FUNCIONAMENTO DO CONGRESSO NACIONAL



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Transcrição:

FUNCIONAMENTO DO CONGRESSO NACIONAL - legislatura: tem duração de quatro anos e corresponde ao período que vai do início do mandato dos membros da Câmara dos Deputados até o seu término (art. 44, par. ún.) - sessões preparatórias: realizadas no início de cada legislatura, a partir de 1.º de fevereiro (art. 57, 4.º) - sessão legislativa ordinária: - período no qual deve estar reunido o Congresso para os trabalhos Legislativos - ocorre em dois períodos legislativos: de 02 de fevereiro a 17 de julho e de 1.º de agosto a 22 de dezembro (art. 57) - não será interrompida: (i) sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias (art. 57, 2.º), que deve ocorrer até o encerramento do primeiro período legislativo (art. 35, 2.º, do ADCT), (ii) sem a aprovação do projeto de lei orçamentária anual, que deve ocorrer até o encerramento da sessão legislativa (art. 35, 3.º, do ADCT) - recesso parlamentar: de 23 de dezembro a 01 de fevereiro (31 de janeiro para o primeiro ano da legislatura) - sessão legislativa extraordinária (art. 57, 6.º): pode ser convocada durante o recesso parlamentar, nas seguintes situações: (i) pelo Presidente do Senado Federal, em caso de decretação de estado de defesa ou de intervenção federal, de pedido de autorização para a decretação de estado de sítio e para o compromisso e posse do Presidente e do Vice-Presidente da República (ii) pelo Presidente da República, pelos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, ou a requerimento da maioria dos membros de ambos, em caso de urgência ou interesse público relevante - o Congresso Nacional só pode deliberar sobre matéria para a qual foi convocada a sessão legislativa extraordinária, sendo vedado o

pagamento de parcela indenizatória em valor superior ao subsídio mensal (art. 57, 7.º), incluindo-se automaticamente as medidas provisórias em vigor (art. 57, 8.º) - sessões ordinárias: são as reuniões diárias dos congressistas, realizadas nos dias úteis (art. 57, 1.º), de acordo com a disciplina estabelecida no regimento interno, sendo divididas, em regra, em 3 partes: (i) pequeno expediente, com duração de aproximadamente 1h (ii) grande expediente, com duração de aproximadamente 1h30m (iii) ordem do dia, com duração de aproximadamente 2h30m - sessões extraordinárias: são as reuniões dos congressistas fora do horário das sessões ordinárias, para apreciar matéria já determinada ou concluir a apreciação do que já tenha tido discussão iniciada - reuniões conjuntas: quando todos os congressistas (do Senado Federal e da Câmara dos Deputados) se reúnem para tratar de alguns assuntos (art. 57, 3.º), em sessão conduzida pela Mesa do Congresso Nacional (art. 57, 5.º): (i) inaugurar a sessão legislativa (ii) elaborar o regimento comum e regular a criação de serviços comuns às duas Casas (iii) receber o compromisso do Presidente e do Vice-Presidente da República (iv) conhecer do veto e sobre ele deliberar - quórum (art. 47): (i) de instalação: exigido para se dar início a uma sessão. A regra é a maioria absoluta (primeiro número inteiro acima da metade) (ii) de deliberação: exigido para que haja a decisão positiva sobre a matéria discutida. A regra é a maioria simples, mas em alguns casos se exige maioria absoluta (art. 55, 2.º; art. 66, 4.º e 69) ou maioria qualificada de 3/5 dos membros da casa legislativa

(art. 60, 2.º) ou de 2/3 dos membros da casa legislativa (art. 51, I; art. 52, par. ún. e 86) (a) atos legislativos - emendas à Constituição - leis complementares - leis ordinárias - leis delegadas - medidas provisórias - decretos legislativos - resoluções (b) atos do processo legislativo (b.1) iniciativa legislativa: PROCESSO LEGISLATIVO - faculdade que se atribui a alguém ou a algum órgão de apresentar projeto de lei, deflagrando o processo legislativo - iniciativa pode ser privativa (exclusiva) ou concorrente - iniciativa privativa do Presidente da República (art. 61, 1.º) - iniciativa privativa do STF (arts. 93 e 99, 2.º, I) - iniciativa privativa dos Tribunais Superiores (STJ, TST, TSE, STM): alteração do número dos membros dos Tribunais Inferiores; criação e extinção de cargos e fixação de subsídios de seus membros, dos juízes, inclusive dos Tribunais Inferiores, onde houver, e dos serviços auxiliares e os do juízo que lhes forem vinculados - Súmula 5/STF: a sanção do projeto supre a falta de iniciativa do Poder Executivo (cancelada)

- princípio da simetria : vinculação dos Estados, DF e Municípios às regras de iniciativa privativa - existe a iniciativa popular (art. 61, 2.º): projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles (b.2) emendas: - possibilidade conferida aos membros ou órgãos (p. ex. Comissões) de cada uma das Casas do Congresso Nacional de se alterar o projeto de lei, apresentando-se emendas aditivas ou supressivas - impossibilidade de emenda parlamentar que introduza em projeto de lei matéria de iniciativa privativa do Presidente da República ou que não guarde pertinência temática com o projeto de lei - possibilidade, porém, de emenda parlamentar que introduza em projeto de lei matéria de iniciativa privativa dos Tribunais Superiores. Só não pode haver aumento de despesa e as emendas devem guardar pertinência temática - impossibilidade, em regra, de emendas parlamentares que aumentem despesas em projetos de lei de iniciativa privativa do Presidente da República - admite-se, porém, emendas que resultem no aumento de despesa, no caso de projeto de lei do orçamento anual ou a projetos que o modifiquem, desde que: (i) compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias; (ii) indiquem os recursos necessários, mediantes anulação de despesas que não sejam de dotações de pessoal e seus encargos, serviço da dívida e transferências tributárias constitucionais para os Estados, Municípios e DF; (iii) sejam relacionadas com a correção de erros ou omissões ou com os dispositivos do texto do projeto de lei. Também são permitidas emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias quando compatíveis com o plano plurianual (art. 63, I c/c 166, 3.º e 4.º)

(b.3) votação: - deliberações das Casas Legislativas - é precedida de estudos e pareceres de comissões técnicas (permanentes ou especiais) e de debates em plenário - é ato de decisão (arts. 65 e 66), que se toma por maioria de votos: (i) maioria simples (ou relativa), para aprovação de projetos de lei ordinária (art. 47); (ii) maioria absoluta, para aprovação de lei complementar (art. 69); (iii) maioria de três quintos, para aprovação de emendas constitucionais (art. 60, 2.º) (b.4) sanção/veto: - são atos privativos do Chefe do Poder Executivo (art. 84, IV e V), que recaem sobre os projetos de lei ordinária e de lei complementar (não existem para as emendas constitucionais) - a sanção pode ser expressa ou tácita (se decorridos 15 dias úteis e não houver manifestação art. 66, 1.º e 3.º) - o veto pode ser total ou parcial e é exercido quando o Chefe do Poder Executivo entende que o projeto de lei é inconstitucional ou contrário ao interesse público. Se parcial, deve se referir ao texto integral de artigo, parágrafo, de inciso ou alínea (art. 66, 2.º) - o veto não põe fim ao processo legislativo. O projeto de lei vetado é encaminhado ao Presidente do Senado Federal no prazo de 48 horas (art. 66, 1.º) e pode ser derrubado em sessão conjunta, com quorum qualificado de maioria absoluta e votação secreta (b.5) promulgação e publicação: - promulgação é a comunicação de que a lei foi criada com determinado conteúdo

- publicação é o instrumento pelo qual se transmite a promulgação, sendo condição para a lei entrar em vigor e se tornar eficaz (c) procedimentos legislativos (c.1) ordinário, com 5 fases: (c.1.1) introdutória: - só não se iniciam na Câmara dos Deputados a discussão e a votação de projetos propostos por Senador ou comissão do Senado - a Casa onde se inicia o processo legislativo é chamada de Casa Iniciadora (c.1.2) exame do projeto nas comissões permanentes: - aqui são feitas as emendas e, em alguns casos, os substitutivos dos projetos (c.1.3) discussões: - nas comissões e em plenário (c.1.4) decisória: - observando-se o quorum para aprovação do projeto (c.1.5) revisória: - quando o projeto de lei aprovado pela Casa Iniciadora é enviado à Casa Revisora, onde haverá também o exame do projeto nas comissões permanentes, a fase de discussões é a fase decisória - a Casa onde se revisa o projeto de lei é chamada de Casa Revisora - se houver alteração na Casa Revisora (aprovação de emendas), o projeto deve ser encaminhado à Casa

Iniciadora, que só poderá apreciar a matéria objeto de alteração, o que deverá ser feito no prazo de 10 dias, entrando, após o decurso desse prazo, em regime de urgência (art. 64, 3.º) - o projeto de lei pode ser rejeitado tanto na Casa Iniciadora quanto na Casa Revisora, quando será arquivado e só poderá ser objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta de qualquer das Casas do Congresso Nacional (art. 67) * após a aprovação, o projeto de lei é enviado para sanção/veto do Presidente da República e, após a sanção tácita (decurso do prazo de 15 dias úteis sem manifestação) (art. 66, 3.º) ou a comunicação da derrubada do veto (art. 66, 5.º), se decorridos 48 horas e não houver a promulgação, o Presidente do Senado Federal a fará (art. 66, 7.º) (c.2) sumário (regime de urgência art. 64, 1.º e 2.º): - depende de solicitação do Presidente da República - 45 dias para a apreciação do projeto pela Câmara dos Deputados e 45 dias para a apreciação do projeto pelo Senado Federal, sendo que, se houver emendas pela Casa Revisora, o projeto deve ser novamente apreciado pela Casa Iniciadora em 10 dias (art. 64, 3.º) - decorrido o prazo, ficam sobrestadas todas as deliberações legislativas da Casa, com exceção das que tenham prazo constitucional determinado (p. ex.: MP) (d) atos legislativos em espécie: (d.1) emendas constitucionais: reforma constitucional - poder constituinte originário (inicial, ilimitado e incondicional (ou autônomo) x poder constituinte derivado (derivado, limitado e condicionado)

- reforma constitucional x revisão constitucional x mutação constitucional - revisão : art. 3.º do ADCT (5 primeiros anos de vigência da Constituição) - mutação : processo informal de mudança (ou reforma) da Constituição (p. ex., pela interpretação evolutiva ) - reforma : obra do poder constituinte derivado, sendo um processo formal de mudança da Constituição, com observância dos seguintes limites: (i) explícitos ou expressos: (i.a) formais: (art. 60, I a III e 2.º e 3.º) (i.b) circunstanciais (ou temporais): art. 60, 1.º e 5.º (i.c) materiais: cláusulas pétreas = cláusulas de identidade = cláusulas superconstitucionais = cláusulas intangíveis (art. 60, 4.º) (ii) implícitos: (ii.a) supressão dos limites expressos (ii.b) alteração referentes ao titular do poder constituinte derivado reformador (d.2) leis ordinárias e leis complementares: - a razão de existência da lei complementar consubstancia-se no fato do legislador constituinte ter entendido que determinadas matérias, apesar da evidente importância, não deveriam ser regulamentadas na própria Constituição Federal, sob pena de engessamento de futuras alterações; mas, ao mesmo tempo, não poderiam comportar constantes alterações através de um processo legislativo ordinário

- a única diferença no processo legislativo é que o quorum de deliberação para as leis complementares é de maioria absoluta (art. 69) - lei complementar pode tratar de matéria que não lhe foi reservada pela Constituição? - existe hierarquia entre lei complementar e lei ordinária? (d.3) lei delegada: - a delegação se dá por meio da edição de uma resolução - o Congresso pode estabelecer as restrições que entender necessárias, tais como: prazo para o exercício, linhas gerais da lei, período de vigência etc. - a delegação não pode ultrapassar a legislatura - a delegação não tem força vinculante. Uma vez concedida, cabe ao Presidente exercê-la ou não - a delegação pode ser: (a) típica ou própria: quando o processo legislativo se esgota no âmbito do Poder Executivo, que elabora, promulga e publica a lei; (b) atípica ou imprópria: se o Congresso Nacional se reservar o direito de apreciar o projeto elaborado pelo Presidente da República, devendo apreciá-lo em votação única, vedada a apresentação de qualquer emenda - o Congresso Nacional pode sustar a lei delegada elaborada em desrespeitos aos limites da delegação (art. 49, V) (d.4) leis ordinárias e leis complementares: - no sistema anterior, havia os Decretos-lei - a relevância e a urgência. Discricionariedade reside: (a) no momento da prática do ato; (b) no motivo do ato; (c) na finalidade do ato; e (d) no conteúdo do ato (só não

existe discricionariedade quanto à forma). O controle pelo Poder Judiciário - o força de lei (= eficácia de lei). Não revoga lei; suspende a sua eficácia - os abusos na utilização das medidas provisórias ( ditadura constitucional ) levaram à edição da EC n.º 32/2001 - agora há vedação expressa à utilização de medidas provisórias sobre determinadas matérias (art. 62, 1. ), o que antes não existia - prazo de eficácia: 60 dias, prorrogável uma vez por igual período - o Presidente da República deve submetê-las de imediato ao Congresso Nacional, iniciando-se sua votação na Câmara dos Deputados - o Congresso Nacional pode: (a) aprovar a MP, com ou sem alterações; ou (b) rejeitá-la, expressa ou tacitamente - chegando ao Congresso Nacional, a MP será encaminhada para uma Comissão Mista de Deputados e Senadores, que apresentarão parecer sobre sua aprovação ou não (art. 62, 9.º) - após a análise pela Comissão Mista, a MP é encaminhada à Câmara dos Deputados, que realizará a primeira deliberação, devendo, antes de analisar o mérito, verificar a presença da relevância e urgência - quórum de deliberação: maioria simples - após a aprovação pela Câmara dos Deputados, deverá o Senado proceder da mesma forma, ou seja, realizará a deliberação, devendo, antes de analisar o mérito, verificar a presença da relevância e urgência

- podem haver emendas aditivas ou supressivas, sob pena de se vincular o Poder Legislativo integralmente à vontade inicial do Poder Executivo - aprovando-se a MP com alterações, estará o Congresso Nacional transformando-a em projeto de lei de conversão, devendo enviá-lo para sanção/veto do Presidente da República, mantendo-se integralmente em vigor a MP até que haja a sanção/veto do Presidente da República - se não houver alterações, cabe ao Presidente do Senado Federal promulgar a MP, devendo o Presidente da República publicá-la (não havendo oportunidade para sanção/veto) - a MP deve ser apreciada em até 45 dias contados de sua publicação, entrando, a partir daí, em regime especial de urgência, subseqüentemente, em cada uma das Casas do Congresso Nacional, ficando sobrestadas todas as deliberações legislativas até que se ultime a votação ( trancamento de pauta ) (art. 60, 6.º). Se ultrapassar os 60 dias e não houver deliberação do Congresso Nacional, prorroga-se uma vez e por igual período o período de vigência da MP (art. 60, 7.º) - tratando-se de sessão legislativa extraordinária (por força de convocação extraordinária), as MP s em vigor entram automaticamente na pauta de convocação (art. 57, 8.º) - há necessidade de edição de decreto legislativo pelo Congresso Nacional para disciplinar as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante a vigência da MP, nos casos de (i) aprovação da MP com alterações, (ii) rejeição da MP; (iii) perda de eficácia pelo decurso do prazo. Nas duas últimas situações, se não for editado o decreto legislativo no prazo de 60 dias, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante a vigência da MP conservar-se-ão por ela regidas (art. 60, 11.º)

- art. 62, 10.º: é vedada a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo. A doutrina sustenta que não poderá mais haver a reedição em nenhuma hipótese. A jurisprudência do STF admitia, antes da alteração da EC n.º 32/2001, que pudesse haver a reedição só quando houvesse a rejeição tácita - revogação de MP por outra MP: o que ocorre é que a segunda MP suspende os efeitos da primeira, podeendo ao Congresso Nacional agir de três maneiras: (i) aprova a segunda MP, transformando-a em lei. Com isso a revogação da primeira MP torna-se definitiva; (ii) rejeita a segunda MP e aprova a primeira (que estava com seus efeitos suspensos), convertendo-a em lei, quando retornarão seus efeitos; (iii) rejeita ambas as MP s, devendo regulamentar as relações jurídicas por meio de decreto legislativo (d.5) decretos legislativos: - espécie normativa destinada a veicular matérias de competência exclusiva do Congresso Nacional (art. 49), além de ser utilizado para disciplinar as relações jurídicas decorrentes de Medida Provisória rejeitada (art. 62, 3.º) - os decretos legislativos devem ser, obrigatoriamente, instruídos, discutidos e votados em ambas as Casas Legislativas, e se aprovados serão promulgados pelo Presidente do Senado Federal, na qualidade de Presidente do Congresso Nacional, que determinará a sua publicação - não há participação do Presidente da República na elaboração de decretos legislativos - os tratados e atos internacionais são aprovados mediante a edição de decreto legislativo (art. 49, I). O decreto legislativo contém, a um só tempo, a aprovação do tratado e a autorização para que o Presidente da República o ratifique através da publicação - mas a edição do decreto legislativo, aprovando o tratado, não contém uma ordem de execução do tratado

no território nacional, uma vez que somente ao Presidente da República cabe decidir sobre sua ratificação (d.6) resoluções: - ato do Congresso Nacional ou de qualquer de suas casas, tomado por procedimento diferente do previsto para a elaboração das leis, destinado a regular matéria de competência do Congresso Nacional ou de competência privativa do Senado Federal ou da Câmra dos Deputados (Alexandre de Moraes) - o procedimento legislativo para a elaboração de resoluções é disciplinado nos regimentos internos - podem ter as seguintes finalidades: (a) atos políticos (que referenda nomeação em cargos públicos); (b) atos deliberativos (fixação de alíquotas de tributos); (c) atos de co-participação na função judicial (suspensão de lei declarada inconstitucional pelo STF); (d) atos-condição da função legislativa (autorização ao Executivo para elaborar lei delegada)