Capítulo 80. Efeito do vento em rios e lagos

Documentos relacionados
Capítulo 80. Efeito do vento em rios e lagos

Capítulo 192 Freeboard de córregos, rios, reservatórios, pontes e outros

Curso de Manejo de águas pluviais Capitulo 71- Canais em rampas Engenheiro Plínio Tomaz 21 de dezembro de 2010

Capítulo 159 Canais em solos não-coesivos pelo Método de Chin da Tensão Trativa

Capítulo 92 Curvas na vertical e horizontal e superelevação em curvas

Capítulo 78 Canais compostos

Capítulo 81 Torre de captação de água e descarregador de fundo de seção circular

Capítulo 92 Superelevação em canais com curvas

Capítulo 107 DissipadorTipo VI do USBR modelo FHWA

Capítulo 81 Torre de captação de água e descarregador de fundo de seção circular 81-1

Dissipador de energia Tipo IX rampa dentada

Capítulo 162 Efeito sísmicos em barragens

Evapotranspiração Capitulo 08- Método de Penman, 1948 Engenheiro Plínio Tomaz 06 de março de 2013

Capítulo 81 Torre de captação de água e descarregador de fundo de seção circular 81-1

Capítulo 45 Tempo de esvaziamento

Capítulo 9 Orifício e vertedor e curva cota-volume Nunca podemos alcançar a verdade, só podemos conjecturar Karl Popper

Capítulo 155 Calha plana

Saneamento Ambiental I

Capítulo 88 Pequenas barragens de terra

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE BIOSSISTEMAS AULA 13 CONDUTOS LIVRES OU CANAIS

Capítulo 88 Pequenas barragens de terra

Capítulo 29. Método de Muskingum-Cunge

Exercícios de Estradas (parte 14)

Aula prática 09 a 12: CONDUTOS LIVRES

CURSO DE CAPACITAÇÃO EM ESTRUTURAS DE BARRAGENS: TERRA, ENROCAMENTO E REJEITOS

CURSO DE CAPACITAÇÃO EM ESTRUTURAS DE BARRAGENS: TERRA, ENROCAMENTO E REJEITOS

Capítulo 68 Trash rack

Capítulo 93 Junção, derivação em canais e canais laterais

Hidráulica Geral (ESA024A)

Capítulo 107 DissipadorTipo VI do USBR modelo FHWA

Capítulo 63-Canal revestido com colchão Reno

Dispositivos de autolimpeza

Elementos de Engenharia Civil 2009/2010. Enunciados dos problemas *

ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP DEPARTAMENTO DE

PHD 0313 Instalações e Equipamentos Hidráulicos

6-1. Capitulo 6- Método de Priestley-Taylor para evapotranspiração de referência ETo

Capítulo 146 Vertedores de pequena barragem

LISTA DE EXERCÍCIOS. 1) A figura abaixo mostra, de forma simplificada, o sistema de freios a disco de um

Aproveitamento de água de chuva Capitulo 21- Noções de hidrologia engenheiro Plínio Tomaz 20 de agosto de 2010

Curso de Manejo de águas pluviais Capitulo 98- Sifão Engenheiro Plínio Tomaz 28 de setembro de 2011 Capítulo 98 Sifão 94-1

ROTEIRO DE EXPERIMENTOS ENG1120 LABORATÓRIO DE HIDRÁULICA

Universidade Tecnológica Federal do Paraná. CC54Z - Hidrologia. Medição de vazão e curva-chave. Prof. Fernando Andrade Curitiba, 2014

Evapotranspiração. Capítulo 08- Método de Penman combinado, Engenheiro Plínio Tomaz 08 de março de 2013

Evapotranspiração Capitulo 09- Método de Blaney-Criddle, 1975 Engenheiro Plínio Tomaz 28/06/08

VENHA PARA ESSE MUNDO.

rectangular muito largo e que o escoamento é aproximadamente permanente e uniforme, estime o tipo de configuração do leito. Justifique.

Hidráulica Geral (ESA024A)

Curso de Manejo de águas pluviais. Capítulo 19- Riprap. Engenheiro Plínio Tomaz 11/março/2011

Capítulo 149 Equação do momento

ESCOAMENTOS UNIFORMES EM CANAIS

Fenômenos do Transporte - 1 Semestre de Escoamento permanente de fluido incompressível em condutos forçados

MEC UFRGS IPH LISTA DE EXERCÍCIOS DHH IPH CANAIS A SUPERFÍCIE LIVRE 26/11/2007

Capítulo 29. Método de Muskingum-Cunge

ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ ESALQ/USP LEB 1440 HIDROLOGIA E DRENAGEM Prof. Fernando Campos Mendonça

ENGENHARIA FÍSICA. Fenômenos de Transporte A (Mecânica dos Fluidos)

a 1,019m/s, S 89,43N ; b)

Disciplina: Camada Limite Fluidodinâmica

Escola Politécnica da Universidade de São Paulo Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental PHD Saneamento

Fenômenos de Transporte Aula 1. Professor: Gustavo Silva

, e a densidade do ar é 1, 293kg / m. Resposta: 5,5 km.

Condutos livres ou canais Movimento uniforme

Condutos Livres Canais Escoamento Uniforme. Disciplina: CIV271 - HIDRÁULICA Curso: ENGENHARIA AMBIENTAL ESCOLA DE MINAS - UFOP Ouro Preto / 2015

Ondas no Oceano. Ondas no Oceano. Ondas no Oceano. Ondas no Oceano Praia de Salinas - PA 21/03/2016. Classificação das Ondas no Oceano (Mei, 1983)

PME Análise Dimensional, Semelhança e Modelos

Capítulo 58 Escada hidráulica com reservatórios no patamar

Capítulo 74 Canal com degrau

3.8 - Diretrizes para Concepção da Rede Coletora de Esgoto

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE BIOSSISTEMAS AULA 3 ROTEIRO

Capítulo 79 Orifício e vertedor e curva cota-volume Nunca podemos alcançar a verdade, só podemos conjecturar Karl Popper

PROJETO DE UMA INSTALAÇÃO DE BOMBEAMENTO BÁSICA RAIMUNDO FERREIRA IGNÁCIO

4.6. Experiência do tubo de Pitot

Aula 02 - Perda de Carga Localizada

Capítulo 88 Pequenas barragens de terra

Capítulo 114 Método de Snyder

Capítulo 99 SCS para várias bacias

Capítulo 74 Canal com degrau

LOQ Fenômenos de Transporte I

Trabalho e Energia. = g sen. 2 Para = 0, temos: a g 0. onde L é o comprimento do pêndulo, logo a afirmativa é CORRETA.

Escoamento completamente desenvolvido

Universidade Tecnológica Federal do Paraná. CC54Z - Hidrologia. Evaporação e evapotranspiração. Prof. Fernando Andrade Curitiba, 2014

Roteiro - Aula Prática Orifícios e Bocais:

Capítulo 77 Transição em canais

parâmetros de cálculo 4. Velocidade 5. Vazão

CAPÍTULO VI GALERIAS. TABELA VI.1. Período de Retorno em Função da Ocupação da Área

SISTEMA DE COLETA DE ESGOTO. 1. Normas sobre o assunto:

Trabalho D Escoamento por Descarregadores

Análise Dimensional e Semelhança

DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE MANNING EM CANAL EXPERIMENTAL

HIDRÁULICA. REVISÃO 1º Bimestre

Capítulo 6 Fluxo de água em canais abertos

1 A figura a seguir apresenta o espectro eletromagnético e os diferentes tipos de radiação que o compõem.

Transcrição:

1 Capítulo 80 Efeito do vento em rios e lagos Mapa das Isopletas de vendo. Velocidade básica (m/s) 80-1

2 SUMÁRIO Ordem Assunto 80.1 Introdução 80.2 Determinação da borda livre de um lago conforme Stevenson 80.3 Fórmula de Molitor 80.4 Determinação da altura da onda conforme Narfet 80.5 Comprimento da onda conforme Eckart, 1952 80.6 Tensão trativa em rios 80.7 Bibliografia e livros consultados 10 páginas 80-2

3 Capítulo 80-Efeito do vento em rios e lagos 80.1 Introdução Em lagos é muito importante a determinação da borda livre, pois a ação do vento faz criar ondas na superfície da água que atinge até uma determinada altura. A Figura (80.1) mostra esquematicamente o comprimento, altura e o período da onda. Figura 80.1- Comprimento, altura e período da onda Fonte: Unesco, 2005 Conforme Asce, 1996 as ondas na água podem ter diversas origens: vento, força gravitacional devido a Lua, atividade sísmica ou movimento de água dentro de um vaso ou deslocamento de um navio. Existem teorias para as ondas do mar, mas para ondas em lagos e rios o processo é estatístico. Em rios e lagos é importante a velocidade do vento e o fetch. 80.2 Determinação da borda livre de um lago conforme Stevenson Conforme prof. dr. K. Tamada, 1999 da EPUSP a altura da onda ho é obtida através da fórmula empírica de Stevenson. ho= 0,028 x ( V x F) 0,5 + 0,76 0,26 x ( F) (1/4) ho= altura da onda (m) V= velocidade do vento (km/h). São Paulo: velocidade do vento adotada está entre 100km/h a 120km/h F= fetch (km). Fetch é a medida em linha reta sem cortar qualquer obstáculo físico como ilhas e penínsulas até o barramento conforme Figura (80.2). O ângulo entre o fetch e a direção do vento é denominado de Φ. h= borda livre (m) h= 1,40 x ho 80-3

4 Figura 80.2- Fetch de comprimento L em km Conforme Novak, 2007 temos: F < 20 km H=0,34 x F 0,5 +0,76-0,26 x F 1/4 Para fetch maior que 20Km despreza-se os últimos dois termos ficando: F= fetch (km) H= altura da onda (m) F>20km H=0,34 x F 0,5 Conforme Novak, 2007 em reservatórios de tamanho médio o freeboard fw pode ser estimado por: fw= 0,75H + c 2 /2g fw= freeboard (m) H= altura da onda (m) c= velocidade da onda (m/s) g= 9,81 m/s 2 =aceleração da gravidade Mas o valor de c é: E então teremos: c= 1,5 + 2H fw= 0,75 H + (1,5 + 2H) 2 /2g 80-4

5 Onda significante Hs O conceito de altura de onda significante Hs que é a altura média do terço da da ondar mais alta. É recomendado por ICE, 1996 conforme Novak, 2007 que a altura de projeto Hd seja um múltiplo de Hs variando de Hd =0-,75 Hs to 1,3Hs para barragens de concreto. Para barragens em terra Hd= 1,67 Hs. O valor de Hs pode ser obtido conforme Novak, 2007 pela Figura (80.3) ou pela equação: Hs= V. F 0,5 / 1760 Hs= altura da onda significante (m) V= velocidade do vento (m/s) F= fetch (m) Hd= altura significante da onda (m). É a altura da onda para o projeto. Hd= 0,75 Hs ou 1,3 Hs para barragens de concreto Hd= 1,67 Hs para barragens em terra Figura 80.3- Relação entre o fetch (m) e a velocidade do vento (m/s) para se achar a altura significativa da onda (m). ICE, 1996 in Novak, 2007. Novak, 2007 salienta que a decisão final é do projetista que terá que levar em consideração as varia situações como: Efeito do nível do reservatório devido ao flood routing Efeitos sísmicos Efeitos dos ventos na superfície da água do reservatório Efeitos e açao dos ventos na barragem. 80-5

6 Fórmula de Gaillard v= 1,5 + 2 x ho v= velocidade das ondas (m/s). Nota: não é a mesma coisa que velocidade do vento V ho= altura das ondas (m). Exemplo 80.1 Calcular a folga para uma barragem que tem um fetch de F=25km http://www.carisia.com.br/barragensg-aula3-projetodebarragens.pdf Acessado em 31 de outubro de 2007 F>18km ho=0,34 x F 0,5 ho=0,34 x 25 0,5 = 1,70m v= 1,5 + 2 x ho v= velocidade das ondas (m/s) v= 1,5 + 2 x 1,70= 4,90m/s Folga= 0,75 x ho + v 2 / 2g = 0,75 x 1,70 + 4,9 2 /(2 x 9,81)= 2,50m Exemplo 80.2 Calcular a borda livre de uma represa do Cabuçu em Guarulhos com fetch= 1,5km, velocidade do vento de 120km/h. ho= 0,028 x ( V x F) 0,5 + 0,76 0,26 x ( F) (1/4) ho= 0,028 x (120 x 0,5) 0,5 + 0,76 0,26 x ( 1,5) (1/4) ho= 0,38+0,76-0,29= 1,27m (altura da onda) h=1,40 x ho= 1,4 x 1,27= 1,78m (borda livre) 80.3 Fórmula de Molitor Para F < 30km ho= 0,75 + 0,032 x (V x F) 0,5-0,27 (V x F) (1/4) Para F > 30km ho= 0,032 x (Vx F) 0,5 ho= altura da onda (m) V= velocidade do vento (km/h) F= fetch (km). Nota: não confundir o fetch F com a folga F. Figura 80.4- Altura da onda h e F= folga A folga F é 0,75 vezes a altura das ondas mais V 2 /2g 80-6

7 80.4 Determinação da altura da onda conforme Narfet Conforme Allan et al, 2000 a estimativa da altura da onda e do período pode ser obtida usando as equações de Narfet. ho= 0,0015 x g -0,5 x F 0,5 x [V cos(φ)] Tp= 2,6 x g 0,72 x F -0,28 x [Vx cos(φ)] -0.44 ho= altura da onda (m) F= fetch na direção do vento (m) V= velocidade do vento (m/s) (Φ)=ângulo entre a direção do vento e o Fetch g= 9,81m/s 2 Tp= período da onda (s) De modo geral segundo observações de Allan, 2000 a equação de Narfet aumenta um pouco o valor da altura da onda e diminui um pouco a período da onda, mas mesmo assim é usada. Exemplo 80.3 Dada a velocidade do vento de 120km/h (33,33m/s) e fetch de 500m calcular a altura da onda ho e o período da onda Tp. ho= 0,0015 x g -0,5 x F 0,5 x [V cos(φ)] Tp= 2,6 x g 0,72 x F -0,28 x [Vx cos(φ)] -0.44 ho= 0,0015 x 9,81-0,5 x 500 0,5 x [33,33 cos(0)]= 0,36m (altura da onda) Tp= 2,6 x 9,81 0,72 x 500-0,28 x [33,33 cos(0)] -0.44 = 0,5s (período) 80.5 Comprimento da onda conforme Eckart, 1952 Conforme Eckart, 1992 in Allan, 2000 o comprimento da onda pode ser obtido usando a equação: L= (g x Tp 2 / (2x PI)) x {tanh [( 4 x PI 2 x d)/ (Tp 2 x g)]} 0,5 L= comprimento da onda (m) g= 9,81m/s 2 Tp= período (s) tanh= tangente hiperbólica d= profundidade do lago (m) Exemplo 80.4 Dado um lago com profundidade d=1,20m, período Tp= 2,46s L= (g x Tp 2 / (2 xpi)) x {tanh [( 4 PI 2 x d)/ (Tp 2 x g)]} 0,5 L= (9,81 x 2,46 2 / (2 xpi)) x {tanh [( 4 PI 2 x 1,20)/ (2,46 2 x 9,81)]} 0,5 = 7,69m Portanto, o comprimento da onda L=7,69m. 80-7

8 80.6 Tensão trativa em rios Conforme Tomaz, 2002 a tensão trativa média T é dada pela equação: T= γ. R. S T= tensão trativa média no perímetro molhado da seção transversal (N/m 2 ) ou Pascal Pa γ = peso especifico da água = 10000N/m 3 (valor mais exato = 9800) R= raio hidráulico (m) S= declividade (m/m) Sendo b a largura do rio e y altura da lâmina de água para um rio muito largo (b/y > 4) a tensão trativa no fundo do rio é: T= γ. y. S No talude a tensão trativa é menor, ou seja: T= 0,7. γ. y. S Conforme Unesco, 2005 a tensão trativa nos rios é a soma da tensão trativa devido ao escoamento e tensão trativa devido ao vento. T= T escoamento + T vento Tensão trativa devido ao escoamento do rio Usando a equação da tensão trativa combinada com a equação de Manning obtemos a tensão trativa em N/m 2 ou kg/m/s 2 no fundo do rio dada pela equação: T vento =1000 x 9,81 x U 2 x n 2 / d (1/3) T vento = tensão trativa devido ao vento U= velocidade média do rio (m/s) n= coeficiente de Manning do rio d= profundidade do rio (m) 80-8

9 Tensão trativa devido ao vento A tensão trativa no fundo do rio devido ao vento é dada pela equação: T vento = 0,25 x 1000 x fw x Uo 2 T= tensão trativa devido ao vento (N/m 2 ) fw= fator de frição (adimensional) Uo= velocidade efetiva horizontal no fundo do rio devido a ondas (m/s) Uo= PI x ho / (Tp x senh (2 x PI x d/ L)) Uo= velocidade horizontal no fundo devido as ondas (m/s) ho= altura da onda (m) Tp= período da onda (s) senh= seno hiperbólico L= comprimento da onda (m) O valor aproximada de fw: fw= exp (-5,977 + 5,123 x d -0,194 ) Uma estimativa para fw=0,32. Geralmente a tensão trativa no fundo dos rios devido ao vento é muito pequena e é desprezada. 80-9

10 80.7 Bibliografia e livros recomendados -ALLAN, JONATHAN et al. Wind wave characteristics at Lake Dunstan, South Island, New Zeaand, 22 de março 2000. -ASCE (AMERICAN SOCIETY OF CIVIL ENGINEER). Hydrology handbook, 2A ED.2006, 784 páginas. -INTERNET- http://www.carisia.com.br/barragensg-aula3-projetodebarragens.pdf Acessado em 31 de outubro de 2007 -INTERNET- http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/hid.htm. Acessado em 31 de outubro de 2007. -NOVAK, P. et al. Hydraulic Structures. Editora E& FN Spon, 4a ed, 2007 com 700 páginas, ISBN 13-978-0-415-38625-8. -TAMADA, K. Construções hidráulicas. EPUSP, 1999. Notas de aula PHD-511 -UNESCO. Water resources systems planning and management. Ano 2005. 80-10