newsletter Nº 82 NOVEMBRO / 2013

Documentos relacionados
NORMA CONTABILÍSTICA E DE RELATO FINANCEIRO 15 INVESTIMENTOS EM SUBSIDIÁRIAS E CONSOLIDAÇÃO

ORA newsletter. Resumo Fiscal/Legal Março de Custo Amortizado Enquadramento e Determinação 2 Revisores e Auditores 6

Portaria n.º 104/2011, de 14 de Março, n.º 51 - Série I

LAKE FUND SGPS, SA. Demonstrações Financeiras Individuais. Exercício 2014

Diário da República, 1.ª série N.º de Março de c) Quantia de qualquer reembolso de subsídio que tenha sido reconhecido como um gasto.

Fundação Denise Lester

Impostos Diferidos e o SNC

O MEP nos Investimentos em Associadas e Subsidiárias

ANEXO. Prestação de Contas 2011

IMPARIDADE DE ACTIVOS FINANCEIROS

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 14 CONCENTRAÇÕES DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS. Objectivo ( 1) 1 Âmbito ( 2 a 8) 2

Introdução à Contabilidade 2014/2015. Financeira

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 2 DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA. Objectivo ( 1) 2 Âmbito ( 2) 2 Definições ( 3 a 6) 2

NCRF 25 Impostos sobre o rendimento

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS COMBINADAS

NCRF 2 Demonstração de fluxos de caixa

Definições (parágrafo 9) 9 Os termos que se seguem são usados nesta Norma com os significados

Decreto-Lei n.º 219/2001, de 4 de Agosto *

Norma contabilística e de relato financeiro 27

1. O Fluxo de Caixa para á Análise Financeira

Portaria n.º 92-A/2011, de 28 de Fevereiro - 41 SÉRIE I, 1º SUPLEMENTO

1. Os AFT devem ser contabilisticamente mensurados no reconhecimento inicial pelo seu custo.

Trabalho de Grupo. Contabilidade Geral 1. Ano lectivo 2007/2008 1º Semestre

ASSUNTO: Plano de Contas (Caixa Central e Caixas de Crédito Agrícola Mútuo)

POC 13 - NORMAS DE CONSOLIDAÇÃO DE CONTAS

1.5. Sede da entidade-mãe Largo Cónego José Maria Gomes Guimarães Portugal.

Capítulo VI. Gestão Financeira e Patrimonial. Artigo 18.º. Princípios de Gestão

! " # $%&' (") *+)( *+)* , " # - %. " / 012 $ )"* *+)( 012+"4 "# *+)( 012 5"5 " 6! ! " '.! " 7 . % "' *+)( $%, % " ## *++* -. - ! $ ." )+#.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS GOTE - SOCIEDADE DE MEDIAÇÃO DE SEGUROS, LDA

ORA newsletter. Resumo Fiscal/Legal Agosto de Contratos de Construção Enquadramento Contabilístico e Fiscal 2 Revisores e Auditores 7

LIVRO SNC CONTABILIDADE FINANCEIRA: SUA APLICAÇÃO

ANEXO AO BALANÇO E DR 2014

NCRF 22 Subsídios do Governo. Casos Práticos

(a) Propriedade detida por locatários que seja contabilizada como propriedade de investimento (ver NCRF 11 - Propriedades de Investimento);

Glossário sobre Planos e Fundos de Pensões

Relatório de Gestão 2. Balanço 5. Demonstração de Resultados por Naturezas 7. Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados 8

Contabilização e divulgação das despesas de I & D pelas empresas. Domingos Cravo Comissão Executiva da Comissão de Normalização Contabilística

NCRF 8 Activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas

Relatório de Gestão 2. Balanço 5. Demonstração de Resultados por Naturezas 7. Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados 8

Norma contabilística e de relato financeiro 9. e divulgações apropriadas a aplicar em relação a locações financeiras e operacionais.

CAPÍTULO II - A CONTABILIZAÇÃO DO IMPOSTO SOBRE OS LUCROS SITUAÇÃO INTERNACIONAL


ANEXOS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS GOTE - SOCIEDADE DE MEDIAÇÃO DE SEGUROS, LDA

ANEXO RELATIVO AO ANO DE 2014

CONTABILIDADE FINANCEIRA AVANÇADA

SIFIDE (SISTEMA DE INCENTIVOS FISCAIS EM INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO EMPRESARIAL)

NOTAS ANEXAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE REFERENCIAL CONTABILÍSTICO DE PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

Fundação Casa Museu Mario Botas

RELATÓRIO & CONTAS Liquidação

2.28. Benefícios dos Empregados

Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro NCRF

INTERPRETAÇÃO TÉCNICA Nº 4. DIREITOS DE EMISSÃO DE GASES COM EFEITO DE ESTUFA - Contabilização das licenças de emissão

Anexo ao balanço e à Demonstração de Resultados

ADAPTAÇÃO DAS REGRAS DO IRC ÀS NIC

newsletter Nº 78 JULHO / 2013

NCRF 19 Contratos de construção

NCRF 1 Estrutura e conteúdo das demonstrações financeiras

NCRF 3 Adopção pela primeira vez das normas contabilísticas e de relato financeiro (NCRF)

CÓDIGOS TRIBUTÁRIOS EDIÇÃO DE BOLSO

1. Activos Fixos Intangíveis (IAS 38) 2. Propriedades de Investimento (IAS 40)

DIRECTRIZ CONTABILÍSTICA N.º 17 CONTRATOS DE FUTUROS

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DEFIR ANGOLA

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 1 ESTRUTURA E CONTEÚDO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

newsletter Nº 85 FEVEREIRO / 2014

SPMS, E.P.E. Índice. 1. Enquadramento Orçamento de Exploração Orçamento de Tesouraria Orçamento de Investimentos...

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO: NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA NO SECTOR NÃO LUCRATIVO

- Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 1 AUMENTOS DE CAPITAL. Por incorporação de Reservas. Por entrada de Dinheiro

II Congresso de Direito Fiscal

(c) Activos biológicos relacionados com a actividade agrícola e produto agrícola na altura da colheita (ver a NCRF 17 - Agricultura).

Regulamento Financeiro do Partido Social Democrata (Aprovado na Comissão Política Nacional de )

ORA newsletter. Resumo Fiscal/Legal Junho de IVA Alteração das Taxas Reduzida, Intermédia e Normal 2 Revisores e Auditores 5

I B 1:) CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS. Introdução

Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa Ano Lectivo 2013/2014 1º Semestre. 28 de NOVEMBRO de 2013 Duração da prova: 60 minutos

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 10 CUSTOS DE EMPRÉSTIMOS OBTIDOS

Fundo de Investimento Imobiliário Fechado Beirafundo

Portaria n.º 106/2011, de 14 de Março


CNC CNC COMISSÃO DE NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA CONTABILIZAÇÃO DOS EFEITOS DA INTRODUÇÃO DO EURO DIRECTRIZ CONTABILÍSTICA Nº21 1. INTRODUÇÃO DO EURO

newsletter Nº 84 JANEIRO / 2014

Contabilidade Financeira II 2008/2009

C N INTERPRETAÇÃO TÉCNICA Nº 2. Assunto: RESERVA FISCAL PARA INVESTIMENTO Cumprimento das obrigações contabilísticas I. QUESTÃO

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO: SISTEMA DE NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA (SNC) 5ª Edição

Regime Jurídico dos Certificados de Aforro

CFEI. Crédito Fiscal Extraordinário ao Investimento

ANEXO AO BALANÇO E DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS. Exercício 2010

Aequivalência patrimonial é um método

Secção II 1* Fundos e sociedades de investimento imobiliário para arrendamento habitacional

CADERNO DE EXERCÍCIOS

Associação Boa Hora, IPSS NIPC: Contas 2014

CONTABILIDADE. Docente: José Eduardo Gonçalves. Elementos Patrimoniais

Legislação MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 13 INTERESSES EM EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS E INVESTIMENTOS EM ASSOCIADAS

COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO BES/GES

Transcrição:

newsletter Nº 82 NOVEMBRO / 2013

Assuntos em Destaque Resumo Fiscal/Legal Outubro de 2013 2 Contabilização dos Subsídios do Governo e Divulgação de Apoios do Governo 3 Revisores e Auditores 7 LEGISLAÇÃO FISCAL/LEGAL Ministério das Finanças - Decreto-Lei n.º 133/2013, de 3 de Outubro - Aprova o novo regime jurídico do sector público empresarial (SPE), estabelecendo os princípios e regras aplicáveis ao SPE, incluindo as bases gerais do estatuto das empresas públicas. Assim, com vista a promover a melhoria do desempenho da actividade pública empresarial, o decreto-lei contém: i) os princípios e regras aplicáveis à constituição, organização e governo das empresas públicas; ii) os princípios e regras aplicáveis ao exercício dos poderes inerentes à titularidade de participações sociais ou a quaisquer participações em organizações que integrem o sector público empresarial ou que a ele estejam submetidas nos termos da lei; iii) os princípios e regras aplicáveis à monitorização e ao controlo a que estão submetidas as empresas públicas. Ministério da Justiça - Decreto-Lei n.º 134/2013, de 4 de Outubro - Estabelece um procedimento extraordinário de realização do estágio e do exame para o acesso à actividade de administrador judicial. Presidência do Conselho de Ministros - Resolução do Conselho de Ministros n.º 62/2013, de 10 de Outubro - Permite a emissão de novos valores escriturais nominativos, designados por Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM), os quais têm como objectivo promover a poupança de médio prazo dos cidadãos e dinamizar o acesso dos particulares a instrumentos de dívida pública com taxa fixa garantida. Presidência do Conselho de Ministros - Decreto-Lei n.º 140/2013, de 18 de Outubro - Cria a Agência para o Desenvolvimento e Coesão, I.P., e extingue o Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional, I.P., o Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu, I.P., e a estrutura de missão Observatório do QREN. Ministério das Finanças - Decreto-Lei n.º 151-A/2013, de 31 de Outubro - Aprova um regime excepcional de regularização de dívidas de natureza fiscal, bem como de dívidas à segurança social, cujo prazo legal de cobrança tenha terminado até 31 de Agosto de 2013. 2/7

CONTABILIZAÇÃO DOS SUBSÍDIOS DO GOVERNO E DIVULGAÇÃO DE APOIOS DO GOVERNO (PARTE I) Enquadramento A Contabilização dos subsídios do Governo e Divulgação de Apoios do Governo é tratada pela Norma de Contabilidade e Relato Financeiro 22 que define quais os procedimentos que uma entidade deve seguir na contabilização e divulgação de subsídios e apoios do Governo. A NCRF 22 tem por base a IAS 20 Contabilização dos Subsídios do Governo e Divulgação de Apoios do Governo, de Abril de 1983 (reformatada em 1994), do IASC, adoptada pelo texto original do Regulamento (CE) n.º 1126/2008 da Comissão, de 3 de Novembro. Segundo a norma, os subsídios (mesmo os não monetários valorizados ao justo valor) só devem ser reconhecidos se existir segurança de que: i) a entidade cumprirá as condições a eles associados; e ii) os subsídios serão efectivamente recebidos. Principais Conceitos Os subsídios são apoios do Governo na forma de transferência de recursos para uma entidade, em troca do cumprimento passado ou futuro de certas condições relacionadas com as suas actividades operacionais. Tipos de subsídios i) Subsídios relacionados com activos ou ao investimento Activos fixos tangíveis depreciáveis e com intangíveis com vida útil definida (amortizáveis); Activos fixos tangíveis não depreciáveis e intangíveis com vida útil indefinida (ex: goodwill). De acordo com a norma ( 4) a atribuição deste tipo de subsídios pelo Governo, tem subjacente uma condição primordial que é a entidade a que eles se propõe deve comprar, construir ou por qualquer forma adquirir activos a longo prazo. Estes subsídios podem designar-se de subsídios ao investimento na medida em que estão associados à concretização de investimentos na empresa, tais como a aquisição de determinados bens/equipamentos. 3/7

ii) Subsídios relacionados com rendimentos ou à exploração Os subsídios relacionados com rendimentos são subsídios que não têm relação com activos. Normalmente são reconhecidos como subsídios à exploração, tendo em conta que visam compensar gastos já incorridos ou a incorrer na exploração (por exemplo subsídios para a criação e manutenção de postos de trabalho). iii) Outros subsídios Os outros subsídios são todos aqueles que não se destinam ao investimento ou à exploração. Contabilização dos subsídios: reconhecimento inicial / imputação a rendimentos i) Relacionados com activos fixos tangíveis e intangíveis Subsídios não reembolsáveis são inicialmente registados no capital próprio, na conta 593 Subsídios, por contrapartida da conta 278 Outros Devedores e Credores. Posteriormente a contabilização irá depender do tipo de activo que está associado: Activos tangíveis depreciáveis e activos intangíveis com vida útil definida (amortizáveis) a imputação a resultados é feita numa base sistemática na conta 7883 Imputação de Subsídios para investimentos, por contrapartida da conta de capital próprio à medida que forem contabilizadas as depreciações/amortizações do investimento a que respeitem, durante os períodos necessários para o balanceamento com os gastos correspondentes. Activos fixos tangíveis não depreciáveis e intangíveis com vida útil indefinida Deverá manter-se no capital próprio, excepto se a respectiva quantia for necessária para compensar qualquer perda por imparidade. Deve apresentar-se em separado na demonstração dos fluxos de caixa. Subsídios reembolsáveis - Os subsídios reembolsáveis, designados normalmente por empréstimos, devem ser registados no passivo na conta 258 Outros Financiadores, sendo que, se por qualquer motivo passarem a ser considerados não reembolsáveis, os mesmos deverão ser tratados como subsídios não reembolsáveis. 4/7

ii) Relacionados com rendimentos A contabilização deste tipo de subsídios deverá ter em conta o seguinte: Se os gastos já tiverem sido realizados ou não existem gastos futuros O subsídio deverá ser contabilizado em resultados do período, na conta 75 Subsídios à exploração ; Se os gastos já tiverem sido parcialmente realizados A parte relacionada com os gastos já incorridos deverá ser registada em resultados do período, na conta 75 Subsídios à exploração, sendo que a parte dos gastos que ainda não tiver sido efectuada deverá ser reflectida em rendimentos diferidos; Se os gastos ainda não tiverem sido realizados O montante deverá ser registado na conta 281 - Rendimentos diferidos, sendo depois transferido para a conta de resultados 75 Subsídios à exploração, à medida da sua realização. iii) Subsídios não monetários De acordo com a NCRF 22, um subsídio do Governo pode tomar a forma de transferência de um activo não monetário (terrenos ou outros recursos), para uso da entidade. Efectivamente, se o Governo atribui o subsídio mediante a transferência de um activo, significa que o valor do subsídio será exactamente igual ao valor do activo, o qual deve ser mensurado pelo justo valor (embora não ocorra a transferência de meios líquidos). Caso este não possa ser determinado com fiabilidade, tanto o activo como o subsídio devem registar-se por uma quantia nominal. Reembolso de subsídios do governo Para o caso de uma entidade ser obrigada a restituir, no todo ou em parte, um subsídio não reembolsável anteriormente recebido, pelo não cumprimento das obrigações préestabelecidas, deve registar o reembolso por contrapartida de um débito na(s) conta(s): 593 Subsídios - até ao montante que ainda não foi imputado a resultados, ou seja, até esgotar o seu saldo, no caso de se tratar de subsídios relacionados com activos. 282 - Rendimentos a reconhecer - se os subsídios forem relacionados com rendimentos. 296 - Provisões - contratos onerosos - se em período anterior concluiu que as condições impostas não seriam cumpridas e o reembolso era provável. 5/7

Enquadramento fiscal dos subsídios O tratamento fiscal dos subsídios encontra-se essencialmente prescrito nos artigos do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (CIRC), designadamente: i) Art. 18.º - Periodização do lucro tributável; ii) Art. 20.º - Rendimentos; e iii) Art. 22.º - Subsídios relacionados com activos não correntes. Relativamente aos subsídios à exploração, as regras fiscais são idênticas às contabilísticas, na medida em que os subsídios à exploração são tributados no(s) período(s) em que são reconhecidos em rendimentos (alínea j), do n.º 1 do Art. 20.º), respeitando a periodização económica (Art. 18.º). Os subsídios destinados ao investimento são reconhecidos inicialmente nos Capitais Próprios, no entanto, esta variação positiva nos capitais próprios não é fiscalmente relevante no reconhecimento inicial do subsídio, sendo-o apenas posteriormente: Os relativos a investimentos depreciáveis/amortizáveis vão sendo tributados na mesma proporção da depreciação ou amortização calculada sobre o custo de aquisição ou de produção, sem prejuízo do disposto no n.º 2 do Art. 22.º (relativo às quotas mínimas de depreciação ou amortização). Os relativos a investimentos não depreciáveis/amortizáveis, são tributados durante o período em que o activo for inalienável, ou quando não aplicável, durante um período de 10 anos, em partes iguais. Como estes subsídios são directamente reconhecidos nos capitais próprios, e regra geral aí se mantêm, em cada um dos períodos contabilísticos subsequentes (em que fiscalmente o subsídio é tributado) a entidade deve efectuar um acréscimo ao Quadro 07 da Modelo 22 passando assim a constar da matéria colectável. Bibliografia: - Paula Bárbara Norma Contabilística e de Relato Financeiro n.º 22 Contabilização e divulgação dos subsídios do Governo Código do Imposto sobre o Rendimentos das Pessoas Colectivas (CIRC) Formação da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas sobre Auditoria a Subsídios e sua Contabilização (Julho de 2013) 6/7

REVISORES E AUDITORES Realiza-se no próximo dia 21 de Novembro, a XX Conferência Anual do Instituto Português de Auditoria Interna (IPAI) subordinada ao tema Auditoria Tendências Futuras. Pelo seu interesse e natureza transversal, evidenciamos alguns dos temas que serão tratados na conferência: Cooperação entre a Auditoria Externa e Interna na Europa e em Portugal A Auditoria nos novos Códigos de Governo das Sociedades Ética e Responsabilidade Social como factor de competitividade no Mercado Global Procedimentos Analíticos de Auditoria -Tendências Futuras O papel de data analytics na transformação da Auditoria Interna Metodologias Futuras de Auditoria In/Outsourcing Governo Societário e Controlo de Riscos Auditoria Interna Desenvolvimentos Futuros A inscrição na conferência terá que ser concretizada, para os interessados, até ao próximo 10 de Novembro. Mais informações em http://www.ipai.pt/noticias/detalhes.php?id=342 Nota: Esta publicação da ORA é genérica e o objectivo é meramente informativo. Não tem a intenção de substituir a necessidade de consulta dos diplomas mencionados ou o recurso a opinião profissional para os temas tratados em função dos casos concretos de cada entidade. 7/7