ESCATOLOGIA BÍBLICA Apocalipse 9.1-12
Apocalipse 9.1-12 A quinta trombeta 7 O aspecto dos gafanhotos era semelhante a cavalos preparados para a peleja; na sua cabeça havia como que coroas parecendo de ouro; e o seu rosto era como rosto de homem; 8 tinham também cabelos, como cabelos de mulher; os seus dentes, como dentes de leão; 9 tinham couraças, como couraças de ferro; o barulho que as suas asas faziam era como o barulho de carros de muitos cavalos, quando correm à peleja;
Apocalipse 9.1-12 A quinta trombeta 10 tinham ainda cauda, como escorpiões, e ferrão; na cauda tinham poder para causar dano aos homens, por cinco meses; 11 e tinham sobre eles, como seu rei, o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom. 12 O primeiro ai passou. Eis que, depois destas coisas, vêm ainda dois ais.
Essa é certamente uma das descrições mais bizarras do livro, e não se deve dar atenção demasiada à interpretação dos detalhes. Parece que João está combinando as figuras do gafanhoto, do escorpião e dos guerreiros de um exército invasor. João também extrai a imagem da descrição dos gafanhotos de Joel 1.6,7 e de 2.4,5. João inicialmente, descreve a aparência dos gafanhotos como parecidos com cavalos aparelhados para a guerra Jó 39.19-25.
Os cavalos de guerra romanos eram enormes, treinados para a guerra, ensinados a morder e equipados com cascos afiados com lâminas. O acréscimo da expressão aparelhados para a guerra também mostra a natureza completa da praga: os demônios estavam indo guerrear contra os próprios seguidores. João está usando as coroas douradas como metáfora comum no mundo romano para um conquistador vitorioso. Quanto ao rosto com semelhança humana, podemos concluir que os seres demoníacos querem usurpar a criação de Deus, se colocando como o ápice da criação, posição que a humanidade ocupa.
Como mostramos, a descrição dos cabelos dos gafanhotos como os de mulher é colocado aqui propositadamente para acrescentar aspectos mais vívidos às faces humanas. Com a imagem seguinte, retornamos a Joel 1.6. Aqui, todos os estudiosos concordam quanto ao sentido da passagem, pois tanto os leões quanto os gafanhotos são conhecidos por seus apetites vorazes.
Os gafanhotos também tinham couraças como couraças de ferro. Essa é uma referência dupla à descrição real dos gafanhotos e à tendência de alguns exércitos (especialmente os partos) de proteger seu cavalo de guerra com exatamente esse tipo de peça da armadura. A parte seguinte também se origina tanto na descrição real de uma nuvem de gafanhotos quanto da metáfora da guerra. O aterrorizante som de suas asas descreve, sem dúvida, uma verdadeira nuvem de gafanhotos, como é confirmado pelo depoimento de muitas testemunhas oculares de uma situação como esta.
A parte final de sua descrição remonta a 9.5, focalizando no terrível propósito da nuvem de gafanhotos de torturar as nações com picadas contínuas de escorpião. Aqui, ficamos sabendo que a expressão não é metafórica, mas se refere a algo que realmente ocorrerá, quando se acrescenta a 9.3,5 o modo efetivo como os ferrões serão infligidos. A tortura infligida tem como propósito criar a oportunidade de os seguidores de Satanás, arrepnder-se e dar glória ao Deus do céu (11.13; 14.7).
Apocalipse 9.11 O rei da nuvem de gafanhotos demoníacos Pv 30.27 afirma que os gafanhotos não têm rei, mas aqui ficamos sabendo que esses gafanhotos demoníacos não somente tem e que ele é o anjo do abismo. Somente aqui aparece um rei demoníaco que lidera o exército demoníaco que tortura os povos da terra. Os dois nomes são sinônimos, um de raiz hebraica (Abadom)e outro de raiz grega (Apoliom) destruidor. O nome do deus grego Apolo vem desse termo, e o gafanhoto era um dos seus símbolos, visto que ele era o deus das pestes e das pragas. A verdadeira mensagem desse texto é que as forças demoníacas são organizadas, poderosas, amedrontadoras e cheias de ódio e desprezo por seus seguidores.