MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS. Histórico

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O Mapa de Riscos deve, então, ser executado pela CIPA. por seus membros, observadas as seguintes etapas:

1- IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA 2- COMPOSIÇÃO E INFORMAÇÕES SOBRE OS INGREDIENTES 3- IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS

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Os perigos específicos a seguir apresentados estão de acordo com o Decreto-lei n.º330-a/98, de 2 de Novembro.

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Transcrição:

MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS Histórico

HISTÓRICO CIPA 1921 - primeira CIPA foi formada no Brasil (LIGHT-RJ). 1945 - regulamentação da CIPA. 1964 participação cada vez maior do sindicato dos trabalhadores e instituto nacional de saúde. 1985 - Fundacentro MG desenvolve curso de CIPA com introdução do mapa de riscos através de modelo operário italiano de 1972.

MAPA DE RISCO: Representação gráfica do mapeamento de riscos ambientais. O MAPEAMENTO DE RISCO: é um levantamento dos locais de trabalho apontando os riscos que são sentidos e observados pelos próprios trabalhadores de acordo com a sua sensibilidade.

RISCOS AMBIENTAIS A norma considera como riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos, além de riscos ergonômicos e riscos de acidentes, existentes nos locais de trabalho e que venham a causar danos à saúde dos trabalhadores. 5

Riscos e seus agentes 1. Riscos de acidentes Qualquer fator que coloque o trabalhador em situação vulnerável e possa afetar sua integridade, e seu bem estar físico e psíquico. São exemplos de risco de acidente: as máquinas e equipamentos sem proteção, probabilidade de incêndio e explosão, arranjo físico inadequado, armazenamento inadequado, etc. 2. Riscos ergonômicos Qualquer fator que possa interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador, causando desconforto ou afetando sua saúde. São exemplos de risco ergonômico: o levantamento de peso, ritmo excessivo de trabalho, monotonia, repetitividade, postura inadequada de trabalho, etc.

3. Riscos físicos Consideram-se agentes de risco físico as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído, calor, frio, pressão, umidade, radiações ionizantes e não-ionizantes, vibração, etc. 4. Riscos químicos Consideram-se agentes de risco químico as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo do trabalhador pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos gases, neblinas, névoas ou vapores, ou que seja, pela natureza da atividade, de exposição, possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão.

5. Riscos biológicos Consideram-se como agentes de risco biológico as bactérias, vírus, fungos, parasitos, entre outros. Referências Bibliográficas BRASIL. Portaria nº 3.214 de 08 de junho de 1978 NR - 5. Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. In: SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO. 29. ed. São Paulo: Atlas, 1995. 489 p. (Manuais de legislação, 16).

http://biosafety-level.wikispaces.com

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MAPEAMENTO DOS RISCOS AMBIENTAIS Por Que Fazer? Estes riscos podem prejudicar o bom andamento da seção, portanto, devem ser identificados, avaliados e controlados de forma correta.

RÓTULOS DIAGRAMA DE HOMMEL OU DIAMANTE DO PERIGO Inflamabilidade 4 - Abaixo de 23ºC 3 - Abaixo de 38ºC 2 - Abaixo de 93ºC 1 - Acima de 93ºC 0 - Não queima Riscos à Saúde 4 - Letal 3 - Muito Perigoso 2 - Perigoso 1 - Risco Leve 0 - Material Normal Reatividade 4 - Pode explodir 3 - Pode explodir com choque mecânico ou calor 2 - Reação química violenta 1 - Instável se aquecido 0 - Estável Diagrama de Hommel indica grau de periculosidade dos produtos Fonte: Manual Proresíduos p.14 Riscos Específicos OX - Oxidante ACID - Ácido ALK - Álcali (Base) COR - Corrosivo W - Não misture com água

SÍMBOLOS DESCARTE PROGRAMADO

CONHEÇA ESSES RÓTULOS/SÍMBOLOS Perigo: substâncias explosivas Perigo: substâncias tóxicas Perigo: substâncias corrosivas Perigo: substâncias nocivas ou irritantes

CONHEÇA SIMBOLOS Perigo - forte campo eletromagnético Perigos - vários Perigo - Baixas temperaturas Risco Biológico

CONHEÇA SÍMBOLOS Perigo - Substâncias Inflamáveis Perigo - substâncias comburentes Perigo de Eletrocução Radiação Não-Ionizante

OUTROS SÍMBOLOS Perigo para Meio Ambiente Facilmente inflamável Nocivo Corrosivo

ANALISE A IMAGEM...

ANALISE A IMAGEM...

ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS

ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS Metodologia Científica: O processo científico ocorre através da observação dos fenômenos da natureza pelo homem. Em alguns casos as descobertas são acidentais, mas na maioria dos casos elas ocorrem em condições rigorosamente controladas de laboratório. Estas observações podem ser de Natureza Qualitativa, por exemplo a percepção da cor de uma infusão de chá de camomila é Amarela. As observações também podem ser quantitativas, por exemplo, utiliza-se um equipamento ou instrumento para determinar o Valor numérico de comprimento de onda da luz refletida na solução de chá de camomila.

Contudo estas observações, devem ser escritas, ou melhor registradas. A estes registros chamamos de dados. Os dados podem ser registrados de várias formas, uma das mais comuns está sob a forma de tabelas ou gráficos. Nos experimentos de Laboratório vamos visualizar algumas Teorias da Química, da Física. Isto é, observaremos em prática as respostas para perguntas que não querem calar.

O homem é um ser curioso, e esta característica é intrínseca à nossa Natureza....Quem de nós não se lembra das artes que fazia, das coisas que colocávamos na boca para descobrir um mundo novo ao redor.

As tentativas para responder ou explicar as perguntas são chamadas de Hipóteses. As teorias são usadas para prever os comportamentos de um modelo que ainda não foi observado. Com base nas teorias, o homem avança no conhecimento e progresso científicos. As teorias conduzem, portanto ao método científico, ou seja, um método lógico para a entender o funcionamento da complexidade da Natureza. Apesar da teoria trazer uma explicação, ela transmite um modelo teórico da realidade e pode ser superada ao passar dos anos, pois trata-se de uma descrição HUMANA da realidade e não a realidade em si.

Portanto para efeito de aprendizado e também para iniciarmos nosso comportamento perante a Ciência, vamos realizar relatórios das aulas práticas segundo o modelo abaixo: Título Objetivo Introdução teórica Materiais e Métodos Procedimento Cálculo Discussão Conclusão

Título: descrição rápida e bem objetiva do Assunto de que trata o experimento. Objetivo: relatar o que se pretende realizando a experiência. Introdução teórica: escrever uma breve introdução, no máximo duas páginas A4 com espaçamento 1,5 e tamanho de letra 12 e no mínimo uma página com as mesmas configurações. Folha de almaço no mínimo uma página e no máximo duas páginas. Fazer uma pesquisa em livros e/ ou periódicos sobre o assunto da experiência, sobre as Teorias relacionadas com a prática e assuntos da atualidade se aplicável.

Materiais e reagentes utilizados: relacionar na forma de itens todos os materiais utilizados na experiência assim como os reagentes. Procedimento: Descrição do Passo a Passo do Experimento - narrar como foi feita a experiência a cada etapa seguindo uma organização de tempo e espaço. Esquema de aparelhagem Utilizada no Experimento - desenhar de forma simples, a aparelhagem montada e os utensílios usados no laboratório. Cálculos e Resultados: apresentar TODOS OS CÁLCULOS relativos à prática realizada e também o que foi observado.

Discussão dos Resultados: comparando com o objetivo inicialmente estabelecido, escreva se o resultado obtido era o esperado, se ocorreram problemas que foram considerados decisivos para os resultados, como foram resolvidos, se foi atingido e porque. Interprete os resultados nesta seção do relatório. Conclusão: pode-se fazer um resumo do que foi discutido e entendido no decorrer do relatório comparando com o objetivo definido no início do trabalho. Referências: citar de modo científico todo material (livros, revistas, jornais) que foi utilizado.

Agradecimentos: Profa Alessandra Fagiole, Prof. Dra. Alessandra Pardini e Prof Marcello Resende, pelo material gentilmente cedido Referências: RUSSEL, JOHN BLAIR, QUÍMICA GERAL. São Paulo, Editora Makron Books, 1994, volume 1. GUARILHA, ORLANDO JR, MARQUEZ, K.S.G., SCALEA, M.A.L. Apostila de Química Analítica Qualitativa- Farmácia Faculdades Oswaldo Cruz, São Paulo, 2000. SENSATO, FABRÍCIO R., Instruções para elaboração de Relatórios no Âmbito das disciplinas de Química Geral e Experimental I e II- Faculdade Santo André, Santo André, 2005.