UNIDADE 1 ANTIGUIDADE ORIENTAL

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Transcrição:

UNIDADE 1 ANTIGUIDADE ORIENTAL

Aproximadamente 4000 a.c. até 476 d.c. MARCOS HISTÓRICOS: invenção da escrita até a queda do Império Romano do Ocidente.

EGÍPCIOS MESOPOTÂMICOS PERSAS HEBREUS FENÍCIOS CHINESES ARIANOS NOKS

Economia: agricultura e pecuária. Política: estado teocrático. Poder concentrado nas mãos do faraó, visto como um deus. Religião: politeísta; crença na vida após a morte; deuses antropozoomórficos; as cidades adoravam seu próprio deus; grande número de sacerdotes e sacerdotisas; os sacerdotes eram encarregados de estudar o movimento dos astros. Cultura: escrita, arquitetura, medicina, matemática...

O NILO FOI USADO PELOS EGÍPCIOS PARA SERVIR AOS SEUS INTERESSES CALENDÁRIO DAS CHEIAS DO RIO.

Economia: agricultura, pecuária e comércio. Política: Sucessivas invasões que contribuíram para a ascensão e queda de diversos impérios. Estado teocrático. Poder concentrado nas mãos do rei ou imperador visto como representante da vontade dos deuses.

Religião: politeísta. Cultura: escrita, arquitetura, legislação, astronomia, matemática, etc. Organização social: pirâmide social dominada por rei, sacerdotes, nobreza, escribas (funcionários públicos), militares, comerciantes, artesãos, camponeses e escravos.

SUMÉRIOS ACÁDIOS AMORITAS ASSÍRIOS CALDEUS HITITAS E tantos outros

Trechos do Código de Hamurabi 196 Se alguém arranca o olho de um outro, seu olho deverá ser arrancado. 229 Se um arquiteto constrói uma casa para alguém e não o faz solidamente, e a casa que ele construiu cai e fere de morte o proprietário, esse arquiteto deverá ser morto. 230 Se fere de morte o filho do proprietário, deverá ser morto o filho do arquiteto.

ECONOMIA BASEADA NA AGRICULTURA E COM PRODUÇÃO DE EXCEDENTES; CONSTRUÇÃO DE GRANDES OBRAS DE ENGENHARIA, COMO TEMPLOS, CANAIS DE IRRIGAÇÃO E DIQUES; CRESCENTE DIVISÃO DO TRABALHO E INÍCIO DA EXPLORAÇÃO SOCIAL; SURGIMENTO DE UMA ELITE FORMADA POR LÍDERES MILITARES, SACERDOTES, MEMBROS DA REALEZA E NOBRES;

REGIME DE TRABALHO PREDOMINANTEMENTE COMPULSÓRIO, PRESTADO POR SERVOS E ESCRAVOS; CENTRALIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA, QUE CULMINOU COM A CONSTITUIÇÃO DE UM ESTADO; CARÁTER CRESCENTEMENTE TEOCRÁTICO DO PODER POLÍTICO; OS HEBREUS FORAM OS ÚNICOS NA ANTIGUIDADE ORIENTAL A PRATICAR O MONOTEÍSMO.

Todas as características da sociedade do Oriente Próximo direito, realeza, arte e ciência estavam geralmente combinadas com a religião e eram por ela dominadas. A religião era a fonte da vitalidade e criatividade das civilizações mesopotâmicas e egípcias. A arte do Oriente Próximo foi inspirada por ela; a literatura e a história tratavam dos costumes dos deuses; a ciência estava impregnada de religião.

E os reis-sacerdotes, ou reis-deuses, cujo poder era sancionado pelas forças divinas, proporcionavam a autoridade necessária à organização de grandes massas de pessoas em empreendimentos coorporativos (...) Muitos elementos da antiga civilização do Oriente Próximo foram transferidos ao Ocidente. O veículo de rodas, o arado e o alfabeto fonético todos importantes para o desenvolvimento da civilização vêem do Oriente Próximo. (PERRY, Marvin. Civilização Ocidental: Uma História Concisa. São Paulo: Martins Fontes, 1985. p. 25 e 27.)

O Egito e visitado anualmente por milhões de turistas de todos os quadrantes do planeta, desejosos de ver com os próprios olhos a grandiosidade do poder esculpida em pedra há milênios: as pirâmides de Gizé, as tumbas do Vale dos Reis e os numerosos templos construídos ao longo do Nilo. O que hoje se transformou em atração turística era, no passado, interpretado de forma muito diferente, pois: A - significava, entre outros aspectos, o poder que os faraós tinham para escravizar grandes contingentes populacionais que trabalhavam nesses monumentos.

B - representava para as populações do alto Egito a possibilidade de migrar para o sul e encontrar trabalho nos canteiros faraônicos. C - significava a solução para os problemas econômicos, uma vez que os faraós sacrificavam aos deuses suas riquezas, construindo templos. D - representava a possibilidade de o farãó ordenar a sociedade, obrigando os desocupados a trabalharem em obras públicas, que engrandeceram o próprio Egito. E - significava um peso para a população egípcia, que condenava o luxo faraônico e a religião baseada em crenças e superstições.