Pesquisa Custos Logísticos no Brasil 2015
Coordenadores Paulo Tarso Vilela de Resende Paulo Renato de Sousa Paula Oliveira Bolsistas Fapemig Bruna Catão Braga Larissa de Freitas Campos Rafael Barroso de Oliveira
1. CARACTERIZAÇÃO Logística, Supply Chain e Infraestrutura DA AMOSTRA
Estudo realizado com 142 empresas que representam 22 segmentos industriais; O faturamento das respondentes equivale a cerca de do PIB brasileiro; O objetivo é avaliar os custos logísticos para as indústrias que operam no Brasil e seus determinantes;
LOCALIZAÇÃO DAS MATRIZES 1% 1% 5% 32% 61% Norte Nordeste Centro Oeste Sudeste Sul A região mais expressiva da amostra é a região Sudeste, onde 61% das empresas entrevistadas mantêm suas matrizes.
REGIÕES DE ATUAÇÃO 90,0% 84,5% 80,0% 70,0% 60,0% 50,0% 40,0% 41,5% 30,0% 25,4% 20,0% 10,0% 12,7% 15,5% 0,0% Norte Nordeste Centro Oeste Sudeste Sul A região mais expressiva da amostra é a região Sudeste, onde 84,5% das empresas entrevistadas mantêm atividades.
VOLUME DE VENDAS/ANO DAS EMPRESAS ENTREVISTADAS Acima de 10 bilhões 11,3% 2-10 bilhões 22,5% 1-2 bilhões 15,5% 500-1000 milhões 14, 200-500 milhões 14,1% 150-200 milhões 7,0% 100-150 milhões 4,2% Menos de 100 milhões 10,6% 0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% Nota-se que a parte superior do gráfico concentra as maiores porcentagens, denotando o alto faturamento das empresas participantes da pesquisa.
14,0% 12,0% 12,7%12,7% SEGMENTAÇÃO SETORIAL 10,0% 8,0% 9,9% 9,2% 8,5% 7,7% 6,0% 5,6% 4,9% 4,0% 2,0% 3,5% 3,5% 2, 2, 2, 2,1% 2,1% 2,1% 2,1% 1,4% 1,4% 0,7% 0,7% 0,7% 0,0% A amostra é composta por empresas de 22 segmentos. Os segmentos com maior número de respondentes foram alimentação e auto indústria, ambas representando 12,7% da amostra.
DISTRIBUIÇÃO MODAL DAS EMPRESAS 4% 5% 3% 80% Rodovia Ferrovia Hidrovia Cabotagem Aeroviário O modal rodoviário é expressivamente predominante nas empresas, representando 80% dos transportes realizados.
Logística, Supply Chain e Infraestrutura 2. RESULTADOS DA PESQUISA 2.1. MAPEAMENTO DOS CUSTOS LOGÍSTICOS
11,75% CUSTOS LOGÍSTICOS COMPARATIVO 11,73% 11,70% 11,65% 11,60% 11,55% 11,52% 11,50% 11,45% 11,40% 2014 2015 O custo logístico de 2015 cresceu 1, (ou 0,21 ponto percentual), considerando a média ponderada pelo volume de vendas das empresas pesquisadas, em relação a pesquisa de 2014.
16 CUSTOS LOGÍSTICOS COMPARATIVO POR PORTE 14 12 10 9,55 11 13,55 12,92 10,41 9,73 9,25 12,71 12,14 12,23 11,5 11,5811,39 8 7,13 6 4 2 0 0 0 Menos de 100 milhões 100-150 milhões 150-200 milhões 200-500 milhões 500-1000 milhões 1-2 bilhões 2-10 bilhões Acima de 10 bilhões 2014 2015 O custo logístico sofreu um crescimento de nas empresas com volume de vendas entre R$500 milhões a R$1 bilhão. Tal comportamento foi também observado nas empresas que faturam entre R$150 a R$200 milhões e R$2 a R$10 bilhões, porém, em menores intensidades de 5% e 6%, respectivamente, o que já se mostra significativo para o período de 1 ano.
CUSTOS LOGÍSTICOS COMPARATIVO POR REGIÃO DA MATRIZ 35 30 30 25 22 20 15 10 11,2 11,7 10,6 10 5 5,4 6,4 0 0 Centro Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul 0 2014 2015 O custo logístico cresceu em todas as regiões do Brasil, exceto no Sul. Tal crescimento alcançou no Centro Oeste, no Nordeste e 4% no Sudeste.
30 CUSTOS LOGÍSTICOS COMPARATIVO POR SETOR 28,33 25 21,33 20 15 10 5 13,43 13 12,68 8,01 8,5 7,79 5 5 19,25 17,61 16 13,27 13,16 12,19 10,96 11,25 9,11 10,65 9,49 8,8 7,98 15,5 6,2 6 13,5 13 9 8 12,6 6,67 10 8,82 7 14,5 2,5 5,67 10,67 0 2014 2015 O custo logístico nos setores de agronegócio, alimentação e auto indústria cresceram 14%, 9% e 3%, respectivamente. Tal comportamento pode ser também observado em outros setores que, no entanto, não apresentaram uma amostra individualmente significativa.
NIVEL DE DEPENDÊNCIA DAS EMPRESAS Máquinas e equipamentos 1% 6% 43% 35% Profissionais qualificados 0% 3% 54% 31% Matérias-primas importadas 6% 19% 37% 21% 16% Aeroportos 29% 29% 12% 7% Portos 7% 14% 32% Ferrovias 53% 9% 9% Rodovias 0% 1% 12% 86% 0% 10% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Nem um pouco dependente Muito pouco dependente Um pouco dependente Muito dependente Extremamente dependente Os itens que as empresas mais apontaram dependência foram: rodovias, máquinas e equipamentos e profissionais qualificados.
INTENSIDADE NA FORMAÇÃO DO PREÇO FINAL Distribuição urbana 21% 33% Aeroportuários 33% 46% 6% 4% Compras de matérias-primas importadas 36% 24% 17% Portuários 37% 2 9% Embalagem 12% 24% 40% 4% Armazenagem 6% 35% Transporte 1% 3% 19% 37% 39% 0% 10% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Nem um pouco intenso Muito pouco intenso Um pouco intenso Muito intenso Extremamente intenso Os principais fatores de impacto no preço final são: custos com transporte, distribuição urbana e armazenagem.
DISTRIBUIÇÃO DE INCIDÊNCIA NOS CUSTOS LOGÍSTICOS 7% 50% Transporte de longa distância Distribuição urbana (transporte de curta distância) Administrativo Armazenagem Custos portuários O transporte de longa distância é o fator mais representativo na estrutura dos custos logísticos das empresas. Representa 50% do total.
LOCALIZAÇÃO DOS MAIORES CUSTOS LOGÍSTICOS Custos portuários 19% 33% 16% 9% Logística reversa 24% 43% 6% 0% Embalagem 31% 19% 4% Distribuição urbana de produtos 17% 24% 21% Armazenagem de produto acabado 17% 3 9% Transporte de produto acabado 4% 4% 10% 31% 50% Armazenagem de matéria-prima 9% 31% 32% Transporte de matéria-prima 5% 12% 24% 31% 29% 0% 10% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Nenhuma relevância nos custos logísticos Um pouco relevante nos custos logísticos Extremamente relevante nos custos logísticos Muito pouco relevante nos custos logísticos Muito relevante nos custos logísticos Nota-se que os maiores custos logísticos se referem ao transporte de produto acabado, transporte de matéria-prima e distribuição urbana de produtos.
PERCEPÇÃO DO AUMENTO SIGNIFICATIVO DE CUSTOS Custos com burocracia 2% 21% 29% 33% Custos portuários 33% 21% 5% Custos com distribuição nas regiões metropolitanas 7% 9% 29% 31% Custos com mão-de-obra especializada 3% 9% 46% 12% Custos com armazéns 6% 33% 26% 26% 10% Custos de rastreamento e segurança de veículos 14% 42% 14% 6% Custos com seguros 33% 3 6% Custos de embalagem 33% 37% 17% 1% 0% 10% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Nenhum aumento Pouco aumento Aumento considerável Bastante aumento Aumento extremo As empresas perceberam a incidência de aumento extremo nos custos com distribuição nas regiões metropolitanas, com burocracia e com mão-de-obra especializada.
IMPACTOS NO AUMENTO EXTRA DE CUSTOS LOGÍSTICOS Restrições de cargas e descargas 2% 29% 21% Fiscalização e multas 33% 35% 5% Falta de estrutura de apoio nas estradas 2% 12% 44% 12% Formação de mão de obra 0% 12% 33% 46% 9% Ações trabalhistas 6% 31% 31% 9% Horas extras 4% 26% 34% Acidentes 6% 35% 24% 4% Tecnologias de segurança contra roubos 12% 26% 37% 21% 4% 0% 10% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Nenhum impacto Muito pouco impactante Um pouco impactante Muito impactante Extremamente impactante As restrições de cargas e descargas, a falta de estrutura de apoio nas estradas e o pagamento de horas extras provocaram aumento extra nos custos logísticos das empresas.
FATORES IMPORTANTES NA REDUÇÃO DOS CUSTOS LOGÍSTICOS Maior integração entre os meios de transporte 6% 22% 42% Maior oferta de plataformas logísticas com armazenagem 19% 22% 31% 10% Melhor acesso portuário 21% 21% 26% 19% Redução no valor do pedágio 6% 21% 24% Maior oferta de caminhões Mudança na cobrança de ICMS 6% 6% 44% Menos restrições de carga e descarga nos centros urbanos 17% 24% 19% Gestão das ferrovias com integração multimodal 12% 35% Redução da burocracia portuária 17% 16% 21% Expansão da malha ferroviária 46% Melhoria nas condições rodoviárias 0% 4% 72% 0% 10% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Nem um pouco importante Um pouco importante Muito importante Extremamente importante Prioridade máxima de importância Nota-se que a melhoria nas condições rodoviárias, a expansão da malha ferroviária e a mudança na cobrança de ICMS são elementos essenciais para a redução dos custos logísticos das empresas.
MEDIDAS PARA REDUÇÃO DO CUSTO LOGÍSTICO Transfere os custos logísticos para os clientes. 35% 7% Solicitar maior tempo de entrega junto aos clientes 22% 32% Reduz o número de entregas rápidas. Alterar operações de CIF para FOB 26% 26% 26% Aumenta o número de centros de distribuição. 31% 19% 26% 10% Desloca estoques para próximo do cliente. 21% 16% 22% Terceiriza frota e serviços logísticos para outros operadores. 4% 7% 35% 44% 0% 10% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Não tem feito nada Tem feito muito pouco Tem feito pouco Tem feito muito Vem sendo prioridade da empresa A terceirização da frota e dos serviços logísticos para outros operadores têm sido a medida mais adotada pelas empresas para reduzir o custo logístico.
Logística, Supply Chain e Infraestrutura 2. RESULTADOS DA PESQUISA 2.2. AVALIAÇÃO DA INFRAESTRUTURA BRASILEIRA
QUALIDADE DA INFRAESTRUTURA LOGÍSTICA BRASILEIRA Infraestrutura do transporte aéreo 32% 45% 1% Infraestrutura portuária 45% 2 1% Infraestrutura ferroviária 5 36% 5% 0% 1% Infraestrutura rodoviária 52% 17% 6% 0% 0% 10% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Péssimo Ruim Razoável Bom Muito bom As empresas consideram a infraestrutura ferroviária como a de menor qualidade.
PARTICIPAÇÃO DA INICIATIVA PRIVADA EM PROJETOS Gestão de aeroportos 3% 1% 53% 35% Administração portuária 2% 3% 7% 50% 3 Concessão ferroviária 3% 2% 5% 40% 50% Concessão rodoviária 4% 0% 7% 49% 41% 0% 10% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Nem um pouco essencial Muito pouco essencial Indiferente Essencial Extremamente essencial As empresas consideram a participação da iniciativa privada extremamente essencial em todos os setores indicados.
EFICIÊNCIA E REAL PARTICIPAÇÃO DA INICIATIVA PRIVADA Gestão de aeroportos 3% 31% 19% Administração portuária 7% 26% 24% 16% Concessão ferroviária 9% 19% Concessão rodoviária 3% 16% 35% 0% 10% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Não significativa Muito pouco significativa Significativa Muito significativa Extremamente significativa As empresas avaliam bem a eficiência e a real participação do setor privado nas atividades pesquisadas.
O AUMENTO NO VOLUME DE ESTRADAS PEDAGIADAS PERMITIRÁ... à sua empresa reduzir o custo de transporte de suprimentos. 17% 19% 24% 9% à sua empresa a redução nos custos de estoque. 4% que a sua empresa adote o modal rodoviário com frequência maior do que a utilizada atualmente. 35% 19% 24% à sua empresa redução nos custos com armazenagem. 17% 6% à sua empresa maior consistência na entrega de produtos e serviços. 4% 10% 32% 29% à sua empresa maior velocidade na entrega de produtos e serviços. 6% 9% 36% à sua empresa reduzir o custo de transporte pela melhoria das condições das pistas. 29% 0% 10% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Discordo plenamente Discordo parcialmente Não concordo nem discordo Concordo parcialmente Concordo plenamente As empresas ressaltaram que a privatização das estradas permitirá a elas ter mais consistência e rapidez na entrega de produtos e serviços.
MAIOR OFERTA DE SERVIÇOS FERROVIÁRIOS PERMITIRÁ... à sua empresa reduzir o custo de transporte de suprimentos. 17% 19% 24% 9% à sua empresa a redução nos custos de estoque. 4% que a sua empresa adote o modal rodoviário com frequência maior do que a utilizada atualmente. 35% 19% 24% à sua empresa redução nos custos com armazenagem. 17% 6% à sua empresa maior consistência na entrega de produtos e serviços. 4% 10% 32% 29% à sua empresa maior velocidade na entrega de produtos e serviços. 6% 9% 36% à sua empresa reduzir o custo de transporte pela melhoria das condições das pistas. 29% 0% 10% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Discordo plenamente Discordo parcialmente Não concordo nem discordo Concordo parcialmente Concordo plenamente A maior oferta de serviços ferroviários permitirá as empresas maior consistência e rapidez na entrega de produtos e serviços.
90% 80% NÍVEL DE SATISFAÇÃO POR REGIÕES 75% 81% 70% 65% 60% 50% 4 52% 40% 33% 29% 33% 19% 19% 21% 10% 0% 4% 1% 1% Sudeste Sul Nordeste Norte Centro Oeste Satisfeito Regular Insatisfeito A infraestrutura das regiões Norte e Nordeste foi classificada com um baixo nível de satisfação por 81% e 75%, respectivamente, das empresas respondentes.
BARREIRAS LOGÍSTICAS À ENTRADA - SUDESTE 100% 9% 7% 6% 9% 10% 90% 10% 12% 12% 80% 26% 24% 70% 26% 60% 24% 50% 26% 22% 40% 22% 45% 33% 10% 26% 32% 39% 0% Nem um pouco impactante Muito pouco impactante Um pouco impactante Muito impactante Extremamente impactante O valor dos imóveis e a falta de integração modal têm sido gargalos para as atividades empresariais na região Sudeste.
100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 10% 0% BARREIRAS LOGÍSTICAS À ENTRADA - SUL 6% 7% 6% 6% 4% 9% 14% 12% 12% 10% 19% 26% 2 32% 39% 34% 32% 33% 29% 24% Nem um pouco impactante Muito pouco impactante Um pouco impactante Muito impactante Extremamente impactante A falta de integração modal é o principal gargalo para as atividades empresariais na região Sul.
BARREIRAS LOGÍSTICAS À ENTRADA - NORDESTE 100% 90% 2 33% 29% 2 2 80% 70% 22% 60% 32% 50% 36% 32% 40% 24% 19% 9% 14% 7% 10% 17% 14% 14% 14% 0% Nem um pouco impactante Muito pouco impactante Um pouco impactante Muito impactante Extremamente impactante A região Nordeste apresenta vários gargalos para as atividades empresariais, destacando-se a precariedade da infraestrutura.
BARREIRAS LOGÍSTICAS À ENTRADA - NORTE 100% 10% 90% 19% 32% 32% 31% 80% 41% 37% 12% 70% 60% 19% 26% 24% 50% 34% 40% 16% 19% 5% 17% 34% 6% 6% 10% 19% 17% 16% 0% Nem um pouco impactante Muito pouco impactante Um pouco impactante Muito impactante Extremamente impactante A região Norte também apresenta vários gargalos para as atividades empresariais, destacando-se a precariedade da infraestrutura e a falta de integração modal.
BARREIRAS LOGÍSTICAS À ENTRADA CENTRO OESTE 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 10% 0% 17% 7% 9% 24% 14% 32% 29% 29% 22% 10% 2 14% 17% 19% 26% 2 24% 22% 26% 21% 16% Nem um pouco impactante Muito pouco impactante Um pouco impactante Muito impactante Extremamente impactante A região Centro Oeste também apresenta diversos gargalos as atividades empresariais, destacando-se, como na região Norte, a precariedade da infraestrutura e a falta de integração modal.
CREDIBILIDADE DOS PROJETOS DE INFRAESTRUTURA DO GOVERNO FEDERAL 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 10% 0% 1% 0% 4% 0% 5% 1% 0% 5% 0% 1% 1% 0% 6% 5% 0% 51% Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 59% 59% 37% 35% Transparência na execução dos projetos em andamento Confiança na capacidade técnica do governo em conduzir tais projetos 45% 49% 5 56% Capacidade do Capacidade do governo em não governo influenciar acompanhar politicamente tecnicamente o na definição dos andamento das projetos obras 56% 36% 35% 39% Capacidade do governo em priorizar os investimentos Capacidade do governo em jogar as regras do mercado Nenhuma credibilidade Baixa credibilidade Credibilidade média Alta credibilidade Excelente credibilidade Nota-se que os projetos de infraestrutura sob responsabilidade do governo federal foram avaliados como de nenhuma credibilidade pela maior parte dos respondentes, em todos os itens pesquisados.
MAIORES GARGALOS PARA O CUMPRIMENTO DOS PRAZOS DAS OBRAS DE INFRAESTRUTURA NO BRASIL Dificuldades na obtenção de financiamentos 24% 3 7% Cronogramas não realistas 12% 14% 24% 42% Ineficiência na gestão dos projetos 1% 7% 42% Processos na justiça 3% 22% 39% Influência política 1% 4% 34% 46% Transparência no processo de licitação 2% 7% 32% 41% Licenças ambientais 2% 35% Burocracia 1% 7% 62% Corrupção 1% 4% 82% 0% 10% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Nem um pouco importante Um pouco importante Muito importante Extremamente importante Prioridade máxima de importância As empresas consideram a corrupção e a burocracia como os maiores gargalos para o cumprimento dos prazos das obras de infraestrutura no Brasil.
FATORES CONDICIONANTES PARA A FALTA DE COMPETITIVIDADE DO ATUAL AMBIENTE LOGÍSTICO BRASILEIRO Regulações trabalhistas 7% 4% Carência de mão de obra qualificada 2% 42% 1% Corrupção 3% 4% 46% 19% Impostos 1% 4% 9% 52% 17% Taxas regulatórias 7% 14% 22% Oferta de infraestrutura inadequada 2% 3% 4% 53% 21% 0% 10% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Nem um pouco importante Um pouco importante Importância média Muito importante Extremamente importante Prioridade máxima de importância As respostas indicam que a infraestrutura inadequada, a corrupção e os impostos são os principais fatores para a falta de competitividade no ambiente logístico brasileiro.
Logística, Supply Chain e Infraestrutura 2. RESULTADOS DA PESQUISA 2.3. PROPOSTAS DE MELHOR EFICIÊNCIA LOGÍSTICA
UMA MAIOR EFICIÊNCIA LOGÍSTICA PERMITIRÁ... Utilização da multimodalidade. Redução dos preços dos produtos/serviços aos consumidores finais. Reduzir o lead time. Disponibilizar mais produtos e serviços a preços menores. Disseminar ganhos e benefícios a serem percebidos pela cadeia de valor da sua empresa. Ter maior mobilidade urbana. Reduzir o custo de transporte de suprimentos. Redução nos custos de estoque. Adotar o modal hidroviário com frequência maior do que a utilizada atualmente. Adotar o modal ferroviário com frequência maior do que a utilizada atualmente. Adotar o modal aéreo em porcentagem maior do que a utilizada atualmente. Adotar o modal rodoviário com frequência maior do que a utilizada atualmente. Implantação de novos centros de distribuição. Implantação de uma unidade de negócios adicional. Redução nos custos com armazenagem. Reduzir custos com deslocamentos de funcionários. Maior consistência na entrega de produtos e serviços. Maior velocidade na entrega de produtos e serviços. Reduzir o custo de transporte na distribuição. 2% 4% 2 56% 1% 32% 44% 1% 29% 61% 3% 6% 35% 44% 2% 1% 7% 3 51% 5% 16% 1% 4% 7% 34% 5% 5% 12% 36% 22% 43% 21% 22% 12% 17% 37% 5% 5% 17% 43% 6% 22% 37% 1% 3% 6% 61% 1% 2% 6% 69% 1% 2% 80% 45% 55% 35% 22% 42% 7% 17% 26% 22% 0% 40% 60% 80% 100% Discordo plenamente Discordo parcialmente Não concordo nem discordo Concordo parcialmente Concordo plenamente Em geral, as empresas concordam com todos os itens, destacando a redução do custo de transporte na distribuição e a maior velocidade na entrega dos produtos.
NÍVEL DE VANTAGENS OFERECIDAS PELO SETOR PRIVADO Padrão de governança 10% 19% 40% Influência política na gestão 22% 2 7% Investimentos permanentes 3% 12% 29% 26% Profissionais preparados 5% 35% 32% Burocracia no relacionamento fornecedor-cliente 32% 32% Preços das tarifas 21% 33% 6% Nível de serviço 1% 6% 32% 47% 0% 10% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Nem um pouco vantajoso Pouco vantajoso Vantajoso Muito vantajoso Máxima vantagem As empresas consideram o nível de serviço e os investimentos permanentes como as principais vantagens oferecidas pelo setor privado.
NÍVEL DE VANTAGENS OFERECIDAS PELO SETOR PÚBLICO Padrão de governança 4 35% 2% 7% Influência política na gestão 54% 7% 6% Investimentos permanentes 55% 7% 2% Profissionais preparados 2 40% 24% 6% 1% Burocracia no relacionamento fornecedor-cliente 55% 26% 7% 5% 7% Preços das tarifas 36% 12% Nível de serviço 56% 9% 2% 3% 0% 10% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Nem um pouco vantajoso Pouco vantajoso Vantajoso Muito vantajoso Máxima vantagem A gestão pública foi considerada não vantajosa em todos os critérios avaliados. As empresas consideram o nível de serviço, a falta de investimentos permanentes e a influência política na gestão como as principais desvantagens oferecidas pelo setor público.
PRIORIDADE DE INVESTIMENTO PÚBLICO EM INFRAESTRUTURA Metrôs 45% 10% 7% 7% 3% 6% Ampliação de terminais de aeroportos 12% 14% 9% 7% 4% Equipamentos portuários 12% 10% 2% 7% Redução da burocracia portuária 5% 3% 14% 24% 6% 12% Acessos portuários 1% 6% 12% 9% Alinhamento operacional entre empresas ferroviárias 6% 14% 14% 24% 7% Ampliação de ferrovias 4% 4% 26% 26% Recuperação e ampliação de rodovias 3% 4% 2% 10% 12% 50% 0% 10% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 1 2 3 4 5 6 7 8 A recuperação e ampliação de rodovias e a ampliação de ferrovias foram apontadas como as prioridades nos investimentos públicos para infraestrutura.
PROPOSTAS PARA QUE OS PROJETOS DE INFRAESTRUTURA NO BRASIL GANHEM EFICIÊNCIA Aumentar a clareza na divulgação dos objetivos 0% 4% 53% Reduzir a interferência política nos cronogramas e projetos. 1% 4% 4% 6 Modificar a lei de licitações na direção da agilidade. 1% 5% 44% Aumentar o acesso ao crédito para empresas privadas. 0% 5% 26% 35% 34% Punir exemplarmente os corruptos. 0% 5% 6% 89% Aumentar a segurança jurídica nos processos de licitação. 0% 6% 12% 37% 46% Aumentar a flexibilidade nos processos de licitação 1% 10% 2 40% Aumentar as parcerias público-privadas. 1% 4% 39% 39% Reduzir a complexidade burocrática. 0% 12% 32% 56% Aumentar o nível da participação privada. 1% 4% 42% 39% 0% 10% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Nem um pouco importante Um pouco importante Muito importante Extremamente importante Prioridade máxima de importância O combate à corrupção, bem como a redução da interferência política nos cronogramas e projetos foram apontados como os mais relevantes para que se alcance um melhor nível de infraestrutura no Brasil.
Logística, 3. CONCLUSÕES Supply Chain e Infraestrutura
CONCLUSÕES As empresas que têm se defrontado com elevados custos logísticos de transporte de matéria-prima buscam combatê-los por meio de estratégias internas, como reduzir o número de entregas rápidas e terceirizar a frota e serviços logísticos para outros operadores. Ademais, essas empresas também têm trabalhado com operações FOB em substituição ao CIF. Em termos de eficiência logística, essas empresas não transferem as responsabilidades e custos logísticos para clientes (Eficiência logística externa). Os principais responsáveis pelo aumento dos custos logísticos identificados na pesquisa foram a má qualidade da infraestrutura e o significativo aumento dos custos com distribuição urbana, provocado pelo ampliação das restrições ao tráfego de carretas e caminhões grandes nas áreas centrais. A pesquisa demonstra o descrédito do empresariado brasileiro com a capacidade do setor público na gestão da infraestrutura do país. Por isso, atribuem à corrupção e à burocracia os dois principais entraves para o seu desenvolvimento. As empresas demonstraram claramente sua posição favorável em relação à maior participação do setor privado na provisão de bens e serviços atualmente vinculados ao setor público. Isso se evidencia nas soluções mais bem aceitas para a melhoria das condições infra estruturais do país.