Andréia de Conto Garbin Promoção: DVST - CEREST ESTADUAL/SP São Paulo, 12 de novembro de 2015
O nexo causal dos Transtornos mentais relacionados ao trabalho e a importância da anamnese ocupacional
Por que trabalhamos?
Idade Moderna - XV a XVIII A Rendeira Vermeer Museu do Louvre Paris Séc. XVII 4
Idade Contemporânea Séc. XIX 5
Idade Contemporânea séc. XIX Horta d Erbe A Fábrica Picasso Museu do Ermitage São Petersburgo Séc. XX 6
Idade Contemporânea Séc. XIX Mão Presa Alberto Giacometti Kunsthaus Zurique Séc. XX 7
Qual a sua ocupação/atividade?
Com que você trabalha?
Quais as condições de trabalho?
Onde você trabalha?
Descrição da ocupação atual: Registrar a ocupação de forma mais completa possível Ex. 1: Balconista em loja de tecidos, registrada como auxiliar de escritório, que exerce atividade de costureira no mercado informal. Ignorar Auxiliar de Escritório. Interrogar qual a ocupação que ela considera principal. Resposta: Balconista OCUPAÇÃO ATUAL: Balconista em loja de tecidos_ Ex. 2: Indivíduo declara que sua profissão é torneiro mecânico, desempregado exercendo atividade no mercado informal de vendedor ambulante. OCUPAÇÃO ATUAL: Vendedor ambulante_
Relação no mercado de trabalho Assalariado Empregador Desempregado Autônomo Aposentado Mercado informal Outro s ex: donas de casa e estudantes. Precarização do trabalho: terceirização; análogo ao escravo; infantil, etc
Suspeita de doença/agravo Instrumento nacional para sistematização das informações colhidas por ocasião do atendimento de trabalhadores com suspeita de doenças relacionadas ao trabalho.
Sinais Aquele chefe que faz você chorar no banheiro pode ser mais prejudicial à sua saúde do que parece
Levantamento de dados Absenteísmo; Alta rotatividade; Diminuição da produção; Conflitos interpessoais; Dores/queixas; Afastamentos do trabalho; Uso de medicação contínua, álcool e drogas;
Levantamento de dados Agressividade, nervosismo; Sentimentos de culpa e inutilidade; Isolamento social; Desinteresse pelas atividades, apatia, depressão; Tentativas de suicídio; Angústia e medo; Choro frequente.
Organização do trabalho Conteúdo das tarefas, dos modos operatórios e dos postos de trabalho; Ritmo de trabalho penoso, sem pausas, e intensidade do trabalho; Sistemas de turnos; Sistemas de premiação e incentivos; Fatores psicossociais individuais; Relações de trabalho entre colegas e chefias;
Organização do trabalho Estratégias individuais e coletivas adotadas pelos trabalhadores; Decepções sucessivas em situações de trabalho frustrantes; Exigências excessivas de desempenho cada vez maior, no trabalho, geradas pelo excesso de competição; Perda do posto de trabalho, da posição na hierarquia e perda do emprego; Evento ou situação traumática. Ex: assalto; acidentes graves;
Organização do trabalho Jornadas prolongadas; Enxugamento (downsizing) reestruturação produtiva; Situações humilhantes constrangedoras, repetitivas e prolongadas; Relações autoritárias, desumanas e aéticas.
Fatores Psicossociais do Trabalho Os fatores psicossociais do trabalho referem-se às interações entre meio ambiente e condições de trabalho, condições organizacionais, funções e conteúdo do trabalho, esforços, características individuais e familiares dos trabalhadores. Portanto, a natureza dos fatores psicossociais é complexa, abrangendo questões associadas aos trabalhadores, meio ambiente geral e do trabalho.
Capítulo 10 Transtornos mentais e do comportamento MINISTÉRIO DA SAÚDE. Doenças relacionadas ao trabalho: manual de procedimentos para os serviços de saúde. Brasília, 2001.
A categoria trabalho como fator de risco para o desenvolvimento dos transtornos mentais e do comportamento I - o trabalho pode ser causa necessária para o adoecimento a exposição a substâncias tóxicas - metais pesados: mercúrio, chumbo, manganês, pode comprometer a funções cognitivas levando ao quadro de transtorno orgânico de personalidade; a exposição a um evento ou situação estressante de natureza excepcionalmente ameaçadora vítimas de assaltos, pode desencadear o quadro de estresse pós-traumático.
A categoria trabalho como fator de risco para o desenvolvimento dos transtornos mentais e do comportamento II - o trabalho pode ser fator contributivo, mas não necessário a vivência de esgotamento profissional em um contexto de estresse laboral prolongado, ritmo de trabalho penoso e ambientes que passam por transformações organizacionais, pode levar a exaustão emocional desencadeando a síndrome de burn-out ou de esgotamento profissional, na qual o trabalho pode ser considerado fator de risco no conjunto de fatores de risco associados à etiologia da doença.
A categoria trabalho como fator de risco para o desenvolvimento dos transtornos mentais e do comportamento III - o trabalho como provocador de um distúrbio latente ou agravador de doença já estabelecida no uso crônico e continuado de bebidas alcoólicas, caracterizado pelo descontrole periódico da ingestão, o trabalho é considerado um dos fatores psicossociais de risco para a síndrome de dependência do álcool.
Escuta qualificada Interesse pelo trabalho relatado; Curiosidade para compreender melhor; Considerar a diferença entre trabalho prescrito e real; Valorizar o conhecimento do trabalhador.
Obrigada!