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O Reino de Gana A África pode ser dividida em duas grandes regiões: ao norte, onde se desenvolveu Cartago e as cidades Estados fenícias, conhecida como África setentrional ou África do norte; mais ao sul, conhecida por África subsaariana, por onde se estende o deserto do Saara e ao sul dele. Entre essas duas regiões, na região conhecida como Sahel, formaram se algumas sociedades que sobreviviam do comércio, atravessando o deserto para levar e trazer mercadorias.
Reinos africanos na Era Cristã
O Reino de Gana Geografia: Sahel; próximos ao rio Niger e Senegal; sem saída para o mar. Política Monarquia (gana=rei) O rei era o responsável pela produção de ouro Império Agrupamento de aldeias Relação de fidelidade entre aldeias e rei Casamento como aliança (rei+aldeias) Dominação por meio da conquista (guerra) Os habitantes pagavam impostos para a nobreza Economia Comércio na região do sahel Principais produtos: o sal, tecidos, cavalos, tâmaras, escravos e ouro. Através do comércio, Interligava norte e sul (VII) Crise Esgotamento das minas de ouro Expansão árabe
O Reino de Gana No reino havia duas capitais, uma delas era Koumbi Saleh, que segundo os arqueólogos era a mais rica cidade de mercadores muçulmanos e que chegou a ter mais de 20 mil habitantes. Ruínas de Koumbi Saleh, uma das capitais do reino de Gana, no sudoeste da atual Mauritânia.
O Reino do Mali Contexto Conquista do império de Gana Domínio da produção de ouro e rotas comerciais Geografia: Sahel; próximos ao rio Niger e Senegal; Política Monarquia Primeiro rei: Sundiata Keita Possuía poderes divinos Principal rei: Kankan Musa (viagem para a arábia) Religião Islamismo Império Agrupamento de aldeias, pequenos reinos e cidades estados Economia Comércio na região do sahel
O Reino do Mali Ao mansa era atribuído o poder de interferir i nas colheitas, no clima, na terra e na fertilidade das mulheres. O rei costumava receber seus súditos sentado em almofadas e sob um grande guarda sol, que simbolizava a soberania e o poder. Mansa Musa I, rei de Mali no século XIV, em representação do ilustrador inglês Angus McBride feita em guache sobre papel p no início do século XX. Mansa Musa, ou o Leão de Mali, é carregado com uma liteira por chefes subalternos e acompanhado pelo poeta da corte (homem no canto direito inferior usando uma cabeça de pássaro).
O Reino do Mali Mali conquistou todo o antigo Império de Gana, controlando assim as minas de ouro do antigo império instalado na região. Também estendeu seus domínios para leste, ao longo do rio Níger, e para oeste, até o oceano Atlântico. S A A R A Koumbi Saleh Tombuctu S A H E L Ilê
A África entre os Séculos XI e XV Mercado na praça diante da Grande Mesquita de Djenné, no Mali, 2006.
Os Iorubas Iorubas é a denominação utilizada para designar um conjunto de traços linguísticos e culturais de povos que desde o século I já se espalhavam pelo vale fértil do rio Níger, na área fértil de florestas do continente africano. Apesar da organização política independente (cidades-estados), os iorubas estavam ligados pela crença de que tinham a mesma origem ancestral. Segundo a tradição, a primeira cidade fundada teria sido Ilê Ifé, que veio a se tornar o centro espiritual dos iorubas. Mulher ioruba no Festival Anual de Oxum, a rainha dos rios, na cidade de Oshogbo, na Nigéria, 2006.
Os Iorubas Segundo as histórias orais, todos os iorubas descendiam de Oduduá, figura mítica que teria concluído a missão a ele dada por Oludumaré (o deus supremo) de criar o mundo. Os obás (chefes dos governos autônomos) eram considerados descendentes de Oduduá, sendo-lhes por isso atribuída uma origem divina. Seu governo era exercido com o auxílio de um conselho formado pelos chefes das principais famílias. Ibeji, divindades que na mitologia ioruba representam os opostos, a dualidade, a contradição.
Os Iorubas A religião desempenhava um papel importante entre os iorubas. Quando nascia, a criança ioruba era encaminhada a um babalorixá (sacerdote) para a determinação da divindade (orixá) que iria acompanhá la e orientá la por toda a vida, adquirindo então compromissos com seu orixá protetor, como sacrifícios e oferendas.
Os Iorubas e o Candomblé no Brasil Os iorubas estavam entre as muitas culturas africanas trazidas para o Brasil a partir do século XVI. Oi Osiorubas passaram a ser escravizados e levados para a América, incorporando muitos traços culturais e religiosos à cultura brasileira. Eles deixaram marcas em nossa língua, alimentação, festas e música, e se destacam por serem responsáveis pelo surgimento da religião do candomblé. Entre os africanos, o culto do candomblé diz respeito aos orixás, que são entidades divinas que apresentam reações humanas e representam forças naturais. No Brasil, a condenação da religião como culto escravo acabou levando à proibição, o que por sua vez fez com que os orixás passassem a ser associados a santos católicos. Representação de Oxóssi (2011), orixá da caça e da fartura, guache sobre papel de Teresa Berlinck.
Os Iorubas e o Candomblé no Brasil O candomblé é uma religião africana trazida para o Brasil no período em que os negros desembarcaram para serem escravos. Nesse período, a Igreja Católica proibia o ritual africano e ainda tinha o apoio do governo, que julgava o ato como criminoso, por isso os escravos cultuavam seus Orixás, Inquices e Vodus omitindo os em santos católicos. Os orixás, para o candomblé, são os deuses supremos. Possuem personalidade e habilidades distintas, bem como preferências ritualísticas.
Os Iorubas e o Candomblé no Brasil Os rituais do candomblé são realizados em templos chamados casas, roças ou terreiros que podem ser de linhagem matriarcal (quando somente as mulheres podem assumir a liderança), patriarcal (quando somente homens podem assumir a liderança) ou mista (quando homens e mulheres podem assumir a liderança do terreiro). A celebração do ritual é feita pelo pai de santo ou mãe de santo, que inicia o despacho do Exu. Em ritmo de dança, o tambor é tocado e os filhos de santo começam a invocar seus orixás para que os incorporem. O ritual tem no mínimo duas horas de duração. O candomblé não pode ser igualado à umbanda. No candomblé, não há incorporação de espíritos, já que os orixás que são incorporados são divindades da natureza; enquanto na umbanda, as incorporações são feitas através de espíritos encarnados ou desencarnados em médiuns de incorporação. Existem pessoas que praticam o candomblé e a umbanda, mas o fazem em dias, horários e locais diferentes.
Os Bantos A expressão banto se refere a diversos povos africanos que dividem o mesmotronco linguístico; Originalmente, os bantos viviam onde hoje se localizam l Nigéria e Camarões, porém se expandiram para outras regiões a partir do século I; Comercializavam ouro e marfim, dominavam a metalurgia e viviam de caça, coleta, pesca, pastoreio e agricultura; Seu constante deslocamento em busca de solo para a agricultura levou ao povoamento de extensas áreas. Organizaram se tanto como comunidades independentes, quanto como reinos caso do Grande Zimbábue (séc. XIV) e do Manicongo (sec. XV). CULTURA LÍNGUA RELIGIÃO TIPO FÍSICO
Os Bantos em Terras Brasileiras Assim como os iorubas, os bantos contribuíram muito para a formação da cultura brasileira. Suas maiores contribuições se referem às ricas festividades brasileiras, como por exemplo a congada, na qual é encenada a coroação dos reis do Congo, num folguedo que mistura danças africanas com aspectos do catolicismo, como as procissões em homenagem a santos. A influência banta também aparece em manifestações como o bumba meu boi e o samba, além de ritmos musicais, como o partido-alto, o coco, o lundu, o jongo, o calango, etc., sem falar nos instrumentos musicais, como o reco-reco, a cuíca e o ganzá. Na Bahia, o samba de roda ocorre em diversos lugares, e uma das mais conhecidas apresentações é a que acontece em Cachoeira durante a Festa de Nossa Senhora da Boa Morte.
Os TIPOS Iorubas FÍSICOS - NARIZ
Os TIPOS Iorubas FÍSICOS - CABELO
Os Bantos A expressão banto se refere a diversos povos africanos que dividem o mesmo tronco linguístico; Originalmente, os bantos viviam onde hoje se localizamnigéria e Camarões, porém se expandiram para outras regiões a partir do século I; Comercializavam ouro e marfim, dominavam a metalurgia e viviam de caça, coleta, pesca, pastoreio e agricultura; Seu constante deslocamento em busca de solo para a agricultura levou ao povoamento de extensas áreas. Organizaram se tanto como comunidades independentes, quanto como reinos caso do Grande Zimbábue (séc. XIV) e do Manicongo (sec. XV).