Navios Graneleiros. Navios Graneleiros



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Navios Graneleiros Manuel Ventura Mestrado em Engenharia e Arquitectura Naval Navios Graneleiros Definição Navios destinados ao transporte de carga homogénea, a granel (não unitizada), com carga/descarga vertical através de escotilhas de grandes dimensões. Os graneleiros têm a sua origem remota nos navios de carga a granel que surgiram nos Grandes Lagos dos EUA para o transporte de minério de ferro. Já em 1900 estes navios atingiam comprimentos da ordem dos 150 m. A configuração actual teve início nos anos 60. M.Ventura Navios Graneleiros 2 1

Tipos de Navios Graneleiros Graneleiro (bulk carrier) - com ou sem meios de carga/descarga próprios Mineraleiro (ore carrier) - com factores de estiva aprox. 0.34 0.51 m3/t Cimenteiro (cement carrier) - com factores de estiva aprox. 0.79 0.83 m3/t Grandes Lagos navios para operar na zona dos Grandes Lagos, entre os EUA e o Canadá, e que estão sujeitos à boca máxima do canal de S. Lourenço (22.80 m); caracterizados por serem auto-descarregadores (baldes/cintas), terem elevado número de porões e escotilhas e com porte variando entre aprox. 26,000 38,000 t M.Ventura Navios Graneleiros 3 Navios Combinados Navios OBO (ore/bulk/oil), para transporte de granéis sólidos e líquidos ConBulkers (container/bulk), para transporte de contentores e granéis, geralmente providos de escotilhas largas e meios de elevação M.Ventura Navios Graneleiros 4 2

Distribuição dos Tipos de Carga a Granel M.Ventura Navios Graneleiros 5 Dimensões Típicas Handysize porte aprox. 26,000 28,000 t Handymax porte inferior a 50,000 t Supramax navios com 50,000 t porte < 60,000 t Panamax navios com boca inferior a 32.24 m, porte aprox. 60,000 75,000 t Capesize navios com dimensões superiores a Panamax e que praticam a rota do Cabo da Boa Esperança, com porte aproximado de 170,000 t M.Ventura Navios Graneleiros 6 3

Perfil da Frota M.Ventura Navios Graneleiros 7 Custo Típicos dos Navios Novos Handysize Custo [Milhões US$] Handymax 18.5 (*) Supramax Panamax Capesize 21.0 (*) 35.0 (*) Fontes: (*) Fearnleys Nov. 2002 M.Ventura Navios Graneleiros 8 4

Tipos de Grão Cereais Peso Espec. [t/m 3 ] Ângulo de Repouso [graus] Cevada (barley) Milho (corn) Linhaça (linseed) Aveia (oats) Arroz (rice) Centeio (rye) Sem. de Açafrão (safflower seed) Sorgo (sorghum) Soja (soybeams) Trigo (wheat) 0.645 0.710 0.645 0.516 0.773 0.750 0.530 0.735 0.722 0.800 46 21 21 21 20 32 28 31 22 23 M.Ventura Navios Graneleiros 9 Tipos de Minério Minério de ferro (iron ore) Grenalha de ferro Carvão (coal) Carvão mineral (anthracite) Fosfatos (phosphates) Bauxite (bauxite) Peso Espec. [t/m 3 ] 2.392-2.990 0.598-2.392 0.747-0.854 1.554 1.055-1.121 1.025-1.281 Factor de Estiva [ft 3 /LT] 12-15 15-60 42-48 32-34 28-35 Notas: 1 LT (long ton) = 2240 lb = 1.016 t 1 T (short ton) = 2000 lb = 0.907 t 1 lb (pound) = 0.454 kg M.Ventura Navios Graneleiros 10 5

Estruturas - Classificação de Graneleiros Notação Harmonizada da IACS (Janeiro 2002) Reconhece três categorias de graneleiros: BC-I: bulk carriers designed to carry dry bulk cargoes with a density of less than 1.0 tonnes/m3. BC-II: BC-I, plus carriage of cargoes with a density of 1.0 tonnes/m3 and above (with all cargo holds loaded). BC-III: BC-II, plus carriage of cargoes with a density of 1.0 tonnes/m3 and above (with specified holds empty at full draught). M.Ventura Navios Graneleiros 11 IACS Joint Bulker Project (JBP) BV, CCS, GL, KR, NK, RINA, RS Conjuntocompletode regrassobre estruturas de graneleiros para SSS (Short Sea Shipping) e DSS (Deep Sea Shipping) Aplica-se a navios com: Comprimento 90 m Casco simples e duplo Entrada em vigor a 1 de Janeiro de 2006 Ver Anexo A M.Ventura Navios Graneleiros 12 6

Arranjo Geral Típico M.Ventura Navios Graneleiros 13 Zona de Carga - Secções Típicas M.Ventura Navios Graneleiros 14 7

Graneleiros Navio sem Meios de Carga (gear less) Navios com Meios de Carga (geared) M.Ventura Navios Graneleiros 15 Cimenteiros (1) Os navios cimenteiros modernos são navios especializados que transportam apenas este tipo de carga Embora ainda classificados como graneleiros, na sua configuração actual são navios totalmentefechados, mais parecidos com navios tanques M.Ventura Navios Graneleiros 16 8

Cimenteiros (2) Têm sistemas de manuseamento da carga complexos compostos por: um sistema pneumático, um sistema de tapetes rolantes e muitas vezes, uma torre no convés principal AV M.Ventura Navios Graneleiros 17 Cimenteiros (3) Podem ser classificados em deep sea e short sea (3000 5000 tdw) Os navios oceânicos têm porte aprox. de 20,000 t, uma dimensão imposta pelos portos de carga pelas instalações de armazenamento nos terminais de descarga M.Ventura Navios Graneleiros 18 9

Cimenteiros (4) A carga, embora razoavelmente inerte, é muito exigente e requer condições de secura absoluta nos porões, que são totalmente fechados Há que ter cuidado com a estabilidade, já que a carga se comporta quase como um líquido, escorregando a um bordo com o adornamento do navio. O pó de cimento pode ser um problema sério, o que origina um manuseamento cauteloso para evitar a passagem do cimento no ar. O ar que sai dos porões durante a carga é filtrado e recirculado M.Ventura Navios Graneleiros 19 Cimenteiros (5) São usados sistemas mecânicos para distribuir a carga dentro dos porões para garantir que ficam cheios Tapetes mecânicos são alternativa aos sopradores pneumáticos. Algunssistemastem capacidade de carregar um navio a 1,500 t/h e de descarregar com um caudal ligeiramente inferior. Os navios são totalmente fechados e capazes de proceder a carga/descarga em quaisquer condições climatéricas M.Ventura Navios Graneleiros 20 10

Navios dos Grandes Lagos (1) Características típicas: Frequentemente equipados com sistema de descarga próprio (Self-Unloader) Elevado número de porões B < 22.80 m (Canal S. Lourenço) M.Ventura Navios Graneleiros 21 Navios dos Grandes Lagos (2) Características Típicas: Segunda superstrutura a vante Formas do casco muito simples M.Ventura Navios Graneleiros 22 11

Geometria da Secção Mestra Notas: Boca das escotilhas 50% - 70% da boca do navio Ângulo do wing-tank com a horizontal 30 > ângulo de repouso da carga Túnel central ou assimétrico, para passagem de encanamentos Quando a sobre-quilha for substituída por duas longarinas para formar um túnel, estas não devem estar separadas mais do que 3 metros (IACS) M.Ventura Navios Graneleiros 23 Secções Típicas de Mineraleiros Notar: Altura do duplo-fundo mais levada em relação aos graneleiros Secção do porão Objectivo: Elevar a posição do Centro de Gravidade da carga M.Ventura Navios Graneleiros 24 12

Porão/Tanque de Lastro de Emergência Em navios graneleiros, o porão central pode também ser usado para levar lastro adicional, em condições de mau tempo Esta dupla funcionalidade tem implicações a nível do dimensionamento estrutural de: Duplo-fundo Anteparas (AR e AV) Tampa da escotilha M.Ventura Navios Graneleiros 25 Tampas de Escotilha Tipo Side-Rolling Navios graneleiros e combinados Abertura da escotilha totalmente acessível Pequeno intervalo entre escotilhas Accionamento hidráulico M.Ventura Navios Graneleiros 26 13

Equipamento de Carga/Descarga M.Ventura Navios Graneleiros 27 Acidentes com Graneleiros A questão da segurança de navios graneleiros foi levantada a partir do reconhecimento de um número inaceitável de perdas de vidas, navios e cargas que atingiu um pico nos anos 1990/91: em 1990 perderam-se 20 navios e 94 vidas em 1991 perderam-se 24 navios e 154 vidas. A base de dados de acidentes da IACS (International Association of Classification Societies) mostra que: de 1983 até Junho de 1997 inclusive, se perderam 73 graneleiros devido a falha estrutural conhecida ou provável. Pelo menos mais 40 navios sofreram avarias graves. M.Ventura Navios Graneleiros 28 14

Acidentes com Graneleiros A investigação levada a cabo pela IACS mostra que 70% das perdas totais tiveram 3 factores em comum: Navio com idade superior a 18 anos Transportavam minério pesado Sofreram embarque de água nos porões durante situações de mau tempo. M.Ventura Navios Graneleiros 29 Acidentes com Graneleiros Os factores principais que contribuíram para o acidente foram: Corrosão Existência de fendas na estrutura dos espaços de carga Outros factores que podem ter concorrido para a falha estrutural: Ocorrência de tensões acima do valor admissível devido a carregamento incorrecto Danos físicos nas estruturas do costado devido a operações de descarga M.Ventura Navios Graneleiros 30 15

Acidente do MV Derbyshire The MV DERBYSHIRE, British flagged, owned and crewed, disappeared virtually without trace when the vessel was in the Typhoon Orchid, south of Japan, or about 9 September 1980. All on board 42 crew members and two wives were lost. The DERBYSHIRE was a modern (built 1976), fully equipped and well managed ore-bulk-oil (OBO) combination carrier. At over 90,000 gross tons she was, and remains, the largest UK ship ever to have been lost at sea. http://www.mv-derbyshire.org.uk/press.htm M.Ventura Navios Graneleiros 31 Anexo A. IACS Common Structural Rules for Bulk Carriers 16

Secção Mestra Típica Notas: Sobre-espessura nas chapas do duplo-fundo para cargas movimentadas com colheres Estrutura do duplo fundo com vão de baliza reforçado (S) S < 3.5 m ou S < 4s Classificação HC (heavy cargo) para carga mais densa em porões alternados M.Ventura Navios Graneleiros 33 Antepara Corrugada Típica M.Ventura Navios Graneleiros 34 17

Dimensionamento de Corrugado (1) A chapa de uma antepara corrugada é calculada como um painel reforçado em que o espaçamento entre reforços, s, é determinado a partir da geometria do corrugado, pela expressão: s = MAX(a,c) M.Ventura Navios Graneleiros 35 Dimensionamento de Corrugado (2) A inércia de um corrugado, em [cm3], é calculada pela expressão: M.Ventura Navios Graneleiros 36 18

Dimensionamento de Corrugado (3) A inércia dos corrugados, em [cm3], considerados como reforços não deve ser inferior ao obtido pela expressão: Os valores do vão (l) para cálculo do corrugado são os representados na figura M.Ventura Navios Graneleiros 37 Número de Anteparas Estanques Todos os navios devem ter pelo menos as anteparas transversais seguintes: Antepara de colisão Antepara do pique de ré Duas anteparas definindo os limites da casa das máquinas, em navios com casa das máquinas a meio-navio Uma antepara a vante da casa da máquina quando esta for a ré Em navios com sistema de propulsão eléctrica, quer a casa dos geradores quer a casa das máquinas devem ser limitadas por anteparas transversais estanques M.Ventura Navios Graneleiros 38 19

Anteparas Adicionais Em navios que não tenham que satisfazer regras de compartimentação, devem existir anteparas estanques igualmente espaçadas em número não inferior ao indicado na tabela seguinte: M.Ventura Navios Graneleiros 39 Protecção da Estrutura nos Espaços de Carga Devem ser protegidas por um esquema de pintura apropriado, com epoxy ou equivalente, e que tenha em conta o tipo de carga Todas as superfícies externas e internas das braçolas e tampas de escotilha Todas as superfícies internas do costado e Todas as superfícies internas das anteparas transversais acima do nível horizontal 300 mm abaixo do esquadro inferior da baliza (navios de casco simples) ou abaixo da extremidade superior do hopper tank (navios de casco duplo) Exclusões: Superfície interior do duplo-fundo Superfície dos hopper-tanks Superfícies interiores dos stool tanks M.Ventura Navios Graneleiros 40 20

IACS Unified Requirements A definição de navios graneleiros com duplo-casco com respeito à aplicação das Unified Requirements S17, S18 e S20 têm sido discutidas na IACS, tendo sido decidido o seguinte: Largura mínima da estrutura do duplo-costado: não deve ser inferior a 760 mm, para que o navio possa ser considerado como duplo-casco. A largura deverá ainda ser suficiente para permitir acesso e inspecção. Graneleiro híbridos, ou seja, com alguns porões de costado simples e outros com duplo-costado, serão considerados como navios de costado simples. M.Ventura Navios Graneleiros 41 Estrutura de Duplo Casco (proposta) M.Ventura Navios Graneleiros 42 21

Novos Navios com Duplo-Casco Comprimento, fora a fora [m] Comprimento, entre PP. [m] Boca, na ossada [m] Pontal [m] Imersão, de projecto [m] Imersão, máx. [m] Porte, à imersão de projecto [t] Porte, à imersão máx. [t] Capacidade de carga (grão) [m3] No. de porões Velocidade, de serviço [nós] Potência propulsora (MCR) [BHP] BCT70 (bulk) 228.60 224.60 32.24 19.00 12.50 14.10 63,000 74,000 85,000 9 13.8 10,900 BCT85 (OBO) 246.00 240.00 32.24 19.00 12.50 14.10 66,000 77,500 89,800 9 13.6 10,900 M.Ventura Navios Graneleiros 43 Arranjo Geral de Navio com Duplo-Casco com 18.500 tdw M.Ventura Navios Graneleiros 44 22

Anexo B. Medidas de Segurança Adicionais para Graneleiros SOLAS Cap. XII Momento Inclinante devido ao Escorregamento do Grão Deve ser verificada a estabilidade tendo em conta os efeitos do momento inclinante devido ao escorregamento do grão de acordo com a IMO (SOLAS Cap. XII) M.Ventura Navios Graneleiros 46 23

Esgoto de Compartimentos A SOLAS Cap.XII exige para navios graneleiros: Instalação de indicadores do nível da água em porões, tanques de lastro e espaços vazios, equipados com alarmes para os níveis máximos (Regra 12) Os meios para drenar e bombear água de esgoto de espaços vazios e de tanques lastro que tenham uma parte para vante da antepara de colisão, deverão poder ser accionados a partir de um espaço fechado e sempre acessível (Regra 13) M.Ventura Navios Graneleiros 47 Novos Graneleiros Bow height & Reserve buoyancy Fore castle Free-fall Lifeboat Immersion suits Fore Deck Fitting Hatch cover & its Securing mechanism Means of access Water level detectors Double Side Skin & Structural requirements in flooding condition Harmonised notation & Design loading condition Water level detectors Pumping arrangement In red: for New Bulk Carriers only In black: for New & Existing Bulk Carriers M.Ventura Navios Graneleiros 48 24

Bibliografia IACS (2006), Common Structural Rules for Bulk Carriers M.Ventura Navios Graneleiros 49 Links http://www.jbprules.com http://www.intercargo.org http://www.shipstructure.org/derby.shtml M.Ventura Navios Graneleiros 50 25