Arcadismo / Neoclassicismo Minas Gerais Vila Rica Século XVIII
Contexto século XVIII Iluminismo Razão como luz da História A Liberdade guiando o povo, Delacroix Progresso científico Revolução Francesa Inconfidência Mineira Ciclo do Ouro Escravos garimpando - Debret
Características: Retomada das características clássicas razão, objetividade, equilíbrio, harmonia, mitologia, etc. Adoção do mito da Arcádia Simplicidade Bucolismo Pastoralismo Enquanto pasta alegre o manso gado, Minha bela Marília, nos sentemos À sombra deste cedro levantado. Um pouco meditemos Na regular beleza, Que em tudo quanto vive, nos descobre A sábia natureza. (Gonzaga)
Inutilia truncat (lema árcade): corte às coisas inúteis Fugere urbem: fugir da cidade. Quem deixa o trato pastoril amado Pela ingrata, civil correspondência, Ou desconhece o rosto da violência, Ou do retiro a paz não tem provado. (Cláudio M. da Costa) Locus amoenus: local aprazível. Num sítio ameno Cheio de rosas, De brancos lírios, Murtas viçosas; Dos seus amores Na companhia Dirceu passava Alegre o dia. (Gonzaga) Carpe diem: aproveite o dia. Ah! enquanto os Destinos impiedoso Não voltam contra nós a face irada, Façamos, sim façamos, doce amada, Os nossos breves dias mais ditosos. (Gonzaga) Aurea mediocritas: mediania dourada Tu não habitarás palácios grandes, Nem andarás nos coches voadores; Porém terás um Vate, que te preze, Que cante os teus louvores. (Gonzaga)
Observação: as outras artes em Minas no século XVIII Mesmo com o surgimento do Arcadismo na literatura, o Barroco continuou dominando a escultura de Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho) e a pintura de Manuel da Costa Ataíde (Mestre Ataíde). Na fotografia, Os Profetas, de Aleijadinho.
O Amor Galante ou Amor Cortês Quando apareces, na madrugada, mal embrulhada, na roupa larga, e desgrenhada, sem fita ou flor; ah! que então brilha a natureza! Então se mostra tua beleza inda maior. (Gonzaga) É bom, minha Marília, é bom ser dono De um rebanho, que cubra monte, e /prado; Porém, gentil Pastora, o teu agrado Vale mais q um rebanho, e mais q um /trono. Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela! (Gonzaga)
Poetas Líricos: 1. Cláudio Manuel da Costa (Glauceste Satúrnio) Inaugurou o Arcadismo poeta de transição Influência da lírica camoniana Temas: sofrimento amoroso, paisagem natal, penhas, etc. Sou pastor; não te nego; os meus montados São esses, que aí vês; vivo contente Ao trazer entre a relva florescente A doce companhia do meu gado.
(UFRGS) Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci: oh! Quem cuidara Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna, um peito sem dureza! Amor, que vence os tigres, por empresa Tomou logo render-me; ele declara Contra o meu coração guerra tão rara, Que não me foi bastante a fortaleza. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano, A que dava ocasião minha brandura, Nunca pude fugir ao cego engano: Vós, que ostentais a condição mais dura, Temei, penhas, temei, que Amor tirano Onde há mais resistência, mais se apura. ( ) Através da imagem berço (v. 2), o poeta celebra a sua terra natal, que é representada em sintonia com os seus próprios sentimentos. ( ) O emprego das palavras alma (v. 4), peito (v. 4) e coração (v. 7) funciona como disfarce para o artificialismo e a frieza dos sentimentos do poeta árcade. ( ) Nos versos 5 a 8, o amor, que vence o poeta, é apresentado através de metáforas que simbolizam ações de guerra. ( ) No final dos versos 9, 11 e 13,o emprego das palavras rimadas dano, engano e tirano reforça o sofrimento e a incerteza inerentes à experiência do amor. ( ) Nos versos 12 a 14, o poeta humaniza a natureza e dirige-se às penhas, alertando-as em relação à força irresistível do amor.
2. Tomás Antônio Gonzaga (Dirceu) Maior lírico do Arcadismo. Escreveu Marília de Dirceu, poema dedicado à amada Maria Dorotéia Joaquina de Seixas. Pode ser considerado pré-romântico, tanto nas referências à mulher amada quanto no sofrimento experimentado na prisão. A obra satírica Cartas Chilenas foi escrita sob o pseudônimo de Critilo. Critica os desmandos do então governador de Minas, Luís da Cunha Meneses. As cartas circularam em forma de manuscrito em Vila Rica, no final do século XVIII.
Fragmentos de Marília de Dirceu Lira I Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que viva de guardar alheio gado; De tosco trato, d expressões grosseiro, Dos frios gelos, e dos sóis queimado. Tenho próprio casal, e nele assisto; Dá-me vinho, legume, fruta, azeite; Das brancas ovelhinhas tiro o leite, E mais as finas lãs, de que me visto. Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!
Lira V Acaso são estes Os sítios formosos. Aonde passava Os anos gostosos? São estes os prados, Aonde brincava, Enquanto passava O gordo rebanho, Que Alceu me deixou? In Arcadia - Friedrich August Von Kaulbach São estes os sítios? São estes; mas eu O mesmo não sou. Marília, tu chamas? Espera, que eu vou.
Lira XXVII Alexandre, Marília, qual o rio, Que engrossando no inverno tudo /arrasa, Na frente das coortes Cerca, vence, abrasa As cidades mais fortes. Foi na glória das armas o primeiro; Morreu na flor dos anos, e já tinha Vencido o mundo inteiro. Mas este bom soldado, cujo nome Não há poder algum, que não abata, Foi, Marília, somente Um ditoso pirata, Um salteador valente. Se não tem uma fama baixa, e escura, Foi por se pôr ao lado da injustiça A insolente ventura. (...) Eu é que sou herói, Marília bela, Seguindo da virtude a honrosa /estrada: Ganhei, ganhei um trono, Ah! não manchei a espada, Não roubei ao dono. Ergui-o no teu peito, e nos teus /braços: E valem muito mais que o mundo /inteiro Uns tão ditosos laços.
3. Silva Alvarenga (Alcindo Palmireno) Escreveu Glaura, rondós e madrigais dedicados à pastora de mesmo nome. Alguns críticos o colocam como poeta de transição entre Arcadismo e Romantismo pela tendência sentimental que aparece em seus poemas. 4. Alvarenga Peixoto Completa o panorama do lirismo árcade, não alcançando a importância dos poetas anteriores.
(UFRGS) Considere o texto e as afirmações correspondentes. Lira III Tu não verás, Marília, cem cativos Tirarem o cascalho e a rica terra, Ou dos cercos dos rios caudalosos, Ou da minada serra. Não verás separar ao hábil negro Do pesado esmeril a grossa areia, E já brilharem os granetes de ouro No fundo da bateia. Não verás derrubar os virgens matos; Queimar as capoeiras ainda novas; Servir de adubo à terra a fértil cinza; Lançar os grãos nas covas. Não verás enrolar negros pacotes Das folhas secas do cheiroso fumo; Nem espremer entre as dentadas rodas Da doce cana o sumo. Verás em cima da espaçosa mesa Altos volumes de enredados feitos: Ver-me-ás folhear os grandes livros, E decidir os pleitos. Enquanto revolver os meus consultos, Tu me farás gostosa companhia, Lendo os fastos da sábia mestra história, E os cantos da poesia. Lerás em alta voz a imagem bela, E eu, vendo que lhe dás o justo apreço, Gostoso tornarei a ler de novo O cansado processo. (...)
Considere as afirmativas seguintes. I O poeta critica Marília por não enxergar as atividades produtivas que provêem o sustento e a riqueza do casal, mas elogia o senso estético da amada, capaz de discernir entre boa e má poesia. II Em estrofes de quatro versos, todas elas com rimas entre o segundo e o quarto versos, o poeta contrasta a paisagem externa com o ambiente doméstico em que ele e Marília dividem tarefas. III A cena doméstica descrita pelo poeta demonstra a harmonia entre o casal que se dedica a atividades intelectuais, sendo que Marília complementa e suaviza o cotidiano do marido.
O Uraguai de Basílio da Gama (1769)
Tratado de Tordesilhas (1494)
Colônia de Sacramento Território espanhol ocupado pelos portugueses, no Rio da Prata, em frente a Buenos Aires.
As Missões território espanhol jesuítas + guaranis grande desenvolvimento (exportação) ameaça para Portugal e Espanha
Tratado de Madri 1750
Basílio da Gama (1741-1795) Nascido em Minas, Basílio da Gama estudou com os jesuítas, mas foi expulso da ordem. Estudou em Coimbra, mas teve de fugir para Lisboa e depois para Roma, por suspeita de ligação com os jesuítas, perseguidos pelo Marquês de Pombal. Para salvar-se do desterro ao que seria condenado, escreve versos em homenagem ao Marquês e sua família.
Personagens General Gomes Freire de Andrade (chefe das tropas portuguesas); Catâneo (chefe das tropas espanholas); Cacambo (chefe indígena); Cepé (guerreiro índio); Balda (jesuíta administrador de Sete Povos das Missões); Caitutu (guerreiro indígena, irmão de Lindóia); Lindóia (esposa de Cacambo); Tanajura (indígena feiticeira).
O Uraguai 1769 CANTO I: O poeta apresenta o campo de batalha coberto de cadáveres. Voltando no tempo, apresenta o exército luso-espanhol. Fumam ainda nas desertas praias Lagos de sangue tépidos e impuros Em que ondeiam cadáveres despidos, Pasto de corvos. Dura inda nos vales O rouco som da irada artilheria. Musa, honremos o Herói que o povo rude Subjugou do Uraguai, e no seu sangue Dos decretos reais lavou a afronta.
Portugal + Espanha O nosso último rei e o rei de Espanha Determinaram, por cortar de um golpe, Como sabeis, neste ângulo da terra, As desordens de povos confinantes, Que mais certos sinais nos dividissem Tirando a linha de onde a estéril costa, E o cerro de Castilhos o mar lava Ao monte mais vizinho, e que as vertentes Os termos do domínio assinalassem. Vossa fica a Colônia, e ficam nossos Sete povos, que os Bárbaros habitam Naquela oriental vasta campina Que o fértil Uraguai discorre e banha.
CANTO II: Dá-se o encontro entre os chefes índios Sepé e Cacambo com Gomes Freire de Andrada. Os índios são vencidos e Sepé morre na batalha. Fala de Cacambo: Volta, senhor, não passes adiante. Que mais queres de nós? Não nos obrigues A resistir-te em campo aberto. Pode Custar-te muito sangue o dar um passo. Não queiras ver se cortam nossas frechas. Vê que o nome dos reis não nos assusta. O teu está muito longe; e nós os índios Não temos outro rei mais do que os padres.
Fala de Gomes Freire de Andrada, governador do Rio de Janeiro, chefe da expedição luso-espanhola: O rei é vosso pai: quer-vos felizes. Sois livres, como eu sou; e sereis livres. Não sendo aqui, em qualquer outra parte. Mas deveis entregar-nos estas terras. Ao bem público cede o bem privado. O sossego da Europa assim o pede. Assim manda o rei. Vós sois rebeldes, Se não obedeceis; mas os rebeldes Eu sei que não sois vós - são os bons padres, Que vos dizem a todos que sois livres, E se servem de vós como escravos. Armados de orações vos põem no campo Contra o fero trovão da artilheria, Que os muros arrebata; e se contentam De ver de longe a guerra: sacrificam, Avarentos do seu, o vosso sangue.
Fala de Sepé Tiaraju: (...) Ó General, eu te agradeço As setas que me dás e te prometo Mandar-tas bem depressa uma por uma Entre nuvens de pós no ardor da guerra. Tu as conhecerás pelas feridas, Ou porque rompem com mais força os ares.
Descrição de Baldetta: Gentil mancebo presumido e néscio, A quem a popular lisonja engana, Vaidoso pelo campo discorria, Fazendo ostentação dos seus penachos. Impertinente e de família escura, Mas que tinha o favor dos santos padres, Contam, não sei se é certo, que o tivera A estéril mãe por orações de Balda. Chamaram-no Baldetta por memória.
A Guerra Fez proezas Sepé naquele dia. Conhecido de todos, no perigo Mostrava descoberto o rosto e o peito Forçando os seus co exemplo e co as palavras. Já tinha despejado a aljava toda, E destro em atirar, e irado e forte Quantas setas da mão voar fazia Tantas na nossa gente ensangüentava.
CANTO III: O acampamento das tropas ibéricas é incendiado por obra de Cacambo, que morre, assassinado por Balda. O sonho de Cacambo: Era noite alta, e carrancudo e triste Negava o céu envolto em pobre manto A luz ao mundo, e murmurar se ouvia Ao longe o rio, e menear-se o vento. Respirava descanso a natureza. Só na outra margem não podia entanto O inquieto Cacambo achar sossego. No perturbado interrompido sono (Talvez fosse ilusão) se lhe apresenta A triste imagem de Sepé despido, Pintado o rosto do temor da morte, Banhado em negro sangue, que corria Do peito aberto, e nos pisados braços Inda os sinais da mísera caída.
A trama do Pe. Balda: (...) Não consente O cauteloso Balda que Lindóia Chegue a falar ao seu esposo; e manda Que uma escura prisão o esconda e aparte Da luz do sol. Nem os reais parentes, Nem dos amigos a piedade, e o pranto Da enternecida esposa abranda o peito Do obstinado juiz: até que à força De desgostos, de mágoa e de saudade, Por meio de um licor desconhecido, Que lhe deu compassivo o santo padre, Jaz o ilustre Cacambo - entre os gentios Único que na paz e em dura guerra De virtude e valor deu claro exemplo.
CANTO IV: As forças luso-espanholas aproximam-se da aldeia. Lindóia, viúva de Cacambo, é forçada a casar com Baldeta, filho de Balda, mas a índia prefere morrer a trair a memória de seu marido e de seu povo. Os índios, diante do ataque que se prepara, acabam incendiando a aldeia e fugindo. Este lugar delicioso e triste, Cansada de viver, tinha escolhido Para morrer a mísera Lindóia. Lá reclinada, como que dormia, Na branda relva e nas mimosas flores, Tinha a face na mão, e a mão no tronco De um fúnebre cipreste, que espalhava Melancólica sombra. (...)
(...) Mais de perto Descobrem que se enrola no seu corpo Verde serpente, e lhe passeia, e cinge Pescoço e braços, e lhe lambe o seio. Fogem de a ver assim, sobressaltados, E param cheios de amor ao longe; E nem se atrevem a chamá-la, e temem Que desperte assustada, e irrite o monstro, E fuja, e apresse no fugir a morte. Porém o destro Caitutu, que treme Do perigo da irmã, sem mais demora Dobrou as pontas do arco, e quis três vezes Soltar o tiro, e vacilou três vezes Entre a ira e o temor. Enfim sacode O arco e faz voar a aguda seta, Que toca o peito de Lindóia, e fere A serpente na testa, e a boca e os dentes Deixou cravado no vizinho tronco.
Açouta o campo coa ligeira cauda O irado monstro, e em tortuosos giros Se enrosca no cipreste, e verte envolto Em negro sangue o lívido veneno. Leva nos braços a infeliz Lindóia O desgraçado irmão, que ao despertá-la Conhece, com que dor! No frio rosto Os sinais do veneno, e vê ferido Pelo dente sutil o brando peito.
CANTO V: O autor encerra a narrativa louvando o herói Gomes Freire de Andrada, justificando as razões dos índios e indicando que os únicos vilões da história são os jesuítas. Entra no povo e ao templo se encaminha O invicto Andrade; e generoso, entanto, Reprime a militar licença, e a todos Co a grande sombra ampara: alegre e brando No meio da vitória. Em roda o cercam (Nem se enganaram) procurando abrigo Chorosas mães, e filhos inocentes, E curvos pais e tímidas donzelas.
Final Serás lido, Uraguai. Cubra os meus olhos Embora um dia a escura noite eterna. Portugueses ( + Espanhóis) Gomes Freire de Andrada Índios guaranis: -Sepé Tiaraju -Cacambo -Lindóia Jesuítas: Pe. Lourenço de Balda (+ Baldetta)
Arcadismo = Pré-Romantismo Indianismo valorização das figuras indígenas (o bom selvagem) Morte por amor a morte de Lindóia Estrofação livre e versos decassílabos brancos
(UFRGS) O Uraguai - Basílio da Gama Canto II Prosseguia talvez; mas o interrompe Sepé, que entra no meio, e diz: - "Cacambo Fez mais do que devia; e todos sabem Que estas terras, que pisas, o céu livres Deu aos nossos avós; nós também livres As recebemos dos antepassados. Livres as hão de herdar os nossos filhos. Desconhecemos, detestamos jugo Que não seja o do céu, por mão dos padres. As frechas partirão nossas contendas Dentro de pouco tempo; e o vosso Mundo, Se nele um resto houver de humanidade, Julgará entre nós: se defendemos - Tu a injustiça, e nós o Deus e a Pátria. - Enfim quereis a guerra, e tereis guerra." Lhe torna o General. - "Podeis partir-vos, Que tendes livre o passo." (...)
1. Sobre o discurso de Sepé, é correto afirmar que nele se percebe A. o espírito conciliatório de quem busca estabelecer a paz. B. a hostilidade de quem considera inevitável a guerra. C. a arrogância de quem afirma estar mais bem armado do que o inimigo. D. a indulgência com que serão tratados os prisioneiros de guerra. E. a simpatia votada à causa do inimigo que defende Deus e Pátria.
2. Segundo Sepé, em O Uraguai, A. os índios receberam a liberdade do céu e de seus antepassados para que se associassem ao empreendimento colonial de Portugal e Espanha. B. os índios recusam-se a lutar pelos padres cujo domínio causou as hostilidades com as coroas portuguesa e espanhola. C. os índios pretendem legar aos filhos as terras livres que receberam de seus avós, os quais as receberam do céu. D. os índios protestam contra o jugo do céu cujos representantes na terra são os padres responsáveis pela conversão e catequese. E. pretendem lutar aguerridamente contra a injustiça representada pelo Deus e pela Pátria dos adversários.
3. (UFRGS) Assinale a alternativa incorreta em relação à obra O Uraguai, de Basílio da Gama. A. O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrade, Governador do Rio de Janeiro, às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do Rio Uruguai. B. O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental, como a Odisséia, a Eneida, e Os Lusíadas. C. Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas, acentuando seu caráter bárbaro, incapaz de sentimentos nobres e humanitários. D. Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. E. Lindóia, única figura feminina do poema, morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo.