FORMIGAS BIOLOGIA E CONTROLE Ana Eugênia de Carvalho Campos Instituto Biológico Unidade Laboratorial de Referência em Pragas Urbanas E-mail: anaefari@biologico.sp.gov.br
Formigas Urbanas 20 a 30 espécies de Formigas Urbanas
Formigas Urbanas 20 a 30 espécies de Formigas Urbanas
Formigas Urbanas incômodo ferroam Infestam equipamentos Contaminam o ambiente e alimentos
Acidentes Ferroadas Alergia local Choque anafilático
Cortam plantas
Por que tanta infestação? Áreas Naturais Mirmecofauna em equilíbrio
Urbanização Crescente
Características biológicas
A. Wild Insetos Eusociais Sobreposição de Gerações Cuidado com a prole Divisão de Tarefas
Insetos Eusociais Todas as espécies de formigas Algumas famílias de abelhas Algumas famílias de vespas
Antena Geniculada
Cintura com um ou dois nós Presença da glândula metapleural
Organização da Sociedade As colônias Operárias (fêmeas estéreis) Crias (ovos, larvas e pupas) Rainha Reprodutores (em determinadas épocas do ano)
Operárias Fêmeas estéreis Monomórficas Polimórficas Trabalho dentro e fora da colônia Podem viver de dois a três meses
Rainhas Responsáveis pela postura dos ovos São os maiores indivíduos da colônia Asas por um período temporário Têm vida longa As colônias podem ser monogínicas ou poligínicas
Machos Alados Menores que as rainhas Função: Reprodutiva Têm vida curta
Desenvolvimento Ovo Larva (de 3 a 5 ínstares) Pupa Adulto
Ninhos A maioria no chão Monodômicos ou polidômicos Ninhos satélites Populações unicoloniais
Estabelecimento de novas colônias Fêmea alada Cópula operárias Procura de um local para nidificação Postura dos ovos Perda das asas
Modos de Fundação das Colônias Voo Nupcial Fragmentação (Sociotomia) * a fundação de novas colônias geralmente ocorre quando a colônia mãe apresenta uma alta densidade populacional
Comunicação Feromônios Trilha Alarme Recrutamento Reconhecimento Atração sexual
TROFALAXIA Ato de regurgitar alimento líquido para os outros membros da colônia, incluindo as larvas
ALIMENTAÇÃO Dieta variada Larvas: Dieta rica em proteína Adultos: Dieta rica em carboidratos Ovos Tróficos
Espécies de formigas urbanas
Espécies invasoras Formigas lava-pés Gênero Solenopsis
Espécies invasoras Formiga argentina Linepithema humile
Espécies invasoras Pixixica Wasmannia auropunctata
Espécies invasoras Brachymymex patagonicus
Espécies invasoras Formiga cuiabana Nylanderia fulva
Espécies invasoras Formiga louca Paratrechina longicornis
Espécies invasoras Monomorium floricola Formiga faraó Monomorium pharaonis
Espécies invasoras Formiga cabeçuda Pheidole megacephala
Espécies invasoras Formiga fantasma Tapinoma melanocephalum
Espécies invasoras Formiga carpinteira Gênero Camponotus
Introduções Comércio Mudança de ninhos
Consequências Empobrecimento da mirmecofauna nativa e de outros inimigos naturais. Espécies adaptadas ao ambiente perturbado. A diversidade e abundância de espécies nas estruturas humanas no Brasil são muito altas. Vinte e três espécies de formigas foram encontradas em um único ambiente hospitalar.
Características das formigas urbanas Tamanho pequeno das operárias
Poliginia Características das formigas urbanas
Características das formigas urbanas Ninhos polidômicos http://actionpest.ca/blog/carpenter-ants-in-hamilton/
Sociotomia Características das formigas urbanas
Características das formigas urbanas Mudança de local do ninho Baixa agressividade intraespecífica Alta agressividade interespecífica
Características das formigas urbanas Tamanho pequeno das operárias Poliginia Ninhos polidômicos Sociotomia Mudança de local do ninho Baixa agressividade intraespecífica Alta agressividade interespecífica SUCESSO
O que fazer? Deve-se conhecer a BIOLOGIA da espécie-alvo: identificar a espécie hábito alimentar nidificação outras características da espécie*
O que fazer? Inspecionar o local com iscas não tóxicas Identificar a espécie Conhecer os locais onde ocorrem os ninhos
Para monitorar Utilizar iscas para atrair as diferentes espécies Montar uma planilha como no exemplo
Planilha de monitoramento Anote : N= sem formigas FF= formigas fora da isca FI= formigas na isca V= vazio Ponto 12/9/2016 26/9/2016 3/10/2016 10/10/2016 1 N N N N 2 FF N N N 3 FI FF N N 4 V FI FI N 5 FI FI FI N 6 N FI N N...
Índice de infestação Número de Pontos com formigas Índice de Infestação = x 100 Número de Pontos com iscas Ex.: 150 pontos com iscas 95 pontos com formigas 95 / 150 = 0,63 0,63 x 100 = 63% de infestação
Controle Controle convencional Resultado???? Pulverizações podem fragmentar as colônias Poucas formigas saem do ninho cerca de 10 a 30%
Controle Iscas Tóxicas ácido bórico, hidrametilnona, sulfluramida, Tiametoxam, fipronil Algumas espécies carregam formulações em gel (Camponotus, Tapinoma melanocephalum, Nylanderia fulva, Paratrechina longicornis) Outras espécies preferem iscas microgranuladas Pheidole, Solenopsis
Controle Manejo do ambiente Correção de frestas, vazamentos, alimento disponível.
Formigas Cortadeiras 13 espécies de saúvas 29 espécies de quenquéns
Foto: Zorzenon, FJ ESPINHOS SAÚVA
Içá e Bitu Içá (rainha) Foto: Zorzenon, FJ Bitu (macho)
Foto: Zorzenon, FJ MURUNDU
Foto: Zorzenon, FJ Olheiro
Foto: Zorzenon, FJ Trilha
Foto: Zorzenon, FJ Jardineiras e fungo
ESPINHOS Foto: Zorzenon, FJ QUENQUÉM
Foto: Zorzenon, FJ Ninho de quenquém NINHOS
Prevenção de danos Dispositivos anti-formigas (barreiras físicas) Escolha de plantas menos suscetíveis Observação das espécies existentes no local, antes do plantio
Cone invertido
Controle Controle mecânico (eliminação de ninhos pequenos e/ou jovens) Controle químico: Iscas peletizadas Termonebulização Insuflação de pós secos
Iscas Devem ser colocadas em porta iscas apropriados Sem contato manual Aplicação em tempo seco Doses adequadas ao tamanho do formigueiro Colocação junto aos carreiros e/ou olheiros ativos
Princípios ativos Sulfluramida Fipronil
Isca peletizada
Esquema para a determinação da área de um formigueiro de saúvas da área do formigueiro
Termonebulização Consiste na introdução de um inseticida líquido diretamente nos olheiros, por meio de aparelhos próprios que produzem fumaça tóxica (Sistema Fog). O princípio ativo deve ter ação rápida e agir por contato e fumigação. i.a. Todas formulações CE (ciflutrina, cipermetrina, etc.)
Inseticidas (Pós secos) Insuflação de pós secos Pós a base de piretróides (Deltametrina, etc.)
Polvilhadeiras ou Insufladores de pó
OBRIGADA! E-mail: anaefari@biologico.sp.gov.br