ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO DE LITERATURA

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Transcrição:

ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO DE LITERATURA Nome: Nº 2 a. Série Data: / /2015 Professores: Fernando, Roberto Nota: (valor: 1,0) 3º bimestre Introdução Caro aluno. Neste semestre, você obteve média inferior a 6.0 e, portanto, não assimilou completamente os conhecimentos necessários. É chegado o momento de retomar os assuntos estudados para complementar esses conhecimentos. O presente roteiro tem por objetivo auxiliar a organização de seus estudos para que os conteúdos necessários do 3º bimestre sejam efetivamente adquiridos. Para tanto você fará um trabalho que visa ao resgate de informações que serão fundamentais para a condução de seus estudos no próximo bimestre. Procedimento de estudo Leia suas anotações de aulas e faça resumos dos capítulos do livro didático referentes à Unidade 5 Realismo e Naturalismo (p.388 437) (esse procedimento é uma sugestão para o seu estudo, ou seja, não será necessário entregar os referidos resumos). Capítulo 16: O Romance Regionalista Capítulo 19: Realismo. Capítulo 20: Naturalismo. É fundamental a releitura do livro O Cortiço, de Aluísio Azevedo que estudamos no bimestre, observando as análises contidas nas anotações no caderno sobre a obra. Além disso, é importante entender as diferenças entre os períodos estudados no bimestre (Realismo e Naturalismo) e os períodos anteriores, em especial o Romantismo, pois há características que podem ser confrontadas, como a visão da Natureza - manifestada nas descrições dos cenários e no modo como os personagens se relacionam com ela. Para tanto observe no caderno e no livro didático o que foi estudado sobre o livro Til, de José de Alencar.

Trabalho Responda as seguintes questões referentes aos conteúdos revisados por você. Texto para a questão 1 E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa, começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva, uma geração, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, e multiplicar-se como larvas no esterco. Aluísio Azevedo O Cortiço cap. I 01. Explique sucintamente por que o trecho acima poderia ser considerado um exemplo da estética Naturalista na literatura. (VALOR: 0,25) Leia os textos a seguir e responda ao que se pede. Texto 1 Ela, pequena, esbelta, ligeira, buliçosa, saltitava sobre a relva, gárrula e cintilante do prazer de pular e correr; saciando-se na delícia inefável de se difundir pela criação e sentir-se flor no regaço daquela natureza luxuriante. (José de Alencar, Til) Texto 2 Naquela mulata estava o grande mistério, a síntese das impressões que ele recebeu chegando aqui: ela era a luz ardente do meio-dia; ela era o calor vermelho das sestas da fazenda; era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras; era a palmeira virginal e esquiva que se não torce a nenhuma outra planta; era o veneno e era o açúcar gostoso; era o sapoti mais doce que o mel e era a castanha do caju, que abre feridas com o seu azeite de fogo; ela era a cobra verde e traiçoeira, a lagarta viscosa, a muriçoca doida, que esvoaçava havia muito tempo em

torno do corpo dele, assanhando-lhe os desejos, acordando-lhe as fibras embambecidas pela saudade da terra, picando-lhe as artérias, para lhe cuspir dentro do sangue uma centelha daquele amor setentrional, uma nota daquela música feita de gemidos de prazer, uma larva daquela nuvem de cantáridas que zumbiam em torno da Rita Baiana e espalhavam-se pelo ar numa fosforescência afrodisíaca. (Aluísio Azevedo, O Cortiço) 02. Os trechos acima apresentam a descrição de dois personagens femininos. Compareos e explicite as semelhanças e as diferenças, levando em consideração a escola literária a que pertence cada uma das obras de que o trecho foi extraído. (VALOR: 0,25)

Textos para as questões 03 e 04 Texto 1 O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. O que aqui está é, mal comparando, semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos, e que apenas conserva o hábito externo, como se diz nas autópsias; o interno não aguenta tinta. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos, como todos os documentos falsos, mas não a mim. Os amigos que me restam são de data recente; todos os antigos foram estudar a geologia dos campossantos. Quanto às amigas, algumas datam de quinze anos, outras de menos, e quase todas creem na mocidade. Duas ou três fariam crer nela aos outros, mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários, e tal frequência é cansativa. Texto 2 Machado de Assis Dom Casurro Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água que escorria da altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar; via-selhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pelo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas da mão. As portas das latrinas não descansavam, era um abrir e fechar de cada instante, um entrar e sair sem tréguas. Não se demoravam lá dentro e vinham ainda amarrando as calças ou as saias; as crianças não se davam ao trabalho de lá ir, despachavam-se ali mesmo, no capinzal dos fundos, por detrás da estalagem ou no recanto das hortas. Aluísio Azevedo O Cortiço 03. No texto 1, Há um procedimento típico do estilo machadiano de composição explicitado pela expressão geologia dos campos santos. Que procedimento de estilo é esse? Explique o que o autor quis dizer com essa expressão. (VALOR: 0,25)

04. Sabendo que o texto 1 pertence ao Realismo e o texto 2 ao Naturalismo, explique quais as diferenças entre essas duas correntes estéticas, citando exemplos das passagens que justifiquem as respectivas classificações. (VALOR: 0,25)

ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO DE LITERATURA Nome: Nº 2 a. Série Data: / /2015 Professores: Fernando, Roberto Nota: (valor: 1,0) 4º bimestre Introdução Caro aluno. Neste semestre, você obteve média inferior a 6.0 e, portanto, não assimilou completamente os conhecimentos programados. É chegado o momento de retomar os assuntos estudados para complementar seus conhecimentos. O presente roteiro tem por objetivo auxiliar a organização de seus estudos para que os conteúdos necessários do 4º bimestre sejam efetivamente adquiridos. Para tanto você fará um trabalho que visa ao resgate de informações que serão fundamentais para a condução dos estudos no próximo ano. Procedimento de estudo Leia suas anotações de aulas e faça resumos dos capítulos do livro didático referentes à Unidade 6 As estéticas de Fim de século (p.220 a p.487) e o capítulo 23 Pré-Modernismo (p.494 a p.517) (esse procedimento é uma sugestão para o seu estudo, ou seja, não será necessário entregar os referidos resumos). Capítulo 21: Parnasianismo Capítulo 22: Simbolismo Capítulo 23: Pré-Modernismo É fundamental a releitura do livro Viagens na Minha Terra de Almeida Garrett, que estudamos no semestre, observando as análises contidas nas anotações no caderno sobre as obras. Além disso, é importante entender as diferenças entre os períodos estudados no semestre (Parnasianismo, Simbolismo e Pré-Modernismo) e os períodos anteriores (Realismo e Naturalismo), pois há procedimentos técnicos e estilísticos que podem ser confrontados, como a visão crítica da sociedade e o modo como os personagens se relacionam com ela.

Trabalho Responda as seguintes questões referentes aos conteúdos revisados por você. Texto para a questão 01 Sim, leitor benévolo, e por esta ocasião vou te explicar como nós hoje em dia fazemos a nossa literatura. Já não me importa guardar segredo; depois desta desgraça não me importa já nada. Saberás pois, ó leitor, como nós outros fazemos o que te fazemos ler. Trata-se de um romance, de um drama - cuidas que vamos estudar a história, a natureza, os monumentos, as pinturas, os sepulcros, os edifícios, as memórias da época? Não seja pateta, senhor leitor, nem cuide que nós o somos. Desenhar caracteres e situações do vivo na natureza, colori-los das cores verdadeiras da história... isso é trabalho difícil, longo, delicado, exige um estudo, um talento, e sobretudo um tato!... Não senhor: a coisa faz-se muito mais facilmente. Eu lhe explico. Todo o drama e todo o romance precisa de: Uma ou duas damas. Um pai. Dois ou três filhos, de dezenove a trinta anos. Um criado velho. Um monstro, encarregado de fazer as maldades. Vários tratantes, e algumas pessoas capazes para intermédios. Ora bem; vai-se aos figurinos franceses de Dumas, de Eug. Sue, de Vítor Hugo, e recorta a gente, de cada um deles, as figuras de que precisa, gruda-as sobre uma folha de papel da cor da moda, verde, pardo, azul - como fazem as raparigas inglesas aos seus álbuns e scraapbooks, forma com elas os grupos e situações que lhe parece; não importa que sejam mais ou menos disparatados. Depois vai-se às crônicas, tiram-se um pouco de nomes e de palavrões velhos; com os nomes crismam-se os figurões, com os palavrões iluminaram (estilo de pintor pintamonos). E aqui está como nós fazemos a nossa literatura original. Viagens na Minha Terra, Almeida Garrett 01. O Fragmento acima demonstra uma marca importante do autor que é o uso da digressão para estabelecer uma crítica a setores da sociedade portuguesa da metade do século XIX. Curiosamente ele faz isso na forma de conversa com o leitor. Explique que setor da sociedade é alvo das críticas de Garrett e qual o conteúdo dessa crítica. (VALOR: 0,25)

Texto para a questão 02 Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos assustados. Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos vivera-os pelos cantos escuros da cozinha, sobre velha esteira e trapos imundos. Sempre escondida, que a patroa não gostava de crianças. Excelente senhora, a patroa. Gorda, rica, dona do mundo, amimada dos padres, com lugar certo na igreja e camarote de luxo reservado no céu. Entaladas as banhas no trono (uma cadeira de balanço na sala de jantar), ali bordava, recebia as amigas e o vigário, dando audiências, discutindo o tempo. Uma virtuosa senhora em suma dama de grandes virtudes apostólicas, esteio da religião e da moral, dizia o reverendo. Ótima, a dona Inácia. Mas não admitia choro de criança. Ai! Punha-lhe os nervos em carne viva. Monteiro Lobato, Negrinha 02. Na passagem acima do conto de Monteiro Lobato, há a apresentação das protagonistas, Negrinha e D. Inácia. O texto marca o comportamento agressivo de D. Inácia diante de uma criança inocente. Tendo em vista a passagem e seus conhecimentos sobre o conto, explique por que D. Inácia agride a menina e aponte a figura de linguagem usada constantemente pelo narrador para contar a história. (VALOR: 0,25)

Texto para a questão 03. Versos Íntimos Vês! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última quimera. Somente a Ingratidão - esta pantera - Foi tua companheira inseparável! Acostuma-te à lama que te espera! O Homem, que, nesta terra miserável, Mora, entre feras, sente inevitável Necessidade de também ser fera. Toma um fósforo. Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja. Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga, Escarra nessa boca que te beija! Augusto dos Anjos 03. Explique de forma sucinta qual a visão de mundo do eu lírico com relação ao destino humano e por que a poética de Augusto dos Anjos era criticada pelos artistas parnasianos contemporâneos do autor. (VALOR: 0,25)

Texto para a questão 04 Texto 1 A UM POETA Longe do estéril turbilhão da rua, Beneditino, escreve! No aconchego Do claustro, na paciência e no sossego, Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua! Mas que na forma se disfarce o emprego Do esforço: e trama viva se construa De tal modo, que a imagem fique nua, Rica, mas sóbria, como um templo grego. Não se mostre na fábrica o suplício Do mestre. E natural, o efeito agrade, Sem lembrar os andaimes do edifício: Porque a Beleza, gêmea da Verdade, Arte pura, inimiga do artifício, É a força e a graça na simplicidade. (Olavo Bilac)

Texto 2 Busca palavras límpidas e castas, Novas e raras, de clarões radiosos, Dentre as ondas mais pródigas, mais vastas Dos sentimentos mais maravilhosos. (...) Enche de estranhas vibrações sonoras A tua Estrofe, majestosamente... Põe nela todo o incêndio das auroras Para torná-la emocional e ardente. (...) Derrama luz e cânticos e poemas No verso e torna-o musical e doce Como se o coração, nessas supremas Estrofes, puro e diluído fosse. (Cruz e Sousa) 04. Os textos compreendem estilos de escolas literárias diferentes. Tendo os textos acima como base, explicite a que escolas pertence cada um dos autores: Olavo Bilac e Cruz e Souza. Aponte as diferenças de procedimentos poéticos de cada um. Dê exemplos. (VALOR: 0,25)