Regulamentação da Lei nº , de 2016

Documentos relacionados
Art. 2º As empresas têm o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a contar da data da publicação deste Regulamento, para se adequarem ao mesmo.

Manual com Perguntas e Respostas sobre LACTOSE

ATRIBUIÇÃO DE ADITIVOS EDULCORANTES PARA ALIMENTOS E SEUS RESPECTIVOS LIMITES MÁXIMOS DE USO

CENÁRIO REGULATÓRIO DA ROTULAGEM DE ALIMENTOS 23/09/2017

Informe Técnico n. 65, de 23 de fevereiro de Assunto: Esclarecimentos sobre o uso de enzimas em alimentos e bebidas.

ROTULAGEM NUTRICIONAL. Nutricionista Geisa L. A. de Siqueira

O CONTROLE SANITÁRIO DE ALIMENTOS: a atuação da SNVS

Elaboração dos Processos de Registro e Pós Registro de Alimentos para Nutrição Enteral. GENE Grupo Estratégico de Nutrição Especializada

O PAPEL DA ANVISA NA ALIMENTOS NO BRASIL

ASPECTOS REGULATÓRIOS DO BRASIL E CODEX LIGIA LINDNER SCHREINER

Avaliação de Alegações Propriedades Funcionais e ou de Saúde e Registro de Produtos com Alegações

ANÁLISE DA ROTULAGEM NUTRICIONAL DE ALIMENTOS COMERCIALIZADOS NA CIDADE DE UBERLÂNDIA MG

Industria Legal e Segurança Alimentar. DIVISA Diretoria de Vigilância Sanitária e Ambiental do Estado da Bahia

ROTULAGEM E INFORMAÇÃO NUTRICIONAL

RESOLUÇÃO N 26, DE 02 DE JULHO DE 2015

Tópicos Especiais em Química. Legislações e Normas. Giselle Nobre

AVALIAÇÃO DE RÓTULOS DE DIFERENTES MARCAS DE LEITE EM PÓ INTEGRAL COMERCIALIZADOS NA CIDADE DE GARANHUNS - PE. Apresentação: Pôster

Controle/Garantia da Qualidade nas matérias primas

Informação Nutricional Complementar

Propuestas y Avances del Etiquetado Frontal en Brasil

Nova pagina 2. considerando a possibilidade de efeitos benéficos de nutrientes e de substâncias bioativas dos alimentos;

TERMO DE HOMOLOGAÇÃO. Item 0001

ANEXO REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE NATA

Cenário regulatório internacional da rotulagem nutricional frontal

MACROTEMA DE ALIMENTOS

Portaria Nº 30, de 13 de janeiro de 1998 (*)

adota a seguinte Resolução de Diretoria Colegiada e eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação:

AVALIAÇÃO DE RÓTULOS DE CREMES DE LEITE COMERCIALIZADOS NO MUNICÍPIO DE GARANUNS - PE. Apresentação: Pôster

Manual de Lactários. Lactário em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde e Creches

Análise de Resíduos de Pesticidas Geisa Resende Novembro/2011

COMO LER RÓTULOS? DICAS E ORIENTAÇÕES SOBRE QUAIS CUIDADOS TOMAR COM ALIMENTOS E OUTROS PRODUTOS

PANORAMA DAS BARREIRAS TÉCNICAS ÀS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE ALIMENTOS REUNIÃO ORDINÁRIA DO CTBC. 03 de Novembro de 2015 São Paulo -Brasil


Estratégias para Redução do Sódio em Alimentos

Anvisa - Alimentos - Informes Técnicos

FICHA DOUTRINÁRIA. Processo: nº 12752

TABELAS NUTRICIONAIS E RÓTULOS DOS ALIMENTOS TABELA NUTRICIONAL

ROTULAGEM NUTRICIONAL

I Simpósio de Rotulagem de Alimentos CRQ-IV. Fiscalização e Monitoramento de Alimentos

Alergia à proteína do leite de vaca (APLV)

RESOLUÇÃO - RDC Nº 359, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2003

Aspectos Regulatórios

CRITÉRIOS MICROBIOLÓGICOS PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE ALIMENTOS. Denise Hentges

XII SEMANA ACADÊMICA CONEXÃO FAMETRO: ÉTICA, CIDADANIA E SUSTENTABILIDADE ISSN: AVALIAÇÃO DA DESCRIÇÃO DE ALERGÊNICOS EM PRODUTOS LÁCTEOS

Memorial Descritivo Pregão eletrônico Nº 55/2017

Curso de rotulagem geral de alimentos embalados. - 4º módulo -

NIDINA EXPERT CONFORT

Mitos e verdades sobre os adoçantes

Reunião com Associações de Empresas de Produtos para Saúde

A importância do Codex Alimentarius para. de Alimentos

Codex Alimentarius. 5º módulo.

2. PRECAUÇÕES DE SEGURANÇA 2.1. Se houver contato significativo com o olho lavar com água corrente por 15 minutos e/ou procurar atendimento médico.

INSTRUÇÃO NORMATIVA - IN Nº 9, DE 17 DE AGOSTO DE 2009.

Implementação do Regulamento de Informação ao consumidor na Unilever Jerónimo Martins INSA

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 26, DE 12 DE JUNHO DE 2007 (*)

SUPLEMENTOS ALIMENTARES: STATUS DA REGULAMENTAÇÃO NO BRASIL E PERSPECTIVAS FUTURAS

Memorial Descritivo Pregão eletrônico Nº 34/2016

Agência Nacional de Vigilância Sanitária Programa de Inclusão produtiva com segurança sanitária - PRAISSAN

Prof. Eduardo Purgatto Faculdade de Saúde Pública/USP Departamento de Nutrição 2016 Objetivos Definições Usos e Aplicações

TABELAS NUTRICIONAIS E RÓTULOS DOS ALIMENTOS TABELA NUTRICIONAL

Alimentos com alegação de propriedades funcionais aprovados pela legislação brasileira

Monitoramento de patógenos em alimentos de origem animal em estabelecimentos com SIF. Nelmon Oliveira da Costa DIPOA/SDA/MAPA

Transcrição:

PROPOSTAS DE RESOLUÇÕES-RDC PARA REGULAMENTAÇÃO DA LEI Nº 13.305, DE 4 DE JULHO DE 2016. GERÊNCIA-GERAL DE ALIMENTOS 20 DE SETEMBRO DE 2016

INFORMAÇÕES GERAIS: Regulamentação da Lei nº 13.305, de 2016 A Lei nº 13.305, de 2016, acrescenta o art. 19-A ao Decreto-Lei nº 986, de 21 de outubro de 1969, para dispor sobre a rotulagem de lactose nos alimentos. Os rótulos de alimentos que contenham lactose deverão indicar sua presença, conforme regulamento. Os rótulos de alimentos cujo teor original de lactose tenha sido alterado deverão indicar seu teor remanescente.

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELA GGALI: Levantamento de referências científicas e regulatórias; Consulta a associações do setor produtivo; Reunião com MAPA; Regulamentação da Lei nº 13.305, de 2016 Pesquisa sobre aspectos de composição e de rotulagem de alimentos reduzidos em lactose; Consulta à GELAS sobre a capacidade analítica dos laboratórios oficiais para detecção e quantificação de lactose em alimentos.

MANEJO DIETÉTICO DE LACTOSE: Intolerância à lactose: Não é possível estabelecer um limite único tolerável de lactose para todos os indivíduos com intolerância à lactose; Sintomas descritos após ingestão de pequenas quantidades, mas maioria dos indivíduos tolera doses agudas de até 12 g/dia. Galactosemia: Regulamentação da Lei nº 13.305, de 2016 Alimentação isenta em lactose e com baixa quantidade de galactose.

CENÁRIO REGULATÓRIO INTERNACIONAL: Não há consenso quanto: Regulamentação da Lei nº 13.305, de 2016 à forma de regulamentar as informações sobre o conteúdo de lactose (declaração de presença, alegações de conteúdo ou alimentos para fins especiais). aos critérios adotados para definir o que é um alimento isento ou com baixo teor de lactose.

Referências Abordagem Sem lactose Baixo em lactose Codex Alimentarius União Europeia Austrália e Nova Zelândia Países nórdicos Rotulagem da presença de lactose Rotulagem da presença de lactose Alegação nutricional Sem lactose detectável Alimentos para fins especiais 0,01% 1% Uruguai Alimentos para fins especiais Redução de 95% 2% Japão Alimentos para fins especiais Sem lactose e galactose detectável

CONTEXTO REGULATÓRIO NACIONAL: Rotulagem RDC nº 259/2002 (lista de ingredientes) RDC nº 360/2003 (declaração opcional de lactose) RDC nº 54/2012 (proíbe alegações de lactose) Regulamentação da Lei nº 13.305, de 2016 Alimentos para fins especiais Portaria SVS/MS nº 29/1998 (alimentos para dietas com restrição de outros açúcares) RDC nº 45/2011 (fórmulas infantis para necessidades dietoterápicas específicas) RDC nº 21/2015 (fórmulas para nutrição enteral) RDC nº 26/2015 (presença de leite e derivados)

PRODUTOS LÁCTEOS COM REDUÇÃO DE LACTOSE:

DEFINIÇÃO DA ABORDAGEM REGULATÓRIA: A GGALI identificou que a melhor alternativa para garantir uma regulamentação efetiva e proporcional da Lei nº 13.305, de 2016, seria publicar duas Resoluções de Diretoria Colegiada. Estabelece os requisitos para declaração obrigatória da presença de lactose nos rótulos dos alimentos. Altera a Portaria SVS/MS nº 29/1998, para dispor sobre os alimentos para dietas com restrição de lactose.

DEFINIÇÃO DA ABORDAGEM REGULATÓRIA: As duas exigências de rotulagem da Lei são aplicáveis a produtos distintos; Não seria efetivo regulamentar a declaração do teor de lactose em alimentos modificados, sem antes adotar critérios que permitam a existência de tais produtos; Evitar impactos negativos na possibilidade de regularização de produtos para dietas com restrição de lactose junto ao MAPA; Possibilidade de reduzir a judicialização em torno do uso de alegações de isento em lactose nesses produtos.

PROPOSTA DE RDC SOBRE ROTULAGEM: Escopo alinhado às normas de rotulagem geral de alimentos e de rotulagem de alergênicos; Os produtos prontos para o consumo com mais de 10 mg/100 g ou ml de lactose devem declarar Contém lactose ; Critérios de legibilidade iguais aos da RDC nº 26, de 2015; Vacatio legis de 12 meses e prazo adicional de 12 meses para adequação dos produtos destinados ao consumidor final.

PROPOSTA DE RDC SOBRE ALIMENTOS PARA DIETAS COM RESTRIÇÃO DE LACTOSE: Inclusão de duas subcategorias específicas de alimentos para dietas com restrição de lactose na Portaria SVS nº 29, de 1998: Previsão de uma subcategoria de alimentos isentos de lactose ( 10 mg/100g ou ml) e do uso da alegação sem lactose ou similar nesses produtos Previsão de uma subcategoria de alimentos com baixo teor de lactose ( 1 g/100g ou ml) e do uso da alegação baixo em lactose nesss produtos; Vacatio legis de 24 meses.

JUSTIFICATIVAS PARA ADOÇÃO DOS LIMITES: Indivíduos com intolerância à lactose possuem grande variação na quantidade tolerada deste açúcar; Portadores de galactosemia não podem consumir produtos com lactose; Esse limite se encontra em vigor nos países nórdicos há mais de 20 anos, tendo permitido o desenvolvimento do mercado sem a identificação de riscos aos consumidores; Existem métodos analíticos que permitem a detecção dessas quantidades de lactose; Valores similares já foram adotados pela legislação nacional.

JUSTIFICATIVAS PARA PRAZOS DE ADEQUAÇÃO: Preocupações expostas pelo setor produtivo na ROP nº 20, de 2016, sobre o impacto da normativa no processo produtivo; Indicação da necessidade de 15 meses para escoamento das embalagens antigas; Redução do limite para alimentos isentos em lactose; Desenvolvimento de ações adicionais por parte da GGALI para implantação da norma; Incorporação de metodologias analíticas para detecção das quantidades proposta de lactose em alimentos.

MAPEAMENTO DE IMPACTOS:

OBRIGADO! GERÊNCIA-GERAL DE ALIMENTOS