã, Mandad de Segurança e Açã Ppular. Alternativa crreta b : Mandad de injunçã é um remédi cnstitucinal previst n art. 5º, LXXI, da Cnstituiçã Federal, utilizad para suprir falta de nrma regulamentadra que trne inviável exercíci de direits e liberdades cnstitucinais inerentes à nacinalidade, sberania e cidadania. Pde ser impetrad pr qualquer pessa, física u jurídica. Alternativas a e d : Incrretas. Para assegurar cnheciment de infrmaçã relativas à pessa d impetrante, cnstantes de registrs de entidades gvernamentais u de caráter public bem cm para a retificaçã de dads, quand nã se prefira fazê-l pr prcess sigils, judicial u administrativ utilizams remédi cnstitucinal denminad Habeas-Data, art. 5º, LXXII, da Cnstituiçã Federal. Alternativa c : Incrreta. Tal assertiva dispõe sbre Mandad de Segurança utilizad para a prteçã de direit liquid e cert, quand respnsável pela ilegalidade u abus de pder fr autridade pública n exercíci de atribuições d Pder Públic cnfrme art. 5º, LXIX, da Cnstituiçã Federal. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 74 98
Prf. Pala Restini Alternativa e : Incrreta. Quand se falar em vilência u caçã em sua liberdade de lcmçã pr ilegalidade u abus de pder n tcante a lcmçã, que abrange direit de ir, vir e permanecer d individu, utilizarems Habeas Crpus, previst n art 5º, LXVIII, da Cnstituiçã Federal. 15) Leia as seguintes afirmações: I. Segund caput d art. 5 da Cnstituiçã Federal, é assegurada a invilabilidade d direit à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à prpriedade as brasileirs e as estrangeirs residentes n país. Iss significa que nã há qualquer diferenciaçã cnstitucinal, em relaçã as direits individuais, cletivs, sciais e plítics, que s nacinais e estrangeirs gzam sb a égide da Carta da República. II. As nrmas definidras de direits e garantias fundamentais têm aplicaçã imediata e nã excluem utrs decrrentes d regime e ds princípis adtads pela Cnstituiçã, u ainda, ds tratads internacinais ds quais nss país fizer parte. III. De acrd cm art. 5.º, 3 da Cnstituiçã Federal, s tratads internacinais que versarem sbre direits humans e frem aprvads em cada Casa d Cngress Nacinal, em dis turns, pr três quints ds vts ds respectivs membrs, serã equivalentes às emendas cnstitucinais. IV. O alistament eleitral e vt sã brigatóris para s maires de dezit ans. Prém, nã pdem se alistar cm eleitres s estrangeirs, s clérigs e, durante períd de serviç militar brigatóri, s cnscrits. Sã crretas apenas as afirmativas A) I e II. B) I e III. C) II e III. D) II e IV. E) III e IV. COMENTÁRIO Os direits fundamentais sã estabelecids pela cnstituiçã cm s direits em si mesm cnsiderads, utilizads cm instruments de prteçã pel individu. Assim, direit a vida, pr exempl, crrespnde a vedaçã a pena de mrte; a direit a liberdade de manifestaçã d pensament, a garantia a pribiçã a censura etc. Tais direits pssuem algumas características: a imprescritibilidade ( direit nã decai pel decurs d temp), a inalienabilidade (nã pss transferir direits a Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 75 98
Prf. Pala Restini utras pessas), a irrenunciabilidade (nã pdem ser renunciads), a invilabilidade e a universalidade (tds s indivídus devem ser abrangids). A Cnstituiçã Federal determina que as nrmas que definem s direits e garantias fundamentais pssuem aplicabilidade imediata, u seja, nã há restriçã a aplicaçã ds direits e garantias fundamentais arrlads n text cnstitucinal alcançand diferentes classes de direits e garantias fundamentais ainda que indicads fra da própria Cnstituiçã. Cabe ressaltar que a previsã de aplicabilidade imediata nã é absluta, pis há nrmas que dependem de regulamentaçã pr lei para a prduçã de seus efeits essenciais, cnsideradas assim, nrma de eficácia limitada. O art. 5. da Cnstituiçã de 1988 enumera a mair parte ds direits fundamentais d nss rdenament jurídic. Tais direits sã assegurads, de frma expressa, as "brasileirs e as estrangeirs residentes n País". Prém vale igualmente para s estrangeirs que se encntrem em territóri nacinal, sejam eles residentes u nã e desde que se submetam as leis brasileiras. Alternativa crreta c. Estã crrets s itens II e III. Item I: Incrret. Há diferenciaçã cnstitucinal cm relaçã as direits e garantias individuais, cletivs, sciais e plítics. Pdems destacar que s estrangeirs nã pssuem capacidade eleitral ativa nem passiva, nã pdem cupar determinads cargs públics, cm Presidência da República, Presidente d Suprem Tribunal Federal entre utrs. Tais regras pdem ser cmprvadas a estudarms s art.14, 2º, da Cnstituiçã Federal, nã pdem se alistar cm eleitres s estrangeirs e art. 12, 3º que fala sbre s cargs privativs de brasileirs nats. Prtant a assertiva esta incrreta. Item II: Crret. Cnfrme art. 5º, 1º e 2º da Cnstituiçã Federal as nrmas que definem s direits e garantias individuais tem aplicabilidade imediata bem cm nã excluem utrs decrrentes d regime e ds princípis pr ela adtads, u ds tratads internacinais em que a República Federativa d Brasil seja parte. Item III: Crret. Tratads internacinais de direits humans que frem aprvads em cada casa d Cngress, em dis turns, pr três quints ds vts serã equivalente às emendas cnstitucinais, literalidade d art. 5º, 3º, da Cnstituiçã Federal. Item IV: Incrret. O alistament eleitral e vt sã brigatóris para s maires de dezit ans e facultativ para s menres de dezit e maires de dezesseis, para s maires de setenta ans e para s analfabets. Regra descrita n art. 14, 1º, da Cnstituiçã Federal. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 76 98
Prf. Pala Restini 16) O direit à assciaçã, previst cnstitucinalmente cm um direit fundamental, pde ser caracterizad pela A) liberdade de assciaçã, pis ninguém pderá ser cmpelid a se assciar u a se manter assciad. B) nã intervençã estatal n funcinament das assciações, send necessária autrizaçã para a cnstituiçã de cperativas. C) pssibilidade de dissluçã de uma assciaçã, pr prcediment judicial u administrativ. D) licitude d bjet da assciaçã, admitind-se a cnstituiçã de assciações que pssuam caráter paramilitar. E) transitriedade, já que a assciaçã deverá ter caráter transitóri, pacífic e realizar-se em lcal públic. COMENTÁRIO Alternativa crreta a : direit de liberdade é assegurad plenamente n text cnstitucinal. É uma das garantias psta a individu, prevend, entre utras hipóteses, ns terms d art. 5.º, XX, da CF/88, a liberdade de assciaçã, a qual ninguém será cmpelid a assciar-se u permanecer-se assciad. Alternativa b : Incrreta. Cnfrme dispõe art. 5º, XVIII, da CF/88 para se criar uma assciaçã u uma cperativa nã há necessidade de autrizaçã, send pribida intervençã estatal em seu funcinament. Cabe destacar que a única que precisa de lei especifica para ser criada é a autarquia. Alternativa c : Incrreta, pis nã há pssibilidade de dissluçã de uma assciaçã pr prcediment administrativ, mas sim, pr prcediment judicial desde que haja decisã cm transit em julgad, u seja, quand nã há mais pssibilidade de recurs. Cabe ressaltar que uma vez criadas, as assciações só pderã ser cmpulsriamente disslvidas u ter suas atividades suspensas pr decisã judicial, exigind-se, n primeir cas, trânsit em julgad da sentença. Regra cntida n art.5º, XIX, da Cnstituiçã Federal. Alternativa d : Incrreta. A Cnstituiçã garante a liberdade de assciaçã abrangend smente as assciações para fins lícits, pribidas expressamente as de caráter paramilitar. Art.5º, XVII, da Cnstituiçã Federal. Alternativa e : Incrreta. Ns terms d art. 5.º, XVI, da CF, as assciações têm caráter permanente e nã transitóri. Ser pacífic e realizar-se em lcal públic referem-se a direit de reuniã e nã assciaçã. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 77 98
Prf. Pala Restini 17) Analise s itens a seguir, sbre s direits e deveres individuais e cletivs, e assinale a alternativa crreta: I - É assegurad a tds acess à infrmaçã, vedad sigil da fnte quand necessári para exercíci prfissinal. II - A criaçã de assciações e, na frma da lei, a de cperativas independem de autrizaçã, send vedada a interferência estatal em seu funcinament. III - As assciações só pderã ser cmpulsriamente disslvidas u ter suas atividades suspensas pr decisã judicial cm trânsit em julgad. IV - É invilável sigil da crrespndência e das cmunicações telegráficas, de dads e das cmunicações telefônicas, salv, n últim cas, pr rdem judicial, nas hipóteses e na frma que a lei estabelecer para fins de investigaçã criminal u instruçã de prcess civil e criminal. A) Tds s itens estã crrets. B) Tds s itens estã incrrets. C) Apenas um item está crret. D) Apenas dis itens estã crrets. E) Apenas três itens estã crrets. COMENTÁRIO Alternativa crreta c : Item I. Incrret. Cm base n art. Art. 5º, XIV da CF/88, assegura-se a tds acess à infrmaçã resguardand sigil da fnte quand necessári a exercíci prfissinal. Item II. Crret. Literalidade d art. 5º, XVIII, da CF/88 autrizand a criaçã de assciaçã e de cperativas independentemente de autrizaçã, send vedada, em seu funcinament, a interferência estatal. Item III. Incrret. Para que as assciações sejam cmpulsriamente disslvidas há necessidade de decisã judicial autrizand sua dissluçã. Cas essa assciaçã tenha suas atividades suspensas, haverá necessidade de decisã judicial transitada em julgad, u seja, nã cabe mais recurs. O item mencinu que para a dissluçã e suspensã de suas atividades há necessidade de transit em julgad da decisã judicial. Cm vims essa necessidade smente cabe a suspensã de suas atividades. Nrma prevista n art. 5º, XIX, da CF/88. Item IV. Incrret. Ns terms d art. 5º, XII, da CF/88, sigil de crrespndência, de cmunica cã telegráfica, de dads e da cmunicaçã telefônica é invilável, salv n cas das cmunicações telefônicas nas hipóteses Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 78 98
Prf. Pala Restini e frma que a lei estabelecer para fins de investigaçã criminal, u instruçã prcessual penal, e nã instruçã prcessual civil cm a assertiva relatu. 18) A açã ppular nã tem pr bjetiv: A) anular at lesiv a mei ambiente. B) anular at lesiv as direits d cnsumidr. C) anular at lesiv a patrimôni públic. D) anular at lesiv à mralidade administrativa. E) anular at lesiv a patrimôni de entidade de que Estad participe. COMENTÁRIO Açã ppular é mei utilizad pr qualquer cidadã para anular at lesiv a patrimôni public e cntra a imralidade administrativa u que fira qualquer utr bem de interesse scial u individual e indispnível. O únic pressupst para impetrar açã ppular é ser cidadã, u seja, estar em gz cm s direits plítics. A açã deve ser prmvida cntra aqueles que em nme da entidade publica prejudicada praticam at lesiv. Alternativa crreta b : O examinadr quer saber que nã caracteriza a açã ppular, send assim, ns terms d art. 5º, LXXIII, da CF/88 a açã ppular, cm mencinada acima, qualquer cidadã pde prpr açã ppular para anular at lesiv a patrimôni public, ficand autr isent de custas judiciais e d ônus de sucumbência, salv se cmprvada má-fé. O que respnde as demais assertivas. 19) Julgue s itens abaix e assinale a alternativa crreta: I - Ninguém será submetid a trtura nem a tratament desuman u degradante, permitida, entretant, a pena de mrte smente em cas de guerra declarada. II - A lei só pderá restringir a publicidade ds ats prcessuais quand a defesa d interesse particular e privad exigir. III - Nenhum brasileir será extraditad, salv naturalizad, em cas de crime cmum, praticad após a naturalizaçã, u de cmprvad envlviment em tráfic de entrpecentes e drgas afins, na frma da lei. A) Tds s itens estã crrets. B) Tds s itens estã incrrets. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 79 98
Prf. Pala Restini C) Apenas s itens I e II estã crrets. D) Apenas item I está crret. E) Apenas item III está crret. COMENTÁRIO Alternativa crreta d : Smente item I esta crret. Item I: Crret. Ns terms d art. art. 5º, III, da CF/88, nenhuma pessa será submetida a trtura nem a tratament desuman u degradante. Cabe ressaltar que admite-se pena de mrte n Brasil smente ns cass de guerra declarada. Nrma cntida n art. 5º, XLVII, da CF/88. Item II: Incrret. Dispõe art. 5º, LX, da CF/88 que a publicidade ds ats prcessuais smente pderã ser restrits quand a defesa da intimidade u interesse scial exigirem. Item III: Incrret. Cm já dit anterirmente, nã há extradiçã de brasileir nat, smente de brasileir naturalizad na hipótese de cmeter crime cmum antes da naturalizaçã u de cmprvad envlviment em trafic ilícit de entrpecentes u drgas afins a qualquer temp, na frma da lei. Nrma cntida n art. 5º, LI, da CF/88. 20) Julgue s itens abaix e assinale a alternativa crreta: I - O tráfic ilícit de entrpecentes e drgas afins, a prática de trtura, terrrism e s crimes hedinds sã crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça u anistia. II - A prática d racism cnstitui crime inafiançável e imprescritível, sujeit à pena de detençã, ns terms da lei. III - O civilmente identificad nã será submetid a identificaçã criminal em nenhuma hipótese. A) Apenas item I está crret. B) Apenas item II está crret. C) Apenas item III está crret. D) Apenas s itens I e II estã crrets. E) Apenas s itens I e III estã crrets. COMENTÁRIO Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 80 98
Alternativa crreta a : Smente item I esta crret. DEPEN Prf. Pala Restini Item I: Crret. Dispõe art. 5º, XLIII, da CF/88 s crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça u anistia a pratica de trtura, trafic ilícit de entrpecentes e rgas afins, terrrism e s definids cm crimes hedinds, respndend pr eles s executres, s mandantes e aqueles que pderiam evitar mas se mitiram. Item II: Incrret. O at de praticar racism cnstitui crime inafiançável e imprescritível sujeit a pena de reclusã, e nã de detençã cm afirmu a assertiva, ns terms da lei. Nrma encntrada n art. 5º, XLII, da CF/88. Item III: Incrret. Dispõe art. 5º, LVIII, da CF/88 que, salv nas hipóteses previstas em lei, civilmente identificad nã será submetid à identificaçã criminal. Cabe destacar que identificaçã criminal é registr de tds s dads e infrmações necessárias para estabelecer a identidade d acusad. Resulta de um cnjunt de ats islads, cm: preenchiment de um bletim de vida pregressa, identificaçã ftgráfica de frente e de perfil e identificaçã datilscpia. A Cnstituiçã Federal prevê que quand a pessa fr identificada civilmente, através da carteira de identidade, carteira de trabalh, passaprte u utr dcument hábil, nã estará sujeita a identificaçã criminal. 21) Julgue s itens abaix e assinale a alternativa crreta: I - A pena será cumprida em estabeleciments distints, de acrd cm a natureza d delit, a idade e sex d apenad. II - Ninguém será prcessad nem sentenciad senã pela autridade cmpetente. III - A prisã ilegal será imediatamente relaxada pela autridade plicial. A) Apenas item I está crret. B) Apenas item II está crret. C) Apenas item III está crret. D) Apenas s itens I e II estã crrets. E) Apenas s itens I e III estã crrets. COMENTÁRIO Alternativa crreta d : Apenas s itens I e II estã crrets. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 81 98
Prf. Pala Restini Item I. Crret. Ns terms d art. 5º, XLVIII, da CF/88, a pena será cumprida em estabeleciments distints, de acrd cm a natureza d delit, a idade e sex d apenad. Item II. Crret. Literalidade d art. 5º, LIII, da CF/88. Dispõe que ninguém será prcessad nem sentenciad senã pela autridade cmpetente. Item III. Incrret. Ns terms d art. 5º, LXV, da CF/88, a prisã ilegal será imediatamente relaxada pela autridade judiciária, e nã plicial cm afirmu a assertiva. 22) Julgue s itens abaix e assinale a alternativa crreta: I - O pres nã tem direit à identificaçã ds respnsáveis pr sua prisã. II - O pres será infrmad de seus direits, entre s quais de permanecer calad, send-lhe assegurada a assistência da família e de advgad. III - A Cnstituiçã Federal admite a prisã civil pr dívidas. A) Apenas item I está crret. B) Apenas item II está crret. C) Apenas item III está crret. D) Apenas s itens II e III estã crrets. E) Apenas s itens I e III estã crrets. COMENTÁRIO Alternativa crreta d : Apenas s itens II e III estã crrets. Item I. Incrret. Ns terms d art. 5º, LXIV, da CF/88 pres tem direit à identificaçã ds respnsáveis pr sua prisã u pr seu interrgatóri plicial. Item II. Crret. Dispõe art. 5º, LXIII, da CF/88 que pres será infrmad de seus direits, entre s quais de permanecer calad, send-lhe assegurada a assistência da família e de advgad. Item III. Crret. Ns terms d art. 5º, LXVII, da CF/88 que nã haverá prisã civil pr dívida, salv a d respnsável pel inadimplement vluntári e inescusável de brigaçã alimentícia e a d depsitári infiel. 23) Pde brasileir nat ser extraditad: Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 82 98
Prf. Pala Restini A) pr crime cmum cmetid n exterir, independentemente da existência de tratad de extradiçã entre Brasil e país requisitante. B) smente pr cmprvad envlviment em tráfic ilícit de entrpecentes, independentemente da existência de tratad de extradiçã entre Brasil e país requisitante. C) pr crime cmum cmetid n exterir u pr cmprvad envlviment em tráfic ilícit de entrpecentes, independentemente da existência de tratad de extradiçã entre Brasil e país requisitante. D) smente pr cmprvad envlviment em tráfic ilícit de entrpecentes, e desde que exista tratad de extradiçã entre Brasil e país requisitante. E) em nenhuma hipótese. COMENTÁRIO Alternativa crreta letra e : Ns terms d art. 5º, LI, da CF/88, nã há extradiçã de brasileir nat, u seja, daqueles que pssuem naturalizaçã riginaria brasileira, tais cm s nascids na Republica Federativa d Brasil, pel critéri de territóri u sanguíne, s nascids n estrangeirs de pai u mãe brasileira desde que um deles esteja a serviç d Brasil e s nascids n estrangeir de pai u mãe brasileira desde que registrad em repartiçã brasileira cmpetente e ptem, a qualquer temp, após atingida a mairidade, pela nacinalidade brasileira. Já brasileir naturalizad pderá ser extraditad desde que cmeta crime antes da naturalizaçã u cmprve envlviment em tráfic ilícit de entrpecentes e drgas afins, na frma da lei. O que respnde as demais assertivas. 24) O princípi de que tds sã iguais perante a lei, sem distinçã de qualquer natureza, é a nrma de garantia prevista n caput d artig 5º da CF. Seu cnteúd material admite a diferenciaçã entre s desiguais para aplicaçã da nrma jurídica, pis é na busca da isnmia que se faz necessári tratament diferenciad, em decrrência de situações que exigem tratament distint, cm frma de realizaçã da igualdade. Assim, é cnstitucinalmente pssível estabeleciment pntual de critéri de prmçã diferenciada para hmens e mulheres. Cmentáris: De acrd cm incis II, d art.5º da CF/88, hmens e mulheres sã iguais em direits e brigações, ns terms da Cnstituiçã. A lei nã pde criar discriminaçã entre pessas que estã em psiçã equivalente, excet quand há razabilidade para tal. Há, prtant, exceções, cass em que a lei pde criar distinções. É cas, pr exempl, d estabeleciment pntual Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 83 98
Prf. Pala Restini de critéri de prmçã diferenciada para hmens e mulheres. Questã crreta. 25) (Cespe/2011/EBC) O Pder Judiciári nã pde, sb a alegaçã d direit a isnmia, estender a determinada categria de servidres públics vantagens cncedidas a utras pr lei. Cmentáris: É que acabams de ver! O enunciad está perfeit! Para mair aprfundament n tema, reprduz a Súmula 339 d STF: "nã cabe a Pder Judiciári, que nã tem funçã legislativa, aumentar venciments de servidres públics sb fundament de isnmia". Questã crreta. 26) (Cespe/2008/TJ-RJ) Hmens e mulheres sã iguais em direits e brigações, ns terms da CF, nã pdend a lei criar qualquer frma de distinçã. De acrd cm incis II, d art.5º da CF/88, hmens e mulheres sã iguais em direits e brigações, ns terms da Cnstituiçã. A lei nã pde criar discriminaçã entre pessas que estã em psiçã equivalente, excet quand há razabilidade para tal. Há, prtant, exceções, cass em que a lei pde criar distinções. Questã incrreta. 27) Acerca ds direits e das garantias fundamentais, a CF recnhece ser livre a expressã da atividade intelectual, artística, científica e de cmunicaçã, independentemente de censura u licença. Cmentáris: Literalidade d incis IX d art. 50 da Cnstituiçã. Questã crreta. 28) Cespe/2010/INSS) Apesar de a Cnstituiçã Federal de 1988 (CF) prever que sigil de crrespndência é invilável, admite-se a sua limitaçã infracnstitucinal quand há cnflit cm utr interesse de igual u mair relevância. Cmentáris: De fat, admite-se que sigil de crrespndência sfra limitações, n cas de cnflit cm utrs bens jurídics. Nesse sentid, entende STF que a administraçã penitenciária, cm fundament em razões de segurança pública, de disciplina prisinal u de preservaçã da rdem jurídica, pde, sempre excepcinalmente, e desde que respeitada a nrma inscrita n art. 41, parágraf únic, da Lei 7.210/1984, prceder à interceptaçã da crrespndência remetida pels sentenciads, eis que a cláusula tutelar da invilabilidade d sigil epistlar nã pde cnstituir instrument de salvaguarda de práticas ilícitas (HC 70.814. Primeira Turma, Di de 24/06/1994). Questã crreta. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 84 98
Prf. Pala Restini 29) (Cespe/2009/OAB) É admitida a interceptaçã telefônica pr rdem judicial u administrativa, para fins de investigaçã criminal u de instruçã prcessual penal. Cmentáris: A interceptaçã telefônica só é admitida pr rdem judicial, nas hipóteses e na frma que a lei estabelecer para fins de investigaçã criminal u instruçã prcessual penal. Questã incrreta. 30)(Cespe/2009/MDS) O sigil das cmunicações telefônicas smente pde ser vilad para fins de investigaçã criminal u instruçã prcessual penal, nã havend, nesses cass, a necessidade de rdem judicial para a realizaçã da quebra d sigil. Cmentáris: A CF/88 admite a quebra d sigil das cmunicações telefônicas quand atendids três requisits: lei que preveja as hipóteses e na frma cm que esta deva acntecer; existência de investigaçã criminal u instruçã prcessual penal e, finalmente, rdem judicial. Questã incrreta. 12. Resum da aula Dicas imprtantes para estud Cnstituiçã Federal, Títul II, Capitul I, art. 5º. Essa é uma das estratégias d direit. Servirá de base para quaisquer duvidas sbre tema. Os direits e garantias fundamentais sã dividids da seguinte maneira: Direits e Deveres Individuais e Cletivs; Direits Sciais; Nacinalidade; Direits Plítics; Partids Plítics. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 85 98
Prf. Pala Restini Cabe destacar que rl ds direits e garantias individuais prevists na Cnstituiçã Federal nã é taxativ, pdend haver utrs prevists expressamente n text cnstitucinal. Pssuem as seguintes características: Inalienáveis, Imprescritíveis, Irrenunciáveis, Aplicabilidade imediata. Direits e Garantias Individuais. Tds sã iguais perante a lei, sem distinçã de qualquer natureza, garantindse as brasileirs e as estrangeirs residentes n País a invilabilidade d direit à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à prpriedade. Os direits e garantias individuais sã cláusulas pétreas, u seja, nã pdem ser suprimids pr emendas cnstitucinais, pdend smente ser ampliads. Direit à vida e à privacidade A dignidade da pessa humana é um fundament da República Federativ d Brasil e nã há dignidade sem vida. Admite interrupçã da gestaçã através d abrt, send necessári: Salvar vida da gestante; Quand decrrente de gestaçã de estupr; *fet anencéfal. Vedada à cmercializaçã de órgãs e tecids. Ninguém será submetid: Trtura; Tratament desuman u degradante. As press será garantid: A Integridade física e mral. Direit de respsta prprcinal a agrav. Indenizaçã pr dan mral, material e a imagem. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 86 98
Nã haverá pena: Mrte; DEPEN Prf. Pala Restini Excet em cas de Guerra declarada. Perpétua; Trabalhs frcad; Baniment; Cruéis. Penas admitidas: Perda de bens; Suspensã u interdiçã de direits. Crimes cnsiderads: Inafiançáveis e insuscetíveis de graça e anistia 3TH Terrrism; Trtura; Tráfic Ilícit de entrpecentes e drgas afins; Hedinds. Inafiançáveis e imprescritíveis: Racism; Prisã: Para prender alguém, precisa ser: Ou em flagrante delit; u Pr rdem, ESCRITA e FUNDAMENTADA de juiz cmpetente para tal. Açã de grups armads cntra Estad Demcrátic de Direit. Prisã civil pr dívida: só para Inadimplement vluntári e inescusável de brigaçã alimentícia e depsitári infiel. OBS. A recnhecer pact de San Jse da Csta Rica cm status de EC, STF só admite atualmente n Brasil, a prisã pr brigaçã alimentícia. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 87 98
OBS: DEPEN Prf. Pala Restini Inviláveis: Intimidade; Vida privada; Hnra e imagem. Casa: Assegura-se direit a indenizaçã pel dan material u mral decrrente de sua vilaçã. Só pderá entrar: Cnsentiment d mradr; Em cas de flagrante delit; Desastre u para prestar scrr; A qualquer hrári! Determinaçã judicial só durante dia. Crrespndência; Cmunicaçã telefônica: Pde ser quebrad desde que: Pr rdem judicial; Investigaçã criminal; Instruçã prcessual penal. Assegurad acess a infrmaçã, resguardad sigil da fnte. Direit a recebiment de infrmações de seu interesse particular ds órgãs públics, ressalvads aqueles que sigil seja imprescindível a segurança d estad. Direit a igualdade: Hmens e mulheres sã iguais perante a lei; Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 88 98
Prf. Pala Restini Admite-se tratament desigual de pessas que se encntrem em situações diferentes; Sã gratuits: Registr civil de nasciment; Certidã de óbit. As recnhecidamente pbres! Direit de liberdade: Livre a manifestaçã d pensament vedad annimat; Livre exercíci de qualquer trabalh fici u prfissã (atendidas as qualificações prfissinais que a lei estabelecer); Invilável liberdade de cnsciência e crença: Assegurad livre exercíci ds cults religis; Prteçã as lcais de cult. Ninguém será privad de direits pr mtiv de crença religisa u cnvicçã plítica u filsófica, EXCETO: Se invcar para eximir-se de brigaçã legal a tds impstas; Recusar-se a cumprir prestaçã alternativa. Assegura-se prestaçã de assistência religisa nas entidades civis e militares de internaçã cletiva; Reuniões: Pacificas; Sem armas; Fins lícits; Prévi avis a autridade cmpetente. Direit de Assciaçã: Fins lícits; Vedad: Caráter paramilitar; Interferência estatal em seu funcinament; Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 89 98
Prf. Pala Restini Obrigaçã de cmpelir-se a assciar u permanecer assciad. Atividades suspensas: Pr decisã judicial. Disslvidas: Pr decisã judicial transitada em julgad. Pdem representar seus assciads judicial u extrajudicialmente desde que expressamente autrizada. Direit a segurança: Lei deve respeitar: Direit adquirid; At jurídic perfeit; Cisa julgada. Ninguém será brigad a fazer u deixar de fazer alguma cisa senã em virtude de lei. Diret a prpriedade: Nã é abslut; Prpriedade deve atender a funçã scial. Urbana: Quand atende as exigências fundamentais de rdenaçã da cidade expressa n plan diretr. Rural: Aprveitament racinal e adequad d sl; Utilizaçã de recurss naturais dispníveis e preservaçã d mei ambiente. Desaprpriaçã: Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 90 98
Prf. Pala Restini Necessidade u utilidade publica u interesse scial. Indenizaçã: Justa, Prévia e Em dinheir. De Sl urban, nã edificad u subutilizad; Pel pder municipal; Precisa de lei especifica municipal ns terms de lei federal. Indenizaçã: Títuls da divida pública cm praz de resgate de até 10 ans. Interesse scial para fins de refrma agrária: Pela Uniã. Indenizaçã: Justa; Prévia; Títuls da divida agrária resgatáveis em até 20 ans; OBS: se huver benfeitrias úteis u necessárias, estas devem ser indenizadas em dinheir. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 91 98
Prf. Pala Restini Cultiv ilegal de plantas psictrópicas: Exprpriaçã sem direit a qualquer indenizaçã! Finalidade: As terras serã destinadas para cultiv de medicaments u gêner alimentíci. RequIsiçã administrativa: Iminente perig public; Indenizaçã ulterir se huver dan. Pequena Prpriedade rural: Caberá à lei dispr sbre s meis de financiar seu desenvlviment; Se trabalhada pela família. Nã pde ser bjet de penhra para pagament de débits decrrentes de sua atividade prdutiva. Se prprietári nã pssuir utra: Será Imune a ITR;. Nã pde ser desaprpriada para fins de refrma agrária (nem a MÉDIA). Prpriedade Industrial x Direit autral É um privilégi temprári; É um privilégi vitalíci e ainda vai pder ser transmitid as herdeirs, pel temp que a lei fixar; Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 92 98
Garantid direit de herança: DEPEN Prf. Pala Restini Bens estrangeirs situads n pais: Regulada pela lei brasileira em benefici d cônjuge u ds filhs sempre que a lei d de cujus nã fr mais favrável. PRINCIPIOS E GARANTIAS PROCESSUAIS PENAIS: Lei nã excluirá da apreciaçã d pder judiciári lesã u ameaça a direit; Nã há juíz u tribunal de exceçã; Recnhecida instituiçã d júri: Plenitude de defesa; Sigil das vtações; Sberania ds veredicts; Cmpetência para julgament de crimes dlss cntra a vida. Assegura-se cntraditóri e ampla defesa; Inadmissíveis: Prvas btidas pr meis ilícits. Nã será cnsiderad culpad ate transit em julgad da sentença penal cndenatória; Civilmente identificad nã será submetid a identificaçã criminal salv nas hipóteses da lei; Prisã: Smente em flagrante delit; Ordem escrita e fundamentada de autridade judiciária cmpetente; Salv: transgressã militar u crime militar prpriamente dit; Deve ser cmunicada imediatamente a juiz e a família d pres u pessa pr ele indicada lcal e a prisã; Direits: permanecer calad, assistência da família e de advgad; Prisã ilegal: Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 93 98
Prf. Pala Restini Relaxada imediatamente pela autridade judiciária. Nã há crime sem lei anterir nem pena sem previa cminaçã legal; Pena: só passa as sucessres até limite de sua herança; Tips de penas: Privaçã u restriçã da liberdade; Perda de bens; Multa; Prestaçã scial alternativa; Suspensã u interdiçã de direits; Presas: Nã há perda de direits! Extradiçã Pdem permanecer cm seus filhs durante períd de amamentaçã. De brasileir Nat Nunca Naturalizad: Pde! Desde que: Cmeta crime antes da naturalizaçã; Tráfic ilícit de entrpecentes a qualquer temp. De Estrangeir Pde Salv se mtiv fr de crime plític u de piniã. DIREITO DE PETIÇÃO As pderes públics: Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 94 98
Em defesa de direits; Cntra ilegalidade; Cntra abus de pder. DEPEN Prf. Pala Restini INDEPENDE DO PAGAMENTO DE TAXAS Direit de bter certidões: Em repartições públicas: Para defesa de direits; Para esclareciments de interesse pessal. DIREITO DE CERTIDÃO Assegura-se, independentemente d pagament de taxas, a btençã de certidões em repartições públicas, para a defesa de direits e esclareciment de situações de interesse pessal. Trata-se de direit líquid e cert. Deve haver legítim interesse, devend cnstar d pedid esclareciments relativs as fins e razões d pedid. Cas a entidade Pública recuse se a frnecer a certidã, será cabível mandad de segurança. TRATADOS INTERNACIONAIS DE DIREITO HUMANOS: SE: APROVADOS 2 CASAS; 2 TURNOS; 3/5 DOS VOTOS. EMENDAS CONSTITUCIONAIS TI = 2C+2T+3/5 vts = EC. Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 95 98
Prf. Pala Restini OBS: Brasil se submete a jurisdiçã de Tribunal Plen Internacinal a cuja criaçã tenha manifestad adesã. Remédis Cnstitucinais HABEAS CORPUS (GRATUITO) Garantir: Direit de lcmçã. De ir e vir. Quem estiver sfrend u ameaçad de sfrer vilência u caçã na sua liberdade de lcmçã pr ilegalidade u abus de pder. Legitimidade ativa (quem pde pedir): Qualquer pessa ate mesm pessa jurídica; Nã precisa de advgad. Legitimidade passiva (pra quem se pede): Qualquer pessa, MENOS, pessa jurídica, animais u bjets. Tips: Preventiv: quand há ameaça. Repressiv: quand já há efetiva caçã u vilência. HABEAS DATA (GRATUITO) Garantir: Obtençã u retificaçã de Dads u infrmações pessais cnstantes em registr u banc de dads de entidades gvernamentais u de caráter public.. OBS: primeir se esgta via administrativa para depis ingressar cm HD. Legitimidade: Qualquer pessa persnalíssim. MANDADO DE SEGURANÇA Garantir: Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 96 98
Prf. Pala Restini Direit liquid e cert nã amparad pr HC nem HD (direit lesad pr autridade publica u agente de pessa jurídica n exercíci de atribuições d pder public). Legitimidade ativa: Tips Pessa física u jurídica que sfre u esta ameaçad de sfrer a ilegalidade u abus de pder. MS; MS Cletiv; Legitimidade: MANDADO DE INJUNÇÃO Partid Plític cm representaçã n CN; Organizaçã sindical; Entidade de classe; u Assciaçã, desde que esta esteja legalmente cnstituída e esteja em funcinament há pel mens um an. Suprir falta de nrma regulamentadra que trne inviável exercícis de direits e liberdades cnstitucinais inerentes a: Nacinalidade; Sberania; Cidadania. Exempl: greve ds servidres públics AÇÃO POPULAR Anular at lesiv: A patrimôni public u de entidade a qual Estad participe; Mralidade administrativa; Mei ambiente; Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 97 98
Patrimôni históric u cultural. DEPEN Prf. Pala Restini Qualquer cidadã pde impetrar. Em gz ds direits plítics eleitr! Isent de custas salv cmprvada má Fé. 13. Cnsiderações finais Cars aluns! Esper que tenham gstad de nssa primeira aula e que, junts pssams terminar essa jrnada! Será dessa maneira que cnduzirems nssas aulas, teria, muits esquemas e várias questões. Destacarems que é imprtante e darems uma passada rápida naquil que é de mais fácil cmpreensã. Trarems questões smente n estil da CESPE e FCC, pis esse é seu fc! Entã é iss! Obrigada e até a próxima aula! Um frte abraç e bns estuds! Prf. Pala Restini www.cncurseir24hras.cm.br 98 98