1 Resumo das anotações dos alunos de Parasitologia agrícola Aula de Campo Colônia Augusta 2013 Brassicas ou Crucíferas 1. Inseto praga: Afídeos de Brassicas Brevicoryne brassica e Lipaphis erysimi (Hemiptera: Aphididae) Constituem grandes colônias e, pela sucção continua da seiva, produzem encarquilhamentos das folhas do ápice, em cujo interior se alojam, prejudicando o desenvolvimento da planta. Vive na face inferior das folhas. Os danos diretos provêm da sucção da seiva nos tecidos do floema, causando a perda de compostos secundários e deficiência nutricional das plantas, a injeção de toxinas pode induzir má formação dos tecidos foliares e favorecer o desenvolvimento de fumagina. Os pulgões possuem estilete (aparelho bucal) que introduzem por entre as células do parênquima até chegar ao floema; Sugam a seiva das plantas onde podem permanecer de 4 a 5 horas - permanecem no ápice das plantas por conta da maior quantidade de nitrogênio (móvel na planta) e eliminam uma substância adocicada denominada honeydew ; A excreção desse líquido açucarado ( honeydew ) é atrativo para formigas, estabelecendo-se uma relação simbiótica onde as últimas oferecem proteção contra os inimigos naturais do pulgão, favorecendo sua permanência no ambiente. A deposição do honeydew nas folhas favorece o desenvolvimento da fumagina que recobre a folha e dificulta sua respiração e fotossíntese debilitando-a ainda mais. Aplicação de inseticida: morrem primeiro os inimigos naturais. Assim pode tornar as pragas resistentes ao(s) agroquímico(s); Pulgão tem duas formas adultas alada e áptera. A colônia de femeas ápteras a cada 10 dias dá origem a uma nova população de femeas. Quando a infestação está alta o pulgão está em forma alada (são fêmeas); reprodução assexuada - partenogênese. A fêmea vai parir ninfas em plantas sadias. Visto no campo: pulgão parasitado e inchado (múmia) foi atacado por um parasitóide (microhimenóptero) que oviposita dentro do seu corpo e fica com forma mumificada; a larva do himenóptero forma uma gosma que faz com que o pulgão fique preso na folha e não caia após ser morto. Pulgões machos só aparecem em climas muito frios, nem o clima curitibano é suficiente para que eles apareçam. A função do macho é a cópula da fêmea que vai por ovos antes do inverno; os ovos resistem a climas de extremo frio, por exemplo, a neve, e quando chega a estação da primavera os ovos eclodem. Pode ocorrer a transmissão de viroses picada de prova 2. Inseto praga: Curuquerês da couve Ascia monuste orseis e Leptophobia aripa (Lepidoptera, Pieridae) É um a praga altamente prejudicial às crucíferas. As lagartas iniciam, logo após a eclosão, o ataque às folhas, devorando, durante o período larval, quase toda a folhagem, destruindo o limbo foliar e deixando as nervuras. Controle inimigo natural: Apanteles sp., que oviposita na curuquerê., matando-o 3. Inseto praga: Traça das crucíferas Plutella xylostella (Lepidoptera: Yponomeutidae) Alimentam-se da parte externa e abaxial das folhas. Primeiro ela raspa a parte abaxial e posteriormente fura a folha; inutilizando-as para consumo. Principal praga das crucíferas; Controle: aplicação de Bacillus thuringiensis (Bt). Não possui consequências para inimigos naturais (baixo impacto); Quem usa muito controle químico pode matar as vespinhas (Apanteles sp.) que controlam biologicamente outra praga, o curuquere
2 Outras 4. Inseto praga: Lagarta plusia ou falsa medideira Trichoplusia ni (Lepidoptera: Noctuidae) Atacam as folhas das crucíferas, produzindo orifícios e inutilizando-as. Desfolhadoras diretas; Causam grandes problemas nas folhas, principalmente com as folhas próximas ao solo; 5. Inseto praga: Vaquinha Diabrotica speciosa (Coleoptera: Chrysomelidae) Perfuram as folhas, prejudicando o desenvolvimento das plantas. Polífaga, ataca raiz de milho, e nas crucíferas e leguminosas o adulto é desfolhador. Tem preferencia por folhas de curcubitáceas; 6. Larva Angorá Astylus variegatus (Coleoptera, Dasytidae) Essa praga foi encontrada na couve, porque havia próximo uma plantação de milho. É uma praga ataca várias espécies de plantas cultivadas sendo considerada uma praga secundária da cultura do milho. Couve chinesa 1. Crisomelídeo: Micrhoteca para diminuição dos danos é aconselhável trocar de cultivar Feijão fava 1. Pragas: Pulgões e vaquinhas 2. Pragas de produtos armazenados Caruncho do feijão Acanthoscelides obtectus (Coleoptera; Bruchidae): Ocorre infestação cruzada Normalmente as pragas que ocorrem por ocasião do armazenamento provêm do campo, a isto é o que se chama de infestação cruzada. A infestação pode ser feita por meio de ovos, larvas ou adultos, que juntamente com as vagens, grãos ou sacarias, chegam aos armazéns, infestando também os grãos já existentes. Fazer um expurgo,tão logo o grão esteja seco e entrar no armazém. Hortaliças folhosas (Alface,...) 1. Foi observado na alface americana, a presença da Lagarta falsa medideira (Trichoplusia ni) perfurando as folhas novas do miolo (cabeça) presença de excrementos.
3 2. Inseto praga: Lagarta-do-cartucho Spodoptera frugiperda (Lepidoptera: Noctuidae) Causam grande destruição as folhas. Apresenta hábitos semelhantes aos da lagarta-rosca (cortam as plantas novas próximo ao colo, reduzindo o número de plantas por área). Praga inicial de folhosas 3. Inseto praga: Pulgão gigante da Alface Nasonovia ribisnigri (Hemiptera: Aphididae) A colônia de femeas ápteras e aladas, bem como as ninfas se desenvolvem dentro da cabeça do alface, sugando seiva e causando danos, trazendo muita dificuldade de controle. 4. Inseto praga: Vaquinha de Crucíferas Microtheca punctigera (Coleoptera: Chrysomelidae) Desfolhadora tanto larva quanto o adulto 5. Inseto praga: Grilos (Gryllus assimilis), Paquinhas (Neocurtilla hexadactyla e Scapteriscus spp.), Lesmas (Deroceras laeve) e Caracóis (Bradybaena similaris) : i. Grilos e paquinhas: causam danos às culturas, pois se alimentam das raízes, tubérculos e parte aérea das plantas novas. ii. Caracóis e lesmas: são polífagas. Raspam com uma estrutura chamada rádula, as folhas, caules e brotos novos, podendo, em infestações severas, levar a morte das plantas. Diminuem a produtividade, depreciam o produto reduzindo seu valor devido à presença de muco ou mesmo dos próprios animais nas hortaliças. Ambiente úmido; Grilos, paquinhas e caracóis são pragas de solo; Caracóis: gerar aproximadamente 280 ovos/mês Controle de moluscos: fosfato férrico (ingrediente ativo) (feramol) Em 1m 2 podem ser localizados aproximadamente 300 caracóis quando o substrato no solo é úmido e favorece seu abrigo; Liliaceae (Cebola, Alho,...) 1. Tripes Thrips tabaci (Thysanoptera: Thripidae) Vivem em colônias, geralmente entre a bainha e o limbo foliar, causando danos diretos pell alimentação de conteúdo celular da epiderme das folhas, NÃO sendo raspadores-sugadores. Os sintomas do ataque caracterizam-se pelo prateamento, enrolamento e necrose de folhas, super-brotamento e redução no tamanho dos bulbos. Sugam a célula da epiderme, lesionando e reduzindo a fotossintese
4 Na cebola pode provocar o secamento foliar o que reduz o desenvolvimento da cabeça da cebola. 2. Pragas de solo Nematoides Galhas das raízes: Esta doença é importante em solos degradados, quando entao as populações dos nematóides no solo são altas. O sintoma de galha é causado por Meloidogyne spp. (principalmente M. incognita e M. javanica) que representa um grupo de nematóides muito polífago, capaz de atacar grande gama de hospedeiros. Dano mecânico, químico pela saliva tóxica, e interção com micro-organismos patogênicos. Como sintomas típicos, as raízes apresentam galhas e muitas raízes secundárias em cabeleira A planta tem dificuldade de absorver água e nutrientes do solo e os bulbos produzidos são pequenos em relação aos de plantas normais. Morango 1. Neopamera bilobata (Percevejo Ligaidae) suga a sementinha do morango esvazia e deforma o fruto 2. Lagarta-da- coroa Duponchelia fovealis (Lepidoptera:Crambidae) - Lagarta Ataca as folhas, flores, coroa e frutos do morangueiro. Em infestações severas debilita as plantas, reduzindo a produtividade podendo levá-las à morte. 3. Pulgões Pela sucção da seiva da planta e pela possível transmissão de viroses, levam o morangueiro ao enfraquecimento e eventual morte. 4. Ácaro rajado Vivem em colônias, na face inferior da folha, principalmente junto á nervura central. Suga o conteúdo celular dos tecidos foliares. Ocorre bronzeamento, e em infestações severas, ocorre o secamento de folhas, podendo haver redução quali-quantitativa dos frutos. Causam bronzeamento nas folhas; Suga a célula, o que gera uma célula necrosada. Pode-se perceber a mancha de cor púrpura, e forma teia quando muita infestação; Controle: ácaro predador Phytoseiidae 5. Broca dos frutos Lobiopa insularis (Coleoptera: Nitidulidae) Os besouros adultos são atraídos pelos voláteis exalados de frutos maduros ou em fermentação. A broca-domorangueiro deposita em frutos em maturação mas ataca preferencialmente os frutos maduros. Tanto os adultos como as larvas de L. insularis se alimentam da polpa dos frutos, tornando-os imprestáveis para a comercialização. Controle Não existe nenhum inseticida registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para o controle de L. insularis no morangueiro. 6. Tripes Vivem no interior das flores e sobre frutos recém-formados, alimentando-se de conteúdo celular. Não causam problemas fecundação das flores não gerando fruto deformado, como registrado em literatura mais antiga. Ao sugar as células de frutos, podem deixar manchas bronzeadas
5 Controle Eliminação das plantas hospedeiras próximas de estufa. Colocação de armadilhas adesivas de cor azul entre as plantas. Não existem inseticidas registrados na cultura do morangueiro. Fica na região da bainha Perfura a célula da epiderme, esvazia seu conteúdo e forma lesões prateadas nas folhas; Predador: ácaro predador de solo e Orius 7. Lesmas no morangueiro causados por lesmas são observados pelos furos em frutos e pela presença do rastro viscoso produzido pela lubrificação do manto Inimigos naturais 1. Inseto: Sirfídeos (Diptera: Syrphidae) As espécies de interesse do controle biológico de insetos pragas são aquelas cujas larvas se alimentam principalmente de pulgões. As larvas das espécies que se alimentam de pulgões. Os adultos frequentemente se alimentam de néctar de flores e, em função da morfologia das suas peças bucais, tem sido sugerido que sejam predominantemente nectarivoras e polenófagas. A larva de sirfideo parece com a larva de goiaba; Importante predador de pulgões e insetos de corpo mole 2. Inseto: Joaninha nativa Hippodamia convergens (Coleoptera: Coccinelidae) Pode comer até 70 pulgões/dia; Tem dois risquinhos brancos no pronoto que a identifica Quando há muita joaninha numa produção de hortaliças, por exemplo, então significa que o ambiente é muito equilibrado, de consumo mais seguro. 3. Inseto: Joaninha exótica Harmonia axyridis (Coleoptera:Coccinellidae) Possui 16 variações de cor; No pronoto tem uma mancha em forma de M; Joaninha exótica (400 pulgões/dia), que pela falta de pulgões preda ovos de outras joaninhas (nativas); Também come cochonilhas, além de pulgões 4. Inseto: vespa que oviposita no pulgão múmia (pulgão morto, de cor alterada para prata ou dourado, inchado) Hymenoptera: Braconidae 5. Inseto: Apanteles sp. (Hymenoptera: Braconidae) Observado a ocorrência da vespa Apanteles sp. parasitando lagartas de curuquere 6. Inseto: larva lixeiro neuroptero
6 É um inseto predador, mas não é muito seletivo, comendo inimigos naturais também; Canibal da própria espécie a postura é feita com os ovos longe entre si devido a este comportamento