Manejo Integrado de Pragas ORQUÍDEAS
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- Mirella Guimarães Prado
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1 Manejo Integrado de Pragas ORQUÍDEAS
2 Família Orchidaceae estão entre as plantas ornamentais com maior valor comercial a produção de orquídeas é, em grande parte voltada ao mercado florista e envolve grande número de produtores e colecionadores. desperta enorme interesse em outros setores da economia como nas indústrias de cosméticos, farmacêutica e alimentícia responsável pela circulação de milhões de dólares em todo mundo: Principal importador/exportador: Holanda EUA: orquídeas são as flores mais produzidas Brasil: franca expansão, SP é o principal produtor
3 Produção comercial
4 Principais pragas das Orquídeas Cochonilhas Pulgões Tripes Percevejos Besouros Vespinhas Ácaros Tatuzinhos Lesmas e Caracóis
5 Controle das pragas em ambiente protegido?! ambiente fechado sem ventilação alta demanda de mão de obra local de trabalho diário Atenção!!! Controle Químico de pragas neste sistema deve ser altamente planejado para evitar a intoxicação e contaminação das pessoas que trabalham na produção
6 Estrutura Básica da Planta Folhas Pseudobulbo Broto Raízes
7 Importante! Reconhecimento da praga e seu manejo
8 Cochonilhas (Ordem Hemiptera) com carapaça Diaspis boisduvalii Parlatoria proteus Pseudoparlatoria parlatorioides Niveaspis cattleyae Chrysomphalus fícus Furcaspis biformis Conchaspis bainesis sem carapaça Asterolecanium epidendri Icerya brasiliensis Coccus pseudohesperidium Planococcus sp Platinglisia noacki Saissetia sp..
9 Cochonilhas corpo revestido por um escudo protetor (carapaça)
10 Cochonilhas
11 Cochonilhas Tem preferência pelos pseudobulbos As substâncias açucaradas excretadas continuamente pelas formas imaturas e adultas favorecem o desenvolvimento da fumagina As formigas doceiras também atraídas por essas substâncias contribuem para a disseminação das cochonilhas.
12 Cochonilhas Danos Sucção continua de seiva vegetal e injeção de toxinas Fumagina
13 Cochonilhas Controle Em ataques iniciais: eliminação ou limpeza de partes infestadas Em ataques intensos: poda e destruição das partes mais infestadas. O controle químico a ser indicado, dependerá da população de cochonilhas (não há referências para amostragem): - pulverização com óleo mineral a 1% em baixas infestações; - mistura de óleo mineral a 1% e fosforados não sistêmicos em populações intermediárias.
14 Cochonilhas Controle prática alternativa para controle de cochonilhas: - pulverização de solução coada obtida a partir da trituração de 500 gramas de folhas de mamona diluído em 1 Litro de água.
15 Pulgões (Ordem Hemiptera) Cerataphis orquidearum Macrosiphum luteum Mysus persicae
16 Pulgões formam grandes colônias nas folhas, brotações e inflorescências sugam seiva continuamente provocando: enfraquecimento das plantas reduzem o desenvolvimento provocam deformações propicia o desenvolvimento de fumagina.
17 Pulgões
18 Pulgões
19 Pulgões Controle mecânico: utilizar telados anti-afídeos em torno dos orquidários químico: pode ser feito através de pulverização com sistêmicos (carbamatos ou fosforados)
20 Pulgões Controle alternativo: 500 g de folhas frescas de samambaia (Pteridium aquilinum) deixadas de molho durante 1 dia em 1 litro de água, pulverizar a solução coada sobre as plantas afetadas. Observação: a cobertura do solo com samambaias vivas abaixo das bancadas de orquídeas funciona como repelente dos pulgões.
21 Tripes (Ordem Thysanoptera) Aurantothrips orchidearum Taeniothrips xanthius Selenotrips rubrocinctus; Frankliniella sp. Gynaikothrips ficorum (lacerdinha)
22 Tripes
23 Tripes Danos adultos e ninfas ao se alimentarem dos tecidos florais, provocam a formação de manchas necróticas que depreciam o valor comercial da planta podem raspar e sugar a face superior das folhas novas ainda fechadas, provocando lesões simétricas em forma de V, podem até causar a morte das plantas.
24 Tripes Controle Armadilhas adesivas brancas dependuradas no orquidário, para coleta de adultos Calda de fumo de corda + sabão Em caso de altas infestações: pulverização com fosforados
25 Tripes Controle Observação: não existem níveis de controle de tripes no cultivo de orquídea o monitoramento deve ser feito diariamente
26 Percevejo-das-orquídeas (Ordem Hemiptera) Tenthecoris orchidearum
27 Percevejo-das-orquídeas
28 Percevejo-das-orquídeas Sugam as folhas causando manchas redondas, esbranquiçadas ou amareladas (Stigmonose) Injetam substâncias tóxicas causando necrose.
29 Percevejo-das-orquídeas
30 Percevejo-das-orquídeas Controle pulverizar as plantas procedentes de outro local com inseticidas fosforados carbamatos ou sulfurados. utilizar produtos de baixa toxicidade ao aplicador e de alta seletividade a inimigos naturais. a adição de sal de cozinha (NaCl) na concentração de 0,5 % (50 gramas de sal para cada 10 L de calda) permitirá a redução da dose do produto em até 50 %.
31 Besouros (Ordem Coleoptera) Diorymerellus lepagei Diorymerellus minensis Mordellistena cattleyana Diabrotica speciosa
32 Besouros (Ordem Coleoptera) Diabrotica speciosa Podem provocar raspaduras ou podem destruir áreas do tecido floral de que se alimentam.
33 Besouros (Ordem Coleoptera) Controle coleta e eliminação de adultos poda e eliminação das partes infestadas Solução de pimenta (Capsicum spp.) Químico: pulverização com produtos com efeito de choque (piretróides ou fosforados) ou com reguladores de crescimento ao inicio do ataque
34 Vespinhas (Ordem Hymenoptera) Eurytoma orchidearum Calorileya nigra Ciclo: dias
35 Vespinhas (Ordem Hymenoptera) Danos Atacam as raízes formação de galhas na região apical
36 Vespinhas
37 Vespinhas (Ordem Hymenoptera) Controle poda e eliminação de plantas atacadas colocação de superfícies plásticas ou de papelão (retângulos de 5x10 cm) no orquidário, contendo inseticidas fosforados, solução açucarada e cola ( sticky ) para atração e captura de vespinhas os adultos podem ser controlados com a pulverização de fosforados ou piretróides
38 Ácaros (Ordem Acariformes) Brevipalpus californicus
39 Ácaros
40 Ácaros Danos Causa prateamento e seca das folhas Transmite o vírus``orchid Fleck Virus`` que provoca áreas necróticas nas folhas população é alta no Estado de São Paulo.
41 Ácaros Controle acaricidas específicos Fazer rodízios na aplicação de produtos acaricidas para diminuir problemas de resistência
42 Tatuzinhos (Ordem Isopoda) Oniscus sp. Armadillidium vulgare Roem as raízes e brotos
43 Tatuzinhos (Ordem Isopoda) Manejo: - Iscas à base de açúcar mascavo ou melaço (100 g), farelo de trigo (1 kg) e inseticida de contato e ingestão (carbaril, malation, deltametrina (100 g) e água.
44 Lesmas e Caracóis (Ordem Stylommatophora) Vaginula sp. Veronicella sp. Bradybaena similaris destruição de brotos novos, botões florais e raízes
45 Lesma
46 Caracol
47 Lesmas e Caracóis Controle armadilhas com cerveja ou farelo de trigo ou ração como atraentes eliminar os ninhos ou locais que sirvam de abrigo controle químico pode ser feito com iscas a base de metaldeído (5% de metaldeído, 85% de farelo de trigo e 10% de melaço com açúcar mascavo) a isca é tóxica e deve-se tomar cuidado para sua aplicação.
48 Inseticidas e Acaricidas
49 Controle biológico Ácaros predadores Phytoseiulus e Amblyseius:controle do ácaro rajado e de diferentes espécies de tripes, respectivamente. Chrysopa e Orius : controle de pulgões e tripes, Aphidius e Encarsia : controle de pulgões e moscas brancas, respectivamente fungo Verticillium lecanii e Beauveria bassiana: controle de tripes, pulgões, e ácaro rajado Observação: Escassez de pesquisas nessa área
50 `` Devemos ser curiosos para ver se o que vemos é o que sentimos ver. Devemos analisá-lo, vira-lo, olhá-lo por baixo e olhar atrás. O conformista, simplesmente, não está programado para isso.`` James G. Horsfall Obrigada.
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