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Transcrição:

Funções da Linguagem Olá, seja bem-vindo (a) a nossa aula sobre Funções de Linguagem. Para iniciá-la, que tal rememorar conceitos estudados na aula passada? Você se lembra dos Elementos do Processo de Comunicação de Roman Jakobson? Faça um esforço para lembrar todos. Quais são? Emissor ou remetente, receptor ou destinatário, canal, mensagem, contexto ou referente, e código. Esses seis elementos do Processo de Comunicação dão origem às Funções de Linguagem, estudadas nesta nossa aula. A predominância de um desses componentes no discurso definirá a função da linguagem. Vamos analisar um quadro com os elementos de comunicação e suas respectivas funções de linguagem? Elementos da Comunicação Funções da Linguagem Contexto ou referente Emissor ou remetente Mensagem Receptor ou destinatário Canal Código Referencial Emotiva Poética Conativa ou Apelativa Fática Metalinguística Segundo Souza e Carvalho (2005, p. 11), a divisão de tipos básicos de comunicação não ocorre de forma pura, ou seja, o uso de qualquer uma das funções não implica o anulamento de outras. Um sermão, por exemplo, de caráter predominante conativo, desde que busca persuadir os receptores para um determinado comportamento, pode também manifestar e despertar emoções, cumprindo então função emotiva. Poderá ainda incluir referências, ao narrar, por exemplo, fatos históricos. Função Referencial A função referencial aponta para o sentido real dos seres e das coisas. É centrada no contexto ou referente e é predominantemente cognitiva. As mensagens da função referencial transmitem conhecimentos sobre objetos, de forma transparente, informacional, simples e convencional. Corresponde à terceira pessoa. Um bom exemplo são os textos científicos.

A crítica de cinema, exercida nos meios de comunicação que utilizam a linguagem escrita (jornais, revistas e sites na internet), atravessa uma crise. O objetivo deste trabalho é realizar uma leitura histórica da trajetória da crítica jornalística de cinema em Pernambuco, durante todo o século XX, no sentido de identificar os desvios de rota a que ela foi submetida. Parto do pressuposto de que as causas da crise não estão localizadas apenas em Pernambuco; a crítica local apenas reverberou uma crise global da crítica. A indústria cultural, o dilema entre alta cultura e cultura de massa, a ascensão da juventude à posição de categoria hegemônica no mapa do consumo pós-moderno, a cultura pop; todos esses fatores ajudam na consolidação da crise, materializada na homogeneização de forma e conteúdo dos textos críticos. Dentro desse panorama, o ciberespaço será visto, ao mesmo tempo, como último estágio da padronização da crítica e como estrutura tecnológica que possibilita a reestruturação da esfera pública. Isso traria à crítica a retomada de sua função original de resistência cultural. Para realizar essa análise, traço um panorama histórico da interseção entre crítica, cinema e jornalismo. As teorias críticas, pós-modernas, os estudos do cinema, do jornalismo e do ciberespaço fornecem a moldura teórica da dissertação. CARREIRO, Rodrigo Octávio d Azevedo. O gosto dos outros: Consumo, cultura pop e internet na crítica de cinema de Pernambuco. Dissertação de Mestrado. UFPE: 2003, p. 2. Função Emotiva É a função centrada no sujeito emissor ou remetente e tenta passar a impressão de um sentimento verdadeiro ou simulado. A função emotiva traduz sua emoção a respeito do que ele, o emissor, fala. Corresponde à primeira pessoa (eu). Como exemplo, temos as interjeições palavras invariáveis que exprimem estados emocionais, sensações, ou servem como auxílio para expressar o que o emissor sente. Podem ser de alegria (oba!, que bom!), de saudação (oi, olá), de admiração (oh, puxa, caramba, céus), de medo (cruzes, socorro), entre outras. Função Poética Centra-se na mensagem e há a predominância da conotação e do subjetivismo. Trabalha principalmente com os signos, o discurso, independente dos objetos. Atenção: apesar do nome, a função poética não existe apenas na poesia. Ocorre na linguagem coloquial, na música, na linguagem publicitária, entre outras.

Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das ideias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: - E daí? Eu adoro voar! Não me deem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre. Clarice Lispector Outro exemplo de função poética pode ser observado na poesia concreta de Augusto de Campos. Figura 1 - Fonte: CAMPOS, Augusto de, PIGNATARI, Décio, CAMPOS Haroldo de. Teoria da Poesia Concreta: textos críticos e manifestos 1950/1960. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2006. Função Fática Procura estabelecer, interromper ou prolongar a comunicação e serve para testar a eficiência do canal. As mensagens da função tática testam a eficiência de contato do canal. Exemplo: numa conversa telefônica, o emissor se dirige ao receptor dizendo alô, certo?, né?, ahã. Figura 2 - Fonte: Portal do Professor (MEC)

Função Metalinguística Também chamada de metalinguagem. É a língua (código) que tenta explicar ou trata de alguma forma a própria língua. Ou é um discurso linguístico usado para descrever sobre outras linguagens. A metalinguagem transmite reflexões sobre as mais variadas formas de utilização da linguagem. Para exemplificar a função metalinguística, analisemos uma Gramática da Língua Portuguesa, usada por você na escola. A Gramática possui centenas de discursos (conceitos, regras, análises, explicações) usados para descrever a Língua Portuguesa. Aulas de línguas estrangeiras também são um ótimo exemplo de função metalinguística. Um dicionário também se enquadra como exemplo dessa função, pois apresenta milhares de verbetes de análise das utilizações da linguagem. O cinema é repleto de exemplos de metalinguagens quando mostra filmes explicando ou mostrando as formas de construir um filme. Quando você for ao cinema e assistir a um filme explicando o modo de fazer outro filme, estará imergindo na função metalinguística. E um clássico nesse exemplo de metalinguagem na sétima arte é o italiano Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 1990, lançado na Brasil em DVD e Blue-Ray. Figura 3 - Cena clássica de Cinema Paradiso numa sala de projeção Até mesmo nas artes plásticas há diversos exemplos de função metalinguística. Copie e cole o seguinte link em outra janela ou aba do seu navegador de internet: http://www.google.com.br/search?q=van+gogh+auto+retrato&hl=pt- BR&prmd=imvns&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=koYqT7GlOofAtgfAq6zmD w&ved=0cc0qsaq&biw=1366&bih=667 Essa é uma busca do Google para van gogh auto retrato. O pintor pós-impressionista holandês Vicent Van Gogh pintou 35 autorretratos de 1886 a 1889, introduzindo, dessa forma, o próprio corpo e reflexões sobre seu estado de saúde como forma de se expressar artisticamente. Analise a figura abaixo.

Figura 4 - "Auto-Retrato Diante do Cavalete" Há duas maneiras de analisarmos a metalinguagem na obra acima. Em primeiro lugar, trata-se de um autorretrato, onde o próprio pintor retratado é o autor da obra artística. Em segundo lugar, vemos Van Gogh manuseando uma série de pincéis e uma paleta com tintas sobre o braço direito, de frente para uma tela. Agora nos aprofundamos um pouco na função metalinguística. Não é apenas o pintor. A própria arte da pintura se torna elemento constitutivo do discurso metalinguístico desse quadro. O pintor pinta a si mesmo em plena atividade. Metalinguagem pura. Função Conativa ou apelativa É centrada no sujeito receptor ou destinatário e tem como principal característica a persuasão, sendo muito utilizada na Propaganda. Corresponde à segunda pessoa (tu). Segundo Jakobson (1970, p. 126), a função conativa encontra sua expressão mais pura no vocativo e no imperativo. O imperativo é o modo verbal que expressa uma ordem, um pedido, uma recomendação, ou ainda, um convite. Outro exemplo é o vocativo, termo da oração por meio do qual chamamos ou interpelamos o interlocutor, real ou imaginário.

Exemplo extraído do blog http://supremamaegaia.blogspot.com/2010/11/viver-nao-efacil-nao.html Acesso em 30 de janeiro de 2012. Outro belo exemplo de função conativa é a música Tente outra vez, de Raul Seixas. Você pode assistir ao vídeo dessa música copiando e colando este link no seu navegador: http://www.youtube.com/watch?v=ot1spla4yr8 ou esta outra opção http://www.youtube.com/watch?v=8oxlaovamzk

Veja! Não diga que a canção Está perdida Tenha fé em Deus Tenha fé na vida Tente outra vez!... Beba! (Beba!) Pois a água viva Ainda tá na fonte (Tente outra vez!) Você tem dois pés Para cruzar a ponte Nada acabou! Não! Não! Não!... Oh! Oh! Oh! Oh! Tente! Levante sua mão sedenta E recomece a andar Não pense Que a cabeça aguenta Se você parar Não! Não! Não! Não! Não! Não!... Há uma voz que canta Uma voz que dança Uma voz que gira (Gira!) Bailando no ar Uh! Uh! Uh!... Queira! (Queira!) Basta ser sincero E desejar profundo Você será capaz De sacudir o mundo Vai! Tente outra vez! Humrum!... Tente! (Tente!) E não diga Que a vitória está perdida Se é de batalhas Que se vive a vida Han! Tente outra vez!.. Estamos chegando ao final da nossa terceira aula, prezado aluno. Esperamos que você esteja gostando. Saiba que elas serão muito enriquecedoras para o seu futuro profissional, porque a utilização correta da Língua Portuguesa é essencial para qualquer área de atuação. Na nossa próxima aula, estudaremos as Variações Linguísticas e os Níveis de Linguagem. Até o nosso próximo encontro!