Aprendizagem comparticipada no MEM Sérgio Niza ISPA 22/5/2010
«Poderíamos dizer que nos desenvolvemos através dos outros [ ]. O indivíduo desenvolve-se como tal por meio do que produz para os outros. É este o processo da formação do indivíduo. [ ] Ao apropriar-se dos recursos da cultura através da participação na acção e na interacção social, o indivíduo transforma esses recursos e ao mesmo tempo é transformado por eles.» Vygotski (1981)
O que caracteriza a teoria sociocultural (pós-vygotski)) na educação Robbie Case in Olson,, D.R., Torrance,, N. (coord( coord.)(2000). Educação e desenvolvimento.. São Paulo: Armed. 1. A mente humana é vista como distinta das mentes de todas as outras espécies na sua capacidade para o desenvolvimento da linguagem, das ferramentas intelectuais e materiais e de um sistema de educação. 2. O conhecimento é visto como a criação de um grupo social, na medida em que este se compromete na sua interacção e praxis quotidiana, adaptando-se e transformando ao mesmo tempo os ambientes em que se envolve.
3. A aprendizagem é vista como um processo de ser iniciado na vida de um grupo, de modo que o indivíduo duo pode assumir um papel na praxis quotidiana desse grupo. 4. O desenvolvimento é visto como envolvendo a emergência e o treino de capacidades que tornam possível esta espécie de iniciação. 5. A inteligência,, tal como o conhecimento, é vista como estando distribuída da por todo o grupo e intimamente ligada às s ferramentas, aos artefactos e aos sistemas simbólicos que o grupo desenvolve.
6. A motivação primária ria para o desenvolvimento e para a aprendizagem é vista como sendo uma identificação: isto é,, a tendência natural dos jovens para se verem a si mesmos como semelhantes aos mais velhos, e a esperarem com prazer pelo dia em que assumirão os papéis dos mais velhos. 7. A educação é vista como o processo pelo qual uma comunidade cuida dos seus jovens e os conduz de um papel periférico rico para um papel central nas suas práticas quotidianas. 8. A forma ideal da educação é vista como a de uma iniciação à praxis social autêntica.
Formação dialógica Uma educação derivada da teoria sociocultural [ ][ ] propõe uma conceptualização dialógica da aprendizagem-ensino ensino de onde decorre que o conhecimento é co-constru construído conjuntamente pelo professor e pelos alunos enquanto realizam actividades conjuntas, que se negoceiam em vez de ser impostas. Segundo esta concepção, o principal objectivo da educação é melhorar a compreensão de todos os intervenientes através s da apropriação e do aproveitamento dos recursos da cultura como instrumentos para participar em pesquisas/indagações que têm uma importância ao mesmo tempo individual e social, e que têm repercussões na acção muito para além m das aulas. Engeström (1991b)
Gordon Wells (1990). Dialogic Inquiry
Os artefactos materiais e simbólicos estão incrustados na prática: são mediadores funcionais Os instrumentos são intermediários rios (mediadores) na actividade e, em consequência, não sós conectam o ser humano com o mundo dos objectos, mas também m com as outras pessoas. É devido a isto que a actividade do ser humano assimila as experiências da humanidade. Tal significa que os processos mentais do ser humano [ ][ ] adquirem uma estrutura necessariamente vinculada com os meios e os métodos m social e historicamente formados, que lhe são transmitidos através s de outros, no decorrer do processo de trabalho colaborativo e pela interacção social [ ][ ] Por outras palavras, os processos psicológicos superiores exclusivos do ser humano sós se podem adquirir através s da interacção com os outros, isto é,, por meio de processos interpsicológicos que sós mais tarde começarão a ser realizados com autonomia pelos indivíduos. duos. Leontiev (1981)
Comunicação - Aprendizagem «É no interior da interacção, em complexos processos de negociação de sentidos, e de reajustamentos de intersubjectividades, [inter]mediados pela linguagem, na tentativa de compreensão do ponto de vista do outro e da satisfação da finalidade da comunicação que se produz a aprendizagem.» «A A linguagem constitui, assim, no acto interlocutório, rio, não sós o meio,, como também m o objecto da própria pria negociação e construção. ão.» David Olson (1994). The world on paper
Produção - Comunicação Lemke (1990) diz-nos que se queremos que os alunos aprendam os tipos de textos que empregam os cientistas para falar e escrever sobre os fenómenos do seu interesse, é necessário oferecer-lhes oportunidades para fazerem algo mais do que escutar as exposições do professor ou ler os textos dos manuais: devem ter eles próprios prios a oportunidade de falar e de escrever sobre ciência e de dirigir-se a outros que estejam interessados nas suas comunicações e que reajam a elas.
O Modelo da Escola Moderna Aprende-se participando numa actividade cultural conjunta 1. O conhecimento e a cognição distribuídos (1) 1. 2. Uma actividade social e cultural relevante 3. A comunicação dialógica 4. A produção de artefactos culturais para os outros 5. Numa comunidade de práticas sociais e culturais autênticas (não escolarizadas) Suportada por estruturas de cooperação sujeitas à regra social da cooperação fixada por Kurt Lewin (1) Distribuem-se se em qualquer actividade entre os participantes, os artefactos mediadores, o discurso e a situação.