Ofícios que a modernidade não dissolveu Um passeio despretensioso pelo bairro Estados Unidos, é um disparate nos dias atuais. Requer tempo, e tempo é raridade. Quanto mais se busca, mais se perde. Quanto mais se corre atrás dele, mais cansado ficamos. Mas a fadiga passa longe do martelo e da máquina de costura na Sapataria Cardoso. Esse barulho repetitivo ao redor da praça Comendador Quintino entrega: o trabalho é praticamente artesanal.
Mesmo longe da tecnologia, a sapatearia sobrevive há 4 décadas. Trabalhamos desde os 8 anos e aos 16 montamos um negócio para nós e estamos até hoje, conta o senhor Luis Fernando Cardoso, que sempre confundo com seu Fernando Luis, não pelo fato de serem irmãos gêmeos, mas essa inversão dos nomes provoca uma confusão mental. Voltando à profissão, que vem de família e ultrapassa gerações, os irmãos Cardoso têm orgulho de ensinar a Rodrigo, filho de seu Fernando, o ofício de sapateiro. O amor pelo trabalho é tamanho que eles não fecham as portas nem na hora do almoço. Aqui nunca faltou serviço, graças a Deus, mas nesses tempos de crise, triplicou o trabalho, diz o seu Fernando que é orgulho em cada fio do bigode grisalho! Para economizar, muita gente prefere reformar a investir em um sapato novo. E para abrir um leque nas opções, a família de sapateiros conserta bolsas e até malas. Eu sou econômica, estou sempre economizando, diz uma das clientes que deixa a sapataria apressada. E se o cliente gosta, a empresa vai como se diz mesmo a expressão? De vento em popa, no caso, roupa! O ferro de passar do seu Patriarca Souza, 85, também tem história. Desamarrotou muitos tecidos, o dono perdeu a conta. Bom de corte, de costura e de memória. Se lembra bem de como tudo começou. Eu trabalhava com um amigo, mas eu tinha
marcado o casamento e para ganhar um dinheiro a mais resolvi abrir a alfaiataria. Mas para resistir aos novos tempos, em que as pessoas têm pressa para tudo, até de se vestir, há 22 anos, o alfaiate decidiu deixar de lado a alfaiataria e apostou no aluguel de trajes. Estava muito difícil, o máximo que eu fazia era dois ternos por semana, trabalhando dia e noite e não dava conta de pagar os encargos sociais, aluguel, luz água telefone, lamentou. Na loja, a companhia é o filho único, que não pensa em parar com as atividades tão cedo. Meu pai falou assim que acha que vai parar, mas eu pretendo continuar, conforme for, vou só arrumar uma pessoa que mexa no comprimento da calça ou na cinta por exemplo, porque temos uma quantidade de terno boa, mas sempre tem que ir renovando estoque, então penso em continuar, garante o empresário Patriarca Júnior. Continuar, ir tocando em frente Foi o que o artesão Wagner Braga Souza fez na oficina, que funciona nos fundos da casa, onde ele vive com a família. É preciso pouco espaço para que violão e viola ganhem silhueta nas mãos do profissional que é chamado de luthier. Ironia ou não, esse artista que dá vida aos instrumentos, não aprendeu a tocá-los. Eu acho que é uma questão de a vocação, a minha é para fazer e não para tocar. Antes de ser um luthier, Wagner era marceneiro. Aprendeu a
profissão com o pai que o ensinou com paciência a fabricar os instrumentos com perfeição. Nesses últimos 25 anos, o mercado passou por transformações, os instrumentos que em sua maioria, eram acústicos, passaram a ser elétricos e aí, para se manter vivo na produção de instrumentos, o Wagner teve que se adaptar. A gente tem que pensar no agora, tem que procurar aprimorar cada vez mais para acompanhar o que há de melhor no mercado para oferecer nos instrumentos também. Ofertar o melhor com tão pouco é coisa de gente que é grande, pensei batendo perna por aí. Não precisa ir muito longe para a vida proporcionar esses encontros com uma família de sapateiros que sonha alto, sem tirar os pés do chão, para ver de perto uma relação tão sólida de pai e filho que empreendem juntos e se encantar com o trabalho de um fabricante de instrumentos que vai tocando a vida despreocupado com o futuro. No fim, ou mesmo no início do expediente, vale saber que ainda existem exemplos de que é possível sim, unir gentileza, trabalho, satisfação e rentabilidade. Vamos à luta, vamos na fé! 1 of 12
Mãe tenta conseguir cirurgia que pode evitar amputação de pernas do filho Se pudesse trocar de lugar com o filho, não hesitaria. Típico comportamento de mãe, cujo amor ainda não pode ser medido. É em uma das casas populares do conjunto habitacional Ilha de Marajó que encontramos um desses exemplos maternos que desafia o tempo e a passos largos, luta para dar ao filho, a
chance de ter uma vida com mais acessibilidade. A faxineira Joyce Cristina Alves, 30 anos, e o esposo que é motorista, tentam compensar a dor de esperar por uma ajuda financeira que pode mudar o futuro do pequeno Kauã Lincoln, de 1 ano e 9 meses, que vive numa casa onde carinho sobra, mas falta dinheiro. O caçula do casal, que tem outras duas filhas de 10 e 6 anos de idade, nasceu com uma má formação congênita de tíbia que afetou o desenvolvimento dos membros inferiores. Eu soube que o Kauã não tinha formado por completo as pernas e pés após o parto, nos exames que fiz durante o pré-natal nenhum médico falou sobre isso, explica. A rotina de mãe e filho, desde os 17 dias de vida do garotinho, se resume a buscar tratamentos que possam amenizar o desconforto da criança. Joyce e Kauã seguem de ônibus do transporte coletivo até o Centro de Reabilitação onde são feitas algumas sessões de fisioterapia e também para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, onde ocorrem as consultas com um médico ortopedista. Não sei mais como fazer, porque as fisioterapeutas estão dispensando meu filho dizendo que já passou da hora da cirurgia e percebo que o pé dele está entortando. Inconformada com a sentença que recebeu sobre a saúde de Kauã, Joyce não desistiu de encontrar uma solução. O ortopedista de Uberaba disse que é preciso esperar mais um ano para fazer uma cirurgia e se não der certo, as duas pernas do meu filho teriam que ser amputadas; fiquei desesperada e comecei a pesquisar sobre o assunto, até que encontrei na internet, num grupo de mães de crianças com o mesmo problema, um médico que é especialista no caso e já recuperou outras crianças,
revela. Com a esperança de poder dar ao filho a oportunidade de andar, a família enfrenta o obstáculo financeiro. O especialista que atende no Rio de Janeiro, cobra R$ 300 pela consulta e o procedimento cirúrgico custa em média R$ 100 mil. Salvar meu filho significa tudo para mim; dói sempre que ele vê um chinelinho e tenta calçar, e quando vê as outras crianças correndo e brincando, fica doido para ir também, finaliza. Quem puder ajudar a família com alguma doação, pode depositar qualquer quantia na conta poupança vinculada à Caixa Econômica Federal, agência 0160, operação 013, conta 00037786-7 ou ainda entrar em contato pelo telefone (34) 8866-4780.
Mulher dá a luz em casa e socorristas fazem parto Equipes do SAMU fizeram um parto dentro de uma casa, na tarde desta segunda-feira (9), no Jardim Manhattan, em Uberaba. Passava das 15h30 quando a dona de casa Adiane Aparecida de Assis, 46 anos, começou a sentir dores da contração. A gestante estava apenas na companhia dos filhos de 3 e 14 anos. Uma vizinha ouviu pedidos de ajuda e ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência solicitando atendimento imediato para a grávida. A técnica em enfermagem Rubinéia da Silva, foi uma das socorristas que realizou o parto. Ela estava bem, não tivemos dificuldades porque já trabalhamos com isso, então foi bem
tranquilo, disse. O bebê que é uma menina e nasceu as 16h. Essa é a quinta gestação da dona de casa, que já havia passado por 4 partos normais. É a terceira vez que Adiane dá a luz em casa. O primeiro atendimento a mãe e a criança foi realizado por uma equipe do Suporte Básico, em seguida, elas foram levadas em uma Unidade de Suporte Avançado para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, onde permanecem em observação médica, mas passam bem. 500 livros são deixados em calçada no Boa Vista para doação
A calçada em frente à casa de número 246, na rua Professor Chaves, no bairro Boa Vista, em Uberaba está diferente de outros dias. Quem passou pelo endereço nesta segunda-feira (9) foi surpreendido com um amontoado de livros, a disposição de quem se interessar pelos volumes. São obras jurídicas, na maioria, mas há também outras literaturas sobre comportamento, filosofia e até meditação. política, O material foi deixado no local por uma dupla de estudantes universitários que por não utilizar mais os livros, decidiu se desfazer do acervo. Obras cujo conteúdo é jurídico, estão mesmo ultrapassadas, talvez por essa razão, têm menos saída do que os outros volumes. De acordo com a universitária Gabriela Silva Alves, os livros pertenciam a um escritório de advocacia que fica no centro da cidade. O dono do escritório nos deu todo esse material, são cerca de 500 livros, mas não estamos mais usando, então colocamos aqui na calçada; assim quem passa e se interessa pode pegar e levar; muita gente já passou por aqui e pegou explicou. Se o conteúdo despertou curiosidade dos leitores, é bom correr, antes mesmo que o mau tempo destrua o que ainda sobrou da biblioteca ao ar livre.
Paciente reclama da falta de medicamentos na Farmácia de Acolhimento Diego Borges Rezende Com a receita médica em mãos, o microempresário, Diego Borges Rezende, foi orientado na Unidade de Pronto Atendimento do bairro São Benedito, onde recebeu atendimento, a solicitar os medicamentos para tratar um problema de saúde, na Farmácia de Acolhimento do Município.
Mas o paciente foi surpreendido com a informação de que dos 5 itens descritos na receita, apenas dois estavam no estoque da farmácia, conforme foi informado por uma das atendentes. No posto do meu bairro não tinha os remédios e lá recebi a notícia de que não tinha o Predsim 20 mg, nem Amoxilina Clavulanato de 500 mg, medicamentos usados para controlar infecções e essa reação alérgica que apresentei no rosto; minha esposa também não conseguiu um dos remédios receitados: Neoprazol 20mg, indicado para problemas gástricos, tivemos que gastar comprando em uma drogaria tradicional mesmo, contou. De acordo com o microempresário, ele e a esposa conseguiram fazer a compra graças a ajuda de familiares. E quem não tem condições de comprar esses remédios, a quem recorrer?, questionou. A Farmácia de Acolhimento funciona no prédio anexo a Central de Medicamentos e Suprimentos da prefeitura, que fica localizada na avenida Guilherme Ferreira, no bairro Bom Retiro. Criada em 2013, além do estoque de remédios para atender as 34 unidades de saúde do município, a Farmácia realiza mais de 400 atendimentos diariamente e tem como objetivo a distribuição de medicamentos para pacientes que não tem condições de comprá-los, além de atender demandas de processos judiciais e administrativos contra a prefeitura. Na Promotoria de Justiça, em Uberaba há pelo menos 10 processos com pedido de multa por conta do não fornecimento de medicamentos, segundo a promotora Cláudia Alfredo. O Ministério Público passou a encaminhar para o Juizado Especial da Fazenda Pública esse tipo de demanda, o próprio paciente inicia o processo, quando a causa não ultrapassa 10 salários mínimos finalizou. Em nota, a assessoria de comunicação da prefeitura informou que, conforme ocorre em janeiro, a pasta aguarda a liberação do exercício financeiro (orçamento) de 2017, para dar sequência ao processo de contratação da empresa fornecedora de
medicamentos. Ainda segundo a nota, o Poder Público tem algumas especificidades para aquisição de produtos, entre eles, a abertura do orçamento no começo de ano e o atendimento a Lei de Licitações. Quanto as informações sobre quais medicamentos não estão disponíveis na Farmácia, a assessoria pediu prazo para encaminhar uma resposta. Acidente de trânsito acaba em
bate-boca idosa entre grávida e Um acidente de trânsito na rua Vigário Silva, no centro de Uberaba, no início da tarde desta sexta-feira (6), terminou em confusão e bate-boca. Segundo a polícia militar, o carro conduzido por uma idosa de 65 anos bateu na traseira do veículo em que estavam uma mulher de 42 anos e a filha dela de 17, que está grávida de 7 meses. A gestante teria se irritado por conta do acidente, descido do carro e iniciado uma discussão com a idosa. Após o bateboca, a grávida teria passado mal. Equipes do SAMU e Corpo de Bombeiros foram chamadas para atender a gestante. Pessoas que estavam no local e presenciaram a discussão tentaram impedir que a ambulância do resgate se deslocasse com jovem. Socorristas precisaram pedir apoio policial para controlar a situação. A PM precisou isolar a área para conter a confusão. O trânsito ficou impedido entre a esquina da praça Rui Barbosa com o Calçadão até o trecho da rua Vigário Silva, na esquina com novo anexo da Câmara Municipal. A gestante foi levada para o hospital de Clínicas da
Universidade Federal do Triângulo Mineiro onde recebeu atendimento médico e foi liberada. A mãe da jovem e a idosa não se feriram. Após cerca de meia hora impedido, o trânsito na região onde foi registrado o acidente, foi liberado. Após batida, motociclista é arremessado por cima de carro Motociclista de 25 anos ficou ferido no fim da manhã desta sexta-feira (6), após se envolver em um acidente de trânsito na avenida João XXIII, no bairro Parque das Américas, em Uberaba. Segundo informações da polícia militar, o motociclista atingiu
a traseira de carro que seguia na frente. A motorista teria feito a parada obrigatória, conforme exige a sinalização, e sem conseguir frear, o motociclista bateu no veículo. Com o impacto, ele foi arremessado por cima do carro. De acordo com socorrista do SAMU, o homem teve ferimentos no maxilar e por conta do desgaste no capacete, que já estava sem a borracha de proteção, também sofreu cortes no pescoço. A vítima recebeu os primeiros socorros no local e em seguida foi levada pelo Corpo de Bombeiros para o hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro.
PC estima concluir obra de 5 anos em 5 meses Obra da reforma da delegacia regional de Uberaba foi retomada em 2017. De acordo com o delegado regional Francisco Gouvêa Motta, já foram investidos mais de R$1,2 mi. Falta ainda em torno de R$500 mil mas estamos confiantes na promessa do governo junto a polícia civil de garantir R$400 mil e graças a parceria de entidades locais, como o Sindicato Rural, arrecadamos mais R$100 mil, escareceu. A última paralisação da reforma ocorreu no final da gestão passada, por conta de problemas com a construtora. Com o início da reforma, o plantão da polícia civil passou a funcionar temporariamente num imóvel do bairro Santa Marta. A previsão era de que as atividades por lá durassem seis meses, mas a situação permanece. Construído na década de 50, o projeto do prédio localizado na rua Luiz Próspero, no bairro Parque das Américas, foi feito com as mesmas características arquitetônicas das delegacias de Uberlândia e Juiz de Fora. A expectativa agora, segundo o delegado regional, é que no prazo de cinco meses, a sede esteja apta para o funcionamento. A conclusão dessa reforma terá impactos muito significativos no nosso trabalho, porque além de ser uma área mais segura e digna para os policiais, vai abrigar além do operacional, o setor administrativo e a delegacia de trânsito, concluiu.
Picapes batem no Olinda e moradores cobram redutor de velocidade Duas pessoas ficaram feridas em um acidente de trânsito no cruzamento das ruas José Salge com Edgar Vidal Leite, no fim da manhã desta quinta-feira (5), no bairro Olinda, em Uberaba. Segundo a polícia militar, o condutor da picape de cor preta L.E.S., 51 disse que seguia sentido aeroporto quando foi atingido pelo outro veículo. No entanto, o motorista da picape branca R.K., 43 anos alegou a PM que o outro motorista tentou fazer uma manobra proibida. Equipes do SAMU prestaram socorro às vítimas que foram encaminhados para uma Unidade de Pronto Atendimento com ferimentos leves.
Excesso de velocidade Moradores da região reclamam que motoristas trafegam em alta velocidade pela via. Segundo a aposentada Maria Stela, esse não foi o primeiro acidente registrado no cruzamento. Temos medo que algo pior possa acontecer, os carros passam aqui em velocidade altíssima, é um risco para todo mundo; já vimos muitas batidas aqui, essa não é novidade, contou. A reportagem do UP entrou em contato com a secretaria municipal de Defesa Civil, Trânsito e Transporte, solicitando informações sobre quais medidas podem ser adotadas para minimizar o problema. A Sedest ainda não se posicionou. Bandidos fazem arrastão em prédio no Universitário
Criminosos invadiram um prédio residencial, na rua Pernambuco, no bairro Olinda, na noite desta quarta-feira (4). De acordo com a estudante P.S., 20 anos, todos os moradores estavam de férias. A estudante acredita que os ladrões invadiram o prédio durante a noite. Eles arrombaram o cadeado do portão, destruíram fechaduras e levaram tudo eque podiam, quando cheguei em casa meus documentos estavam jogados no chão, lá fora. No prédio, que fica próximo à Universidade não há câmeras de segurança. Segundo a estudante, uma outra moradora encontrou uma faca de cozinha em frente ao portão. A polícia registrou boletim de ocorrência. Ninguém foi preso. Com medo, a estudante disse que pretende se mudar. Não sei o que pode acontecer, tenho medo que eles voltem, finalizou.