CURSO TÉCNICO DE EDIFICAÇÕES. Disciplina: Projeto de Estruturas. Aula 7



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Transcrição:

AULA 7 CURSO TÉCNICO DE EDIFICAÇÕES Disciplina: Projeto de Estruturas CLASSIFICAÇÃO DAS ARMADURAS 1

CLASSIFICAÇÃO DAS ARMADURAS ALOJAMENTO DAS ARMADURAS Armadura longitudinal (normal/flexão/torção) Armadura complementar (grampos) Armadura transversal (cortante/torção) VIGAS VIGAS As vigas são dimensionadas considerando-se seu vínculo de apoio, cargas (peso próprio, carga acidental, ação dos ventos) e os momentos fletores derivados das cargas atuantes x vínculos. 2

VIGAS VIGAS Segundo o item 13.2.2 da NBR 6118:2014, a seção transversal das vigas não pode apresentar largura menor que 12 cm e a das vigas-parede, menor que 15 cm. Estes limites podem ser reduzidos, respeitando-se um mínimo absoluto de 10 cm em casos excepcionais, sendo obrigatoriamente respeitadas as seguintes condições: a) alojamento das armaduras e suas interferências com as armaduras de outros elementos estruturais, respeitando os espaçamentos e cobrimentos estabelecidos nesta Norma; b) lançamento e vibração do concreto de acordo com a ABNT NBR 14931- Execução de Estruturas de Concreto Procedimentos. VIGAS 3

ARMADURA DE PELE Armadura de Pele O controle da fissuração através da limitação da abertura estimada das fissuras, no estudo das deformações das peças de concreto armado, estabeleceu-se recursos que visam minimizar essas deformações. O item 17.3.5.2.3 da NBR 6118:2014 define: A mínima armadura lateral deve ser 0,10 % A c,alma em cada face da alma da viga e composta por barras de CA-50 ou CA-60, com espaçamento não maior que 20 cm e devidamente ancorada nos apoios, não sendo necessária uma armadura superior a 5 cm²/m por face. Em vigas com altura igual ou inferior a 60 cm, pode ser dispensada a utilização da armadura de pele. As armaduras principais de tração e de compressão não podem ser computadas no cálculo da armadura de pele. ARMADURA DE PELE 4

PILARES PILARES E PILARES-PAREDE A seção transversal de pilares e pilares-parede maciços, qualquer que seja a sua forma, não pode apresentar dimensão menor que 19 cm. Em casos especiais, permite-se a consideração de dimensões entre 19 cm e 14 cm, desde que se multipliquem os esforços solicitantes de cálculo a serem considerados no dimensionamento por um coeficiente adicional n, de acordo com o indicado na Tabela 13.1 e na Seção 11. Em qualquer caso, não se permite pilar com seção transversal de área inferior a 360 cm². PILARES 5

PILARES MACIÇAS Nas lajes maciças devem ser respeitados os seguintes limites mínimos para a espessura: a) 7 cm para cobertura não em balanço; b) 8 cm para lajes de piso não em balanço; c) 10 cm para lajes em balanço; d) 10 cm para lajes que suportem veículos de peso total menor ou igual a 30 kn; e) 12 cm para lajes que suportem veículos de peso total maior que 30 kn; f) 15 cm para lajes com protensão apoiadas em vigas, com o mínimo de l para 42 lajes de piso bi-apoiadas e l para lajes de piso contínuas; 50 g) 16 cm para lajes lisas e 14 cm para lajes-cogumelo, fora do capitel. No dimensionamento das lajes em balanço, os esforços solicitantes de cálculo a serem considerados devem ser multiplicados por um coeficiente adicional γ n, de acordo com o indicado na Tabela 13.2. 6

MACIÇAS NERVURADAS 7

NERVURADAS A espessura da mesa, quando não existirem tubulações horizontais embutidas, deve ser maior ou igual a 1/15 da distância entre as faces das nervuras (o) e não menor que 4 cm. O valor mínimo absoluto da espessura da mesa deve ser 5 cm, quando existirem tubulações embutidas de diâmetro menor ou igual a 10 mm. Para tubulações com diâmetro maior que 10 mm, a mesa deve ter a espessura mínima de 4 cm +, ou 4 cm + 2 no caso de haver cruzamento destas tubulações. A espessura das nervuras não pode ser inferior a 5 cm. Nervuras com espessura menor que 8 cm não podem conter armadura de compressão. PRÉ-MOLDADAS Aplica-se a ABNT NBR 9062. No caso uso de lajes alveolares protendidas, deve ser obedecido o que estabelece a ABNT NBR 14861. 13.2.5 Furos e aberturas Quando forem previstos furos e aberturas em elementos estruturais, seu efeito na resistência e na deformação deve ser verificado e não podem ser ultrapassados os limites previstos nesta Norma, obedecido o disposto em 21.3. De maneira geral os furos têm dimensões pequenas em relação ao elemento estrutural enquanto as aberturas não. Um conjunto de furos muito próximos deve ser tratado como uma abertura. 8

1. Torniquetes Depois de montadas conforme indicação do projeto, a laje precisa ser nivelada, já que os painéis são protendidos e há a possibilidade de surgirem grandes variações nas contraflechas. Para isso, basta utilizar um sistema de torniquetes na face superior travado com cunhas na face inferior. Fonte: Núcleo de Estudo e Tecnologia em Pré-Moldados de Concreto (Netpre) 2. Juntas Ainda com os torniquetes posicionados, é feito o preenchimento de todo o comprimento das juntas longitudinais das lajes (também chamadas de chaves de cisalhamento) com concreto, graute ou argamassa compatível com o material das peças pré-moldadas. O processo de cura das juntas nessa fase deve ser de pelo menos 24 horas e, em seguida, os torniquetes já podem ser retirados para a execução das armaduras e da concretagem. 9

3. Estribos Embora na maioria dos projetos as lajes alveolares trabalhem com apoio isostático, a solidarização das vigas de apoio à armadura do capeamento garante mais estabilidade à estrutura, fazendo com que as vigas trabalhem em seção tipo "T". Além disso, o engastamento cria uma situação de confinamento melhor em casos de incêndio. No detalhamento em projeto, o principal cuidado é garantir que os estribos fiquem na mesma altura da armadura da capa de concreto. 10

PRÉ-MOLDADAS 13.2.5.1 Furos que atravessam vigas na direção de sua largura Em qualquer caso, a distância mínima de um furo à face mais próxima da viga deve ser no mínimo igual a 5 cm e duas vezes o cobrimento previsto para essa face. A seção remanescente nessa região, tendo sido descontada a área ocupada pelo furo, deve ser capaz de resistir aos esforços previstos no cálculo, além de permitir uma boa concretagem. Devem ser respeitadas, simultaneamente, para dispensa da verificação, as seguintes condições: a) furos em zona de tração e a uma distância da face do apoio de no mínimo 2 h, onde h é a altura da viga; b) dimensão do furo de no máximo 12 cm e h/3; c) distância entre faces de furos, em um mesmo tramo, de no mínimo 2 h; d) cobrimentos sufi cientes e não seccionamento das armaduras (ver Seção 7). PRÉ-MOLDADAS 11

COBRIMENTO DA ARMADURA Qualidade do concreto de cobrimento 7.4.1 Atendidas as demais condições estabelecidas nesta seção, a durabilidade das estruturas é altamente dependente das características do concreto e da espessura e qualidade do concreto do cobrimento da armadura. 7.4.2 Ensaios comprobatórios de desempenho da durabilidade da estrutura frente ao tipo e classe de agressividade prevista em projeto devem estabelecer os parâmetros mínimos a serem atendidos. Na falta destes e devido à existência de uma forte correspondência entre a relação água/cimento e a resistência à compressão do concreto e sua durabilidade, permite-se que sejam adotados os requisitos mínimos expressos na Tabela 7.1. 12

COBRIMENTO DA ARMADURA Classe de agressividade ambiental A agressividade do meio ambiente está relacionada às ações físicas e químicas que atuam sobre as estruturas de concreto, independentemente das ações mecânicas, das variações volumétricas de origem térmica, da retração hidráulica e outras previstas no dimensionamento das estruturas Nos projetos das estruturas correntes, a agressividade ambiental deve ser classificada de acordo com o apresentado na Tabela 6.1 e pode ser avaliada, simplificadamente, segundo as condições de exposição da estrutura ou de suas partes. O responsável pelo projeto estrutural, de posse de dados relativos ao ambiente em que será construída a estrutura, pode considerar classificação mais agressiva que a estabelecida na Tabela 6.1. COBRIMENTO DA ARMADURA 13

COBRIMENTO DA ARMADURA Qualidade do concreto X agressividade ambiental COBRIMENTO DA ARMADURA 14

COBRIMENTO DA ARMADURA COBRIMENTO DA ARMADURA Detalhamento das armaduras 7.5.1 As barras devem ser dispostas dentro do componente ou elemento estrutural, de modo a permitir e facilitar a boa qualidade das operações de lançamento e adensamento do concreto. 7.5.2 Para garantir um bom adensamento, é necessário prever no detalhamento da disposição das armaduras espaço suficiente para entrada da agulha do vibrador. bw = largura da seção transversal h = altura da seção transversal As = armadura tracionada As = armadura comprimida d = altura útil - posição As d. = posição de As. 15

COBRIMENTO DA ARMADURA Detalhamento das armaduras O espaço livre entre duas barras próximas da armadura longitudinal deverá obedecer às seguintes prescrições: a) o espaço livre horizontal e h não poderá ser menor que: - o diâmetro das barras - 2 cm - 1,2 vezes a dimensão máxima do agregado graúdo b) o espaço livre vertical e v não poderá ser menor que: - o diâmetro das barras - 2 cm - 0,5 vezes a dimensão máxima do agregado graúdo Profª Engª Civil Alexandra Müller Barbosa Dúvidas: eng.alexandrabarbosa@gmail.com Para baixar os arquivos: www.amb-engenharia.blogspot.com As imagens deste trabalho foram todas baixadas da internet ou digitalizadas dos livros de referência, não há nenhuma pretensão em reivindicar sua autoria. 16