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Transcrição:

Compilação de Paulo Victorino TUDO DEPENDE DO OLHAR DO ARTISTA 013 - O Impressionismo - O adeus à arte acadêmica 017 - Pós-Impressionismo - A evolução 019 Pontilhismo O exagero 021 - Como os impressionistas viam a luz 025 - O pintor, a doença, a obra PRINCIPAIS ARTISTAS DO IMPRESSIONISMO 033 - Abbott Fuller Graves EUA - 1859-1936 035 - Abel Warshawsky EUA - 1883-1962 037 - Alfred Sisley - França - 1839-1899

041 - Albert H. Krehbiel EUA - 1873-1945 043 - Albert Lebourg França - 1849-1928 045 - Alphonse Maureau - França - 19th Century 047 - Angelo Morbelli Italia - 1853-1919 049 - Anna Ancher Dinamarca - 1859-1935 050 - Armand Guillaumin França - 1841-1927 051 - Arthur Hill Gilbert EUA -1894-1970 053 - Arthur Parton EUA - 1842-1914 055 - Arthur Streeton Austrália - 1867-1943 057 -Berthe Morisot - França - 1841-1895 063 - Bessie Potter Vonnoh EUA - 1872-1955 065 - Catherine Wiley EUA - 1879-1958

067 - Camille Pissarro França - 1830-1903 073 - Charles Angrand - França - 1854-1926 - French Painter 075 - Charles Conder Inglaterra - 1868-1909 077 - Charles Courtney Curran EUA - 1861-1942 081 - Charles Filiger - França - 1863-1928 085 - Chauncey Foster Ryder EUA - 1868-1949 087 - Childe Hassam EUA - 1859-1935 089 - Claude Monet França - 1840-1926

097 - Claude-Emile Schuffenecker França - 1851-1934 099 - Colin Campbell Cooper - EUA - 1856-1937 101 -Dame Laura Knight - Inglaterra -1877-1970 105 - Daniel Garber EUA - 1880-1958 107 - Dennis Miller Bunker EUA - 1861-1890 109 - Edmund Charles Tarbell EUA - 1862-1938 113 - Edmund W. Greacen EUA - 1876-1949 115 - Edouard Manet França- 1832-1883 123 - Edouard Vuillard França - 1868-1940 125 - Edward Cucuel - EUA - 1875-1954 129 - Edward Henry Potthast EUA - 1857-1927 133 - Edward Willis Redfield EUA - 1869-1965 135 - Emil Jakob Schindler Áustria - 1842-1892 137 - Ernest Lawson Canadá - 1873-1939 139 - Eugene Boudin França - 1824-1898 143 - Eva Gonzales França - 1849-1883 145 - Fern Isabel Coppedge EUA - 1888-1951

147 Frank Vincent Dumond EUA - 1865-1951 149 - Frank H. Desch EUA - 1873-1934 151 - Frank Weston Benson EUA - 1862-1951 153 - Frantz Charlet Bélgica - 1862-1928 155 - Frederic Bazille França - 1841-1870 159 - Frederick Carl Frieseke EUA - 1874-1939 163 - Frederick McCubbin Austrália - 1855-1917 165 - Frits Thaulow Noruega - 1847-1906 169 - Gaetano Previati Itália - 1852-1920 171 - George Elbert Burr EUA - 1859-1939 173 - George Gardner Symons EUA - 1863-1930 175 - George Loftus Noyes EUA - 1864-1951 179 - George Wharton Edwards - EUA - 1859-1950 181 - Georges Lemmen Bélgica - 1865-1916 185 - Georges Seurat - França - 1859-1891

191 - Gertrude Fiske EUA - 1878-1961 195 - Giovanni Segantini - Itália - 1858-1899 201 - Giuseppe Pellizza da Volpedo Itália - 1868-1907 203 - Gustave Caillebotte França - 1848-1894 205 Guy Orlando Rose EUA - 1867-1925 207 - Guy Wiggins EUA - 1883-1962 209 - Harriet Backer Noruega - 1845-1932 211 - Helen Marla Turner EUA - 1858-1958 213 Helen Galloway McNicoll Canadá - 1879-1915 217 - Henri de Toulouse-Lautrec França - 1864-1901 223 Henri-Jean-Guillaume Martin França - 1860-1943 225 - Henry Moret França - 1856-1913 227 - Henri Rousseau França- 1844-1910

229 - Henri-Edmond Cross França - 1856-1910 231 - Henrietta Mabel May Canadá - 1884-1971 233 - Hippolyte Petitjean França- 1854-1929 235 - Jan Verkade Holanda - 1868-1946 237 - Jane Peterson - EUA - 1876-1965 239 - Jean Beraud França -1849-1935 241 - Johan Barthold Jongkind Holanda - 1819-1891 243 - John Henry Twachtman EUA - 1853-1902 245 - John Joseph Enneking EUA - 1841-1916 247 - John Ottis Adams EUA - 1851-1927 249 - Julian Alden Weir EUA - 1852-1919 251 - Julian Onderdonk EUA - 1882-1922 253 - Laura Muntz Lyall Canadá - 1860-1930 255 - Laureano Barrau Espanha - 1863-1957 257 Lawton Silas Parker EUA - 1868-1954 259 - Lilla Cabot Perry EUA - 1848-1933 261 - Louis Betts EUA - 1873-1961 263 - Louis Ritman EUA - 1889-1963 265 - Lucie Cousturier - França - 1870-1925 267 - Luis Jimenez Aranda Espanha - 1845-1928 269 - Marie Bracquemond França - 1840-1916 271 - Martha Walter EUA - 1880-1976 275 - Martin Rico y Ortega - Espanha - 1833-1908 277 - Max Liebermann Alemanha - 1847-1935 279 - Max Slevogt Alemanha - 1868-1932 281 - Maxime Maufra França - 1863-1918 283 - Maximilien Luce - França - 1858-1941

287 - Mary Cassatt EUA - 1844-1926 293 - Maurice Prendergast Canadá - 1858-1924 297 - Medardo Rosso Itália - 1858-1928 295 - Michael Ancher Holanda - 1849-1927 299 - Olga Boznanska Polônia - 1865-1945 301 - Otto Stark EUA - 1859-1926 303 - Paul Cezanne França - 1839-1906

309 - Paul Cornoyer EUA - 1864-1923 311 - Paul Gauguin - França - 1848-1903 315 - Paul Signac França - 1863-1935

317 - Philip Leslie Hale EUA - 1865-1931 319 - Philip Wilson Steer Inglaterra - 1860-1942 321 - Pierre-Auguste Renoir França - 1841-1919 327 - Pierre-Eugene Montezin França - 1874-1946 329 - Reynolds Beal EUA - 1867-1951 333 - Richard Buckner Gruelle EUA - 1851-1914 335 - Richard Earl Thompson EUA - 1914-1991 337 - Richard Emil Miller EUA - 1875-1943 339 - Robert Reid EUA - 1862-1929 341 - Robert William Vonnoh EUA - 1858-1933 343 - Roderic O'Conor Irlanda - 1860-1940 345 - Roger Fry - Inglaterra - 1866-1934 349 - Stanislas Lepine França - 1836-1892

351 - Suzanne Valadon França - 1865-1938 353 - Theo van Rysselberghe Bélgica - 1862-1926 355 Theodore Earl Butler - EUA - 1861-1936 357 - Theodore Clement Steele EUA - 1847-1926 359 - Theodore Robinson EUA - 1852-1896 361 - Theodore Wendel EUA - 1859-1932 363 - Tom Roberts Inglaterra - 1856-1931 365 - Valentin Aleksandrovich Serov Rússia - 1865-1911 367 - Vincent van Gogh Holanda - 1853-1890 Dutch Painter 373 - Walter Emerson Baum EUA - 1884-1956 375 - Walter Frederick Osborne Irlanda - 1859-1903 377 - Will Howe Foote EUA - 1874-1965 379 - Willard Leroy Metcalf - EUA - 1858-1925 381 - William Chadwick EUA - 1879-1962 383 - William DeLeftwich Dodge - EUA - 1867-1935 385 - William Merritt Chase - EUA - 1849-1916 387 - William Samuel Horton - EUA - 1865-1936 389 Wilson Henry Irvine - EUA - 1869-1936

- 012 Pierre-Auguste Renoir As filhas do poeta francês Catulle Mendès com a compositora e libretista Augusta (Mary Anne) Holmes, foram modelos frequentes de Renoir. São elas Huguette (1871 1964), Claudine (1876 1937), and Helyonne (1879 1955)

- 013 - A impressão do momento Impressionismo. O nome Impressionismo, como tantos outros identificativos na História da Arte (os termos Gótico ou Maneirismo, por exemplo), inicialmente teve um cunho pejorativo. Foi um rótulo colocado ao trabalho de um grupo de artistas que, de acordo com os críticos da época, acreditavam na impressão do momento como algo tão importante que se bastava por si mesma, dispensando as técnicas tradicionais acadêmicas. Esses artistas realizaram inúmeras exposições em Paris entre 1874 e 1885, porém, sua aceitação pelo público foi lenta e sofrida, pela incompreensão ao trabalho realizado. Ridicularizados inicialmente pela crítica, por não seguirem a tradição pictórica que vinha sendo solidificada desde o Renascimento, acabaram por, paulatinamente, obter o respeito e aceitação de suas novas técnicas por parte do público. E, como acontecera em muitas ocasiões, a crítica foi a reboque dos acontecimentos. A busca da imagem ao natural Os objetos retratados ao ar livre, sob a luz natural, eram bastante valorizados pelos impressionistas. O volume e solidez, características que a pintura tradicional pregava como fundamentais para uma obra de arte existir, começaram a ser desrespeitados, abrindo caminho para as vanguardas estéticas do Século 19.

Quanto à fidelidade com o objeto retratado, não se pode dizer que os impressionistas não a desejassem, mas buscavam essa fidelidade à sua maneira. Com efeito, os impressionistas faziam suas pinturas fora das convenções artísticas, mas, de preferência, sob os efeitos do olhar e das mudanças da luz diária. Nesse sentido pode-se dizer que são descendentes do Realismo. As cores eram de fundamental importância para o grupo, elemento extremamente expressivo em sua arte. A importância do pincel na formulação da obra A frescura da impressão que um objeto causava ao artista deveria ser captada pelas pinceladas. Os objetos retratados seriam aqueles percebidos pela visão como paisagens, retratos, cenas do cotidiano. Duas influências foram fundamentais para o movimento: as estampas japonesas que se popularizam na Europa no final do Século XIX, com seu desrespeito à perspectiva e às normas de composição da academia ocidental - suas formas repletas de vida encantavam os impressionistas - e a invenção da fotografia. Monet e Pissarro Claude Monet (1840-1926) é considerado o fundador do Impressionismo. São famosas suas pesquisas em cima dos ideais impressionistas, como a representação de um objeto em diferentes horas do dia e sob diferentes luzes. Foi o último do grupo impressionista a falecer (1926), o que lhe deu a vantagem de conhecer e ter contato com todos os movimentos modernistas que surgiram a partir de 1906 (Fauvismo) e seus últimos anos de pintura refletem a assimilação desses novos estilos. Camille Pissarro (1831-1903), com sua ênfase no método e o forte efeito que seus quadros exprimem, por terem sido executados quase que acidentalmente, foi outra grande influência para importantes nomes impressionistas. Foi um dos pintores que mais ajudou, com sua obra e formulações teóricas, a aceitação por parte da opinião pública do conceito de que a visão do artista interfere na percepção da obra. Um bom exemplo de seu trabalho pode ser dado por O Boulevard des Italiens e por Manhã de Sol, com suas figuras indistintas.

Mulheres na pintura impressionista Berthe Morisot e Mary Cassat eram as duas mulheres que faziam parte do grupo impressionista. MORISOT (Berthe), pintora francesa (Bourges, 1841 - Paris, 1895), cunhada de Manet. Praticou um impressionismo elegante. CASSATT (Mary), pintora e gravadora norte-americana (Pittsburgh, 1844 - Le Mesnil, França, 1926). Radicada em Paris, foi amiga de Degas, que a orientou. Juntou-se aos impressionistas da escola de Paris e ganhou reputação internacional. Acredita-se que tenha sido Morisot quem levou Edouard Manet, seu cunhado, ao Impressionismo. É exemplo da obra de Morisot, a Vista de Paris do Trocadero, em que retrata a cidade baseando-se na vista de cima. Cassat, por sua vez, era uma das artistas do conjunto cuja influência das estampas japonesas era mais nítida em seu trabalho. Seus trabalhos versavam sobre temas domésticos, tratados de forma simples e direta. O Banho é uma boa amostra deles. Renoir e Degas Pierre Auguste Renoir e Edgar Degas são outros dois importantes nomes do movimento. Merece citação especial o nome de Édouard Manet (1823-1883) que, apesar de nunca ter exposto com os impressionistas, realizava algumas de suas pinturas obedecendo a esse estilo. Sua carreira passou por diversas fases e costuma ser considerado tanto um pintor tanto impressionista como realista. Antes de os impressionistas começarem a expor, Degas já havia quebrado as regras de pintura acadêmica, obtendo aceitação da crítica um pouco antes de seus companheiros. Sua obra O Balcão, com damas de cabeças quase que planas, valorizando as imagens como realmente percebidas pelo olhar e não como deveriam ser tecnicamente, chocou inicialmente a opinião pública, quando exposta, em 1869. Além das fronteiras Além da França, o Impressionismo acaba se espalhando por outros países. Destaques são americanos como Childe Hassam (1859-1935), Maurice Prendergast (1859-1924) e

James Abbott McNeill Whistler (1834-1903), este último, um dos primeiros artistas ocidentais a perceber o valor das estampas japonesas. WHISTLER (James), pintor norte-americano (Lowell, 1834- Londres, 1903). Autor de retratos e quadros de estilo próximo ao dos impressionistas. Além disso, o Impressionismo foi ponto de partida para inúmeros artistas desenvolverem seu estilo próprio. Exemplos podem ser dados por Toulouse-Lautrec, Van Gogh e Paul Cézanne. www.pitoresco.com.br

- 017 - Pós-Impressionismo. Pós-Impressionismo é o nome que se dá a diferentes estilos e tendências artísticas cuja origem encontra-se no Impressionismo, tanto como uma reação contrária a ele, como visando um desenvolvimento maior da escola. A maioria dos artistas considerados pós-impressionistas participaram das exibições impressionistas, mas acabaram por tomar outros rumos na realização de sua arte. A forma das pinturas, o tratamento das cores ou a linha podiam ser objetos de discordância com os impressionistas. Tendências como o Simbolismo e até o Expressionismo já se encontram nas obras de alguns desses pintores pósimpressionistas. As divergências dos principais nomes considerados pósimpressionistas em relação aos impressionistas, normalmente, se concentravam na momentaneidade e extrema subjetividade enevoada em que os últimos baseavam seus trabalhos ou as tendências naturalistas do impressionismo. Essas divergências, entretanto, manifestavam-se de maneiras e intensidades diferentes nos vários estilos pósimpressionistas. Os movimentos modernistas, também, devem muito ao pósimpressionismo, principalmente pela figura de Paul Cézanne (1839-1906) e sua obstinação em alcançar a natureza real atrás das aparências, criar uma arte com vida própria, concretizar suas impressões pessoais e realizar o motivo. Acredita-se que, de uma forma ou de outra, como por exemplo a compreensão considerada errônea realizada

pelo Cubismo da pintura do artista, todos os artistas e movimentos expressivos do Século 20 tenham sido influenciados por Cèzanne. O Neo-Impressionismo de Georges Seraut e sua extrema valorização das cores também estão inseridos nessa tendência maior pós-impressionista. Paul Gauguin e a proximidade de sua obra com o movimento poético simbolista, sobrevalorizando as ideias e desprezando o naturalismo, também é considerado um pós-impressionista. Van Gogh (e seu mundo atormentado), foi outro artista de extrema importância da pintura do Século XIX, considerado um dos precursores do expressionismo, que pode ser encaixado dentro dessas tendências pós-impressionistas. Até mesmo. Toulouse-Lautrec, conhecido pela particularidade de seu estilo, que se desenvolveu independentemente de escolas ou movimentos, pode ser visto como um artista afinado com as tendências pós-impressionistas. Fonte: Enciclopédia Digital Master. www.pitoresco.com RESUMINDO Pós-impressionismo foi a expressão artística utilizada para definir a pintura e, posteriormente, a escultura, no final do Impressionismo, por volta de 1885, marcando também o início do Cubismo, já no início do século XX. O Pós-impressionismo designase por um grupo de artistas e de movimentos diversos, onde se seguiram as suas tendências para encontrar novos caminhos para a pintura. Estes, acentuaram a pintura nos seus valores específicos a cor e bidimensionalidade. (Wikipedia)

- 019 - Pontilhismo. Um princípio físico aplicado à pintura As bases do Pontilhismo encontram-se tanto nas ideias de vários físicos do fim do Século XIX, entre os quais Hermann von Helmholtz, como na psicologia e na fisiologia da visão, na análise da luz e da cor, e na influência da própria pintura impressionista. HELMHOLTZ (Hermann VON), físico e fisiologista alemão (Potsdam, 1821 Charlottenburg, 1894). Descobriu o papel dos sons harmônicos no timbre dos sons, e mediu a velocidade do influxo nervoso. O Pontilhismo foi um movimento pictórico pós-impressionista surgido na França em meados da década de 1880, como reação aos próprios impressionistas e à pintura oficial. Sua característica central é a decomposição tonal mediante minúsculas pinceladas nitidamente separadas, mesmo a olho desarmado. Mais realistas do que o rei Trata-se de uma consequência extrema dos ensinamentos dos impressionistas, segundo os quais as cores deviam ser justapostas e não entre-mescladas, deixando à retina a tarefa de reconstituir o tom desejado pelo pintor, combinando as diversas impressões registradas. Também conhecido como pontilhismo, divisionismo, cromoluminarismo e neo-impressionismo, o pontilhismo teve como teóricos principais Georges Seurat e Paul Signac. Signac chegou a escrever um tratado com o título «De Eugène Delacroix ao neo-impressionismo» (1899). Outro representante do pontilhismo foi o italiano Giovanni Segantini.

SEGANTINI (Giovanni), pintor italiano (Arco, 1858 - Schafberg, alta Engadine, 1899). Executou, à maneira divisionista, paisagens de montanhas. Uma relação complicada Para os pontilhistas, entre as cores complementares deveria existir sempre uma relação exata, de modo que, a um tom de vermelho, viesse a corresponder outro de verde, e existisse entre ambos uma seção infinitesimal de suporte. Nesse aspecto, afastavam-se dos impressionistas, que deliberadamente desleixavam tal relação fixa. A justaposição das cores complementares, segundo um esquema matemático, emprestou ao pontilhismo um aspecto inconfundível, que os inimigos da tendência logo alcunharam de «pintura de confete». O mestre do Pontilhismo Georges Seurat foi o mais notável dos pintores pontilhistas. Suas telas Um domingo de verão na Grande Jatte, (1884-1886; Instituto de Arte de Chicago), O desfile do circo (1887) e a inacabada obra-prima O circo (1890-1891) são admitidas unanimemente como os pontos culminantes do movimento. O pontilhismo revelou-se particularmente apto a reproduzir uma atmosfera vibrante, de luz e calor. Foi também, de certo modo, uma das tendências que melhor anunciaram a abstração de cor e forma a que chegaria, anos depois, a pintura ocidental. Signac produziu muitos escritos teóricos e pintou paisagens, marinhas, cenas de Paris e de outras cidades francesas por onde viajou. Fontes: Enciclopédia Britânica - Enciclopédia Koogan Houaiss - www.pitoresco.com

- 021 - Como os impressionistas viam a luz Georges Morren, neo-impressionista Há um princípio de física segundo o qual você nunca vê os objetos em sua volta; o que você vê realmente é a luz refletida neles. Tome como exemplo uma mesa e projete sobre ela um um feixe com lâmpada de Edison (a lâmpada comum com filamento). Depois, substitua essa lâmpada, sequencialmente, por outros tipos, como luz branca, amarela, azul, vermelha, etc. - A cada substituição, a mesa se apresentará com cores e tonalidades diferentes, de acordo com o tipo de luz empregada.

Agora, apague a luz e deixe a sala na mais completa escuridão. A mesa "desaparecerá". Mas em realidade ela não desapareceu. Continua ali, no mesmo lugar, pode ser tocada, verificados o formato e as dimensões, somente não pode ser vista, porque o que você vê de fato não é a mesa e sim a luz refletida nela. Van Gogh - A vinha vermelha Esse é o conceito dos impressionistas para a luz. O objetivo do Impressionismo era captar o instante, a luminosidade de um determinado momento, em determinadas condições. Se um pintor impressionista inicia a pintura de um quadro ao raiar de um sol luminoso e se não consegue terminá-lo no mesmo dia, só continuará o trabalho no dia seguinte, na mesma hora e nas mesmas condições de luz. Quando você pesquisar mais a fundo o Impressionismo, encontrará quadros de pintores que pintavam vários quadros com a mesma paisagem, mas em diferentes horas do dia, para captar a luminosidade de um determinado momento, o daquele instante em que a imagem foi tomada.

O jardim de Monet em momentos diferentes E é por isso que os impressionistas tinham ojeriza ao estúdio, porque no estúdio a luz é artificial e não sofre variações, a não ser que essas variações sejam provocadas pelo próprio artista. A natureza, ao contrário, varia de luminosidade a todo momento e essas diferenças podem ser captadas pelo artista e transportadas para a tela. Esse é, em resumo, o conceito de luz para os impressionistas. E essa é a razão pela qual o movimento impressionista só prosperou na pintura, não sendo transportado para a escultura e a arquitetura, e menos ainda para a literatura. OS JARDINS DE MONET O Impressionismo, como movimento, teve curta duração, iniciando-se em 1860 em torno de Édouard Manet (1832-1883) e diluindo-se após a morte deste pintor, quando os artistas se dispersaram, criando seus próprios estilos, ainda que baseados no no movimento impressionista, mas sem as regras rígidas estabelecidas por ele. Claude Monet (1840-1926), o último deles a falecer, comprou um pedaço de terra em Giverny (França) em 1880 e, até a sua morte, passou a pintar grandes quadros tendo como tema sobretudo os jardins e o lago que mandou construir nesse local, repetindo exaustivamente as paisagens, mas em condições de luminosidade diferentes.

Claude Monet retratado por Edouard Manet. Texto de Paulo Victorino www.pitoresco.com.

- 025 - O pintor, a doença, a obra Para Claude Monet, o período de 1912-1922 representou uma década divisora de águas. Monet talvez tenha sido o artista mais bem-sucedido de seu tempo, e sua genialidade já tinha lhe assegurado um lugar na história. Mas, à medida que envelhecia, suas pinturas notadamente perderam a sutileza. As pinceladas se tornaram mais bruscas, as cores mais fortemente azuis, laranjas ou marrons. Suas imagens perderam detalhe e se misturavam. Seus dias como rebelde de vanguarda tinham passado, mas alguns críticos posteriormente se perguntariam se o impressionista estava repentinamente tentando se tornar um expressionista abstrato. Monet - "O lago dos lírios" (1917-1919) - óleo sobre tela - 98 x 198 cm O que há muito se sabe sobre os últimos anos de Monet é, mesmo, que ele sofria de catarata e que sua visão piorou tanto, que ele pintava de memória. Ele reconheceu a um entrevistador que confiava apenas nos rótulos dos tubos de tinta e na força do hábito.

- 026 - Agora, graças a técnicas digitais modernas, cientistas e críticos podem ter uma ideia melhor de como a catarata mudou o que Monet via. Um oftalmologista de Stanford, o dr. Michael F. Marmor, descreveu no The Archives of Ophthalmology a criação de simulações de computador do mundo de Monet à medida que sua visão se tornava opaca, tornando-se borrada e transformando padrões de cor e luz em manchas turvas, sem foco, amarelo-esverdeadas. Apesar de ser impossível saber como Monet queria que suas telas ficassem, a pesquisa de Marmor sugere que o entendimento de sua enfermidade física pode ajudar a avaliar seu trabalho. Independente de qual fosse a intenção de Monet, seus olhos forneciam pouca ajuda. Ele não podia julgar o que estava vendo ou ver o que estava pintando, disse Marmor. É um mistério como ele trabalhava. Monet não foi o único. A França, no final do século XIX e início do século XX, contou com um grande número de artistas importantes que enfrentaram sérias deficiências físicas - às vezes por décadas. Edgar Degas, conhecido por suas pinturas de nus e bailarinas, sofreu de degeneração macular, um mal na retina, por quase metade de sua vida. Quando morreu em 1917, seu colega Renoir disse: Qualquer morte concebível é melhor para ele do que viver da forma como estava. Pierre-Auguste Renoir sofreu de uma dolorosa artrite reumatóide por mais de 30 anos, continuando a pintar com a ajuda de assistentes que inseriam os pincéis entre seus dedos retorcidos. Mary Cassatt, como Monet, tinha catarata. Camille Pissarro tinha problema no canal lacrimal. Ataques e outras desordens nervosas torturaram e no final destruíram Vincent Van Gogh. Mary Cassat - "Taça de chá" (1880)

- 027 - Ao longo dos anos, Marmor e outros cientistas estudaram artistas em busca de um entendimento da influência da condição física no estilo e percepção. Era difícil para eles julgar se sua arte estava atingindo o que pretendiam, disse Marmor. Para alguns, a doença encerrou a carreira. A cirurgia de catarata era possível no início dos anos 1900, mas nem sempre funcionava. Eu aguardo com horror a escuridão completa, escreveu Mary Cassatt em 1919, temendo que uma operação em seu olho esquerdo seria um fracasso tão grande quanto a última. Realmente foi e ela parou de pintar. Renoir sofreu seu primeiro ataque de artrite em 1888 e, com o tempo, sua capacidade motora foi comprometida. Ao longo do restante de sua vida, a artrite deformou progressivamente suas mãos e inchou suas juntas. É doloroso demais vê-lo pela manhã, escreveu Julie Manet, uma sobrinha de Edouard Manet. Ele não tem força para virar a maçaneta. Renoir - "Mulher calçando sapato" (1918-circa) - 50 x 56 cm

- 028 - Uma biógrafa de Renoir, a historiadora de arte Barbara Ehrlich White, escreveu em uma mensagem por e-mail: Devido às suas incapacidades físicas, Renoir teve que mudar, se tornar menos detalhista e mais solto. Ele continuou pintando até o dia em que morreu, mas devido ao seu problema, seus últimos trabalhos não chegavam perto do brilhantismo de suas pinturas anteriores. Para artistas com problemas nos olhos, talvez seja surpreendente que enfermidades não mudem seus estilos de forma mais radical. Uma chave, disseram alguns especialistas, pode ser que apesar das percepções dos artistas poderem ser influenciadas por limitações físicas, elas também são formadas pelo que os artistas sabem e o que querem fazer. A maioria de nós está em modo foto instantânea, disse John Elderfield, curador chefe de pintura e escultura do Museu de Arte Moderna. Mas a capacidade de traduzir memória visual em um meio diferente é outra coisa. Monet pintava há 50 anos quando teve catarata. É claro que pintava de memória. Ele pintava a partir da memória de toda sua vida. É fácil ver o contraste de estilo. No quinto andar do Museu de Arte Moderna (MoMa), em Nova York, um conjunto de três telas de ninféias de Monet estão distribuídas pela parede em uma homenagem ao artista no auge de seu brilhantismo. De um lado está uma pintura da ponte japonesa em Giverny do início dos anos 20, quando a catarata de Monet estava no pior estado. É uma mistura perturbadora de vermelhos escuros e marrons, mais escuros do que as ninféias, mas igualmente cativantes em sua intensidade.

- 029 - Monet, apavorado com o exemplo de Cassatt, adiou a cirurgia, mas finalmente teve um olho operado com sucesso em 1923. Sua última pintura antes de sua morte, três anos depois, lembrava seus trabalhos iniciais. Ele também destruiu muitas telas do período da catarata, mas não se sabe se elas o surpreenderam. Aliás, já havia destruído pinturas em outras ocasiões, em acessos de irritação, típicos do gênio artístico. Edgar Degas primeiro notou problemas nos olhos quando era membro da guarda nacional na Guerra Franco-Prussiana em 1870-1871, quando não conseguia mirar seu rifle por causa de um ponto cego em seu olho direito. Em 1890, seu olho esquerdo também começou a se deteriorar. A luz o cegava. Ele tentava usar a visão periférica para compensar a perda da visão central. Marmor usou simulações de computador para avaliar o problema. A doença na retina, diferente da catarata, não causa grandes problemas com a percepção das cores. Mas Degas tinha a visão borrada, afetando sua capacidade de perceber forma e linha. Um oftalmologista em Toledo, Ohio, o dr. James G. Ravin, que colaborou com Marmor no passado, sugeriu que o retorno de Degas ao pastel e seu interesse em escultura podem ter surgido da busca por um meio mais fácil de controlar.

- 030 - As simulações mostraram que o desenho se tornou menos detalhado e as sombras se tornaram mais brutas à medida que a visão de Degas deteriorava. Mesmo assim, disse Marmor, seu trabalho deveria parecer mais suave para ele do que realmente era. Um historiador de arte e um estudioso de Degas, que lecionava na Columbia, Theodore F. Reff, escreveu em uma entrevista por e-mail que o problema na retina foi um fator no estilo posterior de Degas. Amargura e crescente isolamento, causados em parte pela doença, podem tê-lo levado a pintar, desenhar e esculpir de forma mais brusca e sucinta, disse Reff. Mas a doença nos olhos de forma alguma comprometeu sua arte, ele acrescentou. O que seu desenho perdeu em plenitude de descrição realista e refinamento de execução, ele ganhou em grandeza e expressão. Camille Pissarro, que nos últimos 15 anos sofreu de infecção crônica no saco lacrimal de seu olho direito, tinha dificuldade de pintar ao ar livre, particularmente no inverno.. Pissarro - "Vegetable Garden" - (1901) - Óleo sobre tela Mas há um certo elemento de eu não vou parar o que quero fazer, disse um bisneto do artista, Joachim Pissarro, um historiador de arte do Hunter College. Você não quer analisar demais o impacto. De fato, as paisagens urbanas de Pissarro captadas em Rouen e Paris, consideradas como obras-primas, foram pintadas em interiores, atrás de uma janela, para proteger seus olhos.

- 031 - A ideia de que a doença e suas consequências poderiam conduzir um artista por caminhos frutíferos gerou grande interesse em Vincent Van Gogh. Seu suicídio aos 37 anos, ocorreu após ataques e crises nervosas atribuídas de forma diversa à epilepsia, bipolaridade, esquizofrenia e abuso de substâncias. Marmor rejeitou a especulação de que a afinidade de Van Gogh pelo amarelo em suas pinturas veio da visão amarelada, causada pelo uso de dedaleira para o tratamento da suposta epilepsia. Ele não poderia tomar uma quantidade suficiente para ter tal efeito, disse Marmor. É tóxica demais. Ele adorava o amarelo por toda sua carreira. Van Gogh Auto-retrato Van Gogh - A vinha vermelha (1888) Um bioquímico da Universidade do Kansas, Wilfred N. Arnold, também rejeitou as teorias de que a loucura resultou em um artista melhor. Arnold sugeriu que Van Gogh sofria de um mal metabólico congênito centrado no fígado, porfiria intermitente aguda, que pode provocar transtornos episódicos, depressão, alucinações, incapacidade e dores abdominais. Entre as crises, Van Gogh se comportava normalmente e pintava espetacularmente, disse Arnold, mas quando teve uma crise, ele desejou a morte. Fonte: The New York Times (2008)

- 032 A fase azul de Vincent van Gogh, Sorrowing Old Man, 1890, óleo sobre tela, 80 x 64 cm

- 033 - Abbott Fuller Graves (1959-1936) Abbott Fuller Graves (1859 1936) foi um pintor e ilustrador americano, especializado em reproduzir flores em vasos ou em seu ambiente natural, os jardins externos de residências. O uso de fortes pinceladas, cores brilhantes e a preferência pela luz natural o aproxima dos conceitos básicos do Impressionismo europeu. (Traduzido da Wikipedia em inglês, com apoio de outras fontes). Fonte: http://stilllifequickheart.tumblr.com/

- 034 - Fonte: http://alchetron.com/

- 035 - Abel Warshawsky 1883-1962 Abel Warshawsky é um pintor americano, conhecido, em grande parte, por suas cenas impressionistas da vida nos arredores de Paris, que ele conheceu muito bem, por ter passado cerca de 30 anos na França. Sua obra é uma alternância entre o Impressionismo das paisagens e o Realismo aplicado nos retratos. Retrato da artista Doris Rohr, 1952, www.1stdibs.com/art/

- 036 - Abel George Warshawsky. River in Brittany, Pinterest Natureza morta - http://www.arcadja.com/

- 037 - Alfred Sisley 1839-1899 Alfred Sisley, nascido em Paris no dia 30 de outubro de 1839 e falecido em Moret-sur-Loing, Centro-Norte da França, em 29 de Janeiro de 1899 foi um dos participantes do grupo de pintores que criou o Impressionismo. Filho de um abastado comerciante inglês, preferiu aventurar na pintura, associando-se a Claude Monet, Pierre-Auguste Renoir e Jean-Frédéric Bazille. A guerra franco-alemã de 1870-1871 trouxe a ruína financeira à família Sisley e foi o fator decisório para que o artista decidisse de vez abandonar o amadorismo e dedicarse à pintura profissionalmente. Ao lado de Camille Pissarro, Sisley é considerado um dos mais representativos paisagistas do Impressionismo. (Traduzido da Enciclopédia Britânica, com apoio de outras fontes)

- 038 - Alfred Sisley, A Ponte, 1888, Commons Um caminho para Les Sablons, Google Art Project

Alfred Sisley O Aqueduto de Marly, 1874, Commons - 039 - The Canal Saint-Martin, Paris (1872), https://eclecticlight.co

- 040 - Alfred Sisley, Sob a ponte de Hampton Court, 1874, Wikiart Ponte com transeuntes, Pinterest

- 041 - Albert Henry Krehbiel 1873-1945) Albert Henry Krehbiel, nascido e, 25 de novembro de 1873 e falecido em 29 de junho de 1945, foi um talentoso pintor, muralista e professor americano, dominando vários estilos, mas com uma forte inclinação para o Impressionismo. Residiu também na França, onde foi condecorado pela Academia Francesa, ganhando o Prêmio de Roma, quatro medalhas de ouro e cinco prêmios em dinheiro. Como técnica, utilizava, com especial habilidade, desde carvão vegetal e pastéis, até aquarela e o óleo. Também conhecido como o poeta dos pincéis, traduzia para seus quadros um sensível jogo de luzes e sombras, entre as árvores e pelos rios gelados do rigoroso inverno. (http://www.krehbielart.com/), com apoio de outras fontes.

- 042 Albert Henry Krehbiel

- 043 - Albert Lebourg 1849-1928 Albert Lebourg, nascido em Montfort-sur-Risle no dia 1º de fevereiro de 1849 e falecido em Rouen no dia 6 de janeiro de 1928, foi um pintor do Impressionismo, ligado à Escola de Rouen. Participou dos salões de pintura impressionista até que uma paralisia nas mãos, agravada em 1925, o fez abandonar a profissão. As cenas de inverno e suas paisagens à beira-mar, com uma paleta clara e precisa, são o destaque em sua obra. (Wikipedia em francês, com apoio de outras fontes)

- 044 - Albert Lebourg

- 045 - Louis-Alphonse Maureau 1830? 1883? Louis-Alphonse Maureau, nascido em Nova Orleans (EUA) em torno de 1830 e falecido na França em torno de 1883, foi um pintor franco-americano ligado ao Impressionismo europeu. Contando com uma recomendação especial do mestre Edgard Degas, ele teve a oportunidade de participar da terceira exibição feita pelos impressionistas, no ano de 1877. (Traduzido da Wikipedia em inglês, com apoio de outras fontes)

- 046 - Louis-Alphonse Maureau

- 047 - Angelo Morbelli 1853-1919 Angelo Morbelli, nascido em Alexandria, Egito, no ano de 1853 e falecido em Milão no ano de 1919, é considerado um pintor italiano adepto do Divisionismo, ou Cromo-luminarismo, um estilo de pintura pós-impressionista conhecido popularmente como Pontilhismo, e que teve como grande mestre o pintor Georges Seurat. Recebendo uma bolsa de estudos em sua cidade natal de Alexandria, Egito, viajou à Itália e estudou na Academia de Belas Artes de Milão, em 1867. Foi galardoado com o Prêmio Fumagalli na exposição de Brera, em 1883 e, depois, com a medalha de ouro na Exposição Universal de Paris, em 1889. (Traduzido da Wikipedia em inglês, com apoio de outras fontes)

- 048 - Angelo Morbelli (Commons)

- 049 - Anna Ancher 1859-1935 Anna Kirstine Brøndum Ancher, nascida em Skagen, Dinamarca, no dia 18 de agosto de 1859 e falecida 15 de Abril de 1935, foi uma pintora dinamarquesa do Impressionismo. Em Skagen, sua cidade natal, nas décadas de 1880 e 1890, reunia-se um grupo famoso de artistas escandinavos, conhecidos como os Pintores de Skagen. Em 1880 casou com o seu companheiro, o pintor Michael Ancher e, embora a cultura imperante ditasse que as mulheres casadas deviam dedicar-se às tarefas domésticas, Anna continuou a pintar mesmo depois de casada, preferindo, sobretudo, cenas intimistas, retratando a vida doméstica, nas quais é possível apreciar a vivacidade e a riqueza de cores. Foi galardoada com o Tagea Brandt Rejselegat em 1924. (Wikipedia)

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- 050 - Armand Guillaumin 1841-1927 Jean-Baptist Armand Guillaumin, nascido em Paris no dia 16 de fevereiro de 1841 e falecido na mesma cidade no dia 26 de junho de 1827, foi um pintor de paisagens e litógrafo que fez parte do grupo de impressionistas franceses, amigo íntimo de Camille Pissarro, a quem conheceu quando estudava na Academia Suíça. Em 1863, ambos participaram do Salão dos Recusados, por não terem sido aceitos no Salon de Paris e, em 1874, fizeram parte da primeira exposição impressionista na capital francesa. Guillaumin participou de seis, dentre as oito exposições do grupo de impressionistas, em 1874, 1877, 1880, 1881, 1882 e 1886. Nesta última, ele ficou conhecendo e tornou-se amigo de Vincent Van Gogh, cujo irmão Theo, que era marchand, vendeu alguns de seus trabalhos. (Traduzido da Enciclopédia Britânica, com apoio da Wikipedia em inglês e de outras fontes) ABAIXO, Paisagem, 1870.

- 050-A - Armand Guillaumin